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CONCEITOS DE CULTURA

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TEORIAS E TÉCNICAS - AULA 4

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CONCEITOS DE CULTURA

  1. 1. AULA 5 – OS CONCEITOS DE CULTURA CULTURA Contextualização O QUE É CULTURA? - é algo ligado ao conhecimento, à moral, aos costumes - ela é dinâmica - não é só o conhecimento científico e acadêmico; - cultura é um atributo da humanidade. - é aquilo que nos diferencia dos animais. - é um processo socializador O processo de socialização ocorre a partir do processo de transmissão da cultura, que é feito a partir das instituições sociais: a família, a escola, o Estado, a religião. Logo cultura é tudo aquilo que o homem cria, transmite e transforma. Cultura são os costumes, o modo de vida, os valores e tradições de uma sociedade que a diferenciam de outra. DEFINIÇÕES DE CULTURA Conceito clássico de cultura: “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. (Edward B. Tylor) (Antropologia Biológica) Para o sociólogo António Teixeira Fernandes: A cultura não é, de fato, algo que se junte à vida social como lhe sendo externo e supérfluo. Aparece, antes como a condição da própria existência humana, no que ela tem de mais característico, pois é pela cultura que aquela existência adquire a sua verdadeira significação e o sentido do seu próprio destino. (Fernandes 1999, 13) Segundo a Antropologia do século 18, o conceito de cultura está ligado à raça (uma superior e outra inferior, dependendo do grau de conhecimento) Cultura Superior Evolucionismo – Darwinismo social (cultura superior e cultura inferior) Etnocentrismo – uma cultura é melhor que a outra O ápice da cultura era o modelo de sociedade europeia do século 18/19, denominada cultura superior. Já a cultura inferior ficava restrita aos povos que não tinham alcançado esse estagio de conhecimento da sociedade europeia, no caso, o índio, o negro e as minorias sociais. Junto a essa ideia, temos o conceito de Antropometria, que é o estudo do homem a partir de suas feições, realizado dentre outros pelo cientista italiano Cesare Lambroso (O Homem Delinquente). Essas ideias, apesar de cientificamente superadas, ainda aparecem em episódios no nosso cotidiano. (VER TEXTO I)
  2. 2. MODELO HIERARQUIZADO DE CULTURA Nos estudos sobre cultura realizados pelos pesquisadores, no século XX, criou-se um padrão extensamente divulgado fomentando a divisão da cultura em três níveis, denominados Modelo Hierarquizado de Cultura (MHC), que consistia em: cultura erudita, cultura popular e cultura de massa. Cada uma foi assim arbitrariamente dividida, levando-se em consideração o habitus de cada classe. Dentro dessa outra concepção, a realidade social é repleta de uma diversidade cultural, que envolve visões de mundo, padrões de conduta, tradições e costumes. Logo, as perspectivas culturais podem variar conforme classe e origem social Características Cultura Erudita - produções sofisticadas (ópera, música erudita, clássicos da literatura, pintura, escultura) feitas para um público restrito e acostumado a ambientes refinados (teatros, museus, livrarias) e ao “bom gosto” estético. - a cultura erudita preza pela civilidade, erudição e refinamento. Cultura Popular - corresponde à produções artesanais, próprias das classes “subalternas”. Possuem técnicas simples de produção (repente, cordel, moda de viola etc). É espontânea, informal e praticada em locais não institucionalizados. Pode também apresentar características de resistência dentro de projetos hegemônicos. Cultura de Massa - voltada para o consumo, sem qualidades artísticas e com nível baixo (correspondente ao gosto médio do público) Tais modelos, no entanto, não resistem mais à análise das atuais teorias culturais, dado o acentuado processo de complexificação das sociedades contemporâneas. As bases do MHC encontram-se fincadas no Antigo Regime, e é proveniente da distinção entre alta/baixa cultura, sendo a primeira delegada à corte e aos nobres e a segunda, às tradições populares. Com o advento das Revoluções Inglesa, Francesa e Americana, já no século 19 temos a consolidação de três classes: burguesia, camada média e classes populares (e operária), que terão três visões de mundo diferentes. Essa análise é calcada nos aspectos sociais e históricos, desprezando os processos de fragmentação cultural, de classe, de gênero, sexualidade e etnias, que influenciariam as bases analíticas presentes na contemporaneidade. CULTURAS HÍBRIDAS (CANCLINI) O termo “Culturas Híbridas” pode ser definido como um rompimento entre as barreiras que separam o que é tradicional e o que é novo, entre o culto, o popular e o massivo. Em outras palavras, a hibridação cultural consiste na miscigenação entre diferentes culturas, ou seja, uma heterogeneidade cultural presente no cotidiano do mundo moderno.
  3. 3. Juíza diz que réu não parece bandido por ter 'pele, olhos e cabelos claros' Homem foi condenado a 30 anos de prisão por latrocínio Por Gustavo Frank SÃO PAULO - Uma sentença proferida por Lissandra Reis Ceccon, da 5ª Vara Criminal de Campinas (SP), está ganhando repercussão nas redes sociais após ter sido compartilhada em diversos grupos de advogados no WhatsApp. Nela, a juíza de direito afirma que o réu "não possui o estereótipo padrão de bandido, possui pele, olhos e cabelos claros". Condenado a 30 anos de prisão pelo crime de latrocínio, Klayner Renan Souza Masferrer foi identificado pela vítima sobrevivente e por uma testemunha após participar do roubo de um carro e atirar contra o condutor do veículo, que morreu, em fevereiro de 2013. Na sentença, proferida em 4 de julho de 2016, Lissandra afirma que o réu "foi colocado entre outras pessoas e vítima e testemunha em nenhum momento apresentaram qualquer hesitação no reconhecimento". Apesar de tanto o crime quanto a sentença não serem recentes, o trecho polêmico ganhou projeção nesta quinta-feira (28). A passagem surge no documento como uma observação ao fato de que, mesmo que o réu tenha a aparência que não corresponderia a de um bandido, ainda assim, foi identificado. "Ao contrário, a testemunha Maristela apresenta um depoimento forte e contundente, dizendo que antes do réu sair da caminhonete a atirar contra seu pai e seu filho, olhou nos olhos dele, não se podendo duvidar que está filha/mãe jamais o esquecerá. Vale anotar que o réu não possui o estereótipo padrão de bandido, possui pele, olhos e cabelos claros, não estando sujeito a ser facilmente confundido." Procurada pela Universa, a assessoria de comunicação do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) afirmou que a instituição não pode se manifestar em respeito à Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), em seu artigo 36. "Trata-se de uma ação judicial na qual há a decisão de uma magistrada. Não cabe ao Tribunal de Justiça de São Paulo se posicionar em relação aos fundamentos utilizados na decisão, quaisquer que sejam eles. A própria Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), em seu artigo 36, veda a manifestação do TJSP e da magistrada. Cabem aos que, eventualmente, sintam-se prejudicados procurar os meios adequados para a solução da questão. A Corregedoria Geral da Justiça do TJSP está sempre atenta às orientações necessárias aos juízes de 1ª instância, sem contudo interferir na autonomia, independência ou liberdade de julgar dos magistrados." Quando questionados sobre o contato para posicionamento da juíza Lissandra, o TJSP afirmou "não ser possível, devido à Lei Orgânica da Magistratura Nacional". "É vedado ao magistrado manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério", informou o TJSP.

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