DEZ ANOS DE FOTOGRAFIA ESPANHOLA CONTEMPORâNEA.                       COLEÇÃO FUNDAÇÃO COCA-COLA                    MUSEU ...
SANTIAGO SIERRA. 133 personas remuneradas para teñir su pelo de rubio, 2001
O contato com a produção artística contemporânea possibilita ao público local a elabo-                             ração d...
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ExPOSIÇÃO DEZ ANOS DE FOTOGRAFIA                                                               ESPANHOLA CONTEMPORÂNEA    ...
MuSEu DE ARTE MODERNA DA bAHIA                                                                                            ...
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Dez anos de fotografia espanhola contemporânea

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A exposição Dez anos de fotografia espanhola contemporânea - Coleção Fundação Coca-Cola ficou em cartaz no MAM-BA de 19 de setembro até 20 de novembro de 2011.

Veja mais em: http://www.mam.ba.gov.br/exposicao-detalhe.asp?conId=457

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Dez anos de fotografia espanhola contemporânea

  1. 1. DEZ ANOS DE FOTOGRAFIA ESPANHOLA CONTEMPORâNEA. COLEÇÃO FUNDAÇÃO COCA-COLA MUSEU DE ARTE MODERNA DA BAHIA | SETEMBRO | 2011
  2. 2. SANTIAGO SIERRA. 133 personas remuneradas para teñir su pelo de rubio, 2001
  3. 3. O contato com a produção artística contemporânea possibilita ao público local a elabo- ração de um conhecimento próprio. Promover o diálogo efetivo, a troca de experiências e viabilizar uma relação mais participativa do espectador são algumas das prioridades para a atual gestão do Museu de Arte Moderna da Bahia. Neste sentido, a exposição Dez Anos de Fotografia Espanhola Contemporânea – Coleção Fundação Coca-Cola, que traz a Salvador fotografias e vídeos de 26 artistas espanhóis, nos possibilita refletir sobre algumas destas questões. Para compreendermos o contexto em que uma produção simbólica é realizada, é pre- ciso entender a relação da obra de arte com a sociedade e a cultura local, e lançar um olhar atento sobre a estrutura do sistema da arte e suas complexas ligações. As obras presentes nesta exposição nos mostram não só a pluralidade de técnicas, processos formais e interpretações subjetivas da realidade espanhola: nos permitem entender o papel que a cultura desempenha no âmbito político e econômico de um país. Assim, dando continuidade a um debate iniciado com a realização, no início deste ano, da itinerância da 29ª Bienal de São Paulo: Obras Selecionadas – Salvador, voltamos a provocar a reflexão sobre arte e política, além de incentivar a discussão a respeito do sistema da arte, abordando as especificidades da prática curatorial, da produção artís- tica, além do multiculturalismo, e, entre todos estes fatores, o papel do espectador e a fruição da arte.CONCHA PÉREZ. Olvido, 2008 Os desdobramentos elaborados pelo núcleo de Arte e Educação do MAM-BA para esta exposição buscam acompanhar o público neste processo reflexivo. Convido a todos a participarem ativamente destas ações, após conhecerem um recorte significativo da produção contemporânea espanhola presente nesta exposição. Stella Carrozzo Diretora Museu de Arte Moderna da Bahia
  4. 4. DEZ ANOS DE FOTOGRAFIA ESPANHOLA CONTEMPORÂNEA COLEÇÃO FUNDAÇÃO COCA-COLA As imagens são nosso patrimônio. Dos cinco sentidos, o que se vê é o que faz parte da nossa memória mais viva sobre tudo aquilo que nos torna seres humanos providos de biografia. A cada hora centenas de imagens impactam em nossa retina, destas só uma pequena parte ficará armazenada em nosso cérebro como recordação. Depois de anos, muito poucas terão permanecido e, nesse processo de seleção e arquivo, se determina aquilo que é memorável. Para esta exposição foram selecionadas as imagens criadas nos últimos dez anos por um importante grupo de artistas que fazem parte do panorama nacional espanhol. Não se trata de mostrar características próprias de um país, mas sim de confrontar diferentes interpretações forjadas nos universos próprios de artistas com as interpretações que os espectadores de outro país têm de uma realidade que a cada dia é mais e mais comum. O olhar do público brasileiro em direção ao interior dos discursos artísticos que têm lu- gar hoje em dia dentro das fronteiras espanholas e a comparação com os discursos que estão sendo feitos no terreno artístico brasileiro será sem dúvida muito enriquecedora. Quis realizar esta exposição como um conjunto