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Introdução             A implantação de um processo que visa a qualidade de uma     ação começa com entendimento do que si...
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A integração empresa-universidade tem o intuito de vincular a teoria com a prática. Tal experiência foi aplicada, por dois semestres consecutivos, no curso de Design, Habilitação em Gráfico e Industrial, da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. Acadêmicos de ambas habilitações trabalharam unidos para realizar diagnósticos em design em empresas incubadas, oferecendo às empresas uma proposta de trabalho baseada em princípios de design estratégico, além de potencializar a aprendizagem dos alunos. A avaliação de tal processo pode girar em torno de inúmeros parâmetros, o presente artigo visa identificá-los para a avaliação do sucesso dos diagnósticos estratégicos nas empresas.

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Qualidade na ação de design

  1. 1. Qualidade na ação de designSuccess at design diagnosisMACEDO, Mayara Atherino, Graduanda em Design Gráfico, bolsista doCNPq. UDESCmayara_macedo@yahoo.com.brROSA, Silvana Bernardes. Doutora. UDESCsilvana_rosa@floripa.com.brResumoA integração empresa-universidade tem o intuito de vincular a teoria coma prática. Tal experiência foi aplicada, por dois semestres consecutivos, nocurso de Design, Habilitação em Gráfico e Industrial, da Universidade doEstado de Santa Catarina – UDESC. Acadêmicos de ambas habilitaçõestrabalharam unidos para realizar diagnósticos em design em empresasincubadas, oferecendo às empresas uma proposta de trabalho baseada emprincípios de design estratégico, além de potencializar a aprendizagemdos alunos. A avaliação de tal processo pode girar em torno de inúmerosparâmetros, o presente artigo visa identificá-los para a avaliação do sucessodos diagnósticos estratégicos nas empresas.Palavras Chave: design, integração, qualidade.AbstractThe integration between college and company has the objective of linkingtheory with practice. Such experience was applied for two successivesemesters at the graphic and industrial design courses of the UDESC.Academics from both industrial and graphic courses worked together tomake diagnosis at incubated companies, offering to them a propose ofwork based on strategic design principles, potentializing the student’slearning. The process evaluation can de about uncountable parameters.The present article aims to identify those parameters for the evaluation ofthe success of strategic diagnosis at the companies.Keywords: design, integration, quality. 7° Congresso de Pesquisa & Desenvolvimento em Design
  2. 2. Introdução A implantação de um processo que visa a qualidade de uma ação começa com entendimento do que significa qualidade. A qualidade refere-se a adequação de determinado produto ou serviço, apresentando reconhecidos valor e utilidade para o indivíduo que dele faz uso. Portando, pretende-se mensurar os fatores que levam a interação empresa- universidade a obter a qualidade, e conseqüentemente o sucesso. Para PLONSKI (1995), a cooperação universidade-empresa é um arranjo interinstitucional formado por organizações de natureza distinta, que podem ter finalidades diferentes e adotar formatos bastante diversos. O atual contexto da economia, em acelerada transformação, é um fator colaborador para que relação universidade-empresa seja intensificada. Tal relacionamento traz benefícios mútuos, pois se trata de uma multiplicidade de ações que potencialmente, com maior ou menor intensidade podem ser desenvolvidas por essas organizações. Analisar esse processo de interação e mensurar seu impacto nas organizações e universidade, pensando sempre na melhoria, para se alcançar o sucesso é que trata este artigo. Metodologia Este trabalho analisa a qualidade na ação de design, por meio da interação empresa-universidade, baseando-se em: a) estudos de caso dos 24 diagnósticos realizados ao longo do ano de 2005. b) identifica os envolvidos no processo e ligações que podem ser estabelecidas entre as empresas e a universidade. As etapas propostas para o desenvolvimento deste estudo são as seguintes: levantamento bibliográfico, visita e entrevista com empresas e alunos da disciplina Gestão do Design e consulta ao Sistema Polvo1. Atores, características e papeis. Atores Características Papéis Construir as situações de Condutor do processo, aprendizagem, mediar as ambientado com tecnologias relações dos alunos com de informação. Experiência o sistema informatizado, Professor anterior em ensino e orientação identificar empresas a distância. Acompanhamento potenciais para serem diário das atividades virtuais. analisadas pelo processo de diagnóstico em design.7° Congresso de Pesquisa & Desenvolvimento em Design
