Kfk Webzine 01

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Kfk Webzine 01

  1. 1. Ano 1 - Nº. 1 - Dezembro/2011www.abarata.com.br/revistabarata.aspEditor: Luiz Carlos "Barata" Cichetto
  2. 2. Criação, Edição e Arte: Luiz Carlos “Barata” CichettoApoio: Izabel Cristina GiraçolDezembro de 2011Respeite o Direito Autoral. Caso queira publicar algo, cite autor e fonte.Contato: barata.cichetto@gmail.comTelefone: (11) 3455-8895Cartaz colado no banheiro masculino na instalação sobre Oswald de AndradeMuseu da Língua Portuguesa, Nov. 2011A RevistA Barata agora é KFK WebZine. Para este formato a revista passa ausar o nome da Rádio Que Toca Idéias, pois em breve estarei retornando coma RevistA Barata em papel, retonarndo não apenas às raízes desta revista,como as minhas próprias, que nos anos 1970, lancei inumeras publicaçõesem mimeógrafo á álcool.
  3. 3. APOLÔNIODE TÍANAApolônio praticamente é um desconhecido da maioria das pessoas, mesmodaquelas que têm uma boa formação religiosa. Aparentemente parece estranhoque uma figura tão relevante não seja citado nos livros que versam sobrereligião, somente aparecendo o seu nome em documentos secretos e em algunspoucos livros de ocultismo.Quem foi e que é Apolônio? – Apolônio é uma misteriosa figura que “apareceu”neste ciclo de civilização no início da era cristã (no século I). Os documentos quefalam Dele geralmente nunca mencionam a palavra nasceu e sim apareceu, istoporque Ele, quando esteve diretamente na terra, manifestava natureza divina.Entre os atributos desta natureza Ele apenas tinha um corpo aparente, seapresentava na terra com corpo etéreo, tal como o de Jesus.Em muitos pontos, a vida de Apolônio se assemelha à de Jesus. Até mesmo a Suavinda a terra foi anunciada pelo Espírito Santo. Alguns documentos antigosafirmam que Ele, certo dia, surgiu na terra sem ascendentes, mas também hádocumentos que dizem ser Ele filho de uma Virgem. O sobrenome Tiana émesmo nome da cidade onde ele primeiro se apresentou na terra, que ficava naCapadócia.Dotado de uma palavra fácil, eletrizante e convincente, logo depois setransformou num tribuno, ao mesmo tempo em que sua fama se popularizava,caminhando pelo resto do mundo dando um exemplo justo, bom e perfeito. Foium espontâneo defensor dos injustiçados, capaz de praticar os mais arrojados edifíceis atos de bravura. Sua firmeza e energia de propósitos, mesmo diante doperigo, causavam a todos uma coragem estóica. "Ele fora um Deus em forma deHomem!".José Laércio e João Paulo do Egitoegito@hotlink.com.brhttp://users.hotlink.com.br/egito
  4. 4. Apolônio viajou muito no tempo em que esteve na Terra, desde o Egito até a Mongólia,sempre sendo iniciado nas Ordens na qual Ele encontrava, não que precisava seriniciado pois Ele já é Um Iniciado, mas sim como O próprio disse para um sacerdotequando pediu para ser iniciado: "Bem sabes porque não queres iniciar-me. Se o dizes,revelá-lo-ei: o meu crime é justamente conhecer bem melhor do que tu o rito dainiciação. Vim pedir-te por um ato de modéstia, submissão e simplicidade, a fim de quepassasses por mais sábio do que Eu. Apenas isto!".Logo depois que saiu da sua cidade natal Ele ficou conhecido como um neo-pitagórico.Em Nínive, na Babilônia, encontrou Damis, seu inseparável e fiel discípulo. De láambos foram para a terra dos encantos, a Índia, e, percorreram a Mongólia e o Tibet,até que atingiram as colinas do Himalaia. Lá Apolônio deixou Damis e partiu só paraum mosteiro onde Ele tornou-se o "Senhor portador dos oito poderes da Yoga", queera o mais alto Grau dos mosteiros daquela época, neste momento, dizem, uma áureade Luz Lhe emergiu a cabeça de modo permanente. Depois voltou e se encontrou comDamis e voltaram para a Grécia, onde começou a fase mais intensa de curar doentes,desde do corpo a alma, paralíticos, cegos e até ressuscitar mortos, como aconteceucom uma moça em Roma.Uma das missões de Apolônio foi a de ensinar aos seguidores de Jesus o comomanipular as leis da natureza. Alguns documentos dizem, e é verdade, que Apolôniofez milagres idênticos àqueles feitos por Jesus. O poder dele era tamanho que aondechegava as guerras eram interrompidas e os exércitos enterravam as suas armas.Também pregava e para ouvi-Lo vinham pessoas de lugares distantes.Apolônio, por sua vez, ensinou como usar as leis da natureza, explicou o como eramfeitos os milagres Dele e de Jesus, preparou os primeiros cristãos para disporem dosmeios de curas e de todos os outros que Jesus utilizou. Mostrou o poder das cores,mostrou que tudo na natureza é vibração, fez ver que existe uma polaridade (Jáconstante dos Princípios Herméticos) em tudo quanto há, que as coisas podem sermanipuladas pela luz, pelo som e coisas assim. Ensinou o valor das cores, portantocomo usa-las nos templos para obtenção de estados especiais de consciência. Ensinoucomo usar a música, que tipo de música é adequado nas diferentes situações, erestabelecer os meios utilizados pelas ciências herméticas. Ensinou simbolismo,ensinou a linguagem simbólica por meio da qual uma pessoa pode entrar em sintoniacom planos superiores, com mundos hiperfísicos. Ensinou como se processam astransmutações na natureza e como conseguir isso, como intervir no astral visandocertos resultados. Disse do como captar o poder inerente a cada coisa, a cada cor, acada forma. Ensinou o poder dos cristais e dos aromas e o como usa-los nos diferentesníveis. Assim estabeleceu formas de ampliação da consciência permitindo que aspessoas possam ter acesso a níveis superiores de consciência independentemente dainterferência de forças espúrias. E também trouxe ensinamentos de morais o queatingia em cheio a maioria dos governantes dos locais onde Ele passou. Tendo o poderda profecia, Ele também profetizou alguns acontecimentos que logo ocorreram.
