Revista Estranhos Extremos

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Academic work about xtreme sports. Made in 2012 for Centro Universitário Belas Artes de São Paulo by a group of five people.

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Revista Estranhos Extremos

  1. 1. EXPEDIENTE EDITORIAL Diretora de redação Barbara Matos Editora-chefe Nathaly Hirota Castanho Repórter Lucas Saes ARTE Diretor de arte Danilo Pidhorodeckyj Designer Marco Aurélio Santos Base Jump...............................4 Slack Line..............................12 Trike Drift..............................19 Street Luge............................26 3
  2. 2. BASE JUMP Wingsuiters saltando do Edifício Banespa em São Paulo 4
  3. 3. BASE JUMP Base Jump Uma competição de loucos No dia 17 de outubro, alguns dos melhores base jumpers do mundo se lançaram de um penhasco de 275 metros no Parque Nacional de Zhangjiajie, na China, com suas roupas com estilo de asas de morcego conhecidas como wingsuit. Não estavam lá apenas para curtir um dos esportes que mais matam no mundo atualmente, mas para participar de uma inédita prova da modalidade: o primeiro Grand Prix da Liga Mundial de Wingsuit (WWL, sigla em ingles). A prova chegou a ser adiada por uns dias devido a ventos fortes desfavoráveis aos atletas, mas o final deu tudo certo, e o sul-africano Julian Boulle levou a melhor, seguido pelo norueguês Espen Fadness e pelo britânico James Boole. Base Jumpers em Kjnerag, Noruega “Meu pé ficou preso a uma rocha e com isso perdi o controle, mas graças a Deus consegui abrir o paraquedas e sobrevivi” Jeb Corlis 5
  4. 4. BASE JUMP Estranhos Extremos Durante oevento, os atletas tiveram de saltar de um desfiladeiro, atingindo uma velocidade de mais de 200 km/h. Em seguida, contornaram uma plataforma e depois passaram por baixo de um cabo, até pousar em uma estrada estreita, 790 metros abaixo. Três árbitros monitoraram a performance dos participantes, podendo, inclusive desclassificar os pilotos que saíssem do curso. Julian, que fez todo o salto em apenas 23,41 segundos, ganhou US$ 20 mil dos patrocinadores, a Red Bull China. O finlandês liro Seppänen, presidente da WWL, espera que a competição ajude a popularizar o esporte para o grande público, atraindo mais marcas e canais de tv para provas assim. “Sou o primeiro a saltar da maior antena do Brasil e estarei levando imagens e representando o amazonas por todo mundo” Stanley William 6
  5. 5. BASE JUMP Mas ele diz que sabe muito bem que “ parte do apelo do base jump está em um certo elemento nebuloso que não se pode controlar”. Uma plataforma e depois passaram por baixo de um cabo, até pousar em uma estrada estreita, 790 metros abaixo. Três árbitros monitoraram a performance dos participantes, podendo, inclusive desclassificar os pilotos que saíssem do curso. Julian, que fez todo o salto em apenas 23,41 segundos, ganhou US$ 20 mil dos patrocinadores, a Red Bull China. O finlandês liro Seppänen, presidente da WWL, espera que a competição ajude a popularizar o esporte para o grande público, atraindo mais marcas e canais de tv para provas assim. Mas ele diz que sabe muito bem que “ parte do apelo do base jump está em um certo elemento nebuloso que não se pode controlar”. Preparação para o pouso após um salto 7
  6. 6. BASE JUMP Stanley William foi até Oriximiná (PA) para realizar a queda livre da maior antena do Brasil. Confronto com o medo, adrenalina pura e espírito de aventureiro esses são os ingredientes principais para a pratica do Base Jump, considerado o esporte mais perigoso do mundo e também o mais desafiante. A modalidade que consiste em realizar saltos de lugares onde ninguém jamais saltou, como de prédios, antenas e pontes, atrai cada vez mais adeptos no Brasil. No Amazonas, a ABN (Associação Base Jump do Norte) existe há três anos e o seu representante, Stanley William, já acumula vários saltos inusitados, inclusive da Ponte Rio Negro, na Zona Oeste de Manaus. O atleta embarcou para cidade de Oriximiná Atleta da Redbull realizando um salto em meio os arranha céus 9
