INTRODUÇÃO À LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO /######         /###       /#####        /#####       /###       /###| ### /###     ...
SUMÁRIO1 - FUNDAMENTOS DE PROGRAMAÇÃO ............................................                                  1  1.1...
4.2.1 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO ...........................................................              41         4.2.2 EXER...
11 − FUNDAMENTOS DE PROGRAMAÇÃO1.1 O QUE SÃO ALGORITMOS ?     O uso de algoritmos é quase tão antigo quanto a matemática. ...
2    Na prática não é importante ter-se apenas um algoritmo, mas sim, um bom algoritmo. O maisimportante de um algoritmo é...
31.1.3 EXERCÍCIOS   1a Questão) Elabore um algoritmo que mova 3 discos de uma torre de Hanói, que consiste em3 hastes (a-b...
41.2.3 TIPOS CARACTERES    São caracterizados como tipos caracteres, as seqüências contendo letras, números e símbolosespe...
5   Exemplos de nomes de variáveis:   • Salario - correto   • 1ANO - errado (não começou uma letra)   • ANO1 - correto   •...
6   • Dispositivo de saída é o meio pelo qual as informações (geralmente os resultados da execução     de um programa) são...
7                             Figura 1.3: Simbologia dos Fluxogramasportuguês para passar-lhe as instruções necessárias à ...
8                              Figura 1.4: Fluxograma Cálcula Média    Um dos principais fatores que motivaram o surgiment...
9executar os comandos básicos da linguagem. Por exemplo, você pode usar uma função trigonométricano seu programa fonte, e ...
10                         COM   ---   Programa executável                         OBJ   ---   Programa objeto            ...
112 − FUNDAMENTOS DA PROGRAMAÇÃO EM PASCAL2.1 ESTRUTURA DE UM PROGRAMA EM PASCAL    Um programa em Pascal é um conjunto de...
12                                       BEGIN                                         comando1;                          ...
13                     DIV                  INTERRUPT               THEN                     DO                   LABEL   ...
14                           - Integer                   - Real                           - String                    - Ch...
15   Neste exemplo está sendo declarado o tipo Nome que é uma seqüência de até 40 caracteres.Podem ser consideradas deste ...
16                            Pi = 3.1415926;                            NumeroMaximoDeLinhas = 1024 + 253 + 5;           ...
172.1.6 COMENTÁRIOS    Comentários são usados para aumentar a clareza de um programa. Todos os comentários sãodesprezados ...
18                                    Expressão        Valor                                   ------------------------   ...
19    Exemplo: A derivada do arco-seno de x, ou seja, 1 sobre a raiz quadrada da diferença entre 1 eo quadrado de x, se es...
20                        VAR                          x, y, z: byte;                          nome1, nome2: string;      ...
21                               1                                  arctg(x) + |x|                   c) ------------------...
22a)   TESTE   :=   X  Y;b)   TESTE   :=   NOT (Abs(X*Y) = 5e20);c)   TESTE   :=   (X  0) OR (Y  10*Abs(X)) OR Classifica;...
233 − ENTRADA E SAÍDA DE DADOS    Os comandos de entrada ou saída fazem a comunicação entre o programa que está sendo exec...
243.2 COMANDOS DE SAÍDA   Um comando de saída transfere dados para um dispositivo de saída (vídeo, impressora). Osdados qu...
25               Antonio              60               Jose              75               Maria              90   Enquanto...
26    Observe que neste WRITELN temos uma constante do tipo string Soma =  e uma expressãoaritmética Num1 + Num2.   Nosso ...
27                                 WRITELN; WRITELN; WRITELN;Isso causa a impressão de três linhas em branco.    Um READLN...
28    O símbolo    na tabela acima assinala os espaços em branco. Em um comando WRITE ouWRITELN, a impressão de n espaços ...
29                AnguloEmGraus: INTEGER;                seno, cosseno, tangente, AnguloEmRadianos: REAL;              BEG...
30              PROGRAM AreaDoTriangulo;              {                  Dados os números reais a, b, ç é fornecida o valo...
31  ii. Efetuar a soma das variáveis A e B colocado seu resultado na variável X; iii. Apresentar o valor da variável X apó...
32                                                           (1+i)2 −1                                  V alorCalculado = ...
334 − ESTRUTURAS DE DECISÃO    Para resolver problemas complexos, um programa deve ser capaz de tomar decisões e escolheru...
34                     END;     onde condição é uma expressão booleana. Se a condição for verdadeira, isto é, for avaliada...
35                                 END                                 ELSE                                 BEGIN         ...
36   Se x for negativo, por exemplo -9, queremos ver algo como                         A raiz quadrada de -9.000 é        ...
37                                ...                                IF (nome1  nome2) THEN                               ...
38              PROGRAM MaiorDeTres;              VAR                x, y, z, maior: real;              BEGIN             ...
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  1. 1. INTRODUÇÃO À LINGUAGEM DE PROGRAMAÇÃO /###### /### /##### /##### /### /###| ### /### /### ### /###__/### / ###__/## /### ### | ###| ###| ### /###_/ ### | #### /_/ | ### |/_/ /###_/ ### | ###| ######_/ | ### | ### / #### | ### | ### | ### | ###| ###__/ | ######### / #### | ### | ######### | ###| ### | ###__/### /### ### |/ ### /## | ###__/### | ###| ### | ### | ### |/ ##### / ##### / | ### | ### | #######|/__/ |/__/ |/__/ /____/ /____/ |/__/ |/__/ |/______/ SEMESTRE 2008/1
  2. 2. SUMÁRIO1 - FUNDAMENTOS DE PROGRAMAÇÃO ............................................ 1 1.1 O QUE SÃO ALGORITMOS ?.................................................................. 1 1.1.1 POR QUE PRECISAMOS DE ALGORITMOS ?.................................... 2 1.1.2 MÉTODO PARA CONSTRUIR UM ALGORITMO ................................ 2 1.1.3 EXERCÍCIOS ............................................................................. 3 1.2 TIPOS DE INFORMAÇÃO ...................................................................... 3 1.2.1 TIPOS INTEIROS (NUMÉRICOS) .................................................... 3 1.2.2 TIPOS REAIS (NUMÉRICOS) ......................................................... 3 1.2.3 TIPOS CARACTERES .................................................................. 4 1.2.4 TIPOS LÓGICOS ......................................................................... 4 1.3 VARIÁVEIS ........................................................................................ 4 1.3.1 ARMAZENAMENTO DE DADOS NA MEMÓRIA ................................. 4 1.3.2 CONCEITO E UTILIDADE DE VARIÁVEIS ........................................ 4 1.4 INSTRUÇÕES PRIMITIVAS .................................................................... 5 1.5 REPRESENTAÇÃO DE ALGORITMOS ATRAVÉS DE FLUXOGRAMAS............. 6 1.5.1 EXERCÍCIOS ............................................................................. 6 1.6 INTRODUÇÃO A LINGUAGEM PASCAL ................................................... 7 1.6.1 PROGRAMAS FONTE, OBJETO E EXECUTÁVEL .............................. 8 1.6.2 NOMES DOS ARQUIVOS EM DISCO................................................ 92 - FUNDAMENTOS DA PROGRAMAÇÃO EM PASCAL .......................... 11 2.1 ESTRUTURA DE UM PROGRAMA EM PASCAL ......................................... 11 2.1.1 IDENTIFICADORES .................................................................... 12 2.1.2 TIPOS DEFINIDOS DO PASCAL ..................................................... 13 2.1.2.1 TIPO INTEIRO ................................................................ 14 2.1.2.2 TIPO BOOLEAN .............................................................. 14 2.1.2.3 TIPO CHAR.................................................................... 14 2.1.2.4 TIPO REAL .................................................................... 14 2.1.2.5 TIPO STRING ................................................................. 14 2.1.3 DECLARAÇÃO DE VARIÁVEIS ...................................................... 15 2.1.4 DECLARAÇÃO DE CONSTANTES .................................................. 15 2.1.5 COMANDO DE ATRIBUIÇÃO ........................................................ 16 2.1.6 COMENTÁRIOS .......................................................................... 17 2.1.7 EXPRESSÕES ARITMÉTICAS ........................................................ 17 2.1.8 FUNÇÕES MATEMÁTICAS PRÉ-DEFINIDAS ..................................... 18 2.1.9 EXPRESSÕES LÓGICAS ............................................................... 19 2.2 EXERCÍCIOS ...................................................................................... 203 - ENTRADA E SAÍDA DE DADOS ..................................................... 23 3.1 COMANDOS DE ENTRADA ................................................................... 23 3.2 COMANDOS DE SAÍDA......................................................................... 24 3.3 FORMATAÇÃO ................................................................................... 27 3.4 O COMANDO CLRSCR ......................................................................... 29 3.4.1 EXERCÍCIOS ............................................................................. 30 3.5 EXERCÍCIOS AVANÇADOS .................................................................... 324 - ESTRUTURAS DE DECISÃO .......................................................... 33 4.1 COMANDOS COMPOSTOS .................................................................... 33 4.2 A ESTRUTURA DE DECISÃO IF ............................................................. 33
  3. 3. 4.2.1 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO ........................................................... 41 4.2.2 EXERCÍCIOS ............................................................................. 43 4.2.3 EXERCÍCIOS OPCIONAIS ............................................................. 45 4.3 A ESTRUTURA DE DECISÃO CASE......................................................... 46 4.4 EXERCÍCIOS ...................................................................................... 495 - ESTRUTURAS DE REPETIÇÃO ...................................................... 51 5.1 A ESTRUTURA DE REPETIÇÃO FOR ...................................................... 51 5.1.1 EXERCÍCIOS ............................................................................. 60 5.1.2 EXERCÍCIOS OPCIONAIS ............................................................. 61 5.2 A ESTRUTURA DE REPETIÇÃO WHILE .................................................. 62 5.2.1 EXERCÍCIOS ............................................................................. 64 5.2.2 EXERCÍCIOS OPCIONAIS ............................................................. 65 5.3 A ESTRUTURA DE REPETIÇÃO REPEAT-UNTIL ....................................... 66 5.3.1 EXERCÍCIOS ............................................................................. 726 - FUNÇÕES E PROCEDIMENTOS ..................................................... 73 6.1 FUNÇÕES .......................................................................................... 73 6.1.1 ESTRUTURA DE UMA FUNÇÃO .................................................... 73 6.1.2 FUNÇÕES DEFINIDAS POR SOMATÓRIOS ....................................... 85 6.2 PROCEDIMENTOS............................................................................... 86 6.2.1 DEFINIÇÃO, PROCEDIMENTOS SEM PARÂMETROS ......................... 86 6.2.2 PROCEDIMENTOS COM PARÂMETROS .......................................... 89 6.2.3 EXERCÍCIOS ............................................................................. 937 - VETORES E MATRIZES ................................................................ 97 7.1 DECLARAÇÃO DE TIPOS ..................................................................... 97 7.2 VETORES .......................................................................................... 97 7.2.1 EXERCÍCIOS ............................................................................. 99 7.3 MATRIZES ......................................................................................... 100 7.3.1 EXERCÍCIOS ............................................................................. 102
  4. 4. 11 − FUNDAMENTOS DE PROGRAMAÇÃO1.1 O QUE SÃO ALGORITMOS ? O uso de algoritmos é quase tão antigo quanto a matemática. Com o passar do tempo, entretanto,ele foi bastante esquecido pela matemática. Com o advento das máquinas de calcular e mais tardeos computadores, o uso de algoritmos ressurgiu com grande vigor, como uma forma de indicar ocaminho para a solução dos mais variados problemas. Algoritmo não é a solução do problema, pois, se assim fosse, cada problema teria um únicoalgoritmo. Algoritmo é o caminho para a solução de um problema, e em geral, os caminhos quelevam a uma solução são muitos. Ao longo dos anos surgiram muitas formas de representar os algoritmos, alguns utilizandolinguagens semelhantes às linguagens de programação e outras utilizando formas grácas. Oaprendizado de algoritmos não se consegue a não ser através de muitos exercícios. Algoritmos não se aprende: À especicação da seqüência ordenada de passos que deve ser seguida para a realização de umatarefa, garantindo a sua repetibilidade, dá-se o nome de algoritmo. Embora esta denição de algoritmoseja correta, podemos denir algoritmo, de maneira informal e completa como: Algoritmos é um conjunto de regras, bem denidas, para a solução de um problema em um tempo nito e com um número nto de passos. Algoritmo pode ser denido também como um conjunto de valores como entrada e produz algumvalor ou conjunto de valores como saída. Um algoritmo deve sempre possuir pelo menos um resultado,normalmente chamado de saída, e satisfazer a propriedade da efetividade, isto é, todas as operaçõesespecicadas no algoritmo devem ser sucientemente básicas para que possam ser executadas demaneira exata e num tempo nito.
