Cenproedi

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Cenproedi

  1. 1. PROJETO CENTRO DE PROJEÇÕES EDUCACIONAIS DIGITAIS EM 3D (CENPROEDI) Apresentado por Eduardo Baldaci de Lima, Ouvidor Setorial SEDUC e astrônomo amador. CUIABÁ.MT JULHO DE 2008
  2. 2. 1.1 Título do Projeto CENTRO DE PROJEÇÕES EDUCACIONAIS DIGITAIS EM 3D 1.2 Duração Prevista Previsão de 24 meses 1.3 Fonte Externa Ministério da Educação – MEC 1.4 Custo Estimado Contrapartida do Governo Federal (MEC ?) . Equipamento Projeto Carl Zeiss ZPK4 – Euro $ 1.250.000,00 Contrapartida do Governo de Mato Grosso . Construção do Espaço Físico – Estimativa de R$ 1.050.000,00 . Terreno 1.5 Entidade Proponente Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso – SEDUC – Centro Político Administrativo – Rua B S/Nº - CEP. 78050-970 – Cuiabá.MT – 65 – 3613 65 88 – Titular: Secretário de Estado de Educação Ságuas Moraes. Responsável pelo projeto: Eduardo Baldaci de Lima – Ouvidor Setorial SEDUC. 1.6 Entidades Co-participantes Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso – SEDUC executora do Projeto. 1.7 Local, Data e Assinatura do Titular Cuiabá, 12 de Julho de 2008 – Eduardo Baldaci de Lima 2.0 -JUSTIFICATIVA 2.1 Diagnóstico de Situação A divulgação científica é reconhecida por todos os setores como um fator importante para o avanço social, educacional, tecnológico e cultural de um país. O desenvolvimento de Estado só será incrementado com base no conhecimento, que deve ser equiparado a nível de países desenvolvidos, considerando a utilização de tecnologias científicas para embasar decisões governamentais e criar uma opinião pública consciente de que a defesa do meio ambiente é tarefa de todos. 2009 foi decretado o Ano Internacional da Astronomia pela UNESCO. O mundo todo respira ciência, especialmente a Astronomia. Muito além da contemplação do Universo, recebemos o impacto de um
  3. 3. milenar questionamento: De onde viemos? Para onde iremos? Assim, há uma crescente descoberta do nosso papel de cidadãos planetários, diante da demanda da preservação do único planeta habitável até então. Em toda a região Centro-oeste, apenas 2 estados possuem centros digitais equivalentes (GO e DF), sendo que apenas um deles encontra-se em perfeito funcionamento. Diante do quadro internacional, nosso Estado é alvo de críticas infundadas sobre a gestão do meio ambiente, carecendo portanto, de uma ação integrada de sensibilização massificada da atual e das futuras gerações. Com um número cada vez mais crescente de universidades e cursos nas mais diversas áreas da formação, um Centro de Projeções digitais virtuais em 3D terá um impacto eficaz em formadores de opinião, através de exibições nas diferentes áreas do currículo da educação básica e superior. Centros de ciência têm uma experiência que transita nas vertentes tanto da pesquisa quanto das ações educativas. 2.2 Situação Esperada ao Término do Projeto Espaço de Formação dos professores da rede Pública e Privada em todos os níveis de ensino, com conseqüente elevação do Ideb e do IDH. Atendimento à um público-alvo estimado de 108.000 pessoas/ano, entre estudantes da rede pública, privada, professores e público em geral. 2.3 Descrição do Projeto Um CENTRO DE PROJEÇÕES EDUCACIONAIS DIGITAIS EM 3D é um projeto de grande importância sócio-cultural para a cidade que o instala, estendendo sua atuação para a região e todo o estado, atendendo de forma multidisciplinar as áreas de Educação, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Cultura e Turismo. É um espaço de descobertas e de aprendizagem de uma consciência universal. Dos 10 primeiros colocados no IDH, 70% são Estados que investem em ciência e tecnologia especialmente com a construção de Planetários fixos. Atualmente, em toda a região Centro Oeste há apenas um centro equivalente em pleno funcionamento, demonstrando a carência em nossa região geopolítica. Com previsão de 108.000 visitantes/ano, o CENTRO DE PROJEÇÕES EDUCACIONAIS DIGITAIS EM 3D tornar-se-á indispensável aliado na política da criação da cidadania planetária e no incremento na Educação Ambiental; demonstrando assim a crescente preocupação do Estado de Mato Grosso com o tema.