  7. 7. BASE JUMP O Base Jump também vêm para dominar o Rio de Janeiro “O percurso até a antena foi uma aventura a parte, mas nós conseguimos chegar e valeu demais a pena, sempre vale” Jeb Corlis (a 1.045 quilômetros de Belém) em busca de um novo desafio, saltar da maior antena do Brasil com 186 metros de altura. Mas para conseguir realizar a façanha, Stanley precisou superar outras barreiras, como horas de barco e muita chuva. “O percurso até a antena foi uma aventura a parte, mas nós conseguimos chegar. A subida demorou cerca de uma hora e quando já estávamos no topo veio à chuva, foi um verdadeiro teste de paciência e eu superei, quando a chuva passou olhei para o câmera e disse essa é a hora certa!, me posicionei, concentrei, abri contagem e saltei!”, contou William após o salto. 10
  8. 8. SLACK LINE Slack Line Estranhos Extremos Equilíbrio Radical O QUE É SLACKLINE? O Slackline é um esporte de equilíbrio sobre uma fita de nylon, estreita e flexível, praticado geralmente a uma altura de 30cm do chão. Sua origem vem da escalada, popularizou-se como treino de equilíbrio, e agora, graças a Gibbon, vem sendo desenvolvido e difundido em todo o mundo. “Slackline é o momento em que eu posso esquecer do resto do mundo, sou só eu e o meu equilíbrio” Daniel Olho 12
  9. 9. SLACK LINE Daniel Olho treina seu equilíbrio físico e mental com o highline O Slackline iniciou-se em meados dos anos 80 nos campos de escalada do Vale de Yosemite, EUA. Os escaladores passavam semanas acampando em busca de novas vias de escalada e nos tempos vagos esticavam as suas fitas de escalada, através de equipamentos, para se equilibrar e caminhar. O Slackline, também conhecido como corda bamba, significa “linha folgada” e pode ser comparado ao cabo de aço usado por artistas circenses, porem sua flexibilidade permite criar saltos e manobras inusitadas. A Gibbon proporcionou a evolução do Slackline, tornando-o mais fácil e acessível a todos. Com apenas uma catraca de tensão e fita de 15 metros de comprimento e 50mm de largura facilita a montagem sem precisar de nenhum equipamento adicional. Apenas o kit de Slackline e um par de árvores você já está pronto para praticar. 13
  10. 10. Slack liner curtindo o por-do-sol PARA QUEM É? O Slackline é indicado para todas as idades. Desde crianças a partir de 05 anos à adultos com 80 anos. Muitos escaladores, skatistas e surfistas praticam o Slackline como uma forma divertida de treinar seu esporte, já que os movimentos e músculos usados são semelhantes aos realizados no Slackline. ONDE MONTAR? O melhor lugar para montar seu Gibbon é entre duas árvores, fortes, maduras e com pelo menos 30cm de diâmetro, e sem esquecer de usar a proteção de árvore. A proteção de árvore da Gibbon é a solução simples para proteger a casca
  11. 11. fina das árvores e a fita dos danos causados pelo atrito. Você também pode usar papelão, pedaços de carpete ou tapete e também isolantes térmicos para camping.
  12. 12. SLACK LINE Estranhos Extremos COMO MONTAR? Montar o slackline da Gibbon é muito simples. Basta envolver uma das árvores com a fita que possui a catraca de tensão e passar por dentro do ‘loop’ (alça). Repita o movimento na outra árvore utilizando a fita para caminhada.Não esqueça de usar o ´Treewear´ para proteção da árvore e fita. Após isto basta alinhar a fita e passar por dentro da catraca de tensão e tensionar. MODALIDADES Trickline O trickline é a modalidade mais praticada do slackline. Geralmente praticado a partir de 60cm de altura, o trickline permite a realização de manobras de saltos e equilíbrio extremo, exigindo do praticante bastante preparo físico e treino. Longline O longline é a pratica do slackline em fitas com comprimento a partir de 20 metros. Esta modalidade exige do praticante bastante 16 Waterline, o slack mais refrescante condicionamento físico, pois quanto maior o comprimento da fita mais força muscular e equilíbrio são necessários, e também requer bastante concentração para manter-se na fita e vencer as dificuldades.
