Inquérito
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  1. 1. Inquérito 2863INQUÉRITO PROCEDo :MATO GROSSO DO SUL ORIGEM :PROC_I000000090392007-S1F RELATOR : MIN. MARCO AURÉliO AUTOR(AlS)(ES) PROC.(AlS)(ES) INDIC.{AlS) MINISTÉRIO PÚBUCO FEDERAL PROCURADOR-GERAL DA REPÚBUCA VANDER LUIZ DOS SANTOS LOUBET :: VOL 02 Redistribuição em: 07/1012009 I I I ~ li í (; , ,~. fi . jj,. /! P F l! li' COPIA - STF Inq 2863 - CPF 52802744100 - 12/11/2011 18:11:27
  2. 2. " Ih.~ lollNISTÉRIO PÚBLICO l'lilDÉRAL " M __ PROCUlUDORlA GSRF.L DJ. REPÚBLlÇA ! O 27/08/0717:30 O !N L:---J COORDENADORlf, D3 COMUNICAq:OES ADMINIS'f'UTNAS DIVISÃO DE AUTUAÇÃO E PROCESSAMENTO ADM1lirSTRATIVO 003& INTERESSADO: , MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA 1111111111111111111111111111111111_' 1.00.000.009039/2007-11 MINISTÉRIO PÚBUCO DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL ASSUNTO: OF N° 874/07!PGJ/MS - REPRESENTAÇÃO "'ÕLTROS DADOS: Possível esquema de corrupção envolvendo empresários e agentes políticos do Mato Grosso do Sul, dentre eles, o Deputado Federal, Vander Loubet. , ~- SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Coordenadoria de Proces!>amento ImCial 18/09/200918:17 118900 1IIIIIIIMIIIIIIII~lIillll~lIl~IIIIIIII~1IIIIIhl""1111 COPIA - STF Inq 2863 - CPF 52802744100 - 12/11/2011 18:11:27
  3. 3. TERMO DE ABERTURA Certifico e dou fé que, nesta data, procedi a abertura do 2·· volume dos autos do(a) IfJJ nQ d.%~ , com início às fls. 3~ .Seção de 8!.ev,enção.. e Distribu' ão. m J I de I~~de lJ:l!j. Eu,) ~ f ,Analista Judiei'rio, lavrei a presente. COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  4. 4. , PGR-GABPGR n' ~I;,5~, Data:..,2b..J dO '..3- Ministério Público do Estado·de Mato Grosso do Sul Ofício n° 874/2007/GAB-PGJ 0037 Campo Grande, 16 de agostQ t,Je.7007., . PRC:~=~?,t::il~~E~:~L1CA 1111111111111111111IIIIIIIIII~11111 1.00.000.009039/2007-11 Senhor Procurador-Geral da República: Encaminho a Vossa Excelência, para que tome as medidas que entender cabíveis, os autos do Pedido de Providência MP/0066/07/PP, instaurado no âmbito: desta Procuradoria-Geral de Justiça em decorrência da remessa do Laudo de Exame de Material de Audiovisual n" 1.32512007, que tem por objeto a entrevista concedida por uma ex-servidora pública na qual denuncia suposto esquema de corrupção envolvendo empresários, servidores públicos e agentes políticos de M.ato Grosso do Sul, dentre os quais, um Deputado Federal. Aproveito a oportunidade para externar manifestações de estima e respeito. .J2 ~,<J~~~ ~~VIEIRA risANTANA E '::NZÕATEGUl Procuradora-Geral de Justiça A Sua Excelência o Senhor DR. ANTONIO FERNANDO SOUZA Procurador-Geral da República Brasília - DF COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  5. 5. HlliMstbJO PÚBLICO FEDERAL ..J'. 'PRóCÜRÁ»ORIA GERAL DA REPÚBLICA 27/08/07 10:35 COORDENADORIA DE COMUNICAçõES ADMISISTIlATIVAS DIVISÃO DE AUTUAÇÃO E PROCESSAMENTO ADMINISTRATIVO . ) COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  6. 6. ...'. '; ~<, , . ',..' .. ." .. ..... '. , . " .,' '<. :. :' ..~ .'., . ..·MI~nSTÉkIO.púsÚcQO··.OE:S1iiD()DIEMIA'tc:>.(3iR··.O·SSt::>.DÓ SUL ...•..•... .•.....• .} P,~àCURAÍJORIA-$ERALDEJUSTIÇA ..' '. ,', . ,', " , , : 09.08.2007 MP100661071PP REQTE: MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL Clóvis Amauri Smaniotto eJiskia Sandri Trentin - Promotores de Justiça· GAECO REQDO: PAULO ROBERTO DUARTE Solicita Providências: Oficio nO 349/2007/GAECOIUNICOC de 18.7.07, protocolizado sob o nO 045090-1/2, SEDAP no 03559-1/1 de 9/8/07. Cópia do Laudo n° 1.325/2007- SETEC/SRlDFP/Ms de EXAME DE MATERIAL DE AUDIOVISUAL. SIGILOSO " . ,;. COPIA - STF Inq 2863 - CPF 52802744100 - 12/11/2011 18:11:27
  7. 7. ., ) ,H!II"'':;'i" ,1'<1',1/<:'-','.'18 PlHfllI'I'('-'!1n (,r,,;1 ,.ilJ'FJi;a ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL UNIDADE INTEGRADA DE COMBATE ÀS ORGANIZAÇÕES CRIMlNO Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado - GAECO Ministério Público Polícia Civil Policia "-'il'.;.......-.;~ Oficio n. 34912007/GAECO-UNICOC 0039 Por intermédio deste expediente, encaminhamos a Vossa Excelência cópia do "LAUDO N" 1.32512007 SETEC/SRlDFPIMS, de EXAME DE MATERIAL DE AUDIOVISUAL (Análise de Conteúdo), que instrui o Procedimento Investigatório Criminal n. 002/07, em trâmite no GAECO/UNICOC, o qual chegou às nossas mãos na data de ontem (17.7.2007), para a tomada das providências cabíveis no tocante aos fatos relativos à conduta de PAULO ROBERTO DUARTE, Deputado Estadual de Mato Grosso do Sul, o qual possui foro por prerrogativa de função, a teor do que dispõe o artigo 114, inciso n, alínea "a", da Constituição Estadual. Atenciosamente, JISKI Promotora de Justiça ~ . Excelentíssimo Senhora fL~ Df ~ DD. Procuradora-Geral de Justiça O ~ Campo Grande (MS) Y COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  8. 8. i ) Ministério Público do Estado de Mato Gross~'dOJ: 31' PROMOTORIA DE JUSTiÇA DO PATRIMÓNIO PÚBLICO E SOCIAL E DA~-::A;;;t,d~"L--/ Oficio n.o 420/2007/31' PJ Campo Grande, 17 dejulho de 2007. 0040 Senhora Promotora de Justiça: J.•/'ia SanJri Jr~n.t, t. PRQ010RA DE JUsnçA Para fins de ins ção dos autos do Procedimento de Investigação Criminal R. 2/2007, encaminho a Vossa Excelência cópias dos Oficios n. 977 e n. 978/2007-SETEC/SRlDPFIMS, ambos de 17.7.2007, oriundos da Superintendência Regional em Mato Grosso do Sul, do Departamento da Polícia Federal, juntamente com cópia do Laudo n. 1.32512007 - SETEClSRlDPFIMS, de exame de material de áudio visual, bem como da Informação n. 5212007/ SETEC/SRlDPFIMS. Aproveito considerações de apreço e estima, l A Sua Excelência a Senhora DRA. JISKIA SANDRI TRENTIN Promotora de Justiça para externar minhas elevadas ...11 Grupo de Atoação Especial de Repressão ao Crime Organizado - GAECO Nesta _~=Ru!ràlrP'llJl;-84---+eL(67) 3313-4691 Campo ~IMS' .C;ER;.79002-190 COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  9. 9. . ) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POlÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTiFICO ,PI!i~ ---':"Al'''''~ Ofício nO 977/2007 - SETEC/SRlDPF/MS Campo Grande-MS, 17 de julho de 2007, Ao Senhor MARCOS ANTÔNIO MARTINS SOTTORIVA Promotor de Justiça CAMPO GRANDE· MS Assunto: Encaminhamento de Laudo Pericial Senhor Promotor, JUN"'-IC - :5 e 0041 CI!i (/I. cft.;.J 10-' di/ I ti 1-/0J- arcas Amônia M"~1Í11S SO[ioriva 3l° PrOnlmm d< JU:itiça Atendendo a SOlicitação constante do Oficio n° 256/2007/31" PJ - Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social e das Fundações, datado de 1010512007, encaminho a Vossa Senhoria o LAUDO N° 1.325/2007 SETEC/SR/DPF/MS, de EXAME DE MATERIAL DE AUDIOVISUAL (Análise de Conteúdo), referente ao Inquérito Civil nO 001/2007. Atenciosamente, Perito Criminal Federal Chefe Substituto do Setor Técnico-Cientifico Classe Especial - Matricula 022,6387 Rua Fernando Luiz Fernandes, 322 - Vila Sobrinho - Campo Grande/MS - CEP79.11 0-901 Telefone: (67) 3368-1172 - Fax (67) 3368-1174 - E-mail: setec.srmS@dpf.gov.br ,. ~----_ .._--~----- .~----- COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  10. 10. ) ) : f,', ,i,,'~"r;" j ",f1f!:o!;JS !>fi'fIJ'd,kl'<t (;~r,;J f;~j 1',; :.' aSERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLíCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR 1ÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo N° 1.325/07 - SETEC/SRfDPFIMS LAUDO DE EXAME DE MATERIAL DE AUDIOVISUAL (Análise de Conteúdo) Em 11 de julho de 2007, no SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO da Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal no Estado de MATO GROSSO DO SUL, designados pelo Chefe do Setor, Perito Criminal Federal JOADENOR CESAR DE AMORIM, os Peritos Criminais Federais WENDERSON DO CARMO MAIA e RONALDO MORETl'O elaboraram o presente laudo pericial, no interesse do inquérito civil n° 00112007-31' PJ, a fim de atender a solicitação do Promotor de Justiça MARCOS ANTÔNIO MARTINS SOTORRlVA contida no Oficio n025612007-31a PJ, de 10/05/2007, registrado no Sistema de Criminalística sol> o n° 1.061/07, em 15/05/2007, descrevendo com verdade e com todas as circunstâncias tudo quanto possa interessar à Justiça e atendendo ao solicitado, abaixo traoscrito parcialmente: "... SOUCITO a Vossa Senhoria degravação do DVD contendo áudiO e Outrossim, segue anexo o reforido DVD e solicito que seja verificado eventuais montagens ou cortes na gravação, apontando sua autenticidade. " I - DO MATERIAL RECEBIDO Acompanhando o expediente acima citado, os Signatários receberam para exames 1 (uma) mídia óptica., do tipo DVD-R (Digital Versatile Disc), doravante denómínada DVD, da marca HYPSON, com capacidade nominal para 120 min ou 4.7 OB, apresentando a numeração "DMRI8 MC NLP I02529C7 OI" próxima ao orificio central, ,"i " ;', i. ".1' ,. L, ,. " i . COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  11. 11. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ -DEPARTAMENTODEPOLÍCIAFEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO , PGr~ I lfC/, f'lf../lJn Laudo N° 1.325/07 - SETEC/SRlDPFIMS--..,--;:-IL-:"~!Jj,.,!f},.~~ um estojo plástico, com tampa incolor e corpo branco. O DVD-R não continha identificação aparente do país de fabricação e encontrava-se em bom estado de OO43.. conservação. 11 - DO MATERIAL AUDIOVISUAL QUESTIONADO Trata-se dos registros de áudio e vídeo contidos nos arquivos listados na Tabela 1 e que se encontram armazenados no DVD descrito no Capítulo I - DO MATERIAL RECEBIDO. A Tabela 1 expressa os nomes e respectivos resumos criptográficos (hash) desses arquivos, obtidos pelo algoritmo MD5l . Tabela I: Nome dos arquivos examinados e de seus respectivos resumos Criptográficos (MD5). 'Itém. Nome do Arquivo MD5 OI VIDEO TS.BUP ac82e183e41eb3dd85dc6dlldac39d40 ! 02 VIDEO TS.IFO ac82el83e41eb3dd85dc6dlldac39d40 : 03 VIDEO TS.VOB cI388d73e59544t2711ge6ca138d7690 : 04 VTS OI O.BUP 3187b7e8bb90523d64a19267e3a9d348 05 vrs OI OJFO 3187b7e8bb90523d64a19267e3a9d348 06 vrs OI O.VOB b6Ibdc6eOdd91262d9a.66321a6bc6e5 . 07 VTS OI LVOB 6f993398cf3037cf07cfOlbbf9c642d8 08 vrs OI 2.VOB db5773eaf6aeadfe75738a5e59821614 09 VTS OI 3.YOB 0907f90b3ee6c83ebaa85a9.fa3eOb8ed lO vrs 01 4.VOB 20b967fc7c8cd98aafd821cb80272968 Os arquivos dos itens 07 (sete), 08 (oito), 09 (nove) e 10 (dez), da Tabela 1, continham os registros de áudio e vídeo da gravação de uma entrevista, onde um homem entrevista uma mulher, respectivamente identificados durante os diálogos como Adair e Ivanete. Tal entrevista totalízou 55 minutos e 50 segundos. Além disso, o arquivo do item 10 (dez) da tabela supramencionada, continha a gravação de uma reportagem do programa Tema-Livre, sobre uma unidade móvel de manutenção de máquinas de costura do SENAI, com duração de I (um) minuto e 43 (quarenta e três) segundos. I Para mais informações vide Anexo II 11t - -..==~- ',-' ; ' Il' I., i, '. k '" .~' COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  12. 12. COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  13. 13. ) ,:'111."1' ,,!, f'oíJ.{'a,/,: rs 1'!",;{m,i,,d,1 ('~.-,'; '/(j)'y:t{tJ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERJNTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFIco Laudo N° 1.325/07 - SETEC/SRJDPFIMS mesmo diálogo é duvidosa; Procurou-se nomear os interloc1tores ao longo do Laudo utilizando as distinções perceptuais das vozes e as informações contidas nas gravações, quais sejam: a auto-identificação do falante ou identificação mútua feita pelos interlocutores. IV.1 - DA CORRESPONDÊNCIA ENTRE O MATERIAL QUESTIONADO E O CD ANEXO AO LAUDO O anexo em formato digital deste laudo contém a íntegra dos áudios questionados, arquivos em formato IITML (HyperText Markup Language) e de suporte à visualização e à verificação da integridade do material em formato digital. Tais dados encontram-se gravados em mídia óptica tipo compact disc (CD-R) de 12cm de diãrnetro, com as seguintes características: 1. O CD é mn anexo a este Laudo, sendo dele parte integrante; 2. O CD é do tipo CD-ROM (dados de computador), gravado em modo 1 e com o sistema de arquivos IS09660, sendo totalmente compatível com a plataforma Windows!IBM-PC; 3. Não é possível remover, acrescentar ou alterar quaisquer dos arquivos gravados na mídia óptica, pois essa é do tipo CD-R (gravável unia única vez) e a operação de gravação foi realizada com o fechamento da sessão, o que impede que sejam acrescentados dados posteriormente; 4. Os registros de áudio foram gravados no formato MP3 (MPEG Audio Layer-3), com taxa de compressão que mantém as características perceptuais dos diálogos contidos no material original. Os arquivos MP3 podem ser escutados em: 1. Computadores IBMlPC em geral, sendo necessário que possuam alto-falante com placa de som e programa de reprodução de áudio no formato MP3; -- -~------~==~-- 0045 ; . I f ! ~ i, , ! . ; I ~~. j I~- I -. ( - v !. I ! ii ! -- -11. I',' " ! - ,, , f',, r ~ - COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  14. 14. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE pOLÍCIA FEDERAL SUPERlNTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo N° 1.325/07 - SETEC/SR!DPFfMS 11. Em aparelhos de som automotivos compatíveis com MP3, sendo que muitos dos modelos dis?OIúveis para venda já contam com essa funcionalidade; 111. Em alguns aparelhos de som domésticos compatíveis com MP3; iv. Na grande maioria dos aparelhos reprodutores de DVD atualmente encontrados no comércio. 5. A substituição do CD em anexo por outro, com qualquer alteração dos arqulvos, é prontamente detectáve! por meio do identificador para verificação de integridade calculado com base no algoritmo de resumo criptográfico MD5, descrito na , j, ~ . RFCs 1321. Se um arquivo for alterado, a aplicação do algoritmo sobre o arquivo resultará . em identificador de valor diferente, evidenciando a presença de a1teraçã02 ; 6. O arquivo "conteudo.htm", localizado no diretório página do CD, contém a análise do conteúdo fonográfico das gravações e atalhos que possibilitam reproduzir o áudio referente a cada trecho gravado; 7. Há um arquivo imprimível, "conteudo.pdf", disponível no diretório raiz -<000 do CD, a partir do qual é possível imprimír 'cópias da análise efetuada. Porém, para a audição concomitante do áudio é necessário utilizar o arquivo eletrônico "conteudo.htm" (para instruções de acesso, ver o item "ill.2 - DO ACESSO AOS DADOS DO CD"); 8. Para ouvir o áudio, clique com o botão esquerdo do mouse no respectivo atalho (nome do arquivo, em azul, sublinhado). Caso necessário, selecione a opção de confirmação de abertura do arquivo, caso smja a caixa de diálogo. IV.2 - DO ACESSO AOS DADOS DO CD Quando inserido em reprodutor de áudio compatível com MP3, o equipamento detectará automaticamente os arquivos. A critério do aparelho, poderá haver '. COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  15. 15. .) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo N° 1.325/07 - SETEC/SRlDPFIMS ou não a exibição do nome completo de cada arquivo, sendo a ordem de reprodução, normalmente, a alfabética- Quanto à utilização em computador, o CD anexo ao Laudo pode ser lido em leitor compatível com CD-R (característica comum a todos os drives de CD), sendo configurado de modo a abrir automaticamente a página de navegação inicial em computadores com sistema operacional Windows 95/98/MeINT/20001XP ou superior.J A Figura 2 ilustra a página inicial, a partir da qual é possível acessar todos os arquivos de interesse contidos no CD. • .~.;iIr-".. r· , . . Anexo Elelrôniço L~ud. 0-1.325/07 SETEC/SRIDPF/MS Sumário da Perícia Laudo l.32SI07-SETECISRJDPFIMS Data da emlss~o 11/0112001 Registro 1.001/01.SElECJSRllJPFIMS Reterincial!: Oficio n025612001·31' PJ, datado de 1010512007 Peritos Wenderson do Carmo Maia Ronaldo Moretto ~ Contato SuperintendtênêiaReglonal dePolIda Federe! em Mato Grosso do Sul Setor Técruco-Qenlifico Rua FemandoluizFemandes, 322. Vila Sobrinho Campo GrandelMS CEP: 79.11 Q.500 Fone: (57)3368-1172 Fax: (67)3368.1174 E-maR setec.snns@dpf.gO'l.br Figura 1 - Página inicial de navegação do CD. Dentre outros, estão presentes os seguintes atalhos: 1. "Arquivo Imprimível", abre uma versão imprimível dos referidos itens, em formato PDF (Portable Document Formal). , Para mais informações vide Anexo II 3 Para o correto funcionamento é necessário possuir um navegador para a Internet configurado_ ~ '~_... - :'O()47! : . :. '- ',', ' .; ~ : .. . . ; . I, ,' ..'