Essacoisacriativa   Barbara Schrage
Essa coisa criativa     Universidade Estadual Paulista           “Júlio de Mesquita Filho” Faculdade de Arquitetura, Arte ...
“Às vezes, subir é um erro,mas nem chegar a tentar é       SEMPRE um erro”                 _Sandman
IndiceIntrodução .............................................. 7Para início de conversa ...................... 10O que is...
Introducao	         Fica até um pouco difícil começar a explicarporque resolvi ter o tema de Economia Criativa parameu tra...
Não acreditava que o design deveria ser uti-lizado apenas para o auxílio de empresas na formade criação de produtos para f...
Acreditando que daria para trabalhar deoutras formas, sem ser nessa pregada, ainda, darevolução industrial, encontrei empr...
Comprei esse livro e, com isso, fui tentan-do entender mais e mais do assunto. Junto com essavisão do mercado de trabalho ...
Para inicio de conversa	          Observa-se que a criatividade tem sidoum grande foco na economia mundial atual, pois sep...
Não se pode pensar apenas no ambiente físico criati-vo, mas também no ambiente digital, o qual ofereceoportunidades antes ...
Para a classe criativa, trabalhar não podeparecer obrigação, especialmente para a geração Y,que é contra o sistema de trab...
O que isso tem a ver	          Não se pode falar de Economia Criativa semfalar do que é criatividade e de como essa classe...
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Os números da Economia Criativa são umdos aspectos que motivam a grande visibilidade noassunto:	         É responsável por...
Ao mesmo tempo, pesquisas da Organiza-ção Internacional do Trabalho apontam para umaparticipação de 7% desses produtos no ...
Economia Criativa abrange, além das indús-trias criativas, o impacto de seus bens e serviços emoutros setores e processos ...
“Essas pessoas são mais inclinadas a agir quando   o assunto lhes diz respeito, a defender causas ambientais e   a manifes...
-Valor agregado da intangibilidade	         Como a criatividade é algo intangível, elegera valor adicional quando incorpor...
“Como decorrência, as redes de valor passam a ser     tão mais ricas quão mais diversos forem seus colaboradores,         ...
Em 2005, a UNESCO, no relatório TowardsKnowledge Societies, reconheceu que a criação deuma cultura aliada às tecnologias, ...
- Novas tecnologias	         As novas tecnologias tem valor por seupotencial diferenciador das manufaturas, sendofundament...
Na tabela a baixo conseguimos ver melhora pesquisa feita pelo Banco Central - WORLD BANK,Information and communications fo...
“Embora vários requisitos sejam comuns às     diversas indústrias criativas, já que alicerçam a economiacriativa como um t...
Essa união entre indústrias criativas e dasnovas tecnologias com as culturas locais é um recur-so fundamental para os país...
Jeitinho brasileiro	         O Brasil é um país colorido, não tem comonegar isso, é multicultural, com uma biodiversidader...
A FIRJAN adotou a abordagem utilizada pelaUNCTAD para o estudo “A Cadeia da Indústria Criati-va do Brasil”, ocorrido em 20...
O núcleo criativo no Rio de Janeiro tem destaque por                               ser o mais bem remunerado, com uma rend...
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Na tabela abaixo encontra-se a quantidade                        de empregados nos setores criativos, com um total        ...
Houve também o estudo da participaçãofinanceira da cadeia econômica no PIB – Produto In-terno Bruto, que foi de cerca de 2...
Se analisarmos as atividades relacionadase que apoiam a classe criativa, o PIB pode chegar a18,2%, isso é R$ 667 bilhões.P...
Para o estudo mostrado anteriormente, aFIRJAN se baseou na nova Classificação Nacional deAtividades Econômicas (CNAE 2.0),...
Em 2011 foi criada a Secretaria da Econo-mia Criativa no Ministério da Cultura, junto com umplano de gestão que vai de 201...
Essa nova economia vem crescendo, graças à sociedade doconhecimento e às novas tecnologias. É a dimensão simbólicada produ...
Setores Criativos - Ampliação       dos setores culturais               Setores Criativos               Setores Culturais ...
Por isso, houve a inclusão do eixo Economia Criativapara a construção de estratégias setoriais na II Confe-rencia Nacional...
Conseguindo demarcar bem o que seriaeconomia criativa, poderão existir pesquisas e estu-dos mais pontuais de cada área, pe...
O processo de planejamento estratégico eos potenciais de desenvolvimento da Secretaria daEconomia Criativa – SEC, geraram ...
A economia criativa brasileira e seus princípios norteadores                           Diversidade Cultural               ...
Sobre os princípios norteadores:	         -Diversidade cultural	         Como visto anteriormente, pensar em eco-nomia cri...
-Inovação	         Hoje o conceito de inovação pode ser com-preendido de duas formas, a inovação incrementalonde se tem o ...
-Inclusão Social	         Comparado com países desenvolvidos, ve-mos no Brasil um acesso à cultura totalmente precá-rio, t...
Para que esses princípios norteadores te-nham algum resultado é necessário que as políticaspúblicas andem junto com as nec...
- O Brasil é um país com uma política assis-tencialista, o problema disso é que por se focar tantoem criar meios de ajuda ...
-Vivemos em um país onde a educaçãocontém falhas, uma delas é ser considerada umaeducação anti-criativa, se a educação dad...
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2º desafio – Articulação e estímulo ao fo-mento de empreendimentos criativos:Como qualquer outro empreendimento, os empre-...
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se valoriza bem mais a etapa de produção que as de-mais, mas que, no caso dos setores criativos, a circu-lação/distribuiçã...
O Brasil é um país com todas as caracte-rísticas necessárias para ter um grande desenvolvi-mento econômico com base na Eco...
O design nisso tudo	          Explica-se a criatividade como três palavraschave, a imaginação, a fonte da criatividade; a ...
auxiliando e criando para outras áreas, tanto desetores criativos quanto de setores das indús-trias tradicionais. Não se t...
Outro problema pontuado nessa palestrafoi a importância do estudo do design dentro da eco-nomia criativa; estudos feitos t...
Inicialmente, pela lógica modernista, oensino do design deveria juntar as necessidades domercado com características da cu...
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Mesmo com tantas dificuldades para o mer-cado do design, observamos um crescimento de em-presas onde o designer tem um pap...
Estudos de caso	         A escolha dos estudos de caso se deu pelaforma que a empresa ou organização se comportano mercado...
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Brasilianas.Org, A Economia Criativa e a Reinvenção da Economia08/2010. Artigo escrito por Lala Deheinzelin. Disponível em...
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  1. 1. Essacoisacriativa Barbara Schrage
  2. 2. Essa coisa criativa Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” Faculdade de Arquitetura, Arte e Comunicação Design de Produto Projeto de Conclusão de Curso Novembro 2012 Barbara Giovagnoli Schrage barbara.schrage@gmail.com Orientador: Prof. Dr. Claudio Roberto y Goya
  3. 3. “Às vezes, subir é um erro,mas nem chegar a tentar é SEMPRE um erro” _Sandman
  4. 4. IndiceIntrodução .............................................. 7Para início de conversa ...................... 10O que isso tem a ver .......................... 14Jeitinho Brasileiro ............................... 27O design nisso tudo ............................ 53Estudos de caso ................................... 60 Design Possível ............................... 61 Akatu ............................................ 62 Tecnopop ...................................... 63 Bicicleta sem Freio .......................... 64 Nós.vc ........................................... 65 Design Echoes ................................ 66 IdeaFixa ........................................ 67 Pianofuzz ....................................... 68 Tipocracia ...................................... 69Quem são .............................................. 70Bibliografia ........................................... 71
  5. 5. Introducao Fica até um pouco difícil começar a explicarporque resolvi ter o tema de Economia Criativa parameu trabalho de conclusão de curso.Entrei no curso de design da UNESP em Bauru acredi-tando que me focaria em mobiliário doméstico, mas,uma vez dentro do curso, revi algumas coisas que euconheci e vivi durante meu período fora dela. Nunca acreditei que a sociedade estives-se correta. Desde muito nova achava que as coisasestavam acontecendo de forma errada, desde nãoacreditar que os seres humanos fossem diferentesentre si além de questões fisiológicas até ser total-mente contra o sistema, onde uns tem muito e outrostem tão pouco. Por isso, quando mais nova fui tentarsaber por que isso ocorria. Lia bastante, me envolviem um movimento onde outras pessoas tinham essamesma inquietude. Fui acreditando que a socieda-de era assim por causa de sua forma vertical, ondetudo piorou depois da primeira revolução industrial,a qual trouxe a visão de especializações, da produçãoem massa, em que se valorizava o acúmulo de bens,trabalhar por tempo de mais, se preocupar apenascom o dinheiro. Para mim, então, se quiséssemosque o mundo mudasse, deveríamos mudar essa es-trutura. Aprendi desde nova que deveríamos respei-tar as pessoas e fazer nosso melhor dentro do mundopara que assim, aos poucos, conseguíssemos mudaressas diferenças tão gritantes. 6|7
  6. 6. Não acreditava que o design deveria ser uti-lizado apenas para o auxílio de empresas na formade criação de produtos para fabricação em massa,como muitos falavam, ainda mais por escolher a ha-bilitação de produto. Com essas afirmações errôneasfui cada vez mais ficando com a pulga atrás da orelha,tentando encontrar um caminho dentro do design, oqual fosse mais humano e humanizador. Dentro daUniversidade, conheci e participei de dois projetosde extensão, o Taquara e o LabSol, que tentavamcom o design, com a voluntariedade e com a Econo-mia Solidária, mudar a vida de algumas pessoas. Foiaí que eu me encontrei. Tive a sorte de enxergar tudoisso muito cedo dentro do curso, no primeiro ano jácomecei a procurar com mais paixão por um lado dodesign que teria mais a ver comigo e com todos osmeus anseios. Parece uma coisa meio infantil, masdesde muito nova sempre quis ajudar o mundo e,quem sabe, de alguma forma tentar salvá-lo. Outra coisa que eu nunca consegui me en-xergar fazendo é trabalhar dentro de um escritório fe-chado, sem possibilidades de distração, de diversão,onde ficaria presa sempre no mesmo horário. Issosempre me deu aflição, tinha medo de não conseguiroutra forma de emprego, me dava medo trabalharem agências, “pastelarias”, como chamamos, sempoder pensar, sem poder me colocar dentro de umtrabalho, fazer o que amo da forma que acho melhor,pensando não apenas no produto final.