  5. 5. 2 Na prática não é importante ter-se apenas um algoritmo, mas sim, um bom algoritmo. O maisimportante de um algoritmo é a sua correção, isto é, se ele resolve realmente o problema proposto eo faz exatamente. Para se ter um algoritmo, é necessário: i. Que se tenha um número nito de passos; ii. Que cada passo esteja precisamente denido, sem possíveis ambigüidades; iii. Que existam zero ou mais entradas tomadas de conjuntos bem denidos; iv. Que existam uma ou mais saídas; v. Que exista uma condição de m sempre atingida para quaisquer entradas e num tempo nito. Para que um computador possa desempenhar uma tarefa é necessário que esta seja detalhadapasso a passo, numa forma compreensível pela máquina, utilizando aquilo que se chama de programa.Neste sentido, um programa de computador nada mais é que um algoritmo escrito numa formacompreensível pelo computador.1.1.1 POR QUE PRECISAMOS DE ALGORITMOS ? Vejamos o que algumas pessoas importantes, para a Ciência da Computação, disseram a respeitode algoritmo: A noção de algoritmo é básica para toda a programação de computadores. [KNUTH- Professor da Universidade de Stanford, autor da coleção The art of computer programming] O conceito central da programação e da ciência da computação é o conceito de algoritmo.[WIRTH - Professor da Universidade de Zurique, autor de diversos livros na área e responsável pelacriação de linguagens de programação como ALGOL, PASCAL e MODULA-2]. A importância do algoritmo está no fato de termos que especicar uma seqüência de passoslógicos para que o computador possa executar uma tarefa qualquer, pois o mesmo por si só não temvontade própria, faz apenas o que mandamos. Com uma ferramenta algorítmica, podemos conceberuma solução para um dado problema, independendo de uma linguagem especíca e até mesmo dopróprio computador.1.1.2 MÉTODO PARA CONSTRUIR UM ALGORITMO Utilizando os conceitos já desenvolvidos, esquematizaremos um método para construir umalgoritmo logicamente correto: i. Ler atentamente o enunciado: Deve-se reler o enunciado de um exercício quantas vezes for necessário, até compreendê-lo completamente. A maior parte da resolução de um exercício consiste na compreensão completa do enunciado. ii. Retirar a relação das entradas de dados do enunciado Através do enunciado, descobrimos quais são os dados que devem ser fornecidos ao programa, via teclado, a partir dos quais são desenvolvidos os cálculos. Obs. Pode haver algum algoritmo que não necessite da entrada de dados (pouco comum). iii. Retirar do enunciado as informações de saída Através do enunciado podemos descobrir quais são as informações que devem ser mostradas para compor o resultado nal, objetivo do algoritmo. 4. Determinar o que deve ser feito para transformar as entradas em saídas Nessa fase é que teremos a construção do Algoritmo propriamente dito. Devemos determinar qual sequência de passos ou ações é capaz de transformar um conjunto de dados nas informações de resultado. Para isso, utilizamos os fatores descritos anteriormente, tais como legibilidade, portabilidade, método cartesiano e planejamento reverso, e nalmente podemos construir o algoritmo.
  6. 6. 31.1.3 EXERCÍCIOS 1a Questão) Elabore um algoritmo que mova 3 discos de uma torre de Hanói, que consiste em3 hastes (a-b-c), uma das quais serve de suporte para os três discos de tamanhos diferentes (1-2-3),os menores sobre os maiores. Pode-se mover um disco de cada vez para qualquer haste, sendo quenunca deve ser colocado um disco maior sobre um menor. O objetivo é transferir os três discos dahaste A para haste C. Figura 1.1: Torres de Hanoi Mova disco n da haste n1 para haste n2 - - - - -1.2 TIPOS DE INFORMAÇÃO Todo o trabalho realizado por um computador é baseado na manipulação das informaçõescontidas em sua memória. Estas informações podem ser classicadas em dois tipos: • As instruções, que comandam o funcionamento da máquina e determinam a maneira como devem ser tratados os dados. • Os dados propriamente ditos, que correspondem à porção das informações a serem processadas pelo computador. A classicação apresentada a seguir não se aplica a nenhuma linguagem de programaçãoespecíca; pelo contrário, ela sintetiza os padrões utilizados na maioria das linguagens.1.2.1 TIPOS INTEIROS (NUMÉRICOS) São caracterizados como tipos inteiros, os dados numéricos positivos ou negativos. Excluindo-sedestes qualquer número fracionário. Como exemplo deste tipo de dado, tem-se os valores: 35, 0, -56,1024 entre outros.1.2.2 TIPOS REAIS (NUMÉRICOS) São caracterizados como tipos reais, os dados numéricos positivos e negativos e númerosfracionários. Como exemplo deste tipo de dado, tem-se os valores: 35, 0, -56, 1.2, -45.987 entreoutros.
  7. 7. 41.2.3 TIPOS CARACTERES São caracterizados como tipos caracteres, as seqüências contendo letras, números e símbolosespeciais. Uma seqüência de caracteres deve ser indicada entre aspas (). Este tipo de dado tambémé conhecido como string, alfanumérico, string, literal ou cadeia. Como exemplo deste tipo de dado,tem-se os valores: Programação, Rua Alfa, 52 Apto 1, Fone 574-9988, 04387-030, , 7 entreoutros.1.2.4 TIPOS LÓGICOS São caracterizados como tipos lógicos os dados com valor verdadeiro e falso, sendo que este tipode dado poderá representar apenas um dos dois valores. Ele é chamado por alguns de tipo booleano,devido à contribuição do lósofo e matemático inglês George Boole na área da lógica matemática.1.3 VARIÁVEIS Na programação, uma variável é um objeto (uma posição, freqüentemente localizada na memória)capaz de reter e representar um valor ou expressão. Enquanto as variáveis só existem emtempo de execução, elas são associadas a nomes, chamados identicadores, durante o tempo dedesenvolvimento.1.3.1 ARMAZENAMENTO DE DADOS NA MEMÓRIA Para armazenar os dados na memória, imagine que a memória de um computador é um grandearquivo com várias gavetas, onde cada gaveta pode armazenar apenas um único valor (seja elenumérico, caractere ou lógico). Se é um grande arquivo com várias gavetas, é necessário identicarcom um nome a gaveta que se pretende utilizar. Desta forma o valor armazenado pode ser utilizadoa qualquer momento.1.3.2 CONCEITO E UTILIDADE DE VARIÁVEIS Têm-se como denição de variável tudo aquilo que é sujeito a variações, que é incerto, instávelou inconstante. E quando se fala de computadores, temos que ter em mente que o volume deinformações a serem tratadas é grande e diversicado. Desta forma, os dados a serem processadosserão bastante variáveis. Como visto anteriormente, informações correspondentes a diversos tipos dedados são armazenadas nas memórias dos computadores. Para acessar individualmente cada umadestas informações, em princípio, seria necessário saber o tipo de dado desta informação (ou seja,o número de bytes de memória por ela ocupados) e a posição inicial deste conjunto de bytes namemória. Percebe-se que esta sistemática de acesso a informações na memória é bastante ilegível e difícilde se trabalhar. Para contornar esta situação criou-se o conceito de variável, que é uma entidadedestinada a guardar uma informação. Basicamente, uma variável possui três atributos: um nome, um tipo de dado associado à mesmae a informação por ela guardada. Toda variável possui um nome que tem a função de diferenciá-ladas demais. Cada linguagem de programação estabelece suas próprias regras de formação de nomes devariáveis. Adotaremos para os algoritmos, as seguintes regras: i. um nome de variável deve necessariamente começar com uma letra; ii. um nome de variável não deve conter nenhum símbolo especial, exceto a sublinha ( _ ) e nenhum espaço em branco; iii. Um nome de variável não poderá ser uma palavra reservada a uma instrução de programa.