. ,. I... ... . t::.·.,·,· . , '. ~ .;- (', - , .." ,., . ,/' I ., . " COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  16. 16. ) •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLíCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO PG;;'r)!CA Laudo N° 1.325107 - SETEC/SR/DPFIMS"l!'«~ 2. "Sumário da Perícia", retoma à tela inicial. & RuR,$-' 3. "Análise do Conteúdo Fonográfico", Anexo I em formato H1ML. Caso a página inicial, Figura 2, não seja automaticamente apresentada, bem como para obter outras informações sobre o acesso aos arquivos do CD e verificação de sua integridade, consulte o ANEXO lI. IV.3 - DOS IDENTIFICADORES DOS ARQUIVOS DO CD O arquivo "resumos.mdS" contém os resumos criptográficos MDS de todos os arquivos do CD (exceto o dele próprio). Foi gerado com o aplicativo MDSSummer.exe (vide ANEXO II). Os resumos MD5 do arquivo "resumos.mdS" foi escolhido como identificador geral do CD anexo ao Laudo, estando impressos na etiqueta do mesmo. O MD5 do arquivo "resumos.mdS" é: 1056a8bfl3a31bleacf68db2dceIdbfa Os procedimentos para verificação da integridade do Anexo Digital encontram-se no Anexo lI. IVA - DA ANÁLISE DAS IMAGENS Os Peritos realizaram a captura de um quadro (frame), oriundo dos registros ) de vídeo, buscando ilustrar as imagens contidas nos arquivos enviados. Apesar de não se tratar de imagens estáticas e sim de uma entrevista em sala fechada, os Peritos optaram por registrar, somente em uma imagem o conteúdo da gravação, visto que os movimentos ocorridos no vídeo não enriquecem o entendimento do assunto. Na Imagem 1 a seguir, encontra-se a imagem de um quadro retirado do arquívo "VTS_Ol_4.VOB" em instantes próximos ao térmíno da entrevista. 0048 '. '. ~. ','o , " . ! . , I, ' ,' :; :; . , . .7,:.., A COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  17. 17. ) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO p '''')3'::;,, :"'Á:::~ Laudo N° 1.325/07 _ SETEC/SR/DPFIMS R"b~~? IJJllIgem 1 - Frame capturado dos arquivos de vídeo. , -V - CONCLUSAO: A anãlise do conteúdo fonográfico dos registros de áudio contidos nos arquivos recebidos encontra-se no ANEXO I. Em análise perceptiva e de coerência contextual dos arquivos de áudio e vídeo, observou-se continuidade e coerência entre os diálogos verificados nos arquivos encaminhados a exame. Os Peritos têm por bem esclarecido o assunto e com o Laudo devolvem o material encaminhado a exame. 8 t1:r;,. ~;;, ') . __.._~... ~ ~~-.. "." D049 , l,'. I, , !." "1 ;, I . '. I ' COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  18. 18. A. ~*~SERVfÇà PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCfA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO PuRptr Laudo N° 1.325/07 - SETEC/SRlDPF/M;Jl;,cc Nada mais· havendo a lavrar, os Peritos encerram o presente LaudO O050produzido em sessenta e quatro (64) folhas, sendo quarenta e nove (49) referentes ao. . ANEXO I e seis (6) referentes ao ANEXO TI, e um anexo digital em mídia óptica (CO-R), que, lido e achado conforme, assinam acordes. ~~. WENDERSON DO CARMO MAIA Perito Criminal Federal - 3" Classe Matrícula 15.055 Perito Criminal Federal 2- Matrícula 9.387 ., I . I .~ I ; I c. 9 COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  19. 19. ) / ~,'I"':"'~ <.P"':;";;;:Ji ;;:, . , . A ~ SERV1ÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRfDPFIMS ANEXO I ANÁLISE DE CONTEÚDO FONOGRÁFICO Entrevista Arquivo devideo: VTS_Ol_l.VOB, VTS_Ol_2.VOB, VTS_Ol_3.VOB e VTS_Ol_4.vOB Arquivo de áudio extraído no CD anexo ao laudo: faixaOOl.mp3 Duração: 55 minutos e 50 segundos. Locutores: Ml- Locutor não ideutificado, M2 - Adair, M? - Eduardo, FI - Ivanete. Observação: O áudio foi extraído dos quatro arquivos de vídeo supracitados, portanto sofreram interrupções nos instantes de transição (00h17mJOs, 00h34m19s e OOh51rn28s). Conteúdo: Transcrito a seguir. M? - A Mara está? Eduardo. (o áudio acima se encontrava em mono com qualidade interior ao restante) Ml - Quanto tempo o Senhor vai demorar... Escritório do Luiz Pedro, o senhor não sabia onde era? (iniuteligiveJ) . ~ . M2 - Foi nesse olho aqui, escapou uma peça da máquina, de uma colheitadeira, lava mexendo na fuzenda, pode ver que a pupila é dilatada, oh! FI - Mas você enxerga... M2 - (ininteligivel) luminosidade. E na televisão quando eles abrem a... M1- É que depois que começar um trabalho aqui não dá mais pra fazer a foto. Tã, tchau! FI- Você pre... M2 - Nossa senhora, horrível! FI - Não, o meu caso é bem... 10 ..!.-":'.!::! - - : 005'. ....,. , ..,' k:, . ., : " COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  20. 20. SERVIço PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERlNTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFIco Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFIMS M2 - E na rodovia, ã noite de carro,farol. FI - Mas você... normal, normal? Não enxerga nada? M2 (ininteligível) não, (ininteligível) seja normal. FI - Nossa! Eu lembro do Bachega, gente! Como que o Baehega bateu naquela... naquele acidente, né? MI Mas não foi suicídio, não? FI- Não ele vivia uma vídínha norma~ tranqüila! (descontinuidade do áudio e inicio do vídeo) FI - ...muito mais. MI - Tá gravando, tá! Eu vou ficar lá fora, se precisar de alguma coisa. M2 - Não pode ficar aí. FI - Não, pode ficar moço. MI - Tudo bem? M2 - Pó ficar. M2 - O Luiz vai entrar aí. FI - Não o Luiz saiu por aqui. M2 - Tá gravando? MI - Tá gravando. M2 - Ivanete minha amiga de trinta anos. Trabalhando na Sanesul, né? Mil novecentos e setenta e sete (1977), setenta e oito (78), setenta e nove (79). Ivanete, eu tenho aqui, o relatório dois mil e três (2003), dóis mil e quatro (2004), dois mil e cinco (2005) e dois mil e seis (2006) que o Governo do Estado do pê-tê (PT) gastou, se somar isto aqui dá trinta e três (33)... 11 Q052,'. .' ( ..,' "1., ' ',' I .:. . ,:' / ;'. 747 -A COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  21. 21. •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERlNTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo L325/07-SETEC/SRlDPFIMS FI - Oh, mas eu não tenho... M2 - ... cinqüenta e seis (56) FI - ... os quatro (4) primeiros... M2 - ... não, só os quatro (4) segundos, sessenta e cinco (65) com cinqüenta e seis (56), praticamente cento e vinte milhões de reais (R$ 120.000.000,00), ê isso mesmo? FI - É isso mesmo. M2 - Cento e vinte milhões (120.oo0.000)? Eu tenho umas perguntas para fazer para você, com relaçã... com relação a isso. Primeiro: como era feito... não sei se eu chamo de esquema?! Como era feito... como era... como era... o... o processo de pagamento através da Subsecretaria de Comunicação? Vamos supor... Pelo que você conversou comigo anteriormente, você falou que a maior parte desse dinheiro foi usado em caixa dois, dinheiro pra atender o Paulo Duarte, Ralfi, Oscar, Mauricio Picarelli, o Deputado Estadual pagava por fora, o ex-deputado Raul Freixes, Dona Gilda... é,.. toda essa cambada ai do Governo do pê-tê (PT). Como que era feito isso? É... é... simplesmente agência é... é... sacava o dinheiro, trazia? Como é que vocês processavam isso pra poder tirar esse dinheiro do tesouro oficialmente e como que era feito, cê falou pra miro que na época do Paulo Duarte era dez por cento (l0%) quando ele saiu caiu pra cinco por cento (5%) pro Ralfi, que é o caixa dois, caixinha, ué? E quando o Governador precisava de cinqüenta mil (50.000) ele gritava e vocês saíam corrido... correndo pra fazer esse cinqüenta mil (50.000), comprava nota de gráficas, tal. Explica pra mim isso, detalhadamente e se você puder mostrar em algum papel, né? Porque isso tudo aqui tudo é papel, é documento que cê tem, isso aqui você já me passou. Nos tamos armado até o dente. Eu quero deixar você tranqüila Ivanete, que você não vai ter problema. Você não vai ter problema de segurança fisica e nem moral, porque a partir de hoje você está comigo, né. Com o Diário do Pantanal. Então como é que você me explica essa situação toda? FI ~ Não. Primeiro... é... você entrou numa situação assim, no contexto geral. Quando você vaIou dos dez por cento (l0%), dez por cento (10%), cinco por cento (5%) era um recurso totalmente diferenciado daquilo do oficial. Se gastou cento e vinte mil {120.000)... cento e vinte milhões (120.000.000) dentro do oficial, mas dentro desse oficial também se tirava dinheiro, M2 - Além do... além... FI - Além! Além do caixa... 