Cerâmica

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Slide sobre cerâmicas, desde o processo de fabricação à cerâmicas tecnológicas e cerâmicas alternativas apresentando obras com o uso desse material

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Cerâmica

  1. 1. CERÂMICA Bárbara Luiza, Manuela Sena, Priscila Ramalho, Thaís Ramos Arquitetura e Urbanismo, PUC-Minas 1/2015 4º período - Projeto de Construções Industrializadas, Prof. Herbert
  2. 2. “Tudo o que se sonhar poderá ser feito com tijolo cerâmico. O tijolo cerâmico é assim um “elemento finito” com um vocabulário formal infinito.”
  3. 3. Principais Fundamentos • ARGILA – Boa plasticidade e resistência mecânica. Constituídas por argilominerais, que são compostos quimicamente por silicatos hidratados de alumínio e ferro. • O local da extração está relacionado com a localização da indústria e do mercado consumidor • remoção da camada superficial • drenagem da área local • aproveitamento (extração) completa das jazidas com retroescavadeiras • formação de plataformas para o transporte até a fábrica • estocagem da argila é feito a céu aberto (período de 6 meses a 2 anos) – exposição desse material ao vento e chuva provoca lavagem de sais solúveis Obter a argila → Processar → Moldar → Secar → Queimar
  4. 4. • São usados equipamentos para a redução dos grãos da matéria prima: • Britador de mandíbulas – diminuir o tamanho dos sólidos (maior superfície de contato) • Misturador- misturas dos sólidos para obtenção do índice de umidade desejado • Laminador – laminação da matéria prima para desintegração da argila
  5. 5. • Conformação dos tijolos – peça recebe forma e acabamento (prensagem, extrusão) • Secagem – eliminar a água dos tijolos • Aplicação de energia térmica (transformações químicas e físicas) • É comum nesta etapa ocorrerem defeitos de secagem nos blocos
  6. 6. • Natural – blocos dispostos em prateleiras em galpões cobertos
  7. 7. • Artificial –blocos colocados em estufas (temperaturas em torno de 80° C) – 1 a 2 dias
  8. 8. • Queima – tijolo adquire as propriedades adequadas a seu uso: • Dureza, resistência mecânica resistência às intempéries e a agentes químicos. • 3 ETAPAS: • Aquecimento - 10 a 30 horas – 730°C a 870°C • Queima em temperatura máxima – 6 a 8 horas - 900°C a 1100°C • Resfriamento – 6 a 25 horas • Fornos utilizados: • Intermitentes – tipo de forno mais antigo • Contínuos – blocos são colocados em vagões que se movimentam ao longo do forno que é dividido em zonas de pré-aquecimento, queima e resfriamento • Após a queima deve ocorrer um processo de seleção
  9. 9. Vantagens do Uso da Cerâmica • A estrutura construída com tijolo cerâmico é muito acolhedora • Não exige tratamento ou acabamento superficial • Elevada resistência mecânica (igualam ou superam a do concreto) • Resistência à altas temperaturas • Estabilidade dimensional (não se retraem nem dilatam quando em condições críticas de uso) • São possíveis alvenarias de uma leveza inatingível com concreto ou cimento. • Excelente isolamento térmico • Melhor comportamento acústico por causa do menor módulo de elasticidade • Pode-se obter um preço por metro cúbico • É uma solução ecologicamente vantajosa
  10. 10. Segundo SARRABLO (2002), “consome menos energia a produção de tijolos que a de concreto e que a de aço, numa proporção de 1:2,5:15, ou seja, a produção de concreto consome 2,5 vezes mais energia e a de aço, 15 vezes mais energia que a produção de tijolos. Também o seu principal componente é a argila, que é abundante na natureza, e sua extração não é contaminante.”
  11. 11. Igreja Cristo Obrero, Atlântida - Uruguai • Data do projeto: 1952 ♦ Data de execução da obra: 1958 ♦ Projeto por: Eládio Dieste
  12. 12. Cobertura da Igreja da Lindéia, Brasil • A casca é de alvenaria cerâmica de tijolos maciços
  13. 13. Igreja do Jardim Montanhês, Brasil • Foi usado tijolo maciço comum de baixa resistência.