  8. 8. 5 Exemplos de nomes de variáveis: • Salario - correto • 1ANO - errado (não começou uma letra) • ANO1 - correto • SAL/HORA - errado (contém o caractere /) • SAL_HORA - correto • _DESCONTO - errado (não começou com uma letra) Obviamente é interessante adotar nomes de variáveis relacionados às funções que serão exercidaspela mesmas dentro de um programa. Outro atributo característico de uma variável é o tipo de dadoque ela pode armazenar. Este atributo dene a natureza das informações contidas na variável. Porúltimo há o atributo informação, que nada mais é do que a informação útil contida na variável. Uma vez denidos, os atributos nome e tipo de dado de uma variável não podem ser alteradose assim permanecem durante toda a sua existência, desde que o programa que a utiliza não sejamodicado. Por outro lado, o atributo informação está constantemente sujeito a mudanças de acordocom o uxo de execução do programa. Em resumo, o conceito de variável foi criado para facilitar avida dos programadores, permitindo acessar informações na memória dos computadores por meio deum nome, em vez do endereço de uma célula de memória. Exemplo: Suponha que fosse atribuído os seguintes valores às seguintes variáveis: A = mesa, B= 0, C = 2, D = -5.4, E = João e E = 5.656. A gura 1.2 mostra como estas variáveis cam armazendas na memória. Figura 1.2: Armazenamento de variáveis na Memória1.4 INSTRUÇÕES PRIMITIVAS Como o próprio nome diz, instruções primitivas são os comandos básicos que efetuam tarefasessenciais para a operação dos computadores, como entrada e saída de dados (comunicação como usuário e com dispositivos periféricos), e movimentação dos mesmos na memória. Estes tipos deinstrução estão presentes na absoluta maioria das linguagens de programação. Antes de passar à descrição das instruções primitiva, é necessária a denição de alguns termosque serão utilizados: • Dispositivo de entrada é o meio pelo qual as informações (mais especicamente os dados) são transferidos pelo usuário ou pelos níveis secundários de memória ao computador. Os exemplos mais comuns são o teclado, o mouse, leitora ótica, leitora de código de barras, as tas e discos magnéticos.
  9. 9. 6 • Dispositivo de saída é o meio pelo qual as informações (geralmente os resultados da execução de um programa) são transferidos pelo computador ao usuário ou aos níveis secundários de memória. Os exemplos mais comuns são o monitor de vídeo, impressora, tas e discos magnéticos. • Sintaxe é a forma como os comandos devem ser escritos, a m de que possam ser entendidos pelo tradutor de programas. A violação das regras sintáticas é considerada um erro sujeito à pena do não reconhecimento por parte do tradutor; • Semântica é o signicado, ou seja, o conjunto de ações que serão exercidas pelo computador durante a execução do referido comando. Daqui em diante, todos os comando novos serão apresentados por meio de sua sintaxe e sua semântica, isto é, a forma como devem ser escritos e a(s) ação(ões) que executam.1.5 REPRESENTAÇÃO DE ALGORITMOS ATRAVÉS DE FLUXOGRAMAS Fluxograma é uma representação gráca de algoritmos onde formas geométricas diferentesimplicam ações distintas. Tal propriedade facilita o entendimento das idéias contidas nosalgoritmos. Nota-se que os uxogramas convencionais preocupam-se com detalhes de nível físicoda implementação do algoritmo. Por exemplo, guras geométricas diferentes são adotadas pararepresentar operações de saída de dados realizadas em dispositivos distintos, como uma unidadede armazenamento de dados ou um monitor de vídeo. A gura 1.3 mostra as principais formasgeométricas usadas em uxogramas. De modo geral, o uxograma se resume a um único símbolo inicial, por onde a execução doalgoritmo começa, e um ou mais símbolos nais, que são pontos onde a execução do algoritmose encerra. Partindo do símbolo inicial, há sempre um único caminho orientado a ser seguido,representando a existência de uma única seqüência de execução das instruções. Isto pode ser melhorvisualizado pelo fato de que, apesar de vários caminhos poderem convergir para uma mesma gurado diagrama, há sempre um único caminho saindo desta. Exceções a esta regra são os símbolos nais,dos quais não há nenhum uxo saindo, e os símbolos de decisão, de onde pode haver mais de umcaminho de saída (normalmente dois caminhos), representando uma bifurcação no uxo. Um diagrama de blocos é uma forma de uxograma usada e desenvolvida por prossionais daprogramação, tendo como objetivo descrever o método e a seqüência do processo dos planos numcomputador. Pode ser desenvolvido em qualquer nível de detalhe que seja necessário. Quando sedesenvolve um diagrama para o programa principal, por exemplo, seu nível de detalhamento podechegar até as instruções. Esta ferramenta usa diversos símbolos geométricos, os quais, estabelecerão asseqüências de operações a serem efetuadas em um processamento computacional. Após a elaboraçãodo diagrama de bloco, é realizada a codicação do programa. A gura abaixo mostra o exemplo deum diagrama de blocos ou uxogramas. A gura 1.4 mostra como caria a representação de um algoritmo que calcula a média.1.5.1 EXERCÍCIOS 1a Questão) Dena, com suas palavras, o que é algoritmo. 2a Questão) Cite alguns algoritmos que podemos encontrar na vida quotidiana. 3a Questão)De acordo com seu entendimento, qual é a característica mais importante em umalgoritmo? Justique a sua resposta. 4a Questão) Um algoritmo não pode conter um comando como Escreva todos os númerosinteiros positivos. Por quê? 5a Questão) Suponha que temos um robô a nossa disposição. Esse robô chama-se MANNYe precisa ser ensinado a fazer determinadas tarefas. Para ensinar o MANNY, vamos fazer uso do
  10. 10. 7 Figura 1.3: Simbologia dos Fluxogramasportuguês para passar-lhe as instruções necessárias à execução de cada atividade. Escreva os passosnecessários para o nosso robô executar: • encher uma bacia com água; • trocar uma lâmpada no teto de sua casa; • trocar o pneu de um carro; • calcular a sua idade daqui a 20 anos; • calcular a média de um aluno com 3 notas. 6a Questão) É comum ouvirmos programadores experimentados armarem: algoritmos ...aprendi e nunca usei na prática ... não vejo necessidade.... Discuta esse tipo de armativa.1.6 INTRODUÇÃO A LINGUAGEM PASCAL A linguagem Pascal se destina à programação de computadores. Foi desenvolvida no nal dosanos 60 na Suíça e seu nome é uma homenagem ao criador da primeira calculadora mecânica, omatemático francês do século XVII Blaise Pascal.
  11. 11. 8 Figura 1.4: Fluxograma Cálcula Média Um dos principais fatores que motivaram o surgimento da linguagem foi a obtenção de umalinguagem simples, capaz de incentivar a edição de programas claros e facilmente legíveis, favorecendoa utilização das boas técnicas de programação. Assim como as outras linguagens de programação, o Pascal possui várias versões. Cada fabricantecria sua própria versão com suas particularidades. As versões mais famosas são o Turbo Pascal, daBorland International, e o MS-Pascal, da Microsoft. Existem versões de Pascal para todos os tiposde computadores, desde MSX e CP-500 a computadores de grande porte como o IBM 4381. À medida que o tempo passa, cada fabricante costuma atualizar e melhorar as versões de seusprogramas. O mesmo acontece com as linguagens de programação. Em 1983, a Borland criou o TurboPascal, versão 1. Essa versão inicial passou por sucessivas atualizações até que em 1991 tínhamos oTurbo Pascal, versão 6. Neste texto, onde nos referirmos simplesmente à linguagem Pascal, estamosnos referindo à versão 5 do Turbo Pascal, lançada em 1988.1.6.1 PROGRAMAS FONTE, OBJETO E EXECUTÁVEL Normalmente, quando pensamos em elaborar um programa, estamos pensando em fazer umtexto com palavras do tipo read, write, function, end, etc. Neste texto, cada palavraescrita obedece a uma gramática rigorosa ditada pela linguagem de programação. Queremos queo computador execute cada comando associado a cada palavra que escrevemos. Este texto a queestamos nos referindo é chamado programa fonte. Internamente, todo computador só entende uma linguagem chamada linguagem de máquina,formada exclusivamente por números binários, cujos únicos algarismos são 0 e 1. Logo, o programafonte deve passar por algum processo de tradução para que o computador possa entendê-lo. Essatradução é chamada compilação. O programa fonte, após a compilação, recebe o nome de programaobjeto. Apesar do programa objeto estar na linguagem do computador, ele ainda não pode ser executadopois, sob um certo aspecto, está ainda incompleto. Faltam instruções nele que ensinem o computador a
  12. 12. 9executar os comandos básicos da linguagem. Por exemplo, você pode usar uma função trigonométricano seu programa fonte, e na hora dela ser executada, o computador saberá como calculá-la. Quemé que ensina ao computador a calcular valor de função trigonométrica? A resposta a essa perguntaé simples: toda linguagem de programação possui um conjunto de instruções básicas pronto paraser adicionado a qualquer programa objeto. Esse conjunto de instruçÕes é a biblioteca padrão dalinguagem. O ato de ligar (link) o programa objeto à biblioteca padrão é chamado ligação (quealgumas pessoas chamam de linkagem, talvez pelo hábito de usar neologismos). O programa objetoapós a ligação com a biblioteca padrão torna-se um programa executável. +------------+ +------------+ | Programa | COMPILAÇÃO | Programa | | fonte |-----------| objeto | +------------+ +------------+ +-------------+ |-----------| Programa | +-------------+ | executável | | Biblioteca | +-------------+ | padrão | +-------------+1.6.2 NOMES DOS ARQUIVOS EM DISCO Os nomes com os quais os programas de qualquer linguagem de programação são gravados nodisco, obedecem às regras de formação de nomes do sistema operacional: todo arquivo do disco éespecicado por um nome obrigatório com no máximo 8 caracteres e uma extensão opcional com nomáximo 3 caracteres. O nome e a extensão são separados por um ponto. Os caracteres que podem aparecer no nome ou extensão são letras, algarismos e algunscaracteres especiais como: ( ) - _ $ ! @ # Não podem fazer parte donome ou extensão os seguintes caracteres: + ? * / | [ ] : ; , . É comum um programa fonte em Pascal ter extensão PAS. Se você não mencionar a extensãode um arquivo, o Pascal incluirá automaticamente a extensão PAS, sempre que for feito algum usodo mesmo. Neste caso, dizemos que PAS é a extensão default( = omissão, falta) do Pascal. Aextensão, geralmente, classica o tipo do arquivo. Algumas extensões bastante comuns são: PAS --- Programa fonte em Pascal BAS --- Programa fonte em BASIC C --- Programa fonte em C FOR --- Programa fonte em FORTRAN PRO --- Programa fonte em PROLOG ASM --- Programa fonte em Assembly BAK --- Arquivo cópia (back up) de outro BAT --- Arquivo de lote (batch) EXE --- Programa executável
  13. 13. 10 COM --- Programa executável OBJ --- Programa objeto SYS --- Arquivo usado pelo sistema operacional DOC --- Texto TXT --- Texto TPU --- Unidade do Turbo Pascal Por exemplo, para um programa que trate da resolução de sistemas lineares, um nome naturalpoderia ser SISTEMA.PAS. No entanto, o usuário poderia chamá-lo de @##!.)$$ se quisesse. Ambossão nomes válidos para o Pascal, aliás, para o DOS. Se no disco aparecer também um SISTEMA.BAKe um SISTEMA.EXE, então é muito provável que o SISTEMA.BAK seja apenas uma cópia doSISTEMA.PAS e o SISTEMA.EXE seja sua versão executável. Outras versões de Pascal, bem comooutras linguagens de programação, costumam criar arquivos OBJ no disco, correspondentes aosprogramas objeto, mas não é esse o caso do Turbo Pascal. Logo, o programa objeto correspondentea SISTEMA.PAS será mantido apenas na memória e você não terá em disco um SISTEMA.OBJ.
