Revist'A Barata - 02

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Revist'A Barata - 02

  1. 1. 1º Festival IndependenteAmyr Cantúsio Jr.Barata CichettoCharles ChaplinCynthia WitthoftFernando LopesIan CichettoLágrima PsicodélicaLuciana do Rocio MallonLuiz Carlos MacielMariano VillalbaMercenário MalditoMorphineÓpera Rock VitóriaRonie Von Rosa MartinsUriah HeepAno 1 -Nº. 2 - Agosto de 2010www.abarata.com.br/revistabarata.asp
  2. 2. EditorialDia 25 de Junho lançamos o primeiro número daRevistA Barata. E eu nem imaginava que arepercussão seria tamanha: em 10 diasalcançamos a marca de quatrocentosdownloads do arquivo em PDF, no Megaupload.E teria crescido muito esse número caso nãotivessem, nem nenhum motivo ou explicaçãodelelado o arquivo. Mesmo assim, recorremos aoutra hosting e repostamos a revista. Maisquinhentos e tantos... Fora mais 300 e tantasvisualizações no Issu... Muita gente nosprocurou querendo publicar. E aqui estamosnovamente, com o segundo número.No último mês lançamos o projeto da ÓperaRock Vitória, ou a Filha de Adão e Eva,juntamente com o genial musico e filósofoAmyr Cantúsio Jr. E matérias com Vitória eAmyr são os destaques desta edição. Alémdisso, textos sobre o primeiro aniversário daRadio WULP completado no dia em que escrevoeste texto, 15 de Agosto, data em que tambémfazemos o lançamento oficial do site da rádio(www.radiowulp.com.br) feito por nós.O projeto Sub-Versões tem espaço aqui naRevistA Barata, com uma matéria sobreCynthia Witthoft, a escandalosa, e deliciosaguitarrista polonesa. E pra finalizar, textos deconvidados como Ronnie Von Rosa Martins eFernando Lopes.Espero que apreciem o conteúdo desta RevistABarata. Entrem em contato, sugiram matérias ecomentem, critiquem, etc. E até Outubro.Luiz Carlos “Barata” Giraçol Cichetto15/08/2010RevistA BarataEditor, Redator, Office Boy, Faxineiro:Luiz Carlos "Barata" Giraçol CichettoProjeto Gráfico:Apoio Editorial e Amoroso:Izabel Cristina Giraçol Cichettowww.abarata.com.br/revistabarata.aspLuiz Carlos "Barata"Giraçol CichettoArte da Capa: Mariano VillalbaTrilha Sonora: Uivo BeatAcreditaréMinhaReligião!!BarataCichetto
  3. 3. Marcio CS(No Orkut)Barata, parabéns pela ideia da revista. Sei dotrabalho que dá fazer algo do gênero, e admiro suadedicação e paixão no que diz respeito à poesia e àdivulgação de novos artistas. Então, dá pra ver quetudo foi feito com carinho e muita paixão. E dessaforma, não tinha como dar errado. Já comecei a leressa primeira edição, vou fazer isso com calma.Parabéns mais uma vez, e que venha a próxima emsetembro!Abrazzzzzzzz!!!!!!!Edilson Bazílio(Por E-mail)Cara!!! Francamente eu ainda não li quase nada darevistaAINDA, mas posso lhe adiantar que a poesiapresente nas imagens, diagramação, formato etc, émuito marcante e já dá pra ter uma idéia doconteúdo literal.Após este anúncio voltei a visitar o seu site e perdi(GANHEI) algum tempo navegando por ele...O conteúdo é bacana e imenso (nos doissentidos)!!! Continue assim! Tem meu apoio (aomenos emocional) e tens também um fã de suasidéias.PARABÉNS!!!Celso Barbieiri "De Londres")(Por E-mail)"... a sua revista perde o crédito e a seriedadeporque você é incapaz de diferenciar entre oprofissional e sua vida particular.(...) Resumindo, ahora que você fizer a sua revista com seriedade eprofissionalismo, eu a divulgarei com o maiorprazer."Viegas Fernandes da Costa(Por E-Mail)"Fico realmente honrado em figurar no primeironúmero da Revista, e te parabenizo pela mesma. Jáabri o PDF e li alguma coisa. Ficou linda, muito bemdiagramada e com conteúdo bacana. Tambémandei lendo alguns dos teus poemas, na revistamas também no site."Zé Povinho:(Por E-Mail)"Pow Mano, cê faz aniversário e quem ganhapresente sou eu? Parabéns mais uma vez, a revistaestá espetacular. Valeu pela boa vontade,gratuidade, qualidade e capacidade de causarsensações que estavam meio que esquecidas numbaú empoeirado no porão do meu ignoto cérebro.Se puder, gostaria de marcar na próxima edição."Ricardo (BandaAtaque Relâmpago)"Eu quero te dar os parabéns pela revista e desejartoda sorte do mundo, pois vc sempre foi um caraque sempre incentivou a Cultura e no que vcprecisar conte comigo."
  4. 4. Meu Nome é LegiãoRonie Von Rosa Martinsronieev@gmail.comEm nosso pacto de União, combinamos todos de pelo menos na hora da morteestarmos juntos.Levantamos todos no mesmo instante, as mazelas da anterioridade aindafermentando suas significações precárias em nossos cérebros e sentidos. O tempo.Sabemos, todos, que nossa fragmentação mesmo que dolorida é necessária... maisque necessária, é exigida. E mesmo que saibamos da descontrução que se opera emnosso eu, nos olhamos nos espelho. Reflexos vários. Cada um vê seu próprio rosto.Próprio? Rosto?Na dúvida de “tão vasta questão existencial” vestimos nossas outras peles; ele beija amulher, é o bom marido, o outro corre pro trabalho, dedicado, exato, já aqueleblasfema contra o mundo. Este, cínico, prefere simplesmente continuar, e de vez emquando sorrir envenenado para o cotidiano. Ligado está a sua corrente, “elástico”que estica lhe prometendo espaços ainda não alcançados mas que num único puxãoo resume ao que é continuamente...Abrimos os olhos. Todos. E nos permitimos invadir pelo imediatismo mundo daimagem. Todas as idéias-imagens se resumem a um apelo de consumo. E já nosvemos, sonâmbulos, zumbis dessa pretensa pós-modernidade. Este é seduzido pelocarro, o outro pelo livro, este outro pela mulher, linda, maravilhosa, artificial eprovocante que lhe sorri eternamente no comercial... Mas devemos correr. Todosdevemos correr. O tempo é uma concessão humilhante, e devemos nele, emdetrimento do espírito, do corpo e do prazer, produzir o sentido para nossa existência.Produzir!!!!!Produzir nosso outro corpo, nosso novo prazer, representar nosso espírito. Verdades?Nossos conceitos, engendrar nosso pasto diário... a ruminação nossa de cada dia...Mas as vezes paramos. Traumaticamente. O fluxo normal da contemporaneidade nãonos permite muita reflexão, é na ação que se desenvolve o combustívelcontemporâneo. Mesmo assim paramos...Paramos quando percebemos que apesar dessa imensa fragmentação de eus a quesomos obrigados, ainda continuamos suscetíveis e manipuláveis a um único discurso.Percepção. E nos abraçamos todos, todos os eus de nós mesmo. A multiplural criaturahumana. Todos cansados, nos esgueiramos pelas frinchas do tempo, e nos vamosconstituindo em um. Se isso ainda fosse possível... Frankenstein pós-moderno...Deitamos então, um após outro, corpo sobre corpo, alma sobre alma. Conceito sobreconceito, e nos vamos reconstruindo, erigindo, à margem da fera que nos oprime,pela última vez o que, (talvez) fôssemos. E neste limbo, espaço efêmero onde o eu seencontra com seu próprio eu, nos permitamos à memória da lágrima, secas estãotodas as reservas reais de água em nossos corpos-desertos... Talvez um sorrisocínico, e unidos definitivamente cancelamos a Produção. Neste instante nospermitimos a retenção, mesmo que fugaz da mais-valia. Resposta ousada etemerária ao grande Discurso.E se alguém nos perguntasse, segundos antes da última reconstituição do ser, queméramos? Cínicos, ainda, diríamos: Meu nome é legião, porque somos muitos...
  5. 5. Ian Cichetto
  6. 6. Como Surgiu o Primeiro Zine da HistóriaLuciana do Rocio Mallonfadapoesia@yahoo.com.brO termo zine é uma redução da palavra fanzine. O termo Fanzine surgiu da mistura dos termos inglesesFanatic - em português fã, e Magazine - revista. Essa mistura foi feita por Russ Chauvenet, em 1941, paradenominar as publicações artesanais que começavam a aparecer nos Estados Unidos. Esses pequenosjornais continham matérias sobre ficção científica.O Fanzine pioneiro foi The Comet, inventado por Roy Palmer para o Science Correspond Club em Maio de1930. Depois, começaram a surgir os fanzines literários, com participações de escritores.No Brasil, durante a ditadura militar, apareceram, muitos fanzines, que eram rodados nos antigosmimeógrafos. Neles, eram encontrados artigos, que falavam mal da ditadura. Mas, nestes zines, tambémtinham textos de grande valor literário. Nos anos 80, o termo fanzine passou a se chamar zine.A característica de um zine é seu conteúdo cultural e de excelente valor artístico.