diverso de possibilidades da imagem dentro da arte. Assim podemos nos deparar com - sem nenhuma pretensão de fazer uma classificação fechada, mas apenas sugestões de interpretação - a imagem testemunho, como no caso da obra de Santiago Sierra, que nos fala do que já aconteceu, neste caso uma performance; a imagem arquivo, exemplificada na obra de Lara Almárcegui naJUANDE JARILLO. Sin título (Mar), 2008 qual se busca uma coleta de realidades sob uma ideia comum; a imagem sonho, como a de Pablo Genovés, que recorre a uma ficção evidente para experimentar a beleza do que não aconteceu; a imagem lembrança, como é o caso da obra de Maider López, na qual a paisagem capturada tem desejos de imortalidade; a imagem biográfica, como a de Félix Curto, na qual os objetos relembram uma história narrada em primeira pes- soa; a imagem detida, como a de Miren Doiz que fixa o efêmero transformando-o em atemporal… ou tantas outras, todas as obras da exposição, fotografia e vídeo, tem uma razão essencial de ser imagem, todas elas possuem uma dívida com o real da qual não conseguiram se desprender. A itinerância da Colección Coca-Cola no Brasil organizada pelo Instituto Cervantes é uma prova do compromisso com a arte jovem e com as coleções que se ocupam de promover o enorme talento da arte contemporânea espanhola. Lorena Martínez de Corral Curadora Janeiro de 2011
  5. 5. ARTISTASAMPARO GARRIDO (1962)O olhar de Garrido é dirigido ao privado, à nossa realidade mais íntima, aoslares ou lugares de convivência de um modo geral. As casas representadas CRISTINA MARTÍN LARA. Ween ich nur wüsste woran das liegt, 2005em suas séries fotográficas, que aliam uma complexidade de conteúdos àperfeição formal, são a viva imagem de seus moradores, e por isso a presençada figura humana é quase sempre abolida. Sua obra é relacionada ao novopictorialismo e equilibra-se entre a crítica social e a beleza.http://www.amparogarrido.com/CARLES CONGOST (1970)O artista combina diferentes meios e suportes como o vídeo, a música, a fo-tonovela, o desenho e a fotografia para falar, sempre de forma irônica, sobreidentidade, o universo clubber, a estética pop. Sua obra estabelece relaçõescom os subgêneros televisivo e cinematográfico, e através dos códigos da es-tética adolescente norte-americana revisa o debate entre alta e baixa cultura,adotando, também, uma posição crítica ao próprio mundo da arte.http://carlescongost.blogspot.com/CARMELA GARCIA (1970)Após ter explorado a nostalgia do paraíso perdido, o sofrimento e a reden-ção da mulher, a artista evoca a natureza essencial e eterna das coisas e CONCHA PEREZ (1969)dos seres. Inscreve seu propósito dentro da representação do futuro, desbor- Sua obra reflete sobre a questão do visível e seus significados, abordandodando o espaço próprio da imagem e do quadro para construir um universo temas como natureza, território, paisagem, cidade, arquitetura e a própriatridimensional mais amplo, que permite não só a contemplação da obra mas fotografia. Diz Perez: “A minha é uma proposta de trabalho sobre as cidades,a experimentá-la fisicamente. Adota, assim, a postura de muitos artistas dos espaços transitáveis dentro e fora das cidades, e de como eles vão secontemporâneos, que propõem ao espectador que compartilhe com eles a transformando continuamente, através da ação das pessoas que os ocupamexperiência física. e por eles transitam. É uma crítica à forma de interagir com tudo aquilo quehttp://www.carmelagarcia.com/main.html nos rodeia”. http://conchaperez.net/CHEMA ALvARGONZÁLEZ (1960-2009)Fotógrafo e artista multimídia, sua obra, de abordagem conceitual, é resul- CRISTINA FONTSARÉ (1970)tado de uma profunda investigação sobre o homem moderno na sociedade Iniciou suas atividades artísticas como escultora, trabalhando atualmentepós-industrial. As cidades foram uma fonte de inspiração constante, per- com fotografia. Sua série de paisagens noturnas mostra a vastidão de um es-cebidas pelo artista como contexto vital ao ser humano. A urbe era, para paço selvagem, apenas marcado pelo homem. Sua obra nos dá a sensação deAlvargonzález, o reflexo do estado coletivo do homem; daí veio o seu interesse estar assistindo mais a uma aparição de presenças fugazes que a um registropela arquitetura, os distintos elementos urbanos e a luz artificial. de acontecimentos específicos, remetendo à falta de limites precisos entre ahttp://www.chemaalvargonzalez.com/ experiência da realidade e sua evocação fantástica ou fantasmagórica.