  14. 14. 112 − FUNDAMENTOS DA PROGRAMAÇÃO EM PASCAL2.1 ESTRUTURA DE UM PROGRAMA EM PASCAL Um programa em Pascal é um conjunto de palavras e símbolos especiais (comandos, variáveis,funções, algarismos, parênteses, ...) escritos segundo as regras de uma sintaxe pré-xada e possui aseguinte estrutura: • Cabeçalho; • Especicação das unidades usadas pelo programa; • Declarações de tipos, constantes, variáveis, rótulos, funções e procedimentos; • Seção principal. O cabeçalho é usado para dar nome ao programa e possui a forma: PROGRAM Nome_do_programa; O cabeçalho é identicado pela palavra chave PROGRAM, seguida de um nome que identicaráo programa, e encerra-se com um ponto-e-vírgula. Ele serve apenas para orientação do usuário.Exemplo: PROGRAM Teste; Uma linha como essa, atribui o nome Teste a um programa. A especicação das unidadesusadas é feita com um comando USES, seguido dos nomes das unidades a serem usadas separadaspor vírgula, com um ponto-e-vírgula no nal da linha: USES unidade1, unidade2, ... ; Em Pascal, diversos comandos podem ser agrupados em conjuntos denominados unidades (units).Temos assim uma unidade para vídeo, outra para manipulação de arquivos em disco, outra com oscomandos grácos, etc. Exemplo: USES Crt, Graph; Esta declaração permite que sejam usados no programa comandos, funções, constantes, ... dasunidades CRT e GRAPH. A seção principal do programa inicia-se com a palavra chave BEGIN, seguida de linhas decomandos, e encerra-se com a palavra chave END seguida de um ponto:
  15. 15. 12 BEGIN comando1; comando2; ... ... END. A seção principal é a única parte obrigatória de um programa em Pascal. No entanto, em todoprograma, tudo que vier a ser usado deverá ter sido declarado antecipadamente de forma adequada. A execução de todo programa inicia-se pela seção principal. Não serão diferenciadas letras minúsculas de maiúsculas e serão ignorados os espaços em branco.O nal de um comando ou declaração é sinalizado por um ponto-e-vírgula. As quatro expressões aseguir serão consideradas idênticas: (1) X := A + B + C; (2) x:=a+b + C; (3) x := a + (4) X := b + a + B c;2.1.1 IDENTIFICADORES Um identicador é um conjunto de caracteres usado para dar nome a um programa, unidade,rótulo, variável, tipo, constante, função ou procedimento. Todo identicador deve iniciar-se com umaletra e pode ser seguido por qualquer quantidade de outras letras, algarismos ou o sinal de sublinhado( _ ). Somente os 63 primeiros caracteres serão considerados signicativos. Exemplo: Identificadores permitidos: X, a1, Nota, NomeDoAluno, Valor_Maximo_de_F, MIN2P3. Identificadores inválidos: 1a, _Nota_Um, A+B, A(2). O comprimento do nome de um identicador não tem efeito negativo sobre o desempenho deum programa. Assim, o usuário está livre para criar nomes longos para variáveis, funções, etc. sem orisco de tornar o programa lento. De preferência, os nomes dos identicadores devem sugerir algumarelação com o que estiver sendo identicado. Alguns identicadores especiais só podem ser usados pela linguagem com um signicado jápré-xado. Esses identicadores são chamados palavras reservadas ou palavras chave e são osseguintes: ABSOLUTE GOTO RECORD AND IF REPEAT ARRAY IMPLEMENTATION SET BEGIN IN SHL CASE INLINE SHR CONST INTERFACE STRING
  16. 16. 13 DIV INTERRUPT THEN DO LABEL TO DOWNTO MOD TYPE ELSE NIL UNIT END NOT UNTIL EXTERNAL OF USES FILE OR VAR FOR PACKED WHILE FORWARD PROCEDURE WITH FUNCTION PROGRAM XOR Existem, ainda, alguns identicadores que, apesar de terem um signicado pré-denido para oPascal, não são palavras reservadas, como por exemplo: REAL, INTEGER, READ, WRITE, PI,SIN, COS. O signicado ou a função desses identicadores podem ser redenidos e alterados pelousuário.2.1.2 TIPOS DEFINIDOS DO PASCAL O diagrama a seguir, classica os tipos pré- denidos do Pascal que serão mais utilizandos nocurso. +---------------------+ | TIPOS PRÉ-DEFINIDOS | +---------------------+ | +-------------------------+ | | +-----------+ +--------------+ | SIMPLES | | ESTRUTURADOS | +-----------+ +--------------+ | | | +---+ | | | Array +-----------------------+ | | | string ordinal real | | +---------------+ +------------+ | | | | boolean char inteiro +-----+ | | | real +----+ | integer Vale ressaltar que a linguagem não possui apenas os tipos abaixo, mas estes é que aparecerão em99% dos problemas. Em resumo vamos trabalhar com o seguintes tipos:
  17. 17. 14 - Integer - Real - String - Char - Boolean (Lógico) - Array2.1.2.1 TIPO INTEIRO O tipo inteiro formado pelo subconjunto de inteiros, de acordo com a seguinte tabela: Tipo Domínio Tamanho -------------------------------------------------- integer [-32768, 32767] 2 bytes --------------------------------------------------2.1.2.2 TIPO BOOLEAN O tipo boolean é formado pelas constantes TRUE (verdadeiro) e FALSE (falso) e é usado parase avaliar expressões lógicas. É um dos tipos mais usados do Pascal.2.1.2.3 TIPO CHAR O tipo caracter (char) é formado pelo conjunto dos 256 caracteres ASCII (letras, algarismos esímbolos especiais como +, =, %, $, #, , etc.). As constantes deste tipo são escritas entre apóstrofos:A, B, 3, etc.2.1.2.4 TIPO REAL O tipo real possui o seguinte domínio e tamanho: Tipo Domínio Dígitos Tamanho -------------------------------------------------------- real [2.9E-39, 1.7E38] 11-12 6 bytes -------------------------------------------------------- Em Pascal, as potências de 10 são indicadas com um E. Por exemplo, 2E07 é o mesmo que 2vezes 10 elevado a 7; 3.28E-11 é o mesmo que 3,28 multiplicado por 10 à -11. Os domínios anteriores referem-se aos valores absolutos das constantes. Com isso, temos queo tipo real da tabela acima corresponde aos números que estão na união dos intervalos [2.9E-39,1.7E38] e [-1.7E38, -2.9E-39]. Está sendo indicada também a quantidade de dígitos signicativos decada tipo.2.1.2.5 TIPO STRING O tipo string é uma seqüência de caracteres de comprimento variando de 0 a 255. Escrevendostring[N], estamos denindo N como tamanho máximo da seqüência (neste caso N deve ser menorou igual a 255). As constantes do tipo string devem estar entre apóstrofos. Exemplo: TYPE Nome = string[40];
  18. 18. 15 Neste exemplo está sendo declarado o tipo Nome que é uma seqüência de até 40 caracteres.Podem ser consideradas deste tipo as constantes Turbo Pascal 5.0, 1991/1992 e UFPB - CCEN -Dep. de Matematicá. Falaremos dos tipos restantes em capítulos posteriores.2.1.3 DECLARAÇÃO DE VARIÁVEIS Todas as variáveis usadas por um programa em Pascal devem obrigatoriamente ser declaradascom antecedência em um bloco de declarações VAR da seguinte forma: VAR Identificador, ..., Identificador: Tipo1; Identificador, ..., Identificador: Tipo2; ... ... Seguem alguns exemplos de declaração de variáveis na linguagem Pascal: VAR x, y, z: real; i, j, k: integer; Inicio, Fim: boolean; Tamanho: integer Nome_do_arquivo: string[15]; Neste bloco VAR estão sendo declaradas as variáveis x, y, z como sendo do tipo real, uma variávelTamanho do tipo integer, além de outras variáveis (i, j, ...). Os tipos das variáveis não podem sermudados durante a execução do programa e os valores que elas podem assumir devem ser compatíveiscom o seu tipo declarado. Por exemplo, a variável i acima pode assumir o valor 2309, mas não podeassumir um valor fracionário como 0.71.2.1.4 DECLARAÇÃO DE CONSTANTES As constantes de um programa Pascal devem ser declaradas em um bloco CONST na forma: CONST Identificador = Expressão; Identificador = Expressão; ... ... Identificador: tipo = Valor; Identificador: tipo = Valor; ... ... Seguem alguns exemplos de declaração de constantes: CONST
  19. 19. 16 Pi = 3.1415926; NumeroMaximoDeLinhas = 1024 + 253 + 5; Mensagem: string[20] = Hello world!; X: integer = 7; As constantes que são declaradas sem a especicação de tipo não podem ser alteradas durantea execução do programa. Aquelas cujas declarações contiverem o tipo base, chamadas constantestipadas, desempenham um papel parecido com o das variáveis e podem ser alteradas durante aexecução do programa. A diferença entre uma variável e uma constante tipada é que a variável nãopode ter nenhum valor inicialna sua declaração.2.1.5 COMANDO DE ATRIBUIÇÃO A atribuição de um valor ou de uma expressão a um identicador é feita através do operador deatribuição := . A sintaxe de uma operação de atribuição é: Identificador := expressão; Neste tipo de operação, a expressão e o identicador devem ser do mesmo tipo, exceto no caso emque o identicador for do tipo real e a expressão do tipo inteiro (pois, neste caso, o valor inteiro daexpressão será automaticamente transformado em real). Exemplo: Considere a seguinte declaracãode variáveis: VAR a, b, c: integer; x, y: real; teste: boolean; data: string; Neste caso, são válidas as atribuições: a := -17; x := y + 3.14; teste := false; data := 5/12/1991 Mas não são válidas as atribuições: teste := a + b + 1; c := 6.02E23; Em caso de várias atribuições a um mesmo identicador, será considerada apenas a últimaatribuição efetuada.