  7. 7. Poets Justice(Box/Hensley/Kerslake)Cold winds and cloudy skiesTurned to sweetness in her eyesFantasies I realisedCame to life to my surpriseRain came and took her awayJust when I thoughtShe was here to staySun gone I was left high and dryLove came by and touched meAnd kissed me so longShine hard October moonEagle take me to her soonRun swiftly silver streamFind my love or let me dreamHalf of me is all of herId be much happier if I werewholeAll my words and wisdom fallThe poets justiceLeads me to my goalLeads me to my goalA Justiça do PoetaTradução: VagalumeVentos frios e céus nubladosViraram doçura nos olhos delaFantasias que eu percebiGanharam vida para minha surpresaA chuva veio e a levou emboraJusto quando eu acheiQue ela veio para ficarO sol se foi, eu fiquei encalhadoO amor passou ao lado e me tocouE me deu um beijo de até logoBrilha forte a lua de outubroÁguia, me leve logo até elaCorra depressa correnteza prateadaEncontre meu amor ou me deixe sonharA metade de mim é tudo delaEu estaria muito mais feliz se eu estivesse inteiroTodas as minhas palavras e sabedoriasucumbiramA justiça do poetaMe conduz ao meu objetivoMe conduz ao meu objetivo
  8. 8. Uma Breve História Sobre o Long Playing - VinilMercenário MalditoEsta postagem é apenas um singelo resumo da história da indústria fonográfica até o advento do LongPlaying. Trata-se de uma compilação de informações obtidas pela rede, que visam apenas ilustrar de formasucinta, uma história por demais ampla e complexa. Não serão aqui abordadas questões referentes acomposição química dos suportes materiais ou mesmo um aprofundado estudo sobre os processos deprodução. Restringi o enfoque da matéria aos fatos mais relevantes.Sou um fervoroso amante do LP de vinil (analógico) e tenho em meu acervo fonográfico, diversos exemplosda superioridade sonora do "antiquado" LP analógico, isso sem contar a limitação física da capa e doeventual encarte, imposta pelo CD, resultando, na maioria das vezes, na completa descaracterização,mutilação ou mesmo destruição da arte gráfica da capa, que em muitos casos, chegam a ser verdadeirasobras de arte.É certo que muitos dos eventuais leitores poderão não compartilhar da minha opinião e alguns, talveznunca tenham sequer visto ou escutado um vinil. No entanto, na maioria das vezes, prefiro escutar meu LPoriginal de prensagem Japonesa, Inglesa, Alemã, Francesa, Italiana ou Brasileira, em meus velhos equeridos Technics, com cápsula Shure M44C (Cônica) ou M55E (Elíptica), à escutar um CD, malremasterizado, mal mixado ou mal editado, principalmente quando estamos falando de LPs da década de70.A titulo de mera curiosidade, atualmente todos os CDs são DDD ou seja, todo o processo de gravação,mixagem, edição e masterização são Digitais. Quando no entanto, falamos de obras fonográficasoriginariamente gravadas em LPs, temos dois outros processos:· O ADD, nesse o processo de gravação no estúdio foi totalmente Analógico já os processo de mixagem,edição e masterização utilizou-se tecnologia Digital.· O AAD, nesse caso, tanto o processo de gravação em estúdio, como a mixagem e edição são Analógicas,somente utilizando-se a tecnologia Digital na masterização.Particularmente não gosto do Compact Disc, em que pese a seu favor, a sua praticidade. A digitalizaçãosonora não passa de um "grotesco fantasma" comparado ao som analógico do LP. O som é um conjunto deondas que atravessam o espaço e é quase infinito na sua amplitude. A informação digitalizada em 0 (zeros)e 1(uns) (binária) não pode conter toda essa informação porque se o fizesse, cada CD levaria meia dúzia deminutos de música. Assim sendo, o que é feito é uma AMOSTRAGEM digital, isto é, selecionam umaamplitude determinada (no caso do CD, 44 ou 48 kHz) e é só isso que vai parar ao CD. Tudo o resto écortado, literalmente jogado fora.Lamentavelmente, a ganância da indústria fonográfica e eletrônica, vislumbrando a médio prazo, auferirelevados ganhos financeiros com o "avanço" tecnológico digital, investiu pesadamente no aniquilamentodo LP, para mais tarde, com um custo de produção infinitamente mais baixo, relançar no mercado emformato de CD, algumas obras originariamente editadas em LP, a um preço muitas vezes proibitivo,incluindo ainda, para desgosto dos colecionadores, faixas extras (bonus track), não existententes nosoriginais em LP.Mas uma coisa é certa. Para tudo existe um preço à pagar! A vingança pode tardar mas não falha! Por meradiversão, pergunto aos eventuais leitores: Quantos LPs de vinil foram pirateados no Brasil? Pessoalmente,posso até estar equivocado, mas só conheço um único caso ocorrido no Brasil e foi com o LP do TerrenoBaldio. Os custos envolvidos na produção de um LP, são elevados e dependem de uma um aparatoindustrial complexo que não envolve apenas a produção física do suporte material (LP), existindo ainda oscustos com a arte gráfica, capas, selos, envelopes etc.Pois é... o que a indústria fonográfica não previu, foi com a rápida popularização da cópia digital e o seusubsequente barateamento, hoje acessível e presente em quase todos os computadores domésticos. BEMFEITO! Agora não adianta "chorar" ou "reclamar", a pirataria existe, é um fato, alimentado e incentivadoprincipalmente pelo baixo poder aquisitivo da população, aliado aos abusivos preços dos CDs e seusrespectivos impostos.Leia o Restante em: http://progressivedownloads.blogspot.com
  9. 9. Por: Luiz Carlos "Barata" CichettoSegundo a Revista Valhala, Amyr Cantúsio Jr é:"Autoridade máxima da música progressiva/eletrônicado Brasil, o multi-instrumentista Amyr Cantusio Jr. foi olíder do grupo Alpha III que fez um grande sucesso nadécada de 70 com dezenas de álbuns lançados noBrasil e exterior. Atualmente Amyr também desenvolveprojetos no campo da música erudita e ministraseminários com temas metafísicos, já que é mestreespiritual iniciado em várias ordens e doutrinas." -http://www.valhalla.com.brHá cerca de uma semana, no inicio de Julho de 2010, Johnny F. Administrador do Pub e Rádio WebUnderground Lágrima Psicodélica, e uma das figuras mais humanas que conheci durante esses longos anosde site A Barata, sugeriu que eu fizesse uma matéria para a RevistA Barata, a respeito de Amyr Cantúsio Jr.Conhecia o trabalho dele através das mãos de Raimundo Raine, dono da Medusa Records que me dera oCD, numerado aliás, da banda "Spectro". Usei várias musicas dese CD inclusive, como "background" de meuprograma Rádio Barata. Mas, ao pesquisar tomei um susto pela minha ignorância a respeito do tamanho dotalento de Amyr. Basta "googar" (novo verbo surgido com a Internet, que significa: "Procurar no Google" etomar um susto. E ficar pasmo com nossa ignorância - ao menos da maioria das pessoas nascidas nessaterra do futebol - nem isso agora.... Bem, a matéria inteira sobre o trabalho de AMyr sairá no próximo numeroda RevistA Barata, mas em primeira mão, fiquem com uma entrevista com Amyr. E depois "googuem" econheçam mais o trabalho desse musico fantástico.Abrazzzzzzzzzzzzz///o:< - Fale primeiramente sobre sua carreira, como foi o início, qual é sua formação musical.Amyr: Formação básica é violão clássico desde os 7 anos e piano erudito desde os 12 anos.Minha mãe eraprofessora da PUCC (época que esta Universidade continha um curso excelente de música).mas souautodidata mesmo.Nasci tocando já!!!Minha mãe corrigiu certas imperfeições técnicas.Depois estudei muitoem vários conservatórios e fiz Extensão Universitária em Música Contemporânea Erudita na Unicamp.O queouvia na época era muito rock e música erudita juntos.O que me facilitou a coisa toda.Minha primeira bandaArka foi montada em 1970...depois o Spectro em 1974 (já gravamos um pré LPnesta época)///o:< - Quantos discos, entre CDs e LPs, lançados até agora?Amyr: Amigo, tem muita coisa gravada além dos 7 LPS e 7 CDS oficiais.Tem mais uns 20 CDSindependentes, parcerias, umas 800 trilhas ,umas 500 vinhetas, etc...Tem ainda o Spectro relançado em 100 cópias independentes pela Medusa de S.P., cds coletâneas noMéxico, Brasil, Itália, Espanha,etc....///o:< - Fale um pouco sobre sua vida pessoal, se é casado, tem filhos, essas coisas.Amyr: Sou casado desde 1981 (herói !!!!) e tenho um filho de 28 anos.Temos um Espaço Cultural pequeno emcasa para danças orientais chamado LinceNegro(nome de uma música minha do Spectro) Vide site (www.netfenix.com.br/lincenegro), ele é administrado pela minha esposa Cathia A.Cantusio. Na partefilosófica da questão tudo vai bem...obrigado.///o:< - O que pensa sobre a divulgação de música, em MP3, via sites e blogs? Pirataria pura ou forma dedivulgação e disseminação de cultura?Amyr: Acho os 2 itens vigentes.No atual momento a mídia capacitou o povão com máquinas de download,CDRS, gravadores,etc...Deu a arma e atirou no próprio pé.Não tem como segurar mais isto ou consertar.MP3 não vende por experiência.Todo mundo baixa gratuitamente.Inclusive eu.Não tem solução e nãoadianta chiar ou ficar bravo.A música gravada acabou como produto de venda.raros colecionadores eentusiastas gostam do CD ou LPoficial(este em alta agora). Fora isto a massa gosta é de MP3 grátis mesmo!Amyr Cantúsio Jr.Alpha III Project