  4. 4. Muito além de pensar astronomia, um planetário nos dias atuais se transforma em um verdadeiro centro de projeções virtuais em 3 D, equiparado às tecnologias de países avançados tecnologicamente , o que contribuirá para o enriquecimento cultural, científico e educacional de nosso povo. Professores de todos os níveis de ensino, terão neste projeto artifícios para melhor capacitação pedagógica para atuação nas áreas da Matemática, Física, Geografia, Biologia, Astronomia e demais ciências correlatas. 3.OBJETIVOS 3.1 Objetivo de Desenvolvimento Ser um Espaço Multidisciplinar de projeções digitais em consonância com o Plano Plurianual de Educação 2008/2011 que prevê o Uso de tecnologias integradas ao processo pedagógico, apoio a projeto de caráter interdisciplinar atuando na melhoria da formação dos professores nas áreas das ciências exatas, biológicas e geográficas. 3.2 Objetivo Imediato Atender Escolas, Universidades, Centros Educacionais da rede pública ou privada nas mais diversas áreas das Ciências da Natureza; levando seus participantes à construção de uma consciência de cidadão planetário, despertando a preservação e conservação ambiental e nossa interatividade com o Universo. O CENTRO DE PROJEÇÕES EDUCACIONAIS DIGITAIS EM 3D tem a missão de criar possibilidades de melhorias do ensino e da aprendizagem das ciências; discutir e divulgar a cultura local; bem como consolidar como espaço interativo de geração, difusão e aplicação do conhecimento nos diversos campos do saber, principalmente da Astronomia, de modo a contribuir com as formações humanísticas, críticas e reflexivas da população mato-grossense. O CENTRO DE PROJEÇÕES EDUCACIONAIS DIGITAIS EM 3D é, portanto, um recurso didático por excelência, pois permite a compreensão de maneira clara dos fenômenos astronômicos que ocorrem no universo.
  5. 5. Metas: As metas a serem atingidas estão agrupadas em três fases, por ordem de prioridade: PRIMEIRA FASE: 3.2.1 - Criação de Eixos Temáticos: a) Laboratório e Experimentos Virtuais Experimentos virtuais constituem um excelente instrumento para complementar ações de educação, educação ambiental e divulgação científica. Além disso, a disponibilização de sugestões e instruções de experimentos reais pode ser muito útil para professores e estudantes das várias áreas da ciência, em todo o Estado; b) Arte, Ciência e Cultura Na divulgação científica e na Educação ambiental, a integração com a cultura e arte são elementos essenciais. A integração com a cultura indígena de nosso Estado e a forma como eles percebem os astros, nossas danças, artes plásticas e percepções podem ser incorporadas aos conteúdos de apresentação. c) Astronomia Realização de atividades de observação e discussão que integrem nossa juventude com outras partes do país e do exterior. d) Divulgação e Promoção de Saúde Divulgar as ciências da vida com informação em saúde, assim como as tecnologias envolvidas de forma lúdica e criativa. Estimular o debate sobre o impacto e as questões éticas e de risco envolvidas nos usos da biologia e biotecnologia modernas. Promover a realização de cursos e seminários de formação e atualização profissional para técnicos, monitores, professores e pesquisadores que atuam no campo científico dentro e fora do Estado de Mato Grosso. SEGUNDA FASE: 3.2.2 - Projetar e construir exposições e materiais didáticos; TERCEIRA FASE 3.2.3 - Promover e apoiar a realização de cursos para professores da rede de ensino e para o público em geral, visando promover mostra científicas, criação de clubes de ciência, e outras metodologias de ensino não formal.
  6. 6. 3.2.4 - Popularizar a Astronomia como forma de problematizar a Ciência e dar novos significados ao conhecimento; 3.2.5 - Despertar vocações científicas e a sensibilidade ambiental; 3.2.6 - Divulgar o potencial regional de produzir ciências através de estudos culturais em educação; 3.2.7 - Demonstrar a relação entre a sabedoria popular, ciência e desenvolvimento do conhecimento humano; 3.2.8 - Motivar professores e acadêmicos de licenciatura a refletir/dialogar o ensino de ciências relacionando-o com a Educação Ambiental; 4. Metodologia e estratégia de Ação 4.1 – Formação de equipe interinstitucional e interdisciplinar para elaboração do plano de trabalho (p.ex: detalhamento da estratégia de levantamento de informações e conteúdo das atividades do centro, definição do sistema de gerenciamento de conteúdos,etc); 5. Resultados e Impactos Esperados 5.1 – Divulgação científica e tecnológica de qualidade sobre diversos temas científicos; 5.2 – Melhoria da qualidade das atividades escolares na área científica, a partir do maior aproveitamento do potencial de cada profissional de educação, explorado pela implementação de estratégias de comunicação e intercâmbio entre profissionais, promovendo a troca de experiências. 5.3 – Aumento do interesse de jovens pelas carreiras técnicas e científicas. 5.4 – Aumento do interesse da população em geral por assuntos científicos e técnicos e melhores condições para exercício da cidadania. 5.5 – Ampliação da visibilidade das ações governamentais na área da educação ambiental. 5.6 – Produção de impactos positivos no desenvolvimento de ações pedagógicas em escolas e demais estabelecimentos de ensino. 5.7 – Incentivo ao desenvolvimento de mostras científicas que instiguem o caráter crítico e investigativo.