  7. 7. Acreditando que daria para trabalhar deoutras formas, sem ser nessa pregada, ainda, darevolução industrial, encontrei empresas que traba-lhavam de forma diferente e que davam certo, traba-lhando nos moldes que eu sempre acreditei seremos mais próximos do que eu queria para minha vidaprofissional. Com isso encontrei textos e vídeos sobrea geração Y, ou Millenium, percebi que muitos outrosjovens ansiavam pelas mesmas coisas, desde nãoseparar trabalho e diversão até ajuda ao próximo eigualdade social. Foi ai, então, que eu encontrei a EconomiaCriativa. Não me lembro bem de como cheguei a ela,só sei que foi amor à primeira vista. Um dos primeiroscontatos que tive com o tema foi com John Howkins,em um texto online em que havia uma frase do seu li-vro chamado “How People Make Money from Ideas”que dizia “não podemos mais falar de funcionáriosdas 8h às 18h”. Fiquei encucada com isso e fui procu-rar com mais calma. Entendi que a Economia Criativapregava novas formas de trabalho em que, depoisde tantos estudos, percebeu-se que para as pessoasque, de alguma forma, trabalham com criatividadenão se pode forçar a criação, muito menos obrigá-lasa trabalhar de forma que não se sintam confortáveis.Seria o mercado de trabalho perfeito pra mim, comofutura designer. 8|9
  8. 8. Comprei esse livro e, com isso, fui tentan-do entender mais e mais do assunto. Junto com essavisão do mercado de trabalho criativo, a EconomiaCriativa se diz uma saída para a desigualdade social,pois é uma forma de capitalismo mais humano, ondese valoriza mais as redes, as culturas locais e as trocasde informações. Pronto, aí estava tudo que eu acre-ditava. Ser designer é trabalhar com projeto, é re-solver um problema pensando da melhor forma pos-sível, tentando agregar valores a ele, mas não apenaso valor financeiro, mas valores sustentáveis – huma-nos e ambientais. Acho que, como designer, consigoenxergar além, entender os problemas de todo oentorno e tentar resolvê-los olhando para esse todo,não me focando em apenas uma parte do processo esim, fazendo parte de todo o processo. Acredito queo design tem provas de que essa nova visão pode re-almente ajudar, por isso dentro desse projeto, alémde mostrar o que é Economia Criativa e seus dadosde geração de renda, optei por colocar diferentesestudos de casos que mostram essa diferença de setrabalhar com design na atualidade. Para esse trabalho ser feito, além dos livros,sites e vídeos assistidos, colocarei também materialsobre discussões feitas durante palestras, workshopse mesas redondas que ocorreram em São Paulo em2012.
  9. 9. Para inicio de conversa Observa-se que a criatividade tem sidoum grande foco na economia mundial atual, pois sepercebe que dela nascem novas tecnologias, novossetores, novos recursos. Atualmente a criatividade éuma característica determinante da vida econômica,não gerando apenas essas inovações, mas tambémimpulsionando avanços nos padrões de vida. Criatividade e inovação não são a mesmacoisa; toda inovação é criativa, mas nem toda criativi-dade inova. A criatividade é natural do ser humano,que tem uma necessidade interna de solucionar pro-blemas. Para que a criatividade seja inovadora é ne-cessário não só que ela seja obtida de rearranjos deideias e conceitos já existentes, mas também que oresultado final forme um novo produto, uma peça dearte, um novo método, uma resolução de problema,que obtenha resultados de valor para um indivíduoou uma sociedade. A criatividade está ligada a diferentes formasde pensar e hábitos do indivíduo, que são cultivadosdentro de uma sociedade. Existem particularidadesda criatividade, que além de ser um ativo econômico,quanto mais é empregada mais se amplia, quantomais criativo é o ambiente em que se vive, maioressão as chances do indivíduo se tornar criativo, quantomais criativa a pessoa é, mais ela torna o ambienteem que vive criativo. 10 | 11
  10. 10. Não se pode pensar apenas no ambiente físico criati-vo, mas também no ambiente digital, o qual ofereceoportunidades antes jamais vistas. Pessoas que precisam da criatividade bus-cam sempre sair da rotina, ler livros variados, assistirnovos filmes, conhecer novos lugares, conhecer pes-soas diferentes, entre outras coisas. Com isso enxer-ga-se também o ciclo em que a criatividade gera maiscriatividade, onde diferentes indústrias criativas co-existem e precisam mudar o tempo todo para atrairpúblico. Outra coisa importante de se salientar é que,como existe um grande número de agentes criativos,ao invés de se ter uma saturação de mercado há atra-ção e estimulação de novos produtores. Pessoas criativas não estão dentro de umpadrão pré-determinado. Algumas preferem traba-lhar em grupos, outras se dão melhor sozinhas, algu-mas optam por se manter em um único emprego, ou-tras preferem pular de emprego em emprego; umassão impulsivas e intuitivas, outras são metódicas, etem aquelas que não estão em extremo algum. Pormais diferentes que sejam, existe uma coisa em co-mum entre todas elas: querem trabalhar em um localonde são valorizadas, onde têm liberdade de criação,onde podem fazer o que acham que é o melhor, semcortes. Optam por serem sempre questionadas, de-safiadas, que aceitem pequenas mudanças ou mu-danças gigantescas.
  11. 11. Para a classe criativa, trabalhar não podeparecer obrigação, especialmente para a geração Y,que é contra o sistema de trabalho tradicional, a alie-nação, aos “robôs operários”. O trabalho precisa serdivertido, não se deve saber quando se está traba-lhando, aprendendo ou apenas descansando. Estãohavendo mudanças nos modelos social e econômico,que aliviam a tensão dentro da empresa trabalhada,empresas essas sem cara de escritório, pois são levese fluidas. 12 | 13
  12. 12. O que isso tem a ver Não se pode falar de Economia Criativa semfalar do que é criatividade e de como essa classe cria-tiva trabalha. Todo negócio ou gestão que se origina ematividades, produtos, ou serviços ligados ao conhe-cimento, criatividade ou capital intelectual visandogeração de renda, se insere dentro da EconomiaCriativa. Publicidade, arquitetura, o mercado de artese antiguidades, artesanato, design, moda, filmagem,softwares interativos de lazer, música, artes perfor-máticas, editoração, serviços de computação e rádioe televisão. Essas são as treze indústrias criativas, emidentificação feita na Inglaterra que será utilizadacomo base para esse trabalho. Que a criatividade é importante para avan-ços econômicos não se tem duvidas, só que o reco-nhecimento e utilização disso como forma de impul-sionar a economia é algo recente. A Austrália foi oprimeiro país a elaborar um projeto, onde Paul Kea-ting, primeiro ministro na época, estava receoso comas novas tecnologias, tinha medo de que as mídiasdigitais colocassem as culturas locais em risco, mastambém entendia a importância delas para novoscaminhos criativos e oportunidades. Isso em 1994,quando fez um discurso dizendo que queria trans-formar a Austrália em uma Nação Criativa. Enxergavanisso a contribuição para a economia do país e o pa-pel das tecnologias como aliadas da política cultural,
  13. 13. dando margem à posterior inserção de setores tecno-lógicos no rol das indústrias criativas. O conceito inglês veio dessa proposta aus-traliana, tomando forma na candidatura de TonyBlair a primeiro ministro em 1997, no Reino Unido,o qual colocou como base da sua plataforma políticaa transformação da região para o que seria poste-riormente a Creative Britain, em que o reino poderiarecuperar sua supremacia econômica se transfor-mando em polo criativo do mundo. O setor criativo(“Creative Industries”) foi definido formalmente pelaprimeira vez em um estudo do Ministério de Cultura,Mídia e Esportes do Reino Unido, em 1998, da se-guinte forma: “Os setores que têm sua origem na criatividade, na perícia e no talento individual e que possuem um potencial paracriação de riqueza e empregos através da geração e da explo- ração de propriedade intelectual”. (FONSECA, p.17) Para que houvesse essa identificação doque seriam os setores criativos, Blair já entendia quea criatividade estava presente e beneficiava todas asáreas do governo, assim convidou todas as pastaspúblicas para participar - e elas o fizeram, e tambémchamou representantes dos setores privados. Obser-va-se então uma característica fundamental da Eco-nomia Criativa: transversalidade de atores, incluindosetores privados e instâncias governamentais. 14 | 15
  14. 14. Os números da Economia Criativa são umdos aspectos que motivam a grande visibilidade noassunto: É responsável por 10% da economia mun-dial, tem uma movimentação financeira anual demais de 3 trilhões de dólares, com um crescimentode 6,3% ao ano. De acordo com o Relatório de Econo-mia Criativa 2010, produzido pela UNCTAD - Con-ferência das Nações Unidas para o Comércio e oDesenvolvimento(www.unctad.org/en/docs/ditc-tab20103_en.pdf), mesmo com a queda de 12%no comércio global em 2008, os serviços e bens daeconomia criativa cresceram até 14%. Ainda segun-do o relatório, a China é o país com mais produçãona economia criativa seguida pelos Estados Unidos epela Alemanha. Outro estudo, esse da UNESCO - Organiza-ção das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e aCultura, o comércio internacional em bens e serviçosculturais cresceu, em média, 5,2% ao ano entre 1994(US$ 39 bilhões) e 2002 (US$ 59 bilhões). (Plano daSecretaria da Economia Criativa) Mas esse crescimento continua concentra-do em países desenvolvidos, responsáveis por maisde 50% das exportações e importações mundiais.