  10. 10. ///o:< - Tem feito alguma apresentação ao vivo? No Brasil ou no exterior?Amyr: Muito pouco.Não há espaços suficientes, não há interesse na boa música. Não há produtores mais,nem incentivos,nem cultura para absorver a demanda intelectual da música elevada.O povão manda...émerda rolando em massa,nas rádios, TVS e shows. Também vejo esta questão sem solução.São rarasapresentações boas e poucos interessados.E não é pessimismo.Realidade pura na prática.///o:< - Amyr, como foi a apresentação no Rio Art Rock Festival em 2008?Amyr: Este foi um grandioso momento para meu trabalho.Apesar do atraso (poderia ter acontecido 10anos antes, eu estava com uma banda no apogeu e com mais disposição física, mental e psíquica !!). Arecepção foi calorosa, e apesar deste dia eu ter chegado com esgotamento físico e com cefaléia, fiz umaapresentação matadora e com muito improviso com meus dois ilustres amigos músicos convidados,oMarcelo Diniz (keyboards) e o Fabio Fernandez (drums )Aliás Fabio é batera da Banda do Sol e do Lumina,2 grandes bandas brasileiras! O RARF foi sensacional.Em tudo.Desde a apresentação até o camarim, oefeito posterior, etc...Fizemos tudo que podíamos na ocasião.Lindo!!///o:< - Recentemente foi divulgado que você estaria criando um tributo ao Van Der Graaf Generator, falesobre esse trabalho.Amyr: No meu site www.myspace.com/projectalpha3 há uma gravação já realizada em que coloqueiTODOS teclados (órgão, synth,elka strings) na música Lizard Play do álbum The Quiet Zone (Van DerGraaf Generator). Neste álbum o excelente tecladista Hugh Banton não toca e não há teclados nestasmúsicas.Eu coloquei por experiência e ser o Graaf uma das bandas que mais aprecio!! Ta lá para ouvir!!///o:< - E sobre o trabalho quem engloba os chamados clássicos do Rock Progressivo?Amyr: Também neste site e noutro (www.myspace.com/amyrcantusiojr ) há Tributos que fiz ao EL&P,Mike Oldfield, Gentle Giant, Pink Floyd, Gênesis, etc...tá lá algumas faixas para se ouvir.São releituras quefiz tocando tudo!!///o:< - Um dos trabalhos em seu inicio de carreira foi com a banda "Spectro". Fale um pouco sobre essetrabalho.Amyr: Então amigo, este foi um momento sui-generis de minha vida ,pois os anos 70 foram mágicos,maravilhosos!!Esta banda era minha extensão do alter-ego.Tocamos de 1974 até 1979.Fizemos muitosshows no Brasil todo,amigos,curtições,viagens alucinantes,etc..O Spectro ensaiava numa fazenda deSto.Antonio da Posse, perto da Holambra. Ficávamos 3 dias tocando sem parar, queimando uns“baurus”,olhando pela janela do quarto a lua cheia,chapadíssimos, e muitas vezes sem comer!!Era sómúsica e metafísica prânica cara!!! Uma coisa que jamais esquecerei!! Este CD do Spectro eu tinha, quefoi lançado pela Medusa Records com cópias numeradas. O que acha disso, de cópias numeradas.Eram 100 cópias!! Ficaram lindos.Foi um resgate muito duro passar para CD isto.São 5 músicas + 3 bônusde época.Estavam gravados num Rolo Teac de 2 canais,com muito chiado!! Fizemos mágica em recuperarestes sons.Agora recentemente o baterista apareceu com 5 cassetes bons que gravávamos nas Jams deSto.Antonio da Posse e já remasterizei para um projeto de LP!!Se algum produtor estiver interessado tapronto.E isto vende bem!!!Amyr Cantúsio Jr.Alpha III Project
  11. 11. ///o:< - Seu trabalho é reconhecido em várias partes do mundo. Você é considerado um dos melhorestecladistas do mundo. Mas no Brasil pouca gente conhece. O que acha disso?Amyr: Bom para os estrangeiros e infelizmente para o brasileiro que só aprecia futebol, uma grande perda,uma chance de conhecer melhor um músico da terra,assim como outros músicos que sofrem da mesmamaneira!!!///o:< - Alpha III é seu pseudônimo ou o nome do projeto? Ou as duas coisas???Amyr: Alpha III aparece num filme de Jornada das Estrelas (clássica) citado como uma colônia de leisgalática. Também seria uma hipotética terceira estrela da Constelação do Cruzeiro do Sul (que tem ALPHAII) .Na realidade é ALPHA TERCEIRO (III) nome de constelação e pseudônimo musical meu , criado pósSpectro em 1982 num show da Concha Acústica de Campinas.///o:< - Fale sobre seu trabalho "Pictures At Exibition".Amyr: Cara , esta peça me acompanha desde 1970!!Depois de ouvir ainda por cima e EL& P arregaçar numaperformance dela, resolvi um dia grava-la da minha maneira.Quando estava estudando na OrquestraSinfônica de Campinas,nos anos 80,curti muito o estudo básico da música russa(Grupo dos 5, comMussorgsky,Rimsky Korsakov, Cui,Glinka,Borodin). Recentemente gravei a peça toda com pianos eorquestrações sinfônicas de sintetizadores e umas versões mais rock. Está pronta para lançar em CD e LPtambém!!!///o:< - Na seu definição no My Space você se diz "Agnóstico", fale um pouco sobre seu lado místico.Amyr: Agnóstico quer dizer “sem religião”. Sou cidadão da Terra(como diz a letra dos Mutantes em Tudo foifeito pelo Sol). Sempre estudei ocultismo, yoga,filosofia védica,magia.Fui um iniciado externo da BhaktiYoga de Swami Prabhupada durante 15 anos, desde os anos 70. Prabhupada foi Mestre de George Harrisone fundador da Consciência de Krishna. Foi um marco na música dos Beatles, e na minha vida pessoal.E nomundo todo!!! Hoje posso dizer que sou um adepto profundo da Escola Védica (filosofia budista,vedanta etibetana)também sou membro da Ordem do Dragão (ocultismo)Além do mais sou psicanalista e ministromusicoterapia alternativa,para estados e curas através da consciência elevada.Citaria que minha formação básica inclui: Osho, Prabhupada, H.Blavatsky, Aleister Crowley e a Gnose deSamael Aun Weor( a qual fui membro também iniciado por mais de 12 anos) etc...e tal!!///o:< - Qual sua ligação com a Academia Lince Negro" Dança do Ventre?Amyr: Como citei acima, é a escola de minha esposa!!!!///o:< - Conte sobre seus projetos para o futuro.Amyr: Estou com 10 trabalhos prontos com capa e tudo para prensar em LP ou CD. Só falta produtores !!Entre eles: Infernus ( baseado em Dante Alighieri), Grimorium Verum (baseado na magia européia),Fracture( baseado na escola de Fripp e Floyd...experimental), Quadros de Uma Exposição, Spectro, CosmicMeditation, Cosmic Krishna (world indian music), Ishtar (world egyptian music), Voyage beyond thegalaxies, Temple of Delphos (LP de 1988 remasterizado), Entre outros!!! Shows e Projetos nãofaltam…faltam espaços e prática dos mesmos!!!///o:< - Bem, agora, fale sobre algo que eu tenha esquecido de perguntar e deixe seu recado os leitores de ABarata. E obrigado.Amyr: Eu agradeço profundamente à você e a paciência de todos em ler esta entrevista.Muito relevantepara mim e meu trabalho! Creio já ter colocado algumas questões chave acima.E obviamente semprerespondo e-mails. Quem estiver a fim de se comunicar me escreva!! lunardraco@gmail.com .Namastê!!!!!!!!!Amyr Cantúsio Jr.Alpha III Project
