Espiritismo e genetica 2

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Espiritismo e genetica 2

  1. 1. Centro Espírita Léon Denis Curso: Espiritismo e Genética Patrono: Paul Gibier Ano: 2006 Volume 2 - Reencarnação e suas Leis - Fatores de Desequilíbrio: Doenças e sua Cura - Engenharia Genética“O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência sem o Espiritismo se acha naimpossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria. Ao Espiritismo, sem aCiência, faltariam apoio e comprovação”. Allan Kardec ÍNDICE
  2. 2. Espiritismo e Genética Assunto Pág.I - Escolha das Provas 03II - Reencarnação Dirigida e Compulsória 05III - Esquecimento do Passado 07IV - Reencarnação e Suas Leis 12V - Planejamento Familiar 14VI - Aborto, Visão Científica 17VII - Aborto e a Lei de Causa e Efeito 23VIII - As Doenças 27IX - Transtornos Psicossomáticos 32X - Síndromes Hereditárias 36XI - Doenças Sexualmente Transmissíveis 46XII - Reencarnação e Sexo 53XIII - Engenharia Genética 60XIV - Os Transgênicos 62XV - Geneterapia 64XVI - Clonagem 66XVII - O Projeto Genoma 75XVIII - Sexagem 84XIX - O Homem do Futuro 88XX - A Bioética 91 2
  3. 3. Espiritismo e Genética I. A ESCOLHA DAS PROVAS • Por que sofrem uns mais do que outros? • Por que uns nascem na miséria e outros na opulência? • Por que uns são bonitos e outros feios? • Por que alguns não são bem sucedidos em nada, enquanto para outros tudo parece sorrir? Em “O Evangelho Seg. o Espiritismo”, vemos algumas explicações para esses fatos. Ohomem é, em um grande número de casos, o construtor dos próprios infortúnios. Entretanto, semprehaverá oportunidade de uma nova vida, em que o homem poderá aproveitar as experiências dopassado e tomar boas resoluções para o futuro. Lembramo-nos da afirmativa: “todo efeito tem uma causa”. Então, as misérias que nosatingem são efeitos, que, naturalmente, devem ter uma causa. E, como Deus é justo, esses efeitosdevem ser justos: Deus não pune o bem que se fez. Se somos punidos, é porque fizemos o mal. Na mesma obra de Kardec, no capítulo sobre as causas das aflições, vemos que elas podem seratuais ou anteriores à presente existência. A punição dos erros nem sempre se faz na existência atual.Se não sofrer hoje as conseqüências dos males que cometeu, sofrerá numa próxima existência (causasanteriores). Para cada falta cometida, durante a encarnação, o Espírito, antes de pagar pelo seu erro,terá que se arrepender; depois, então, expiar e reparar (sigla AER). Pela reencarnação, temos oportunidade de reviver situações e traumas com as pessoas comquem temos afinidade, ou não, com a intenção de trabalharmos não só o conflito dos relacionamentosregidos pela lei de causa e efeito, mas o autoburilamento, que só ocorrerá mediante oautoconhecimento. Quando estes efeitos afloram, surge a necessidade da reparação. Só reparando um erro, sejaele qual for, é que vamos tranqüilizar a nossa consciência. Para adquirirmos uma consciência plena deamor, precisamos das muitas existências sucessivas, onde trabalharemos a semente do amor de Deusem nós. As tribulações da vida podem ser impostas a Espíritos endurecidos e que perderamprovisoriamente o direito de usar o livre-arbítrio, ou são muito ignorantes para fazerem uma escolhacom conhecimento de causa. Podem, porém, essas tribulações serem escolhidas livremente porEspíritos arrependidos e que desejam reparar o mal que fizeram e se exercitarem em proceder melhor. Assim, as tribulações podem ser, ao mesmo tempo, expiações que castigam pelos erros dopassado e provas que preparam para o futuro. Nem sempre significa que um indivíduo em grandessofrimentos está sendo punido por faltas cometidas. Muitas vezes, os sofrimentos são simples provasescolhidas pelo próprio Espírito para concluir sua depuração e apressar seu adiantamento. Assimsendo, as expiações sempre servem de prova, mas a prova nem sempre é expiação. O sofrimento que não desperta lamentações pode ser uma expiação, mas isso é um indício quetal expiação foi escolhida voluntariamente e não imposta, o que é um sinal de progresso. Escolhida aprova, naqueles Espíritos em que há essa possibilidade, os “Construtores da Vida” organizam, com omáximo cuidado e competência, o plano reencarnatório de cada ser humano. Tal plano baseia-se fundamentalmente em duas condições: Merecimento individual; Passivo a resgatar perante as leis morais. Definido e aprovado o plano nas esferas espirituais elevadas, retorna o ser à carne, no maisadequado ambiente social. Em “Missionários da Luz”, capítulos 12 e 13, que nos falam sobre a preparação deexperiências reencarnatórias, André Luiz refere-se a Espíritos ainda em débito, mas com valores de 3
  4. 4. Espiritismo e Genéticaboa vontade, perseverança e sinceridade, que lhes outorgam o direito de influir sobre a escolha dasprovas. Há, nesses capítulos, interessantes descrições do departamento de planejamento dasreencarnações: entidades conduzindo rolos, semelhantes a pergaminhos, contendo mapas de formasorgânicas, elaborados por orientadores especializados em conhecimentos biológicos da existênciaterrena e de acordo com as necessidades provacionais do reencarnante. Há, também, a descrição demodelos de corpos masculinos e femininos, com todos os detalhes anatômicos de órgãos, músculos,glândulas, órgãos sexuais etc. Os modelos do próximo corpo físico são então desenhados e as escolhas, por exemplo, detraços físicos de defeitos saem no gráfico. Aí também são planejados o tempo de vida e as provas deordem moral. Em geral, Espíritos que conseguiram méritos no seu aperfeiçoamento solicitamprovidências em favor de existência sadia, preocupando-se com a resistência, equilíbrio, durabilidadee fortaleza do instrumento que lhes deve servir, mas pedem medidas a lhes atenuarem o magnetismopessoal, em caráter provisório, evitando-lhes apresentação física muito primorosa, ocultando assim abeleza de suas almas para garantir a eficiência de suas tarefas. Vimos também, nesses capítulos, o pedido para que os traços fisionômicos e do corpo fossemalterados, para que a beleza não fosse uma característica predominante, o que poderia atrapalhar aprova a que o Espírito se propõe. E a Genética? Como ela se relaciona com o planejamento da reencarnação? São descritos por André Luiz, na obra acima referida, capítulo 13, os mapas cromossômicos,onde a geografia dos genes é examinada pelos orientadores da reencarnação. A modelagem fetal e odesenvolvimento do embrião obedecem às leis físicas naturais, aos automatismos estabelecidos pelaevolução de cada espécie, mas em todos esses fenômenos, a cooperação espiritual coexiste com asleis, de acordo com os planos de evolução ou resgate do Espírito reencarnante. Segundo Léon Denis, em “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, o nosso futuro está emnossas mãos. Toda missão superior é o resultado de um passado imenso de lutas; é o remate detrabalhos longos e pacientes. Cada faculdade brilhante, cada virtude sólida, reclamou existênciasmúltiplas de trabalhos obscuros, de combates violentos entre o Espírito e a carne, a paixão e o dever.É o amadurecimento através dos séculos. Em cada regresso ao espaço, procede-se ao balanço dos lucros e perdas. O ser examina-se ejulga-se. A Vida do Espaço é para o Espírito que evoluiu o período de exame, de recolhimentos,aplicando-se ao interrogatório da consciência; ao inventário rigoroso da beleza ou da fealdade daalma. É, enfim, na vida do Espaço que o ser prepara as futuras tarefas. Aí, então, se lhe for permitido, serão feitas as escolhas das diversas provas pelas quais oEspírito passará. Bibliografia:1. GENÉTICA E ESPIRITISMO, de Eurípedes Kühl, Edição FEB, 1997, Cap. Genética e Reencarnação, páginas 118 a 123.2. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, de Allan Kardec, Edição FEB, 8-1993, Cap. V - Bem-Aventurados os Aflitos, páginas.3. MISSIONÁRIOS DA LUZ, de F.C.Xavier-André Luiz, Edição FEB, 8-1998, Cap. 12 e 13, páginas 143 a 216.4. O PROBLEMA O SER, DO DESTINO E DA DOR, de Léon Denis, Edição FEB, 1-1995. 4
  5. 5. Espiritismo e Genética II. REENCARNAÇÃO DIRIGIDA E COMPULSÓRIA O que é “compulsória”? – “Compulsória” quer dizer: forçada, obrigatória. O que é “dirigida”? - “Dirigida” significa: orientada, administrada. Como nos mostram as várias obras da literatura espírita, a reencarnação, assim como oprocesso de desencarnação, não obedece a uma regra geral. “Cada caso é um caso...” Tudo está nadependência das condições do Espírito. De que forma viveu e de que forma morreu? O que aprendeu.Como era ele em apego e desapego, etc... Pode a reencarnação ser planejada pelo próprio Espírito, até com detalhes no corpo físico,como também as provas podem ser escolhidas pelo reencarnante. Naturalmente, sempre haverá aorientação dos mentores espirituais encarregados desse trabalho. Em outros casos, o Espírito não tem condições de escolha nem de planejamento e suareencarnação será compulsória, sem escolhas. No mundo espiritual, em cada hospital, em cada colônia, há um departamento que cuida dosdetalhes em favor dos Espíritos candidatos ao retorno à carne, nos casos de reencarne natural. Há,nesses departamentos, modelo de corpos físicos, de acordo com a missão de cada um, e também aí éplanejado a família terrena. Nenhum Espírito reencarna em família com a qual não tenha vínculos deamor ou resgate. A lei natural é que nunca recebemos um estranho em nossa família. No processo de reencarne natural, tudo é previamente programado e tudo obedece a detalhesimportantes, como, por exemplo, a linha mestra das tarefas e da missão que o Espírito reencarnantedeve cumprir em sua jornada terrena. O Espírito toma conhecimento de suas responsabilidades,conhece de antemão as provas a que será submetido e as pessoas do meio com as quais irá serelacionar. Sabe também que sempre contará cm a ajuda do “anjo guardião” que o irá inspirar nasdecisões nos momentos difíceis e de incerteza. Existem os processos que não obedecem a esta ordem natural das coisas: são as reencarnaçõescompulsórias, aplicadas aos Espíritos reencarnantes, muitos deles dotados de alto grau de inteligênciae, alguns, conhecedores do Evangelho e das Leis, mas devotados ao mal. Após análise criteriosa daEspiritualidade Superior, perdem temporariamente a condição do livre-arbítrio e passam porexperiências reencarnatórias de grande aprendizado para eles. Normalmente são portadores de idiotia, de doenças congênitas que os deixam em condiçõesentrevadas durante toda a existência. Será inesquecível o aprendizado para esse Espírito eterno,dotado de inteligência, mas portador de um equipamento defeituoso. A suspensão temporária dolivre-arbítrio provém da misericórdia divina, que ampara esses Espíritos de quedas e derrotasespetaculares. Existem ainda as reencarnações complementares: são Espíritos que não completaram operíodo que lhes foi destinado viver, abreviaram a existência ou por não terem cuidado da saúdefísica pelo abuso de substâncias tóxicas, provocando o desencarne. Reencarnam para completar operíodo em débito. Vemos, na obra mediúnica de Carlos Baccelli, pelo Espírito Inácio Ferreira, a citação deEspíritos desencarnados comensais de criaturas encarnadas que vampirizavam... Não haviam sehabilitado a viver fora do corpo. O tempo em que demoravam no Mundo Espiritual era apenas osuficiente para uma nova existência física, a que retornavam de maneira automática. No mesmo livro, lemos: “Muitos destes irmãos reencarnam sem que se reconheçam... Vivemna órbita psíquica daqueles com os quais se afinizam e de repente... caem nas malhas da 5