  15. 15. Ao mesmo tempo, pesquisas da Organiza-ção Internacional do Trabalho apontam para umaparticipação de 7% desses produtos no PIB mundial,com previsões de crescimento anual que estão emtorno de 10% a 20%. Um erro comum é achar que indústria cria-tiva e economia criativa são a mesma coisa. Indústriascriativas são um conjunto específico de setores eco-nômicos, variáveis quanto à região ou ao país, “conforme impacto econômico potencial na geração de riqueza, trabalho, arrecadação tributária e divisas de exportações”(FONSECA p.24). Como dito anteriormente, utilizarei dos se-tores do projeto da Inglaterra, mas como existe essamudança por conta de realidades regionais, pode-mos acrescentar na lista setores como gastronomia,turismo, folclore, joalheria, entre outros; como nocaso da África, onde países e órgãos acrescentam for-mas de expressão, coletivas e populares, por sua im-portância crucial na diversidade das culturas africa-nas, como conhecimento tradicional, folclore e todoo patrimônio imaterial. Apresentou-se um trabalhona UNCTAD acrescentando diferentes esferas, comoherança cultural, música, artes cênicas e visuais, au-diovisuais, novas mídias, design, edição e imprensa. 16 | 17
  16. 16. Economia Criativa abrange, além das indús-trias criativas, o impacto de seus bens e serviços emoutros setores e processos da economia e as cone-xões estabelecidas entre elas. Ela é responsável porprofundas mudanças sociais, organizacionais, educa-cionais, políticas e econômicas. Sendo importante por promover o desen-volvimento sustentável e humano, para Lala Dehein-zelin (http://laladeheinzelin.com.br/wp-content/uplo-ads/2010/10/Brasilianas.pdf), quando trabalhamoscom criatividade e cultura, atuamos simultaneamenteem quatro dimensões: econômica, social, simbólicae ambiental. As indústrias criativas funcionam comocatalisadoras e fornecedoras de valores intangíveis aoutras formas de organização de processos, relaçõese dinâmicas econômicas de setores diversos, poden-do ser um caminho para novos modelos inclusivos,baseados na cooperação. Tendo por base o capital humano, a criativi-dade é uma fonte inesgotável. Entende-se isso comouma estratégia de desenvolvimento econômico, porpromover integrações de objetivos sociais, culturaise econômicos diante de um modelo de desenvolvi-mento pós-industrial excludente. As pessoas que tra-balham na classe criativa estão propensas a pensarem valores “pós-materialistas”.
  17. 17. “Essas pessoas são mais inclinadas a agir quando o assunto lhes diz respeito, a defender causas ambientais e a manifestar-se a favor da igualdade entre os sexos. (...) Osmembros desse grupo são mais propensos a se interessar porrelacionamentos e desenvolvimento pessoal, a ter gostos mais ecléticos, a apreciar experiências ‘diferentes e exóticas’ e a renegar o ‘materialismo financeiro’”. (FLORIDA p.81) Outro fator importante como estratégia dedesenvolvimento é que as novas tecnologias mudamos elos de conexão entre cultura e economia, abrindoassim um leque de oportunidades baseadas em ges-tão criativa. Estamos assistindo em várias partes domundo algo que vai bem além desse novo “tipo” deeconomia, como disse Florida: “estamos assistindo à ascensão de uma nova sociedade, de uma nova cultura e de um estilo de vida totalmente novo. São essas mudanças que resultarão nas transformações mais duradoras da nossa era”. (FLORIDA, p.12) A Economia Criativa possui característicasbem próprias, essas que alavancam o crescimentoeconômico. Vou usar do texto da Ana Carla FonsecaReis, que ela escreveu para o Garimpo de Ideias doItaú Cultural. 18 | 19
  18. 18. -Valor agregado da intangibilidade Como a criatividade é algo intangível, elegera valor adicional quando incorpora característicasculturais, inimitáveis por excelência. “Do turismo cultural abrangendo patrimônio e festas típicasao audiovisual, criam-se sinergias entre o estilo de vida eo ambiente no qual ele floresce. A noção de criatividade étambém associada à cultura pela sua unicidade, capaz degerar produtos tangíveis com valores intangíveis. Por isso adiversidade de culturas, portanto, de ideias é vista como umgrande alavancador de criatividade. (...) Afinal, não há comocopiar o substrato cultural, que confere aos produtos e locaiscriativos seu valor agregado.” (FONSECA, p.29) -Da cadeia setorial às redes de valor A economia criativa se estrutura em formade rede, diferentemente da economia industrial quese estrutura em hierarquias. Produzir e consumirdiante das novas tecnologias mudou, faz-se de mui-tos produtores para muitos consumidores. Com essaestrutura em rede, a entrada de novos colaborado-res é facilitada, fazendo com que haja um benefíciomaior, promovendo também uma distribuição, pro-dução e acesso mais democráticos.
  19. 19. “Como decorrência, as redes de valor passam a ser tão mais ricas quão mais diversos forem seus colaboradores, envolvendo empresas de variados portes, investidores e tomadores de crédito, indústrias criativas e outras, que delas se beneficiam. É essa trama de relações e possibilidades que se estabelecem não só horizontal e verticalmente, mas em uma estrutura de negócios em rede, que caracteriza o modelo de negócios na economia criativa.” (FONSECA, p. 31) -Novos modelos de consumo Graças à tecnologia, o consumidor possuiuma maior influência no produto que vai adquirir,podendo escolher desde detalhes físicos, até esco-lher um produto pelos benefícios ambientais que elepode gerar, trazendo assim a tona toda a carga cultu-ral do indivíduo, isso faz com que os bens e serviçosadquiram caráter único. Cria-se assim um relaciona-mento mais íntimo com o que vai ser consumido. “Bens e serviços culturais e criativos, em consonância com asaspirações e desejos dos consumidores, passam a ser obtidossem haver necessariamente uma intermediação do mercado, como é o caso das trocas peer-to-peer. É justamente para manter um balanço entre a força acachapante da oferta deprodutos e serviços criativos globais e a identidade das mani- festações locais que assume importância maior a valorização da diversidade e do leque de possibilidades de escolha das comunidades.” (FONSECA, p. 31) 20 | 21
  20. 20. Em 2005, a UNESCO, no relatório TowardsKnowledge Societies, reconheceu que a criação deuma cultura aliada às tecnologias, contribui parauma circulação criativa contínua de informação e co-nhecimento, diluindo a divisão social que separavaos produtores culturais dos consumidores culturais.(FONSECA p.31) - Papel das micros e pequenas empresas Nos países em desenvolvimento, as peque-nas e micro empresas empregam a maior parte dapopulação, havendo assim uma maior inclusão so-cioeconômica. Essas empresas tem um investimentoinicial mais baixo, assim como é menor a barreira deentrada dessas empresas no mercado, sendo muitasvezes informais. Por possuírem maior diversidadede empreendimentos, arriscam mais, possuindo umportfólio mais expressivo, se arriscando mais em pro-jetos diferentes e talentos novos. Por isso existe a im-portância de incentivar a criação de novas empresascriativas e sustentáveis por meio de financiamentospúblicos “Os mercados editorial, musical e do software são ilustraçõesevidentes desse fato, o que explica a voracidade das grandesempresas pela aquisição das pequenas inovadoras compotencial comprovado. Seja por compra ou fornecimento deserviços (e.g. provedor de conteúdo), os pequenos empreendi-mentos atraem os grandes.” (FONSECA p.33)
  21. 21. - Novas tecnologias As novas tecnologias tem valor por seupotencial diferenciador das manufaturas, sendofundamental para o entretenimento e como carátercultural. Elas estão inseridas dentro da economiacriativa de diferentes formas, transformando os ne-gócios e a cultura, por trazer modelos colaborativose em redes, fazendo parte direta da economia, comopor exemplo, softwares, games, comunicação, entreoutros, e, por último, gerando impacto na produção,trazendo a possibilidade de novos produtos e servi-ços com base na mídia digital, onde o consumidortem possibilidade de direcionar a pesquisa sobre oque será consumido e talvez, acessá-lo diretamentedo produtor e na distribuição, expandido o acessoglobal e reduzindo custos de transação. “O papel das novas tecnologias como promotoras de crescimento econômico e redução da pobreza foi constatadopor uma pesquisa conduzida pelo Banco Central em 56 países em desenvolvimento. As conclusões ratificaram que os que investem em tecnologias da informação e de comunicações crescem mais rapidamente, são mais produtivos e lucrativosdo que os outros, constituindo um desafio e uma oportunida- de para o mundo em desenvolvimento.” (FONSECA, p. 34) 22 | 23
  22. 22. Na tabela a baixo conseguimos ver melhora pesquisa feita pelo Banco Central - WORLD BANK,Information and communications for development2006 – Global trends and policies. Mostrando agrande diferença regional dos usos e aproveitamen-tos das tecnologias e comunicação.Mercado global de tecnologia e comunicações(em bilhões de euro eparticipacão de mercado) 2003 2004 2005 2006 2007 Europa 660 30.3% 699 30.3% 736 30.0% 773 29.8% 799 29.2% América do Norte 732 33.6% 768 33.3% 810 33.0% 844 32.5% 882 32.2% Asia e Pacífico 600 27.6% 649 28.2% 693 28.2% 739 28.4% 791 28.9% América Latina, África, 186 8.5% 189 8.2% 217 8.8% 243 9.3% 266 9.7% Oriente Médio Total 2178 100% 2305 100% 2457 100% 2598 100% 2739 100%Fonte:DigiWorld 2007 - Amplo espectro setorial Como visto anteriormente, a economia cria-tiva abrange desde a economia solidária do artesana-to até as novas mídias e tecnologias, pensando prin-cipalmente nos aspectos particulares de cada região,especificidades, talentos e vantagens.