  12. 12. “Pequena” Biografia de Amyr Cantúsio Jr.Nascido em 1957, Campinas, SP, filho de imigrante italiano, iniciou estudo de pianoe violão aos 5 anos. Formação erudita com vários cursos extensivos em músicaexperimental (UNICAMP) e conservatório SP. Compositor multi-instrumentista,letrista e desenhista dos logos e capas de seus próprios LPs/CDs.Ganhou medalha Carlos Gomes (Campinas/Câmara de Vereadores) porrepresentar Campinas através de seus trabalhos em CDs/LPs em mais de 15 paísesdo mundo todo. Ganhador de vários prêmios, incluindo do maior festival de MPB doEstado de SP em 1974 (Projeto Guarani): 1°. lugar (Melhor arranjo e composição).Psicanalista ambiental e musicoterapeuta, fundador do primeiro selo de RockProgressivo e Música Eletrônica Experimental do Brasil em 1984 dos anos 80(chamado FAUNUS/SP). Fundou o 2°. selo em Campinas (ALPHA III ARTISTICALPRODUCTIONS LABEL) em 1985. Foi considerado o melhor tecladista do mundotrês vezes consecutivas: Espanha (com o álbum Ruínas Circulares) 1986; Japão1986; Canadá (Festival de Música Eletrônica Internacional) com o álbum SevenSpheres, 1991. Melhor tecladista do mundo (Itália selo Mellow Records), 1993.Melhor tecladista do mundo (1996) Green Dolphin 3°. Anual International Criticsand Musicians Pol(Latvia/Scandinavia/Netherlands).Realizou pela Secretaria de Cultura de Campinas vários projetos musicais, entreeles (o último) ROCK TODAS AS VERTENTES (apresentado na Arena e ConchaAcústica).Autor de dois livros independentes: Magia e Ocultismo na Música e Jornada para oSol.Atualmente desenvolve projetos no Espaço Cultural Lince Negro com World Musice ritmos árabes e hindus (música oriental) onde toca e dá aulas de instrumentosexóticos orientais: daff, derback, flautas, hindus (shenai), etc.Produtor de diversos trabalhos independentes e participante nos teclados; arranjoe voz de várias bandas, tanto no Brasil como no exterior.Discografia:Mar de Cristal (1983)Sombras (1985)Agartha (1986)Ruínas Circulares (1986)Temple of Delphos (1987)The Aleph (1989)The Seven Spheres (1991)Voyage to Ixtlan (Italy 1993) Mellow Record LabelThe Edge (1995) Italy Mellow Record LabelAcron (SAME) Brasil, 1998Temple of Dragon (Brasil, 1998)Cosmic Meditation I (Brasil, 1998)Pangea (Collection from World) México, 1998Oasis (World Oriental Music) Brasil, 1998The Aleph (Remaster Japan CD) Rio de Janeiro & JapãoGrimorium Verum (Independente) 1999Gates of Thelema (Independente) 1999Voyage to Ixtlan (Relançamento Rock Symphony RJ) 1999Tenebrarium (Metal progr. independente) 2000Infernus (progr. dark) 2000, Luz Eterna RJProtheus (2001) Luz Eterna (RJ)Spectro (1974/2002) Medusa Records (SP)AmyrCantúsioJr.AlphaIIIProject
  13. 13. (Varsóvia, Polônia, 28 de Março de 1974), émulti-instrumentista de heavy-metal e metalalternativo, do projeto musical homônimo.Nascida de pai alemão, desertor durante aSegunda Guerra Mundial, e mãe polonesa, ex-prostituta, Witthoft aprendeu a tocar algunsinstrumentos musicais ainda com 5 anos deidade. Desde adolescente sofre de distúrbiospsiquiátricos, sendo considerado um dosmotivos principais o fato de seu único irmão serum dos primeiros transexuais da história damedicina. Ainda pequena, Witthoft teve contatocom vários músicos, pois seu pai foi, na épocada guerra, um dos instrumentistas das bandasmilitares de Hitler. Vivendo entre a Polônia e aFinlândia, terra dos familiares maternosfugitivos durante a invasão do país natal, teveos primeiros contatos com o rock, punk e heavy-metal na adolescência.Cynthia produziu e participou de pelomenos 50 álbuns até os dias de hoje,entre demos, EPs e compilações, desde1989. Seus títulos de músicas polêmicos,e nada comuns, a transformaram numícone da rebeldia nos anos 90. Algunstítulos produzidos causaram impacto naimprensa de todo o mundo, dentre elasGet Drunk and Be Somebody (FiqueBêbado E Seja Alguém), Babies Are Food(Bebês São Comida), Gatorade with LSD(Gatorade Com LSD), dentre outras.CynthiaWitthoft
  14. 14. - nmen s(g i rra,rb ,oi nMulti i struti tau ta,baixoteoadobr ,p a o,n, Cyai o -9v mtoko desaxofo e)nthi in ci u se em1 89 no mo i enpun ,nuanPsZshowdf ndouba daoli hombie . Nessa época fez os poucos ssear e aaor esztoda sua ca r ir , toc ndo apenas acddistorcidos, ombandoriot nclsouhride seu próp o peia . Opcos s ows fo amnterrompidosqn o odolepdósua df i presa rouban o chocates m um su ermerca o. Apo, rvdacr . Cefatoesol eusimplesmenteaban onararrei aomessóo fouan e se aepis dioi desc berto q e a aindadolesce tofria dlgumapaas riãlmNsicopatologimisé a, n o apenas uma c eptoania.essesósoidepssimesmo ano, diaapo oc rr o, seu pai em dreão cometer aí icog samsasuic d o, in endiando-se c ma olina na g ragede ca.Apnesaa, Cttdós algu s msedetida p ra tr tamentoynthia Wi thof saiuoiue t :oida,hospíc o mito difer n edispens u do s integrantes da banfoioteroeuKoze cmorar c m oceirdel s, Jan szwalc yk,om este montoubaumi asexua, anduma outraandj nto a ag s homosisbandonaoefi t van o parvelsui sdni i amente o punk e p ssa da o hea y-mta . Asm u- ea rseadnjoul d a - como gosta der chama ai da ho e - e passa roubardtr staue cese te dg sesemúsicase ouoartiss, asar xsivamnro apadasatanamtpromover em seuparme to orgias seman is. Inforações ex ra-o i aimuedrocvf ci is, d zeqseu verda eilu roem de músicas que faz paracaormytvideo-games, prin ipalmente paraplatafa Pla Sta ion, daon , ddv rmSy a otan oá ios pseudôni os.d0franenDes e 20 4 Cynthia so re de uma seveSí dromdo Pâ ico, daq aecaEseuihrap ,u l rusa tr tamento.mún co s ow fo a dEuro anosa os UoesmeoupsanEst dnid s nsesmo an , tocoa enaseis cções,faoes.26oveeech nda bilh teria para 30 pe soasEm00 , foi namnte, cupeao r p ã.d tida asada dedofili e c r u ç o de menorestdan oeccovoueDuran e o processoe julg me t dCynthia fi ouompradqémaahosiogoal m denter rel çõesomsexua s c m umaarota de 13 an s,ém tidnr r af zed,bela tambnha o hábitoe i ge is esa jovemum distúr iolndosexua co heci o comcoprofagia.CynthiaWitthoft
  15. 15. CynthiaWitthoftCynthias Albums & Singles* Acts of Extreme Lewdness and Perversity* An Obsessive-Compulsive Desire Behind Carnival Mask* Around the World: An Internet Anthology* Blood Blood Blood* Blues Full Of Nicotine* Bootleg Her 1* Bootleg Her 2* Bootleg Her 3* Bootleg Her 4* Bootleg Her 5* Bootleg Her 6* Bootleg Her 7* Bootleg Her 8* Brazilian Demon Possession* Burns Guitar* Classy Metal and Charm* Cosmic Signals* Cynthia Witthoft* Cynthia Witthoft With The Polish Zombies* Death Experience* Death Techno Hardcore* Deep Gutural Woman Style* Drunken Orgy In Hell 1* Drunken Orgy In Hell 2* Fighting in Arena* Finland Defloration* Freak Women* Garage Pussy* Girl of a Thousand Faces* Hardcore Girl* Hilarious* How to* Human* I Am InNoises from Multisexual WorldCreate Your Own ReligionProvidenceYour Blood: Another Internet Anthology* I Should Not Believe in a Satan Who Does NotDance* I Wanna Watch The End Of The Humanity* In God We Cannot Trust* Last Recordings Before My Suicide* Leftover Stuff* Liar and Kleptomaniac* Lysergic Extreme Metal* Lysergic Extreme Metal and The Bird of Paradise* Mechanical Horse* My Own Slaughter* Naked Metal Studies Four* Naked Metal Studies One* Naked Metal Studies Three* Naked Metal Studies Two* Porn Blues In My Bed* Porn Wonder Woman* Pregnant by Rape* Progressive Metal Experiment* Rectal Hidden Tracks I* Rectal Hidden Tracks II* Robot Black Metal* Rock N Roll From My Heart* Singles and Contributions* Techno Scorpion* Techno Ultra Distortion* The Baneful Life of Mary Shelley* The Beelzebubs Tales To His Grandson* The Best Of The Thief Woman* The Bird of Paradise* The Constellation Capricorn* The Cynthias Call* The Eternal Fire of Zarathustra* The Fifth Pillar of Conscience* The Libertines Songs 1* The Libertines Songs 2* The Mortal Fishzilla* The Most Versatile Band Ever* The Murder of Oneself* The Pazuzus Holiday* The Performance of Shadows* The Polish Zombies* The Power of Women* The Sound Of Galaxies* The Thief Woman (Collection)* The Thief Woman (EP)* Tom Waits Bad Breath* Ultra Adrenaline* You Think You Know Me?* Zombie Invocation
  16. 16. Todos os projetos começam com um sonho. E conosco não poderia ser diferente.Tendo em mente ídolos dos antigos programas das Rock Radios dos anos 70, 80e 90, como Big Boy, Jacques Kaleidoscópio e outros, nasceu o projeto "RádioWeb Underground Lágrima Psicodélica" ou apenas Rádio WULP. Com umaprogramação baseada no Rock em todas as suas matizes, levamos aos ouvintesdo mundo inteiro através da Internet, o melhor do Rock de todos os tempos. Dasorigens nos anos 50 até o Metal do século XXI, passando pelo Hard RockSetentista, o psicodelismo e progressivo, na Rádio WULP, Rock não é apenasuma forma de música, mas uma forma de expressão, uma atitude, uma forma derespirar! E de sonhar.No dia 15 de Agosto de 2009 foi iniciado o projeto tornando assim um antigosonho em realidade. Ou seja, a transmissão de uma rádio. Às 16 horas do dia22/08/09 foi transmitido o primeiro programa, o Revolution Rock com produçãoe apresentação do nosso amigo e irmão Cacá. Desde então a programação daRádio WULP vem sendo especial nos finais de semana, com um time decolaboradores de primeira, levando aos ouvintes um pouco desse "sonho eternode Rock and Roll."