12 ~t....~-_._ .... ~- 0053· i· . ~ ! ' ' i, i ! ,,. I i' . ~ l' ,~: f'i "fi' f, !' ': ~ , i, I" ~ ( ;ç ., ;",c, COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  22. 22. ) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ· DEPARTAMENTO DE POLíCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFIco Laudo 1.325/07-SETEClSRfDPFIMS M2 - Além de dez por cento (10%) pro Paulo Duarte e cinco por cento (5%) pro Ralfi, ainda tirava dinheiro, maís ainda? FI - Não, não, não. Era assim: Tudo que eles precisavam de recurso entrava no oficiaL. dentro das agências, independente deste recurso entrar no oficial, independente disto tudo que se pagou, tudo que se pagava, ainda se tirava dez por cento (10%) que voltava pro gabinete do Secretário. M2 - Qual Secretário? FI - Não... Nos dois anos e meio foi o Paulo Duarte e depois um ano e meio foi o Ralfi. M2 - E você falou que quando o Paulo Duarte saiu, entrou o Ralfi pagava cinco por cento (5%)? FI - Não caiu pra cinco por cento (5%). Depois que o Paulo saiu. M2 • Mas por quê que caiu pra cinco por cento (5%)? FI - Porque as agências elas reclamaram. Elas... é... estiveram marcaram uma reunião, se reuniram estavam revoltadas em repassar os dez por cento (10%), que era dez por cento (10%) do valor bruto, do valor da nota. Então não tinha... M2 - Quer dizer que se o governo gastasse três milhões e meio (3.500.000), quatro (4.000.000), que era a média mensal, quatrocentos mil (400.000) vol~a pro Paulo Duarte. FI - Tirava-se dez por... tirava-se dez por cento (10%) desse valor. M2 -Incash. FI -In cash. M2 - A agência... FI - Que mandava, que levava. M2 - trazia? Entregava pro Oscar, pra você, pro Paulo Duarte, pro Brafi... 13 ~P;~";cr::. FI". c. .• ~"'- . ,;::;1"-:- , 0054 ;' " , ;. ~ " . 7;;7 _ A COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  23. 23. .) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL . p.;~.,t,. í'1$,_ ',-_ -----Ruo .MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO 0055 Laudo 1.325/01-SETEC/SRJDPF/MS FI - Não, nos primeiros quatro anos, não. Nos primeiros quatro anos de governo, ele ia pra nós ali da comunicação. Que era Ronaldo, Sandra, Recalde, Bosco, aquela coisa toda. Desses quatro anos que Paulo saiu M2 - Pra nós quem? Ficava com quem? Com essa pessoas, com a Sandra, com oRe... FI - Sim, ali eles me direcionavam valores, pra cu sair pagando algumas situações. M2 - O por fora? Chamava as pessoas e distribuía o dinheiro. FI - É, o por fora. E distribuía o dinheiro. E depois que o Paulo assumiu... M2 - .., umoralizou"... FI - Não. É... M2 - Moralizou, né? FI Começou... começou a ir pro gabinete do Secretário. M2 - Vamos dizê, entre aspas, "moralizou". Tinha que entrega tudo pro... pro Paulinho, né? FI Ó, ia pro Secretário dele, pro assessor dele. M2-0Grafi? FI Pro Grafi.O Grafi que recebia todo esse dinheiro. M2 - E ninguém sabia o quê que ele fazia com esse dinheiro. FI -Não. M2 - Essa relação que eu tenho aqui, ó. Essa relação que eu tenho aqui... é tanto papel, né? Barbaridade! Também cento e vinte milbões de reais (R$ 120.000.000,00) não é brincadeira. E muita grana, né? Mara Silvestre... era por fora? FI - Mara Silvestre começou a receber nesses quatro anos, era por fora. Ela pagava o programa dela na tê-vê (TV). 14 ,' ·..'. "O - í ' . j' • '", , • i .~' ,li' .,." ,I' Ii" j '. ,.1 .'/ . ,', .. ' COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  24. 24. ) •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO M2 - Cês pagavam por fora. FI - A gente pagava por fora. M2 - Com esse dinheiro dos dez por cento (10%), não? FI - Não, não, não. Isso aqui... M2 - Jsso é outro recurso. Aí você vai me explicar... FI - ... não, não... Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFIMS M2 - Peraí, vamos só chegar nos dez por cento (10%). Quer dizer, a Mara Silvestre, a co- cunhada do Governador. FI - É. Mas ela... ela... oficializa... oficializava esse valor repassado pra ela. OÓ56i, ~ " " " M2 - Tá e cê vai explicar corno é que fazia da Mara Silvestre. Mas aqui tem urna listinha que : ,,' cê... que eu tenho aqui... são tantas listas... i'. :' FI - Não, v!>cê vê a Mara Silvestre tá aqui, ela também está aqui, essa lista era da forma corno eu pagava. O os números das notas fiscais, as ... as agências repassadoras, as... M2 - TA tudo bem, mas aqui... FI - .., os fornecedores que eles compravam as notas. M2 - ... se você somar dá cinco por cento (5%) ou dez por cento (10%). É isso? FI - É eu tirava cinco por cento (5%) hoje. Digamos assim na.., M2 - Pro Ralfi. FI - Pro Ralfi, cinco por cento (5%), anteriormente dez por cento (10%). M2 - Ai distribuia pra esse pessoal. FI - Distrib... Não, não, não, você não entendeu. Eu oficializava isso aqui pra paga o povo. In.dependen... Os dez por cento (10%) não tem a nada a ver com os por fora, ainda. 15 ~ :' .,. .." , " ' ;>'1 i> :'1,'.,<:; ",' ,.. ;.; i'., ", ~. ! '.' , '. COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  25. 25. . , , . ) ,: 1',.r'f', ' .1'. :~, ',', ',' l'1'!'PI"'<I"ú,, ~.;.',Úl" ! . ') .'",··~íffJ é • ~., ! ' . SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPF/MS M2 - Ah! São duas coisas. FI - São duas situações. Eu oficializava tudo... M2 - Caixa dois e caixa três. FI - O caixa três seria os dez por cento (10%) pro Secretário. M2 - O Governador sabia disso? FI - Ele sabia. M2 - O Góvernador sabia? FI - Sabia. M2 - Por quê que ele sabia, lvanete? FI - Porque eu estive numa reunião e nessa reunião as agências tinham brigado pra descer esse valor e na agência que eu estive, essa agência ela era ligada a... como é que chama? O sindi... Não é sindicato, não. Tinha a ver com o sindicato e com a associação de publicidade. Aí eles reclamaram e conversaram com o Governador. Aí, o Governador concordou, cinco por cento (5%). M2 - Quando Paulo Duarte saiu. FI - Quando Paulo Duarte saiu. M2 - E essa agência ... é ... é ... é a zé-êne (ZN), é a zé-êne (ZN)? FI - Apesar das agências não cumprirem totalmente os cinco por cento (5%), não cumpriram totalmente com o novo Secretário. Porque eles tinham uma paixão muito grande pelo Paulo. Inclusive as agências de publicidade. E tinha o Oscar, né? Então o Oscar... o Ralfi reclamava, brigava, a Salete me ligava e falava: Ivanete você... me ajuda a ligar pras agências. O Ral... O Oscar falava: Não se mete. Isso aí é um assunto do Paulo. M2 Será que eles não entregavam isso pro Oscar ou pro Pa...? ~ I - A Salete achava que, até que... era repassado direto pro Paulo. 16 (/ :'.:-' , !'.. j' 'I'..:' COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  26. 26. ;1 •SERVlÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFIco ,;',,[,;(1:.' PINili"'·"i,.' Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFIMS M2 - Tava traindo o Ralfi? FI - Com certeza. Aí um dia eu falei: Eu acho que não Salete. Eles não repassariam pro Paulo por... por nada, quem tá aqui agora somos nós. Nós que trabalhamos aqui. O Paulo nem aqui está. Botão a Salete de vez em quando achava que ia pro Paulo. Ela achava que as agências não queriam entregar ali, porque entregavam para ele. M2 - E essa reunião que o Governador teve na agência de publicidade foi na zé-êne (ZN)? FI - Na zé-êne (ZN) é. M2 - Com todos os proprietários de agência? FI - Não. Só o Ricardo Naban. M2 - Só Ricardo Naban, a esposa dele, a Mônica... FI - A Mônica. M2 - ...você, quem mais? FI - O Governador e o Ralfi. M2 - O Ralfi. O Ralfi também lava junto. FI - Que o Governador levou o RalfL M2 - Aí ficou estipulado que era pra passar os cinco por cento (5%) pro Ralfi, pro Secretário. FI - Cinco por cento (5%). M2 - Tá, agora me explica aquele cálculo que você falou, que quando pagava toda essa relação aqui por fora. A Mara Silvestre, Giselda, secretária do Vander, Mauricio Picarelli, né? Cê fàJou que tem uma relação que ele recebia. O Maurício Picarelli recebia quanto oficial e quanto por fora? O deputado Estadual? FI - O Mauricio Picarelli, ele recebia vinte mil (20.000) por mês, no mensal. Vinte liq... é, vinte bruto. Ele recebia..: não, minto, desculpe. Vinte líquido e ele recebia no oficial. E, independente disso, a gente repassava por fora também. 