  23. 23. “Embora vários requisitos sejam comuns às diversas indústrias criativas, já que alicerçam a economiacriativa como um todo, cada setor apresenta especificidades e demandas próprias, que apenas se originam nesse substrato comum. Contemplar os aspectos macro, sem negligenciar e dando o devido peso às abordagens setoriais, é um trabalho complexo, tendo em vista a intrincada relação de objetivosculturais, sociais e econômicos que cada setor pode se propor a atingir.” (FONSECA, p.35) Com todas essas características, consegui-mos enxergar a necessidade de reforçar a represen-tatividade da Economia Criativa no PIB e na geraçãode empregos, tentando encontrar o melhor modeloque alie o crescimento do país à recompensa de seusprodutores. Não podemos pensar também que a eco-nomia criativa exclui as demais, pelo contrário, elascada vez mais estão interdependentes, coexistindoem harmonia e ajudando no crescimento e desen-volvimento uma da outra, isso porque a economiacriativa não lida apenas com produtos, mas com pro-cessos, tendo a transversalidade como uma caracte-rística bem marcante. 24 | 25
  24. 24. Essa união entre indústrias criativas e dasnovas tecnologias com as culturas locais é um recur-so fundamental para os países em desenvolvimento,criando maiores oportunidades de geração de rendae trabalho, junto com a inclusão e responsabilidadesocial. Vemos profundas mudanças sociais geradaspela economia criativa, aproximando cada vez maisas parcelas periféricas da população, que sempretiveram facilidade de, criativamente, desenvolverpráticas e organizações inovadoras. Com essa inclu-são, desde o mercado informal até as multinacionais,criam-se modelos organizacionais mais adequadosàs necessidades pontuais da sociedade e economia,como economia solidária, cooperativismo e gestãocompartilhada. Pensando sempre no não desperdí-cio de recursos, de tempo e de credibilidade que écausado pela falta de atuação articulada que ocorreno sistema antigo de processos de desenvolvimento. A economia da cultura pode e deve, então,ser utilizada como meio de desenvolvimento huma-no, social e ambiental nos países que pretendem di-minuir seus problemas e desigualdades sociais e de-senvolver sua economia. Não deixando que apenas30% ou 40% da população mundial tenha meios decriar e consumir produtos, mas tentando ao máximoque toda a população seja geradora e consumidora.
  25. 25. Jeitinho brasileiro O Brasil é um país colorido, não tem comonegar isso, é multicultural, com uma biodiversidaderiquíssima. Somos uma potência quando falamosdas diferentes tribos e estilos, somos uma mistura deculturas locais. O jeitinho brasileiro de lidar com ascoisas é famoso mundialmente; somos reconhecidospor fazer muito com pouco. Até hoje, economistasolham para o nosso país para entender como um lu-gar com taxas de inflação tão altas teve crescimentoeconômico. Estamos acostumados a nos virar comopodemos, somos um país criativo. Com essa mobilização global em prol daeconomia criativa, o Brasil não podia ficar pra trás. Otema entrou na pauta de candidatos e governos, masainda não se enxerga uma mobilização forte do Es-tado sobre isso, tanto que o Brasil não está entre os20 maiores produtores desse setor, mas temos totalcapacidade de sermos uma potência. Um grande problema nacional é a falta dedados sobre a economia criativa. Em 2007 o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mos-trou que esse setor representava 4% do PIB – produ-to interno bruto, que foi de R$2,4 trilhões. O estudomais completo foi feito pela FIRJAN (Federação dasIndústrias do Estado do Rio de Janeiro). O estado doRio de Janeiro entendeu a importância desse estudo,pois se percebeu que a indústria criativa, especial-mente de televisão, era uma das bases de sua econo-mia. 26 | 27
  26. 26. A FIRJAN adotou a abordagem utilizada pelaUNCTAD para o estudo “A Cadeia da Indústria Criati-va do Brasil”, ocorrido em 2008, atualizado em 2010e lançado em outubro de 2011, após a criação, emnível federal, da Secretaria de Economia Criativa noMinistério da Cultura. Nesse estudo foram levantados o númerode trabalhadores e a renda do trabalho em cada umdos segmentos da indústria criativa, que são: arqui-tetura, artes cênicas, artes visuais, design, expressõesculturais, filme & vídeo, mercado editorial, moda,música, publicidade, software & computação e TV &rádio. Com esses dados estimou-se a participaçãoda cadeia da indústria criativa no PIB de 13 estados:Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, MinasGerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro,Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Essesestados foram escolhidos por serem acompanhadospela pesquisa mensal do IBGE e a amostra represen-ta 90% do total de trabalhadores da indústria criati-va. Os trabalhadores do setor criativo brasileirotem a remuneração melhor que a dos demais, ex-plicado pelo alto valor agregado da atividade e peloalto nível de instrução dos profissionais. Em 2010, arenda média foi de R$ 2.296, isso é, 45% maior quea remuneração média dos empregados formais, quefoi de R$ 1.588.
  27. 27. O núcleo criativo no Rio de Janeiro tem destaque por ser o mais bem remunerado, com uma renda 31% maior em relação aos outros estados e 64% maior que os outros trabalhadores do estado. A seguir dados mais específicos sobre a ge- ração de renda no núcleo da indústria criativa.Remuneração Média Mensal dos Empregados no Núcleo da IndústriaCriativa - 2010 (R$) 3014 2775 2296 1878 1877 1797 1734 1730 1678 1573 1558 1525 1410 1407 RJ SP Brasil ES PE AM MG RS PA PR BA SC GO CEFonte: FIRJAN 28 | 29
  28. 28. Remuneração Média Mensal dos Empregados nas Atividades do Núcleo da Indústria Criativa2010 (R$) Unidades da TV & Software & Mercado Publicidade Arquitetura Artes Música Artes Design Filme & Federação Rádio Computação Editorial Visuais cênicas Vídeo Brasil 2.757 2.693 2.178 1.967 1.713 1.370 1.357 1.355 1.294 1.060 Rio de Janeiro 4.971 3.060 2.473 2.111 2.467 1.674 3.263 1.489 1.050 1.142 São Paulo 3.362 3.198 2.753 2.474 1.685 1.651 1.319 1.555 1.548 1.289 Espírito Santo 1.876 2.354 1.811 1.384 1.121 1.031 1.568 806 706 755 Pernambuco 2.101 2.323 1.562 1.282 2.311 1.255 887 865 647 758 Amazonas 1.742 2.526 1.775 1.449 1.459 2.129 1.263 1.253 809 771 Minas Gerais 1.718 2.126 1.631 1.137 1.576 1.282 722 1.387 968 764 Rio Grande do Sul 1.494 2.370 1.498 1.351 1.314 921 845 1.448 1.313 1.017 Pará 1.298 2.259 1.481 1.235 1.642 2.179 661 463 708 722 Paraná 1.872 1.879 1.939 1.272 1.196 1.087 1.040 2.065 1.323 936 Bahia 2.002 1.831 1.660 1.368 1.388 843 722 1.358 1.045 746 Santa Catarina 1.421 1.749 1.373 1.174 1.071 1.063 1.130 892 1.975 904 Goiás 1.738 1.298 1.999 1.041 1.476 857 1.346 1.018 820 784 Ceará 1.574 1.960 1.212 994 1.374 1.021 661 600 601 681Fonte: FIRJAN Em 2010 o setor criativo empregava 771 miltrabalhadores formais de todo o país, isso é, 1,7% dototal:Parcela do Núcleo da Indústria Criativa no Total de Empregados - 2010 2,4% 2,2% 2,0% 1,7% 1,6% 1,5% 1,3% 1,3% 1,3% 1,3% 1,1% 1,1% 1,1% 0.9% SP RJ SC Brasil RS PR MG GO ES CE BA PA PE AMFonte: FIRJAN
  29. 29. Na tabela abaixo encontra-se a quantidade de empregados nos setores criativos, com um total de 11 milhões de trabalhadores nas 184 atividades econômicas selecionadas. Com isso percebemos que a cadeia criativa empregava ¼ dos trabalhadores for- mais do país, isso é 24%.Total de Empregados na Cadeia da Indústria Criativa porSetor Econômico - 2010 Unidades da Indústria Comércio Serviços TOTAL Federação Brasil 4.983.438 2.920.489 2.665.748 10.596.675 São Paulo 1.369.355 870.097 984.965 3.224.417 Minas Gerais 553.680 296.981 243.586 1.094.247 Rio de Janeiro 331.029 278.032 364.860 973.921 Rio Grande do Sul 386.290 186.362 125.535 698.187 Paraná 330.072 202.423 138.767 671.262 Santa Catarina 362.004 135.978 106.788 604.470 Bahia 256.691 139.506 105.070 501.267 Ceará 234.783 80.042 68.516 383.341 Pernambuco 178.228 99.531 84.191 361.950 Goiás 130.761 83.449 60.984 275.194 Espírito Santo 106.512 62.602 53.567 222.681 Pará 76.664 68.606 39.240 184.510 Amazonas 68.958 31.586 26.989 127.533Fonte: FIRJAN 30 | 31
  30. 30. Houve também o estudo da participaçãofinanceira da cadeia econômica no PIB – Produto In-terno Bruto, que foi de cerca de 2,5%, que equivale aR$ 92,9 bilhões. Em São Paulo e no Rio de Janeiro opercentual passa de 3,5%.Parcela do Núcleo da Indústria Criativa no Total de Empregados - 2010 3,7% 3,5% 2,5% 2,2% 1,9% 1,8% 1,7% 1,7% 1,6% 1,6% 1,4% 1,4% 1,4% 1,1% SP RJ Brasil SC RS PR MG ES PE CE GO PA BA AMFonte: FIRJAN
  31. 31. Se analisarmos as atividades relacionadase que apoiam a classe criativa, o PIB pode chegar a18,2%, isso é R$ 667 bilhões.PIB da cadeia da Industria Criativa - 2010 R$ bilhões Unidades da PIB Federação Brasil 667,0 São Paulo 253,5 Rio de Janeiro 76,3 Minas Gerais 59,8 Rio Grande do Sul 42,8 Paraná 40,5 Santa Catarina 35,4 Bahia 25,8 Pernambuco 16,7 Espírito Santo 15,1 Ceará 14,2 Goiás 13,7 Pará 10,0 Amazonas 9,3 Fonte: FIRJANO PIB dos estados para 2010 foi estimado com baseno PIB Brasil 2010, mantendo-se a proporção dos es-tados no PIB Brasil de 2008. 32 | 33
  32. 32. Para o estudo mostrado anteriormente, aFIRJAN se baseou na nova Classificação Nacional deAtividades Econômicas (CNAE 2.0), onde detalhoucada componente da cadeia criativa entre as ativida-des econômicas brasileiras. Dentre 673 classificaçõeseconômicas,identificaram-se 184 associadas às ativi-dades criativas, separadas pelas esferas de núcleo,atividades relacionadas e apoio. Como não possuímos estatísticas oficiais,a FIRJAN buscou uma metodologia para estimar aparticipação do setor criativo no PIB nacional. Umahipótese é de que a razão entre os rendimentos daforça de trabalho e o produto interno bruto do seg-mento seja similar ao da economia como um todo.Se sustentando na baixa variação da participação derenda do trabalho na renda total entre diferentes se-tores da economia e é utilizada com frequência emestudos empíricos, com baixa margem de erro nasestimativas finais. Também é importante frisar que nessas es-timativas não se considerou a parcela informal, porse usar dados oficiais. O Brasil percebeu que as crises ambientais,econômicas, sociais e culturais as quais passamossão culpa do modelo moderno de desenvolvimento,apenas focado no acúmulo de riqueza e no cresci-mento do PIB.
