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AULA 3 - A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
A EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
INTRODUÇÃO
Retomada do conceito de Determinismo t...
ECONOMIA DA INFORMAÇÃO
Danie Bell (1973) e Alvin Toffler (1980) defendem a ideia de que a sociedade industrial deixou de s...
Críticas à Economia da Informação
- formação de bolhas econômicas
- crises globais
- estigmatização de alguns países como ...
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A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

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AULA 3 - SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

  1. 1. AULA 3 - A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO A EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO INTRODUÇÃO Retomada do conceito de Determinismo tecnológico , que são as mudanças tecnológicas que tendem a determinar outras mudanças sociais e econômicas. - Estágios de Desenvolvimento, segundo Daniel Bell (1973) e Wilson Dizard (1990) 1) Sociedade Agrária 2) Sociedade Industrial 3) Sociedade da Informação RECORTE PARA ANÁLISE: OS ESTÁGIOS ECONÔMICOS O autor defende a ideia de que a economia é o setor-chave da economia para definir o crescimento de uma sociedade. Ele destaca que a agricultura, um dia foi esse setor-chave. A partir do século 18, a indústria passou a ser esse setor. E desde os anos 60/70, a informação passou a ser o setor-chave. Por outro lado, temos o modo de produção, que é a forma como a riqueza é gerada, como referência de cada período. Nas sociedade primitivas, o modo de produção mais importante era a agricultura. Já no século 19, o modo de produção passa a ser baseado na manufatura e na indústria. A partir dos anos 1950, o modo de produção passa a ser baseado na produção da informação. ECONOMIAS AGRÁRIAS - baseada no cultivo e extração de recursos de seus ambientes - trabalho artesanal - a comunicação se dava basicamente na forma oral, já que a maioria da população era analfabeta - a estratificação social aumenta à medida que a sociedade primitiva vai se tornando complexa (acumulação de capital por determinados segmentos sociais) - as sociedades agrárias prevalecem até o século 18 (nos países industrializados). Nos países colônias esse processo se estende até o século 20. ECONOMIA INDUSTRIAL URBANIZAÇÃO - As indústrias tendem a se concentrar em grandes centros urbanos por conveniência e facilidade de transporte. Logo, o número de trabalhadores agrários diminuiu e migrou para os grandes centros, tendo um maior acesso aos meios de massa. NASCIMENTO DA MÍDIA MUNDIAL - Com a Revolução Industrial, os meios começam a se multiplicar e os custos de produção ficam reduzidos. Amplia-se o número de leitores e surge um mercado midiático nos grandes centros urbanos. Vemos a sociedade se dividir em classes sociais (grupos sociais divididos por ocupação, status econômico, educação e status familiar). A partir da inserção de novos meios, como o rádio é que teremos a inserção de outros grupos na sociedade -OS MERCADOS DE MASSA Três fatores se unem nesse contexto para a criação do mercado de massa: a industrialização, a urbanização e a comunicação. A sociedade americana industrial vai, portanto, investir nos meios para a divulgação dos produtos fabricados pela indústria, para que fossem veiculados pelos meios e consumidos pela população. Nasce nesse contexto a indústria da propaganda, com o objetivo de estimular o consumo. Vejamos alguns números: 1880 – jornais destinavam 25% de seu espaço para anúncios 1990 – 60 e 70% dos espaços para anúncios ECONOMIA DE MASSA (INDUSTRIAL) Sociedade concentrada no consumo de bens padronizados e distribuídos em mercados em larga escala, estimulados pela indústria cultural.