  6. 6. Espiritismo e Genéticareencarnação. (...) Não temos como acolher esta gente toda na vida espiritual e nem programarreencarnação para todos. Para a grande maioria dos Espíritos, o que funciona é a Lei”. Em ”Memórias de Um Suicida”, de Yvonne A. Pereira, lemos, no capítulo VIII - NovosRumos, a descrição de várias circunstâncias reencarnatórias, inclusive as de Espíritos internados nomanicômio e que, incapazes de raciocinar, seguiam para a reencarnação impelidos pela necessidadeimperiosa de uma melhoria e algum progresso. Diz-nos Yvonne Pereira que os técnicos do Departamento de Reencarnação daquela colônia eseus colaboradores, todos criteriosamente inspirados na Justiça e na Misericórdia das Leis Soberanasdo Onipotente Criador, supriam a incapacidade de discernimento desses Espíritos para escolherem ofuturo, estabelecendo em conselho o que melhor lhes convinha, com o beneplácito do Mestre Jesus. Entretanto, outros Espíritos, com o desenvolvimento moral e mental necessário, assistiam aaulas, na colônia citada (Maria de Nazaré), para aquisição de esclarecimentos sobre a reencarnação. A constituição física do Espírito reencarnante depende das necessidades do seu aprendizado.Sabemos que todas as experiências da vida ficam registradas do perispírito. Se, por exemplo, abusoudo fumo, terá marcado, em sua forma perispiritual, nas vias respiratórias e nos pulmões, a dificuldadeprópria desse vício. Essas manchas ou defeitos do perispírito só desaparecerão quando transferidaspara o corpo físico, que funciona como mata-borrão do perispírito. Na reencarnação natural em que o Espírito tem condições, ele mesmo escolhe quais asmanchas perispirituais que passarão para o corpo. Esse processo acontecerá até que a “túnica nupcial”fique branca (perispírito sem manchas).Como vimos, o corpo físico é o instrumento que o Espírito usará para se livrar das manchas doperispírito e aí contamos com a Genética. Os genes representariam uma fita magnética com possibilidades de registro das experiênciasde toda ordem que a espécie humana desenvolve em seus campos de trabalhos e lutas. Em “Missionário da Luz”, André Luiz cita os mapas cromossômicos, no departamento dereencarnação. E sempre haverá um espermatozóide adequado para fertilizar o óvulo com o material genéticoapropriado às necessidades do Espírito reencarnante. Do que foi exposto, fica evidente a justiça da Reencarnação e a concordância entre as Leis deDeus e a Ciência da Hereditariedade. Sugerimos aqui a leitura do capítulo referente a esse assunto em o “O Livro dos Espíritos”,nas perguntas citadas na bibliografia. Bibliografia:1. MISSIONÁRIOS DA LUZ, de F.C.Xavier-André Luiz, Edição FEB, 8-1993, páginas 205 e 206;2. MEMÓRIAS DE UM SUICIDA, de Yvonne do Amaral Pereira, Edição FEB, páginas 258, 259, 350 e 351;3. CREPÚSCULO DE OUTUNO, de Antonio Demarchi/ Irmão Virgílio, Lúmen Edit. Ltda., 1a. Edição, páginas 135 a 143;4. O LIVRO DS ESPÍRITOS, de Allan Kardec, Questões 171, 196 e 337;5. DO OUTRO LADO DO ESPELHO, de Carlos A. Baccelli, Edit. Didier, 1a edição.6. DINÂMICA PSI, de Jorge Andréa, Sociedade Espírita F. V. Lorenz, 3ª edição, 1999, página 107. 6
  7. 7. Espiritismo e Genética III. O ESQUECIMENTO DO PASSADO Do livro “O QUE É O ESPIRITISMO”: Cap. V - Não consigo explicar a mim mesmo como pode o homem aproveitar da experiênciaadquirida em suas anteriores existências, quando não se lembra delas, pois que, desde que lhe faltaessa reminiscência, cada existência é para ele qual se fora à primeira; deste modo, está sempre arecomeçar. Suponhamos que cada dia, ao despertar, perdemos a memória de tudo quanto fizemos no diaanterior; quando chegássemos aos setenta anos, não estaríamos mais adiantados do que aos dez; aopasso que recordando as nossas faltas, inaptidões e punições que disso nos provieram, esforçar-nos-emos por evitá-las. Para me servir da comparação que fizestes do homem, na Terra, com o aluno de um colégio, eunão compreendo como este poderia aproveitar as lições da quarta classe, não se lembrando do queaprendeu na anterior. Essas soluções de continuidade na vida do Espírito interrompem todas as relações e fazem dele,de alguma sorte, uma entidade nova; do que podemos concluir que os nossos pensamentos morremcom cada uma das nossas existências, para renascer em outra, sem consciência do que fomos; é umaespécie de aniquilamento. A.K. - De pergunta em pergunta, levar-me-eis a fazer um curso completo de Espiritismo; todasas objeções que apresentais são naturais em quem ainda nada conhece, mas que, mediante estudosério, pode encontrar-lhes respostas muito mais explícitas do que as que posso dar em sumáriaexplicação que, por certo, deve sempre ir provocando novas questões. Tudo se encadeia no Espiritismo, e, quando se toma o conjunto, vê-se que seus princípiosemanam uns dos outros, servindo-se mutuamente de apoio; e, então, o que parecia uma anomalia,contrária à justiça e à sabedoria de Deus, se torna natural e vem confirmar essa justiça e essasabedoria. Tal é o problema do esquecimento do passado, que se prende a outras questões de nãomenor importância e, por isso, não farei aqui senão tocar levemente o assunto. Se cada uma de suas existências um véu esconde o passado do Espírito, com isso nada perde eledas suas aquisições, apenas esquece o modo por que as conquistou. Servindo-me ainda da comparação supra com o aluno, direi que pouco importa saber onde,como, com que professores ele estudou as matérias de uma classe, uma vez que saiba, quando passapara a classe seguinte. Se os castigos o tornaram laborioso e dócil, que lhe importa saber quando foicastigado por preguiçoso e insubordinado? É assim que, reencarnando, o homem traz por intuição e como idéias inatas, o que adquiriu emciência e moralidade. Digo em moralidade porque, se no curso de uma existência ele se melhorou, sesoube tirar proveito das lições da experiência, se tornará melhor quando voltar; seu Espírito,amadurecido na escola do sofrimento e do trabalho, terá mais firmeza; longe de ter de recomeçartudo, ele possui um fundo que vai sempre crescendo e sobre o qual se apóia para fazer maioresconquistas. A segunda parte de vossa objeção, relativa ao aniquilamento do pensamento, não tem base maissegura, porque esse olvido só se dá durante a vida corporal; uma vez terminada ela, o Espírito recobraa lembrança do seu passado; então poderá julgar do caminho que seguiu e do que lhe resta aindafazer; de modo que não há essa solução de continuidade em sua vida espiritual, que é a vida normaldo Espírito. Esse esquecimento temporário é um benefício da Providência; a experiência só se 7
  8. 8. Espiritismo e Genéticaadquire, muitas vezes, por provas rudes e terríveis expiações, cuja recordação seria muito penosa eviria aumentar as angústias e tribulações da vida presente. Se os sofrimentos da vida parecem longos, que seria se a eles se juntasse à lembrança dopassado? Vós, por exemplo, meu amigo, sois hoje um homem de bem, mas talvez devais isso aos rudescastigos que recebestes pelos malefícios que hoje vos repugnariam à consciência; ser-vos-iaagradável a lembrança de ter sido outrora enforcado por vossa maldade? Não vos perseguiria avergonha de saber que o mundo não ignorava o mal que tínheis feito? Que vos importa o que fizestese o que sofrestes para expiar, quando hoje sois um homem estimável? Aos olhos do mundo, sois umhomem novo, e aos olhos de Deus um Espírito reabilitado. Livre da reminiscência de um passadoimportuno, viveis com mais liberdade; é para vós um novo ponto de partida; vossas dívidas anterioresestão pagas, cumprindo-vos ter cuidado de não contrair outras. Quantos homens desejariam assim poder, durante a vida, lançar um véu sobre os seus primeirosanos! Quantos, ao chegar ao termo de sua carreira, não têm dito: “Se eu tivesse de recomeçar, nãofaria mais o que fiz!”. Pois bem, o que eles não podem fazer nesta mesma vida, fá-lo-ão em outra; em uma novaexistência, seu Espírito trará, em estado de intuição, as boas resoluções que tiver tomado. É assim quese efetua gradualmente o progresso da humanidade.Suponhamos ainda - o que é um caso muito comum - que, em vossas relações, em vossa famíliamesmo se encontre um indivíduo que vos deu outrora muitos motivos de queixa, que talvez vosarruinou, ou desonrou em outra existência, e que, Espírito arrependido, veio encarnar-se em vossomeio, ligar-se a vós pelos laços de família, a fim de reparar suas faltas para convosco, por seudevotamento e afeição; não vos acharíeis mutuamente na mais embaraçosa posição, se ambos voslembrásseis de vossas passadas inimizades? Em vez de se extinguirem, os ódios se eternizariam. Disso resulta que a reminiscência do passado perturbaria as relações sociais e seria um tropeçoao progresso. Quereis uma prova? Supondo que um indivíduo condenado às galés tome a firme resolução de tornar-se umhomem de bem, que acontece quando ele termina o cumprimento da pena? A sociedade o repele, eessa repulsa o lança de novo aos braços do vício. Se, porém, todos desconhecessem os seusantecedentes, ele seria bem acolhido; e, se ele mesmo os esquecesse, poderia ser honesto e andar decabeça erguida, em vez de ser obrigado a curvá-la sob o peso da vergonha do que não pode olvidar.Isto está em perfeita concordância com a doutrina dos Espíritos, a respeito dos mundos superiores aonosso planeta, nos quais, só reinando o bem, a lembrança do passado nada tem de penosa; eis por queseus habitantes se recordam da sua existência precedente, como nós nos recordamos hoje do queontem fizemos. Quanto à lembrança do que fizeram em mundos inferiores, ela produz neles a impressão deum mau sonho. (Páginas 114 a 117). Do “LIVRO DOS ESPÍRITOS”, Parte 2a, Cap VII: 392. Por que perde o Espírito encarnado a lembrança do seu passado? “Não pode o homem, nem deve, saber tudo. Deus assim o quer em sua sabedoria. Sem o véuque lhe oculta certas coisas, ficaria ofuscado, como quem, sem transição, saísse do escuro para oclaro. Esquecido de seu passado ele é mais senhor de si”. 393. Como pode o homem ser responsável por atos e resgatar faltas de que se não lembra?Como pode aproveitar da experiência de vidas de que se esqueceu? Concebe-se que as tribulações daexistência lhe servissem de lição, se se recordasse do que as tenha podido ocasionar. Desde que,porém, disso não se recorda, cada existência é, para ele, como se fosse a primeira e eis que então estásempre a recomeçar. Como conciliar isto com a justiça de Deus? 8