  33. 33. Em 2011 foi criada a Secretaria da Econo-mia Criativa no Ministério da Cultura, junto com umplano de gestão que vai de 2011 a 2014.Nesse plano se tem o reconhecimento da importân-cia da cultura e do conhecimento para o desenvolvi-mento social, econômico e político do país.A criação da Secretaria da Economia Criativa temcomo objetivo ampliar a transversalidade de suaspolíticas dentro das pastas dos governos e com a so-ciedade. É uma afirmação da importância das políti-cas públicas de cultura na construção de uma agendaampla e transversal de desenvolvimento, assumindoo desafio de pensar o desenvolvimento menos comoproduto, mais como processo cultural. “O Plano da Secretaria da Economia Criativa (2011- 2014) representa o desejo e o compromisso do Ministério da Cultura, no Governo Dilma Rousseff, de resgatar o que a economia tradicional e os arautos do desenvolvimento moderno descartaram: a criatividade do povo brasileiro. As tecnologias sociais produzidas pela imensa criatividade bra- sileira tornaram-se realidades irrefutáveis. No entanto, essas tecnologias ainda carecem de apoio do Estado brasileiro para vicejarem. Em inúmeros países de diversos continentes (como a Austrália, a Turquia, a China) a criatividade vem sendo apoiada por políticas públicas e sendo tratada como o insumo por excelência da inovação. 34 | 35
  34. 34. Essa nova economia vem crescendo, graças à sociedade doconhecimento e às novas tecnologias. É a dimensão simbólicada produção humana (presente das artes do circo ao conte-údo dos games) que passa a ser elemento fundamental nadefinição do preço desses novos bens e serviços, construindonovas solidariedades, novas éticas e estéticas, reunindo,enfim, comunidades e indivíduos, desta feita, a partir de redese coletivos.” (Apresentação do Plano da SEC) Para que houvesse maior desenvolvimentodo plano, alguns conceitos precisaram ser reavalia-dos e pontuados com a realidade nacional. O MinC definiu os setores criativos –indús-trias criativas, como:“os setores criativos são todos aqueles cujas atividades produ-tivas têm como processo principal um ato criativo gerador devalor simbólico, elemento central da formação do preço, e queresulta em produção de riqueza cultural e econômica.”(p.22) Partindo desse conceito, deve-se mostrarque os setores criativos vão além do que se denomi-na normalmente como culturais, ligados à produçãoartístico-cultural, como dança, música, teatro, cine-ma, fotografia, entre outros, mas compreendendotambém, outras atividades ou expressões relacio-nadas às novas mídias, à indústria de conteúdos, aodesign, à arquitetura, etc. Conforme figura a seguir:
  35. 35. Setores Criativos - Ampliação dos setores culturais Setores Criativos Setores Culturais Figura retirada do Plano da Secretaria da Economia Criativa O MinC deixa claro no texto que, mesmoantes da ideia da criação da Secretaria da EconomiaCriativa, ele já sabia da importância dessa temática,passando assim a estender sua atuação para alémdos setores considerados tradicionalmente comoculturais. 36 | 37
  36. 36. Por isso, houve a inclusão do eixo Economia Criativapara a construção de estratégias setoriais na II Confe-rencia Nacional de Cultura, em 2010, com o objetivode levantar demandas, diagnosticar, e construir co-legiados de setores como moda, design, arquiteturae do artesanato: “Na primeira etapa do nosso Planodefinimos Economia Criativa a partir das dinâmicasculturais, sociais e econômicas construídas a partirdo ciclo de criação, produção, distribuição/circula-ção/difusão e consumo/fruição de bens e serviçosoriundos dos setores criativos, caracterizados pelaprevalência de sua dimensão simbólica”. A Economia Criativa e a dinâmica de funcionamento dos seus elos Economia Criativa consumo/ criação fruição setores criativos difusão/ produção distribuiçãoFigura retirada do Plano da Secretaria da Economia Criativa
  37. 37. Conseguindo demarcar bem o que seriaeconomia criativa, poderão existir pesquisas e estu-dos mais pontuais de cada área, permitindo assim aimplementação de políticas públicas sabendo-se dareal situação e com dados específicos. O escopo dossetores criativos do Ministério da Cultura foi baseadonos da UNESCO, mas modificado para agregar seto-res que julgou relevantes para o desenvolvimentoda economia criativa nacional. O escopo dos setorescriativos do Ministério da Cultura encontra-se na figu-ra a seguir: Escopo dos Setores Criativos Ministério da Cultura (2011) Patrimônio material No campo do Patrimônio Patrimônio Imaterial Arquivos Museus Artesanato Culturas Populares No Campo das Expressões Custuras Indígenas Culturais e Afro-brasileiras Artes visuais Dança No Campo das Artes de Música Espetáculo Circo Teatro No Campo do Audivisual e do Cinema e Vídeo Livro, da Leitura e da Publicações e Literatura Mídias Impressas Moda No Campo das Criações Design Funcionais Arquitetura Arte Digital Figura retirada do Plano da Secretaria da Economia Criativa 38 | 39
  38. 38. O processo de planejamento estratégico eos potenciais de desenvolvimento da Secretaria daEconomia Criativa – SEC, geraram a necessidade deultrapassar conceitos e definições dos setores criati-vos e da economia criativa brasileira para se estabe-lecer princípios norteadores e balizadores das políti-cas públicas de cultura a serem por ela elaborados eimplementados. Assim, foi definido que a EconomiaCriativa Brasileira somente seria desenvolvida demodo consistente e adequado à“realidade nacional se incorporasse na sua conceituaçãoa compreensão da importância da diversidade culturaldo país, a percepção da sustentabilidade como fator dedesenvolvimento local e regional, a inovação como vetor dedesenvolvimento da cultura e das expressões de vanguarda e,por último, a inclusão produtiva como base de uma economiacooperativa e solidária”. (Plano da Secretaria da EconomiaCriativa p.32) Como mostrado na figura a seguir, a Econo-mia Criativa Brasileira se constitui e é reforçada pelaintersecção destes princípios.