  17. 17. Sábado (Reapresentação na Terça):14:00 às 16:00 -16:00 às 18:00 - Revolution Rock - Cacá18:00 às 20:00 - Salada Auditiva - Marcio CS20:00 às 22:00 - Percepção Modificada - Johnny F22:00 às 24:00 - Giraçol - Bell (Semana 3)22:00 às 24:00 - Naturprog - Gäel (Semana 4)Rock My World by - O Psicodélico22:00 às 24:00 - Pipoca Psicodélica - Minduim Mateus (Semana 1)22:00 às 24:00 - Brazilian Nuggets - Fábio (Semana 2)22:00 às 24:00 - Na Veia da Véia - ConvidadosDomingo ( Reapresentação na Segunda):10:00 às 12:00 - Dexxs Psychedelic Tears - Dexx12:00 às 14:00 - BlasFêmeas By Loirinha (Semana 1-3)12:00 às 14:00 - Na Kombi do Rock by Pedro (Semana 2-4)14:00 às 16:00 - Encruzilhada do Rock by CrossroaD (Semana 1-3)14:00 às 16:00 - Meu Reino por uma Sopa by Ande (Semana 2-4)16:00 às 18:00 - RabaRock Especial by Rabablues18:00 às 20:00 - Fire On The Rocks by Fireball20:00 às 22:00 - Rádio Barata - Barata22:00 às 24:00 - Rock Time - Tony FrazittaProgramação da RádioWeb UndergroundLágrima PsicodélicaEm 15 de Agosto de 2010, no aniversário da Rádio WULP, entrou no ar o siteoficial: confira abaixo a programação especial e acesse o site:www.radiowulp.com.br
  18. 18. Luiz Carlos Ferreira Maciel(15 de Março de 1938 - Porto Alegre - RS)Teórico e diretor. Um dos fundadores do semanário OPasquim, assina a coluna Underground, pioneira emdivulgar a contracultura no Brasil, e torna-se muitoimportante para o movimento.Ele não apenas observa como acompanha de perto acriação de algumas obras-chaves da contracultura, nasáreas do teatro, música e cinema. Em 1967, por exemplo,participa do processo de criação da linguagem de O Rei daVela, ministrando laboratórios de improvisação com osatores. Em 1968, no Teatro Jovem, dirige Barrela,primeira peça escrita por Plínio Marcos (1935-1999), cujotexto é censurado no dia da estréia. No mesmo ano,escreve, para a Revista Civilização Brasileira, um ensaioem que procura, na relação com o público, o papel social epsicológico das companhias Teatro Brasileiro de Comédia,TBC, Teatro de Arena e Teatro Oficina. O escritor sóretorna à direção teatral oito anos depois, com um textode Edward Albee (1928), A História do Zoológico, únicoespetáculo que monta na década de 70. Nesse períodopublica três livros, Nova Consciência, Morte Organizada eNegócio Seguinte. Assina, em 1969, a coluna de teatro dojornal O País e a coluna Vanguarda no Última Hora. Em1972 edita o semanário Rolling Stone. Colabora para ocaderno Idéias do Jornal do Brasil. Faz crítica de teatropara a revista Veja de 1977 a 1979. Nos anos 80, dácursos de playwriting e screenwriting, técnicas de roteiro,em centros culturais, escolas de teatro e empresas deprodução audiovisual. Assina o roteiro de O Homem queComprou o Mundo, com direção de Eduardo Coutinho.Durante a década de 90 tem maior regularidade em suasincursões como diretor teatral, produzindo um espetáculopor ano. Em 1996 encena Jango, uma Tragédia, a únicapeça escrita por Glauber Rocha para o teatro. No mesmoano publica Geração em Transe, em que abordadiferentes momentos e obras da contracultura brasileira.Admirado por muitos, Luiz Carlos Maciel se tornou umícone da contracultura, escrevendo, editando, dirigindo,dando palpites e criticando o trabalho dos artistas maissolicitados do período. Seu estilo muito próprio deredação imprime uma cara singular aos acontecimentosda época, registro vivo até hoje do desbunde quecaracterizou a criação artística de toda a juventude de suageração.Luiz Carlos Maciel
  19. 19. A Morte Organizada de Luiz Carlos Macielpouco daquele sonho de liberdade e iniciado em Woodstocktambém. E muitos outros. O Brasil ainda vivia sob a cRock" era exclusiva e fechada.ivro que viria a mudar minha maneirouco por isso no inicio da minharganizada". O autor, Luiz CaStone Brasileira.Luiz Carlos "Barata" CichettoEm 1978 ainda se tinha um ,John Lennon ainda vivia, Raul hibatada ditadura militar. A cultura "Foi naquele ano que comprei um l a de pensar o mundo.John e Raul já tinham feito um p adolescência. Mas agoraera diferente. O livro: "A Morte O rlos Maciel, do qual tinha lidoalguma coisa no Pasquim e na RollingO livro foi uma porrada em minha cabeça. Li, reli, tornei a reler. Durante muito tempo só fizisso. E pensei sobre isso. A porrada já começava nas citações de abertura: Buda, I-Ching eCastaneda. Em "Encruzilhada da Contracultura", ele iniciava da seguinte forma: "O sonhoacabou? o diagnóstico de John Lennon implica em sua própria negação; a síntese é o caos.Os sonhos acabam, o pesadelo continua."Depois de textos sobre contracultura, futuro do Rock, existencialismo, vinha a melhoranálise sobre cultura musical que eu já li: "Espesso Como Um Tijolo", sobre "Thick as ABrick" do Jethro Tull. A obra de Ian Anderson, a maneira como ela é contada no própriodisco - como se fosse o trabalho de um garoto de 8 anos -, é analisada por Maciel de umaforma clara, cristalina, mas "espessa como um tijolo".Mas a maior tijolada ainda estava por vir: "Origem da Ciência", bebia direto na fonte deAllan Watts e desmascarava o mito da ciência como verdade absoluta. Uma série depoemas magníficos, como "Poemas de Exorcismo" ("Não encontro as palavras/A surpresadas coisas me confunde./Não sei o que sabia/...)" Os desenhos de Lapi formam também amoldura desse quadro. O tempo passou, já se foram quase vinte anos. Muitos livros eatropelos depois, encontro de novo "A Morte Organizada". Releio de novo. E a tijolada é amesma!!! Onde anda você, Maciel?1996"A Morte Organizada" Luiz Carlos Maciel Editora Ground 1978
  20. 20. Entre todas as instituições oficiais de nosso mundo, a ciência é a mais intocável. Como reduto extremodas ficções que sustentam a nossa cultura, o conhecimento científico cercou-se de uma aura sagrada -o que é claramente absurdo, se apenas considerarmos que ele está sempre desmentindo hoje o queafirmou ontem. As pessoas dizem que algo é "científico" querendo dizer que é indiscutível quando aexperiência demonstra que só poderia significar que esse algo é incerto, provisório, impreciso edestinado, mais cedo ou mais tarde, à refutação. Só um estado de consciência tão embotado e obscuroquanto o do homem de nossa cultura - e isto inclui, principalmente, seus cientistas - poderia encarar,com tanta estúpida vaidade, uma confusão destas. A ciência se corrige sempre porque não passa, nofundo, de uma forma pomposa de ignorância. No entanto, toda ideologia quer ser "cientifica" como seisso fosse uma vantagem, e não uma confissão aberta de sua limitação e qualquer tolice guindada acondição de "ciência" passa a não admitir mais contestação. Chegamos ao cúmulo de ensinar essasbesteiras às crianças, pensando que lhes fazemos algum bem, quando seria melhor simplesmentedeixá-las em paz. Mas assim são as coisas. Quem observa este mundo com atenção não pára nunca deficar perplexo.A doença se alastrou tanto, em nossa época que, inclusive, muitas pessoas dedicadas aoconhecimento prático ou mágico tentam fazê-lo passar por "científico", como se isso fosse uma grandecoisa. Se algum socialismo é "científico", tanto pior para ele; se a astrologia, por exemplo, é uma"ciência", tanto pior para ela. Isso só pode significar que não chegaram a nenhuma conclusão segura eque podem ser radicalmente reformulados a qualquer momento. Estamos diante de uma verdadeirasubversão de valores que, introjetada pela educação e pelos regulamentos sociais, oficializam aconfusão mental como o estado psicológico pretensamente "normal" do ser humano. O poder dessecondicionamento é tão forte que mesmo muitas pessoas capazes de enxergar suas bases falsashesitam em gritar que o rei está nu. Desta maneira, a farsa científica continua a se perpetuar.É curioso observar que mesmo pensadores como Alan Watts hesitam em desmascarar a farsa,certamente pode temor a um possível descrédito público. É tocante ver Watts forçar a barra, caçandosempre na ciência moderna alguma "evidência" que corrobore as antigas doutrinas. Watts talvez tenhamotivos táticos para isso, mas o fato é que essa complacência também colabora para perpetuar afarsa. por outro lado, há certamente interesses políticos em jogo. Uma crítica radical da ciênciaabalaria certas estruturas de dominação, instaladas nas instituições encarregadas da preservação dacultura vigente. Poucos são aqueles homens suficientemente corajosos para desmascarar essa ilusãoque aceitamos, em que pese seu absurdo. (...)A Origem da CiênciaLuiz Carlos MacielA Morte Organizada
