Joel Silveira

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Joel Silveira

  1. 1. Joel Silveira
  2. 2. • Nasceu em 23 de setembro de 1918 • Faleceu em 15 de agosto de 2007 aos 88 anos. • Autor de mais de 30 livros Joel Silveira
  3. 3. Silveira tornou-se uma estrela do jornalismo nacional nos anos 40 - na reportagem Grã- Finos em São Paulo, publicada no semanário Diretrizes Publicada em 1943, a matéria deliciou inclusive o presidente ditador Getúlio Vargas e é a porta de entrada do livro A Milésima Segunda Noite da Avenida Paulista
  4. 4. “Foi nessa época que ganhei o apelido de víbora, dado pelo Assis Chateaubriand” contou ao Estado, em 2003, quando o livro foi lançado A mudança de empresa não foi planejada, mas provocada justamente por um texto seu - ao destacar como título uma frase dita por Monteiro Lobato durante uma entrevista ''O governo deve sair do povo como a fumaça sai da fogueira''
  5. 5. Silveira despertou, dessa vez, a ira de Getúlio, que mandou fechar Diretrizes. “Não me sobrou alternativa senão aceitar o chamado do Chatô” comentou ele, que explicava o sarcasmo de seus textos daquela época como uma tentativa de escapar da censura imposta pelo Estado Novo.
  6. 6. Sua primeira grande missão foi cobrir a 2ª Guerra Mundial e, antes de embarcar para a Itália como pracinha da Força Expedicionária Brasileira, Silveira ouviu a célebre frase do patrão: ''O senhor vai para a guerra, mas não me morra, seu Silveira! Repórter é para mandar notícia, não é para morrer. Se o senhor morrer, eu o demito''
  7. 7. Na guerra, com a patente de capitão, Joel Silveira aproximou-se dos pracinhas para conseguir mais notícias. ''Ganhei também a simpatia dos americanos que, curiosamente, conheciam e gostavam da Diretrizes por conta dos perfis que fizemos com Truman e Roosevelt''
  8. 8. explicava ele, que mais de uma vez chegou ao campo de batalhas: ''Certo dia, o mais terrível deles, vi a morte de um sargento brasileiro, metralhado pelos alemães. Só conseguimos resgatar seu corpo quatro dias depois''
  9. 9. Como tinha franquia telegráfica pela amizade com os soldados, Silveira enviou diversos relatos. “Enfrentei os momentos pesados e não fiquei em Roma, como os correspondentes mais velhos, como Ernest Hemingway” Os relatos estão em O Inverno na Guerra, editado pela Objetiva
  10. 10. Dez meses depois, o repórter retornou e foi recrutado para outra guerra: Chateaubriand comprou briga com o conde Francisco Matarazzo Jr., que pediu de volta o prédio que os Associados ocupavam no Viaduto do Chá. O troco veio com a cobertura do casamento da filha do milionário, Filly, a cargo de Silveira, que narrou tanto o faustoso matrimônio como o enlace de um casal de operários, trabalhadores justamente das indústrias Matarazzo.
  11. 11. Em 2001, indignado com a candidatura de Zélia Gattai à vaga do marido, Jorge Amado, na Academia Brasileira de Letras, não apenas se lançou candidato como a criticou pesadamente Para ele, Zélia era “uma escritora medíocre”, feita à custa do marido, e este só vendeu milhões de livros por suas ligações com o Partido Comunista. Na disputa, porém, Zélia teve 32 votos contra 4 de Silveira, em uma das mais rápidas eleições da ABL: durou apenas 20 minutos.

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