  14. 14. Igreja Nossa Senhora de Fátima, Belo Horizonte - MG Data de execução da obra: 1994 ♦ Projeto por: Roney Lombardi Filgueiras
  15. 15. Sede da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF) Salvador - Brasil ♦ Data do projeto: 1976 ♦ Data de execução da obra: 1978 ♦ Projeto por: Assis Reis
  16. 16. Casa em Alvenaria Armada, Buenos Aires - Argentina Data do projeto: 2006 ♦ Data de execução da obra: 2006-2009 ♦ Projeto por: Carlos Fernández, Jorge Isaías, Gabriel Lanosa, Claudio Maslat (FILM - Obras de Arquitetura)
  17. 17. Casa de Veraneio, Rio Grande do Sul - Brasil ♦ Projeto por: Bruno Giugliani e Pablo Montero
  18. 18. CERÂMICA SUSTENTÁVEL
  19. 19. O que é uma cerâmica sustentável? Denomina-se cerâmica sustentável aquela que sua produção consegue aliar eficiência energética ao mesmo tempo em que trata os resíduos sólidos provenientes dos processos produtivos. Ou seja, consegue gerir seus recursos sem desperdiçar matéria prima, energia e gerar o mínimo de resíduos sólidos.
  20. 20. Mas o que fazer com os resíduos provenientes da produção da cerâmica? • A sustentabilidade também está relacionada a uma destinação útil para o material proveniente de resíduos na produção da cerâmica ou demolição (os RCD, resíduos de construção e demolição). • De acordo com a ABRECON (Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos de Construção Civil e Demolição) o brasileiro produz, em média, meia tonelada de resíduos de construção civil ao ano, somando-se reformas pequenas de casa e construções de grande porte.
  21. 21. Lenha como fonte de energia • A queima da lenha é um dos maiores fatores poluentes provenientes da produção de cerâmica. O uso intensivo destes recursos não só potencializa a emissão de gases poluentes na atmosfera como também acelera a degradação das florestas. • Entidades como o Serviço Florestal Brasileiro e o Ministério do Meio Ambiente procuram fomentar e estabelecer práticas que racionalizam a utilização da lenha, evitando o desperdício e diminuindo seu potencial poluidor.
  22. 22. Biomassa como fonte de energia • Como alternativa ao uso de lenha nos fornos de produção de cerâmica, cresce cada vez mais no Brasil, principalmente no Nordeste, a utilização de biomassa como fonte de energia.
  23. 23. • Entre suas vantagens estão seu baixo custo, o reaproveitamento de resíduos que de outra forma seriam descartados diretamente na natureza em aterros ou lixões e o fato de serem menos poluentes que a lenha ou combustíveis fósseis. • Dentre as alternativas encontradas pelas empresas de cerâmica no Brasil, estão a casca da castanha de caju, resíduos de coco, pó de madeireiras, bagaço e palha de cana, entre outros.
  24. 24. • O projeto “Cerâmica Sustentável é + Vida” é uma parceria da Anicer (Associação Nacional da Indústria Cerâmica) com o Sebrae. Com o objetivo de promover a sustentabilidade nas micro e pequenas indústrias de cerâmica vermelha, propõe um conjunto de ações para a promoção da inovação tecnológica e do licenciamento ambiental, ajudando a consolidar ações sustentáveis no meio. • Através de consultoria empresarial, o projeto auxilia as empresas em sua gestão, a fim de se evitar desperdício de matéria-prima, aproveitamento maior do calor do forno, reduzir custos de produção, racionalização no uso da energia e gestão de resíduos.
  25. 25. Cimento sustentável a partir de resíduos cerâmicos Pesquisadores de quatro universidades, sendo uma delas brasileira, se juntaram para a criação de um cimento sustentável feito a partir de resíduos cerâmicos. A invenção permite que esse material, que de outra forma seria despejado em aterros e lixões, seja reutilizado para produção de um produto ainda mais resistente.
  26. 26. • O cimento sustentável utiliza apenas resíduos cerâmicos, água e uma substância ativadora para ser produzido, dispensando o uso de Cimento Portland. • Para os testes, foram utilizados restos de pisos, azulejos, itens sanitários e resíduos da indústria de cerâmica.
  27. 27. • Estuda-se ainda a possibilidade de utilizar cinzas de cascas de arroz para complementar os resíduos da cerâmica, deixando o novo cimento ainda mais sustentável e barato.