  5. 5. Depois da Sua partida, foi escrito um livro comSua história e com grande parte dos Seusensinamentos, apresentado em forma de umevangelho com oito capítulos. Os ensinamentose o poder do evangelho de Apolônio era muitosuperior àqueles dos quatro evangelistas daépoca de Jesus, nele havia coisas que faziamtremer aqueles elementos da conjura queestavam se infiltração no cristianismo de então.Após a condenação e desaparecimento a conjuraficara livre da presença direta de Apolônio, mas aSeu prestígio tornou-se logo lendário. Assim aconjura que já havia experimentado com relativosucesso o método do despistamento no seio docristianismo primitivo, logo passou a usa-lo entreos seguidores de Apolônio que, em sua quasetotalidade, eram cristãos. No cristianismo primitivo a conjura se infiltrar eprocurou destruir os autênticos ensinamentos de Jesus assumindo a direçãodas instituições em geral. No caso de Apolônio ela que já tinha muita influênciadentro das comunidades cristãs com alguma facilidade pode usar com sucessoo método da falsificação. Assim sendo inundou o mundo de então com grandenúmero de copias falsas dos ensinamentos de Apolônio. Isto funcionoueficazmente que até hoje só um "expert" em ocultismo é capaz de distinguir oque não é e o que é autêntico. Assim em séculos futuros Ele foi quase total eoficialmente esquecido e o Seu nome colocado na galeria dos mitos. Em todasas bibliotecas membros da conjura colocam obras falsas como sendo deApolônio que mais tarde geraram suspeitas pelas incoerências nelas contidas.Aincredulidade a respeito daquele Mestre em parte se deve àquele trabalho dedespistamento e em parte à magnitude de tudo aquilo que Ele realizou e que oqualificou como uma figura lendária. Assim sendo quase tudo o que existeescrito sobre Apolônio, e sobre ensinamentos a Ele atribuídos, em grandenúmero são falsos. Alguns documentos autênticos existem e são zelosamenteguardados por algumas sociedades iniciáticas, e reservados aos iniciados nosMistérios Maiores.Por outro lado à influência de Apolônio foi de tamanha magnitude que oCristianismo primitivo incorporou uma grande parcela dos ensinamentos quetêm sido usados em aplicações práticas. Assim sendo, a maior parte do ritual edo simbolismo da Igreja Católica tem como ponto de origem Apolônio. Muitaspessoas indagam: De onde surgiram os símbolos e os vastos rituaisincorporados à Igreja Católica se Jesus jamais publicamente usou qualquer umdeles? Há quem diga que eles foram incorporados de práticas pagãs, mas issosó é verdade se, como tal for também incluída a doutrina de Apolônio que deuorigem à quase totalidade dos ritos e símbolos do Catolicismo.
  6. 6. É de causar admiração que, mesmo havendo estado e até hoje atuantes no seio daigreja, os membros da conjura hajam deixado ficar os ritos e símbolos estabelecidospor Apolônio, desde que eles se constituíam poderosos meios de persuasão, decoesão e conseqüente manutenção da unidade religiosa. Eis duas explicaçõespossíveis: Uma, que a conjura desconhecia todo o potencial do simbolismo eritualística orientada por Apolônio assim não vendo neles mais que encenações,portanto algo sem perigo algum. Na verdade os próprios membros da conjura haviamapagado o conhecimento até mesmo para a maior parte daqueles que faziam parte doseu ciclo interno, conseqüentemente o potencial dos símbolos era algo desconhecidopara eles. Segundo, julgando que afastado Apolônio os elementos mágicosincorporados aos ritos e símbolos serviria também aos seus intentos, pois manteria acoesão daquela estrutura que, de uma certa forma, ela já dominava.Podemos dizer que ambas as afirmativas são verdadeiras, em parte a conjuradesconhecendo o potencial ritualístico e simbólico deixou que eles continuassempresentes no cristianismo e, em parte ela sentiu que tudo aquilo era importante para aestruturação da religião num bloco coeso por ela administrado.Em muitos momentos a conjura deturpou o ritual e o simbolismo, tirou coisasbenéficas e as substituiu por coisas maléficas, entre os quais o uso do vinho, portantodo álcool, no ritual da missa.Não é somente o ritual católico que se originou dos ensinamentos de Apolônio,praticamente a quase totalidade dos símbolos da magia, do hermetismo, doocultismo, da gnosis e de muitas outras formas do o ocultismo em parte tem comoorigem Salomão, mas a quase totalidade deles provêm de Apolônio.Publicamente pouco de autenticidade nas publicações que foram feitas sobre osensinamentos atribuídos a Apolônio. Do Seu evangelho existe uma pequena parte quejá foi publicado, o mais apenas algumas poucas doutrinas iniciáticas possuem emesmo assim somente tem acesso a eles iniciados de grau elevado. O que chega àsmãos dos profanos praticamente são aquelas obras preparadas especialmente pelaconjura, obras apócrifas, portanto, sem quaisquer significados positivos. A um nãoiniciado é possível a aquisição de apenas um trabalho autêntico intituladoNuctemeron, mas até mesmo dele existem também algumas edições falsas. O títulodo livro significa: “O Dia de Deus que Resplandece nas Trevas” (O Deus que está“aprisionado” em cada pessoa ainda envolvida em trevas. Isso equivale aodesabrochar da Centelha Cósmica em cada um, ao desenvolvimento da consciênciaclara do Mestre de Cada Um).Na obra Nuctemeron os ensinamentos de Apolônio são distribuídos como em umrelógio em 12 horas, ou degraus, e a cada hora corresponde uma instrução especial.Os ensinamentos daquela obra são apresentados em linguagem um tanto velada. Sãoensinamentos de altíssimo nível.
  7. 7. =De repente, fumantes passaram a ser taxados de criminosos, mesmoconsumindo um produto vendido livremente e sobre o qual incide TODOS osimpostos existentes no Brasil. Usando a desculpa de proteção da saúde, ogovernador de São Paulo, criou uma Lei - anticonstitucional, pois já havia amesma lei a nível Federal -, com o único intuito de alavancar sua campanhapolítica á presidência. Até mesmo o símbolo internacional de PROIBIDO foiesquecido, usando-se o contorno vermelho representando o mapa do estado. Aele, outros governadores com a mesma sanha se seguiram.O problema maior é o que representou isso: uma verdadeira cruzada nazistacontra os fumantes, que passaram a ser tratados como bandidos, sem ternenhum dos seus mínimos direitos de cidadão respeitados (FUMANTE TAMBÉM ÉCIDADÃO, VIU?!).Há tempos que os comerciais de cigarro estavam proibidos na mídia. Alémdaquelas estampas toscas obrigadas por lei na embalagem. Agora o querealmente não se entende é porque as bebidas alcoólicas não recebem o mesmotratamento, já que sabidamente, causam um mal muito maior á sociedade...