  9. 9. Espiritismo e Genética “Em cada nova existência, o homem dispõe de mais inteligência e melhor pode distinguir obem do mal. Onde o seu mérito, se se lembrasse de todo o passado? Quando o Espírito volta à vidaanterior (a vida espírita), diante dos olhos se lhe estende toda a sua vida pretérita. Vê as faltas quecometeu e que deram causa ao seu sofrer, assim como de que modo as teria evitado. Reconhece justaa situação em que se acha e busca então uma existência capaz de reparar a que vem de transcorrer”. “Escolhe provas análogas às de que não soube aproveitar, ou as lutas que considereapropriadas ao seu adiantamento e pede a Espíritos que lhe são superiores que o ajudem na novaempresa que sobre si toma, ciente de que o Espírito, que lhe for dado por guia nessa outra existência,esforçará pelo levar a reparar suas faltas, dando-lhe uma espécie de intuição das em que incorreu.Tendes essa intuição no pensamento, no desejo criminoso que freqüentemente vos assalta e a queinstintivamente resistis, atribuindo, as mais das vezes, essa resistência aos princípios que recebestesde vossos pais, quando é a voz da consciência que vos fala. Essa voz, que é a lembrança do passado,vos adverte para não recairdes nas faltas de que já vos fizestes culpados. Em a nova existência, sesofre com coragem aquelas provas, e resiste, o Espírito se eleva e ascende na hierarquia dos Espíritos,ao voltar para o meio deles”. Não temos, é certo, durante a vida corpórea, lembrança exata do que fomos e do que fizemosem anteriores existências; mas temos de tudo isso a intuição, sendo as nossas tendências instintivasuma reminiscência do passado. E a nossa consciência, que é o desejo que experimentamos de nãoreincidir nas faltas já cometidas, nos concita à resistência àqueles pendores. 394. (...) No esquecimento das existências anteriormente transcorridas, sobretudo quandoforam amarguradas, não há qualquer coisa de providencial e que revela a sabedoria divina? Nosmundos superiores, quando o recordá-las já não constitui pesadelo, é que as vidas desgraçadas seapresentam à memória. Nos mundos inferiores, a lembrança de todas as que se tenham sofrido nãoagravaria as infelicidades presentes? Concluamos, pois, daí que tudo o que Deus fez é perfeito e quenão nos toca criticar-lhe as obras, nem lhe ensinar como deveria ter regulado o Universo. Gravíssimos inconvenientes teria nos lembrarmos das nossas individualidades anteriores. Emcertos casos, humilhar-nos-ia sobremaneira. Em outros nos exaltaria o orgulho, peando-nos, emconseqüência, o livre-arbítrio. Para nos melhorarmos, dá-nos Deus exatamente o que nos é necessárioe basta: a voz da consciência e os pendores instintivos. Priva-nos do que nos prejudicaria. Acrescentemos que, se nos recordássemos dos nossos precedentes atos pessoais, igualmentenos recordaríamos dos outros homens, do que resultariam talvez os mais desastrosos efeitos para asrelações sociais. Nem sempre podendo honrar-nos do nosso passado, melhor é que sobre ele um véuseja lançado. Isto concorda perfeitamente com a doutrina dos Espíritos acerca dos mundos superioresa Terra. Nesses mundos, onde só reina o bem, a reminiscência do passado nada tem de dolorosa. Tal arazão por que neles as criaturas se lembram da sua anterior existência, como nos lembramos do quefizemos na véspera. Quanto à estada em mundos inferiores, não passa, então, como já dissemos, demau sonho. 395. Podemos ter algumas revelações a respeito de nossas vidas anteriores? “Nem sempre. Contudo, muitos sabem o que foram e o que faziam. Se se lhes permitisse dizê-lo abertamente, extraordinárias revelações fariam sobre o passado”. 396. Algumas pessoas julgam ter vaga recordação de um passado desconhecido, que se lhesapresenta como a imagem fugitiva de um sonho, que em vão se tenta reter. Não há nisso simplesilusão? 9
  10. 10. Espiritismo e Genética “Algumas vezes, é uma impressão real; mas também, freqüentemente, não passa de merailusão, contra a qual precisa o homem pôr-se em guarda, porquanto pode ser efeito de superexcitadaimaginação”. 397. Nas existências corpóreas de natureza mais elevada do que a nossa, é mais clara alembrança das anteriores?“Sim, à medida que o corpo se torna menos material, com mais exatidão o homem se lembra do seupassado. Esta lembrança, os que habitam os mundos de ordem superior a têm mais nítida”. 398. Sendo os pendores instintivos uma reminiscência do seu passado, dar-se-á que, peloestudo desses pendores, seja possível ao homem conhecer as faltas que cometeu? “Até certo ponto, assim é. Preciso se torna, porém, levar em conta a melhora que se possa teroperado no Espírito e as resoluções que ele haja tomado na erraticidade. Pode suceder que aexistência atual seja muito melhor que a precedente”. a) Poderá também ser pior, isto é, poderá o Espírito cometer, numa existência, faltas que não praticou na precedente? “Depende do seu adiantamento. Se não souber triunfar das provas, possivelmente seráarrastado a novas faltas, conseqüentes, então, da posição que escolheu. Mas, em geral, estas faltasdenotam mais um estacionamento que uma retrogradação, porquanto o Espírito é suscetível de seadiantar ou de parar, nunca, porém, de retroceder”. 399. Sendo as vicissitudes da vida corporal expiação das faltas do passado e, ao mesmotempo, provas com vistas ao futuro, seguir-se-á que da natureza de tais vicissitudes se possa deduzirde que gênero foi à existência anterior? “Muito amiúde é isso possível, por que cada um é punido naquilo por onde pecou. Entretanto,não há que tirar daí uma regra absoluta. As tendências instintivas constituem indício mais seguro,visto que as provas por que passa o Espírito o são, tanto pelo que respeita ao passado, quanto pelo quetoca ao futuro”. Chegado ao termo que a Providência lhe assinou à vida na erraticidade, o próprio Espíritoescolhe as provas a que deseja submeter-se para apressar o seu adiantamento, isto é, escolhe meios deadiantar-se e tais provas estão sempre em relação com as faltas que lhe cumpre expiar. Se delastriunfa, eleva-se; se sucumbe, tem que recomeçar O Espírito goza sempre do livre-arbítrio. Em virtude dessa liberdade é que escolhe, quandodesencarnado, as provas da vida corporal e que, quando encarnado, decide fazer ou não uma coisa eprocede à escolha entre o bem e o mal. Negar ao homem o livre-arbítrio fora reduzi-lo à condição demáquina. Mergulhado na vida corpórea, perde o Espírito, momentaneamente, a lembrança de suasexistências anteriores, como se um véu as cobrisse. Todavia, conserva algumas vezes vagaconsciência dessas vidas, que, mesmo em certas circunstâncias, lhe podem ser reveladas. Estarevelação, porém, só os Espíritos superiores espontaneamente lha fazem, com um fim útil, nunca paraa vã curiosidade. As existências futuras, essas em nenhum caso podem ser reveladas, pela razão de quedependem do modo por que o Espírito se sairá da existência atual e da escolha que ulteriormente faça. O Esquecimento das faltas praticadas não constitui obstáculo à melhoria do Espírito,porquanto, se é certo que este não se lembra delas com precisão, não menos certo é que acircunstância de as ter conhecido na erraticidade e de haver desejado repará-las o guia por intuição e 10
  11. 11. Espiritismo e Genéticalhe dá a idéia de resistir ao mal, idéia que é a voz da consciência, tendo a secundá-la os Espíritossuperiores que o assistem, se atende às boas inspirações que lhe dão. O homem não conhece os atos que praticou em suas existências pretéritas, mas pode sempresaber qual o gênero das faltas de que se tornou culpado e qual o cunho predominante do seu caráter.Bastará então julgar do que foi, não pelo que é, sim, pelas suas tendências. As vicissitudes da vida corpórea constituem expiação das faltas do passado e,simultaneamente, provas com relação ao futuro. Depuram-nos e elevam-nos, se as suportamosresignados e sem murmurar. A natureza dessas vicissitudes e das provas que sofremos também nos podem esclareceracerca do que fomos e do que fizemos, do mesmo modo que neste mundo julgamos dos atos de umculpado pelo castigo que lhe inflige a lei. Assim, o orgulhoso será castigado no seu orgulho, mediantea humilhação de uma existência subalterna; o mau-rico, o avarento, pela miséria; o que foi cruel paracom os outros, pelas crueldades que sofrerá; o tirano, pela escravidão; o mau filho, pela ingratidão deseus filhos; o preguiçoso, por um trabalho forçado etc. (Páginas 214 a 220). Do “EVANGELHO SEG. O ESPIRITISMO”, Cap. V: Item 11 - Em vão se objeta que o esquecimento constitui obstáculo a que se possa aproveitarda experiência de vidas anteriores. Havendo Deus entendido de lançar um véu sobre o passado, é quehá nisso vantagem. Com efeito, a lembrança traria gravíssimos inconvenientes. Poderia, em certoscasos, humilhar-nos singularmente, ou, então, exaltar-nos o orgulho e, assim, entravar o nosso livre-arbítrio. Em todas as circunstâncias, acarretaria inevitável perturbação nas relações sociais. Freqüentemente, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de novorelações com as mesmas pessoas, a fim reparar o mal que lhes haja feito. Se reconhecesse nelas as aquem odiara, quiçá o ódio se lhe despertaria outra vez no futuro. De todo modo, ele se sentiriahumilhado em presença daquelas a quem houvesse ofendido. Para nos melhorarmos, outorgou-nosDeus, precisamente, o de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendênciasinstintivas. Priva-nos do que nos seria prejudicial. Ao nascer, traz o homem consigo o que adquiriu; nasce qual se fez; em cada existência, temum novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi antes: se se vê punido, é que praticou omal. Suas atuais tendências más indicam o que lhe resta a corrigir em si próprio e é nisso que deveconcentrar-se toda a sua atenção, porquanto, daquilo de que se haja corrigido completamente,nenhum traço mais conservará. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, advertindo-odo que é bem e do que é mal e dando-lhe forças para resistir às tentações. Aliás, o esquecimento ocorre apenas durante a vida corpórea. Volvendo à vida espiritual,readquire o Espírito a lembrança do passado; nada mais há, portanto, do que uma interrupçãotemporária, semelhante à que se dá na vida terrestre durante o sono, a qual não obsta a que, no diaseguinte, nos recordemos do que tenhamos feito na véspera e nos dias precedentes. E não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado. Pode dizer-seque jamais a perde, pois que, como a experiência o demonstra, mesmo encarnado, adormecido ocorpo, ocasião em que goza de certa liberdade, o Espírito tem consciência de seus atos anteriores;sabe por que sofre e que sofre com justiça. A lembrança unicamente se apaga no curso da vidaexterior, da vida de relação. Mas, na falta de uma recordação exata, que lhe poderia ser penosa eprejudicá-lo nas suas relações sociais, forças novas haure ele nesses instantes de emancipação daalma, se os sabe aproveitar. (Páginas 104 e 105). Em que momento ocorre o esquecimento? - Mais uma vez o estudo do perispírito vai nosajudar a entender essa questão: Entre a ligação inicial do Espírito ao corpo no momento da concepçãoe o nascimento, o Espírito vai se integrando no corpo físico durante toda a vida intrauterina e, quantomais se integra, menor capacidade vai tendo de agir como Espírito desencarnado: sua mente vai se 11
  12. 12. Espiritismo e Genéticaobscurecendo, a possibilidade de se afastar do corpo vai diminuindo. Vive uma espécie deperturbação, de aprisionamento, até que seu relacionamento com o plano espiritual se reduz a zero –esquecendo o passado. Bibliografia:1. O QUE É ESPIRITISMO, de Allan Kardec, Edição FEB, 6-1997;2. O LIVRO DOS ESPÍRITOS, de Allan Kardec, Edição FEB, 2-1994;3. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, de Allan Kardec, Edição FEB, 8-1993;4. PERISPÍRITO E CORPO MENTAL, de Durval Ciamponi, Edições FEESP, 8-2000. 12
  13. 13. Espiritismo e Genética IV. REENCARNAÇÃO E SUAS LEIS O termo “reencarnação” significa voltar à carne, tornar a nascer. Basicamente, a reencarnação admite sempre o aspecto evolutivo e presume retornos à vidafísica em uma espiral crescente de aquisição de valores e experiências para o Espírito. A Doutrina Reencarnacionista não admite o retrocesso do Espírito. Os renascimentos devemocorrer dentro de uma mesma espécie, acompanhando a evolução da mesma. A própria presença doEspírito na carne e seus retornos sucessivos, arquivando experiências, seria o fator impulsionador daevolução das espécies. Nesse texto acima, de Di Bernardi, já percebemos a Justiça que há nas Leis da Reencarnação,sempre com vistas ao progresso do Espírito. Em “O Livro dos Espíritos”, parte II, cap. IV, lemos, segundo a revelação dos Espíritos, que odogma da reencarnação se funda na Justiça de Deus: “Todos os Espíritos tendem para a perfeição eDeus lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal. SuaJustiça, porém, lhes concede realizar, em novas existências, o que não puderam fazer ou concluirnuma primeira prova”. Ainda, segundo Kardec, nesse capítulo, Deus não condena para sempre os que erram, o quenos mostra a sua bondade e justiça. O homem que tem consciência de sua inferioridade haure consoladora esperança na doutrinade reencarnação...Quem é que, ao cabo de sua carreira, não deplora haver tão tarde ganho uma experiência de que nãomais pode tirar proveito? Entretanto, essa experiência tardia não fica perdida: o Espírito a utilizará emnova existência. Vejamos, agora, o mesmo assunto, sob a visão de Leon Denis, em “O Problema do Ser...”,onde ele compara a lei dos renascimentos em toda a Natureza: “No suceder das estações do ano, nastransformações das plantas e dos animais, tudo murcha para reflorir. Também o homem está aoalcance desta lei: Tudo o que tem vivido, reviverá em outras formas, para evoluir e aperfeiçoar-se. ANatureza não nos dá a morte senão para dar-nos a vida... Depois de cada vida terrestre, a alma ceifa erecolhe, em seu corpo fluídico, as experiências e os frutos da existência decorrida. Assim, o serpsíquico, em todas as fases de sua ascensão, encontra-se tal qual a si mesmo se fez. Somos herdeirosde nós mesmos”. Os sofrimentos de toda espécie, físicos ou morais, que afligem a humanidade, formam duascategorias: aqueles que o homem pode evitar e os que independem da sua vontade. Entre os primeiros se incluem os flagelos naturais. O homem, apreciando as coisas do ponto de vista de sua personalidade, dos interessesfactícios e convencionais que criou para si mesmo, não compreende os fenômenos da Natureza. Por isso se lhe afigura mau e injusto o que consideraria justo e admirável se lhe conhecesse acausa. Pesquisando a razão de ser e a utilidade de cada coisa, verificará que tudo traz o sinal dasabedoria infinita e se dobrará a essa sabedoria. Quanto maior o conhecimento adquirido pelo homem, menos desastrosos se tornam osflagelos. Com uma organização sábia e previdente, conseguirá neutralizar-lhe as conseqüências. Assim, com referência até aos flagelos que têm certa utilidade para a ordem geral da Naturezae para o futuro, mas que no presente causam danos, facultou Deus ao homem os meios de lheparalisar os efeitos. Temos como exemplo de reações do homem a flagelos naturais: saneamento de regiõesinsalubres, imunização contra os miasmas pestíferos, fertilização de terras áridas e preservação contra 13
  14. 14. Espiritismo e Genéticainundações, construção de habitações resistentes aos ventos e aos terremotos, desenvolvimento dasciências que têm melhorado as condições de vida no planeta e aumentado o seu próprio bem-estar. “Tendo o homem que progredir, os males a que se acha exposto são um estimulante para oexercício da sua inteligência, de suas faculdades físicas e morais, incitando-o a procurar os meios deevitá-los. Se ele nada tivesse a temer, não seria induzido a procurar o melhor; o espírito se lheentorpeceria na inatividade; nada inventaria nem descobriria. A dor é o aguilhão que o impele parafrente, na senda do progresso”. “Porém os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios que provêm doseu orgulho, egoísmo, ambição, de seus excessos em tudo. Aí a causa das guerras e das suasconseqüências, das dissensões, das injustiças da opressão do fraco pelo forte; da maior parte dasenfermidades. (...) Deus promulgou leis plenas de sabedoria, visando unicamente ao bem. (...) Se ohomem agisse rigorosamente de acordo com as leis divinas, que estão gravadas na sua consciência,não há dúvida de que se pouparia dos mais agudos males, físicos ou morais”. “Entretanto, Deus, por sua bondade infinita, pôs o remédio ao lado do mal. Um momentochega que o excesso do mal moral se torna intolerável e impõe ao homem a necessidade de mudar devida, procurando no bem o remédio sempre por efeito do seu livre-arbítrio. Como exemplo deinobservância da lei, causando sofrimentos físicos, temos a Lei da Conservação: Deus pôs limite àsatisfação das necessidades; quem o ultrapassa, fá-lo voluntariamente; as doenças e a morte que daípodem resultar são conseqüência da sua imprevidência”. (GÊNESE, de Allan Kardec, Cap. III, itens5, 6 e 7). “Cumpre que haja o sofrimento físico e a angústia moral, para que o Espírito seja depurado;limpe-se das partículas grosseiras. (...) Assim, a alma sobe de esfera em esfera, de círculos emcírculos, unida aos seres que tem amado; vai continuando as suas peregrinações, em procura dasperfeições divinas. Chegada às regiões superiores, está livre da lei dos renascimentos; a reencarnaçãodeixa de ser para ela obrigação para ficar somente ato de sua vontade, o cumprimento de uma missão,obra de sacrifício”. (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, de Léon Denis, Cap. XVIII, páginas288/289). Eis aí um pouco dessa maravilhosa Lei de Justiça que governa os mundos e que Deusinscreveu no âmago das coisas e na consciência humana. Bibliografia:1. O LIVRO DOS ESPÍRITOS, de Allan Kardec, Edição FEB, 2-1994, Parte Segunda, Capítulo IV;2. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, de Allan Kardec, Edição FEB, Cap.V, nos 4, 5 e 6;3. A GÊNESE, de Allan Kardec, Edição FEB, 10-1992, Cap. III;4. O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR, de Léon Denis, Edição FEB, Cap. XVIII;5. REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES, de Ricardo di Bernardi, Liv. Edit. Universalista Ltda., 2a edição, 1947. 14
  15. 15. Espiritismo e Genética V. PLANEJAMENTO FAMILIAR O planejamento familiar, na visão da Igreja. No Brasil, coerente com o alerta do Vaticano, Dom Lucas Moreira Neves, cardeal-arcebispode Salvador/BA e primaz do Brasil, considerou (no jornal “O Estado de São Paulo”, de 12-1-94) aousada clonagem humana realizada por Hall e Stillman um desafio à comunidade científica mundial eàs Igrejas Cristãs.Considera ele que, eventualmente benéfica à saúde humana, a intervenção daciência não prescinde de um componente ético, o que pode torná-la inconveniente e até inaceitável. Dentre estas intervenções, a moral cristã rejeita os métodos artificiais para o planejamentofamiliar. A mesma moral, que aceita as técnicas de cura ou de melhoria de qualidade de vida, chama aatenção contra as intervenções sobre as fontes da vida e, sobretudo, qualquer manipulação nesteterreno, o mais próximo da ação do Criador. “O dom da vida só a Deus pertence”, consigna. Métodos contraceptivos A posição católica sobre o item anterior é coerente com as seguintes manifestações, anteriores eposteriores à experiência da clonagem humana: • A Encíclica (carta solene, dogmática ou doutrinária, na qual o Papa se dirige aos bispos de todo o mundo e aos fiéis) Veritatis Splendor, o “Esplendor da Verdade”, de Ago/93. Nessa Encíclica, a Igreja condena a contracepção pelo uso de preservativos masculinos e a pílula anticoncepcional. • A Congregação pela Doutrina da Fé (órgão do Vaticano, responsável pela fidelidade aos dogmas cristãos), desde 1987, condena qualquer tentativa ou hipótese que exclua o relacionamento sexual com o nascimento do ser humano. • O Conselho Permanente da Conferência dos Bispos da França, em comunicação de Jan/94, condenou os atos que “suplantam a união do matrimônio”para a reprodução. Pelo comunicado, o método da fertilidade só será aceitável quando não suplante a união conjugal. Moralmente condena, por outro lado, o uso de óvulos ou espermatozóides de terceiros. (GENÉTICA E ESPIRITISMO, de Eurípedes Kühl). Anticoncepcionais e Reencarnação: O controle da natalidade vem sendo executado desde os primórdios dos tempos. A civilizaçãohumana sempre encontrou raízes ou ervas com as quais feiticeiros ou médicos procuraram interferirno processo da concepção ou mesmo da gestação em curso. Mesmo aqueles casais avessos aos processos artificiais freqüentemente optam por “métodosnaturais”, evitando relacionamento sexual nos dias férteis, objetivando o mesmo resultado: alimitação da natalidade. Teoricamente, em todos os casais haveria uma possibilidade de númeromaior de filhos, caso não houvesse alguma forma de controle ou planejamento familiar. Estaconstatação nos leva a crer que há, na quase totalidade dos casais, alguma interferência por livreiniciativa, sobre a natalidade de seus filhos. 15