  39. 39. A economia criativa brasileira e seus princípios norteadores Diversidade Cultural Economia Inovação Criativa Sustentabilidade Brasileira Inclusão Social Figura retirada do Plano da Secretaria da Economia Criativa 40 | 41
  40. 40. Sobre os princípios norteadores: -Diversidade cultural Como visto anteriormente, pensar em eco-nomia criativa é pensar em uma economia cuja basee riqueza se dão graças à diversidade cultural do país.No Plano, isso é reforçado.“A Economia Criativa Brasileira deve então se constituir numadinâmica de valorização, proteção e promoção da diversidadedas expressões culturais nacionais como forma de garantir asua originalidade, a sua força e seu potencial de crescimento”.(p.33) -Sustentabilidade Muitas práticas de desenvolvimento, mes-mo gerando altos ganhos econômicos causam im-pactos negativos nas condições de vida humana. Usarindiscriminadamente os recursos naturais e tecnolo-gias poluentes para obter lucro e garantir vantagenscompetitivas acabou por geral grande desequilíbrioambiental. A massificação dos mercados com ofertasde produtos de baixo valor agregado, não originaise sem identificadores de culturas locais causou aopressão da diversidade, impossibilitando o desen-volvimento endógeno. No Plano, a partir dessas con-siderações tem-se como algo importante:“definir qual tipo de desenvolvimento se deseja, quais asbases desse desenvolvimento e como ele pode ser construídode modo a garantir uma sustentabilidade social, cultural,ambiental e econômica em condições semelhantes de escolhapara as gerações futuras”.(p.33)
  41. 41. -Inovação Hoje o conceito de inovação pode ser com-preendido de duas formas, a inovação incrementalonde se tem o aperfeiçoamento do que já está postoe a inovação radical, que é a criação de algo total-mente novo. Sendo incremental ou radical, a inova-ção em determinados segmentos criativos, como odesign, a tecnologia de informação, games, etc., temuma relação direta com a identificação e solução deum problema. Especialmente nos setores criativos,cujos produtos vêm da integração entre tecnologia econteúdos culturais, podendo ser tanto na melhoriaquanto na criação de um novo produto. Já no campodas artes, a inovação possui outros significados, ten-do como pressuposto a ruptura com os mercados eo status quo, por isso inovações artísticas devem serapoiadas pelo Estado, o qual deve garantir por meiode políticas públicas os produtos e serviços culturaisque não se submetem às leis do mercado. Para aSEC, temos: “Assumir a economia criativa como vetor de desenvolvimento, como processo cultural gerador de inovação, é assumi-la em sua dimensão dialógica, ou seja, de um lado, como resposta a demandas de mercado, de outro, como rompimento às mesmas”.(p.34) 42 | 43
  42. 42. -Inclusão Social Comparado com países desenvolvidos, ve-mos no Brasil um acesso à cultura totalmente precá-rio, temos ainda desigualdades ao acesso à educaçãoe ao trabalho, bem como forte evidência do analfa-betismo funcional e da violência como constante navida de muitos. Com essa realidade, não se podeexcluir a inclusão social como princípio fundamentalpara o desenvolvimento de políticas públicas cultu-rais na área de Economia Criativa. O Plano da Secre-taria entende por isso:“A efetividade dessas políticas passa pela implementação deprojetos que criem ambientes favoráveis ao desenvolvimentodesta economia e que promovam a inclusão produtivada população, priorizando aqueles que se encontram emsituação de vulnerabilidade social, por meio da formação equalificação profissional e da geração de oportunidades detrabalho e renda.Além deste processo de inclusão produtiva, basilar para ainclusão social, o acesso a bens e serviços criativos tambémemerge como premissa para a cidadania. Uma populaçãoque não tem acesso ao consumo e fruição cultural é amputa-da na sua dimensão simbólica. Nesse sentido, inclusão socialsignifica, preponderantemente, direito de escolha e direito deacesso aos bens e serviços criativos brasileiros”. (p.34)
  43. 43. Para que esses princípios norteadores te-nham algum resultado é necessário que as políticaspúblicas andem junto com as necessidades popu-lacionais. Temos no nosso país uma realidade bemgrave, existe falta de credibilidade nos governos emudanças consecutivas de políticas mal administra-das, fazendo assim com que não haja continuidadede processos nem gestão dos conhecimentos acumu-lados. Com isso existem dificuldades de se esta-belecer parcerias público-privadas, que se agravampela burocracia extrema. Em agosto de 2012 ocorreu o 1º Fórum deEconomia Criativa-SP, realizado durante o DesignWeekend, organizado pela REC – Rede de EconomiaCriativa em parceria com a Gaia Brasil, nesse fórum,além da apresentação do REC e do que é EconomiaCriativa, o maior foco da mesa redonda principal foimostrar os pontos de vista dos participantes, queeram Heloize Campos, W. Roberto Malta e AdolfoMenezes Melito, sobre o que Brasil deveria fazerpara incentivar as indústrias criativas nacionais, ge-rando assim o desenvolvimento econômico espera-do. Alguns dos pontos discutidos foram: 44 | 45
  44. 44. - O Brasil é um país com uma política assis-tencialista, o problema disso é que por se focar tantoem criar meios de ajuda de forma direta, esquece-sede valorizar o empreendedorismo. Isso também gerauma carência de modelos, não havendo assim umaconscientização tanto do governo como empresarialda importância da criação de empresas ligadas aosetor criativo. Se o país, além de ter essa política as-sistencialista de ajuda rápida e direta à população, sepreocupasse mais em incentivar a criação de novosnegócios, os empreendimentos trariam benefícios alongo prazo. - Adolfo Menezes afirma que para que hajaum desenvolvimento maior na Economia Criativa énecessário que se foque em quatro pontos: 1 – Colaboração: os grupos que se en-volvem com economia criativa devem formar umarede, aprendendo e evoluindo juntos; os grupos nãopossuem um contato forte e, assim, não conseguempartilhar corretamente o que estão produzindo nemcomo estão produzindo. 2 – Multidisciplinaridade: valorização de li-gações interpessoais, agregando conhecimento; valo-rizar também aqueles que sabem de tudo um pouco. 3 – Crítica: saber dar e receber críticas cons-trutivas; o brasileiro tem problemas com dar e rece-ber feedback. 4 – Pensamento Global: pensar localmente,agir globalmente.
  45. 45. -Vivemos em um país onde a educaçãocontém falhas, uma delas é ser considerada umaeducação anti-criativa, se a educação dada no ensinotivesse mais conteúdos pró-criativos teríamos adultoscom maior visão e que conseguiriam criar mais inova-ções, o maior problema discutido na mesa redondaquando se entrou nesse assunto foi que o Ministérioda Educação não entende a importância da criativi-dade no desenvolvimento de novos meios, sistemas,produtos, etc., não aceitando a Economia Criativa erelutante contra seus princípios. Não mudando a for-ma de ensino, os profissionais do futuro não estarãoaptos para com o novo modelo de economia que estásendo procurado para o Brasil nem existirá visão crí-tica da sociedade. - Existe o desafio da Fecomercio – Federa-ção do Comércio, em como inserir a criatividade den-tro das indústrias já vigentes no país, tentando assimtrazer a cultura nacional pra dentro dos produtos eserviços já oferecidos. Na mesma semana, repre-sentantes da Fecomercio se reuniram com pessoascomo John Howkins, Richard Florida e outros nomesimportantes da economia criativa no mundo, paratentar achar caminhos para que isso ocorra da me-lhor forma possível, entendido que não é algo queaconteceria de imediato, já que essa proposta preci-sa ainda ser analisada e inserida aos poucos dentrodo sistema de indústrias nacional. 46 | 47
  46. 46. - As ONG’s na sociedade brasileira não sãoatendidas pelo governo nem pela sociedade; são ge-radoras de conteúdo, mas, por não terem uma redee estarem tão separadas entre si, o conhecimentoentra em um ciclo vicioso onde não se consegue ul-trapassar o que já foi aprendido. Se tivessem mais vi-sibilidade dentro do governo, as ONGs conseguiriaminteragir melhor e seriam também mais acreditadaspelo resto da sociedade, fazendo assim com o que oseu trabalho fosse otimizado. Para a Secretaria da Economia Criativa,alguns desses pontos são considerados desafios e,dentro do Plano, encontram-se cinco deles que terãoque ser enfrentados para que a economia criativa ajacomo política de desenvolvimento no Brasil. 1º desafio– Levantamento de informações edados da Economia Criativa: Os dados levantados sobre economia cria-tiva são insuficientes, não havendo dados para umavisão geral ou para uma ampla compreensão de suascaracterísticas e potenciais, sendo a maior parte daspesquisas pontuais e localizadas. Esses dados vêmmuitas vezes de outras pesquisas ou correspondema estimativas apenas. Com essa falta de pesquisa nãose pode ter conhecimento e reconhecimento de vo-cações e oportunidades que devem ser reforçadas eestimuladas pelo poder público.
  47. 47. 2º desafio – Articulação e estímulo ao fo-mento de empreendimentos criativos:Como qualquer outro empreendimento, os empre-endimentos criativos necessitam da disponibilizaçãoe do acesso a recursos para construção de seu ob-jetivo. A maior dificuldade de emprestar dinheiropara a realização de suas criações é pela garantia deretorno do investimento, já que não se consegue en-tender como algo intangível trará lucro.Essa dificuldade vem dos bancos não entenderemos novos formatos dos negócios, da incompreen-são dos tempos e das dinâmicas de funcionamentodeles, não conseguindo estipular prazos e carênciasadequados. Essa incompreensão também se dá doponto de vista dos empreendedores criativos, nãoafeitos ou despreparados para a gestão de seus pró-prios negócios. O fomento ao reconhecimento, ao de-senvolvimento e à replicação de tecnologias sociaistambém surge como estruturante para a criação edesenvolvimento desses empreendimentos, que namaioria das vezes se dá por profissionais autônomose micro e pequeno empreendedores, formais ou in-formais. Alternativas de inclusão, inovação e susten-tabilidade de iniciativas dos setores criativos são oscoletivos, as redes, as organizações colaborativas ecooperativas, com ou sem fins lucrativos. 48 | 49
  48. 48. 3º desafio – Educação para competênciascriativas: No nosso país existem poucos profissionaiscom uma formação de olhar múltiplo e transdiscipli-nar, que integre sensibilidade e técnica, atitudes eposturas empreendedoras, habilidades sociais e decomunicação, compreensão de dinâmicas sociocultu-rais e de mercado, análise política e capacidade dearticulação. É necessária a criação de competênciascriativas com essas características.Existe um grande déficit de ofertas e possibilidadesde qualificação nesse sentindo.Artistas necessitam de conhecimento na dinâmica edos fluxos do mercado e outros poucos profissionaisse encontram qualificados para se relacionar com ossetores criativos. 4º desafio – Infraestrutura de criação, pro-dução, distribuição/circulação e consumo/fruição debens e serviços criativos: Para os setores criativos é impossível sepensar numa padronização de políticas públicas, ébem claro que se tem uma diversidade de práticasculturais, processos produtivos e tecnologias uti-lizadas. Por isso existe o desafio de criar políticaspúblicas que se adequem às diferentes realidadese necessidades, ainda mais em um país em que, his-toricamente,
  49. 49. se valoriza bem mais a etapa de produção que as de-mais, mas que, no caso dos setores criativos, a circu-lação/distribuição é a etapa mais importante. 5º desafio – Criação/adequação de MarcosLegais para os setores criativos: É necessário pautar as discussões como oexcesso de tributos alfandegários em peças de artesvisuais que circulam em exposição dentro e fora dopaís, o não reconhecimento de determinadas profis-sões e atividades, que impedem que os profissionaistenham reconhecimento e benefícios, a flexibilizaçãoda propriedade intelectual e regularização do direitode uso de bens e serviços, etc., para que se avance epromova um ambiente jurídico favorável ao desen-volvimento criativo. Para tudo isso acontecer é preciso que vá-rios setores tenham uma conversa direta e se comu-niquem da melhor forma possível, complementandoo trabalho um do outro. Na imagem a seguir vemosessas integrações dos outros órgãos públicos com aSecretaria da Economia Criativa; auxiliando assim noenfrentamento desses desafios, visando ao máximoo desenvolvimento econômico por meio da Econo-mia Criativa. 50 | 51
  50. 50. O Brasil é um país com todas as caracte-rísticas necessárias para ter um grande desenvolvi-mento econômico com base na Economia Criativa.Desenvolvendo-a, teremos também atingido todas astransformações nos demais setores da comunidade,transformando o Brasil em um país mais igualitário,com menos problemas sociais e ambientais, traba-lhando em Redes para uma transformação real. O mundo todo está passando por uma criseeconômica muito forte, mas os olhos voltados para onosso país dentro dos setores criativos é alto, lá forareconhecem o valor cultural do Brasil, falta o própriofazer isso. O momento atual não se baseia em res-postas sobre Economia Criativa, mas sim em pergun-tas, perguntas essas que vão gerar o maior númerode informações e dados sobre o que deve ser feito,tanto pelos órgãos públicos como pela própria popu-lação.