  6. 6. CRISTINA MARTÍN LARA (1972). juANDE jARILLO (1969)A artista faz parte de um importante movimento de artistas andaluzes que Seu trabalho, de uma maneira quase inadvertida e casual, alude a uma re-emergiu no final dos anos 90. Suas imagens fotográficas, através da in- alidade que deixou de ser compreensível. Suas séries mais conhecidas apre-quietante visão de personagens que protagonizam uma humanidade con- sentam imagens que reproduzem as aparências de forma verossímil, mastrovertida, falam do isolamento da humanidade, da solidão, do vazio, da através de procedimentos digitais de manipulação, se introduz um elementoinconsciência das incertezas, da falta de esperança e de comunicação. Em delirante: planos inclinados que rompem com a coerência da imagem, ex-seu trabalho, a artista usa a informação de maneira fragmentada, como um pressando a ideia de perda da percepção do mundo como um sistema coer-quebra-cabeças, fazendo com que o espectador preencha, através de sua ente e racional.própria experiência, os vazios deixados. LARA ALMARCEGuI (1965)FÉLIx CuRTO (1967) Desde 1995, Almarcegui explora as relações entre a arquitetura e o urbanismo,A ideia da viagem, tanto como experiência como construção da memória, focando sua pesquisa em espaços abandonados, edifícios deteriorados eestá intimamente ligada ao trabalho de Curto. Utilizando o meio fotográfico e descampados. Em seus projetos, ela examina alguns lugares e situações deobjetos que encontra e coleciona, o artista revive os aspectos poéticos e nos- forma pessoal e intuitiva; às vezes, a representação se dá após uma minuci-tálgicos do passado recente. Seus trabalhos apresentam temas recorrentes osa e cuidadosa pesquisa. Retrata ruínas, no entanto, não pelo seu interessecomo motéis, carros velhos, auto estradas e paisagens, e têm forte influência em um mundo que desapareceu, e sim pelo tempo que é revelado atravésdos road-movies. destes processos.http://www.kunsthaus.org.mx/felix/felhtml/texto.html MAbEL PALACÍN (1965)jOSÉ MANuEL bALLESTER (1960) Seu trabalho reflete a relação que mantemos com as imagens, e de comoÉ considerado um dos expoentes da fotografia contemporânea. O caráter mu- estas atuam como mediações para a realidade. Desde o começo de sua car-tante, característico da mobilidade da vida contemporânea, está presente na reira, vem realizando fotografias, vídeos e instalações, interessando-se pelaobra de Ballester, quase sempre focada nos espaços vazios, públicos, zonas multiplicidade de formatos pelos quais uma imagem pode se manifestar.indústriais, locais em obras ou em processo de transformação. Sua visão foi Influenciada pela arte conceitual, sua obra apresenta múltiplas camadas defortemente influenciada por sua experiência como pintor, e, além deste meio, leitura, mas que permite um olhar centrado no deleite estético da imagem.continua trabalhando com gravura e vídeo instalações.http://www.josemanuelballester.com/ MAIDER LÓPEZ (1975) O trabalho de López nos convida a reexaminar o ambiente em que vivemos,juAN LÓPEZ (1979) seja nas ruas, nos campos, em algum estacionamento ou praia, além dosAtravés da instalação e do vídeo, põe em contato direto a linguagem urbana nossos códigos de comportamento urbano. Trabalhando em dois diferentescom os diferentes códigos artísticos próprios dos âmbitos privado e institu- campos, o macro espaço e a arquitetura íntima, suas obras interagem comcional. Assim, suas produções estão permeadas por elementos que fazem espaços e situações. A artista é conhecida pelos seus trabalhos em espaçosreferência ao espaço urbano, usando materiais efêmeros e descartáveis, públicos envolvendo um grande número de participantes.como o grafitti, pôsteres, cartazes, fotocópias e fanzines. São características http://www.maiderlopez.com/marcantes de seu trabalho as instalações realizadas com fita isolante e aalusão aos espaços cotidianos através do vídeo.