  13. 13. SLACK LINE segurança e conhecimento técnico de sistema de redução. Além do preparo físico e concentração, controle mental é fundamental para manter em equilíbrio sentimentos como medo, ansiedade e adrenalina em grandes alturas. Waterline O waterline é a pratica do slackline sobre a água. Seja em piscinas, rios ou praias esta é a modalidade mais refrescante e descontraída, já que podem ser realizadas diversas manobras do trickline e as quedas nunca serão mal desejadas. Highline O Highline é praticado em alturas superiores a 5 metros. Esta modalidade requer muita experiência e conhecimento de alpinismo, pois é necessário utilização de equipamentos de BENEFÍCIOS O Slackline possui muitos benefícios físicos e também mentais. Destacamos o equilibrio, concentração, consciência corporal, velocidade de reação e coordenação como os maiores benefícios do Slackline. A prática desse esporte também acarreta em um preparamento físico muito mais apurado. 17
  14. 14. TRIKE DRIFT Time Made4Drift Trike Drift Trike Drift é a nova onda radical do momento. Ainda não é muito conhecido, mas pouco a pouco está ganhando seu espaço. Já existem alguns grupos de Trike Drift no Brasil. Mas, o que é realmente isso? Muitas curvas, três rodas, nenhum freio e muita adrenalina É uma modalidade que surgiu nos Estados Unidos e é daquele tipo de esporte que precisa de muita coragem. No Brasil, o esporte conta com vários membros, que trocam informações em fóruns, 19
  15. 15. TRIKE DRIFT Para melhor drift, o atleta Jeff Besko usou sua arma secreta sites e blogs. Existe até uma empresa em São Paulo que já patenteou um modelo de Trike. O objetivo é descer ladeiras bem íngremes com algum treino, é possível girar várias vezes e também andar apoiado em duas rodas. E tudo isso usando triciclos. Pera aí, triciclos? É! Aqueles que a gente andava por aí quando era criança - com algumas modificações, claro! O triciclo é criado usando a frente de BMX e duas rodas traseiras de kart ou feitas em plástico revestidas com PVC para poder deslizar na pista. O custo médio para a criação de um trike é de R$ 500. “Que loucura foi conhecer essa modalidade, um triciclo radical e a cada curva é uma aventura diferente, os caras realmente são corajosos descendo as ladeiras” Jeff Besko 20
  16. 16. TRIKE DRIFT 1º Campeonato Internacional de Trike Drift 22
  17. 17. TRIKE DRIFT Dependendo do lugar, o trike pode atingir até 70 km/h. Por isso, é extremamente necessário que se use equipamento de segurança, óbvio. Isso nem precisa falar, né? Qualquer esporte deve ser praticado com segurança! Passado esse momento “sermão de vó”... No Brasil, o esporte conta com vários membros, que trocam informações em fóruns, sites e blogs. Existe até uma empresa em São Paulo que já patenteou um modelo de Trike. Vinicius Martinelli, membro do grupo CWB Trike Drift, explica: “É rápido sim, a adrenalina é grande principalmente quando largam cinco juntos (às vezes mais), é pura velocidade.” “Eu conheci o Trike Drift vendo videos no youtube, e depois que conseguimos montar os nossos aqui e andar pela primeira vez nunca mais passei uma semana sem deslizar com Trike, é o tipo de coisa que você anda uma vez e nunca mais para!.” (Thiago Sousa - DTL) Prática do Trike drift nas ladeiras inglesas 24
  18. 18. TRIKE DRIFT “Eu conheci o Trike Drift vendo videos no Youtube,é o tipo de coisa que você anda uma vez e nunca mais para!” Thiago Souza Apesar de não ser muito comum hoje em dia, há algum tempo o ápice da adrenalina entre crianças e adolescentes era o carrinho de rolimã. Usando rolamentos acoplados em pedaços de madeira, que formavam um assento, o “piloto” do possante descia ladeiras a toda velocidade. Se essa moda já passou, a onda do momento em alguns lugares do mundo quando o assunto é descer ladeiras de forma radical chama-se Trike Drifting. Com triciclos adaptados, jovens neozelandeses fazem sucesso com vídeos na internet nos quais aparecem derrapando e fazendo manobras. Só não tente fazer isso sem a proteção pois o resultado pode ser desastroso. 25
  19. 19. STREET LUGE Street Luge Estranhos Extremos O Downhill de um outro ângulo O QUE É STREET LUGE? O street luge surgiu no sul da Califórnia, quando alguns skatistas descobriram que poderiam alcançar velocidades maiores se descessem às ladeiras deitados em seus skates, esta forma deu início ao que hoje é o luge clássico ou buttboard. A primeira corrida profissional foi em 1975 no Signal Hill, na Califórnia, as estruturas usadas nesta corrida eram variadas, dos básicos em madeira aos mais elaborados em fibras de vidro, que em certos modelos cobriam por completo o condutor. David Gotter realizando uma ultrapassagem à esquerda 26
