Paradigma critico radical

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Paradigma critico radical

  1. 1. PARADIGMA CRÍTICO RADICAL ESCOLA DE FRANKFURT
  2. 2. HISTÓRICO  PARADIGMA LIGADO ÀS REFLEXÕES SOBRE A ULTURA DESENVOVIDAS PELA FILOSOFIA CLÁSSICA ALEMÃ  FORTEMENTE INFLUENCIADO PELA TEORIA MARXISTA  SURGIU EM 1923, NA UNIVERSIDADE DE FRANKFURT (ALEMANHA). EM 1933 TEVE QUE SE TRANFERIR PARA OS EUA, DEVIDO ÀS PERSEGUIÇÕES NAZISTAS. EM 1950, APÓS O FIM DA SEGUNDA GUERRA, RETORNOU À ALEMANHA
  3. 3.  A ORIGEM DO PENSAMENTO DOS FRANKFURTIANOS NÃO ESTÁ NA COMUNICAÇÃO EM SI, MAS NA ECONOMIA CAPITALISTA E NA HISTÓRIA DO MOVIMENTO OPERÁRIO  REALIZARAM UMA CRÍTICA À ÓTICA “ECONOMICISTA”, BUSCANDO UMA REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE OS PRINCIPAIS ASPECTOS DA ECONOMIA (SOCIAL E CULTURAL)  A TEORIA CRÍTICA PROPÕE A IDEIA DE UMA SOCIEDADE ENTENDIDA COM TOTALIDADE, TENDO COMO PONTO DE VISTA A ANÁLISE DO SISTEMA DE ECONOMIA DE MERCADO E A CRÍTICADIALÉTICA DA ECONOMIA POLÍTICA, DENTRO DOS FUNDAMENTOS DO MATERIALISMO MARXISTA
  4. 4. PRINCIPAIS EXPOENTES  WALTER BENJMIN  THEODOR ADORNO  MAX HORKHEIMER  JURGEN HABERMAS
  5. 5.  OS FRANKFURTIANOS QUESTIONAM AS CONSEQUÊNCIAS DO DESENVOLVIMENTO DOS NOVOSMEIOS DE COMUNICAÇÃO NA PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DA CULTURA  “A SOCIEDADE CAPITLSTA ENTROU NUM ESTÁGIO RADICALMENTE DIFERENTE COM A IMPLANTAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA, QUE TIRAM DA CLASSE OPERÁRIA A CAPACIDADE DE REFLETIR E RESISTIR AO SISTEMA.”  O PROLETARIADO PERDEU A CAPACIDADE DE ORGANIZAÇÃO REVOLUCIONÁRIA, PERMITINDO O SURGIMENTO DE SISTEMAS TOTALITÁRIOS (COMO O NAZISMO E O STALINISMO), E PERMITINDO, SOBRETUDO, A IMPLANTAÇÃO DA INDÚSTRIA CULTURAL NOS PAÍSES CAPITALISTAS.
  6. 6.  INDÚSTRIA CULTURAL – EXPRESSÃO QUE VISA SUBSTITUIR O TERMO ‘CULTURA DE MASSA’, POIS ESTE INDUZ AO ENGODO EU SATISFAZ OS DETENTORES DOS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO  A INDÚSTRIA CULTURAL É A RESPONSÁVEL PELA PRODUÇÃO EM SÉRIE (OU EM MASSA), MEDIANTE UTILZAÇÃO DE TÉCNICAS DE REPRODUÇÃO.  FAZEM PARTE DA INDÚSTRIA CULTURAL OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO LIGADOS AO MERCADO DE CONSUMO, DIRECIONADOS A UM PÚBLICO DE MASSA (DISCO, CD, LIVRO, CINEMA, RÁDIO, TEEVISÃ, IMPRENSA, FOTOGRAFIA, PUBLICIDADE ETC)
  7. 7.  O ACESSO À INFORMAÇÃO DEVERIA SER UM INSTRUMENTO DE LIBERTAÇÃO DA MODERNIDADE PARA LIBERTAR A CONSCIÊNCIA HUMANA DO MEDO, CONDUZINDO O HOMEM PARA A LIBERDADE POR MEIO DA CIÊNCIA E DA TECNLOGIA. NO ENTANTO, OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA (MCM) SERVIRAM COMO INSTRUMENTOS DESSA DOMINAÇÃO  O PROGRESSO TÉCNICO É O NOVO PODEROO INSTRUMENTO UTILIZADO PELA INDUSTRIA CULTURAL PARA CONTER O DESENVOLVMNTO DA CONSCIÊNCIA DAS MASSAS  A CULTURA DEIXA DE TER UM PAPEL FILOSÓFICO E PASSA A SER UM PRODUTO CNTRLADO PELA ORDEM DOMINANTE, QUE OFERECE INFRMAÇÕES SUPERFICIAIS E VAZIAS
  8. 8. DIALÉTICA DO ILUMINISMO  SE A MODERNIDADE PREVIA A LIBERTAÇÃO DO HOMEM A PARTIR DO PROGRESSO ECONÔMICO. DA RAZÃO E DA TECNOLOGIA, O QUE OCORE A PARTIR DOS MCM É OPOSTO: - BARBÁRIE TECNOLÓGICA - PERDA DE AUTONOMIA DO INDIVÍDUO
  9. 9. CRÍTICA DE HORKHEIMER HOMEM ILUMINISTA - Enciclopedista, libertário, humanista NOVO HOMEM – Saber especializado, técnico, alheio à conexão global dos setores da produção (alienado) -