  7. 7. JOSÉ MANUEL BALLESTER. Ah, mio cor, 2008
  8. 8. MANOLO bAuTISTA (1974)Com ironia e humor, Manolo Bautista expõe suas fotografias e brinca comos sentidos do espectador através de espaços inusitados, que não envolvemmuita lógica ou realidade, mas que no entanto, apresentam uma forte nar-rativa do sobrenatural. Especializado em escultura e novas mídias, o ar-tista recentemente tem focado seu trabalho nas interações de espaços ar-quitetônicos, utilizando uma complexa estrutura de animação virtual paraesta proposta.http://www.manolobautista.comMANu ARREGuIN (1970)Pertence a uma nova geração de artistas que vê a arte como um instrumentopara a transformação social, um aparato que interage com outros meios comoo cinema, a publicidade, a moda, a música popular etc. Sua obra questionanoções estabelecidas de sexualidade e gênero. No vídeo “Un impulso líricodel alma” integra imagens reais e virtuais, utilizando sólida base teóricafeminista.http://www.manuarregui.com/MIGuEL ÁNGEL GAüECA (1967)O artista usa seu próprio corpo como ponto de partida para muitas de suasobras, realizando falsas campanhas publicitárias onde explicita seu entendi-mento sobre as armadilhas a que somos submetidos pela sociedade de con-sumo, refletindo também sobre o mundo da arte e sua própria condição deartista. Convida o espectador a introduzir-se em seu mundo pessoal, pro-jetando-se e identificando-se nele, abordando assim a construção do sujeitocontemporâneo.MIREN DOIZ (1980) FÉLIX CURTO. Gram Parsons, 2001A artista transforma o espaço misturando varias técnicas: fotografia, insta-lação e pintura. Alguns de seus quadros e fotografias se convertem em es-paços habitáveis de quatro dimensões. Sua série “Capriccio” é um exemplode intervenção pictórica que precede a fotografia: foi realizada num edifíciodesabitado que foi pintado pela artista e posteriormente fotografado.
  9. 9. MIREyA MASÓ (1963) SANTIAGO SIERRA (1966)Característica constante no trabalho de Mireya Masó é a relação homem/ A produção de Sierra se dá através de variadas técnicas e meios: fotografia,natureza. Sua fotografia é direta, tentando incidir o menos possível na reali- vídeo, música, performances, instalações. Através do minimalismo formal,dade, evitando qualquer interferência na cena ou objeto retratado. Sua obra, suas obras propõem uma leitura do contexto geopolítico em que elas se pro-tanto audiovisual quanto fotográfica, mostra as intervenções humanas no duzem, sublinhando a função social do artista e os limites e as restriçõesmeio ambiente e as tentativas dos seres humanos de humanizar a natureza. impostas pela sociedade contemporânea. Suas ações orbitam no universoNa série apresentada nesta exposição, Masó foca na relação do homem com dos “invisíveis” (marginalizados, imigrantes, explorados) esmagados pela he-a natureza artificial dos parques londrinos. gemonia do poder capitalista.http://www.mireyamaso.com/index.php http://www.santiago-sierra.com/index_1024.phpMÓNICA FuSTER (1967) SERGIO bELINCHÓN (1971)Artista multidisciplinar, trabalha com fotografia, gravura, livros de artistas As obras de Belinchón, descrevendo o ambiente urbano que nos rodeia, colo-e desenho. É sobretudo no suporte de papel, espaço que a artista define cam uma questão: até que ponto a arte pode determinar uma discussãocomo “espaço de liberdade absoluta”, que a imagem fotográfica e o desenho crítica sobre o real? Fotógrafo e artista plástico, a maioria da suas obrasfundem-se gradualmente. Corpo humano, ciência orgânica, natureza e ar- mostra paisagens urbanas, edifícios em construção ou estruturas abandona-quitetura são referências fundamentais em seu trabalho. A obra exposta, das, espaços esquecidos por causa da expansão urbana descontrolada. Suafotografia de uma instalação realizada em 2010, é fruto de um projeto que câmera capta a desumanização destas áreas em que a natureza desapareceunificou os campos da arte, da arquitetura e da ciência. e o homem reaparece através da sua ausência.http://monicafuster.es/ http://www.sergiobelinchon.com/PAbLO GENOvÉS (1959) SERGIO