  28. 28. Tijolos de Adobe • Feitos de barro, um pouco de palha para dar liga e algum estabilizante, como cal ou cimento, os tijolos de adobe são uma alternativa aos tijolos cerâmicos. • Dispensando a etapa da queima em fornos de alta temperatura (secam à sombra ou sol), evitam o desmatamento e a emissão de gases poluentes provenientes da combustão. • Como o tijolo pode ser produzido com o solo do local da construção, o uso do tijolo de adobe não causa impacto nem com seu transporte. • Uma de suas principais qualidades é a inércia térmica, deixando o ambiente muito mais confortável que outros tipos de alvenaria.
  29. 29. SOLO CIMENTO SISTEMAS MONOLÍTICOS X SISTEMAS MODULARES
  30. 30. PAREDE MONOLÍTICA “TIJOLEKO” TIJOLITO
  31. 31. “Um dos grandes problemas da alvenaria de tijolos monolíticos de solo estabilizado sempre foi a interação com a argamassa de assentamento. As diferenças entre as propriedades físicas de ambos os materiais, como o módulo de elasticidade e coeficientes de dilatação, acabam por levar à falência de um deles.” Francisco Casanova
  32. 32. “A desvantagem do sistema modular é a dependência com relação às prensas manuais e hidráulicas, cujo preço varia de R$ 5 a R$ 40 mil. Além do custo da prensa, deve-se avaliar os gastos com a sua manutenção. Com as paredes monolíticas, há um melhor aproveitamento da mão-de-obra não-especializada do local, além da redução de custos“ Neidyr Cury Neto
  33. 33. Histórico • Presente no Brasil desde o período colonial aliada a outras técnicas construtivas, como a taipa de pilão, adobe e pau-a-pique; • 1948: solo-cimento foi empregado na construção de habitações em Petrópolis (RJ), e atualmente, após verificação de pesquisadores da área, essas casas ainda se encontram em bom estado de conservação; • 1949: construção do Hospital Adriano Jorge, do Serviço Nacional de Tuberculose, em Manaus, edifício com 10.800 m²;
  34. 34. POR QUE SOLO + CIMENTO? A mistura solo-cimento resulta num material fofo, que após processo de compactação e cura, enrijece, adquire impermeabilização e estabiliza-se formando um produto de massa especifica superior a dos componentes dos solos puros, que lhe confere alta resistência.
  35. 35. • O solo de qualquer jazida pode ser utilizado para sua confecção • Na medida em que aumenta o teor de argila do solo, aumenta a necessidade de consumo do cimento para sua estabilização, que deve representar de 5% a 10% em massa em relação ao solo A correção de um solo muito argiloso pode ser feita com a adição de areia pura ou de solo arenoso PORÉM os mais indicados são aqueles que possuem de 50% a 70% de teor de areia no composto PAREDE MONOLÍTICA DE SOLO-CIMENTO
  36. 36. • As camadas superficiais do solo, com profundidades que variam normalmente de 10 a 60 cm, em que há o predomínio de matéria orgânica, não podem ser adicionadas à mistura • O solo que será utilizado na mistura deverá ser peneirado, destorroado e estocado, de preferência em local coberto. Após essa etapa, a matéria-prima é misturada com o cimento e a água, atividade que pode ser realizada manualmente Para a cura, as peças devem ser molhadas três vezes ao dia, durante um período mínimo de sete dias • São apropriadas para as construções de solo-cimento fundações rasas como o baldrame e, principalmente, a do tipo radier. Recomenda-se a execução de uma base de argamassa impermeabilizada que acompanhe o traçado das paredes e sirva como área de apoio aos tijolos.