  3. 3. Percorrer os caminhos críticos Intimidade com meios apontados pelas guias de digitais de comunicação, atividades. Formular suas integrados à rede de críticas, levantar os dados, Aluno computadores e com acesso manter os prazos. Efetuar o doméstico à mesma. (dados diagnóstico junto às empresas levantados junto aos alunos) clientes disponibilizadas. Disponibilizar dados Empresas em ascensão ou empresariais sobre mercado, incubadas. Empresários processo produtivo, jovens, ousados e estimulados posicionamento estratégico, Empresa por novas investigações. valores, missão e visão Nas empresas serão feitos as de negócios. Participar no avaliações e os diagnósticos levantamento e analise destes de design. dados.Interação entre empresa e universidade Procurando vincular a teoria com a prática, a disciplina sedesenvolveu baseando-se em caso real. Para tanto foram contatadasempresas (a grande maioria das Incubadoras de Empresas Celta2 e Midi3)que foram objeto de trabalho das equipes de alunos. A característicaprincipal da quase totalidade da empresas atendidas é que se encontramem estagio inicial de desenvolvimento, com tempo de vida inferior aquatro anos, estando relativamente distante do design. A tarefa dos alunosfoi de mergulhar no universo da empresa, tanto em seu ambiente internocomo externo de modo a identificar oportunidades de desenvolvimento deprojetos de design. O benefício do diagnóstico para as empresas consiste naprobabilidade de incorporação do design às suas estratégias gerenciais, ena possibilidade de aplicação do conhecimento oriundo da pesquisa dosacadêmicos em ações podem interferir na competitividade da empresa.Segundo MELO (1999), para garantir ou ampliar espaços cada vezmais disputados de mercados as empresas têm buscado novas formas deorganização que proporcionem condições para a inovação tecnológica.Salienta que essas formas são parcerias entre empresas e destas comuniversidades, têm o objetivo de manterem e ampliarem suas condiçõesde competitividade. Em relação ao corpo discente, o trabalho se caracterizou como umimportante meio de aprendizado e obtenção de informações indispensáveispara o aprimoramento e atualização conhecimento, possibilidade detrabalharem com problemas mais concretos, que refletem as reaisnecessidades da indústria. Segundo MACULAN e MERINO (1998) “ainteração com a indústria representa uma oportunidade para diversificaras formas de valorização dos conhecimentos e competências acumuladas,adquirir novas competências e assumir um novo papel no crescimentoeconômico”. 7° Congresso de Pesquisa & Desenvolvimento em Design
  4. 4. Discussão A avaliação de um processo de integração entre empresa e universidade pode girar em torno de inúmeros parâmetros. Alguns deles serão abordados a seguir visando uma primeira leitura de resultados obtidos. Diversos valores podem ser levantados, os parâmetros de identificação dos fatores que resultam na qualidade da ação de design, se apresentam de forma quantitativa e qualitativa. Aquele mais fácil de se perceber, enquanto este se percebe mais sutilmente. Assim, a discussão se fará a partir dos valores obtidos. a. Interações Segundo ALESSIO (2004) “quando se fala nas atividades que estão inseridas no conceito de cooperação, interação, vinculação ou relação entre a instituição de ensino e a empresa, está se falando de uma multiplicidade de ações que potencialmente, com maior ou menor intensidade podem ser desenvolvidas por essas organizações”. O processo de interação empresa-universidade pode ser avaliado a partir de diversas óticas. Através do relacionamento professor empresa, aluno empresa, aluno sistema, professor sistema. Tais ações conjuntas puderam ser verificadas a partir do acompanhamento de relatórios de acesso, por meio da avaliação do empresário e do aluno. Nesta primeira fase no processo de parceria empresa universidade, o professor é o primeiro agente de integrador. Seguindo algumas etapas no processo, iniciando-se no diálogo, intensificam-se com a convivência, até atingir a identificação cultural e a confiança. Na fase inicial, a de conversa de sensibilização, a professora visitou cada uma das 24 empresas apresentando os objetivos do processo, as condições de acompanhamento, os parâmetros a serem avaliados na empresa