PREGO (1969)Utiliza fotografias pré-existentes e estampas antigas para transformá-las Sua obra questiona noções de espaço e desenvolvimento do tempo linear,com a técnica digital, libertando a imagem fotográfica da sua vida eterna, combinando diferentes meios e técnicas. Prego trabalha com seu própriofornecendo aos elementos do passado um novo poder evocativo. Nas suas corpo, de forma a abordar determinadas relações do indivíduo com o espaçoimagens, a luta entre natureza e cultura torna-se eterna e não é mais pos- de representação. Toda sua obra está relacionada com a escultura, mas osível discernir de onde parte a agressão. A luta pela apropriação do espaço artista utiliza-se, frequentemente, de outros meios para fazê-la. A tecnologiatransforma-se em cena de destruição, numa estética do apocalipse. empregada em seus trabalhos está sempre posta a serviço do conceito.http://www.pablogenoves.com/ TERE RECARENS (1967)RuTH GÓMEZ (1976) Muitas vezes não se percebe a fronteira entre arte e vida na obra de RecarensAs imagens da videoartista Ruth Gómez são influenciadas pela publicidade, – a obra aparece na medida em que existe a possibilidade de negá-la, comoa estética dos vídeos-clipes e a animação japonesa. Há vários pontos comuns resposta a uma situação ou simplesmente como afirmação em si mesma. Oque atravessam suas criações animadas: a maneira em que as figuras são trabalho da artista está intimamente ligado ao desejo de marcar o seu próp-concebidas, as cores utilizadas que sempre tendem para o rosa, a necessi- rio território, de mostrar o lado lúdico da própria arte. Neste jogo, a artistadade de narrar o cotidiano. Suas criações têm um cunho autobiográfico e convida o espectador a participar deste universo festivo, que implica umaoferecem uma maneira pessoal de compreender o mundo e o que se passa vontade de quebrar as regras estabelecidas.ao seu redor.
  10. 10. A IMAGEM COMO POTêNCIA DE TROCAS (...) a arte é o meio mais direto de se unir ao Um, ao princípio de todas as coisas. Nela, por ela, Com a exposição Dez Anos de Fotografia Espanhola Contemporânea - Coleção Fundação conjugam-se com efeito o sensível e a ideia, um elo que, do mundo das percepções, vai direto à Coca-Cola a oportunidade de confrontar culturas distintas e ao mesmo tempo inseridas alma do universo. A arte se abre sobre uma visão do todo. num mundo cada vez mais próximo é o grande mote para as reflexões intermediadas Anne Cauquelin com o público, que resultarão em experimentos e fazeres poéticos ligados à imagem. A memória, o olhar detalhado e o momento inusitado são estímulos que as fotografias eO Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), fundado em 1959, foi concebido por os vídeos possibilitam e ampliam as relações estabelecidas pelo público com as obrassua primeira diretora, Lina Bo Bardi, como espaço de criação e mostra, de interlocução e seu próprio contexto.entre a cidade, a universidade, as escolas, os artistas, os artesãos, irradiando-se para ointerior do estado. Lina Bo Bardi pensou e propôs estratégias para o que hoje denomi- Assim, a discussão sobre os espaços expositivos, o fomento da produção de arte contem-namos de mediação cultural. A mediação cultural aqui é compreendida como proposta porânea e a relação que o público estabelece com essa produção entram na conversaeducacional, para a experimentação e vivência sobre os processos de criação em artes com as curadoras Maria de Corral e Lorena Martínez de Corral sob o tema Curadoria evisuais, de forma dialógica, consciente e contextualizada. espaços de exibição: instituições museais e bienais no fomento à produção artística contemporânea, nas últimas décadas. E, além da visita mediada, quando o público temEsta proposta inicial de Lina Bo Bardi se adensou com a criação das Oficinas de Arte contato com as obras e é estimulado pelos mediadores culturais a ampliar a percepçãoem Série, funcionando no Galpão das Oficinas no MAM-BA, na década de 1980, a partir e refletir sobre o conteúdo exposto, acontecem também as ações desenvolvidas numde projeto dos