  37. 37. Construção de uma parede monolítica de solo-cimento no Canteiro em Obras
  38. 38. Impermeabilização da base que servirá como área de apoio da parede Aplicação de óleo na fôrma Posicionamento da fôrma
  39. 39. Travamento da fôrma Fôrma posicionada
  40. 40. Solo e areia sendo peneirados Correção do solo através da areia Manuseio da mistura solo-cimento
  41. 41. Mistura de solo-cimento Preenchimento da fôrma Soquete para compactação da mistura
  42. 42. Preenchimento da segunda e terceira fiadas
  43. 43. Compactação da mistura solo-cimento
  44. 44. Parede parcialmente concluída
  45. 45. “TIJOLEKO” Tijolo Ecológico ALROMA Dimensões: 30x15x7,2 cm  Utiliza argamassa de assentamento para cada 20 partes de argamassa adiciona-se 1 parte de cola PVA, acrescentar água até a consistência desejada;  Adere a utilização de pilares (os pilares ficam embutidos, dispensando o uso de madeiramento com caixarias);  Seus dutos verticais em sua maioria ficam abertos, eliminando o calor e propiciando um conforto térmico único desse material. os mesmos dutos auxiliam na condução da parte hidráulica e elétrica
  46. 46. Empresa apresenta vantagens na adoção da tecnologia do sistema modular de solo-cimento:
  47. 47. Sistema desenvolvido por João Batista Santos de Assis nos laboratórios da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, e patrocinado pela Construtora Andrade Gutierrez S.A.  Montado um sobre o outro sem o uso de argamassa de assentamento, os elementos obtidos com os componentes são fracamente unidos;  Resistência à tração entre os componentes é zero, pois não há nenhuma ligação entre uma superfície e a outra;  Componente heterogêneo e anisotrópico e que tem por natureza uma resistência à compressão elevada;  Utiliza argamassa de injeção na alvenaria de Tijolito® e não argamassa de assentamento. vertida nos orifícios menores do Tijolito® para promover a estabilidade das paredes Tijolito® - Sistema Andrade Gutierrez de Construção Industrializada Argamassa de injeção Tijolo TJ 100 Os furos pequenos sempre recebem argamassa de injeção e os grandes podem ou não recebê-la. Os furos grandes podem ser usados para passagem de rede hidráulica e/ou elétrica.
  48. 48. Deve ter o fator água/cimento muito alto, acima de 2 1. Cimento Portland 2. Cal hidratada • para melhorar a fluidez, a retenção de água e reduzir a segregação dos constituintes 3. Agregado miúdo = areia lavada 4. Água A fluidez do traço deve estar entre 10s e 20s (verificado em cone Marsh com diâmetro de ½”) COMPOSIÇÃO DA ARGAMASSA
  49. 49. • SECOS OU SATURADOS • SECOS: em estufa durante 24 h, com temperatura entre 105°C e 110°C Massa do tijolo: 3569g • SATURADOS: em água durante 72 h, numa temperatura entre de 23°C ± 2°C Massa do tijolo: 4023g CURA DO BLOCO
  50. 50. DIMENSÕES DO TIJOLITO (cm) L (largura) = 11 H (altura) = 10 C (comprimento) = 22 d1 (diâmetro superior do macho) = 6,88 d2 (diâmetro inferior do macho) = 7,88 d3 (diâmetro superior da fêmea) = 6,96 d4 (diâmetro inferior da fêmea) = 7,99 d5 (diâmetro superior do furo grande) = 4,45 d6 (diâmetro inferior do furo grande) = 4,56 d7 (diâmetro superior do furo pequeno) = 3,18 d8 (diâmetro inferior do furo pequeno) = 3,28 p1 (altura do macho) = 0,99 p2 (profundidade da fêmea) = 1,11
  51. 51. CP 1 do Tijolito isolado - linhas de ruptura típicas CP 3 do Tijolito isolado - linhas de ruptura típicas Corte longitudinal do tijolito para o teste do bloco isolado Curiosidade: Quando se calculou a resistência dos tijolitos isolados com e sem argamassa de injeção, os tijolitos com argamassa de injeção mostraram-se menos resistentes que os sem argamassa.