  16. 16. Espiritismo e Genética Em face do exposto, o bom senso leva a nos posicionar realisticamente, sem, no entanto,perdermos a visão idealística. Nós, seres humanos, já conquistamos o direito da liberdade de decidir,evidentemente com a responsabilidade assumida pelo livre arbítrio. O homo sapiens já possui apossibilidade de escolher a rota de seu progresso, acelerando ou reduzindo a velocidade de seudesenvolvimento espiritual. Somos os artífices da escultura de nosso próprio destino. Nas informações que são colhidas, psicográfica ou psicofonicamente, os Espíritos nos expõemda planificação básica de nossa vida aqui na Terra, projeto desenvolvido antes de reencarnarmos. Se éverdade que os detalhes serão aqui por nós construídos, o plano geral foi anteriormente elaborado nomundo espiritual, freqüentemente com nossa aquiescência. Desta planificação básica, consta onúmero de filhos. Se um determinado casal deveria receber quatro filhos na sua romagem reencarnatória e não ofez, pelo uso das pílulas anticoncepcionais, ou outro método bloqueador da concepção, ficará com acarga de responsabilidade a ser cumprida. Não se permitiu a complementação da tarefa a que sepropôs antes de renascer. A grande questão que surge é com relação às conseqüências advindas dadecisão de limitar a natalidade dos filhos. Sabemos que há uma transferência do compromissoestabelecido, para outra encarnação. Sucede, muitas vezes, que esta decisão de postergar compromissos determina a necessidade deum replanejamento espiritual, com relação àqueles designados à reencarnação num determinado lar.Podem os mesmos obter “novos passaportes”, surgindo como netos, filhos adotivos ou outras vias deacesso elaboradas pela Espiritualidade Maior. Ocorrerá, nestes casos, a necessidade de umpreenchimento da lacuna de trabalho que se criou ao se impedir a chegada de mais um filho. O trabalho construtivo, consciente ou inconscientemente desenvolvido, para a substituição docompromisso previamente assumido, poderá compensar pelo menos parcialmente a dívida adiada.Qualquer débito cármico poderá ser sanado ou apagado por potenciais positivos, às vezes bemdiversos dos setores daqueles que originaram as reações. No entanto, o labor amoroso na área maisespecífica da maternidade e infância carente, é naturalmente mais indicado para a harmonização dasenergias tornadas deficientes nesta área. Se o ideal é que cumpríssemos o plano de vida preestabelecido, é também quase geral o fatode que, neste planeta, a maioria não logra êxito na execução total de suas tarefas. Resta-nos anecessidade de consultar honestamente a consciência, pois, pela intuição ou sintonia com nosso euinterno, encontraremos as respostas a dúvidas (ou dívidas) particulares neste mister. É constatação evidente o fato de, normalmente, não nos recordarmos dos planos previamentetraçados, mas é verdadeiro também que freqüentemente fazemos “ouvido de mercador” aos avisosque nosso inconsciente nos transmite. Não esperemos respostas prontas ou transferência de decisãopara quem quer que seja; afinal estamos ou não lutando para fugir das mensagens dogmáticas, do“isto é permitido”, isto não é. Cada casal deverá valorizar o mergulho no seu inconsciente, sentir,meditar e, das águas profundas do seu espírito, trazer à superfície a sua resposta... (GESTAÇÃO,SUBLIME INTERCÂMBIO, de Ricardo Di Bernardi). A Laqueadura de Trompas Ao nos referirmos a esta temática, consideraremos as digressões aqui feitas extensivas àsituação correspondente no organismo masculino. A vasectomia, processo que no homem visa ainterromper o fluxo de espermatozóides em direção ao exterior, também segue a mesma linha deraciocínio a ser exposto. Há, sem dúvida, indicações médicas muito definidas e claras no que tange à ligadura detrompa: situações onde o risco de uma nova gestação é bastante elevado, podendo determinar o óbitoda mulher. Ressalvam-se aqui os casos onde uma pseudo-situação é criada, consciente ouinconscientemente, tanto pelo profissional como pela mulher, que na realidade procuram uma razãoque justifique a decisão prévia. 16
  17. 17. Espiritismo e Genética O percentual mais expressivo das laqueaduras de trompas é, sem dúvida, por motivo deplanejamento familiar. Observa-se uma crescente permissividade nas indicações cada vez maisprecoces e com menor número de filhos. Não nos referimos especificamente a um país ou região, masao contexto planetário, onde a situação é preocupante. As lesões ou mutilações aceitas por nós, ou ainda, consentidas e estimuladas pelo cônjuge, hãode trazer repercussões a médio e longo prazo. O corpo espiritual registra as alterações eautomaticamente surgirão conseqüências, neste ou outras encarnações, ligadas à esfera atingida.Fragilidades orgânicas, predisposições a patologias e dificuldades na área da fertilidade poderão seralgumas situações a ser observadas naquelas que no passado optaram por esta intervenção. Importante, também, é que cada caso seja de per si analisado, pesando-se os inúmeros fatoresenvolvidos. Não há como se colocar em um mesmo grupo situações diametralmente opostas do pontode vista sócio-econômico, cultural ou ético. A ligadura de trompas, efetuada preventivamente em uma mulher que sistematicamente abortaao engravidar e afirma irá abortar sempre que engravide, não poderá ter o mesmo nível deconseqüência cármica de outra que simplesmente diz ao médico não desejar ter filhos pelo prazer deconviver exclusiva e egoisticamente com seu companheiro. As circunstâncias de miserabilidade,patologias mentais e outras, de naturezas diversas, em mães de prole numerosa, reduzem o efeitodesarmonizador da ligadura de trompas. Não pretendendo legitimar ou estimular as intervenções cirúrgicas nesta área, cumpre-nos, noentanto, o dever de salientar que o livre-arbítrio sempre será respeitado como direito do ser humano.No tocante aos graus de débito cármico, é importante ter-se em mente que a mínima ou graveconseqüência estará relacionada à intencionalidade que move todos os envolvidos no processo.(GESTAÇÃO, SUBLIME INTERCÂMBIO, de Ricardo Di Bernardi, pág. 203/204). O Apoio da Saúde Pública No Estado do Rio de Janeiro, a rede de saúde pública (SUS) já oferece assistência gratuitapara a ligadura das trompas, conforme reportagem publicada no Jornal “Extra” de 6 de junho de1998. A partir dessa data, com a entrada em vigor da Lei número 9263, já podem ser feitas ligadurasde trompas em mulheres com mais de 25 anos de idade e com no mínimo dois filhos. Os critériospara a operação são determinados pelo Ministério da Saúde. Os hospitais, no entanto, antes dacirurgia, devem informar sobre outros métodos anticoncepcionais e oferecê-los de graça. Aesterilização deve ser a última opção e não ser o principal método contraceptivo, diz Janine Shirmer,da área da Mulher no Ministério da Saúde. Existe estatística sobre o assunto: 52% das mulheres que fazem cesariana ligam as trompas.Agora é proibido fazer a laqueadura no parto, devendo ser respeitado o prazo mínimo de 60 dias. Com essa lei, a ligadura torna-se acessível aos mais pobres. Porém, a operação só é indicadapara mulheres que não podem utilizar outro método contraceptivo ou que correm risco de vida numapróxima gravidez, esclarece o ginecologista e professor de obstetrícia da UFF, Dr. Jacob Arkasder. Bibliografia:1. GENÉTICA E ESPIRITISMO, de Eurípedes Kühl, Edição FEB, 6-1997, páginas 77 e 78;2. GESTAÇÃO, SUBLIME INTERCÂMBIO, de Ricardo di Bernardi, Liv. Edit. Univ. Ltda., 7- 1997, páginas 199 a 201 e 203 a 204. 17
  18. 18. Espiritismo e Genética MANIFESTO Manifesto elaborado pelo Dr PAULO CURI, sob a inspiração de seus amigos espirituais efruto de sua decepção com relação à crise de má orientação sexual por que passa o nosso país e aHumanidade. A conjuntura sócio-econômica atual é patrocinadora desta mídia que abertamente bombardeianossas crianças com apelos eróticos e demonstrações explícitas de sexo. É um contra-senso, e umflagrante desequilíbrio mental e espiritual, proibir, procrastinar, adiar, olvidar ou esconder asinformações relativas à educação sexual aos nossos jovens adolescentes e às nossas crianças emqualquer idade. Se a pretensão é não despertar precocemente sexualidades, estamos trocando conhecimentoscom bases cristãs e com responsabilidade, que o lar pode oferecer, por “cultura de lixo” encontrávelem qualquer esquina da vida, atitude ignóbil sob qualquer ponto de vista. Vivemos sob a égide de antigos usos e costumes e convivemos com uma fase socialrevolucionária, fase de mudanças. Entretanto, nosso orgulho, nossa ignorância e nosso egoísmo nãonos deixam enxergar que estes fatores são preponderantes no aumento exagerado dos casos deDST/AIDS, gravidez indesejada e, acima de tudo, abortos criminosos, que levam, na maioria doscasos, ao desencarne prematuro Espíritos que muito contribuiriam no desenvolvimento daHumanidade. Responderemos por nossa omissão! 18