e as garantias que ambas as partes poderiam honrar (sigilo, acesso a dados, acompanhamento, retorno). A professora também teve que explanar sobre a abrangência da profissão do designer e as possibilidades que ela permite. A resposta dos empresários e gerentes de incubadoras quanto a este primeiro contato foi de abertura para novas formas de atuação do design, visto que quase a totalidade dos empresários se viu surpreso com a proposta de gestão. Qualitativamente, este pode ser considerado como um indicativo de sucesso da ação, visto que um processo de difusão da atuação profissional estaria sendo feito e, ainda que este não fosse o objetivo principal. A aproximação dos acadêmicos com a empresa gera uma avaliação diferente, visto que a grande maioria dos alunos da disciplina não tinham entrado em uma empresa. A validação da proposta da proposta consiste no fato de que as empresas representam o mercado de trabalho dos egressos, sendo assim, é de suma importância os alunos, desde já, terem conhecimento das dinâmicas, onde as metas, dificuldades, exigências devem ser dominadas para que se possa atuar. SILVA (1999), salienta que apesar das características diferentes entre as universidades e as empresas,7° Congresso de Pesquisa & Desenvolvimento em Design
  5. 5. a dinâmica atual do mercado, e suas demandas de pessoal e pesquisa,conduzem à necessidade de otimizar a parceria entre essas instituições. O parâmetro de indicativo de sucesso se faz presente a partir domomento de cumpriu a primeira meta de integração, quebrar a distânciaentre o acadêmico e seu meio de atuação. Essa primeira etapa do processode parceria empresa universidade foi assistida e orientada, tendo apresença da professora como fator de segurança e de acompanhamento,minimizando os erros, as divergências, as incompreensões de ambas aspartes. Os acadêmicos nunca haviam abordado um problema de designsob a ótica da gestão. Assim sendo, quanto às questões de ensino, aspossibilidades de cooperação universidade-empresa, apresenta potencialsignificativo em cenários onde o conhecimento é considerado fundamentalpara o desempenho competitivo das empresas. Um dos principais fatores que tornam possível a integraçãoempresa-universidade é a existência de alguém capaz de falar as duaslínguas, a do empresário e a do estudante, e fazer a articulação entre eles. Na interação aluno-sistema, professor-sistema e não excluindoaluno-professor, as atividades foram mediadas e acompanhadas pelaInternet, auferidas no sistema Polvo. Foi possível à professora acompanharo número de acessos dos alunos, quantidade de tempo conectado. Nogeral, houve um acesso freqüente dos alunos, de modo que a cada novomaterial publicado a mediação foi efetivada, os arquivos chegaram eficaram disponíveis a todos os acadêmicos. O acompanhamento do retorno dos diagnósticos junto às empresasfoi acompanhado pela professora, onde, em cada uma das empresasfoi realizada uma reunião final, dela participaram os acadêmicos, osempresários, a professora e por vezes o gerente da incubadora. Um parâmetro que indica o sucesso na empreitada consiste norepasse de conhecimentos para a empresa. Quando o empresário recebe odiagnóstico da situação da empresa juntamente com propostas melhorias,ele adquire o conhecimento da universidade. Assim, há possibilidadedo resultado desta pesquisa gerar novos projetos de pesquisa para auniversidade, aumentando a produção científica do pesquisador e gerandorecursos financeiros para a pesquisa. Os aspectos observados são relacionados com a interação entreempresa, alunos e professor, a opinião dos empresários em relaçãoao trabalho realizado, a repercussão em termos de mídia, ao interessedespertado em novas empresas e desdobramentos esperados para novasações de mesma natureza. “A formação de parcerias entre a instituiçãode ensino e a empresa pressupõe uma relação calcada no princípio dereciprocidade, em que as potencialidades de cada uma das partes sãoexercidas em prol do objetivo comum”. (ALESSIO, 2004).b. Retorno dos atores 7° Congresso de Pesquisa & Desenvolvimento em Design