artistas Juarez Paraíso e Francisco Liberato, então diretor do MAM-BA. espaço preparado especialmente para potencializar a relação da reflexão e a práticaMas, se já possuímos um local para criação, conhecimento das técnicas e sua utili- poética.zação – espaço que proporciona uma formação continuada –, como potencializar açõeseducativas a partir das propostas das exposições e mostras do MAM-BA? A importância Roseli Amado e Priscila Lolatapara a criação de caminhos para esta aproximação ganhou um direcionamento mais Equipe de Coordenação do Núcleo de Arte-Eduacaçãoefetivo a partir de 2007. CRISTINA FONTSARÉ. A los ocho ãnos: Serie: No te prometo un mundo maravilloso, 2006
  11. 11. PROGRAMAÇÃO EDuCATIvA DO MuSEu DE ARTE MODERNA DA bAHIA A utilizAção dos processos fotográficos nA poéticA dA grAvurA convidAdo: renAto fonsecAprogrAmA inter.mediAções A partir de sua experiência, Renato Fonseca apresentará a utilização de processos fo- tográficos como técnica e poética na criação de gravuras em litogravura e gravura emconversAs soBre Arte metal.Curadoria e espaços de exibição: instituições museais e bienais no fomento à produção 30 de setembro > sexta-feiraartística contemporânea, nas últimas décadas. Das 15h às 17hConvidadas: Maria de Corral e Lorena Martínez de Corral Galpão das Oficinas do MAMMediação: Alejandra Muñoz renatofonseca0@gmail.comRepresentantes de duas gerações, as curadoras Lorena Martínez de Corral e Maria deCorral apresentarão suas experiências em curadoria dialogando com os espaços de ex- A fotogrAfiA como ApontAmento: experiênciAs e processos de criAção.ibição e mostra e a produção artística contemporânea, frente às transformações sócio- convidAdo: zé de rochApolítico-culturais e econômicas. O artista Zé de Rocha apresentará suas experiências com a utilização dos processos17 de setembro > sábado fotográficos na realização de suas obras em gravura e desenho.Das 15h às 17h 20 de outubro > quinta-feiraCinema do MAM-BA Das 15h às 17h Galpão das Oficinas do MAM www.zederocha.blogspot.comlorenA mArtínez de corrAlé historiadora de arte e curadora independente. é diretora da coleção de arte contem- A pesquisA em Artes visuAis: fotogrAfiA/imAgemporânea da Fundación Coca-Cola Juan Manuel Sáinz de Vicuña. Foi co-diretora do pro- convidAdo: eriel ArAújojeto Escultura en Espacios Públicos da Ciudad Financiera Banco Santander, em Boar- Eriel Araújo apresentará um recorte de sua pesquisa de doutoramento realizada na Es-dilla del Monte. Foi coordenadora de exposições da Fundación Caja Madrid. Ao longo panha, que integra o processo criativo de sua prática final.dos últimos anos foi curadora, entre outras, das exposições Adquisiciones Recientes 27 de outubro > quinta-feiraFundación Coca-Cola, Salzillo21, co-curadora da exposição Realidades, Fotografías de Das 15h às 17hPierre Gonnord, Circuitos: Arte Joven de la Comunidad de Madrid e Olafur Eliasson: Galeria 3Caminos de Naturaleza. http://www.misterpink.netmAríA de corrAl A imAgem nAs poéticAs digitAisé crítica de arte e curadora independente. é coordenadora da coleção de arte contem- convidAdA: KArlA Brunetporânea do Museo Patio Herreriano de Valladolid e curadora sênior no Dallas Museum Karla Brunet apresentará suas propostas artísticas, dando ênfase às questões da ima-of Art. Entre outras atividades desenvolvidas, foi diretora da Bienal de Veneza de 2005; gem, das TIC’s – Tecnologias da Informação e Comunicação –, e também da interativi-diretora do Comitê Assessor das coleções da Fundación Telefônica; diretora da coleção dade.de arte contemporânea da Fundación “la Caixa”; diretora do Museo Nacional Centro de 9 de novembro > quarta-feiraArte Reina Sofía e diretora de artes plásticas da Fundación “la Caixa”. Foi presidente Das 15h às 17hdo EUROPAN (Programa Europeu de Concursos de Arquitetura). Entre as distinções Galeria 3recebidas, figuram: LEO Award New York, Preis Art Cologne, prêmio KOINé, Verona; http://karlabru.netCHEVALIER y OFFICIER de l’Ordre des ARTS ET DES LETTRES da República Francesa;Medalha de Ouro do Círculo de Bellas Artes.