  20. 20. 172.1.6 COMENTÁRIOS Comentários são usados para aumentar a clareza de um programa. Todos os comentários sãodesprezados na hora da compilação, logo, eles não têm inuência no desempenho e nem no tamanhodo programa objeto. Um comentário é colocado entre chaves ou entre (* e *). { Este é um exemplo de comentário... } (* e este também é um comentário! *) Para o Pascal, as declarações VAR abaixo serão consideradas equivalentes. Para o usuário, osegundo bloco de declarações VAR oferece mais clareza. VAR mat, nota, cod: string; VAR mat, { matrícula } nota, { nota final } cod: { codigo do curso } string;2.1.7 EXPRESSÕES ARITMÉTICAS As operações aritméticas pré-denidas do Pascal são: + Adição - Subtração / Divisão * Multiplicação DIV Quociente da divisão MOD Resto da divisão inteira inteira 9/2 = 4.5 -3*7 = -21 9 DIV 2 = 4 9 MOD 2 = 1 10 DIV 2 = 5 10 MOD 2 = 0 Estas operações podem ser utilizadas com operandos reais ou inteiros, exceto DIV e MOD queexigem operandos inteiros. A prioridade entre as operações é a mesma da Matemática: i. Primeiramente, são efetuadas as multiplicações e divisões (/, DIV e MOD); ii. por último, são efetuadas as adições e subtrações. Temos então dois níveis de prioridades. Dentro de um mesmo nível, são efetuadas as operações da esquerda para a direita. Exemplo: Na expressão 5 - 2/3*7 + 1 as operaçoes são efetuadas na seguinte ordem: divisão,multiplicação, subtração e adição. Se uma expressão contiver parênteses, então será executado primeiramente o que estiver entreparênteses. Exemplo:
  21. 21. 18 Expressão Valor ------------------------ 5 + 2*4 13 (5 + 2)*4 28 7 DIV 2*3 9 7 DIV (2*3) 1 ------------------------ Observações: i. Não existe operador pré-denido para a potenciação. ii. O sinal de multiplicação nunca poderá ser omitido. iii. A divisão / sempre fornece um resultado real, mesmo que os operandos sejam inteiros. iv. Se todos os operandos forem inteiros e as operações envolvidas forem +, -, *, MOD ou DIV, então o resultado será inteiro.2.1.8 FUNÇÕES MATEMÁTICAS PRÉ-DEFINIDAS Entre as muitas funções pré-denidas do Pascal, as que estão relacionadas com valores numéricossão: Função Descrição Tipo do resultado ------------------------ ------------------------------ LN Logaritmo natural real EXP Exponencial de base e real ABS Valor absoluto real ou inteiro SQR Quadrado real ou inteiro SQRT Raiz quadrada real SIN Seno real COS Cosseno real ARCTAN Arco-tangente real ROUND Arredondamento inteiro TRUNC Parte inteira inteiro INT Parte inteira real FRAC Parte fracionária real ODD Testa se é ímpar booleano ------------------------------------------------------- Em todas elas deve-se acrescentar um argumento entre parênteses à frente do nome da função,como em COS(x) ou SQRT(y). O Pascal não tem pré-denidas funções como tangente, secante,arco-seno, ... . Em breve será mostrado como o usuário poderá denir essas funções, bem comooutras com domínio e contradomínio mais complexos. Exemplo: O modulo do seno do quadrado de x e codicado como ABS(SIN(SQR(x))). Neste tipode expressão, é obrigatório que a quantidade de parênteses abertos seja a mesma de fechados. Exemplo: O quociente entre x2 + 3x e x2 + 5 se escreve como (SQR(x) + 3*x)/(SQR(x) + 5) oucomo (x*x + 3*x)/(x*x + 5). Nestes casos, o uso dos parênteses é fundamental.
  22. 22. 19 Exemplo: A derivada do arco-seno de x, ou seja, 1 sobre a raiz quadrada da diferença entre 1 eo quadrado de x, se escreve como 1/SQRT(1 - SQR(x)). Exemplo: O cubo de x pode ser codicado como x*x*x, ou como EXP(3*LN(x)). Em geral, xelevado a y pode ser codicado como EXP(y*LN(x)). Exemplo: A função booleana ODD testa se um inteiro n e impar ou não. ODD(n) fornece umvalor TRUE se n for ímpar e FALSE em caso contrário. Desse modo, ODD(5) = TRUE e ODD(4)= FALSE. Exemplo: TRUNC(1.35) = 1 (inteiro) TRUNC(1.97) = 1 (inteiro) INT(1.35) = 1 (real) INT(1.97) = 1 (real) ROUND(1.35) = 1 ROUND(1.97) = 2 FRAC(1.35) = 0.35 FRAC(1.97) = 0.97 As funções INT e TRUNC são numericamente equivalentes. A diferença entre elas está apenasno tipo do valor retornado.2.1.9 EXPRESSÕES LÓGICAS Expressão lógica (ou expressão booleana) é uma expressão cujos operadores são operadores lógicose cujos operandos são relações ou variáveis do tipo booleano. Os operadores lógicos são AND (e),OR (ou), NOT (não) e XOR (ou exclusivo). Se X e Y são variáveis ou constantes booleanas, então: i. X AND Y é TRUE somente quando X e Y forem ambas TRUE. ii. X OR Y é FALSE somente quando X e Y forem ambas FALSE. iii. NOT X é TRUE quando X for FALSE e é FALSE quando X for TRUE. Uma relação é uma comparação realizada entre valores do mesmo tipo, cujo resultado é TRUEou FALSE. A comparação é indicada por um dos operadores relacionais a seguir: = igual diferente menor maior = menor ou igual = maior ou igual No caso de variáveis do tipo CHAR ou STRING, será usada a ordem alfabética para compararduas constantes ou variáveis. Exemplo: Sejam a, b, c, d variaveis booleanas cujos valores são: a := 1 2; b := 3 = 5; c := a OR b; d := a AND b; Como 1 2 é uma relação verdadeira, temos que a tem valor TRUE; 3 = 5 é falso, logo, b temvalor FALSE. Sendo a TRUE e b FALSE temos que c é TRUE, pois a OR b só seria FALSE se a eb fossem ambas FALSE. O valor de d é FALSE, uma vez que b é FALSE. Exemplo: Consideremos as variaveis x, y, z, nome1, nome2 e teste declaradas abaixo:
  23. 23. 20 VAR x, y, z: byte; nome1, nome2: string; teste: boolean; Considere também as seguintes atribuições: x := 3; y := 10; z := 4; nome1 := Guizinha; nome2 := Olezinho; teste := false; Temos então: Expressão Valor -------------------------------------------- x = y TRUE (x = z) OR (x + z = y) FALSE nome1 nome2 TRUE (nome1 nome2) AND (NOT teste) TRUE (nome1 = nome2) AND (x = y) FALSE (NOT (x z)) OR teste OR (y z) TRUE Odd(x) AND (NOT Odd(y)) TRUE Odd(x) XOR Odd(y + 1) FALSE (x mod 3 = 0) AND (y div 3 1) FALSE Sqr(Sin(x)) + Sqr(Cos(x)) = 1 TRUE -------------------------------------------- A prioridade das operações aritméticas, lógicas e relacionais está denida na seguinte tabela: Prioridade Operadores ------------------------------------- 1 (alta) NOT 2 *. /, DIV, MOD, AND 3 +, -, OR, XOR 4 (baixa) =, =, =, , , -------------------------------------2.2 EXERCÍCIOS 1a Questão) Escreva as seguintes expressões de acordo com a sintaxe do Pascal: 3 2 a) sen(2x) = 2.sen(x).cos(x) b) x + 5x - 2x + 4
  24. 24. 21 1 arctg(x) + |x| c) ------------------- d) e Ln(x + Ln(x)) + 1 1a Questão) Considere as constantes e as variáveis denidas abaixo: CONST x: real = -3.2; y: real = 4.00; m: integer = 7; n: integer = 11; p: integer = -5; VAR a: integer; z: real; a) Calcule os valores de a ou z após as seguintes atribuições: i) a := m MOD 2 + n DIV (m + p); ii) a := TRUNC(x)*ROUND(SQRT(2)) iii) a := SQR(p + 1) MOD (m MOD ABS(p)); iv) z := SQRT(2*m + p)/ROUND(EXP(1)); v) z := INT(11/7) - FRAC(1/(1 + n + 2*p)); b) Detecte o que está errado com as atribuições abaixo: i) a := 1 + 3*y; ii) a := ((n - 1)/2) MOD 3; iii) z := SIN(1 - COS(ARCTAN(2)); iv) z + 5 := x - y; 3a Questão) Sejam a, b, c três variáveis que, em determinado momento da execução de umprograma, valem respectivamente 1, 2 e 3. Avalie o valor das seguintes expressões lógicas: a) Odd(a) OR Odd(b) AND Odd(c); b) NOT (b (a + c) DIV 2) AND NOT (a = 0) c) (a = b + c) XOR (b = c + a) d) (c = a) AND (NOT (a = 5*b - 3*c) OR (c = a + b)) 4a Questão) X e Y são duas constantes com valores -3 e 5, e CLASSIFICA é uma variávelbooleana com valor FALSE em determinado momento. Determine o valor que está sendo atribuídoà variável booleana TESTE em cada um dos casos:
  25. 25. 22a) TESTE := X Y;b) TESTE := NOT (Abs(X*Y) = 5e20);c) TESTE := (X 0) OR (Y 10*Abs(X)) OR Classifica;d) TESTE := (X + Y 1) AND (Sqrt(Y) 1.2E-9);