  21. 21. Sou sim da era do mimeógrafo a álcool, a “Home Page” da Era Pré-Internética.Amaioria com menosde 40 anos sequer escutou falar. Um sistema de impressão arcaico, mas visceral. Simples enecessário, como tudo tem que ser na vida, o "equipamento" consiste em um "stencil", parecido a umpapel carbono (Opa, também não sabe o que é isso? Ah, ta, digamos que o papel carbono era oprecursor da impressora: uma espécie de filme colocado no meio de duas folhas para fazer cópia)onde era desenhado ou datilografado o que a gente queria, depois preso à "máquina" que eraalimentada com álcool comum . Algumas folhas de papel sulfite e o milagre acontecendo depois dehoras e horas de um braço cansado de girar uma manivela. Folha a folha, quando não amassava,nossos livros e "jornaizinhos" - era assim chamado o atual "fanzine" - que tinham saído de nossascabeças e mãos tomavam forma. Estava pronta nossa "Home Page". Agora faltava o "browser" parachegar até os "users".Depois de devidamente grampeados, nossos livrinhos ou jornaizinhos, impressos todos em azul, aúnica cor disponível nos mimeógrafos caseiros, saiam às ruas, portas de teatro, shows de Rock(shows de Rock era sempre em teatros na Era Pré-Internet, nada de botecos escuros, fedendo acigarro, bebida e mjo). Poemas eram lidos e gritados pelas ruas e praças, ou enviados dentro de umenvelope pardo pelo Correio. Era toda interatividade que tínhamos disponível: a resposta aos nossosbardos e brados sob a forma de uma carta escrita à mão ou datilografada que demorava dias,semanas até chegar ao seu destinatário.Foi assim que brotaram centenas, milhares, quiçá milhões de combativos, criativos e ativos veículosda "Imprensa Nanica". “Semente”, “Cogumelo Atômico”,” A Mosca”, o meu livrinho “Arquíloco” etantos outros eram estandartes de uma crise social, política e principalmente moral que a ditaduramilitar fingia não perceber, porque a criara.O "Cogumelo Atômico", do Luís “Tout-Curt” de Brusque, foi ao certo o mais importante de todos. Luísfoi um dos, senão "o", pioneiro na área da imprensa feita de desejo e resistência, como também o foiem construir, junto com Claudia Bia, bonecos de bolas de gude, que depois se transformaram emfebre em São Paulo.Também desta leva criativa existia o "Sarrumor" que deu nome, fama e muito dinheiro ao Laerte (claroque é brincadeira, né Laerte? Ao menos a parte da fama...) que também depois fundou a bandaLíngua deTrapo, até hoje na ativa.Heróicos tempos, loucos tempos! Heróicos garotos éramos todos. Crescemos e nossos cabelospararam de crescer ou foram cortados, muitos ficaram carecas, gordos e ricos. Outros piraram,outros morreram de overdose e tristeza. A rebeldia adolescente deu lugar à busca de necessidadesmais claras e egoístas. Muitos temos filhos e nossos filhos já têm filhos e portanto muitos somos"vôzinhos". Muitos perderam ou se perderam em sonhos. Muitos os deixaram no fundo de umagaveta do tempo, amarelado e empoeirado. Mas os sonhos "não aceitam nem pedem perdão" (eunão precisava colocar essa frase entre aspas porque é minha mesmo.) e eles, os sonhos, acabamnos acordando com "pancadas na cabeça", como no conto de um livrinho de Valdir Zwetsch, de "OFabricante de Sonhos".Nossa primeira viagem na máquina do tempo á Era Pré-Internética termina, mas agora todos sabemque existiu uma época em que as pessoas eram criativas, cultas e amigas apenas usando ummimeógrafo a álcool, a "Home Page" da Era Pré-Internética; E que nosso "Browser" (Navegador)eram o ônibus e as pernas, mesmo. E nós não deixamos de ser felizes, apenas esperamos que ela, aFelicidade, nos chegue por “E-Mail”.MimeógrafoaÁlcool,a"HomePage"daEraPré-InternetLuizCarlos“Barata”Cichetto
  22. 22. Ok, não precisa se sentir culpado. Não sou exatamente o sujeito mais mal informado eminformação sobre Rock e também não conhecia. Certo, aparecem e desaparecem centenas debandas todos os dias e a massa de informação é tanta que acaba escapando algo. Tinhaescutado falar do Morphine, mas o nome me soou como nome de banda japonesa ou de BlackMetal, duas coisas que abomino.E assim passou o tempo, a ponto de a banda ter feito uma passagem meteórica pelo planetaTerra durante 10 anos entre 1989 e 1999 e eu nem ter percebido seu brilho. Um brilhointerrompido por um relâmpago chamado ataque cardíaco em pleno palco de MarkSandman,o tal baixista das duas cordas. Um daqueles caras que parece que tem o caminhocerto e traçado das estrelas, que é brilhar intensamente e extinguir, deixando a humanidade aimagem de seu brilho por milhões de anos-luz."Morphine" é morfina, lícita droga que ameniza uma dor. Um entorpecente musical...? Não,"Morphine" não é entorpecente, é energético, potencializador de emoção, dor á flor da pele,percepção em estado puro, onde o baixo de duas cordas cria um clima de Inferno supranaturalonde as almas criativas habitam até a fim dos tempos. Um Inferno onírico e esotérico queesbarra em loucura e doença. Sem maniqueísmo nem descrença. Acordes perfeitos,percepção magnificada e modificada. Emoção Perceptiva e Percepção Emotiva.Enquanto isso, em algum lugar do espaço o clima criado pelo saxofonista Dana Colley, sãotrombetas que chamam nossa emoção a abordar a nave mãe dos sentidos, modificando apercepção do espaço-tempo, transformando em sentimento puro o movimento do ar quecircula dentro de seu instrumento e penetra em nossos poros e todos os buracos existentes nanossa alma. Já a bateria de Billy Conway é o sangue que dá o ritmo ao pulsar de um coraçãotranscendental carregado de selvagem e catatônica emoção, batendo ao ritmo de seus pratos,bumbos e ton-tons.Agora, imagine uma banda que mistura Jazz com Blues e Rock... Ah, não, essa é a definiçãocom jeito de modernosa e de anti-definição, que críticos talvez bem informados sobre músicadão, querendo parecer que estão desrotulando, o som do Morphine. E se alguma definiçãocabe ao Morphine é apenas: "Percepção Emocionada", já que a ter percepção, modificada comfatores químicos ou não, é fácil. Agora transformar percepção em emoção é outra coisa. Abrir aporta da percepção é fácil, difícil é traçar o caminho que existe além dela.Obrigado ao Raul, que me falou sobre o Morphine e me mostrou o vídeo de "Radar" começo deuma viagem a bordo da Percepção Emocionada.Morphine,ouPercepçãoEmocionadaLuiz Carlos "Barata" CichettoImagine uma banda de Rock sem guitarra! É, nem é tão difícil imaginar. Agoraimagine que o guitarrista é substituído por um saxofonista que em determinadosmomentos toca dois saxofones ao mesmo tempo... Ah, tá ficando mais difícil!Agora imagine uma banda em que o baixista toca um contrabaixo apenas comduas cordas na maior parte do tempo... Duas cordas? Isso mesmo, duas cordas.E as mais graves. E o mesmo baixista é, até fisicamente uma lembrança de LouReed dos melhores - não que Mr Reed tenha tido piores - tempos, construindopoesias com fortes e ao mesmo tempo belos conteúdos. Se imaginou oMorphine, acertou. Se não imaginou é porque não conhece o trabalho dessaextraordinariamente criativa banda.