  12. 12. o diA do pinhole visitAs mediAdAsDurante o mês de novembro, às quintas-feiras ofereceremos experimentações com a Agendamentos de escolas, instituições e grupos para visitas mediadas à exposição. Diascâmera pinhole, tendo o acompanhamento de educadores do MAM-BA. Os partici- para a realização das visitas mediadas: quartas e sextas-feiraspantes poderão trazer suas câmeras pinhole ou criar a mesma durante a experimentação Horários > 14h e 16hno museu. Mais informações > 71 3117 6141 / educativomam@gmail.comGaleria 3 e Galpão das Oficinas do MAMDas 15h às 18h visitAs espontâneAs10 vagas Os visitantes que, ao chegarem ao museu, desejarem orientações acerca da exposiçãoInscrições > educativomam@gmail.com ou sítio arquitetônico do Solar do Unhão podem se inscrever na loja do museu.projeto zoom.in zoom.outO projeto Zoom.in Zoom.out busca estreitar relações entre o museu e a cidade, esta-belecendo vínculos com o entorno e a região metropolitana. Para preparar as visitas aomuseu, tornando-as mais interessantes e proveitosas para os participantes, uma equipede educadores do MAM-BA vai até as escolas e instituições para a realização de ativi-dades de sensibilização estético-artísticas e de educação patrimonial. Posteriormenteos estudantes e seus professores realizam visitas mediadas aos espaços expositivos e aosítio arquitetônico do Solar do Unhão. No momento, as visitas ao museu acontecem deacordo com a disponibilidade de transporte de cada instituição participante.Turno: matutino (nas escolas e instituições) e vespertino (no museu)Mais informações > 71 3117 6141 / educativomam@gmail.compinte no mAmProjeto de autoria e coordenação do artista plástico Maninho que tem como objetivoproporcionar lazer às crianças e aos seus familiares, através da pintura livre no Museude Arte Moderna da Bahia. Busca incentivar de forma lúdica o encontro do público como universo das artes.Pátio do MAM-BADomingos > das 15h às 18hredes mágicAs no mAm MAIDER LÓPEZ. Playa Itzurun 4, 2005Atividade proposta pela arte educadora Ana Rachel Schimiti e arte educadores do Nú-cleo de Arte Educação do MAM BA, com visitas aos espaços expositivos e posteriorrealização de ação poética, voltado ao público infanto-juvenil.Galeria 3Domingos > das 16h às 18h.
  13. 13. ExPOSIÇÃO DEZ ANOS DE FOTOGRAFIA ESPANHOLA CONTEMPORÂNEA COLEÇÃO FUNDAÇÃO COCA-COLA ORGANIZAÇÃO COORDENAÇÃO Instituto Cervantes NÚCLEO DE MUSEOLOGIA Fundação Coca-Cola Sandra Regina Jesus Juan Manuel Sáinz de Vicuña ACOMPANHAMENTO CURADORIA MUSEOLÓGICO Lorena Martínez de Corral Rogério Sousa ASSISTENTE DE CURADORIA COORDENAÇÃO Estefanía Gil Rodríguez de Clara NÚCLEO DE ARTE EDUCAÇÃO Roseli Amado COORDENAÇÃO GERAL María José Magaña Clemente COORDENAÇÃO Alberto Tuá Carulla NÚCLEO DE PRODUÇÃO (Instituto Cervantes de Salvador) Carolina Câmara DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA PRODUÇÃO E AUDIOVISUAL Carmen Palumbo Fundação Coca-Cola Juan Manuel Sáinz de Vicuña COORDENAÇÃO NÚCLEO DE MONTAGEM INSTITUTO CERVANTES SALVADOR Daiane Oliveira Diretor Anastasio Sánchez Zamorano PRODUÇÃO DE MONTAGEMMIGUEL ANGEL GAÜECA. Nobody knows Vermeer told me this, 2004 Lia Cunha FUNDAÇAO COCA-COLA JUAN MANUEL SÁINZ DE VICUÑA MONTADORES Presidente Agnaldo Santos José Núñez Cervera Jairo Morais Marlon Santana COORDENAÇÃO MAM-bA NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO Ana Rodrigues DIREÇÃO Stella Carrozzo DESIGN GRÁFICO Dinha Ferrero ASSESSORIA TÉCNICA Luciana Moniz ASSISTENTE DE DESIGN Ângelo Serravalle ASSISTENTE DE DIREÇÃO Liane Brück Heckert REDAÇÃO E MÍDIAS ONLINE Allysson Viana COORDENAÇÃO NÚCLEO ADMINISTRATIVO Dércio Santana