  6. 6. Dentre todos os atores envolvidos na ação de design, acadêmicos, professor e empresários, ainda pode-se destacar os gestores das incubadoras e algumas empresas que observaram de modo remoto o trabalho desenvolvido. A resposta dos empresários pode ser medida de duas maneiras, tangível e intangível. A primeira pode ser observada por meio dos questionários remetidos aos empresários, e respondido por cerca da metade deles, além dos questionamentos questionamento direto na reunião de retorno respondido pela totalidade. De forma intangível, o resultado é percebido pelas conversas informais e os conselhos de empresários, dentre outros sem que se possa avaliar de forma palpável seu conteúdo. A percepção dos empresários foi de surpresa quanto à amplitude de atuação do profissional do design, já observado no primeiro contato, e a admiração pela potencialidade que um trabalho desta natureza pode provocar na empresa. A realização dos diagnósticos é encarada como parte do processo de formação, e pelos menos dois empresários usaram este fator como parâmetro de julgamento do trabalho realizado, orientado os acadêmicos sobre seus pontos fracos, sobre suas fragilidades. Então, a interação empresa universidade, representaria como necessidade de aprendizagem permanente e de ajuste recíproco. Sobre a percepção dos alunos, não só a atuação na empresa, como também o ensino a distancia e seu processo de mediação via Internet, os acadêmicos concordam que o retorno imediato das atividades publicadas foi de suma importância, ou seja, o acompanhamento do professor se fez necessário uma maior freqüência de retorno sobre os trabalhos produzidos. Tal retorno gerou um novo ritmo de interações da professora com os alunos e nova forma de avaliação para o próximo ano. Cada uma das tarefas publicadas deverá ter um retorno num prazo máximo de três dias. Outro aspecto que pode ser considerado um parâmetro de avaliação foi a utilização do sistema Polvo, que permitiu aos alunos a interação entre eles, visto que todos os trabalhos publicados estavam disponíveis para todos os acadêmicos, permitindo a comparação entre si, elevando o nível dos trabalhos. Um fator decisivo que serve como indicativo de sucesso, são as publicações dos resultados em jornais de grande circulação, e a divulgação do trabalho pelas mídias internas das incubadoras, uma vez que as gerencias das mesmas acompanharam, de modo distante, os efeitos do trabalho, através de comentários dos empresários e daqueles que foram abordados pelos acadêmicos. Assim sendo o trabalho foi divulgado despertando interesse de novas empresas e de novas incubadoras. c. Divulgação e desdobramentos A primeira aplicação desta forma de aprendizado foi feita em 2005/017° Congresso de Pesquisa & Desenvolvimento em Design
  7. 7. com oito empresas, sendo grande parte da Incubadora Certi. A repercussãodos resultados foi tamanha, que em julho de 2005 a incubadora MIDI,de base tecnológica fez contato com a professora colocando a disposiçãoseus empresários para a divulgação do trabalho. No início do segundosemestre foi feita uma reunião de divulgação junto a 12 empresáriosdaquela incubadora. Destes, foi materializada a adesão de sete novasempresas para serem objeto do trabalho de design em sua segunda edição.Da mesma forma empresas não incubadas, uma de equipamentos deiluminação e outra de móveis de decoração, se mostraram receptivas paraum trabalho desta natureza. Os fatos do mês de julho de 2005 é que foram ainda maisdeterminantes em uma avaliação do efeito do trabalho iniciado. Aincubadora Celta, que abrigou a primeira edição, apresentou propostade trabalho permanente, ou seja, a criação de um programa de gestão dodesign junto às incubadas. Foi promovida uma ação de agradecimento e dereconhecimento pelo trabalho prestado de modo a pleitear a permanênciada ação junto ao Celta. Desta forma foram apresentadas mais seis novasempresas para serem objeto do trabalho em sua segunda edição. Assimsendo, na 2ª vez em que houve a implantação de Ensino a Distância nadisciplina de Gestão do Design – aliada à integração Empresa-Universidade,16 empresas (dentre incubadas e graduadas) foram diagnosticadas pelosalunos. Outros parâmetros de avaliação podem ser verificados quantoa absorção do conhecimento gerado pelos acadêmicos pela empresa.Conforme afirmam os autores FRACASSO e SANTOS (1992), o critériode sucesso do processo de interação se evidencia quando o resultado dapesquisa tem utilidade e é efetivamente transferido para a empresa. Alémdisso, o produto ou processo é produzido pela empresa e tem sucesso nomercado. O indicador de sucesso da interação é a satisfação, e mesmo asurpresa do empresário quanto aos resultados do trabalho. Outro parâmetrosucesso do processo de interação aplicar o resultado da pesquisa, nomercado e a ampliação dos conhecimentos dos acadêmicos. Esse sucessoirá se refletir como um diferencial de mercado para a empresa. A apropriabilidade do conhecimento gerado pelos empresáriospossui duas vertentes que podem