  8. 8. "Governo deveria ser contra a lei.Governo faz mal à saúde.Governos já mataram muito maisgente do que os cigarros e a faltado cinto de segurança. Se Governofosse um produto, sua venda seriaproibida." Lu GomesNo bar. Onde acontecerá a próximachacina. É proibido fumar. No botecoda BR onde a criança dança. Nua. Éproibido fumar. No muquivo de DonaPretinha. Nenhuma cinza. Nadinha. Éproibido fumar. Dentro da barraca decachorro quente. Junto a carne degato. É proibido fumar. Dentro dobanheiro da boite. Entre uma boquete.E outra boquete. É proibido. Naemergência do HR. Entre mortos eferidos. É proibido fumar. No pé-sujo.Da esquina da favela. Na boca do fumo.É proibido. Apagar bitucas no cativeiro.Na bunda da vítima. No salão de festas.Quando o salão for tomado. De assalto.É proibido fumar. Na pista de funk. Nacasa lotada. Que desabará. NaFreguesia. É proibido fumar. Para o arnão ficar pesado. O povo sem fôlego.Respirar. É proibido fumar. -Marcelino Freire
  9. 9. Vamos proibir o fumo na cidade e noestado. Mas proibamos também apoluição de toda espécie; Seja elacausada pelas fábricas, pelos carrosetc. Vamos patrulhar e impedir queos fumantes engulam seus cigarros,mas vamos também nos auto-patrulhar e não engolir tudo o que édito pelas pessoas que nos cercam epelas pessoas que nos governam.Vamos combater o câncer, seja eleoriundo do fumo, da intolerância, daignorância ou da hipocrisia! - RaulCichetto
  10. 10. Há um tempo atrás, por intermédio do amigo Ricardo Alpendre tomeiconhecimento da edição do livro "O Futuro Começou", de Inácio de LoyolaGomes Bueno, pai de Marcelo Bueno, criador e guitarrista da banda Tomada, umex-padre católico, falecido em 2007. Mas apenas há coisa de um mês atrás foique chegou ás minhas mãos O Futuro Começou , um "livreto" como o próprioautor define.. Ávido pelo tema comecei a ler as apenas (?) 64 páginas, quedemorei cerca de duas semanas para concluir, pois não se trata de um texto paraser lido assim, correndo, entre um e outro afazer. É para ser lido, voltandopáginas, analisando, relendo, pensando.E "O Futuro Começou" abre com uma pergunta "Por quê?". Escrito logo após osatentados de 11 de Setembro de 2001, Inácio tenta responder a essa perguntaque aflige atualmente todos aqueles seres pensantes, preocupados com o futuroda humanidade., ao mesmo tempo em que afirma, logo no início: "O que nosinteressa não são mais palavras nesta nossa sociedade palavrosa, cheia deconceitos e preconceitos... O que nos interessa são realidades verdadeiramentepositivas..." E acima de uma fácil critica á globalização, Inácio não a renega nema demoniza, mas a propõe de forma consciente, onde os pobres não fiquemapenas com a fome e a miséria como dividendo.Quase da mesma forma que Milton Santos, geógrafo e pensador, tambémfalecido, Inácio Bueno ataca fundo a base dos problemas que geram o atualestado da humanidade: o excesso de individualismo em detrimento do coletivo,que nos levou, segundo sua definição, a um túnel escuro que nos asfixia e cujaúnica saída é com uma "Nova Consciência". Mas não aquela pregada pelos"hippies" dos anos 60/70, mas sim através do repensar nossas atitudesconcretas, exatas, práticas. "Nem tudo, portanto, está perdido. O tesouroescondido aí está, à nossa espera, à espera de nossa consciência." E tal JoséSaramago, aponta o dedo na ferida de uma falsa democracia criada sobre baseserradas e que serve apenas a interesses de grandes grupos financeiros.Um momentos que mais chamaram minha atenção está no Capítulo 3, ondeInácio Bueno nos coloca dentro desse túnel afirmando que "O Ocidente que sepretende a cultura mais importante e dominante do planeta (...) não pode furtar-se a esta tarefa maior de construir, na igualdade da espécie com todas as outrasculturas e povos, a cultura universal de convívio numa paz e numacomplementariedade, que não tem nada de concessão, de boa vontade, depaternalismo, mas tudo de realidade concreta, de direito natural, depossibilidades indiscutíveis imediatas." E arremata de forma brilhante; "Ocimento nesta nova cultura é o respeito à igualdade essencial."
  11. 11. No final, Inácio Bueno propõe uma revolução, completa, verdadeira, e definitiva:a Revolução da Consciência, pela destituição da consciência individualista econstituição da real consciência da espécie, com valores assumidos e praticadospor todas as pessoas do mundo, revendo todos os nossos conceitos. E deixacomo sugestão final a criação do Fórum Universal da Espécie Humana, comoforma de despertar a Consciência Universal da Espécie.----Ao iniciar este texto, não sendo eu nenhum literato ou mestre em "literatices", ouversado em alguma ciência política, pretendia apenas traçar um paralelo entre aobra de Inácio de Loyola Gomes Bueno e sua rica, desprendida e produtivaexistência. Afinal, o autor foi membro da Companhia de Jesus, Padre Diocesanoafastado da Igreja por comprometimento com problemas sociais na época dotriste e sangrento regime Militar Brasileiro, afastado por pressão militar tendosido forçado a exilar-se na França onde permaneceu durante oito anos ondecursou Sociologia e por intermédio de uma bolsa, ter ido a Tanzânia eposteriormente ingressado no Curso de Psicanálise existencialista em Paris e aoretornar ao Brasil ter passado por inúmeras dificuldades, tentando retornar aoministério sacerdotal e passando a exercer a psicanálise, sempre atendendogenerosamente a todos que o procuram.Com tantas características tão fortes, marcantes, e uma vida dedicada ahumanidade, entretanto fiquei pasmo quando, ao buscar alguma informaçãocomplementar sobre Inácio, com exceção uma referencia em um sebo quecomercializava o livro, nenhuma informação existia em um dos maiores"motores" da globalização, o Google. Seria apenas uma triste coincidência? Amesma "coincidência", que retirou a "gloria" de Nikola Tesla como o descobridore inventor? A mesma que o Império Romano, que adotara o cristianismo comoreligião oficial tentou apagar da história o “concorrente” de Jesus Cristo,Apolônio de Tíana? A mesma "coincidência" que atinge, atingiu e atingirágrandes seres humanos que lutam em prol da humanidade? Afinal, Ignácio deLoyla Gomes Bueno era, segundo suas próprias palavras, "apenas um brasileiroanônimo e obscuro, como soem ser os anônimos."