17 ~,, 0058 '.. {. · . i' ,- ;. '. ,..." ! .,. ·f , • ' ... 'i .. COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  27. 27. , , I ) ~" o~, v o "'=== -- -._.<-.- ~ "SERVIÇO PÚBUCO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERJNTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.32S/07-SETEC/SRlDPFIMS M2 - Por fora. Mas qual o valor mensal que ele recebia? Fl- Ás vezes dez mil (10.000), quinze mil (15.000), ele recebia... e o Raul Freixes também. M2 - Recebia em dinheiro? in cash? FI - Ou então, Em dinheiro. in cash, in cash. M2 - De quem que ele recebia esse dinheiro? FI - Ele recebia do gabinete do Secretário também. E, às vezes, não tinha como repassar, eles ligavam e eu tinha que fazer papeL Então, quando não tinha dinheiro eles falavam: Ó, faz em papel, oficializa, dá um jeito. M2 - Mas como cê fazia esse papel? Me explica. FI - Aí ele... M2 - Como que era? FI - Eu oficializava. M2 - Mas, como? Me fala, assim. Você ligava pra agência, tira a nota? , --J FI - E. As agência, assim ... é ... é ... o que é da agência era só publicidade pura mesmo, quando eles faziam que foi muito pouco ... é ... mas é... por exemplo um veículo de comunicação. Eu preciso pagar cinqüenta mil (50.000) pro veículo. Eu tirava a nota, ligava pra agência: Ó, vou usar o seu contrato, porque a agência ganhava vinte por cento (20%) de comissão entra pra ela não tinha problema. M2 - Mas aí a agência devolvia o dinheiro? FI - Não. Ela pagava pro veículo. E, os vinte por cento (20%) era dela, dentro desse total bruto ainda vinha os cinco por cento (5%) pro gabinete do Secretário. M2 - Tá, esse é uma forma. A segunda forma, por exemplo, é... que você falou que era pra pagar esse pessoal aqui, o por fora. A agência comprava a nota da gráfica? 18 ·,1 .'• o I l- " ." . , " ;", . , .' I·' ' :.' 1 J •• ,...:,-...._--~--- i'·o ' COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  28. 28. ~1';,:'Ii".,f,[C; I l r " •.;,I':"""':'''' "/",,, rl!;}l ~ •SERVIÇO PÚBUCO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLiCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TECNICO-CIENTÍFIco , Laudo 1.325/07-SETEC/SRJDPFIMS FI - Não, não. É... os por fora, que é uma lista que a gente tem de... de... de várias situações inclusive esses que têm a Nancizinha do pê-tê (PT), tem a Mara Silvestre, tem a Neôncia... rica do pê-tê (PT). M2 - Tem a Giselda... ".". ) FI - A Giselda, não. A Giselda a gente oficializava, apesar dela não fazer serviço, a gente oficializava... ) M2 - O pagamento? FI - Vinte e cinco mil (25.000) por mês... M2 - Mas ela não executava o serviço? FI - Não executava. Ai, a gente dava um jeito de ... de ter spots. De fazer spots dentro do nosso próprio núcleo de fr... de... de rádio. . M2 - Fazia um arranjo... FI - Pra poder ser um produto pra... M2 - Quer dizer que não saía, não executava o serviço, não veiculava. --FI - Não. Não... Não, não, ela era produtora, então ela ... quer dizer ... é, o marido dela tinha ... tem uma produtora, então ... dava a nota da produtora. Mas não tinha o produto, que é a comprovação do serviço. M2 - Pagamento falso, né? FI - E aí a gente conseguia ali dentro mesmo no nosso núcleo de rádio. M2 - Quem mais recebia assim igual à Giselda? Que só, só no papel? FI - Ah, têm vários, teve a... o Grupo Correio, por exemplo ... M2 - Correio do Estado? 19 0060," ;.: :' "I !.. COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  29. 29. ,.) " I , ' SERVIÇO púBuco FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNlCO-CIENTÍFIco Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFIMS FI - Correio do Estado, Ele não ... o Jornal, por 'exemplo, ele não, não aceitava. Tinha que comprar espaço. Em compensação teve aí duas emissoras de rádio, era um acordo que nós tínhamos, de cento e cinqüenta mil (150.000) por mês. Veicula... veiculando ou não qualquer situação, ele recebia, M2 - Não entendi, um acordo de cento e cinqüenta mil (150,000) por mês ... FI - Cento e cinqüenta mil (150.000) por mês. M2 - Saindo ou não saindo na lê-vê (TV), tinha que pagar,.. FI - Ele tinha que pagar. M2 - E a tê-vê (TV) Morena? FI - Então aí a gente saía atrás, assim, de produtos ... é ... Quê que saiu na Secretaria de Saúde, Delran... então a gente dava um jeito de... de buscar, captar esse material todo e jogar por grade de veiculação pra eles. M2 - E a tê-vê (TV) Morena, tínha acordo? FI - A tê-vê (TV) Morena, o único acordo era pagarmos trezentos mil (300.000) por mês. E aí nós tínhamos que usar mesmo, pra poder cumprir os trezentos mil reais CR$ 300.000,00), ao mês. M2 - Mas tinha um acordo entre o governo e a tê-vê (TV) Morena? F I - Sim, trezentos mil reais CR$ 300.000,00). E não deixar atrasar. Se passasse de trezentos mil (300.000) seria um adicional a maís. Nós tínhamos que cumprir. Se gastasse menos, nós tínhamos que dar um jeito de gastar os trezentos mil (300.000). M2 - Era um acordo... FI - Era um acordo de cavalheiro que tinha que ser cumprido. E tinha que ser cumprido mesmo. M2 - Você falou pra mim que o João Baird, um período que ele mandava e desmandava no governo, tinha senha de computador, tal. Você falou pra mim que uma vez o João Baird teve que pagar à tê-vê (TV) Morena, duzentos mil (200.000), in cash. 20 I , , , ' I , ' - - , - - ' COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  30. 30. ) SERVIÇO PÚBUCO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETECfSRlDPFIMS FI - Não, quando o João Baird... dá última vez que nós entramos num acordo de cumprir as contas da publicidade, que estava grande, estava enorme, os débitos da comunicação, é... entraram num consenso. Entramos em reunião, quando falo entramos, é porque me chamaram também pra essa reunião. M2 - Quem chamou? FI É... o Ralfi, até porque... o Ralfi confiava no meu trabalho, aquela coisa assim, mais em números, né. E aí então foi Zé Ricardo, João Baird, Ralfi... M2 Zé Ricardo, o ex-Secretário de Finanças, atual conselheiro do Tribunal de Contas. FI-O ex-Secretário. Itsuo... M2 Ele fazia parte dessa... dessa jogada tudo, de pagar...? FI Totalmente. Ele era o Secretário de receita e controle. M2 - Ele participava e sabia de tudo isso? FI - Sabia de tudo. E a maior bronca do Oscar é que o Zé Ricardo sabia, os credores iam cobrar dele. Como já deve até ter acontecido com você, de ir lá na no gabinete do Secretário cobrá-lo e ele fala: Não, o Oscar não mandou pra cá nada. Mas ele sabia. M2 - Jogos de mentira. FI Então tinha aquela situação assim, o Oscar queria morrer com isso porque... era um jogo mesmo. M2 - Tã. Vão voltar lá nos duzentos mil da tê-vê (TV) Morena. Aí o João Baird sacou duzentos mil reais (R$ 200.000,00), nessa reunião? FI - Não, não, não é que sacou. É que assim, quando o João Baird assumiu, ele pegou uma relação de tudo, foi um relatório desse tipo, foi entregue pro JB, de tudo que nós devíamos, inclusive da comunicação toda. M2 - Hum, hum. 21 0062 , I " "" :., ,.,I'" ," . ,I , . , ,~ , . !,- ; < COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  31. 31. ) ) '-'SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.32S/07-SETEC/SRlDPF/MS FI - Aí a tê-vê (TV) Morena, o que tinha da tê-vê (TV) Morena? Seiscentos e pouco mil. O quê que o João Baird fez, vamos passar pra ele duzentos mil (200.000), pro Ricardo Miragaia, pra tê-vê (TV) Morena duzentos mil (200.000) pra amortizar o débito. M2- Certo. FI - Cairia para quatrocentos e pouco, ficaria um valor menor pra gente oficializar. E... só que quando nós fomos oficializar os quatrocentos e poucos mil, o Ricardo Miragaia já não aceitou. Falou que isso aqui era "caixinha" pra... pra... em cima do... do... do... de atraso, de multa, juros. Só que eles já cobram um valor pra governo, que é pra ter atraso mesmo, você entendeu? E aí não abateu. Então, eles levaram duzentos mil e... a gente oficializou seiscentos e poucos mil. E nós oficializamos... M2 - Pagou os duzentos mil (200.000) duas vezes? Fl- Duzentos mil (200.000) duas vezes. M2 - Vão voltar lá naqueles cálculo, você falou pra mim: O Governador quer cinqüenta mil reais (R$ 50.000,00). O... o... Secretário, o Paulo Duarte, Ralfi quer cem mil reais (R$ 100.000,00), o Governador tá precisando, não sei o quê. Como é que era feito isso aí? FI - Quando você fala que você precisa de cem mil reais (R$ 100.000,00). Você precisa de cem mil reais (R$ 100.000,00) total, líquido, líquido, seu, pra você, em mãos cem mil reais (R$ 100.000,00). Então quando eles precisavam, eles falav... o Oscar-2Pe chamava, precisamqs dar um jeito, o Governador está precisando... é! fulano precisa, nós temos que dar um jeito. Então, o quê que eu faço? Então, cem mil é um valor líquido... é... veículos, a gente não mexia com veículos pra isso. Porque não tem... M2 - Como cobrir, né? FI-Não tem. M2 - E esses cem mil, como é que era feito? FI - Eu chamava uma é... a gente tinha uns clientes, tinha alguns fornecedores e a gente ia pelo valor mais baixo da compra da nota. Tinha a Sergra... M2 - Como assim? Me explica. 