ser observadas em duas situações. Emum caso uma das acadêmicas que compunha a equipe foi contratadacomo estagiária pela empresa, ou seja, a companhia não só absorveu oconhecimento gerado pela equipe, como se apropriaram dos conhecimentosda acadêmica para ser utilmente aplicado em problemas de diferentesdomínios da empresa. No outro caso, a empresa se apropriou do conhecimentogerado pelos acadêmicos, porém, optou em realizar o projeto por outroprofissional. Esse fato demonstra que ainda falta a sensibilização porparte do parte dos empresários, que ainda olham com certa desconfiançapara os acadêmicos. O que leva a atentar quanto à inexperiência dosacadêmicos e a necessidade de acompanhamento, por parte do professor eacadêmicos, no período após o término do trabalho. MELO (2002) afirma 7° Congresso de Pesquisa & Desenvolvimento em Design
  8. 8. que o cerne das dificuldades na interação universidade-empresa está nas próprias características das instituições – uma com interesse em gerar lucros, e outra, em gerar conhecimento. Aponta, também, que a falta de conhecimento por parte de ambas as instituições sobre os interesses da outra pode gerar falhas de comunicação. d. Quanto ao conhecimento O conhecimento é um parâmetro intangível, mas de suma importância no processo de interação empresa-universidade. Este pode ser avaliado por três parâmetros: geração do conhecimento; transmissão do conhecimento; e disseminação do conhecimento. O primeiro fator pode ser observado pela surpresa dos empresários diante da apresentação dos diagnósticos, e o interesse de novos empresários para passar pela experiência. Por parte dos acadêmicos, o resultado pode ser medido pelas notas, a média das turmas foi em torno de 8,0. Os itens seguintes são o próprio conhecimento relevante que é propagado e absorvido dentro das organizações e pelos acadêmicos. Ou seja, o diagnóstico (resultado da pesquisa realizada pelos alunos), sendo apresentado ao empresário, e este fornece um feedback no mesmo instante para os acadêmicos. Assim, é preciso haver uma convergência de interesses e tratar o assunto com franqueza, para que os dois lados obtenham resultados consistentes e satisfatórios. Considerações finais O objetivo do trabalho de implementação parcial de Ensino à Distância era de aproximar a empresa da universidade, de desenvolver junto aos alunos a sua autonomia, de propagar a cultura do design e de fomentar mercado para os egressos do curso. Acredita-se que pelos resultados apresentados a aproximação entre empresa e mercado não só se confirmou como gerou novas expectativas. A primeira experiência foi feita solicitando a contribuição da empresa, na segunda edição são as empresas que solicitam a atuação dos acadêmicos. Da mesma forma o interesse da incubadora de implementar programa permanente de gestão do design mostra que a aproximação era desejável e produtiva de modo a ser transformada em ação duradoura. A autonomia desejada dos alunos ainda deve ser objeto de novos estímulos. A orientação bastante próxima da professora, e o acompanhamento das atividades podem ser mais detalhados de modo a permitir aos acadêmicos maior confiança em seu trabalho permitindo que o mesmo se posicione de modo confiante diante dos empresários, seus clientes. Foi possível perceber que o grupo de acadêmicos desta experiência se viu desafiado a trabalhar de forma autônoma se vendo diante de tomadas de decisão as quais eles teriam que explicitar, defender e implementar. Os bons resultados ocorreram porque os a interação empresa-7° Congresso de Pesquisa & Desenvolvimento em Design
  9. 9. universidade é de interesse da tanto da empresa quanto para a instituição-corpo discente, tendo-se a geração de conhecimento com principal fatorviabilizador. A compreensão do papel da interação na construção doconhecimento é fundamental para que o professor possa facilitar,promover e melhorar a aprendizagem escolar. Apesar do grande empenhodos alunos em analisar e diagnosticar a empresa, é responsabilidade daempresa viabilizar a aplicação do conhecimento dos acadêmicos, gerandoinovações e contribuindo para a competitividade. As evidências mostram que quando compreendem claramenteo papel do aluno dentro da sua organização, competência deste versusnecessidade da empresa, consegue-se estabelecer ligações maduras eduradouras entre Empresa-Universidade e obter ganhos reais com estasligações. O comprometimento dos acadêmicos, que entendem missãoe objetivos do projeto da disciplina, empenhados com a produção,disseminação e transferência de