  12. 12. Em 2000 sofreu um AVC,seguido por várias doenças eem 2001 escreveu este "OFuturo Começou". E em 29 deJunho de 2007, Inácio Buenofaleceu mas deixou, como todo"anônimo obscuro" , um legadode humanidade que irápermanecer dentro daquelesque tomarem para si suaspalavras e principalmente suasações. A Revolução quepregastes, Inácio, começoudentro de mim, e espero quedentro de todos aqueles quet a m b é m d e s u a fo n t einesgotável de humanidadebeberem.
  13. 13. Houve aquele tempo em que o verso me doava seu alento. Sentava-meà mesa, máquina de escrever, caneta, os sonhos e desejos daadolescência fascinando-me e nutrindo a necessidade do verbo, doverbo... Sim, houve estes dias em que o verso me doava seu alento.Naqueles dias era tão fácil se presumir poeta. Ah, poetar! Como era fácilpoetar quando para tanto bastava o jogo das palavras, a brincadeira daaliteração. Olhar o vento, sentir a luz, ou suas ausências, abrir os braçose correr. A excitação do primeiro texto publicado, o dedo no dicionário.Encontrar a palavra exata, o sinônimo mais bonito.Depois, o silêncio. Caminhar pela noite, vislumbrar postes, gatos esombras. Um silêncio repleto de estrelas e medos. E então houve estesdias em que o verso me doava seu divã. Catárticos versos estes.Descobrir que há mais, há muito mais para se compor um poema do queapenas as palavras e os fonemas. Porque se catarse, tambémnecessário o poema, como o ar, como o pão. E então me cobraramversos os poetas extensivos. “Onde estão os versos? Onde estão oslivros?” Disse-lhes então que há poemas escritos nos céus e nos olhosque vislumbram o infinito, mas não compreenderam, e então meusversos se preencheram de silêncios tão clamorosos como o ruflar dasasas de um pombo. Houve então estes dias em que o verso me doavaseu silêncio.Hoje, porém, não há poema. Porque há estes dias emque o poema me doa a sua ausência.
  14. 14. De Espantalhos e Pedras Também Se Faz Um Poema”Autor: Viegas Fernandes da CostaPoemas, 2008 ,Editora: Cultura em Movimento, Páginas: 66As emoções em “de espantalhos e pedras também se faz um poema”,novo livro do historiador, professor e escritor Viegas Fernandes daCosta, começam quando a gente apanha nas mãos o volume de 66páginas. E a primeira delas é a emoção causada pelo olfato: o livrotem um cheiro diferente, pois foi impresso em antigas máquinas detipografia, cujas tintas têm um odor característico; continua com otato, com as depressões e relevos provocados pelo “esmagamento”das fibras do papel pelos tipos de chumbo. As letras sãotridimensionais, não apenas impressões digitais sem identidade,frias, estampadas a laser. As emoções não param e prosseguem coma visual, causada pela imperfeição e falhas na impressão no processo quase que manual, semaquela “perfeição tecnológica” dos modernos – e frios – sistemas ligados à computadores. Portanto,antes mesmo de começarmos a ler “de espantalhos e pedras também se faz um poema”, somosconquistados pelas emoções, antes de saborear os poemas, sentimos o gosto da humanidade,tendo claro que foram seres humanos, gente, que construíram aquele livro. Tudo muito quente.Então começamos a folhear e logo na introdução, escrita pelo próprio poeta, outro nocauteemotivo, nos alertando que estamos em uma sociedade de poucos sentimentos e muita tecnologia.Tecnologia demais, emoção de menos. “Já cansei de ouvir os arautos do fim do livro em seu portetradicional: com páginas de papel, capa, autor e cheiro de mofo. Há de se instaurar o império docódigo binário, dos bits e chips, dessa coisa amorfa que ainda chamaremos de livro, mas sem ofetiche que este sempre carregou, sem este apelo tátil de pele sobre papel – ou vice-versa.” EscreveViegas, para em seguida relatar a emoção sentida por ele ao acompanhar o processo de nascimentodo livro, à emoção de “estar na presença física do livro”, que toma forma pelas mãos hábeis dotipógrafo experiente, que ali é uma espécie de comparsa do poeta, reescrevendo letra a letra seupoema. Tipos de chumbo, invertidos, segurados delicadamente com a pinça e encaixados um aolado do outro em uma placa de metal. Letra por letra, símbolo por símbolo, os poemas tomamforma, corpo e fazem com que o sentimento e a verdade criadas pela mente e o coração do poeta,se transformem em sentimentos e verdades palpáveis com olfato e cor. “Sim, este livro existe alémdo livro.” Prossegue o poeta, repórter do nascimento de sua própria criação, para depois assumir opapel de revolucionário que cabe a todos os poetas que o sejam por dom e ofício, a pretensão deostentar tal título: “Este livro, impresso na linotipo, é uma afronta aos livros pós-industriais, pós-modernos, pós-livros. Que assim seja!” Amem!No final da apresentação, Viegas sugere ao leitor um exercício de sentidos.... E assim fizemos edesta forma retornamos ao início do presente texto. Cumpramos, portanto sua sugestão e amemos“de espantalhos e pedras também se faz um poema”, façamos-lhe amor, “pois que ainda existe!”.Quanto aos poemas em si, sendo eu também um pedreiro das palavras, poeta também de ofício,que irei comentar. Poemas não são para serem analisados, nem criticados, nem entendidos:poemas são para serem sentidos. E no caso de “de espantalhos e pedras também se faz um poema”,os poemas são para serem sentidos não apenas pela emoção causada pelas palavras que criamsensações, mas pelo tato, pelo olfato, pela visão. E a uma única frase possível: de tipos e chumbotambém se faz um poema... ou vários... não é mesmo Viegas? Não é mesmo, Sr. Bernardo?Resenha: Luiz Carlos “Barata” Cichetto
  15. 15. "Vitória, OuAFilha deAdão e Eva" é uma "Opera Rock" que conta em 33 temas a história deuma mulher chamada Vitória de Tal, filha de Adão, um ex interno de reformatórios que setransforma em pastor evangélico, tendo antes cometido vários crimes, entre os quais oestupro de Eva, uma prendada e estudiosa filha de uma costureira. Vitória nasce numbordel e é criada também em um reformatório. A partir dai, cedo se transforma em umaalcoviteira milionária que busca á qualquer custo mais que dinheiro e prazer, aquilo que ahumanidade mais almeja: a felicidade. São 18 personagens que ao logo dos temasinteragem com Vitória tecendo um clima de paixão sem limites, amores não concretizados,tragédias morais e sociais. O pano de fundo é a hipocrisia social, que transforma o caráterdas pessoas, além das busca incessante da felicidade a qualquer custo."Vitória" tem citações claras a fatos da musica pop e da política e acontece exatamente numperíodo que compreende o inicio dos anos 1960 e 2010, sendo que o período de vida dapersonagem principal é de 33 anos e 1/3, uma metáfora com a velocidade dos LPs de vinil.