  20. 20. STREET LUGE 27
  21. 21. STREET LUGE O esporte “street luge” não tinha um nome definido, nesta época era chamado apenas de luge (trenó), termo usado pela semelhança na posição que alguns praticantes montavam em seus luges, a mesma posição que se usa em trenós de gelo. Nos anos de 1990, o evento esportivo X Games da ESPN apresentou ao mundo o street luge como esporte e isso ajudou a popularizar a pratica deste esporte de gravidade. Atualmente deixando de ser uma atração em eventos poli – esportivos o street luge torna-se uma modalidade cada vez mais técnica e independente nos esportes de gravidade, crescendo em muitos países, com competições específicas. Existem nos dias de hoje aproximadamente 1.200 praticantes ativos de street luge ao redor do mundo, e quase 50 destes são brasileiros. O STREET LUGE NO BRASIL O Brasil conta com dois atletas pontuados no ranking internacional que ajudam a fortalecer o esporte dentro e fora do país. Desta forma, o street luge tem evoluído em campeonatos a nível Dupla da equipe Red Bull SL em uma manobra arriscada 28
  22. 22. STREET LUGE internacional, como os da cidade de Teotônia, no Rio Grande do Sul, onde existe uma das ladeiras mais rápidas do mundo para a prática do esporte, em que o luge pode atingir a incrível marca de 139 Km/h. Foram também organizados outros campeonatos nacionais realizados em São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Em Curitiba, já foram realizados 05 campeonatos de downhill speed, sendo 04 no Parque São Lourenço e 01 Rua Nossa Senhora de Nazaré (Boa Vista). Em Campina Grande do Sul foi realizado 01 campeonato reconhecido nacionalmente como o Circuito Oficial para Campeonatos Profissionais, por ser o mais técnico e rápido da região metropolitana de Curitiba. A modalidade street luge está em ascensão, isso por que o número de praticantes têm aumentado por conta de um trabalho de divulgação incessante por parte da equipe Rápido & Rasteiro. Segundo Jonathan Rodrigues, vicepresidente da Associação Curitibana de Street Luge (SLAC), “o trabalho da equipe não se limita apenas a prática esportiva, mas também estamos na linha de frente e atuamos como “marketeiros do street luge”. O exemplo disso é a divulgação de vídeos disponíveis na internet, editados pelos R&R, que já ultrapassam 2000 acessos (link de vídeos). Os irmãos Jades Maicon (Wolverine) e Jonathan Rodrigues (O Gralha) projetam a inauguração de um site da equipe, direcionada ao esporte de gravidade, onde pretendem reforçar a visibilidade e conduzir naturalmente o street luge curitibano ao caminho do reconhecimento profissional em nível mundial. Os irmãos Wolwerine e O Gralha em uma manobra arriscada 29
  23. 23. STREET LUGE Além de desenvolverem e construírem um modelo próprio destes velozes veículos que estará no site ao acesso de todos os iniciantes e atletas da modalidade. ATLETAS E RENDIMENTOS A R&R se faz presente nos eventos profissionais há pouco mais de um ano, e representa o Estado em campeonatos nacionais. Nestas etapas foi alcançada a terceira posição no podium por duas vezes. Nos dias 05 e 06 de abril Wolverine – R&R garantiu sua colocação entre os três primeiros em meio a atletas de alto nível, no campeonato São João do Deserto, município de Novo Hamburgo RS. Nesta ocasião, o atleta fez o percurso de 1,5 km em 01 min. 14 seg. O segundo melhor tempo da pista atingindo a velocidade de 105 Km/h. Hoje a equipe Rápido & Rasteiro é conhecida cada vez mais dentro e fora do meio dos esportes radicais, representando o street luge, a cidade e seus princípios com seriedade de gente grande. Equipe Rapido & Rasteito dominam o Street Luge em Curitiba Construtores de seus veículos e leais competidores, a R&R promove de forma plena e descontraída a união entre os praticantes, além de estimular a formação da cena do esporte em Curitiba. Desta forma fica nítido o rumo trilhado por esta equipe, que ao mesmo tempo está envolvida na organização da primeira Associação do Street Luge de Curitiba a SLAC, 31

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