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SENSO COMUM E SABER CIENTÍFICO

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TEORIAS E TÉCNICAS - AULA 1

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SENSO COMUM E SABER CIENTÍFICO

  1. 1. AULA 1 - TIPOS DE CONHECIMENTO - O senso comum - O saber científico - O saber filosófico 1) O SENSO COMUM Conhecimento da realidade em que o indivíduo vive, age, mora e fala, buscando a integração ao seu meio. Para sobreviver, o homem desenvolveu uma série de técnicas e a transmitiu aos seus descendentes. Essas técnicas compõem o conhecimento empírico, ou senso comum. O senso comum não carece de explicação, não busca o porquê das coisas. É um conhecimento que se basta por sí próprio, porque está ligado à própria sobrevivência. Elementos formadores do Senso Comum  A Memória, os costumes, as crenças, a religiosidade, a oralidade etc. 2) O SABER CIENTÍFICO O Saber científico requer métodos próprios de investigação. Estabelece regras, leis, teoremas e princípios, a partir da observação dos fenômenos ocorridos estabelece conclusões. Exemplos do Saber Científico  Física, Biologia, Química, Psicologia. Todos pertencem à ciência, pois possuem método próprio de investigação 3) O SABER FILOSÓFICO No início da humanidade, os homens interpretavam o mundo fazendo uso dos mitos. As explicações envolviam a fantasia, embora esta não correspondesse à realidade. A Vida e a Morte eram explicadas por meio da mitologia. Quando a explicação mitológica não foi mais capaz de abarcar a realidade, surgiu então a Filosofia, que veio fazer novas indagações: - O que é que existe? - Quem somos? - Para onde vamos? A Filosofia buscou interpretar e pensar aquilo que a Ciência era incapaz de responder. A Ciência busca respostas para entender melhor o universo, através de métodos e lei próprias. A Filosofia investiga a ciência, seus métodos, sua serventia e seus fins
  2. 2. TEXTO DE APOIO I O que distingue a ciência do senso comum POR CARLOS ORSI Há algum tempo, uma reportagem – não um trabalho científico – publicada na revista Science causou furor ao mostrar que mais da metade dos mais de 300 periódicos de ciência que adotam o modelo de negócio de cobrar dos pesquisadores para publicar seus artigos aceitaram veicular um estudo que apresentava sinais claros de ser fraudulento. A implicação sugerida foi a de que, ao cobrar para publicar, esses periódicos cedem à tentação de privilegiar a quantidade e a fazer vista grossa à qualidade. Uma crítica feita à reportagem foi a de que ela não usou um grupo de controle: afinal, se o mesmo estudo falsificado tivesse sido mandado a 300 periódicos que adotam o modelo tradicional de publicação – cobrar do leitor, não do autor – quantos teriam aceitado? Não sabemos. E, se não sabemos, não dá para concluir que a indústria das revistas de livre acesso é menos criteriosa do que a que cobra para entregar o conteúdo. Defensores disseram que a reportagem não era um estudo formal e, portanto, não estava obrigada a seguir os protocolos da ciência, que incluem grupos de controle. Só que isso foge do ponto principal: a verdade é que, se você quer uma conclusão geral (“as revistas de livre acesso são frouxas na qualidade”) em vez de uma conclusão particular (“estas revistas aqui, as citadas na matéria, são frouxas”), você precisa do grupo de controle. Não se trata de formalidade burocrática, mas de honestidade. A ideia de que o jornalismo, por ser jornalismo, de algum modo dispensa a necessidade de controles só é válida quando não há a pretensão de que a matéria revela verdades universais – pretensão que , muitas vezes, não é explícita, mas vem construída na retórica do texto, criando a ilusão de que é o leitor quem “tira as conclusões lógicas”. A insistência em controles é talvez o que mais distingue o modo de pensar científico do senso comum. Se a sua prima disser que perdeu vinte quilos tomando chá de camomila com tabasco, você provavelmente vai avaliar a veracidade da afirmação observando a silhueta da prima e sopesando o que você sabe sobre a personalidade dela – é loroteira? –, enquanto que um esboço de avaliação científica envolveria menos o caráter da moça e mais dúvidas circunstanciais, como: o que mais ela fez? Ginástica? Dieta? Questões como as acima permitem que você crie, na sua cabeça, um grupo de controle virtual. Basta perguntar-se: será que uma pessoa que tivesse feito tudo o que ela fez, menos a parte do chá, também teria emagrecido?