22 ~.--'--_..__.-.. '0063 ~f:.~.' .;. . i: ,.", "', ,. I mf· .•·". .. ;" 'o ::< ..-..~ f': .,-/-'~ . ~. :.. ,", i;: . " . ", . , [,;' . COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  32. 32. .. •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNlCO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFIMS FI - Porque é... por exemplo, tinha a Graficom, que é a gráfica do Emídio e cobra vinte por cento (20%). . M2 - Só pra emitir a nota? FI - Só pra emitir a nota. M2 - Essa nota era "fria" ou a nota "quente"? FI - Olha, nunca tivemos problema. Também eu nunca fui atrás. Eu acho que... M2 - Ninguém também nunca fiscalizou? FI - Nunca ninguém fiscalizou. M2 - Pra ver se era nota de talão frio... FI-Não. M2-Ounota... FI - O governo em si, não. Até porque quando a gente fiscalizava, a gente fiscalizava a agência. A agência tinha que estar linda, b(jnita, maravilhosa, mas o fornecedor a gente não dava muito... , M2 - Se essa nota da gráfica era "fria" ou era "quente" vocês não sabiam? FI - Não. A gráfica Rui Barbosa cobrava vinte e cinco por cento (25%). M2 - Qual outras gráficas? FI - E nós tlnhamos a Sergraf, que é do Sérgio, mas a Sergraf foi assim, nos últimos anos, porque a gente já não tinha mais fornecedor. Porque esses fornecedores eram muito alto. Vinte por cento (20%), vinte e cinco por cento (25%). Então, quando nós contactamos o Sérgio, é... ele não queria, no início ele não queria fazer esse serviço pro pessoal, que esSe pessoal enrolava, não pagava, aí eu pedi que ele fizesse por mim. Por mim, ai ele ia ter a garantia de receber. Aí, ele cobrava dezessete por cento (17%). Então... M2 - Tã, então vamos lá! Cem mil reais (R$ 100.000,00)... 23 i'OQ64,) . r . I. ' :;.: ~.Io ~ '.. I· I·,. ., J." : • '> M ' _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ • ~ ==.~---.____............._____. _. COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  33. 33. ..... ) -=,~ a·'.'SERVIÇO PÚBUCO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRJDPFIMS FI - Cem mil reais (R$ 100.000,00). M2 - ...pra atender o Governador? FI - Eu dividia por dezessete por cento (17%), pra poder tirar os dezessete por cento (17%). M2 - Da compra da nota. FI - Da compra da nota. Pra pagá-lo. E... depois contactava a agência e... a agência eu tinha que pagar quinze por cento (15%), porque é lei... É uma lei federal que eu teria que passar quinze por cento (15%) pra agência. São os encargos dela... M2 - Quer dizer que esses cem mil reais (R$ 100.000,00) acrescia... dezessete por cento (17%)... FI - Dezessete por cento (17%) e mais quinze por cento (15%). M2 - ... da agência? FI - Da agência. M2 - Então, isso aí ia pra cento e quarenta mil reais (R$ 140.000,00) por... FI - Digamos que fosse pra cento e quarenta mil (140.000), digamos3sím. M2 - Exemplo, né? FI - Exemplo. Eu chego, aí a agência é a minha... é a minha garantia. Nunca ia pro fornecedor. M2 - O dinheiro ia pra agência? FI - É a agência... Ela que... ela que recebia do governo. M2 - A agência repassava? FI - A agência repassava os dezessete por cento (17%) já calculado... M2 - Pra gráfica. 24 i .":", l' f> .),' u ... . I~' ;-. , :.- > ";- . " :- . ,'.' . J '. " ~,~,.' COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  34. 34. ) a't:? SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRJDPFIMS FI ...pra gráfica. Aqui é um exemplo, olha. É... se essa nota foi, isso aqui é líquido. M2-Hum. F I - Não é bruto. M2 - Hum, hum. FI - Aqui tá sem os quinze por cento (15%) da agência, M2-Certo. ~I - Desse valor de cento e vinte sete mil (127.000), vinte e quatro mil (24.000) é da Sergraf. E os dezessete por cento (17%)... M2-Certo. FI - ...dela. Então ela recebia, na hora que eu pagasse a nota, ela já recebia os vinte (20)... os dezessete (17), como garantia que não ia ter problema. M2 - Aqui, logicamente, a agência sabia que essa nota era fria, da gráfica? F I - Sabia. Sabia que nós estávamos comprando. M2 - Porque a agêneia não ia veicular, não é isso? Não ia... FI - Não, é... publicidade, material gráfico, quem pegava o material so... éramos nós. Eu contactava a nossa... a nossa midia, eu sempre pedia material, a gente saía atrás de material sobrando, cartilha não sei da onde... M2 -Inventado. FI - A gente achava alguma coisa ali e... M2 - Pra inventar. FI - ... reimpressão, a gente entrava como reimpressão. Então, se você pegar as coisas do governo, o que você vai encontrar de reimpressão! 25 9066 . '.. ,J ;:: ," ., . I'··., ".' '..., " .' i,: .. ," '747· A COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  35. 35. ) ~l .', " a ', SERVIÇO PÚBLico FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFIMS M2 - Reimpressão. FI - Reimpressão. M2 - O quê mais? FI - Cê vai encontrar criações diversas. O quê é criações? Tudo que é de agência. Quando entra como criações diversas, são criações de agência. Eu já não precisava comprar nota de fornecedor, mas em compensação eu pagava para agência. M2-Hã,hã. FI - Que quando a agência tem problema de publicidade, uma publicidade dela, tudo que é descontado é de responsabilidade dela, Mas como eu precisava, eu pagava acima de quinze por cento (15%)... M2 Entendi. Fl - Cê entendeu? Então eu pagava os vinte (20), vinte e cinco por cento (25%). Ai... M2 - Quer dizer que... criação. Quer mais? FI - Criações diversas, assessoria. Você vai encontrar muito, muito! Se você somar todas as assessorias, criações diversas, reimpressão, nesse montante ai, cê vai... vai ser tudo uma... M2 - Onde saía as maiores jogada? FI - Onde saia, M2 - Vamo voltar lá, Ai, desses cento e quarenta mil (140.000) que a agência emitia a nota pra... pro governo, pra receber, a que vinha os dez por cento (10%) pro Paulo Duarte ou a que vinha os cinco por cento (5%) pro Ralfi também? .. FI - Não, não... M2 - ... Ou ficava livre disso? 26 ·1i "' " 747 -A COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  36. 36. ) •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNlCO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFIMS FI ... deixa eu te falar uma coisa. Quando eu pagava, a agência repassava e a agência pegava os cem mil (100.000) repassava pro gabinete, certo? Só que co... esses, de cem mil liquido (100.000) ele virou cento e quarenta (140)... M2 - Hum, hum. FI - Desse cento e quarenta (140), os dez por cento (10%) voltava pra casa. Pro gabinete do Secretário. M2 - É... quer dizer que era... duas vezes? FI- Duas vezes. M2 - Além de a... além de pegar cem mil (100.000) limpinho e dar pros homem lá, ainda... FI- Aí ia pro gabinete ainda, os dez por cento (10"10)... M2 Pro Zeca, pro Ralfi, pro Paulo Duarte, pro Brafi... FI - Porque o acor... o acor... M2 - ...Pro Oscar, ainda tirava mais os... os... FI - Não, porque o acordo dos dez por cento (10%) era assim, é do valor bruto, independente do que fosse. " ..... M2 -Intocáveis. FI - Intocáveis. É do valor bruto. As agências reclamavam porque o lucro dela... por exemplo: veiculação; a agência ganhava de graça veiculação. Por quê os vinte por cento (20%)? Porque todo o trabalho de veiculação... (inicio de interferência no áudio, perda de um dos canais aos 00h21mI7s) FI - ... todo que houver nesses relatórios, veiculação, veiculação, veiculação. É porque era o nosso. Era nosso ali dentro. M2 - Como nosso? 27 Oosa ;. " . : .: L: j: 'T I' . I I COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  37. 