  52. 52. ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DA PAREDE 1. Base de argamassa, nivelada, para receber a parede 2. Neoprene sobre a base nivelada, preparada para receber a parede usado para auxiliar na regularização das superfícies da base e da parte superior da parede 3. Limpeza da parte inferior do tijolito, antes de montar a fiada 4. Ajuste da primeira fiada ao centro do macaco, com um prumo de centro
  53. 53. 5. Limpeza da parte superior da fiada, antes da colocação da seguinte 6. Ajuste do alinhamento das fiadas, com o auxilio de uma régua 7. Umedecimento das três fiadas, antes da injeção da argamassa 8. Preparação da argamassa de injeção, cimento cal e areia lavada
  54. 54. 9. Parede com as três primeiras fiadas já injetadas 10. Ajuste do alinhamento em mais três fiadas, antes da aplicação da argamassa nos furos pequenos 11. Colocação de tampões nos furos grandes sob a penúltima fiada 12. Detalhe do acabamento dos furos da última fiada
  55. 55. Qual a maior dificuldade para o uso do solo-cimento? Ao contrário do concreto, cujos materiais que o compõe (areia e brita) são facilmente obtidos com a pureza e os atributos físicos e químicos requeridos, o solo é altamente variável. A presença de substâncias deletérias para o processo de cimentação, como o húmus, cloretos e sulfatos inviabilizam a aplicação do solo. Em qualquer jazida, essas variações ocorrem tanto no sentido horizontal como vertical. A solução desses problemas é dispendiosa por requerer pessoal qualificado e constantes análises de material. Por isso, grandes empresas da construção desistiram de industrializar o solo-cimento e o solo-cal. Mesmo com os problemas, o senhor acredita no futuro dessa tecnologia? Acredito, porque todos desejam construir mais rápido e barato. Há também uma "pressão ecológica" gerada pelo agravamento do efeito estufa e do desmatamento. Isso aliado ao custo dos resíduos minerais e industriais faz com que seja apenas uma questão de tempo para o uso desses sistemas modulares. Cedo ou tarde, órgãos como a CEF, o sistema bancário de um modo geral, a ABCP e os grandes empreiteiros se renderão a essa tecnologia. Francisco José Casanova, professor da Coordenadoria de Programas e Pós-Graduação da UFRJ Entrevista com Francisco José Casanova
  56. 56. CERÂMICA HIGH TECH Cerâmica Avançada ou Cerâmica de Alta Tecnologia
  57. 57. Cerâmicas Avançadas Cerâmica avançada ou de engenharia, são materiais com processos de fabricação sofisticados e desempenho destacado, obtidos a partir de matérias-primas mais puras. Feitas de óxidos, carbetos, nitretos, boretos, oxinitretos etc. Características da cerâmica avançada: resistência à temperaturas elevadas e à maioria dos corrosivos químicos. Limitação: fragilidade (baixa tenacidade), que é o que impede sua disseminação
  58. 58. • Automotivo • corte cerâmico para fabricação precisa de peças • Uso de materiais cerâmicos para gerenciamento de motor e sistemas de segurança • Blindagem cerâmica para veículos militares • Eletrônico • Capacitadores • Bobinas • Sensores • Gerenciamento térmico • vedação Uso das cerâmicas
  59. 59. • Engenharia mecânica • Ferramentas de corte • Tubos • Meio-ambiente e energia • Isoladores • Janelas herméticas • Placas de circuito • sensores • Construção civil • Cerâmica branca • Revestimentos • Utensílios • Faca cerâmica • Refratários
  60. 60. • Alta tecnologia • Usinas nucleares • Naves espaciais • Satélites • Medicina • Próteses de articulação e quadril • Cabeças femorais • Próteses dentárias
  61. 61. Revestimentos cerâmicos Cerâmicas • Argila + Minerais • 6% de absorção • Maior variedade de acabamentos • Processo de produção mais simples Porcelanato • Porcelana + Minerais (argila, quartzo, caulim e feldspato) • 0,5% de absorção de água • Maior resistência • Menores juntas
  62. 62. Porcelanato Antipoluente e Antibacteriano • A empresa italiana Graniti Fiandre, lançou a linha/tecnologia Active de porcelanatos não-poluentes • Sua principal propriedade é poder fazer a fotocatálise, sendo assim capaz de substituir gases nocivos (poluição) por oxigênio, o que resulta na ação anti- poluente e anti-bactericida, impedindo a proliferação de germes e bactérias – evitando que sujeiras ou pó fiquem aderidos à sua superfície • As placas Active são capazes de reduzir significativamente os efeitos nocivos dos principais poluentes atmosféricos (CO-NOx-SO-VOC) e de eliminar diversas bactérias.
  63. 63. • Na presença de uma fonte luminosa, natural ou artificial, o bióxido de titânio (TIO2), fixado nas placas Active a uma temperatura elevada e em partículas micrométricas, desenvolve uma forte ação anti-poluente e bactericida, através do processo da fotocatálise. • As placas Active iluminadas são indicadas para qualquer tipo de habitação, centros wellness, hotéis, restaurantes, ginásios, clínicas e laboratórios, hospitais, etc. Ou seja, em todos os espaços e ambientes nos quais são requeridos elevados padrões de limpeza, salubridade e higiene.