  23. 23. ViiaeAeEvatória(Ou: AF lhddão)iOuhãéua“eaoc”“Vitór a,AFil adeAdoeEva”mOprRkesaLuiaChemianofoi ecritporz Crlos “Barata”icetto15ds,Irnoecoiineeanvede2010, anoemqu“nc detment”,aeii“Vta ”rpersongmpr nc pal,i óriadeTl , more.psobremcaetrrdAreenteavisasrusi adinepetaacdoest eteatralmentecomumelenoe18vz, enrmsi.aculinas efemin nasuor dcaleeesttos qOatediso enmenteextoàs pessauesãorseãs da olor emastno, fameroàemi r vasuexiêcia:upnurB,euhRanmesais, Jaáioerancams fil os,aul eIeinapnraIbi tiGçmhcomahei,zael Cr snairaol quedeuopopncri s áocederaaoieaazeessáocnpçãostaob.Lualrahetoiz Cr os “Bata” Cict
  24. 24. O Nascimento e a História de "Vitória”Vitória, ou a Filha de Adão e Eva, um projeto gestado por mais de 30 anospor Barata. Cichetto, poeta, escritor, artesão, técnico de informática.Durante mais de trinta anos eu tinha um sonhobjetivo: escrever uma OperaRock. Mas nunca tive a disposição, os argumentos, a bagagem e principalmentea inspiração necessárias á sua composição. O sonhobjetivo nasceu quando aindanos anos 1970, várias bandas de Rock lançaram suas óperas-rock. Em 1976 ou 77 estreou no Brasil a"Tommy" do The Who, no filme esplêndido de Ken Russell. Na época eu tinha uma paixão estudantil, que pordescobrir ser ela uma lésbica, se transformou numa das maiores amizades que já cultuei. E fomosexatamente 27 vezes assistir a Opera-Rock no cinema... E em todas elas, saiamos e discutíamos sobre ofilme, aspectos psicológicos etc. Acaso tivéssemos escrito tudo os que falamos sobre Tommy, teriamos umverdadeiro tratado sobre um filme jamais escrito. O tempo, muito, se passou, nunca mais assistira ao filme,embora às vezes escutasse a trilha sonora. A vida correu, as experiências sob as formas mais diversas foramalimentando minha criação. Escrevi centenas e centenas de poemas baseados nelas, e hora ou outra a idéiada "minha" Ópera-Rock rondava minha cabeça... Mas não tinha saco nem tempo, nem...No final de Junho de 2010, próximo ao dia em que completei 52 anos, pedi a meu filho o DVD de Tommy, poisminha companheira disse nunca ter assistido. Coloquei o disquinho no aparelho do quarto e já no início dofilme, quando do momento do nascimento da personagem principal um estalo: Tommy nascia no primeirodia da "vitória" aliada na Segunda Guerra Mundial. Então pensei: "Vitória" o nome dessa ópera deveria serVitória e deveria ser uma mulher... Dai nasceu "Vitória, ou a Filha de Adão e Eva". E comecei a escrever feitoalucinado, parecendo que todos os temas estavam ali, prontos, apenas esperando que eu os escrevesse...Ou estavam ali implorando: quero sair! A história inteira brotou na minha cabeça, todos os personagens,situações... Tudo, tudo junto.A inicio imaginei ser uma obra a ser escrita sem pressa, ao longo de anos até... Mas as convergênciasuniversais como sempre atropelaram... Conspiraram, sei lá. Pois, pouco mais de uma semana depois deiniciado, com a cabeça pegando fogo, sem tempo nem de respirar ao terminar de escrever uma parte e aoutra querendo sair, ir ao papel, que um amigo, na verdade o dono da Rádio Web onde apresento meuprograma semanal, sugeriu que eu fizesse uma matéria com Amyr Cantúsio Jr., musico que eu conhecisuperficialmente através de trabalhos na área de Rock Progressivo. Procurei pela Internet um contato comele e propus uma entrevista para publicarmos em meu site. Nesse meio termo, analisando o trabalho e acompetência absoluta de Amyr, tive um estalo: esse é o cara!, Pensei comigo. E meio com receio de umaresposta negativa, falei superficialmente com ele sobre meu projeto. De pronto o Amyr aceitou. E em 15 diasa Ópera estava escrita, com suas 33 músicas, 18 personagens, contando a saga de "Vitória, a Filha de Adãoe Eva". O trabalho musical está em andamento, pelas mãos e genialidade musical de Amyr. E em breve omundo conhecerá "Vitória".
  25. 25. O Resumo da Ópera"Vitória, Ou A Filha de Adão e Eva" é uma "Opera Rock" que contaem 33 temas a história de uma mulher chamada Vitória de Tal, filhade Adão, um ex interno de reformatórios que se transforma empastor evangélico, tendo antes cometido vários crimes, entre osquais o estupro de Eva, uma prendada e estudiosa filha de umacostureira. Vitória nasce num bordel e é criada também em umreformatório. A partir dai, cedo se transforma em uma alcoviteiramilionária que busca á qualquer custo mais que dinheiro e prazer,aquilo que a humanidade mais almeja: a felicidade. São 18personagens que ao logo dos temas interagem com Vitória tecendoum clima de paixão sem limites, amores não concretizados,tragédias morais e sociais. O pano de fundo é a hipocrisia social, quetransforma o caráter das pessoas, além das busca incessante dafelicidade a qualquer custo."Vitória" tem citações claras a fatos da musica pop e da política eacontece exatamente num período que compreende o inicio dosanos 1960 e 2010, sendo que o período de vida da personagemprincipal é de 33 anos e 1/3, uma metáfora com a velocidade dos LPsde vinil. E em breve o mundo conhecerá "Vitória".PersonagensPersonagem Principal: VitóriaOutros Personagens (Em Ordem de Entrada):1. Adão2. Eva3. Aulétrides4. As Rainhas Magas (Maria das Rosas)5. As Rainhas Magas (Maria das Marias)6. As Rainhas Magas (Maria das Dores)7. Sacerdote Judas8. O Delegado9. Yaraci10. Janga11. Betty Boop12. O Homúnculos13. Bloody Mary14. O Poeta das Perdidas15. Judas CrucificadoOutros Personagens:NarradorRepórter de RádioSaiba Mais: www.operarockvitoria.abarata.com.br
  26. 26. SaudadesSolidãoSinto saudades de um tempo que nunca vivi, deuma época inexistente, das batalhas que nuncalutei, das derrotas que levo no coração, sinto faltado calor do corpo da donzela que nunca salvei, sintoa dor das feridas que não existem, de um lugar frioe verde que meus olhos não vêem, eu sinto, eusinto, eu sinto muita falta da minha juventude nãovivida e dos amores platônicos da infância, a cadasol que se vai eu me lembro de um alguém quenunca existiu, das caricias do vento e do beijo suavee angustiante do amanhecer.Nas noites claras, só vejo escuridão,sentado a beira da janela, tendo mar como ilusão.A chuva acalma minha triste virtude,tenho visões e aparições da minha juventude.Mortes, tiros, casais, crianças,nada disso tem importânciaMeu pensamento estar distante,dizem que minha alma é uma fonte borbulhante.Quero ser livre, livre dos meus adversários,logo eu, o mais solitário dos solitários.Ó paixão! Perdoai-me a minha tristeza,que se faz noite, que se faz beleza.É isso que vos digo,meu eterno inimigoFernando Lopesflan23@gmail.comJá reparou que é muito complicado falar de si próprio, já tentou falar das suas qualidades, ou ate mesmo defeitos, édifícil não é, é mais fácil você falar da sua vizinha do que de vc mesmo, falar que ela é feia, que a musica que ela ouvir éuma porcaria, que seu cabelo é ruim, que ela tem mal gosto, nossa, isso tão divertido as vezes, faz parte do nossoinfinito universo de curiosidades para com o vil, por isso o BBB faz tanto sucesso, bisbilhotar é bom não é, agora falar desi próprio já complica um pouco, mas vamos lá.Sou um simples cara do interior da Bahia que vim morar na capital baiana a mais ou menos 12 anos, tenho 31 ate o dia02/12 que farei 32 e espero não entrar na “depre” dos 30...., moro sozinho e sim, eu cozinho, lavo roupa também, lavopratos (mas odeio), sou preguiçoso, lerdo, gosto de escrever, isso quando não estou com preguiça e vou dormir, adoropoesia, (por isso estou aqui), me considero um cara romântico, mas quem no mundo não se considera, pergunta paraqualquer pessoa na rua e ela vai dizer, sou muito romântico, principalmente mulheres, por isso falar não é nada, épreciso gestos, e isso (eu acho) sei fazer muito bem, tenho 1380402176520785 de defeitos, mas não cabe eu falar aquiagora, iria perder a graça e o encanto.. adoro café, musica (boa), odeio calor, amo o frio, adoro filmes, qualquer tipo defilme, é só ter uma boa historia, amos meus amigos ao extremo, amo minha família apesar de ser distante dele, (masnão espalha não pois tenho fama de miserável..hehe) Trabalho a 5 anos na ares de publicidade de um jornal,(classificados), não sou 100% feliz, mas quem no mundo é? Não sou nenhum santo muito menos um Hitler da eramoderna, sou apenas uma pessoa comum, só isso, sou rebelde e as vezes omisso, ou seja, “Jovem”.