  16. 16. Barata CichettoSou Barata, nascido Luiz Carlos, no dia doAnti-Natal, do ano da Graça donascimento de Madonna, MichaelJackson, Bruce Dickinson, Cazuza e TimBurton. Sou poeta, escritor, produtor eapresentador de Webradio, produtor deeventos e procuro pagar as contastrabalhando com criação de sites. Crescíescutando Beatles, Black Sabbath, PinkFloyd e Led Zeppelin. Participei dageração mimeógrafo nos anos 1970, masquando chegaram os filhos, deixei de serpoeta e fui tentar ser homem, o que noentender de Bukowiski é bem mais difícil.Escrevo poemas desde que comecei acriar pêlos.... nas mãos. Trabalhei comooffice-boy, bancário, projetista debrinquedos e analista de qualidade. Nofinal do século XX, acordei certo dia desonhos intranquilos e, transformado emum ser kafkiano, criei um projeto culturalna Internet nos moldes dos antigospanfletos mimeográficos. Mesmo antesde meu processo de metamorfose, nuncadeixei de cometer poemas, contos ecrônicas. E embora tenha passado dostrês dígitos o numero de textos escritos,nunca ganhei um prêmio literário. Fuiapaixonado por Varda de Perdidos noEspaço, Janis Joplin, Grace Slick e SonjaKristina; casei quatro vezes e tenho doisfilhos, Raul e Ian. Atualmente soutambém editor, costureiro e colador delivros, num projeto de editora artesanal erecentemente criei a KFK Webradio, arádio que toca idéias.Amyr Cantusio Jr.Nascido em 1957, Campinas, SP, filho deimigrante italiano, iniciou estudo de pianoe violão aos 5 anos. Formação eruditacom vários cursos extensivos em músicaexperimental. Compositor multi-instrumentista, letrista. Psicanalistaambiental e musicoterapeuta, fundadordo primeiro selo de Rock Progressivo eMúsica Eletrônica Experimental do Brasil.Fundou o outro selo em Campinas, aAlpha III Artistical Productions Label. Foiconsiderado o melhor tecladista domundo três vezes consecutivas: Espanhae, 1986, Japão 1986 e Canadá (Festival deMúsica Eletrônica Internacional) com oálbum Seven Spheres, 1991. Melhortecladista do mundo (Itália selo MellowRecords), 1993. Melhor tecladista domundo (1996) Green Dolphin 3. AnualInternational Critics and Musicians Poll(Latvia/Scandinavia/Netherlands).Atualmente desenvolve projetos noEspaço Cultural Lince Negro com WorldMusic e ritmos árabes e hindus (músicaoriental) onde toca e dá aulas deinstrumentos exóticos orientais: daff,derback, flautas, hindus (shenai), etc.Produtor de diversos trabalhosindependentes e participante nosteclados; arranjo e voz de várias bandas,tanto no Brasil como no exterior.
  17. 17. Músicos Participantes:- Alpha III (Amyr Cantúsio Jr.)- Sub-Rosa - Canto 26 – Canção ParaVitória- Posthuman Tantra - Canto 24 – OHomúnculosAs Músicas1 -Intro – Instrumental1.1 - Prólogo2 – Mil Novecentos e Setenta e Sete3 – Adão4 – Eva5 – A Infância de Adão e Eva6 – A Fuga de Adão7 - Adão o Perverso8 – A Sedução da Serpente9 – O Fruto do Pecado10 – Fandango de Aulétrides10.1 – Canto das Putas11 – A Visita das Rainhas Magas12 – O Batismo de Vitória13 – A Rebelião das Putas14 – A Lei e a Ordem15 – A Menina Vitória15.1 – A Cantiga de Ninar ou de Roda deVitória16 – Mil Novecentos e Noventa e Nove17 – A Volta do Perverso17.1 - Hino Pentecostal18 – A Rainha Vitória e Seu Império18.1 – Cordel de Bordel19 – Estrela das Águas, Régia Vitória20 – Canção de Yaraci e Vitória21 – O Palhaço do Coqueiro22 – Bloody Mary23 – A Banda de Betty Boop24 – O Homúnculos25 – A Prisão de Vitória26 – Canção Para Vitória27 – A Vitória e a Morte de Adão28 – O Poeta das Perdidas29 – Judas Crucificado30 – A Santa Ceia ou A Ceia Mística31 – A Morte de Vitória32 – Canto Final33 - EpílogoFicha Técnica:Barata Cichetto e Amyr Cantusio Jr.Vitória ou A Filha de Adão e Eva (CD ComRótulo 1)Libreto e CD da Opera Rock Vitória ou a Filhade Adão e Eva. O libreto tem 40 páginas comtodos os poemas e textos da Opera. O CD,produção Independente, são 22 faixas, comcomposições de Amyr Cantusio Jr e participaçãodas bandas Travelplan, Sub Rosa e PosthumanTantra (Edgar Franco), do músico Marcelo Diniz(também engenheiro de som do disco) e asnarrações do vocalista da banda "Tomada"Ricardo Alpendre. 72 minutos. Para saber maissobre a Opera Rock "Vitória":www.operarockvitoria.blogspot.com.
  18. 18. O Resumo da Ópera"Vitória, Ou A Filha de Adão e Eva" é uma "Opera Rock" que conta em 33 temas ahistória de uma mulher chamada Vitória de Tal, filha de Adão, um ex interno dereformatórios que se transforma em pastor evangélico, tendo antes cometidovários crimes, entre os quais o estupro de Eva, uma prendada e estudiosa filha deuma costureira. Vitória nasce num bordel e é criada também em umreformatório. A partir dai, cedo se transforma em uma alcoviteira milionária quebusca á qualquer custo mais que dinheiro e prazer, aquilo que a humanidademais almeja: a felicidade. São 18 personagens que ao logo dos temas interagemcom Vitória tecendo um clima de paixão sem limites, amores não concretizados,tragédias morais e sociais. O pano de fundo é a hipocrisia social, que transformao caráter das pessoas, além das busca incessante da felicidade a qualquer custo."Vitória" tem citações claras a fatos da musica pop e da política e aconteceexatamente num período que compreende o inicio dos anos 1960 e 2010, sendoque o período de vida da personagem principal é de 33 anos e 1/3, uma metáforacom a velocidade dos LPs de vinil.Pedidos:http://abarata.com.br/loja_especial.asp?secao=E&registro=1Preço: R$ 30,00 + Frete
  19. 19. Entre 11 de maio e 8 de junho de 1975, oNotícias Populares publicou 27 títulos deprimeira página com as peripécias do“bebê-diabo”, uma criança que terianascido com chifres e um rabo de 5centímetros em São Bernardo doCampo. A insólita saga, forjada em ummonótono plantão de sábado, incluíacapítulos delirantes, como um passeiodo monstrinho por telhados de casas, efez evaporar os exemplares das bancas.Esta é uma das histórias de “Nada Maisque a Verdade — A ExtraordináriaHistória do Jornal Notícias Populares”(Summus, 63,90 reais, 256 páginas), deCelso de Campos Jr., Giancarlo Lepiani,Denis Moreira e Maik Rene Lima, sobre osensacionalista diário paulistano quecirculou entre 1963 e 2001.