  7. 7. 5.8 – Auxílio na formação de professores (inicial ou continuada), seja pela disponibilidade de conteúdo, seja pela introdução de novas tecnologias na prática pedagógica. 5.9 - Disponibilização à toda população estudantil do Estado de um centro de aplicação didática de indiscutível importância para complementação e aprofundamento dos conceitos desenvolvidos em sala de aula, tendo como fator de reunião entre os temas abordados a Educação Ambiental, através de atividades práticas de observação e pesquisa desenvolvidas pelos alunos e orientadas pelos monitores e seus professores. Tal centro de excelência irá promover o enriquecimento do processo de aprendizagem através de vivências de real experimentação científica, desde a tomada de consciência sobre aspectos da realidade circundante, até a observação direta dos astros do universo, desenvolvendo a análise e discussão em grupos baseadas na observação de modelos didáticos ilustrativos de temas do currículo de ciências físicas e biológicas, atividades estas sempre acompanhadas das explicações didáticas dos professores e monitores. 5.10 – Criação de um espaço multidisciplinar, aberto a toda a população do estado especificamente voltados para a Educação, desenvolvida de forma lúdica e instigante, em um espaço inovador e de excelência. 5.11 – Desenvolvimento da educação ambiental e elevação do nível cultural do estado. 6.0 – Riscos e Dificuldades 6.1 – A Proposta de propiciar a troca de experiências em um CENTRO DE PROJEÇÕES EDUCACIONAIS DIGITAIS EM 3D é um desafio pioneiro em nosso Estado. Entretanto, acreditamos que esse passo deve ser dado no sentido de se criar um pólo de difusão e divulgação científica de qualidade e com respeitabilidade. Tais riscos e dificuldades deverão ser minimizados com a criação de uma equipe interinstitucional que terá como tarefa definir um plano de trabalho detalhado de execução, acompanhamento e avaliação dos objetivos propostos. 6.2 – A disponibilização de conteúdos científicos em exibições em um CENTRO DE PROJEÇÕES EDUCACIONAIS DIGITAIS EM 3D será uma forma acessível, dinâmica e, atualizada, considerada um desafio sem precedentes. No entanto, com uma estrutura direcionada em torno de determinados eixos temáticos, nos quais se tem maior experiência, poderemos progressivamente aprimorar tal atividade. O envolvimento participativo, além da progressiva interatividade, deverão ser elementos essenciais para isto.
  8. 8. 7. Bibliografia ADAMS, P. E. & TILLOTSON, J. W. Why research in the service of science teacher education in needed. Jounal of Research in Science teaching. v. 32, n. 5, p. 441-443, 1995. BAIRD, J. R. et al. The importance of reflection in improving science teaching and learning. Journal of Research in Science Teaching, v. 28 n.2, p.163-182, 1991. BOURDIEU, Pierre. In Escritos de Educação. Maria Alice Nogueira e Afrânio Catani (orgs) Ed. Vozes, Petrópolis, 1999 BYBEE, R.M. Reforming science education: social perspectives and personal reflexection. New York; Teachers college Press, Columbia University, 1994. CARVALHO, A. M. P. "Quem sabe faz, quem não sabe ensina": Bacharelado X Licenciatura. XIV Reunião Anual da ANPED. São Paulo, 1991. CARVALHO, A. M. P. & GIL PEREZ, D. Formação de professores de Ciências. São Paulo: Cortez, 1993. 120 p. CARVALHO, L. M. D. A temática ambiental e a produção de material didático: uma proposta interdisciplinar. In: Coletânea 3ª Escola de Verão. São Paulo, FEUSP, 1995. DEWEY, John. Art as Experience. New York, Capricorn, 1934 FALK, J. H.; KORAN JR., J. e DIERKING, L.D. The content of science: assessing in the learning potential of science museums. Science Education, 70(0), 1986. GIL PEREZ. D. New Trends in science education. Internacional Journal Science Education. v. 18, n. 8. p. 889-901, 1996. KRASILCHIK M. O Professor e o currículo das Ciências. São Paulo: Editora da Universidade de são Paulo, 1987. 80 p. KRASILCHIK. M. Formação de professores e ensino de Ciências: tendências nos anos 90. In: MENEZES, L. C. (org.) Formação Continuada de Professores de Ciências: Nupes. 1996. p. 135-170. HAMBURGER, Ernst W. & MATOS, Cauê (org.s). O Desejo de Ensinar Ciências no Século XXI. EDUSP. São Paulo, 2000. TRICÁRICO, H. Algumas reflexões sobre o conteúdo e a temática na formação continuada e permanente de professores de Ciências. In Menezes (org) Formação Continuada de Professores de Ciências. Campinas: Autores Associados, 1996. p. 83-90. VILLANI. A & PACCA.J. Construtivismo, conhecimento científico e habilidade didática no ensino de Ciências. Reelaboração trabalho apresentado "Thinking Science for teaching: the case of Physics", Roma: setembro, 1994.

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