  27. 27. A Barata e Lágrima Psicodélica, Blog e Rádio WebUnderground apresentam o 1º. Festival de MúsicaIndependente. Artistas independentes, inéditos ou não,com músicas com sonoridade Rock, poderão fazer suasinscrições até 7 de Setembro de 2010. As músicas serãoimediatamente disponibilizadas para audição.Encerrado o período de inscrição, teremos uma fase devotação aberta, por intermédio do blog e do site, queescolherá as 12 melhores. Posteriormente uma votaçãointerna, por um júri composto de integrantes de A Barata eLágrima Psicodélica escolherá o vencedor do Festival.As 12 músicas finalistas participarão de um CD Virtual,contendo as músicas e encarte completo, com "download"na Internet, produzido pela Organização. A músicavencedora terá a produção de um programa especial, de 2horas de duração, contendo músicas e entrevista, dentroda programação da Rádio Web Underground LágrimaPsicodélica, em data e horário a ser determinado pelaOrganização. Também terá o artista vencedor, apublicação de duas páginas dentro da RevistA Barata,edição de Outubro de 2010.Inscrições:www.abarata.com.br
  28. 28. "Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendogovernar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, ogentio... negros... brancos.Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viverpara a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar edesprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica,pode prover a todas as nossas necessidades.O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiçaenvenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feitomarchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade,mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nosdeixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência,empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que demáquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição edoçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é umapelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união detodos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundoafora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistemaque tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Nãodesespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça emagonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homensque odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram háde retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.O ÚltimoDiscursode“O GrandeDitador”CharlesChaplin
  29. 29. Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam...que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossossentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a umaalimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha decanhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossasalmas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e osinumanos!Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo deSão Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homemou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – opoder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornaresta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome dademocracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo...um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade esegurança à velhice.É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Nãocumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizamo povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim àganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que aciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia,unamo-nos!Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vairompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrandonum mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódioe da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa avoar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!"http://abarata.com.br
  30. 30. 1 –É um sino. Que redobra num timbre dourado chamando ao cultoAqueles que lhe escutam, e eu das culturas amorosas um incultoÉ um sino. Sino que do alto da torre da catedral do prazer, repicaPor quem dobram os sinos? A pergunta quem nem a alma explica.É um sino. Chamando ao destino do meu desejo, som do meu gozoEm badaladas embaladas pelas suas coxas, oh doce mistério gozosoSino! Infernos de dantes, purgatórios do agora, paraíso de amanhãQuero sempre acordar com beijo de sino, pela noite e pela manhã.Toque a mim as doze badaladas e minha alma com sua língua nervosaPreso entre suas ancas, puxo a corda e toco seu clitóris, vulva deliciosaGrite por mim, gema comigo, seu prazer é meu prazer, grite ao surdosQue sua paixão é sino que toca no alto da torre, deixando todos mudos.Quero sempre acordar ao som das luxúrias que saem dos seus lábiosTransformando o poeta num amante e o homem no maior dos sábiosAh, minha obra de arte forjada no fogo do paraíso, oficina do artesãoSufoco meus gritos, badalando ao som do sino, um hino ao seu tesão.O que eu não encontro é o mesmo que procurasDa mesma doença procuramos as mesmas curasIt’s a Bell, You’re my Bell. My Bell, ring my bell, fell my hellAnd I wish your wishes and about you desires I can tell.2 –Eu quero tocar o sino, anunciando uma esperada manhã de glóriaBeijar o céu, deixando o inferno em outra parte de minha históriaO sino é o destino, retine com o timbre de vozes de deusas gregasDeusas de enormes ancas, belos decotes e um par de botas negras.Tocar o sino que a guerra foi ganha, meu exército derrotou a morteAgora retorno aos braços da paixão, tocando o sino da melhor sorteSina, de sino quero o destino, ensina minha alma a sempre lhe tocarTocar seu sino, glórias ao prazer que por nenhum gostaria de trocar.Bell’s Hell, sino a procura de seu som, o que buscas, porque dobras?O que procuras meu sino, ao badalar? Ecos não são do vento sobras.Ecos d’Alma, buscas o som perfeito, compasso cristalino do diapasãoAlém da orgia e do amante, o compasso perfeito da alma com tesão.Buscas o perfeito retinir das almas, o som perfeito da paixão sem dorSincronia musical, perfeita feito sinfonia sincronizada em computadorA sinergia perfeita entre o corpo e a alma, orgia de almas além do prazerEncontrar o que não perdemos nem sabemos é o que podemos nos trazer.O que eu não encontro é o mesmo que procurasDa mesma doença procuramos as mesmas curasIt’s a Bell, You’re my Bell. My Bell, ring my bell, fell my hellAnd I wish your wishes and about you desires I can tell.É Um Sino(It’saBell)
  31. 31. 3 –O ateu chama Jesus, mandem ao inferno os ateusPorque o que quero mesmo é gozar nos seios teusSobem almas libertas do purgatório, anjos decentesAo som de uma orquestra de trombetas indecentes.Retine o sino do alto da torre da catedral dos ditos desejosDança o bem a dança do mal, o certo e o errado aos beijosDetalhes sórdidos não poupados, corpos refletidos no céuMinha vida refletida em seu rosto, livre não sou mais réu.Prende minha cabeça entre suas pernas e minh’alma nos abraçosMinha língua envolvendo sua alma, sua beleza entre meus braçosFalando bobagem em seus ouvidos, escuto o som do seu tesãoSou sua prece de prazer, dos teus desejos um dedicado artesão.Nós somos nossos, sem posse por direito, nossos porque desejamosSomos nossos e nos possuímos e consumimos quando nos beijamosÉ um sino, e eu escuto mesmo á distancia o seu chamado por mimComeça agora a orgia das almas, onde o agora é o agora sem fim.ÉUmSino(It’s a Bell)Luiz Carlos "Barata" Cichetto
  32. 32. Espaço PublicitárioTiragem: 50.000 DestinatáriosValor do Anúncio: R$ 90,00Próxima Edição: Outubro 2010Contato:barata.cichetto@gmail.comTelefone: (11) 6358-9727www.folhadeguaianases.com.br25 Anos a Serviço da ComunidadeGuaianases, Ferraz, Itaquera,Poá e SuzanoWeb Sites, Design Gráfico12 Anos de Atitude WebResponsável: Barata Cichettowww.celsomirandaimoveis.com.brCasas, ApartamentosImóveis Comerciaise Residenciais.Venda, Locaçãoe Permutawww.abarata.com.br

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