Como podemos reduzir as perdas e o desperdício de frutas e legumes?

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Como podemos reduzir as perdas e o desperdício de frutas e legumes?

  1. 1. Como podemos reduzir as perdas e o desperdício de frutas e legumes? DESAFIO 2A No caso dos tomates, considerando os problemas de infraestrutura logística que existem no Brasil e as práticas atualmente adotadas, quais elementos podem ser colocados em prática para que possam reduzir as perdas em toda a cadeia de abastecimento?
  2. 2. Escopo da discussão Escopo: Soluções sustentáveis na cadeia de abastecimento de tomates frescos que podem ser colocadas em prática visando a redução das perdas (seleção, embalagem, transporte e armazenamento) Tempo ~ 5 anos Fora: Comportamento do consumidor, conscientização e políticas Fora: questões de produção/ agrícolas- outras culturas além do tomate Fora: Tomates com finalidade de processamento
  3. 3. Resultados esperados Identificação de demandas: Tamanho do desafio e relevância Cocriar ideias e soluções: Visão holística e realizável Plano de Ação: Desenvolver um plano sustentável para redução de desperdício de alimentos Apresentação para especialistas
  4. 4. Cadeia de valor das Frutas, Verduras e Legumes Produção Atacadistas e Distribuidores Atacadistas Institucionais Embaladores Pontos de Transporte Comerciantes Importações Intermediários Produção do Agricultor Exportações Intermediários Serviços de alimentação Restauramtes Atacadistas e Varejistas Integrados Supermercado s/Outros varejistas Consumidores Minimercados Atacadistas Feiras de produtores Intermediários
  5. 5. Perdas de frutas, legumes e verduras Forte aumento do consumo de frutas, legumes e verduras no Brasil no últimos anos 53.5% dos resíduos sólidos descartados em aterros sanitários no Brasil é de origem orgânica (11,2% nos EUA, 28,2% na Europa) Perdas de frutas, legumes e verduras na América Latina: 20% Agriculture 10% Manuseio pós-colheita e armazenamento 20% Processamento e empacotamento 12% Distribuição 10% Consumo doméstico Áreas do Workshop
  6. 6. Maiores perdas pós-colheita na cadeia de frutas, verduras e legumes Economicamente: 1. Bananas 2. Batata Doce, 3. Tomate Porcentagem: 1. Alface 2. Tomates 3. Bananas
  7. 7. O Brasil é importante na produção global de tomate produzindo 3,5 milhões de toneladas por ano. O Tomate é o legume de exportação mais importante no Brasil. A produção ocorre em quase todos os estados brasileiros, mas principalmente em Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Bahia.
  8. 8. Fatos que influenciam as perdas n  10 a 40% das perdas do tomate são provenientes da colheita, manuseio e primeiro armazenamento. Perdas adicionais durante o transporte e armazenamento secundário podem representar até 50% do total perdido. n  Os tomates são colhidos verdes e amadurecem durante as etapas de embalagem, transporte, armazenamento e comercialização n  Os tomates maduros podem ser resfriados a 10-13º C e devem chegar ao supermercado dentro de um máximo de 7-10 dias
  9. 9. Perdas na cadeia de valor ~17% ConsumoDistribuição Processamento e EmbalagemTransporteColheita Semeadura e Manejo Perdas de até Perdas Abióticas ~31% Perdas por pragas, doenças e plantas daninhas ~41% Total de perdas 54%
  10. 10. Principais razões para as perdas Risco   Exemplos   Exemplos de soluções   Impacto, vertical   Queda da embalagem no descarregamento do caminhão   Comportamento, Empacotamento   Impacto, horizontal   Manobras do caminhão   Empacotamento, suspensão do container de transporte   Vibração   Transmissão da vibração do motor e caminhão   Empacotamento, suspensão do container de transporte   Compressão, Estática   Empilhamento no armazém ou veículo   Empacotamento   Compressão, transitória   Embalagens empilhadas em rolamento ou sujeitas ao balanço do navio   Empacotamento, suspensão do container de transporte   Transfega ou deformação   Apoio irregular devido ao chão irregular ou elevação desigual   Empacotamento, palets   Perfuração, compactação   Projeção em veículos   Empacotamento   Temperatura, alta   Sol, caldeiras   Sistemas apropriados de refrigeração para transporte e armazenagem   Temperatura, baixa   Armazém frigorífico   Sistemas apropriados de refrigeração para transporte e armazenagem   Água, Líquido   Chuva, condensação   Empacotamento, condições de armazenamento   Água, Vapor   Umidade da atmosfera, natural ou artificial   Empacotamento, condições de armazenamento   Biológico   Insetos, roedores, mofos   Pesticidas, armadilhas, Empacotamento   Humano   Roubo, inspeção   Comportamento, segurança  
  11. 11. Pragas como insetos, fungos e bactérias podem atacar os frutos no campo e influenciam diretamente nas perdas ocorridas no período pós- colheita Riscos Biológicos 1
  12. 12. Como minimizar estes problemas n  Defensivos agrícolas n  Soluções biológicas, predadores naturais e armadilhas com feromônio n  Produção em estufas n  Evitar danos físicos nos frutos n  Tratamento pós colheita com água e cloro n  Boas práticas agrícolas
  13. 13. Durante o processamento e embalagem, cerca de 20% de todo alimento é perdido. Como poderíamos diminuir a manipulação inadequada e a falta de equipamentos adequados? Processamento 2