  26. 26. 233 − ENTRADA E SAÍDA DE DADOS Os comandos de entrada ou saída fazem a comunicação entre o programa que está sendo executadoe os periféricos de entrada (teclado, disco) ou os de saída (vídeo, disco, impressora). A entrada ousaída de dados para um disco será tratada em capítulo posterior.3.1 COMANDOS DE ENTRADA Um comando de entrada, também chamado de comando de leitura, transfere dados do dispositivode entrada (teclado) para uma ou mais variáveis na memória, funcionando como um comando deatribuição. Os dados que entram devem ser compatíveis com os tipos das variáveis. Dois dos comandosde entradas do Pascal são READ e READLN, cujas sintaxes são: READ(Var1, Var2, ...); --- Transfere dados para as variáveis Var1, Var2, ... READLN(Var1, Var2, ...); --- Transfere dados para as variáveis Var1, Var2, ... e, após a leitura dos dados, posiciona o cursor no início da próxima linha da tela. Cada comando de leitura deve ser encerrado pressionando-se a tecla ENTER. Caso haja maisde um dado a ser lido por um comando de leitura, deve-se separá-los por pelo menos um espaço embranco. Exemplo: Suponhamos que A e B sejam duas variaveis reais de um programa. Quando a execuçãodo programa chegar em um comando como Read(A, B);Então o computador cará esperando que sejam digitados dois números reais para que sejamatribuídos às variáveis A e B. Por exemplo, digitando-se uma linha como 3.05 -5.17 Pressionando-se ENTER ao nal da digitação dos números, serão atribuídos os valores 3.05 a Ae -5.17 a B. É como se o programa contivesse as atribuições: A := 3.05; B := -5.17;
  27. 27. 243.2 COMANDOS DE SAÍDA Um comando de saída transfere dados para um dispositivo de saída (vídeo, impressora). Osdados que podem ser transferidos são valores ou expressões envolvendo constantes ou variáveis. Doiscomandos de saída bastante usados são WRITE e WRITELN que têm sintaxes: WRITE(v1, v2, ...); --- Mostra na tela os valores de v1, v2, ... WRITELN(v1, v2, ...); --- Mostra na tela os valores de v1, v2, ... e posiciona o cursor no início da próxima linha na tela. Onde v1, v2, ... acima podem ser expressões envolvendo variáveis ou constantes do tipo inteiro,real, string, booleano ou char. Exemplo: Suponhamos que X seja uma variavel inteira de um programa, com valor 15 no momentoem que for executado o comando: WRITELN(O valor encontrado foi , X); Neste caso, o computador mostrará na tela algo como: O valor encontrado foi 15 Depois posicionará o cursor no início da linha seguinte a essa na tela. Observe que a mensagemO valor encontrado foi é uma constante do tipo string. Portanto, neste exemplo, o comando desaída mostra os valores de uma constante e de uma variável. Exemplo: Suponhamos que X, Y, Z, A, B e C sejam variaveis com valores respectivamente iguaisa Antonio , Jose , Maria , 60, 75 e 90. Então, o comando: WRITELN(x, a, y, b, z, c); Exibirá na tela algo como: Antonio 60 Jose 75 Maria 90 A seqüência de comandos: WRITELN(x); WRITELN(a); WRITELN(y); WRITELN(b); WRITELN(z); WRITELN(c); Mostrará algo como:
  28. 28. 25 Antonio 60 Jose 75 Maria 90 Enquanto que WRITELN(x, y, z); WRITELN(a, b, c); Exibirá: Antonio Jose Maria 607590 Em cada um desses casos, o cursor cará posicionado no início de uma nova linha. Exemplo: Vamos elaborar agora nosso primeiro programa completo. Queremos digitar doisnúmeros inteiros no teclado e desejamos que o computador mostre sua soma no vídeo. Sejam Num1e Num2 os nomes das variáveis que vão guardar na memória os valores dos números digitados noteclado. A atribuição de valores a Num1 e Num2, neste caso, será feita por um comando como READ(Num1, Num2); Ou como: READLN(Num1, Num2); No entanto, quando o computador executar esse tipo de comando, em momento nenhum ele lheindicará se ele está esperando um, dois, três ou mais números. Tampouco indicará o tipo de dadoque está sendo esperado, se é um dado numérico ou não. Devido a isso, é recomendado que antes dequalquer comando READ ou READLN, o programa contenha uma linha anterior com um WRITEou WRITELN para mostrar alguma mensagem que oriente o usuário. Neste caso, colocaremos um comando WRITE para mostrar a mensagem Forneca dois numerosinteiros : . WRITE(Forneca dois numeros inteiros : ); Uma vez introduzidos os valores de Num1 e Num2, para somá- los e mostrar o resultado da somana tela, basta colocar a expressão Num1 + Num2 em um comando de saída: WRITELN(Soma = , Num1 + Num2);
  29. 29. 26 Observe que neste WRITELN temos uma constante do tipo string Soma = e uma expressãoaritmética Num1 + Num2. Nosso programa ca, então, com o seguinte aspecto: PROGRAM SomaDeDoisInteiros; VAR Num1, Num2: integer; BEGIN WRITE(Forneca dois numeros inteiros : ); READLN(Num1, Num2); WRITELN(Soma = , Num1 + Num2); END. Estamos atribuindo o nome SomaDeDoisInteiros ao programa. Observe que os comandos doprograma (WRITE..., READLN..., ...) devem car na seção principal do programa delimitados pelaspalavras BEGIN e END. Não pode ser omitido o ponto após o END. O bloco VAR de declaração devariáveis deve vir antes da seção principal. É comum se deslocar para a direita as linhas de comandos compreendidas entre um BEGIN e umEND. Esse tipo de deslocamento é chamado endentação. Uma vez digitado este programa, pressionesimultaneamente as teclas CTRL e F9 para que ele seja executado.No caso deste programa, vocêverá em uma parte da tela algo parecido com: Forneca dois numeros inteiros : 11 27 Soma = 38 _ O caracter de sublinhado _ acima representa a posição do cursor na tela. Qualquer outra saídade dado posterior à execução do programa seria feita a partir dessa posição. Se a seção principaldeste programa fosse: BEGIN WRITELN(Forneca dois numeros inteiros : ); READLN(Num1, Num2); WRITE(Soma = , Num1 + Num2); END. Então teríamos uma tela como: Forneca dois numeros inteiros : 11 27 Soma = 38_ Observe a diferença na posição nal do cursor. Observação: sem parâmetros, ou seja, só o nome do comando seguido imediatamente de um pontoe vírgula. Um WRITELN sem parâmetros causa a impressão de uma linha em branco. Por exemplo:
  30. 30. 27 WRITELN; WRITELN; WRITELN;Isso causa a impressão de três linhas em branco. Um READLN sem parâmetros faz o computador car esperando que se pressione a tecla ENTERpara poder continuar. Temos assim, uma maneira de causar uma pausa na execução de um programa.Durante a execução do fragmento de programa a seguir, o computador coloca uma mensagem na tela(Para continuar...), e pára temporariamente a execução até ser pressionado ENTER. ... ... WRITE(Para continuar, pressione [ENTER]); READLN; ... ...3.3 FORMATAÇÃO A impressão dos valores a serem impressos por um WRITE ou WRITELN pode ser formatadaatravés da especicação da largura do campo de impressão ou do número de casas decimais. Para valores do tipo inteiro, booleano, string ou char, basta colocar o tamanho do campo deimpressão à direita do valor a ser impresso. Neste caso, o valor e o tamanho do campo devem estarseparados por dois pontos (:). WRITE(V:n) ou WRITELN(V:n) --- Imprime o valor de V em um campo de n espaços Se o valor de n for maior do que a quantidade necessária para a impressão do valor de V, entãoa largura do campo será completada com espaços em branco adicionados à esquerda. Exemplo: Consideremos x1, x2, s1, s2 variaveis com valores denidos pelas atribuições x1 := 8; s1 := A; x2 := 19; s2 := *; Para cada comando WRITE abaixo, temos as seguintes saídas mostradas na tela: Comando Saída --------------------------------------------------- WRITE(x1) 8 WRITE(x1:2) ^8 WRITE(x1:10) ^^^^^^^^^8 WRITE(x1, s1, x2, s2) 8A19* WRITE(x1, , s1, , x2, , s2) 8^Â19^* WRITE(x1, s1:2, x2:5, s2:3) 8^Â^^19^^* WRITE(x1:6, x2:2) ^^^^^819 WRITE(x1, :5, x2) 8^^^^^19 ---------------------------------------------------
  31. 31. 28 O símbolo na tabela acima assinala os espaços em branco. Em um comando WRITE ouWRITELN, a impressão de n espaços em branco pode ser feita acrescentando-se à lista de valores aserem impressos uma expressão da forma :n, como no último exemplo da tabela acima. O tamanhodo campo de impressão pode ser uma expressão aritmética. Por exemplo, WRITE(dado:5) é o mesmoque WRITE(dado:(11 - 9 + 3)). Para se formatar a impressão de um valor real, devem ser fornecidos dois inteiros quecorrespondem ao tamanho do campo de impressão e à quantidade de casas decimais a seremimpressas. WRITE(x:M:N) ou WRITELN(x:M:N) --- Imprime o valor de x em um campo de largura M, com N casas decimais. Se o valor de M for maior do que a quantidade necessária para a impressão do valor de x, então alargura do campo será completada com espaços em branco adicionados à esquerda. O ponto decimalou o sinal negativo ocupam um espaço do campo de impressão. O tamanho do campo de impressãoe a quantidade de casas decimais podem ser fornecidos em forma de expressão aritmética. Valoresreais sem formatação são impressos em forma de potências de 10. Exemplo: Consideremos Pi e X constantes reais com valores respectivamente iguais a3.1415926535 e -1991. A tabela a seguir mostra as diversas saídas geradas pelo respectivo comandoWRITE. Denotamos os espaços em branco por . Comando Saída ------------------------------------- WRITE(X:9:3) -1991.000 WRITE(X:15:2) ^^^^^^^-1991.00 WRITE(X:10:2) ^^-1991.00 WRITE(X) -1.9910000000E+03 WRITE(Pi) 3.1415926535E+00 WRITE(Pi:4:2) 3.14 WRITE(Pi:7:2) ^^^3.14 WRITE(Pi:10:3) ^^^^^3.141 WRITE(Pi:10:6) ^^3.141592 WRITE(Pi:10:8) 3.14159265 WRITE(Pi:5:0) ^^^^3 ------------------------------------- Exemplo: Vamos construir agora um programa que solicita ao usuário a medida de um ânguloem graus (um número inteiro) e mostra na tela o seno, o cosseno e a tangente do ângulo fornecido.As funções trigonométricas pré-denidas SIN(x) e COS(x) operam com um ângulo x em radianos.Logo, o programa deve ser esperto o suciente para transformar o ângulo em graus, fornecido pelousuário, para um valor equivalente em radianos. Isto é feito através de uma multiplicação por Pi/180.O Pascal tem o valor de Pi pré-denido com 19 casas decimais. Vamos usar três variáveis reais seno,cossenoe tangentepara guardar os valores desejados. Vamos exigir que a impressão dos valoresseja em um campo com 8 espaços e 4 casas decimais. PROGRAM Sen_Cos_Tg; { Calculo do seno, cosseno e tangente de um angulo } VAR