  51. 51. O design nisso tudo Explica-se a criatividade como três palavraschave, a imaginação, a fonte da criatividade; a criativi-dade em si, que é colocar a imaginação pra trabalhar,gerando ideias originais que tenham algum valor; e ainovação, que significa por as ideias em prática. Se olharmos para o trabalho de um desig-ner, temos todas essas bases. Então entendemos queo designer trabalha com criatividade, gerando assimresultados pertinentes à problemática a qual lhe épassada. O designer é um profissional multidisci-plinar, que junta técnica com teoria para criação deconceitos, serviços e produtos. Podemos ver a impor-tância desse profissional dentro do mercado por atu-ar em diferentes níveis e áreas, como por exemplo,editoração, impressos, produtos dos mais variados,games, etc. Dificilmente um designer trabalha sozi-nho, sendo ele necessário para outros profissionais. Em junho de 2012 aconteceu, no CentroCultural Itaú, uma palestra de nome “O design e aIndústria Criativa”, ministrada por André Stolarski.Nessa palestra mostraram-se pontos importantessobre o design dentro da economia criativa no Brasil. Um dos maiores problemas é conseguirclassificar o design dentro da economia criativa, poisele tem um papel duplo. Isto é, ele é tanto geradordireto de produtos, pautado na produção pela cria-tividade, como ele também se relaciona com outrossetores, 52 | 53
  52. 52. auxiliando e criando para outras áreas, tanto desetores criativos quanto de setores das indús-trias tradicionais. Não se tendo uma classificaçãoadequada não há como direcionar nenhum estudoespecífico para melhoria do mercado de design ouaté mesmo elaborar uma regulamentação adequadapara a profissão. Como o próprio profissional nãosabe direito o que faz, fica complicado uma mobili-zação mais forte onde tanto os órgãos públicos comoempresas poderiam dar o apoio necessário para aprofissão.“É fundamental frisar que a falta de mobilização da categoriapor uma mudança significativa comporta uma falta de visãoclara, por seus membros, não só de sua posição específicano conjunto da categoria, mas principalmente de sua posiçãorelativa no conjunto da sociedade”. (NIEMEYER, p.125) O designer cria cada vez mais campos deatuação, áreas essas que não são disseminadascorretamente, como disse Alexandre Wollner nessapalestra. O design é projeto. Atualmente entende-seque o designer é capaz de trabalhar com qualquertipo de projeto, muitos designer trabalham não sóno setor criativo de empresas, mas também emsetores administrativos e de gestão, por terem umavisão abrangente de todo o entorno de um proble-ma e/ou um projeto.
  53. 53. Outro problema pontuado nessa palestrafoi a importância do estudo do design dentro da eco-nomia criativa; estudos feitos tanto pelas universida-des, onde o grande problema é não estarem atuali-zadas com a realidade contemporânea e é necessárioestimular a pesquisa sobre design em suas diferentesáreas de atuação; e estudos feitos pelo governo na-cional, que não possui nenhuma pesquisa específicapara o design. Essa falta de organização do Estadofaz com que não se tenha dados concretos sobre aatuação do designer no mercado nacional, nem aomenos quantos são. Isso não mostra a importânciada profissão, nem faz com que haja uma valorizaçãodo trabalho que mostre como ela poderia ajudar nodesenvolvimento das empresas. O Brasil não entende muito bem o papel dodesigner e isso vem da história do design no país,onde ele era usado para copiar coisas já existentes,principalmente daquelas vindas da Europa. Então,até hoje o designer não está inserido dentro do pro-cesso de criação de um produto, mas entra apenasem uma parte desse processo. O ensino do design noBrasil se fez necessário pelo aumento da industriali-zação do país, “este profissional (o designer) deveria colocar o seu saber ao lado e a favor dos processos produtivos e seus meios, dentroda lógica capitalista requisitada pela modernização do Estado nacional”. (NIEMEYER p.59). 54 | 55
  54. 54. Inicialmente, pela lógica modernista, oensino do design deveria juntar as necessidades domercado com características da cultura nacional, va-lorizando nossas fontes étnicas, históricas e culturais,só que isso não foi o que ocorreu.“A estética modernista, presente nas propostas originais doscursos de design no Brasil – expressando a preocupação deque fosse encontrada uma linguagem formal que sintetizasseas concepções artísticas contemporâneas com elementos datradição nacional – foi deixada de lado quando o curso daEsdi foi implantado, em prol da estética racionalista de Ulm. Aimposição desses padrões, contrários às nossas raízes barro-cas, impediu a expressão da estética modernista na escola ecoibiu, por longo tempo, a emergência de outras abordagens”.(NIEMEYER p. 123) Infelizmente, até hoje encontramos Uni-versidades com o ensino de design pensado dessamaneira. Stolarski comparou um site nacional sobredesign criado para motivação do setor com o site in-glês com a mesma intensão. O site do Design Council(http://www.designcouncil.org.uk/) e o site do Ob-servatório Design Brasil (http://observatorio.design-brasil.org.br/).
  55. 55. Só pela descrição e motivação de cada siteconseguimos entender o porquê da baixa valorizaçãodo design no Brasil. Falta mostrar que o design nãoestá só na parte de geração de lucros, mas tambémna geração de desenvolvimento humano. No site inglês encontramos o design comoalgo importante para construir uma economia fortee melhorar a vida do dia a dia. É um espaço não sópara empresas que necessitam de designers, mastambém para a população ver o que acontece na In-glaterra com assuntos correlatos ao design. 56 | 57
  56. 56. O site brasileiro é só mais uma ferramen-ta para o empresário que deseja identificar talentosem design. É somente um espaço para concursos eportfólios, com uma proposta bem mais técnica, semaproximação com a população geral.
  57. 57. Mesmo com tantas dificuldades para o mer-cado do design, observamos um crescimento de em-presas onde o designer tem um papel fundamentalpara o desenvolvimento dos projetos. Encontramostambém uma quantidade cada vez maior de desig-ners se unindo em coletivos ou em empresas paratentar criar um cenário mais interessante para a disci-plina, onde tentam trabalhar da forma que preferem,com o maior desenvolvimento pessoal possível, se di-vertindo e criando o que lhes é interessante. “Os profissionais de hoje se consideram membros de uma força criativa ampla, não vendo a si mesmos como executi- vos ou homens organizacionais”, afirma Richard Florida, e completa, “sendo assim, são atraídos por ambientes criativos e estimulantes, ou seja, por lugares que oferecem abertura e diversidade, além de oportunidades e conveniências, onde possam se expressar e legitimar sua identidade.” (FLORIDA, p.11) Por causa desse cenário mais humano detrabalho, o designer tem se preocupado cada vezmais com problemas sociais e ambientais. Interesseesse visto especialmente por essa nova geração queestá se inserindo no mercado de trabalho, onde osanseios pessoais sobrepõem-se ao acúmulo de bens.Uma frase que representa bem essa nova esfera é“nós (a classe criativa) trocamos segurança por auto-nomia”. 58 | 59
  58. 58. Estudos de caso A escolha dos estudos de caso se deu pelaforma que a empresa ou organização se comportano mercado. Empresas nacionais que demonstremcomo é possível trabalhar dentro da Economia Criati-va, tendo o foco no processo e não no produto final.O design não é apenas inserido para valorização doproduto final, vai muito além disso, é uma forma degestão. Focando sempre na colaboração. Cada trabalho apresentado mostra comoo design pode ajudar a valorização de pessoas e odesenvolvimento delas. Encontra-se aqui, empresasque trabalham com cooperativas, auxiliando emprojetos sociais, empresas que tem designers dentrode equipes multidisciplinares ou simplesmente de-signers que se juntaram em coletivos para poderemtrabalhar da forma que acham mais justas.
  59. 59. Akatu (http://www.akatu.org.br/) “Foca suas atividades na mudança de comportamento do consumidor. Para isso, o Insti- tuto desenvolve ações em duas frentes de atuação: Educação e Comunicação. Dentro desse foco, nossa estrutura de trabalho gira em torno de uma base conceitual que consiste no desenvolvimento de conteúdos, pedagogias, pesquisas, métricas, jogos, dinâmicas e metodologias. Para isso, o Instituto desenvolve ações em duas frentes de atuação: Educação e Comunicação. Dentro desse foco, nossa estrutura de trabalho gira em torno de uma base conceitual que consiste no desenvolvimento de conteúdos, pedagogias, pesquisas, métricas, jogos, dinâmicas e metodologias. Todo o conteúdo resultante fornece subsídios a todas as atividades do Instituto Akatu realizadas em seis áreas: Site, empresas disseminadoras, publicidade, meios de comunicação (mídia); comunidades em geral; e instituições educacionais”. Publicações de consumo consciente 60 | 61
  60. 60. Bicicleta sem Freio(http://www.flickr.com/bicicletasemfreio/) O Bicicleta sem Freio é um coletivo de ilus-tradores de Goiás, que procuram sempre criar oque é de agrado de todos, com uma referência bemRocl’n’Roll, nas horas vagas possuem uma banda,(Black Drawing Chalks )ou seria o contrário? Dese-nham tudo a mão, usam o computador para repro-dução. “Juntos como Bicicleta sem freio desde2005, preferem aguardar que os clientes os procu-rem pela linguagem autoral de seus trabalhos ao in-vés de garimpar o mercado. Assim, desenham comogostam e atendem o que o projeto precisa. No estilo ‘cabelos ao vento, vamos ver noque é que dá!’ de descer ladeira abaixo em uma bici-cleta sem freio, não criam expectativas para o futuro.Querem fazer aquilo que gostam e do que possam seorgulhar. Que tenham muitas ladeiras pela frente!” Características psicodélicas bem fortes no trabalho delesMatéria especial sobre o Tim Burton, ilustrada pelo Bicicletasemfreio.Para a Revista Front Magazine de Londres.