  64. 64. Cerâmicas Fotovoltaicas • Na feira Revestir de 2008, Arturo Salomon, diretor do Centro Cerâmico de Bologna, apresentou o que pode ser o futuro das cerâmicas, a cerâmica fotovoltaica, que pode reduzir em até 30% o consumo de energia do edifício • Produzidas como células fotovoltaicas, as peças recebem, em vez de esmalte, um filme de silício amorfo que absorve os raios solares e os converte em eletricidade. Atrás da placa ficam os contatos que conduzem a corrente à rede elétrica.
  65. 65. • A fixação ocorrerá em perfis metálicos presos no exterior do edifício, e um vão entre a cerâmica e a parede permitirá a passagem das fiações. "Uma superfície de 100m² produzirá 30% da energia necessária para um imóvel com a mesma área • As peças disponíveis no mercado poderão produzir energia, gerar luminosidade, catalisar a emissão de CO2 e eliminar as bactérias da superfície.
  66. 66. De acordo com a pesquisa realizada pelo centro Cerâmico Bologna, dentro de dez anos revestimentos cerâmicos com múltiplas funções serão comuns. As peças disponíveis no mercado poderão produzir energia, gerar luminosidade, catalisar a emissaõ de CO2 e elimoinar as bactérias da superfície.
  67. 67. • Esse tipo de cerâmica foi concebido para ser instalado em fachadas ventiladas, caracterizadas pelas juntas abertas e pela fixação das placas numa estrutura metálica presa ao edifício. O vão formado entre os componentes cerâmicos e a vedação favorece a circulação de ar por efeito chaminé, melhorando o desempenho térmico das construções. • No Brasil é possível que antes das cerâmicas com células fotovoltaicas cheguem as cerâmicas com placas fotovoltaicas, que já estão sendo desenvolvidas pelo Instituto de Tecnologia Cerâmica (ITC) • Isso porque, apesar de muito disseminadas as fachadas ventiladas no exterior, no Brasil, as cerâmicas são comumente assentadas com argamassa e isso impediria a passagem da fiação que a cerâmica com células fotovoltaicas exige.
  68. 68. Cerâmica superdura • Em 2008, cientistas norte-americanos fabricaram a cerâmica mais dura do mundo imitando a madrepérola. Em 2014 uma equipe francesa aprimorou esse material • 10x mais forte que uma cerâmica convencional • Processo de fabricação inclui uma etapa de congelamento • O pó de alumina foi dissolvido em água, produzindo uma suspensão coloidal que foi esfriada para induzir o crescimento controlado de cristais do mineral, fazendo com que a alumina se automontasse na forma de pilhas de plaquetas. • Qualquer pó de cerâmica cujos grânulos assumirem a forma de plaquetas pode ser utilizado no processo, que pode ser implementado facilmente em escala industrial. A tenacidade deste material bioinspirado poderá permitir fabricar peças menores e mais leves, sem aumento significativo dos custos em relação aos materiais atuais. O que a torna tão dura é a sua estrutura interna hierárquica, semelhante a uma pilha de tijolos em um formato complexo, soldados entre si por uma argamassa composta de proteínas NATURAL SINTÉTICA
  69. 69. Mercat Santa Caterina, Barcelona - Espanha Data do projeto: 1997 ♦ Data de execução da obra: 1998-2005 ♦ Projeto por: Enric Miralles e Benedetta Tagliabue
  70. 70. Panamera Bistrô, RJ - Brasil • Data do projeto: 2014 ♦ Data de execução da obra: 2014 ♦ Projeto por: DG Arquitetura
  71. 71. • Transformar um espaço onde antes eram quartos em restaurante, priorizando a vista e o conforto de seus clientes • Materiais contrastantes que realçam o design do projeto • MDF: utilizado nas paredes, escolhido pela praticidade de limpeza, aconchego e sustentabilidade • Concreto aparente: especificado para mostrar a estrutura autêntica, aproveitando as irregularidades de textura que contribuem para o isolamento acústico
  72. 72. • Gesso: também possui o poder de absorver ruídos, além de possibilitar e facilitar as instalações de infraestrutura necessárias • Cerâmica: reveste alguns painéis das paredes em relevo do restaurante, destacando-se pela simplicidade de instalação, estética diferenciada, por proteger as superfícies contra choques e sujeiras e proporcionar maior conforto térmico.

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