  20. 20. “Nada além da verdade”.. era o slogando Jornal, editado pelo grupo Folhas...
  21. 21. OriginalA poesia que lês é uma cópia... SomenteAinda que manuscrita... ManualmenteMesmo datilografada... MaquinalmenteOu ainda que digitada... Digitalmente.Toda forma de poesia... EscritaÈ apenas uma cópia... ProscritaMas a original... IrrestritaEm minha alma... Inscrita...... SomenteLuiz Carlos “Barata” Cichetto
  22. 22. Caio Fernando Loureiro de Abreu (Santiago, 12 de setembro de 1948 — PortoAlegre, 25 de fevereiro de 1996) foi um jornalista, dramaturgo e escritorbrasileiro.Apontado como um dos expoentes de sua geração, a obra de Caio FernandoAbreu, escrita num estilo econômico e bem pessoal, fala de sexo, de medo,de morte e, principalmente, de angustiante solidão. Apresenta uma visãodramática do mundo moderno e é considerado um "fotógrafo dafragmentação contemporânea".
  23. 23. Rubin Carter, boxeador,c o n h e c i d o c o m oHurricane (Furacão) foipreso em 66, acusado deassassinato em primeirograu. Foi libertado, após19 anos de prisão, em85.Recentemente suahistória foi contada nofilme Hurricane, sendoi n t e r p r e t a d obrilhantemente porDenzel WashingtonBob Dylan foi processadopela Patty Valentine, porter usado seu nome namúsica .
  24. 24. Pistol shots ring out in the ballroom nightEnter Patty Valentine from the upper hall.She sees the bartender in a pool of blood,Cries out, "My God, theyve killed them all!"Here comes the story of the Hurricane,The man the authorities came to blameFor somethin that he never done.Put in a prison cell, but one time he could-a beenThe champion of the world.Three bodies lyin there does Patty seeAnd another man named Bello, movin around mysteriously."I didnt do it," he says, and he throws up his hands"I was only robbin the register, I hope you understand.I saw them leavin," he says, and he stops"One of us had better call up the cops."And so Patty calls the copsAnd they arrive on the scene with their red lights flashinIn the hot New Jersey night.Meanwhile, far away in another part of townRubin Carter and a couple of friends are drivin around.Number one contender for the middleweight crownHad no idea what kinda shit was about to go downWhen a cop pulled him over to the side of the roadJust like the time before and the time before that.In Paterson thats just the way things go.If youre black you might as well not show up on the streetLess you wanna draw the heat.
  25. 25. Arthur Dexter Bradley said, "Im really not sure."Cops said, "A poor boy like you could use a breakWe got you for the motel job and were talkin to your friend BelloNow you dont wanta have to go back to jail, be a nice fellow.Youll be doin society a favor.That sonofabitch is brave and gettin braver.We want to put his ass in stirWe want to pin this triple murder on himHe aint no Gentleman Jim."Rubin could take a man out with just one punchBut he never did like to talk about it all that much.Its my work, hed say, and I do it for payAnd when its over Id just as soon go on my wayUp to some paradiseWhere the trout streams flow and the air is niceAnd ride a horse along a trail.But then they took him to the jail houseWhere they try to turn a man into a mouse.All of Rubins cards were marked inadvanceThe trial was a pig-circus, he never had achance.The judge made Rubins witnessesdrunkards from the slumsTo the white folks who watched he was arevolutionary bumAnd to the black folks he was just a crazynigger.
  26. 26. TextosdoSite:http://lb.viagensimagens.com/inicio.htm
  27. 27. A primeira mulher que eucomi foi Da. Mércia. Eutinha 8 anos, segundo anoprimário e uma porra aindaque não passava de umamelequinha incolor. Da.Mércia, que era minhaprofessora-substituta, tinhaperto de 20 e usava umamini-saia bem curta egostava de sentar depernas cruzadas sobre amesa onde pousavamlivros, diários de classe, giz,esses instrumentos decultura e tortura. Eu eraapaixonado por aquelaspernas e por aquele cabelopreto e liso caindo-lhe sobreos ombros, sem contar os o r r i s o m a l i c i o s odemonstrando que Da.Mércia sabia demais...Sobre muitas coisas. Erachegar em casa, e sem nemmesmo entender bemp o r q u e , p e r m a n e c i atrancado no banheiro, únicoda casa, para desespero detodos os outros membrosda família. E ai eu comia Da.Mércia sem nem saberonde ficava a buceta deuma mulher.
  28. 28. O tempo passou, Da. Mércia deu lugar a Da. Abigail, uma gorda enorme e sádicaque gostava de dar com os nós dos dedos na cabeça dos alunos. Essa eu nuncacomi. Apenas me escondia embaixo da salas, que era de tábuas separadas paraespiar aquela bundona forrada por uma calcinha que parecia a lona do circo ali dobairro, embora quase sempre fosse branca e rendada. O primário acabou e aiapareceu a próxima mulher que eu comi com muito gosto: Da. Maria José, minhaprofessora de matemática. Foi a única vez que me interessei por essa matéria,pois afinal precisava conquistar minha segunda amante. Era apaixonado por elae nem lembrava mais das coxas de Da. Mércia. Traíra descaradamente minhaprimeira amante. Da. Maria José era doce, um poema matemático, as contas eequações tinham um sabor de sacanagem, cada sorriso era um convite ásacanagem. Um ou dois anos e Da. Maria José saiu da escola, mas sem antes eucomê-la diariamente no banheiro da escola, onde inclusive eu ia fumarescondido. Aprendi a fumar para impressioná-la. Ela era fumante e eu, como seumacho também precisaria sê-lo. O cigarro em uma mão e o pinto na outra. Umabaforada e uma ejaculada... Ah, Da. Maria José...Eu era um grande macho e não podia ver um rabo de saia. Portanto, antesmesmo de Da. Maria José deixar a escola eu já perseguia minha nova vítima.Linda, uma verdadeira boneca, com cílios perfeitos, boca perfeita e uma bundafantasticamente redonda. Era Da. Beatriz, minha professora de Inglês. A paixãofoi tão forte e intensa que nem lembrava mais nem de Da. Mércia, nem de Da.Maria José. Beatriz, “a que torna feliz”. Eu a amava profundamente e a comia comas duas mãos em meu pênis já nem tão infantil, pois afinal eu já era um adulto de12 anos de idade. Amei e comi Da. Beatriz com tanta intensidade que nemprecisei fazer as últimas provas na matéria dela. Tanto que estudei paraimpressionar minha insaciável Professora. Um dia, triste, Da. Beatriz nãoapareceu na escola. Dias depois descobri, porque ela contou, que estava grávida.Aquela puta tinha me traído! Estava grávida de outro. E a porra toda que euderramara por ela, que ainda permanecia grudado, seco, nas paredes dobanheiro da escola? Sacana ela. Fiquei puto e deixei de amá-la naquelemomento. Era um pequeno corno aos 12 anos. Jamais amaria alguém, jurei amim mesmo.