  19. 19. Espiritismo e Genética VI. O ABORTO, VISÃO CIENTÍFICA OBJETIVOS 1. Transmitir conhecimentos básicos sobre abortamento, suas características, forma de diagnóstico, condutas terapêuticas e prognóstico. 2. Tecer comentários sobre o ponto de vista legal e suas implicações sociais. Ainda, relacionar os malefícios advindos ao corpo físico e ao corpo espiritual. 3. Fornecer subsídios para a compreensão do tema sob a ótica da Codificação da Doutrina Espírita, segundo Allan Kardec. VISÃO TÉCNICA 1. INTRODUÇÃO O termo “aborto” origina-se da palavra latina “aboriri”, que significa “expulsar o feto sem queele tenha condições de vitalidade”. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), considera-se abortamento aexpulsão ou extração de feto ou embrião que pese menos de 500g (idade gestacional aproximada de20 a 22 semanas), ou de qualquer outro produto da gestação, de qualquer peso e especificamentedesignado, independentemente da idade gestacional, tenha ou não sinal de vida e seja ou nãoespontânea ou induzida. 2. HISTÓRICO • China - relata ocorrências 3.000 anos a.C. • Egito - 1.550 anos a.C., o Código Hamurabi já previa punições a quem praticasse aborto; • Platão - recomendava a mulheres que engravidassem após 40 anos de idade; • Hipócrates - recomendava exercícios violentos a quem desejasse praticar aborto; • Aristóteles - recomendava aborto como controle da natalidade; • Sócrates - recomendava às parteiras facilitarem o aborto às mulheres que desejassem realizá- lo; • Roma - era comum, mas variava o grau de recriminação de acordo com a época; era também usado como método anticoncepcional; • Europa - a partir do século XIX, o aborto induzido assumiu proporções preocupantes e vários países adotaram leis restritivas; • E.U.A. - o aborto foi legalizado em 1973; • Brasil - o aborto só é permitido quando há ameaça à vida da mulher e em gravidez resultante de violência sexual. Em 1982, 39% da população mundial vivia em países com legislação liberal acerca do aborto;25% vivia em países com legislação que autorizava o aborto por razões médico-sociais; 8% vivia empaíses onde o aborto era autorizado por motivos amplos; e apenas 28% da população do mundo viviaem países onde o aborto era totalmente ilegal ou permitido somente para salvar a vida da mãe. 19
  20. 20. Espiritismo e Genética 3. NIDAÇÃO Em torno de 6 a 7 dias, após a fertilização, inicia-se o processo de implantação do embrião.Neste momento ocorre a adesão do trofoblasto ao epitélio uterino e sua penetração na decíduamaterna e nas artérias espiraladas. As células maternas e fetais ficam lado a lado, dentro da decídua,sem, porém, ocorrer efeitos deletérios para ambas as partes. Na decídua, durante o primeiro trimestreda gestação, e no endométrio de mulheres não grávidas, durante a fase secretora tardia, predominauma população de linfócitos granulares grandes (LGL). Eles têm importante papel no controle daimplantação e na transformação da vasculatura uterina pelo trofoblasto. 4. DIAGNÓSTICO História clínica; sinais subjetivos; sinal cardinal (sangramento vaginal - uma entre quatrogestantes apresentam sangramento no início da gestação e, destas, metade abortam); toque vaginal;BHCG e ultra-sonografia. Em caso de ameaça de abortamento, clinicamente, temos: colo uterino impérvio, ausência deatividade contrátil e dolorosa. Destas, 30 a 40% abortam. 5. CLASSIFICAÇÃO a) De acordo com a casualidade: Espontâneo - interrupção natural da gravidez, antes de 20 semanas de gestação e não hánenhum precipitante do quadro. Pode ser fato isolado ou habitual. Estima-se que 40% dos embriõeshumanos não conseguem completar a nidação; 15% de todas as gestações terminam espontaneamenteentre a 4a. e a 20a semana. Induzido - é aquele em que ocorre ação deliberada para interromper a gestação e pode serterapêutico, eletivo, criminoso ou ilegal. b) De acordo com a idade gestacional: Precoce - antes da 12a semana.(3/4 dos abortos clinicamente) Tardio - entre a 12a. e a 20a semana. c) De acordo com estado clínico: Evitável e inevitável; completo, incompleto e retido; séptico e asséptico. 6. ETIOLOGIA a) Genética - atinge 3 a 5% dos casais. É a causa mais freqüente dos abortos precoces. Atinge50% dos abortos espontâneos. O mais comum é translocação balanceada dos genes. b) Anatômica - (1) congênita. Exemplo: septo uterino, útero hipoplásico etc; (2) adquirida(sinéquias, incompetência istmo-cervical, leiomiomas, endometriose etc). 20
  21. 21. Espiritismo e Genética c) Hormonais - uma das mais freqüentes (insuficiência lútea, hipotireoidismo, diabete“melittus”, desordem androgênica, desordem prolactina, elevação luteotrófica (LH), próprio deovários policísticos). d) Infecção materna - doença infecciosa sistêmica, como pneumonia, peritonite, febre tifóide,pielonefrite aguda, rubéola, varíola, malária, toxoplasmose, hepatite e outras. É freqüente nasadolescentes grávidas. e) Alterações metabólicas - hiperhomocisteina (deficiência de várias fases do metabolismo) f) Alterações vasculares e hematológicas - fator V de Leiden. g) Imunológicas - o feto, pelos seus antígenos de origem paterna, representa algo “estranho”ao organismo materno e suscita uma resposta imune. Fatores supressores da resposta imunitária:prostaglandina E2, fator de crescimento tumoral, progesterona e outros são desencadeados. h) Externos - Tabaco (riscos 2 vezes maior), álcool, irradiação (5 rads ou mais), toxinasambientais, gases anestésicos, arsênico, chumbo, benzeno, óxido de etileno etc. Também incidemfatores como: exercícios físicos, viagens, trabalho exaustivo, traumatismo físico, emoções, coito etc. i) Idade materna - (1) avançada (alterações citológicas sofridas pelos folículos ovarianosprimários; (2) adolescente (estima-se que, entre 25 a 30% das mulheres que dão à luz no Brasil, têmmenos de 19 anos de idade)). É consenso que quanto menor a idade da gestante maior é o índice dehipertensão, de eclampsia, de prematuridade, de baixo peso do recém-nascido e abortamento, desdeque não haja acompanhamento eficiente em serviço de pré-natal adequado. É observado um grandenúmero de cesáreas por desproporção céfalo-pélvica. j) Gemelidade - o abortamento e o parto prematuro são mais freqüentes na prenhez múltipla. k) Gravidez ectópica - é a nidação e desenvolvimento do ovo em qualquer ponto fora dacavidade do corpo uterino. Dependendo da natureza do serviço que apresentam seus dados, suafreqüência é de 1/40 a 1/400. Risco global: 0,3%. Recidiva contralateral: 10 a 15% de toda gestação.20% ocorre em nulíparas. É de 7 a 8 vezes maior em mulheres que fizeram tratamento por problemasde esterilidade e tem grande incidência em mulheres que usam o DIU como método anticoncepcional.Podem ser classificadas em tubárias, ovarianas, abdominais e cervicais. Etiologia: Anormalidade das trompas; Anomalias ovulares intrínsecas; Focos deendometriose (endossalpinge - ovário - peritônio); Doença inflamatória pélvica; Divertículostubários; Trompas hipoplásicas; Pólipos tubários; Tumores; Cirurgias pélvicas etc. Evolução clínica: É raro a trompa suportar gestação a termo e mais raro ainda manter o fetovivo. Regra geral é resolução espontânea assintomática. Abortamento tubário, ruptura tubária ouimplantação secundária, são outras formas clínicas que ocorrem geralmente entre a metade do 2o. e otérmino do 3o. mês. l) Mola ou Mola Hidatiforme - anomalia ovular em que parte ou a totalidade das vilosidadesassumem o aspecto de vesículas e em que, na maioria das vezes, o concepto está ausente ou seencontra reduzido a restos desintegrados. Coriomas benignos ou mola: há gradual desaparecimento dos elementos celulares edegeneração das fibras colágenas, que se fragmentam e tendem a se esmaecer. 21
  22. 22. Espiritismo e Genética Corioadenoma: também designado “chorioadenoma destruens” - mola invasora - em queuma ou mais vilosidades coincidentes com ou seguidas de degeneração molar, invadem o miométrio. Coriocarcinoma - constituído por trofoblasto essencialmente maligno.Por coriocarcinoma devemos entender as ectopias trofoblásticas não-vilosas. 6. TRATAMENTO Evitáveis - tratamento médico adequado; a seguir, pré-natal adequado. Inevitáveis - tratamento cirúrgico de acordo com a etiologia. 7. PROGNÓSTICO É reservado e depende do diagnóstico. VISÃO DOUTRINÁRIA Allan Kardec inseriu no “Livro dos Espíritos” algumas perguntas, ao Plano Espiritual, que nosfazem apelar para um raciocínio assaz versátil para podermos entender até onde o Codificador queriaque chegássemos. Vejamos: • L.E., 344 - Em que momento a alma se une ao corpo? Resposta: - “A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento”... Comentários: A retirada de um feto, em qualquer época da gestação, caracteriza um aborto. • L.E. 356 - Entre os natimortos alguns haverá que não tenham sido destinados àencarnação de Espírito? Resposta: - “Alguns há, efetivamente, a cujos corpos nunca nenhum Espírito esteve destinado.Nada tinha que se efetuar para eles. Tais crianças então só vêm por seus pais”. • L.E.356-a - Pode chegar a termo de nascimento um ser dessa natureza? Resposta: - “Algumas vezes; mas não vive”. Comentários: A idéia fixa da candidata à mãe, em engravidar, produz uma auto-obsessão,criando um molde mental que fornece a forma energética para as células se desenvolverem intra-úteroe, de acordo com André Luiz, em “Ação e Reação”, o planejamento reencarnatório ocorre para umaminoria. O processo realmente obedece às leis biológicas e à lei da afinidade. Ainda, nas vezes emque não chegou a termo, ocorreu evidentemente um aborto natural. • L.E. 358 - Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação? 22
  23. 23. Espiritismo e Genética Resposta: - “Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja,cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impedeuma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando”. • L.E. 359 - Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se à primeira para salvar a segunda? Resposta: “Preferível é se sacrificar o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe”. Comentários: Ainda não tivemos a chance de nos depararmos com um caso destes. Entretanto,nestas circunstâncias, o Plano Superior nos orienta a uma análise bem judiciosa e, pela prece, colocar-nos acessíveis às orientações de nossos guias espirituais. INTERAÇÕES MENTAIS O ser humano é dotado de imenso potencial energético. Mobilizando esta força psicocinética,a gestante pode interferir nas ligações intrínsecas entre o espírito reencarnante e seu embrião. Se estainterferência for de amor, a gravidez se desenrolará a contento. Se, porém, for de rejeição, há sériorisco de ocorrer aborto, aparentemente classificado de espontâneo. Há de se considerar, também, a ação nefasta que determinados pais exercem sobre o concepto,seja ela direta com referência à mãe, seja indireta, criando embaraços psíquicos, através do sono, aoespírito reencarnante. Numa similitude ao nosso temor à morte, determinados Espíritos temem deixar uma situaçãoque lhes parece estável, no mundo espiritual, para usufruir novamente, na matéria, de oportunidadesde crescimento, embora aprisionando ou anestesiando suas conquistas do passado. Neste momentoretraem-se, aflora um medo do desconhecido ou medo de nascer e fracassar. Buscam, então, a soluçãono aborto espontâneo, mobilizando suas forças mentais. A TRAJETÓRIA DO ESPÍRITO O Espírito imortal, em sua trajetória rumo ao progresso, utiliza o corpo material parapurificação, progresso moral e intelectual, asas indispensáveis no vôo ao infinito do conhecimento. O exercício do aprendizado requer a reencarnação, neste ou em outros mundos, dos milharescriados pelo nosso Pai. As moléculas perispirituais, a fim de se ajustarem àquela primeira molécula física,condensam-se previamente. No terço médio do tubo falopiano, surge à nave que transportará este ser imortal durante anose anos, patrocinando-lhe meios de expiar suas mazelas, adquiridas nos milhares de vezes que por aquipassou. Também é a oportunidade de provar a aptidão de vivenciar novas conquistas em outras searascelestiais. No instante em que é penetrado o gameta feminino pelo masculino (fecundação), o espíritotambém se conjuga a esta microscópica célula, arcabouço do futuro corpo material. De uma única célula, subdividindo-se incessantemente, surge um amontoado de matéria semforma definitiva. Gradativamente, entretanto, fixará o perfil humano. 23
