AULA 4 - ENTREVISTA

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AULA 4 - ENTREVISTA

  1. 1. AULA 4 - ENTREVISTA
  2. 2. <ul><li>Diversas são as classificações de entrevista apontadas por estudiosos que abordam o tema. Nilson Lage, por exemplo, indica diversos tipos de entrevista. </li></ul><ul><li>Quanto aos objetivos : </li></ul><ul><li>ritual (entrevista breve, apenas para pegar uma declaração) </li></ul><ul><li>temática (centrada num assunto do qual o entrevistado tem grande conhecimento) </li></ul><ul><li>testemunhal (quando o entrevistado assistiu a um fato) </li></ul><ul><li>profundidade (centrada na figura do entrevistado). </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Quanto às circunstâncias </li></ul><ul><li>ocasional (quando não é programada) </li></ul><ul><li>confronto (quando o repórter tem a missão de encostar o entrevistado na parede) </li></ul><ul><li>coletiva (quando o entrevistado é submetido a perguntas de diversos repórteres) </li></ul><ul><li>dialogal (marcada com antecedência pelo repórter com um entrevistado, num ambiente controlado) </li></ul>
  4. 4. <ul><li>No entanto, essas classificações no campo teórico NÃO são seguidas nas redações dos grandes jornais do país. </li></ul><ul><li>Tipos de entrevistas jornalísticas (prática) </li></ul><ul><li>A que tem como objetivo gerar um texto corrido, uma matéria jornalística ( relato ) </li></ul><ul><li>A que é centrada na figura de uma pessoa; enquadrada como gênero jornalístico “Entrevista”; chamada, nesse caso de Pingue-Pongue (ou simplesmente “ pingue ”) ou Pergunta-resposta. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Nesse caso, o repórter ouve diferentes pessoas (fontes) sobre o fato para construir uma reportagem. Várias entrevistas, portanto, são realizadas, até que o jornalista tenha cercado o fato sob seus diferentes ângulos e aspectos. </li></ul><ul><li>Normalmente, esse tipo de entrevista é feito num tempo bem mais curto que a entrevista pingue-pongue. O objetivo central não é centrar-se na figura de uma pessoa, mas nas informações que essa lhe fornece para construir a matéria. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Para dar credibilidade ao texto, o repórter destaca algumas declarações dos entrevistados na forma direta (colocando-as entre aspas) e indireta (parafraseando o que o entrevistado disse), sempre indicando, antes ou depois da declaração o nome e o cargo (ocupação, papel) de quem a proferiu. </li></ul><ul><li>Outras vezes, as informações obtidas não precisam vir acompanhadas da identificação do entrevistado, pois são informações simples demais, que serviram apenas como base para a construção do texto. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>A entrevista que gera um texto corrido pode ser feita em duas situações, que definem outros subtipos de entrevista: a individual ( que muitas vezes pode ser exclusiva ) e a coletiva . </li></ul><ul><li>Individual – Quando o repórter entrevista a fonte, sem a companhia de outros colegas de profissão. Se o repórter conseguiu do entrevistado a garantia que aquelas informações serão fornecidas em primeira mão e especialmente para ele, dizemos que se trata de uma entrevista exclusiva. </li></ul><ul><li>Coletiva – Diversos jornalistas, num local e data estabelecido, entrevistam uma mesma pessoa ou um grupo de pessoas. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Entrevista centrada na figura de uma pessoa. É usada quando a fonte é rica em informações sobre o assunto que se pretende abordar, possui uma história significativa em relação a um tema ou quando se trata de uma personalidade. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Regras de edição da entrevista pingue-pongue </li></ul><ul><li>1) Assim, como uma reportagem ou notícia, a entrevista pingue-pongue exige um bom título, que deve destacar o aspecto mais interessante de tudo o que foi falado com o entrevistado. Pode ser um aspecto sobre a personalidade do entrevistado ou uma declaração expressiva dele. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>2) Toda entrevista no formato pergunta e resposta exige um texto introdutório pequeno (também conhecido informalmente como cabeça) , contendo informações sobre o entrevistado (breve perfil) e um resumo sobre o que foi tratado na entrevista (podendo conter algumas frases do entrevistado). </li></ul>
  10. 10. <ul><li>3) Após o texto introdutório, seguem as perguntas (feitas por você) e as respostas da sua fonte . As respostas devem ser uma transcrição fiel da fala do entrevistado. Por isso é fundamental (especialmente neste tipo de entrevista) a gravação. Apesar da fidelidade, erros gramaticais, repetições típicas da linguagem falada (como “né” e “daí”) e vícios de linguagem cometidos pelo entrevistado devem ser retirados do texto e corrigidos, sempre que possível. A não ser que se queira destacá-los. Se quiser destacá-los, use a palavra “SIC” (“assim”, do latim), que quer dizer que a pessoa disse aquilo mesmo, por mais estranho que possa parecer. Mas é melhor evitar essa prática. </li></ul><ul><li>4) Não mude o nível de linguagem do entrevistado. Se a linguagem dele é popular, mantenha o estilo. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  11. 11. <ul><li>5) Tente preservar a ordem original em que as perguntas foram feitas , a não ser que o entrevistado volte várias vezes aos mesmos assuntos. Nesse caso, tente deixar próximas as respostas por temas. </li></ul><ul><li>6) Antes de cada pergunta sempre vem o nome do veículo de comunicação (jornal, boletim, revista) . A não ser em projetos editoriais especiais, como num livro. </li></ul><ul><li>7) Antes de cada resposta, sempre vem o nome do entrevistado , sendo que, na primeira resposta o nome completo deve ser escrito. Já nas outras respostas, apenas as iniciais ou o nome mais conhecido da pessoa é grafado. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>8) Se a resposta for muito longa, é preciso resumi-la , mantendo os pontos essenciais. </li></ul><ul><li>9) Informações básicas (nome e idade do entrevistado, dados sobre sua carreira profissional e seu estilo de vida) devem vir no texto introdutório e não na forma de pergunta e resposta. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Fonte: Manual de Redação da Folha de S.Paulo </li></ul>

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