  29. 29. Mas não levaria muito tempo para quebrar minha promessa e até mesmocom requintes de vingança contra minha antiga amante. No ano seguinte,outra escola, outro bairro, uma aula de inglês e... outra Da. Beatriz. Mas nãofoi ela quem eu comi. Essa era ruim de doer. Minha nova aventura sexualsolitária, minha nova amante era uma mulher bem mais velha: a diretora daescola. Da. Idalina era uma baixinha, ex-freira, brava que só o cacete, queproibia tudo na escola e até se enfiava no banheiro dos moleques para pegarquem estava fumando escondido. Ela ficava esperando os moleques saíremda casinha e se sentia cheiro de cigarro ela catava o moleque pelas orelhas ecarregava para a diretoria. Ao menos ela dizia que por isso é que ela seenfiava no banheiro dos machos de 14 anos. Mas eu suspeitava que ela iamesmo era espiar o pau dos moleques, especialmente o meu que tanto adesejava. A baixinha torturava a gente, fazendo com que ficássemos emsilêncio absoluto e depois tínhamos que cantar o hino nacional antes desubir para a sala de aula. Ela ficava o tempo inteiro com a mão na cintura,batendo o pezinho que era calçado por uma sandalinha de salto epontiagudo. Depois saia rebolando a bundinha redonda em direção adiretoria. Muitas vezes, me trancava no banheiro da escola e comia Da.Idalina. Ela chupava meu pinto e depois eu a fazia cantar o hino áindependência enquanto a enrabava. Minha paixão por ela durou até o diaem que fiquei sabendo que ela dava para um professor de Desenho, quetodo mundo pensava que era viado. Mas minha vingança havia sidoperpetrada. A professora tinha me chifrado e engravidado e eu comia adiretora.A essas alturas eu começara a ir ao cinema e as pornochanchadas eram aúnica forma do cinema brasileiro faturar alguma exibição. A censura erarígida a ponto de os filmes proibidos não poderem sequer mostrar osmamilos daquelas gostosas. Pelos da buceta então nem por sonho, nem asombra. Tudo isso e mesmo assim era proibido para menores de 18, masalguns de nós tinham a sorte de ter um cinema na Penha onde o gerentedeixava a molecada entrar e se deliciar com aquela “putaria” toda. Foi entãoque passei a ter uma vida totalmente promíscua, comendo todas aquelasatrizes. Era uma trepada atrás da outra. Aldine Muller, Helena Ramos, LadyFrancisco e muitas outras que eu às vezes nem esperava chegar em casa.Me trancava no banheiro e as comia ali mesmo. Nesta época também, comiatodas as mulheres que saiam na capa do jornal “Notícias Populares”. Erammuito gostosas, com seus minúsculos biquínis de uns 10 centímetros delargura. Pena que eram em preto-e-branco.
  30. 30. Minha vida sexual era absolutamente intensa, capaz de medeixar até cansado e com olheiras, tantas as mulheres que eucomia diariamente. Encontrei umas fotos, fotos mesmo, deumas mulheres que pareciam ter saído de algum túnel dotempo. E... elas tinham buceta. É, elas tinham buceta, porquenenhuma outra mulher de fotos ou filmes que eu comera...tinham buceta. E essas tinham! E eu as comia todo dia.Colocava todas elas sobre o sofá a sala quando minha mãe saíae as comia, uma a uma. As vezes esporrava em todas elas.Gozei tanto sobre elas que as fotos, já amarelas, ficaramperdidas e tive que jogar minhas amantes no lixo para meu painão perceber.Um dia, um amigo que desenhava muito bem e matava auladesenhando, fazia o esboço de uma mulher com algo na boca.Parecia uma mulher chupando um pau. Mas não era. Era umdesenho de Janis Joplin com o microfone na boca. Foi paixãoinstantânea cooptada por outras imagens onde ela apareciacom os mamilos furando a blusa.Naquele momento eu era um ser ilógico e depravado: comiatodas as chacretes, no programa do Chacrinha, todas asmulheres de Carlos Zéfiro, as heroínas das fotonovelas, asestrelas dos programas e intervalos comerciais. Comia minhasprimas e até minhas tias, comia as estrelas do Rock, comia atémesmo as passistas de Escola de Samba. No Carnaval comiatodas as mulheres dos bailes que passavam na TV. Era umverdadeiro tarado! Insaciável e louco.Ah, ia esquecendo de contar sobre outras mulheres que eucomi em minha adolescência: a gostosa aeromoça Valery deTerra de Gigantes (que coxas, meu!); a Judy e a Varda dePerdidos no Espaço; a cientista do Túnel do Tempo, que era amesma atriz que eu comia como a Mulher Gato (sempre tivequeda por mulheres inteligentes e bandidas, né Da. MariaJosé?). Sem contar aquela enfermeira gostosa de Jornada nasEstrelas e mesmo a boneca Lady Penélope de “Thunderbirds”.Todas elas eu comia ao menos uma vez por semana. A únicaque eu comia todo dia era a Tia Márcia, apresentadora do ZásTraz.
  31. 31. Assim cheguei aos 16 anos. Umtarado. Era um tarado virgem, masera um tarado. Nenhuma daquelasinsaciáveis mulheres me satisfaziamais. Eu queria outras. Um dia, diade pagamento, um amigo melevou a um daqueles puteiros quetinha em São Paulo, na Boca doLixo. Um prédio de 4 andares...Cheio de putas. Ali conheci Dalva.Mas Dalva era real. Sua bucetaficava ali, bem no meio das pernas,tinha pêlos sedosos, usava umperfume forte, tinha uma pelemulata e sedosa, coxas lisas, umpescoço salgado, uma bundaredondinha e um cu com gosto deloção de cabelo. Dalva era real. Erauma puta... mulher. Mas ela nãoera igual á Da. Mércia, Da. MariaJosé, Beatriz, Da. Idalina, asatrizes de pornochancha, Janis,chacretes e todas as outras que eutinha comido. Dalva era reaL Esendo real eu não podia comê-la....Apenas podia, com ela, fazer amor.E fiz!