  3. 3. O resultado desse tipo de comparação mental improvisada sempre será menos que conclusivo, mas permite educar a imaginação e, com ela, desenvolver critérios mais sofisticados de verossimilhança e plausibilidade. Seu uso deveria ser mais disseminado no cotidiano: é ótimo para murchar aquela sensação besta de certeza inabalável que acomete a todos de vez em quando. EXERCÍCIO Leia o poema “Provérbio Revisto”, de Newton Lucca, e responda: Provérbio revisto A voz do povo É a voz de Deus... Que povo? Que Deus? O que beijou Stalin? O que delirou com Hitler? Ou o que soltou Barrabás? (será que Deus já não teria enforcado Em suas próprias cordas vocais?) (Newton de Lucca) QUESTÕES 1) Qual é a ambigüidade do conceito povo que o autor insinua? 2) Em que sentido o provérbio “voz do povo, voz de Deus” pode ser considerado “ofensivo” a Deus? 3) Considerando o problema enfocado pelo poema, como poderíamos criticar as reações populares quando, ao se desejar “fazer justiça com as próprias mãos”, ocorrem linchamentos
  4. 4. TEXTO DE APOIO II – PARA DISCUSSÃO EM SALA DE AULA A senso crítico e a responsabilidade jornalística 23/02/2016 21h22 SuspeitodeestuproélinchadoaoserencontradocomcriançasnoParaná Homem abusava de crianças dentro de caminhão, dizem testemunhas. Ele foi encontrado desacordado e está internado em estado grave. Um homem de 58 anos foi linchado por moradores de Paraíso do Norte, no noroeste do Paraná, ao ser encontrado com duas crianças dentro do caminhão dele nesta terça- feira (23), segundo a Polícia Civil. Ele é suspeito de estuprar as vítimas, de 3 e 6 anos, conforme registro policial. Vizinhos disseram à polícia que viram o caminhoneiro levando as crianças até o veículo e o seguiram. Pouco depois, os moradores foram até o caminhão e, contam eles, se depararam com o homem abusando de uma das crianças. Os homens invadiram o veículo e retiraram as crianças. Mais vizinhos chegaram e, revoltados, passaram a agredir o suspeito. Ele foi espancado e encontrado pela polícia em uma cerâmica da cidade, já desacordado. De acordo com a polícia, as crianças serão submetidas a exames, na quarta-feira (24), para verificar se houve agressão sexual. O caminhoneiro foi encaminhado em estado grave para Paranavaí, onde segue internado com risco de morrer em decorrência dos ferimentos. Ele está sob escolta e, se sobreviver, responderá por estupro, conforme a Polícia Civil.
  5. 5. 26/02/2016 08h50 - Atualizado em 26/02/2016 10h19 HomemlinchadonãoviolentoucriançasnoParaná,apontaexame Caminhoneiro de 58 anos morreu após ser agredido por moradores. Ele estava com duas crianças em um caminhão, em Paraíso do Norte. O homem que foi linchado por vizinhos ao ser encontrado com duas crianças em um caminhão, em Paraíso do Norte, no noroeste do Paraná, não as violentou, conforme laudo do Instituto Médico-Legal divulgado na tarde da quinta-feira (25). Ele morreu em decorrência dos ferimentos na quarta-feira (24), em um hospital de Paranavaí. Juvenal Paulino de Souza, de 58 anos, estava internado desde a terça-feira, quando aconteceu a agressão. No dia, o caminhoneiro foi encontrado pela polícia, desacordado, em uma casa em Paraíso do Norte. "Eu acho que eles tinham que ter chamado a autoridade, e a autoridade resolvia isso, né? Não com as próprias mãos. Acho que não pode ser assim", comenta o aposentado Idaiso da Silva, morador do município. O delegado Clovis Papa, responsável pelo caso, afirma que investiga quem são as pessoas que agrediram o caminhoneiro. Elas vão responder por homicídio doloso (quando há a intenção de matar). "Pensamos que a intenção deles [os vizinhos] era matar a pessoa. Inicialmente, não tinham conseguido. Mas, posteriormente, no hospital, ele faleceu", explica Papa.

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