  61. 61. Design Echos (http://www.designechos.com.br/) Um coletivo cujo foco é ser uma facilitadora em inovação de impacto social. “Não oferecemos o design somente como forma, função ou estética, oferecemos como proces- so, ou seja, a forma mental aplicada aos problemas através de uma linha de pensamento diferenciada. Esta linha de pensamento nos permite abordar problemas a partir de uma disciplina mais humana, mergulhando nas necessidades da socie- dade.” Página “o que fazemos” do site - 11 novembro 2012 62 | 63
  62. 62. Design Possível(http://www.designpossivel.org/sitedp/) “O Design Possivel é uma rede de desen-volvimento social que conta com a participaçãode estudantes, profissionais, ONGs e empresas.Aplicamos o design na forma de desenvolvimento deproduto, gestão produtiva, comunicação ou de ou-tras maneiras que possam contribuir para a geraçãode renda, estimulando o desenvolvimento humanoe social. Aproximando o mercado consumidor e aprodução das periferias, o design tem se mostra-do ferramenta de gestão e diferencial produtivo,promovendo e incrementando ações de geração derenda. Acreditamos num design ecologicamente cor-reto, socialmente justo e economicamente viável.”Produtos feitos de banner de publicidade reutilizados, em parceria com o grupo produtivo Car-dume de Mães.
  63. 63. Ideafixa (http://www.ideafixa.com) Uma rede de inspiração e expressão que mos-tra trabalhos de designer, valorizando a produção pes-soal. “Trabalhamos com Curadoria, Conteúdo,Eventos, Projetos Especiais e Editoriais junto a Comuni-dade principalmente da área de artes visuais, tambémrealizamos e apoiamos diversos projetos e ações. Pro-movemos ideias, talentos, iniciativas e compartilhamosreferências em ilustração, design, fotografia, moda, ar-tes plásticas, animação, motion, cinema, assim como osmelhores profissionais. Tudo isso só é possível por causa participaçãode todos, a colaboração é a base de toda nossa históriae crescimento, portanto aproveite, tudo aqui foi pensa-do e feito para você se inspirar, encontrar novidades,informações, fazer contatos, amigos ou simplesmenteparar no meio da correria e descobrir coisas belas paraapreciar, rever, comentar e compartilhar. Página inicial do site - 11 novembro 2012 64 | 65
  64. 64. Nós.vc(http://nos.vc/) Faz parte do grupo de fundadores do Nós.vc. uma plataforma de crowdlearning, mais de umdesigner. São uma rede de aprendizado coletivo, ondequalquer um pode ensinar o que acha importante, comcursos de graça para atingir o maior número de pessoaspossíveis. “Encontros são cursos, workshops, debatesou qualquer outra atividade de aprendizado. Podemser pagos ou gratuitos. Podem acontecer num bar, numparque ou até numa sala. Qualquer um pode aprendere ensinar, o ingrediente mais importante se chamapaixão. Acreditamos no aprendizado coletivo através deencontros inspiradores. Aprenda e ensine presencialmente, na suacidade. Sim, só trabalhamos com pessoas de carne,osso e coração”.Página inicial do site - 11 novembro 2012
  65. 65. Pianofuzz (http://www.pianofuzz.com) “Para o Estúdio, tão importante quanto se manifestar é interagir e experimentar, unindo de maneira natural e realizações. Pianofuzz é um estú- dio de design formado por pessoas que comparti- lham o valor de aprender e a vontade de crescer. O estúdio prioriza a representação visual inusitada e inteligente, concretizando conceitos e expandindo possibilidades, independente de sua superfície, impressa ou virtual.” Trabalhos da esquerda pra direita:MTV Style Guide, Estampa Human Echoes para Lesportsac, Livro Pirata para Byan Shaw e Projeto 54, baralho coletivo com 54 artistas 66 | 67
  66. 66. Tecnopop(http://www.nova.tecnopop.com.br) “A Tecnopop desenvolve soluções integra-das de branding e design para a gestão de marcasculturais. Temos envolvimento profundo cominstituições culturais, gestores públicos e privadose empreendedores interessados em um segmentocultural maduro e profissional. Concentramos nossa atuação naquilo quefazemos de melhor: consultoria estratégica de mar-ca, programas de identidade, programação visual demuseus e exposições e projetos de motion graphicse keyarts para cinema e vídeo.”.Trabalhos para intituições culturais. Esquerda pra direita:Paulo Mendes da Rocha, Encontro Internacional Museus de Cidade, Globo FM, Novo Mis, VouRifar meu coração, Jorme Amado Universal
  67. 67. Tipocracia (http://www.tipocracia.com.br) “Tipocracia: um estado tipográfico é um projeto educacional que busca promover a cultura tipográfica brasileira”. Em oito anos de projeto, passaram por mais da metade dos estados brasileiros e passaram por edições fora do Brasil. Ensinam tipografia para estu- dantes e profissionais, para valorização de trabalhos pessoais, envolvendo diferentes conceitos, para que o Brasil tenha um maior reconhecimento na área.Projetos do Tipocracia Projeto Meu Alfabeto 68 | 69
  68. 68. Quem sao Durante o texto, cita-se o nome de pessoas,com as quais se teve contato nos eventos relaciona-dos com Economia Criativa. É importante saber quemsão, segue a seguir uma breve descrição:Adolfo Menezes - Economista, MBA em Marketing e Tecnologia pela ESPM/ ITA, dirigente de empresas nacionais e internacionais de médio porte, fun-dador e presidente do Instituto da Economia Criativa, Membro do ConselhoDeliberativo da CARE Brasil e Presidente do Conselho da Economia Criativa daFECOMERCIO SP.André Stolarski - Designer formado em arquitetura pela Faculdade de Arqui-tetura e Urbanismo da USP, André Stolarski (1968-) dirigiu o departamento dedesign e museografia do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, de 1998a 2000. É sócio-diretor da produtora Tecnopop, onde desenvolve projetos nasáreas editorial, expositiva e de identidade visual.Heloize Campos - Profissional de Comunicação e Marketing. Atuante doTerceiro Setor e da Sustentabilidade à 15 anos. Atua em projetos estratégicospara a Associação Brasileira de RH, Rede Globo. Prefeitura de São Paulo, MinC,Projor/Observatório da imprensa, Professora de Comunicação Integrada e ma-rketing (PUC/Cogeae) e Presidente da ADRAT (Agência de Desenvolvimento daRegião do Alto Tiête).W. Roberto Malta - Produtor e promotor cultural na ROMA CULTURAL, Vice-presidente da Rede Brasil de Produtores Culturais Independentes. Atua compromoção de Intercambio Cultural - Produções Teatrais e Dança Contemporâ-nea no Brasil e no Exterior. Organiza Fóruns Culturais e atua como consultorpara aplicação de Leis brasileiras de Incentivo à cultura para Empresas e Insti-tuições Públicas e Provadas.
  69. 69. Bibliografia Livros:FLORIDA, Richard. A Ascensão da Classe Criativa. Porto Alegre: LP&M, 2011.FONSECA, Ana Carla. Economia criativa como estratégia de desenvol-vimento: uma visão dos países em desenvolvimento / organizaçãoAna Carla Fonseca Reis. São Paulo: Itaú Cultural, 2008.HOWKINS, John. The Creative Economy: How People Make Moneyfrom Ideas. 2 ed. Inglaterra: Penguin Books, 2007Ministério da Cultura. Plano da Secretaria da Economia Criativa: polí-ticas, diretrizes e ações 2011 a 2014. Brasília, Ministério da Cultura, 2011NIEMEYER, Lucy. Design no Brasil: Origens e Instalação. 4 ed. Rio deJaneiro: 2AB, 2007PILLOTO, Silvia Sell Duarte. Gestão e conhecimento sensível na contem-poraneidade. Florianópolis: EdUFSC, 2006STANGL, André; FONSECA, Ana Carla; FRANCO, Augusto de; KAUFMAN, Dora; AN-NUNZIATA, Luciana; BORGES, Masukieviski; DEHEINZELIN, Lala et al. Economiacriativa: um conjunto de visões. São Paulo: Fundação Telefônica, 2012. Sites.DEHEINZELIN, Lala. Artigos & Textos. Site pessoal da autora, apresenta ar-tigos e textos que escreveu sobre Economia Criativa, leu-se todos os artigos dosite. Disponível em <http://laladeheinzelin.com.br/category/artigos/> . Acessoem: 23 out. 2012. 70 | 71
  70. 70. Brasilianas.Org, A Economia Criativa e a Reinvenção da Economia08/2010. Artigo escrito por Lala Deheinzelin. Disponível em: < http://www.ad-vivo.com.br/tematicas/economia> Acesso em: 23 out. 2012UNCTAD, Creative Economy Report 2010. Relatório das Nações Unidassobre Economia Criativa com dados mundiais de desenvolvimento. Disponívelem <http://unctad.org/en/docs/ditctab20103_en.pdf> Acesso em: 14 out. 2012 Eventos:I Fórum de economia criativa, 2012, São Paulo, Realizado durante o De-sign Weekend. Organizado pelo REC (Rede Economia Criativa). Informações <http://recbrasil.com.br/2012/08/i-forum-economia-criativa-design-weekend--istituto-europeu-di-design-rede-economia-criativa-e-gaia-brasil/>Rumos Itaú Cultural - “O Design e a Economia Criativa”, 212, SãoPaulo. Organização Itaú Cultural. Informações < http://rumositaucultural.word-press.com> 72

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