  14. 14. MuSEu DE ARTE MODERNA DA bAHIA GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA Governo do Estado da BahiaDIREÇÃO Stella Carrozzo Jaques WagnerASSESSORIA TÉCNICA Luciana MonizASSISTENTE DE DIREÇÃO Liane Brück Heckert Secretaria de Cultura do Estado da Bahia Albino RubimNÚCLEO DE MuSEOLOGIACoordenação Sandra Regina Jesus Museólogos Rogério de Sousa e Janaína Ilara Estagiária Cremilda SampaioRestauro Maria Lúcia Lyrio | Alberto Ribeiro Walfredo Neto Supervisão de Guardas de Acervo Diego da Silva | Instituto do Patrimônio Artístico e CulturalEmile Ribeiro | Luiz Henrique Oliveira Guardas de Acervo Derilene Pinho | Diogo Vasconcelos | Fábio Messias | da Bahia - IPACGil Cleber Moreira | Gilson Assis | Jackson Queiroz | José Mario de Jesus | Robson José de Jesus | Sílvio Sérgio Frederico MendonçaSilva Tamires Carvalho | Wilkens de Jesus Santos Diretoria de MuseusNÚCLEO ARTE EDuCAÇÃO Maria Célia Teixeira Moura SantosCoordenação Roseli Amado Assistente de Coordenação Priscila Lolata Assistentes Eliane Silveira Garcia | LeilaRegina dos Santos Produção do Educativo Eduardo Santana Estagiária Tássia Mirela Correia Gomes Supervisãodas Oficinas do MAM Lica Moniz de Aragão Assistentes Oficinas Antonio Bento Antonio Cruz | José da Hora | Rai-mundo Bento | Sebastião Ferreira | Valter Lopes Costa | Ana Cláudia Muniz | Professores Barbara Suzarte | MariaBetânia Vargas | Evandro Sybine | Florival Oliveira | Hilda Salomão | Renato Fonseca | Marlice Almeida SupervisãoMediação Cultural | Adriana Araújo | Mediadores Culturais Aldemiro Rodrigues Brandão | Daniel Almeida CostaEdnaldo Gonçalves Junior | Janaina Silva Chavier | Luis Augusto Silva Gonçalves Margareth Maria Sales de AbreuRoseli Costa Rocha Biblioteca Vera BezerraNÚCLEO DE PRODuÇÃOCoordenação Carolina Câmara Desenvolvimento de Projetos Cristiane Delecrode | Carolina Almeida ProduçãoExecutiva Marcela Costa Produtora Cultural Clara Trigo Produção Carmen Palumbo | Ernani Victor | Paulo TostaPaulo Victor MachadoNÚCLEO DE MONTAGEMCoordenação Daiane Oliveira Produção de Montagem Lia Cunha Montadores Agnaldo Santos | Jairo MoraisMarlon SantanaNÚCLEO DE COMuNICAÇÃOCoordenação Ana Rodrigues Redação e Mídias Online Allysson Viana Assistente de Design Angelo Serravalle ABERTURAProdução de Comunicação Nara Pino Assistente Fábio Vasquez Estagiário de Comunicação Luiz Oliveira 19.09.2011 SEGUNDA-FEIRA 19HNÚCLEO ADMINISTRATIvOCoordenação Dércio Santana Moreira Recepção Antonieta Pontes Assistentes Administrativos Alexsandro Muniz VISITAÇÃO| Carlos Costa | Edmundo Galdino Fernando Nascimento Lopes | Júlio Cesar Santos Secretárias Cristiane Moreira 20.09 a 20.11.2011| Sandra Cristina Moura | Valdete Moreira Silva Almoxarifado Antônio Mascarenhas | Jocimar Lopes Loja Adriano TERÇA a DOMINGO 13h às 19hSilva | Nadiene Lopes Supervisores de Manutenção Ramon Maciel | Sergio Sena Pereira Marcenaria Marcos SÁBADOS 13h às 21hAntônio da Silva Pintores Antonio Jorge Ferreira | Ademir Ferreira dos Santos | Cid Eduardo Ferreira Eletricistas Casarão Térreo > Galeria Subsolo > Galeria 1Jorge Bispo dos Santos | José de Assis Alecrim Jardineiro Claudio Pinheiro de Almeida Pedreiros Francisco Vitório| José Inácio Santos Copa Ângela Maria Pereira Limpeza Antonio Lourenço de Jesus | Emanuel Rubens Oliveira MuSEu DE ARTE MODERNA DA bAHIAIsidro da Silva Cruz | Jean Lobo dos Santos | Jorge Luiz Mendes | Jussara Reis de Souza | Raimundo José | Rei- Av.Contorno, s/n Solar do Unhão, Salvador - Bahia - Brasil - 40060-060naldo Querino | Sueli Conceição dos Santos | Vera Lúcia Ferreira www.mam.ba.gov.br mam@mam.ba.gov.br 51 71 3117 6139
  15. 15. REALIZAÇÃO CO-PRODUÇÃOREALIZAÇÃOMUSEU DE ARTE MODERNA DA BAHIAAv. Contorno s/n Solar Do Unhão - Salvador.Bahia.Brasil - 40060-060www.mam.ba.gov.br mam@mam.ba.gov.br 71.3117.6139

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