  32. 32. Foto: Cleidione Moraes
  33. 33. " Tristeza não tem fim...Felicidade sim..."Presa em liberdade na cela da tristezaUma alma solitária chora a perdaFere o íntimo se o choro é recolhidoEu observo o mundo e entro em guerra comigoSem Justiça é sem chance, tá tudo erradoEm cada coração um conflito,um passadoRealidade dura compare com a sua,Famílias na chuva doenças sem curaPercebe, que o seu problema é pequenoA tempestade nasce reinventa o serenoO rio corre enquanto mostra o caminhoNas lições da vida a gente sofre quando aprendesozinhoFelicidade jaz são lágrimas demaisA minha Paz se vai na folha que cai,Enquanto eu não encontro uma saídaO tempo é justo e cura feridas leves da vida. 2xA porta abre eu não acreditoUm mendigo ilumina o coletivoEntrou cantando uma canção de infânciaEnquanto eu escutava voltei a ser criançaSonhando acordado eu fui pro passadoFutebol,Basquete a maioria finadosVoltei pro presente no meu lado um crenteAdolescente doente infelizmente pra sempreTenho que confessar mano eu vou te falarAquele pedinte me ensinou a enxergarTiozão sem visão pedindo esmola no busãoPouco sim muitos não, dói no coraçãoHumildão, pé no chão que estende a mãoCumprimenta e agradece o valor da intençãoSorrindo diz que é feliz e que só tem o amorPor isso vê todo mundo igual no mesmo valorO rio corre enquanto mostra o caminhoNas lições da vida a gente sofre quando aprende sozinho
  34. 34. “Igualdade, justiça eliberdade são mais quepalavras, são perspectivas!”(V de Vingança)
  35. 35. Aí promotor o pesadelo voltouCensurou o clipe mais a guerra não acabouAinda tem defunto a cada 13 minutosDez cidades entre as 15 mais violentas do mundoDa classe rica ainda dita moda do infernoColete a prova de bala embaixo do ternoNo ranking do sequestro 4º do planeta51 por ano com capuz e sem orelhaContinua apologia na panela do barracoAo empresario na cherokee desfigurado180mil presos menor decapitado, cabeça arremeçada nopeito do soldadoSistema carcerário ainda é curso pra latrocinioNota 10 no ensino de queima seguro vivoFamilia amarrada miolo pelo quartoHollow point no dotor pra ve dollar no sacoDestaque da tv, sensacionalistaQue filma sem pudor o trabalho da períciaContando buraco no crânio do corpo do pai mortoPela glock que o sistema porco põe no morroMais pra mim é 286 quando falo do sangue que escorredo pescoço do vigia,Dentro do carro forte, quanto descazo pra periferiaTransforma meu povo em carniçaTem facção na pistaSanguinário na rima(4x)
  36. 36. Pode censurar, me prender me matarNão é assim promotor que a guerra vai acabarNão tem inquerito pra tv que tem a vadia nua novela da 6, 7, 8 sem ministérionem censuraSó o meu rap que é nocivo pro sistema hipócritaA justiça não quer ouvir que o moleque que o pai da as costasPode invadir seu ap, derruba sua portaMata seu parente pra paga treta de drogaSe tem sangue eu canto sangueSe tem morte eu canto morteRelato que leva o ladrão pro cofreNão sou eu que coloco o mano lá no bancoEstorando o gerente, saindo trocandoFoi na tv que eu vi parte da polícia deitadaAssistindo o resgate, dominada desarmadaDelegada chorando desistindo do empregoMeu clipe ainda era um sonho e é real o pesadeloEu não preciso estimula o latrocinioNem o sequestro relâmpago de um empresário ricoO brasil não da escola, mais da metralhadoraO brasil não ta comida, mais poe crack na rua todaNão vem me coloca de bode espiatórioPaís falso moralista é você que quer velórioA tia da mansão fazendo oraçãoEsperando o cantato do sequestrador em vãoSeu filho deveta morto, quer saber por queCombate violência aqui é me calar ou me prender(4x)Pode censurar, me prender me matarNão é assim promotor que a guerra vai acabarE quem não olha pro moleque sem infância no morroOitão na cinta, sangue na mente, apetitosoHomicidio latrocinio so profetiza o obvioCercado pelo crack a consequencia é óbitoVendo sua mãe catando fruta apodrecidaRasgando o lixo, comendo o resto da burguesaGalinha metida que quando ve o da favela pisa, aceleraPra essa cadela só é gente quem tem lagosta na panelaA criança vira um monstro com 13 no paintQuando percebe que a propaganda de bike video-gamePlaycenter, tenis, danone, MclancheÉ so pro filho da madame
  37. 37. Carboniza um corpo disfigura o rostoQuando ve que pra ele é so pipa, agua de esgotoNão é desculpa pra revolta porque não é seu filhoO seu ta de Audi alimentado bem vestidoVai se tornar empresário bem sucedidoNão vai precisar gritar assalto em nenhum ouvidoFacção é só um retrato da guerra civil brasileiraDa carnificina rotineiraAssusta menos que o menor muito loko espalhando seu miolo pelo visorDo caixa eletrônicoPode censurar, me prender me matarNão é assim promotor que a guerra vai acabar(4x)Pode censurar, me prender me matarNão é assim promotor que a guerra vai acabar
  38. 38. Estão abertas as portas da percepção, estãocriados os caminhos e as formas. Os meiosjustificam os fins, e estes por si próprios sejustificam.Sem rodeios, sem cavalos, sem nomes.Rótulos são para produtos, abjetivos paradicionários.Abrimos as porteiras para que estoure aboiada cega, surda e muda. Lágrimas são paracovardes e hipócritas, risos para os tolos.A arte busca a liberdade e dela se alimenta, danecessidade nasce o artista mas não a puta.Da paixão nasce a vida, e da morte a mentira.Do desejo é que nasce o sonho e dele é que avida se alimenta.Declaro neste momento, 1º de Abril de 2011,inaugurada a KFK Webradio: interrogações,mutações, metamorfoses e um pouco demúsica sem rótulos.
  39. 39. TemporadasnoInfernoPasseiduastemporadasnoInfernoAprimeiracomRimbaudEasegundacomoEternoLuizCarlos“Barata”Cichetto

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