  32. 32. 29 AnguloEmGraus: INTEGER; seno, cosseno, tangente, AnguloEmRadianos: REAL; BEGIN { inicio da secao principal } WRITE(Forneca a medida de um angulo (em graus) : ); READLN(AnguloEmGraus); WRITELN; { gera uma linha em branco } AnguloEmRadianos := AnguloEmGraus*Pi/180; { transforma graus em radianos } seno := SIN(AnguloEmRadianos); { Calculo dos valores } cosseno := COS(AnguloEmRadianos); { desejados. Lembre- } { se que o Pascal nao } tangente := seno/cosseno; { tem funcao tangente } { pré-definida } { Saida dos resultados } WRITELN(Seno de , AnguloEmGraus, = , seno:8:4); WRITELN(Cosseno de , AnguloEmGraus, = , cosseno:8:4); WRITELN(Tangente de ,AnguloEmGraus, = , tangente:8:4); END. { fim da secao principal }Executando-se esse programa (após a digitação correta deve-se pressionar CTRL-F9 e ALT-F5),vemos na tela algo parecido com: Forneca a medida de um angulo (em graus) : 50 ----------+ Seno de 50 = 0.7660 | Cosseno de 50 = 0.6428 | Tangente de 50 = 1.1918 | | Linha em branco gerada pelo WRITELN; -----------------+3.4 O COMANDO CLRSCR A partir da versão 4, o Pascal passou a agrupar os comandos em unidades. Todos os comandos queusamos até agora (READ, WRITE, SIN, COS, ...) fazem parte da unidade padrão chamada SYSTEM.A unidade SYSTEM não precisa ser mencionada no programa; podemos usar seus comandos àvontade. Sempre que algum comando de uma outra unidade for usado, o nome da unidade precisater sido declarado em um comando USES, que deve car logo abaixo do cabeçalho do programa. Asintaxe do USES é USES Nome_da_unidade_1, Nome_da_unidade_2, ...; Um comando que faz parte da unidade CRT e que é bastante usado, é o comando CLRSCR (ClearScreen) cuja nalidade, como o próprio nome sugere, é limpar a tela. Muitos dos livros sobre Pascaldisponíveis em Português, referem-se às versões anteriores à 4. Nesses livros, não é feita referência àunidade CRT. Exemplo: Queremos fornecer tres numeros reais a, b e c ao computador e queremos que ele nosforneça, com três casas decimais, o valor da área do triângulo cujos lados medem a, b e c. Vamosquerer também que o computador se dê ao trabalho de limpar a tela antes de pedir os valores de a,b, c. Vamos usar a fórmula da Geometria Plana que diz que, neste caso, a área desejada é igual àraiz quadrada de p(p - a)(p - b)(p - c) onde p é a metade da soma a + b + c.
  33. 33. 30 PROGRAM AreaDoTriangulo; { Dados os números reais a, b, ç é fornecida o valor da área do triângulo cujos lados têm essas medidas. } USES CRT; { Permite o uso de comandos da unidade CRT, como o CLRSCR. Deve ser colocado nesta posição, logo abaixo do cabeçalho } VAR a, b, c, p, area: REAL; BEGIN CLRSCR; { Limpa a tela } { Leitura dos valores de a, b e c } WRITE(Valor de a: ); READLN(a); WRITE(Valor de b: ); READLN(b); WRITE(Valor de c: ); READLN(c); { Calculo da area } p := (a + b + c)/2; area := SQRT(p*(p - a)*(p - b)*(p - c)); { Impressao dos resultados na tela } WRITELN; WRITELN(A area do triangulo cujos lados medem); WRITELN(a:7:3, ,, b:7:3, e ,c:7:3, é , area:7:3); END. A impressão de um apóstrofo é obtida colocando-se dois apóstrofos consecutivos como parte daconstante string. Assim, WRITELN( e ) tem como saída na tela um é, que não chega a serum eacentuado, mas ajuda na leitura. No lugar dos três READLN acima, poderíamos ter colocadoapenas um READLN(a, b, c). Este programinha não é inteligente o suciente para rejeitar na entradavalores negativos ou valores inválidos como a = 3, b = 5, c = 11. Após sua execução com os valoresa = 5, b = 7 e c = 8,4, temos as seguintes mensagens na tela: Valor de a: 5 Valor de b: 7 Valor de c: 8.4 A area do triangulo cujos lados medem 5.000, 7.000 e 8.400 é 17.4793.4.1 EXERCÍCIOS 1a Questão) Escreva um programa em Pascal que leia duas variáveis A e B e depois calcule eimprima a média dos valores lidos. 2a Questão) Crie um programa que leia quatro números do teclado e imprima a média deles natela. 3a Questão)Elabore um programa que leia cinco números do teclado e imprima o produto deles. 4a Questão)Escreva um programa que leia seis números inteiros do teclado e imprima a somadeles. 5a Questão)Apresente o seguinte algoritmo: i. Ler 2 valores, no caso variáveis A e B.
  34. 34. 31 ii. Efetuar a soma das variáveis A e B colocado seu resultado na variável X; iii. Apresentar o valor da variável X após a soma dos dois valores indicados. 6a Questão)Elabore um programa que leia a quantidade de chuva em polegadas e imprima aequivalente em milímetros (25,4 mm = 1 polegada). 7a Questão)Dados dois lados de um triângulo retângulo, faça um programa para calcular ahipotenusa. 8a Questão) Leia 2 variáveis A e B, que correspondem a 2 notas de um aluno. A seguir, calculea média do aluno, sabendo que a nota A tem peso 3 e a nota B tem peso 7. 9a Questão) Leia 3 variáveis A e B e C, que são as notas de um aluno. A seguir, calcule a médiado aluno, sabendo que a nota A tem peso 2, a nota B tem peso 3 e a nota C tem peso 5. 10a Questão) Leia 4 variáveis A,B,C e D. A seguir, calcule e mostre a diferença do produto deA e B pelo produto de C e D (A*B-C*D). 11a Questão) O custo ao consumidor de um carro novo é a soma do custo de fábrica coma percentagem do distribuidor e dos impostos (aplicados ao custo de fábrica). Supondo que apercentagem do distribuidor seja de 12% e os impostos 45%, preparar um programa para ler ocusto de fábrica do carro e imprimir o custo ao consumidor. 12a Questão) Escreva um programa que leia uma temperatura em graus Celsius e converta paragraus fahrenheit. 5∗(F −32) C= 9 13a Questão) Escrever um algoritmo para calcular o volume de uma esfera sendo fornecido ovalor de seu raio. V olume = 4 .π.R3 3Onde π e uma constante que vale 3.1415 e R é o raio da esfera. 14a Questão)Leia 4 variáveis A,B,C e D. A seguir, calcule e mostre a diferença do produto de Ae B pelo produto de C e D (A*B-C*D). 15a Questão)Entrar com dois números inteiros e exibir a seguinte saída: Dividendo: Divisor: Quociente: Resto: 16a Questão)Entrar com um ângulo em graus e exibi-lo em radianos. 17a Questão) Entrar com um ângulo em graus e exibir o valor do seno, co-seno e tangente. 18a Questão)Faça um programa que entre com o saldo e aplique um percentual de 10%. Mostreo valor com o reajuste. 19a Questão) Leia um número com três dígitos e imprima-o na ordem inversa, ou seja, se onúmero for 453 imprima 354. 20a Questão) Uma pessoa resolveu fazer uma aplicação em uma poupança programada. Paracalcular rendimento, ela deverá fornecer o valor constante da aplicação mensal, a taxa e o número demeses. Sabendo-se que a fórmula usada nesse cálculo e:
  35. 35. 32 (1+i)2 −1 V alorCalculado = P ∗ i Onde: i. i = Taxa; ii. P = Aplicação Mensal iii. n = número de meses Faça um algoritmo que calcule o valor da aplicação.3.5 EXERCÍCIOS AVANÇADOS 1a Questão) Preparar um programa para ler os comprimentos dos três lados de um triângulo(S1, S2 e S3) e calcular a área do triângulo de acordo com a fórmula: Area = T (T − S1)(T − S2)(T − S3)Onde, S1+S2+S3 T = 2