  24. 24. Espiritismo e Genética O embrião, de movimentos curtos, suaves e batidas cardíacas débeis, evolui incessantementepara, próximo ao nascimento, apresentar movimentos mais largos, mais vigorosos. Estará, desdeentão, revestido de células, órgãos e aparelhos amadurecidos, propícios para pleno funcionamento noambiente externo. Um trabalho digno do mais requintado artista e, no entanto, fenômeno repetitivo há milhõesde anos. As células, durante a existência, cambiam-se em diferentes intervalos de tempo. Entretanto,mantêm constante a arquitetura primitiva gravada no perispírito. Não é justo que tudo se acabe, prematuramente, na ponta de um instrumento cruel, manejadopor um profissional assassino, frio e inconseqüente! Bibliografia:1. APONTAMENTOS, do Doutor Paulo Cury, da AME-Rio e do CELD;2. O LIVRO DOS ESPÍRITOS, de Allan Kardec, Edição FEB;3. VIDA E SEXO, de F.C.Xavier-Emmanuel, Edição FEB;4. GESTAÇÃO, SUBLIME INTERCÂMBIO, de Ricardo di Bernardi, 5a. edição;5. SEXO E DESTINO, de F.C.Xavier e Waldo Vieira-André Luiz, Edição FEB;6. AÇÃO E REAÇÃO, de F.C.Xavier-André Luiz, Edição FEB;7. OBSTERÍCIA, de F.C.Grelle, 2a. edição;8. BSTETRÍCIA, de Jorge Resende, 2a. edição;9. PRENHEZ ECTÓPICA, da Enciclopédia Méd. Brás., por Luiz Fernando C.O.Braga;10. ABORTAMENTO, GO Dez.1999, por Diógenes Basegio e col;11. ABORTAMENTO RECORRENTE, GO Set.1998, por Sulani S. de Souza e col.. 24
  25. 25. Espiritismo e Genética VII. O ABORTO E A LEI DE CAUSA E EFEITO Constitui crime a provocação do aborto em qualquer período da gestação? “Há crime sempre que transgredis a Lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerácrime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma almade passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando”. (LE 358). A programação de uma nova existência: Criamos projetos, aventamos sugestões, articulamos providências e externamos votosrespeitáveis, englobando-nos com eles em salutares compromissos que, se observados, redundarãoem bênçãos substanciais para todo o grupo de corações a que se nos vincula a existência. (VIDA ESEXO). “(...) Serei igualzinho a você, mamãe, em beleza e porte físico. Meus olhinhos serão idênticos,meus lábios suaves e cabelos macios se igualarão aos seus, porque tudo está determinado no genehereditário”... “Sabe mamãe, foi muito difícil este nosso encontro; se não fosse a presença de Deus nas mãosde nossos irmãos espirituais elevados, não haveria possibilidade de aproximarmo-nos e de eu nascerde seu ventre...”. (PIEDADE). Exemplo: a reencarnação de Segismundo. “Entre ambas a classes (os superiores e os inferiores), porém, contamos com milhões deEspíritos, medianos na evolução, portadores de créditos apreciáveis e dívidas numerosas, cujareencarnação exige cautela de preparo e esmero de previsão”. “Institutos de escultura anatômica funcionam, por isso, no Plano Espiritual, brunindo formasdiversas, de modo a orientar os mapas ou prefigurações do serviço que aos reencarnantes competirámais tarde atender”. “Corpos, membros, órgãos, fibras e células são aí esboçados e estudados, antes que se definamos primórdios da re-materialização terrestre, porque, nesses casos, em que a alma oscila entre méritose deméritos, a reencarnação permanece sob os auspícios de autoridades e servidores da JustiçaEspiritual que administra recursos a cada aprendiz da sublimação, de acordo com as obras edificantesque lhes constem o currículo da existência”. “Por isso, os candidatos à reencarnação, sem superioridade suficiente de modo a supervisioná-la com o seu próprio critério e distantes da inferioridade primitivista que deles faria escravosabsolutos da herança física, são admitidos a instituições-hospitalares em que, magnetizadoresdesencarnados, bastante competentes pela nobreza íntima, se incumbem de aplicar-lhes fluidosbalsamizantes que os adormecem, por períodos variáveis, de conformidade com a evolução moral queenunciem, a fim de que os princípios psicossomáticos se adaptem a justo restringimento, em bases desonoterapia”. “Desse modo, regressam ao berço humano nas condições precisas, recolhidos a novo corpo,qual operário detentor de virtudes e defeitos a quem se concede novo uniforme de trabalho e novaoportunidade de realização”. “Paternidade e maternidade, raça e pátria, lar e sistema consangüíneo são conjugados comprevidente sabedoria para que não faltem ao reencarnante todas as possibilidades necessárias ao êxitono empreendimento que se inicia. (...) Às vezes, deve sofrer mutilações e enfermidades benéficas,inibições e dificuldades orgânicas de caráter inevitável, porque, de aprendizado a aprendizado e detarefa a tarefa, quanto o aluno de estágio a estágio para as grandes metas educativas, é que selevantará, vitorioso, para a ascensão Imortalidade Celeste”. (EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS). 25
  26. 26. Espiritismo e Genética “O Espírito quando está em processo de reencarnação, em muitos casos, mantém a suaconsciência e guarda em sua memória espiritual os momentos marcantes pelos quais passa”. “Esse é um aspecto fundamental para o encarnado compreender bem o significado daformação da vida e dos atos de amor que os pais devem transmitir aos filhos durante os mesesgestacionais”. (MINHA VIDA EM GESTAÇÃO, Apresentação). Abortamento criminoso e suas conseqüênciasa) PARA O ABORTADO: • decepção, frustração, tristeza; • rancor e vingança; • dor pela mutilação; • obsessão.b) PARA A GESTANTE: • a maior responsável por esta falta; • mesmo que subjugada, a palavra final é dela; • existem muitos caminhos, mesmo que pedregosos e existem muitas alternativas e apoios, mesmo que só dos amigos desencarnados; • desajustes das energias psicossomáticas com mais penetrante desequilíbrio do centro genésico, implementando nos tecidos da própria alma a sementeira de males que frutescerão mais tarde; • remorso e culpa ==> víbora magnética; • vibração de angústia, revolta e vingança dos Espíritos abortados, culminando em processo obsessivo; • conseqüências imediatas no corpo físico: rupturas, infecção, hemorragias e até o desencarne. Desequilíbrio do centro genésico: • toxemias gravídicas; • alterações na produção de muco pelas células ciliadas das trompas não conduzindo o óvulo; • deficiência hormonal do ovário; • gravidez ectópica; • heterotopia; • hemorragias; • placenta prévia; • descolamento prematuro da placenta; • hipocinesia uterina, germicultura e infecção puerperais; • salpingite tuberculosa; • anexites, abscessos; • dismenorréias; • tumores. Desequilíbrio do centro cardíaco: • síndromes circulatórias na gravidez; • insuficiência cardíaca; 26
  27. 27. Espiritismo e Genética • gviciação do centro cardíaco em conseqüência de aborto calculado, seguido de disritmia das forças psicossomáticas que regulam o eixo elétrico do coração. Desequilíbrio no centro cerebral: • modificação de personalidade; • esquizofrenia; • depressão; • efeito de culpa e remorso ou ação obsessiva.c) PARA O PAI: • moléstias testiculares, logo na encarnação seguinte; • distúrbios hormonais; • distúrbios mentais, secundários à obsessão.d) PARA OS AUTORES ESPIRITUAIS:(Familiares, amigos, torcedores). Conseqüências semelhantes às citadas anteriormente.e) PARA OS PROFISSIONAIS DA SAÚDE:(Enfermagem, ginecologistas e obstetras delinqüentes). Conseqüências semelhantes. (NOSSO LAR, Cap. 31 - Vampirismo). CAUSAS - CULPA - PUNIÇÃO – REPARAÇÃO Alguns exemplos: (Do livro PIEDADE - “Os abortados”): a vergonha, cap. 73; o desertor, cap. 53.A CULPA Do livro PSICOLOGIA E ESPIRITUALIDADE, página 141: • sanção interna por algo feito em desacordo com princípios pré-estabelecidos; • atitude, idéia ou sentimento em desacordo com as Leis de Deus; • como o indivíduo se posiciona face às influências da cultura e do meio social (relatividade); • impressão da responsabilidade que se assume diante de uma ocorrência passada, sem ter, no entanto, a coragem de resolvê-la.PUNIÇÃO • Libertar-se da culpa é colocar-se diante das conseqüências dos atos com a disposição de resolvê-los corajosamente; • Não basta o arrependimento (primeiro) nem a realização de outro ato compensativo (segundo), pois o trabalho de reparação requer retornar-se às causas geradoras do que foi feito. 27
  28. 28. Espiritismo e GenéticaA REPARAÇÃO • O processo de reparação não é punitivo ou compensatório, mas sempre educativo; • O trabalho de reparação dos equívocos cometidos, conscientemente ou não, pode ser feito sem que o Espírito venha a sofrer. Para tanto, deve: • formular detalhadamente o equívoco cometido; • enumerar todas as razões pessoais, sejam condenáveis ou não, que levaram ao ato; • enumerar outras maneiras que poderiam ter sido utilizadas para a realização daquele ato; • identificar atitudes, pensamentos e sentimentos que gostaria de evitar fazer de novo; • verificar em que leis espirituais tropeçou; • estabelecer um plano exeqüível em que você agora aja, de acordo com cada lei que contrariou por atuação indevida ou desconhecimento; • submeter suas conclusões a outra pessoa.A CULPA pode levar a um processo facilitador da obsessão: Culpa ==> autopunição ==> autoperdão ==> autodesculpa ==> confissão a nós mesmos, aalguém e a Deus. Ainda segundo André Luiz: “- Sabemos que é possível renovar o destino todos os dias. Quemontem abandonou os próprios filhos, pode hoje se afeiçoar aos filhos alheios, necessitados de carinhoe abnegação”. O próprio Evangelho do Senhor, na palavra do Apóstolo Pedro, adverte-nos quanto ànecessidade de cultivarmos ardente caridade uns para com os outros, porque a caridade cobre amultidão de nossos males. Bibliografia:1. O LIVRO DOS ESPÍRITOS, de Allan Kardec, Edição FEB, 2-1994, Q. 358;2. PSICOLOGIA EESPIRITUALIDADE, de Adenauer Novaes, página 141 (A Culpa);3. MINHAVIDA EM GESTAÇÃO, (Apresentação);4. NOSSO LAR, de F.C.Xavier-André Luiz, Edição FEB, Cap. 31;5. EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS, de F.C.Xavier-André Luiz, Edição FEB, 2a. parte;6. PIEDADE (Os Abortados);7. VIDA E SEXO, de F.C.Xavier-Emmanuel, Edição FEB, cap.17. 28