  2. 2. ECONOMIA DA INFORMAÇÃO Danie Bell (1973) e Alvin Toffler (1980) defendem a ideia de que a sociedade industrial deixou de ser industrial e se caracterizou cada vez mais pela intermediação das novas tecnologias e na produção de informação. A essa sociedade eles vão chamá-la de Sociedade da Informação ou Sociedade Pós-Industrial. Para fundamentar tal informação pode-se verificar a evolução de cada setor ao longo do século 20 1900 1990 Informação 10% 45% Serviços 25% 35% Indústria 35% 25% Agricultura 30% 5% (fonte: Dizard, 1989, EUA) Definição de Economia da Informação A definição mais citada da “economia da informação” é a de Porat, que distingue dois domínios da economia: - o domínio da matéria (agricultura e indústria) e da energia e o domínio da informação. O setor de informação envolve a transformação da informação “de um padrão para outro”. Porat detectou, em 1967, que 53% da força de trabalho americana estava empregada no “trabalho com informações”. Classificação do setor de informações (Porat) Setor Primário – são os trabalhadores que se concentram quase que totalmente na criação e manipulação das informações, como gerentes, pesquisadores, educadores, contadores, banqueiros, financiadores, jornalistas, produtores de mídia, profissionais de TI, arquitetos da informação, estrategistas, designers, publicitários etc. . Alguns segmentos do setor de informações diagnosticados por Porat: 1) pesquisa e desenvolvimento em empresas privadas e serviços de informação; 2) distribuição da informação e comunicação (educação, serviços de informação pública, telecomunicações); 3) gerenciamento de risco (setores financeiro e de seguros); 4) pesquisa e administração (serviços de corretagem, publicidade); 5) processamento de informações e serviços de transmissão (processamento informatizado de informações, infraestrutura para telecomunicações); 6) bens ligados à informação (calculadoras, semicondutores, computadores); Setor Secundário – são os trabalhadores de empresas e de indústrias sem relação com a informação e que produzem informações para uso interno, na produção de bens agrícolas ou industriais (por exemplo, bens não informativos). Características do Economia da Informação - Também chamada de sociedade pós-industrial e sociedade tecnológica, a sociedade da informação é aquela marcada por uma avalanche de informações, vindas das mais diversas fontes, em função do avanço tecnológico. - É a “sociedade global” que McLuhan teria profetizado ao dizer que, graças ao surgimento dos meios de comunicação (em especial os eletrônicos - rádio e TV), voltamos à época tribal, uma “tribo eletrônica”. - Nessa sociedade há a convergência dos sistemas de comunicação, tecnologias da informação e crescimento das redes integradas. - A informação é vista como uma commodity, um bem negociável. Logo, a troca de informação é a atividade econômica e social predominante. Por isso vivemos numa Economia da Informação, deixando de lado os estágios da Economia Agrária e da Economia Industrial - sociedade dinâmica - evolução tecnológica - sociedade regida economicamente pelo setor de serviços e tecnologia da informação - a sociedade passa a ser mediada pelas novas tecnologias de informação (TICs) - O capital internacional ampliou sua área de atuação na Sociedade em Rede e desestimula o setor produtivo - A produção mundial passa a ser transnaciolizada
  3. 3. Críticas à Economia da Informação - formação de bolhas econômicas - crises globais - estigmatização de alguns países como meros fornecedores de mão de obra semi-escrava (China, Índia p.ex.) - aumento do desemprego (em função da substituição da mão de obra pela tecnologia – eliminação de postos de trabalho) - exclusão social (pela falta de acesso à informação e qualificação) - aumento da desigualdade social Consequências Apesar do recorte e das características da chamada Sociedade da Informação, ou Nova Economia (a partir dos anos 1990), muitos economistas relativizam o conceito, chegando a tratá-lo como modismo, ou mera extensão de parte de outros setores, como o setor de serviços ou parte do setor industrial, contabilizado de outra forma. Modismo ou realidade, fato é que a Economia da Informação sofreu grave abalo com a recessão de 2001 e com a crise global em 2008. Apesar do recuo, o setor manteve na primeira década do século XXI o mesmo ritmo de crescimento do decênio anterior, e sua influência no direcionamento para a criação de novos modelos de negócios e empreendedorismo mundial, mantendo o nível de otimismo na busca de expansão no cenário econômico mundial. *Extraído de: A Economia da Informação, de Roberto Verzola, disponível em: http://vecam.org

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