  36. 36. 334 − ESTRUTURAS DE DECISÃO Para resolver problemas complexos, um programa deve ser capaz de tomar decisões e escolheruma entre várias possibilidades. Nestes casos, são necessárias avaliações bem sucedidas de condiçõeslógicas. O Pascal dispõe de duas estruturas que podem determinar uma direção especíca para umprograma: o comando IF-THEN-ELSE e o comando CASE.4.1 COMANDOS COMPOSTOS Chamaremos de comando composto a toda seqüência nita de instruções separadas entre si porum ponto-e-vírgula e delimitadas pelas palavras chave BEGIN e END. Exemplo: A seqüência de comandos a seguir é um comando composto: BEGIN ClrScr; Write(Valor de x? ); Readln(x) END Todo ponto-e-vírgula escrito antes de um END é opcional. É por isso que omitimos oponto-e-vírgula do Readln(x) acima. Também é comum se acrescentar alguns espaçoes em branconas linhas de comandos entre o BEGIN e o END (esse acréscimo de espaços em branco costuma serchamado endentação ou indentação). Onde a sintaxe do Pascal permitir uma instrução simples,também permitirá um comando composto.4.2 A ESTRUTURA DE DECISÃO IF A estrutura de decisão IF seleciona para execução um entre dois comandos, ou decide se umdeterminado comando será executado ou não. A estrutura consiste das cláusulas obrigatórias IF (se)e THEN (então) seguidas, opcionalmente, de uma cláusula ELSE (senão). Sua sintaxe é: IF condição THEN BEGIN comando1; END ELSE BEGIN comando2; END; ou IF condição THEN BEGIN comando1;
  37. 37. 34 END; onde condição é uma expressão booleana. Se a condição for verdadeira, isto é, for avaliadaem TRUE, então será executado o comando1; se a condição for falsa (FALSE), será executado ocomando2. Na sua segunda forma (sem o ELSE), o IF não executará nenhuma ação se a condiçãofor falsa. IF IF | | / / TRUE / FALSE TRUE / FALSE +-----cond-----+ +-----cond-----+ | / | | / | | / | | / | v v v | +----------+ +----------+ +----------+ | | comando1 | | comando2 | | comando1 | | +----------+ +----------+ +----------+ | | | | | +------+-------+ +---------------+ | | O comando1 ou comando2 acima podem ser comandos compostos ou outras estruturas de decisão. Exemplo: Consideremos a seguinte estrutura de decisão: IF (x 0) THEN BEGIN WRITE(Sqrt(x)); END ELSE BEGIN x := 1; END; Neste caso, se x for um valor numérico positivo, então será mostrado o valor da sua raiz quadrada.Em caso contrário, será atribuído a x o valor constante 1. A condição neste caso é a expressão lógicax 0, o comando1 é o WRITE(Sqrt(x)) e o comando2 é a atribuição x := 1. A condição lógica desteexemplo não precisaria estar entre parênteses. OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Não deve haver ponto-e-vírgula antes do ELSE. Sehouvesse, o ponto-e-vírgula seria considerado o nal do IF e, neste caso, o ELSE seria considerado ocomando seguinte ao IF e seria rejeitado. Exemplo: Suponhamos que x seja uma variável real de um programa e consideremos o seguinteIF: IF (x -1) AND (x 1) THEN BEGIN Writeln(X tem modulo menor do que 1);
  38. 38. 35 END ELSE BEGIN Writeln(X tem modulo = 1); END; Se x em determinado momento valer 2, então a expressão booleana (x -1) AND (x 1)será falsa e, assim, será mostrada na tela a mensagem X tem modulo = 1. Os parênteses dessaexpressão booleana são essenciais. Sem eles, teríamos x -1 AND x 1 Veja que o AND tem prioriade sobre os operadores de comparação e , caríamos com umaexpressão sem sentido equivalente a x (-1 AND x) 1. Exemplo: Consideremos o seguinte fragmento de um programa, no qual estão denidas a variávelbooleana CONTINUAR, a variável do tipo char RESPOSTA, e as variáveis inteiras A e B. ... Write(Continua? (s/n) ); Readln(resposta); Continuar := (resposta = S) OR (resposta = s); (* CONTINUAR será TRUE somente quando RESPOSTA for um S, maiúsculo ou minúsculo *) IF Continuar THEN BEGIN (* Inicio do comando composto 1 *) Write(Forneca o valor de A : ); Readln(A); Write(Forneca o valor de B : ); Readln(B); END (* Fim do comando composto 1. Nao pode ter ponto-e-vírgula aqui *) ELSE BEGIN (* Inicio do comando composto 2 *) Writeln; Writeln(Pressione ENTER para encerrar); Readln; END; (* Fim do comando composto 2 e fim do IF *) ... No IF acima, se CONTINUAR for verdadeira, então serão solicitados valores para A e B. Emcaso contrário, o programa esperará ser pressionado a tecla ENTER para encerrar. Nas constantesdo tipo char ou string, é feita distinção entre letras minúsculas e maiúsculas. Logo, S é consideradodiferente de s. Exemplo: Queremos, neste exemplo, elaborar um programa que solicite do usuário um númeroreal qualquer x e que seja mostrado na tela a sua raiz quadrada. Se, por exemplo, x for igual a 4,queremos ver na tela uma mensagem como: A raiz quadrada de 4.000 é 2.000
  39. 39. 36 Se x for negativo, por exemplo -9, queremos ver algo como A raiz quadrada de -9.000 é 3.000 i A função pré-denida SQRT(x) calcula a raiz quadrada de x, se x for maior do que ou iguala 0. Portanto, se x for negativo, deveremos calcular a raiz de -x e acrescentar um ià direita doresultado. Temos assim uma situação em que o programa deve decidir se calcula SQRT(x) ou secalcula SQRT(-x), um caso típico de uma estrutura de decisão IF: PROGRAM RaizQuadrada; VAR x: real; BEGIN Write(Valor de x? ); Readln(x); IF (x = 0) THEN BEGIN Writeln(A raiz quadrada de , x:7:3, e ,SQRT(x):7:3); END ELSE BEGIN Writeln(A raiz quadrada de , x:7:3, e ,SQRT(-x):7:3, í); END; END. Exemplo: A ordem denida no conjunto das constantes do tipo string ou char é uma extensãoda ordem alfabética. As letras maiúsculas são diferenciadas das minúsculas e ocupam uma posiçãoanterior às mesmas. Assim, a ordem nesses conjuntos satisfaz a: A B C ... Z ... a b ... z Devido a isso, temos que X b, JOAO PESSOA joao, Matematica logica. No fragmento a seguir, nome1, nome2 e aux são duas variáveis do tipo string. Queremos compararnome1 com nome2, e se nome1 for maior do que nome2, queremos trocar os valores de nome1por nome2 entre si. Toda troca de valores de variáveis só é possível com a ajuda de uma variávelintermediária, que neste caso será aux. ... IF (nome1 nome2) THEN BEGIN aux := nome1; (* Troca nome1 *) nome1 := nome2; (* por nome2 *) nome2 := aux; END; Se tivéssemos, por exemplo, nome1 = Joaó e nome2 = Aná, após a execução do IF anteriorpassaríamos a ter nome1 = Aná e nome2 = Joaó. Observe que um fragmento como
  40. 40. 37 ... IF (nome1 nome2) THEN BEGIN nome1 := nome2; nome2 := nome1; END; ...não faria a troca desejada. Neste caso, nome1 e nome2 cariam ambas iguais a Ana e o valor Joaoestaria perdido. Exemplo: O programa a seguir, testa se três números reais fornecidos pelo usuário podem serusados como medidas dos lados de um triângulo retângulo. Exige-se que os valores sejam todospositivos e fornecidos em ordem crescente. Uma vez fornecido os números, o teste para saber seeles formam um triângulo retângulo ou não será testar se o quadrado do maior deles é a soma dosquadrados dos menores. PROGRAM TrianguloRetangulo; VAR a, b, c: real; teste: boolean; BEGIN Write(Forneca 3 números positivos em ordem crescente: ); Readln(a, b, c); teste := (a 0) and (b 0) and (c 0) and (a b) and (b c); (* TESTE será TRUE somente quando as condições desejadas forem satisfeitas *) IF teste THEN BEGIN IF (Sqr(c) = Sqr(a) + Sqr(b)) THEN BEGIN Writeln(a:6:2, ,, b:6:2, e , c:6:2, formam um, triangulo retangulo.); END ELSE BEGIN Writeln(a:6:2, ,, b:6:2, e , c:6:2, nao , formam um triangulo retangulo.); END; END; ELSE BEGIN Writeln(Os valores fornecidos devem ser positivos e , em ordem crescente.); END; END. Observe que temos dois IFs encaixados. O IF mais interno (IF (Sqr(c)...) só será executadoquando TESTE for TRUE. Exemplo: Sendo fornecidos 3 números reais, o programa a seguir mostra o maior entre eles.
  41. 41. 38 PROGRAM MaiorDeTres; VAR x, y, z, maior: real; BEGIN Write(Digite tres numeros: ); Readln(x, y, z); Writeln; IF (x y) THEN BEGIN IF (x z) THEN BEGIN maior := x; END; ELSE BEGIN maior := z; END END ELSE BEGIN IF (y z) THEN BEGIN maior := y; END ELSE BEGIN maior := z; END; END; Writeln(O maior dos tres é , maior:6:2) END. Observe a ausência do ponto-e-vírgula em muitas das linhas acima. Exemplo: Resolver uma equação do segundo grau, sendo fornecidos seus coecientes a, b e c.Nosso roteiro na elaboração do programa será o seguinte: • Ler os valores dos coecientes a, b, c; • Vericar se a = 0. Se for, rejeitar os valores fornecidos. Neste caso, usaremos o comando HALT para encerrar a execução do programa; • Calcular o valor do discriminante ∆ = b2 − 4 ∗ a ∗ c; • Se o Delta for maior ou igual a zero, calcular as raízes x1 e x2 usando a conhecidíssima fórmula; • Se o Delta for negativo, calcular as raízes complexas. √ −b+ ∆ x1 = 2a √ −b− ∆ x2 = 2a Estamos colocando o módulo na parte imaginária simplesmente porque queremos que x1 tenhaparte imaginária positiva e x2 a parte imaginária negativa, independentemente de a ser positivo ounão.

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