  29. 29. Espiritismo e Genética VIII. AS DOENÇAS Questões para serem meditadas: • O que é doença? • O que é cura? • A doença está no corpo físico? - Às vezes? - Sempre? • E a cura, é espiritual? - Sempre? - Às vezes? • Se a cura é espiritual: • O Espírito é que é curado? • A cura é feita por Espíritos? • Que espíritos? • O próprio encarnado? • Os desencarnados? (diretamente ou através de médiuns)? • A doença pode estar no Espírito? • O que é Medicina Espiritual? • O que é passe? • O que é necessário para viver com saúde? • Como poderíamos viver com saúde? Doenças: Definições, Causas e Caminhos para a Cura. “Doença, do ponto de vista espiritual, é o resultado do desequilíbrio do Espírito que nãomantém o corpo espiritual equilibrado, tornando o corpo físico vulnerável”. (Ignácio Bittencourt). “A doença é o resultado do desequilíbrio energético do corpo em razão da fragilidadeemocional do espírito que o aciona”. (Joanna de Ângelis). Foi perguntado ao Dr. Hermann: Podemos atribuir doenças comuns, que temos hoje em dia,muito mais a desequilíbrios do que a falha orgânica propriamente dita? Resposta: “Mas claro que sim! O homem está zeloso com a sua aparência, mas desmazeladocom a sua harmonia, quer orgânica quer psicológica. Ele está zeloso, faz ginástica, mas se esquece docontrole alimentar, dos abusos alimentares”. (Dr. Hermann, em Apostila do E. E. Med. Esp.). “A cura significa o reequilíbrio do Espírito, refletido no corpo espiritual e no corpo físico”. “A Medicina Espiritual é a atividade exercida pelos Espíritos que, utilizando recursosfluídicos, magnéticos e espirituais, promove a cura dos indivíduos, embora comumente se incluanesta categoria a ação curadora por medicamentos ou por recursos cirúrgicos”. “Os homens precisam entender que a ação magnética, o fenômeno da cura, o potencialenergético que se desprende das mãos do médium, atinge ao corpo, mas não é para substituir, pura esimplesmente, a medicação terrena e, sim, para colocar o corpo em condições de equilíbrio e atéreceber a medicação terrena”. Quem deve ser curado primeiro: o corpo ou o espírito? Ora, “se o corpo reflete o que há noespírito, quem precisa ser curado primeiro é o espírito!”. “A Medicina Espiritual há de ser associada à medicina humana, encarnada, em função de queuma vai cuidar do corpo e a outra do espírito”. (Ignácio Bittencourt). No tratamento com passes, a eficácia depende da qualidade dos fluidos ministrados. Segundo Joanna de Ângelis, para vivermos com saúde, devemos: exercitar: o auto-amor, oautoperdão, o estímulo para a vida e a doação! (PLENITUDE). 29
  30. 30. Espiritismo e Genética Segundo o “Evangelho Segundo o Espiritismo”, as causas das aflições podem ser atuais ouanteriores à presente encarnação. Por exemplo: Podemos conseguir uma gastrite com o mau uso doregime alimentar, estando aí caracterizado uma causa atual do sofrimento. Poderia aí haver uma repercussão no Espírito? Vários estudos sobre a Esquizofrenia nos mostram tratar-se de doença cármica, portantoligada a causas anteriores do sofrimento. Haverá aí conseqüências para o corpo físico? Como causas atuais, citaremos ainda a somatização de problemas emocionais causados por:insegurança, medo, mágoa, ódio, rancor e ciúme. São problemas do Espírito, gerando gravesproblemas orgânicos. Vemos aí, então, que desequilíbrios do Espírito podem desarmonizar o fluxo de energia,causando doenças físicas e mentais. Segundo Joanna de Ângelis, “A doença é o resultado do desequilíbrio energético, favorecendoo surgimento de doença”. Para compreendermos as causas anteriores dos sofrimentos, relembraremos o ser integral quesomos: corpo, espírito, perispírito. Lembremo-nos, ainda, da sigla AER (arrependimento, expiação, reparação) como fasesseqüenciais que vivenciamos para cada falta cometida. Quando nos arrependemos, marcamosenergeticamente nosso perispírito. Daí, então, sofrimentos como: paralisias, limitações orgânicas ementais, patologias congênitas sem possibilidades de reequilíbrio; certos tipos de loucura, decânceres, enfermidades degenerativas etc. São recursos expiatórios para o infrator. Segundo André Luiz, “Somos herdeiros de nós mesmos” e segundo Ignácio Bitencourt, “Se ocorpo reflete o que há no Espírito, o Espírito precisa ser curado primeiro”. “Se os médicos são mal-sucedidos, tratando da maior parte das moléstias, é que tratam docorpo, sem tratarem da alma. Ora, não se achando o todo em bom estado, impossível é que uma partedele passe bem”. (E.S.E., de Allan Kardec, Introd., item XIX). “Os sofrimentos devidos a causas anteriores à existência presente, como os que se originam deculpas atuais, são muitas vezes a conseqüência de falta cometida, isto é, o homem, pela ação de umarigorosa justiça distributiva, sofre o que fez sofrer aos outros”. (E.S.E., de Allan Kardec, Cap. V, item7). O que é a cura? É toda uma movimentação química que ocorre nas células, condicionando-nos à retomada daligação com a vida na plenitude de nossa capacidade de ação. Curar-se é alcançar maiores níveis de capacidade de amar a nós mesmos, ao próximo e à Vida. Curar-se é, em essência, um fenômeno espiritual pelo fato de ter sua gênese no Espírito. Acura é, pois, espiritual. Corpo sadio é sinônimo de espírito saudável, que se ama. Peter Garet, em um artigo, fala do “poder de cura do perdão”. A capacidade de perdoar aliviaa mente e o coração. Pesquisas mostraram a relação entre a lembrança de uma ferida antiga e o aumento de pressãosangüínea, dos batimentos cardíacos e da tensão muscular. Pessoas que já perdoaram alguém afirmamestar mais saudáveis do que quem não perdoou, conclui a pesquisa. “(...) A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. Opoder curativo estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada. Mas, depende tambémda energia da vontade que, quanto maior for, tanto mais abundante emissão fluídica provocará e tantomaior força de penetração dará ao fluido. Depende ainda das intenções daqueles que desejam realizara cura, seja homem ou espírito”. (A GÊNESE, Cap XIV). “Os órgãos físicos são constituídos de moléculas físicas, os órgãos do corpo espiritual sãoconstituídas de moléculas mais sutis. As moléculas materiais são aglomerações das moléculasprimitivas. Equilibram-se energeticamente as moléculas mais sutis, teremos como conseqüência umequilíbrio de funções nas moléculas materiais, ou seja, no órgão do corpo físico”. 30
  31. 31. Espiritismo e Genética Na aplicação de passes no órgão afetado: Se o médium não tiver conhecimento do corpohumano, o fluido vai ser depositado sobre o órgão lesado e será absorvido por um processo natural emecânico, conforme a sua necessidade. Se o médium tiver este conhecimento, ele vai direcionar ofluido, injetando-o no órgão lesado, acelerando o processo de absorção. Quanto maior oconhecimento do médium, melhor o resultado. Na aplicação de passes nos centros de força: O fluido atinge o perispírito e é distribuído paraos órgãos. O órgão afetado absorve o fluido por um processo natural e mecânico, conforme a suanecessidade. O mecanismo de absorção do fluido segue o mesmo princípio de transferência deenergia: o ponto de menor energia absorve do ponto que tem mais. Quanto ao aspecto de seleção, oórgão lesado vai absorver a energia que lhe está faltando a complementar. Os Centros de Força No livro “Entre a Terra e o Céu”, André Luiz, nos passa os ensinamentos do MinistroClarêncio, que nos esclarecem que “o nosso corpo de matéria rarefeita está intimamente regido porsete centros de força, que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia unscom os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo decélulas elétricas, que podemos definir como sendo um campo eletromagnético, no qual o pensamentovibra em circuito fechado. Nossa posição mental determina o peso específico do nosso envoltórioespiritual e, conseqüente ‘habitat”que lhe compete. Mero problema de padrão vibratório. Cada qualde nós respira em determinado tipo de onda. (...) Sublimamos ou desequilibramos o delicado agente de nossas manifestações, conforme otipo de pensamento que nos flui da vida íntima. Quanto mais nos avizinhamos da esfera animal,maior é a condensação obscurescente de nossa organização e, quanto mais nos elevamos, ao preço deesforço próprio, no rumo das gloriosas construções do espírito, maior é a sutileza de nosso envoltório.(...) Tal seja a viciação do pensamento, tal será a desarmonia do centro de força, que reage em nossocorpo a essa ou àquela classe de influxos mentais. Analisando a fisiologia do perispírito, classifiquemos os seus centros de força. Temos: O centro coronário - expressão máxima do veículo que nos serve, de alto padrão deradiações, de vez que nele se assenta à ligação com a mente, fulgurante sede da consciência. Deleemanam as energias de sustentação do sistema nervoso e suas subdivisões, sendo responsável pelaalimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos eletromagnéticosindispensáveis à estabilidade orgânica. • O centro cerebral - que ordena as percepções de variada espécie, que na vestimenta carnal constituem a visão, a audição, o tato e a vasta rede de processos da inteligência que dizem respeito à Palavra, à Cultura, à Arte, ao Saber. É neste centro que possuímos o comando do núcleo endócrino, referente aos poderes psíquicos. • O centro laríngeo - que preside aos fenômenos vocais. • O centro cardíaco - que sustenta os serviços da emoção e do equilíbrio geral. • O centro esplênico - que, no corpo denso, está sediado no baço, regulando a distribuição e a circulação adequada dos recursos vitais em todos os caminhos do veículo de que nos servimos. • O centro gástrico - que se responsabiliza pela penetração de alimentos e fluido em nossa organização. 31

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