37. :1;;',1 li':'! ;"f''; jJ,i L" .. ',. ',: ( .' i ';::.ii~(/ ••••• -,-~ .' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFIMS FI - Porque eu se eu pag... se o governo resolve pagar cinqüenta mil (50.000) pra você mensal, nós que tínhamos que tá passando o material pra você. A agência não precisava se preocupar com nada! Então, ela só tirava nota. M2 - Ela só ganhava os vinte p... FI - Ela só ganhava os vinte por cento (20%). Nu... por isso que nesses oito anos, entraram nesse acordo que teria que voltar. Por que eles não podiam brigar, quebrar um acordo, uma lei federal. Então voltavam os dez por cento (10%). Porque as agências ganhavam de graça. (Término da interferência aos 00b2lm50s) M2 - Quer dizer que desses cento e vinte milhões (120.000.000), cento e vinte e pouco milhões de quatro anos, dois mil e dois (2002), dois mil e três (2003), dois mil e quatro (2004), dois mil e cinco (2005), dois mil e seis (2006), né! O Paulo Duarte ficou, o Ralfi entrou da metade pro final. Quer dizer, praticamente... FI - As agências não cumpriram totalmente com o Ralfi, ficou muita agências devendo uma fortuna. Mas é... M2 - As agências deu o cano no Ralfi, também? FI - Deu o cano no Ralfi. M2 - No Paulo Duarte, não? FI - Não. No Paulo... M2-Pagava... FI - ... era totalmente em dia... M2 - Respeitava o homem? FI - ...em dia, em dia, dia. Inclusive tínha um senhor que ia buscar e a gente conhecia ele como passarínho, M2 - Passarínho. 28 ,'0069, . ' !., . ;,< .:- '< I ' _c, - !j= ".;:-:' J .', '. . /.: I,.:' ~<;'< .. ',. ~ t)' /~,'{-/-./ ~'" '. I' :' l:' '. ','r:1, " .'.. :«,I· !,':r," :' I " .'" ~, . - '. Lo' . ;- ~ ..'- f, 1/, .1 ;' ; í" . ,. . -'1 " .;( ... ' " ...- .... '..', i" .!J .'~' ,, t " r,':' COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  38. 38. A.". •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERJNTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPF/MS FI - Às vezes as agências me ligavam e falavam; Ivanete o passarinho já passou aqui. Mas nem acabou de entrar na conta ainda! M2 - Passarinho ia ta... ia buscar. Ia comer o "alpiste"? FI - Ia buscar, ia lá, pegava o dinheirinho e levava... M2 - Os dez por cento (10%), levava direto pro Paulo Duarte? FI - ...Pro Paulo Duarte ou, às vezes, até pro João Baird. M2 - Quer dizer, Ivanete, tudo isso que cê lá falando, com esses documento... .I (Interferência no áudio aos 00h22m43s) (tosse ao fundo) M2 - ... que cê tem aqui, se fizer uma quebra de sigilo bancário das agência, vai bater. FI - E de fornecedores também. M2 - E de fornecedores, porque vai bater! Né! Saiu o dia... saiu o dinheiro hoje, no máximo amanhã cê lá sacando pra devolver o dinheiro! FI É isso aí. M2 -Cem mil (100.000) pro Governador... FI Nossa, era uma loucura porque... eu enlouquecia! Porque no tesouro, eu quando eu ia buscar recur... pra pagar essas coisas oficializadas, eu chegava no Itsuo e pedia urgência, e falava: É do Governador... isso aí é um compromisso do gabinete do Governador. Então, pagava-se rapidamente. M2 - E o Itsuo sabia que era dinheiro... FI - Então isso... M2 do... pro Governador? 29 -_.. _.._-~..- í,. '747 -A COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  39. 39. I é •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINrENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.32S/07-SETEC/SRlDPFIMS FI - Isto. Isto, e com tinha prazo, é... M2 O Itsuo é aquele japonês brabo, lá, sério, é? FI - ... Sim, é ele mesmo. M2 - Uh Itsuo, hem! FI - Mas ele era bonzinho, ele liberava as roínhas coisas! M2 - Mas, sabia dos esquemas? FI - Sabia. Totalmente... M2 - O Zé Ricardo, sabia também? FI - Opa, o Secretário de receita sabia. M2 Detudo? FI-Tudo. M2 - Ele participou de alguma reunião. Você falou pra mim, o Paulo Duarte, ele, o Zeca... FI - Não, nlio, nlio, não. O Paulo, não. O Paulo nlio estava porque fofo'na época do RalfL Mas . 'aI... M2 - Quando o Zé Ricardo foi nessa reunião? FI - Zé Ricardo, é... o BJ, o.. o... João Baird.., M2 - João Baird. FI - Itsuo, Ralfi. O Ralfi me levava mais em função dos números, que eu sabia os números tudo e confiava mesmo, M2 - E nessa, e nessa reunião saia essas conversas de cinco por cento (5%), de dez (10), de qua... de nota "ma", de dinheiro pra isso, de dinheiro pra aquilo, tudo? 30 t - - - - - - - - '. " 7á7 ~A "".' . COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  40. 40. .. ) J a ,. 'J=~ " SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEClSRJDPFIMS FI - Opa, sabiam porque eles tinham que saber! Elés tinham que saber porque." M2 - O dinheiro era pra eles, né? FI - Não, às vezes tinha que fazer é." o... tinha que oficializar! O João falou assim ó: Chega, não tem mais de onde tirar dinheiro, não! Tá ficando dificil e oficializar. Tinha que oficializar. M2 - "Esquentar" a nota? O esquem... FI Inclusive todo o relatório que foi de débitos, de dez milhões (10.000.000), digamos assim, de débitos. Que os." meninos, o Toninho, na época o "Menudo" pegou pra, diz que ele ia resolver. ) M2 - O Toninha é da Secretaria de Fazenda? FI - De fazenda". M2 - Famoso, né? FI - Ai eu falei assim: Oscar, não entrega esse relatório! São dez uúlhões de reais (R$IO.OOO.OOO,OO) de débitos, sem empenhar, que nós lamas entregando nas mãos deles. Ai, o Toninha ainda... aquele jeito dele arrogante, olhou pra uúm e fàlou: Não, deixa que eu resolvo, não sei o quê! Ai foi morrer nas mãos do João Baird. Ai o João falou: Não, vamos oficializar! Ai como eu vou oficializar coisas de três (3) anos atrás? Eu não tenho como. Então, eu tinha ... c·'. que inventar estórias novas também. Dois mil e sc;is (2006), por exeril!fto, houve ano eleito... foi ano eleitoral, mas não houve muita publicidade! Mas eu tive que reconhecer muita coisa de dois (2), três (3) anos atrás. Então a gente gerou muito papel, co". foi uma dificuldade muito grande... M2 - Criou, né? .' FI - Nós tivemos que criar. M2 - O negócio então da comunicação era criar, né? FI - A gente tinha que criar. M2 Inventar, imaginar! É... Olha, é uma coisa! Você, lvanete, você tem documento de tudo . .? ISSO, ne. 31 I ..... . I <. · -) ·,I''./ '.: 4 <" 'I . · ;" " j' :,' :.~. COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  41. 41. I A •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE pOLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNlCO-CIENTÍFICO Laudo 1.32Sf07-SETEC/SRlDPFIMS FI Tenho, eu tenho documento... M2 - Você me passou uma parte aqui, de caix... relação de caixa... do caixinha dois (2), de caixa três (3), por exemplo, se eu precisar, é... voc... você... eu falar: Ivanete! Aquele... o Governador uma vez reeebeu cento e cinqüenta mil reais (R$150.000,00) limpinho, que o pessoal pediu lá pro gabinete. É... foi... foi ti... foi comprado nota fiscal, foi... foi emitido nota fiscal da agência, tudo bonitinho, né? Aparentemente! A... FI É, inclusive, agora um ano e meio, é... né... nessa eleição agora pra Governador, por exemplo, é... eles precisaram de duzentos mil (200.000). Esses duzentos mil (200.000) era pra mandar pra Mato Grosso. M2 - Pro candidato do pê-tê (PT) lá, a governo? FI - Pro candidato do pê-tê (PT) a governo lá em Mato Grosso. Esses duzentos mil (200.000)... é tinha urgência também, porquejá tava muito em cima... M2 - Quem pediu isso? FI - ... a Oscar trouxe do gabinete... M2-Hã,hã. FI - ...do Governador, que tinha que mandar esses duzeotos miU200.000) pra ajudar o Governador de lá, de Mato Grosso. M2-Hã,hã. FI - Aí, não tinha como, nu... nu... nu... já esta... era uma época complicada, dificil de li... li... lidar. Aí, chamamos uma agência de confiança, que é a... a Agilitá. Agilitá sempre foi assim, super de confiança, entendeu? A gente pedia... A Cabral, por exemplo, que não tinha nada a ver COm o... mas a gente pedia favor, ela... ela fazia. E... e contactamos onOS80 fornecedor, Geraldo Maiolino, da graf... da Gráfica Rui Barbosa. Que era o único de confiança também que a gente... mas pagamos vinte e cinco por cento (25%) em cima. M2 - Com isso aí, tirou... duzentos mil (200.000) deve ter tirado uma nota de um milhão (1.000.000), oitocentos mil (800.000). 32 '. " "," ' . ~ .. COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  42. 