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Aprender e ensinar 2009 jan

  1. 1. Aprender e Ensinar: e-Teaching – a segunda onda do EAD Antonio Cândido Carneiro de Azambuja Neto*Muito tem sido feito e falado sobre educação. Mais recentemente, com a Internet,ganhou força o que ficou conhecido com o “elearning”.Mas o que é isso? Na esteira do “eletronic-mail”, o popular e-mail, tudo o que foilevado do mundo real para a condição virtual ganhou o prefixo “e”. Decorrem daí o “e-commerce” (comércio eletrônico) e o “e-business” (negócios eletrônicos), porexemplo.A educação também foi levada para a Internet – ou melhor, essa, a Internet, nasceu nomeu acadêmico. Como um depósito infinito em sua limitação de espaço, era naturalque o mundo do conhecimento ocupasse um lugar de destaque na rede internacionalde informação. A possibilidade efetiva de universalização do saber pela simplesdisponibilização do conhecimento, facultando a qualquer um o acesso à informaçãopermitiria uma justiça social real.Todo o conhecimento já apreendido com a educação à distância (EAD) ganhariaproporções astronômicas com a introdução da Internet como plataforma dedisseminação desse conteúdo.Ganhou espaço na vida cotidiana o termo “e-learning” e a associação como sinônimode educação à distância na Internet foi imediata e natural. Entretanto, essa associaçãocarece de um melhor entendimento. Comecemos esse entendimento pela vertentesemântica. Educação é uma via de mão-dupla. Compreende dois vastos mundos: oaprender e o ensinar.Cada indivíduo tem suas formas próprias de aprender. Uns mais conceituais outrospráticos. Uns mais rápidos outros mais lentos. E dada a condição dialética do serhumano, a subjetividade dessa aprendizagem ganha dimensões variadas.Por outro lado, ensinar tem sido alvo de inúmeras teorias, técnicas e métodos deaplicação e de desenvolvimento do saber. No mundo do “personal computer” (PC) eranatural que se desenvolvesse a EAD seguindo a vertente do “aprender a distância”uma vez que os alunos se encontram fora das salas de aulas. Tanto que as plataformasmais difundidas, bem como as iniciativas mais encontradas pelas ferramentas de buscana Internet primam pela oferta de ações de “e-learning”.Ao considerarmos a relativa facilidade e principalmente o baixo custo de oferecerconhecimento de qualidade a qualquer um que tenha acesso à grande rede, bastaassegurar a identificação de quem efetivamente se submeteu à ação de aprendizagem,evitando que qualquer um possa ser certificado como detentor do conhecimento porformas pouco lícitas. Nesse sentido e para atender ao rigor acadêmico, muito foi azambuja.pro.br Rua da Bica, 410 – Conj. 192 D – 02925-000 – São Paulo/SP Tel: 55 11 3931-3849/ 9261-9649 (Claro)/ 7568-6086 (Vivo) www.azambuja.pro.br – antonio.azambuja@gmail.com
  2. 2. desenvolvido no que se chamou de “LMS – Learning Manangement System“ (Sistemasde Gerenciamento da Aprendizagem). Desde “logins” e senhas pessoais, a “logs” queregistram períodos de conexão, áreas e conteúdos acessados, passando por açõescruzadas de atividades “on-line” e “off-line” até testes presenciais realizados em salasfísicas especialmente contratadas para esse fim, muito foi feito e os resultadosapresentados são mais que satisfatórios.A melhoria da conectividade e a proliferação do acesso à rede em banda largapermitem agora o desenvolvimento da segunda vertente ou a segunda onda do EADna Internet. Refiro-me ao ensinar a distância, ou por analogia, ao “e-teaching”.A disponibilização de conexões que permitem a navegação “on-line” em tempo real deimagem e voz com qualidade, as plataformas de vídeo conferência baseadas na web,abrem portas para um sem número de salas de aulas conectadas à Internet,possibilitando uma interatividade jamais imaginada e agregando valor incalculável aodesenvolvimento do saber. Supor uma aula onde o professor, especialista emdeterminado tema, a partir de sua base – laboratório, área de teste ou afim – exponhaseu conhecimento utilizando-se de ferramentas audiovisuais (PowerPoint,apresentações, vídeos, imagens, arquivos sonoros, entre outros) a grupos de alunosconcentrados em salas de aulas preparadas para esse fim (datashow, telão, web-cam,microfones e equipamentos de som) espalhadas por todo o globo terrestre é hoje algofactível, real e acessível a custos módicos.Mais ainda, a interatividade, a troca efetiva de experiências exclusivas de quem sesubmeteu à determinada condição é também real visto que as salas estão tambémconectadas entre si e a troca é multilateral, num sistema onde trocar é construirhabilidades.Nessa segunda onda a EAD ganha seu caráter globalizador ao tornar o planeta algopequeno frente ao tamanho do universo disponível. Com o “e-teaching” inicia-se aformação do profissional global apto a enfrentar realidades também globais.Submeter-se a uma educação global passa a permitir o acesso, a conhecerantecipadamente, realidades diferentes ampliando a capacidade de conhecimento econsequentemente competência na identificação e solução de problemas ouaproveitamento de oportunidades.As plataformas de vídeo conferência baseadas na web disponíveis estão cada vez maisacessíveis e versáteis, compatibilizando amigabilidade de uso e disponibilidade derecursos. Por sua vez, a oferta de cursos usando tais recursos tem também permitido odesenvolvimento de metodologias cada vez mais inovadoras e eficientes em sua açãode promover a difusão do saber.A interatividade e o consequente “networking”, tão importante no mundo dosnegócios globalizados são assegurados, garantindo a harmonia e a qualidade doambiente de ensino-aprendizagem. Apoiar, promover e fundamentalmentereconhecer a contribuição do “e-teaching” é papel de todos, principalmente daquelesresponsáveis pela tomada de decisão sobre verbas de treinamento das muitas2
  3. 3. empresas que buscam na qualificação de seus profissionais a perenidade eficiente deseus negócios.*Antonio Candido Carneiro de Azambuja NetoEspecialista em política e estratégia pelo NAIPPE/USP, Economista e professor do cursode Administração da Universidade Guarulhos e Faculdade Anhanguera.3

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