  14. 14. Melhores práticas no processamento dos tomates n  Triagem: n  A seleção no campo pode reduzir o volume de produtos a serem manipulados na fase de embalagem n  Lavagem n  Troca frequente de água n  Adição de agentes antimicrobianos tais como cloro n  Temperatura da água no tanque de descarga deve estar maior do que a do produto n  Limpeza n  Panos limpos n  Produtos pulverizados com água sobre uma mesa de classificação n  Uso de água de melhor qualidade
  15. 15. As embalagem podem dobrar a vida útil do alimento se forem adaptadas a cultura e ao destino. Quais são as tecnologias de empacotamento corretas ? Empacotamento 3
  16. 16. n  Reduzir do número de locais e vezes que a embalagem é manuseada (muitas vezes o produto é empacotado até 4 vezes desde a colheita até o supermercado) n  Uso de embalagens que evitem a deterioração prematura n  Uso de embalagens não muito grandes, limpas, lisas e ventiladas n  Uso de paletes e empilhadeiras n  Uso de filme plástico para o revestimento dos frutos pode aumentar o tempo de conservação (FreshSeal CH) n  Revestimentos absorventes para proteger contra impactos e absorver água (Ecovio & LUQUASORB) Melhores práticas Saco de Juta com revestimento em jornal Saco de juta com revestimento em poliestireno ou fibra de carbono Fibra de carbono com revestimento em poliestireno Cesta com revestimento em jornal Cesta com revestimento em poliestireno Caixote de madeira com revestimento em jornal Caixote de madeira com revestimento em poliestireno 18 16 14 12 10 8 6 5 2 0 Loss(%) 1 4 7 10 13 16 19 25 28 Time (h) 22
  17. 17. Melhores práticas
  18. 18. A adoção de resfriamento é muito baixa e a falta de instalações de armazenamento contribuem para perdas enormes. Como podemos melhorar a armazenagem e a adaptação para o resfriamento? Resfriamento e armazenamento4
  19. 19. n  Divisão de mercadorias em grupos que são compatíveis em relação à temperatura, pH, produção de etileno e sensibilidade, emissão de odor e absorção n  Instalação de um número maior de câmaras de resfriamento para armazenamento na propriedade n  Quando as mercadorias podem ser armazenadas em temperaturas acima de 10ºC, aparelhos de ar condicionado residencial podem ser opções menos caras do que outros sistemas n  Os compensados de madeiras são úteis e devem ser pintados em branco com um acabamento suave Melhores práticas de armazenamento e resfriamento
  20. 20. Como podemos evitar veículos inadequados para o transporte e longa distância entre locais de produção e consumo? Transporte & Logística 5
  21. 21. n  Caminhões fechados n  Carregamento cuidadoso e correta disposição da carga n  Os tomates frescos não devem ser regados antes do carregamento n  Transportes à noite ou em momentos de baixa exposição ao calor n  Desenvolver alternativas para produção agrícola mais próxima dos centros de consumo n  Para distâncias maiores ou paradas - os caminhões devem ser refrigerados e ter sistema de isolamento (os caminhões modernos permitem até sete configurações diferentes de temperaturas) Melhores práticas de Transporte e Logística
  22. 22. 150 years Slide 6: Alexander Stein Slide 7: Wikipedia Slide 8: Joe Buglewicz Slide 13: Grundfos.com, to be replaced Slide 17: to be replaced Slide 18: Thomas Cizauskas Slide 19: JAXPORT Slide 21: AmtrackGuy2010 Fontes Todas as fontes de imagem são de nossa propriedade ou são fotos públicas; as outras são de propriedade da BASF:
  23. 23. 150 years Fontes Slide 4: Choicesmagazine.org Slide 5: Goodfoodworld.com Slide 6: EMBRAPA, Rockefellerfoundation.org Slide 7: Thebrazilbusiness.com Slide 8: Scielo.br, Post-harvest quality of fresh-marketed tomatoes as a function of harvest periods, Sci. agric. (Piracicaba, Braz.) vol.62 no.5 Piracicaba Sept./Oct. 2005 Academia.edu, Isaac Kojo Arah, An overview of post-harvest challenges facing tomato production in Africa, 2015 Ucdavis.edu, A.A. Kader, Increasing Food Availability by Reducing Postharvest Losses of Fresh Produce Scielo.br, CHIUMARELLI M, FERREIRA MD. Qualidade pós-colheita de tomates ‘Débora’ com utilização de diferentes coberturas comestíveis e temperaturas de armazenamento, 2006. Horticultura Brasileira 24: 381-385. Scielo.br, Damasceno, Oliveira, Moro, Macedo Jr, Lopes, Vicentini; Efeito Da Aplicação De Película De Fécula De Mandioca Na Conservação Pós-Colheita De Tomate, 2003 Scielo.br, LUENGO, R.F. A.; MOITA, A.W.; NASCIMENTO, E.F.; MELO, M.F. Redução de perdas pós-colheita em tomate de mesa acondicionado em três tipos de caixas. Horticultura Brasileira, Brasília, v. 19, n. 2, p. 151-154, julho 2001 Grupocultivar.com,, Gilmar P. Henz e Celso L. Moretti, Embrapa Hortaliças, 2003 Slide 9: Yaptenco, K.F, Esguerra, E.B, Good practice in the design, management and operation of a fresh produce packing-house, RAP PUBLICATION, FAOUN 2012, p.50 Slide 10: Choicesmagazine.org Slide 13: Grundfos.com Slide 14: Yaptenco, K.F, Esguerra, E.B, Good practice in the design, management and operation of a fresh produce packing-house, RAP PUBLICATION, FAOUN 2012 Slide 16: B. Hunt Ashby, Protecting Perishable Foods During Transport by Truck, United States Department of Agriculture, 1995 (taken from the document Perishable goods transport – on Google the link was broken) Slide 18: Salunkhe, D.K, Kadam, S.S, Handbook of Fruit Science and Technology: Production, Composition, Storage and Processing Slide 19: idem Slide 21: Transport by Truck, United States Department of Agriculture, 1995

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