  10. 10. WALTER BENJAMIN  Aura – conceito que atribui à obra de arte, ao mesmo tempo, um status de raridade e de portadora de uma herança cultural única, o que levaria a uma reflexão transformadora sobre a classe que a produziu.  Com a destruição da “aura”, a partir dos meios de reprodutibilidade técnica, os objets individualizados tornam-se reproduções vazias, meras cópias que liquidam o sentido tradicional da herança cultural.
  11. 11.  A ECONOMIA DE MERCADO E A INDUSTRIZAÇÃO DA CULTURA GERAM UM INDIVÍDUO, AO MESMO TEMPO, RACIONAL E DESILUDIDO: AS INFORMAÇÕES VAZIAS E O ENTRETENIMENTO VULGAR PROVOCAM UM DISTANCIAMENTO DO INDIVÍDUO DAS QUESTÕES VERDADEIRAMENTE IMPORTANTES.  O INDIVÍDUO NÃO É LIVRE NEM MESMO NAS SUAS DECISÕES DE CONSUMO  OS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA SÃO VISTOS COMO ELEMENTOS DE DOMINAÇÃO E PODER, ELEMENTOS INSERIDOS NA INDÚSTRIA CULTURAL E COM CAPACIDADE DE VIOLÊNCIA SIMBÓLICA COM O RECEPTOR.
  12. 12. VIOLÊNCIA SIMBÓLICA  PODER OU CAPACIDADE ATRIBUÍDA AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE CRIAR A SUSTENAR HIERARQUIAS SIMBÓLICAS, SOBRE OS QUAIS SE APÓIAM AS ESTRUTUTRAS SOCIAIS E AS RELAÇÕES DE PODER.  EM OUTRAS PALAVRAS, É O USO DOS SÍMBOLOS COM O OBJETIVO DE DOMINAÇÃO
  13. 13. COMO FUNCIONA O CONCEITO DE INDÚSTRIA CULTURAL?  A INDÚSTRIA CULTURAL PROMOVE A PRODUÇÃO EM SÉRIE DE BENS PADRONIZADOS, DE ACORDO COM A POSSIBILIDADE DE COMPRA DOS CONSUMIDORES. ELA DITA PADRÕES DE CONSUMO E REPETE FÓRMULAS PRONTAS, COM NOVAS ROUPAGENS, VISANDO LUDIBRAR OCONSUMIDOR.  EXEMPLO: A EROTIZAÇÃO NA PUBLICIDADE
  14. 14. https://www.youtube.com/watch?v=N7rMaVTh5BE
  15. 15. https://www.youtube.com/watch?v=O6xxbqZLeBc
  16. 16.  “NA PUBLICIDADE O DESEJO INSINUADO OU SUGERIDO NÃO É CONCRETIZADO. AFASTADO DE SUA REALIZAÇÃO, ELE SUFOCA E TORNA-SE NEGAÇÃO: O DESEJO TORNA-SE PRIVAÇÃO.”  “A INDÚSTRIA CULTURAL NÃO SUBLIMA O INSTINTO SEXUAL, MAS O INSINUA E O REPRIME, ABAFANDO-O PELA PRIVAÇÃO”  A INDÚSTRIA CULTURAL SOBEVIVE DE VENDER “NECESSIDADES” PARA O CONSUMIDOR  OS PRODUTOS CULTURAIS SÃO SIMBÓLICOS E SEU CONSUMO GEA UMA SÉRIE DE EFEITOS PSICOLÓGICOS E COMPORTAMENTAIS.  O INDIVÍDUO DEIXA DE DECIDIR DE FORMA AUTÕNOMA, PERDE O PODER CRÍTICO E O IMPULSO DE CONSCIÊNCIA É ABAFADO PELA ADESÃO AOS VALORES IMPOSTOS
  17. 17.  O HOMEM ENCONTRA-SE EM PODER DA SOCIEDADE QUE O MANIPULA DE ACORDO COM OS SEUS INTERESSES. O INDIVÍDUO DEIXA DE SER SUJEITO E PASSA A SER OBJETO.  TODO ESFORÇO INTELECTUAL CEDE ESPAÇO AO PRAZER/DIVERTIMENTO
  18. 18. ESPIRAL DO SILÊNCIO  NO PERÍODO PÓS-GUERRA FRIA, ELISABETH NEUMAN CUNHOU O CONCEITO DA ESPIRAL DO SILÊNCIO.  SEGUNDO ESSA HIPÓTESE, NA SOCIEDADE DE MASSA O “INSTINTO DE SOBREVIVÊNCIA” FAZ COM QUE O CIDADÃO COMUM SIGA A OPINIÃO E O COMPORTAMENTO DO QUE PENSA A MAIORIA DA POPULAÇÃO  DOIS EXEMPLOS PODEM SER APLICADOS PARA A EXPLICAÇÃO DESSA HIPÓTESE: - COERÇÃO SOCIAL DIANTE DA VEICULAÇÃO DE DETERMINADAS MENSAGENS PELOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA - AS PESQUISAS DE INTENÇÃO DE VOTO
  19. 19.  ESSA PERSPECTIVA TRAZ À TONA O PROBLEMA DA “OPINIÃO PÚBLICA” E COMO A COMUNICAÇÃO SOCIAL CONTRIBUI ARA A FORMAÇÃO DESSA OPINIÃO APARENTEMENTE CONSENSUAL.  OPINIÃO PÚBLICA – SERIA A OPINIÃO EM GERAL, EXPRESSA NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO. A COMPLEXIDADE DESSE CONCEITO É QUESTINONADA POR DIVERSOS ESTUDOS.
  20. 20. BILOGRAFIA TEMER, Ana Carolina Rocha Pessoa e NERY, Vanda Cunha Albieri. Para entender as Teorias da Comunicação. 2. ed. Revista e atualizada. Goiânia: EDFU, 2009.

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