conhecimento e processos organizacionaisé que dão suporte a esta permuta de forma profissional e empreendedora. Com base nos resultados averiguados, fazem-se ajustes, visto quea atividade de ensino é uma busca constante da situação ideal e de respostapermanente às necessidades da sociedade. Uma adaptação que deverá serfeita é o monitoramento da repercussão do trabalho junto às empresasnum período pós-apresentação. Outro fator que deve ser melhorado é acapacidade dos alunos de fazerem a venda do seu projeto. Assim sendocada nova edição deste projeto terá sua qualidade elevada. Assim sendo, os beneficiados deste empreendimento são osestudantes que por meio de novos conhecimentos e habilidades, podemobter uma posição competitiva no mercado de trabalho; as empresasque poderão aperfeiçoar suas atividades, contratando profissionais comformação acadêmica de boa qualidade e a própria sociedade, para cujobem-estar devem convergir todas as ações.ReferênciasALESSIO, Paulo A. Informação e Conhecimento: um modelo de gestãopara potencializar inovação e a cooperação universidade-empresa.2004. 341 f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-graduação em Engenhariade Produção, Departamento de Departamento de Engenharia de Produçãoe Sistemas, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.BONACCORSI, Andrea; PICCALUGA, Andrea. A theoreticalframework for the evaluation of university-industry relationships.R&D Management n.24 v.3, p.229-247, 1994.FRACASSO, Edi Madalena e SANTOS, M. Elizabeth Ritter dos. Modelosde transferência de tecnologia da universidade para a empresa. In:Encontro Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração,16. Canela, setembro de 1992. Anais... v.1JANUÁRIO NETTO, Éden; BASSO, Cion Cassiano e CONCEIÇÃO, Zely 7° Congresso de Pesquisa & Desenvolvimento em Design
  10. 10. da. Interação Escola-Empresa no CEFET-PR. In. Revista Educação & Tecnologia. Ano 2, nº 3, Editorial, p.139-150, ago 1998. MACULAN A. M, MERINO, J. C. Como avaliar a transferência do conhecimento na interação universidade-empresa? São Paulo: Anais do XX Simpósio de Gestão da Inovação Tecnológica, 1998. MAGALHÃES, Cláudio. Design Estratégico: integração e ação do Design Industrial dentro das empresas. SENAI/DN – SENAI/CETIQT – CNPq – IBIPTI – PADCT – TIB. 1997. Manual de Gestão do Design. Centro Português de Design. Portugal, 1997. MELO, Pedro. A cooperação universidade/empresa nas universidades públicas brasileiras. 2002.Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2002. MOTA, Teresa Lenice Nogueira da Gama. Interação Universidade- Empresa na Sociedade do Conhecimento: reflexões e realidade. Brasília: Revista Ciência da Informação, v. 30, ago, 2001. NETO, Reinaldo Cherubini. Podem as condições capacitadoras da criação do conhecimento organizacional auxiliar o processo de interação universidade-empresa?. Revista do Centro de Ciências da Economia e Informática - CCEI - URCAMP, v.7, n.11, p. 23-31.2003. OLIVEIRA, Rodrigo Maia de. A Cooperação da Universidade Federal de São Carlos com a Sociedade. 2002. 158p. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção. Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia. Universidade Federal de São Carlos, 2002. PLONSKI, Guilherme Ary. Cooperação universidade-empresa: um desafio gerencial complexo. São Paulo: Revista de Administração, USP, v. 34, nº 4, p. 5-12, outubro/dezembro 1999. ________________________. Cooperação empresa-universidade: antigos dilemas, novos desafios. Revista USP, São Paulo (25): 32-41, março/maio. 1995. SILVA, José Carlos Teixeira da. Centro Operacional de Desenvolvimento: Modelo de Interação Empresa-Universidade. In. Interação Universidade Empresa II. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, p.225 – 245, 1999. (Footnotes) 1 Polvo é um Sistema de Apoio à aprendizagem, de código aberto desenvolvido pela7° Congresso de Pesquisa & Desenvolvimento em Design
  11. 11. parceria: MEC / SEED / PROINFO - UDESC / ESAG / LabTIC - UFES / FCAA / FIEPEcom a equipe de Desenvolvimento do Sistema coordenada por Julibio David Ardigo,Dr.2 Incubadora de empresas de base tecnológica, da Fundação Certi, com mais de 15 anosde existência, instalada no Parque Alfa em Florianópolis.3 Incubadora de Empresas de Base Tecnológica catarinense, localizada no bairrouniversitário Trindade, em Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina. 7° Congresso de Pesquisa & Desenvolvimento em Design
  12. 12. 7° Congresso de Pesquisa & Desenvolvimento em Design

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