42. ""I aSERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE poliCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÊCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFIMS FI - Não... vinte e cinco por cento (25%) da... da nota, mais quinze por cento (15%), é mais ou menos, não vai uns quatrocentos e poucos mil. M2 - Pra poder sair, esses duzentos (200), limpo. FI - Pra poder sair, pra poder sair os duzentos (200) limpo. M2 Ai foi para Mato Grosso. FI- Sem um desconto, não pode ter um... tinha que ser limpinho. M2-Exato. FI Exato. M2 - Quer dizer, por exemplo, é... é... esse... essa estória que cê lã me contando, dos duzentos mil reais (R$ 200.000,00), lá pra Mato Grosso, um exemplo, você sabe o dia, lógico, e você tem a nota fiscal... FI O Ivan tem os números das notas, data... M2 - Que refere a tudo isso? FI - ... É, nós dividimos, não saiu uma nota assim no valor de duzents mil (200.000) líquido, digamos assim, ou trezentos (300), quatrocentos mil (400.000), porque... é, quan... o valor maior, tinha dificuldade do... do IIsuo pagar. Então o IIsuo falava assim: Nota alta, quebra, divide... então, a gente geralmente, ou até por problema de material, de produto, a gente dividia a nota em duas, dois (2), três (3) valores, mas saíam os pagamentos juntos. Saíam na mesma... M2 Quer dizer, se eu perguntar a gente, fazer aqui um ensaio, um teste, eu falar: Ivanete, qual é a nota fiscal e agência que saiu pra pagar esses duzentos mil reais CR$ 200.000,00), você sabe? FI - Saberia. Eu teria que... M2 Você tem aí no... no... FI - Eu tenho nopen drive. Então eu vou... 33 ~I 007'4 ::. ;- ,:. ',' - " '7 -- COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  43. 43. :1 . ',:. ) PH:~:;'''':''''i";";"~I~ :h WQ4i~ ) ,..---7'>l",'i-~-""-,~:,_~"/-::;/ a'.•~'? 0, SERVIÇO PÚBlJCO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.32S/07-SETEC/SR1DPFIMS M2 - Você tem todo aí 00 teu,.. no teu.., FI - Tenho, tenho, tenho, M2 - Aquele arquivo que você me deu, tem? FI - Tem, tem sim, É só você olhar a data, M2 - Anota fiscal, taL.. FI - E o fornecedor, tal, aí você sabe... :) M2 - Aí amarra, né? Aí vai... quebra o sigilo bancário, levanta, sacou em dinheiro, tal, trouxe em dinheiro e levou pra Cuiabá em dinheiro, FI - É isso aí. M2 - O Ronaldo Franco, a Tânia, é Bosco, tudo.., tudo participava dessa... desses esquema? FI- Nos primeiros quatro anos. Nos primeiro quatro anos, é (ininteligivel)... M2 - É, quando eles passaram pela comunica... FI - ""O eles passaram por ali. Também aconteceu. M2 - Era a mesma coisa? FI - A mesma coisa. O Ronaldo Franco também teve no final do ano, agora é.., finaí de governo, eu estive com o Ronaldo Franco também, Ele me pediu todo o relatório de tudo... tudo que nós devíamos, empenhado, oficializado e sem empenhar. Aí, ele começOu a chamar o pessoal pra negociar, lá no gabinete dele como Secretário de Gestão. M2 - Pra liberar. FI - Aí, o pessoal voltava na minha sala e falava: Ó, o Secretário me chamou... o Ronaldo me ligava: Ó, oficializa do fulano, oficializa de ciclano. Então, teve esse tipo de situação também. M2 - Mas ele conseguiu liberar alguma coisa? 34 , .,'. 't" ~.: :/w~ •.':<'; ~•• .;- .:., f~· j ...-. '.;Z . . .: ~;' 0,' , , COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  44. 44. J'. ) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ • DEPARTAMENTO DE pOLÍDA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFIco Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFIMS FI Conseguiu. Eunão lem... eu teria que dar umá olhada naquilo que ele d... dos... dos... M2 - Quer dizer que ele tirou... FI - ... dos apa... dos "afilhados" dele, digamos assim. M2 Ah, quer dizer que ele tirou isso do gabinete do Governador, levou pra lá, pra levar o dele, né? FI - Sim. Não sei. M2 - Esperto, nê! O Ronaldinho, nê! FI - Num sei. Ele... M2 - Ronaldinho Franco, Hã? FI - "Robaldinho" Franco. M2 - Como? RobaL. "Robaldinho" Franco FI - "Robaldinho" Franco. M2 - Robal... "Robaldinho" Franco FI - Olha a cara do (ininteligível) (risos) M2 -Ivanete! FI - Não mais é... O caso do... por exemplo, da Graficom. A... O Graficom, por exemplo, é... a gente tinha um débito com eles de duzentos e poucos mil reais. Tem até uma planilha que eu te dei ai... M2 - Graficom é do Emídio? FI - Do Emidio. Emidío, Emidio aqui ó. 35 vIf'!. ~~~ , ;.. ,' .' t.-1.~' .. " .. " ,.I ' • . I· COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  45. 45. ) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLICIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325f07-SETECfSR1DPF/MS M2 - Do Emídio. Você falou pra mim que o Eniídio era chamado de Alemão e o Vandcr de Francês. FI - De Francês. M2 Por quê? Código? FI - Num... é um código. Todos conheciam eles assim. Ó, o Alemão vai lá tomar uma cerveja no boteco tal, o Francês tá lá. M2 - Hum... Francês o Vander e o Alemão o Emídio... FI-O Emídio... M2 - O Emídio ganhou muito dinheiro por fora ali? FI O Emídio pro... é... M2 - Vendeu muita nota? FI - O E... Não, não é vender muita nota. O problema do E... é... ele vendia mas ele tirava o dele. Porque o Emídio ele tinha assim, muita ligação no Detran. M2-Hum... FI - Com as coisas do Governador. O Emídio tinha contato maior com o gabinete do Governador! M2 - Certo. Como que é esse negócio do Detran? FI - Então... é... do Detran assim, o... os pedia liberação, porque fonte quarenta, publi... todos os órgãos não podiam fazer publicidade direta. Tudo tinha que passar pela comunicação. Ali na governadoria. E quando o Gilberto passava fonte quarenta, o Gilberto não gostava muito disso, ele era super sistemático mesmo com essas coisas. Às vezes ele brigava, xingava, mas aí vinha uma ordem do gabinete que era do Governador. Então, tinha que conseguir, duzentos míl (200.000), trezentos mil (300.000) pro Governador. O Gilberto tinha que dC!TIIbar algum orçamento dele reclamava, xingava, mas tinha que fazer. Então, ele derrubava alguma coisa dele lá c... e mandava pra nós via fonte quarenta. 36 í . , ' r " COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  46. 46. .. ) .. .. •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFIco Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFIMS M2 Aí o Emídio entrava. FI Ai o Emídio entrava na estória... M2 Na Graficom? FI - ...0 Emídio também, com nota, ele ganhava o dele, mas também resolvia o problema do gabinete do Governador. M2 - A mesma... Omesmo esquema? FI - O mesmo esquema, a mesma coisa. M2 - Vinte por cento (20%) da nota... FI - Nesta situação de fina... de fecha... M2 - Mas, ele passava pelas agências também? FI - Passava. Tudo tinha... M2 - Tudo tinha que passar por agência? FI - Tudo tinha que passar por agência. M2 - Até o do Detran? FI- As únicas coisas que não passou por agência, ou os retornos dos dez por cento (10"10), ou as criações diversas e essas coisinhas aí dos pê-éfes (PFs) que tinham de pagar, de qualquer forma. As agências que pagavam esse povo. M2 - Por fora. FI - No início era eu que pagava e quando o Paulo assumiu, as agências que começaram a pagar tudo, esse pessoal passava... M2 - Por fora. FI - ...passava nas agências. 37 ~='=".'......_ .. COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  47. 47. .A.,' •SERVlÇO PÚBUCO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRJDPFIMS M2 - Passava a relação pras agências? FI - Eu passava", a relação pras agências, M2 - Então, as agências estão totalmente envolvidas nesse esquema do governo do pê-tê (PT), FI - Nem todas, Nem todas, por exemplo.., M2 - Quais são? FI - Agilitá, M2 - Essa está, Até o pescoço? FI - Até o pescoço, (ininteligível) A... a Agilitá, até porque o (ininteligivel) sempre foi legaL. sempre quis ser legal com o governo, A Cabral, a Cabral não gostava mas ela fazia de favor.., (Interrupção no áudio aos 00h3 Im53s) FI - .., por mim ali, Porque eu falava: Olha, não tem jeito, eu vou ter que usar o seu contrato, por favor, então ela fazia, E a Arte e Traço, M2 - Eram as Ire,.. e a zê-êne (ZN)? -J FI - A zê-êne (ZN), o Nabano, não aceitava, nãO, Ele queria cobrar sempre valores maiores,., ela achava uma desculpa... é.., uma assessoria de trinta mil (30,000), por exemplo, ele queria que virasse setenta mil (70.000), oitenta mil (80.000), cem mil (100.000) e o Ricardo Nabano, Ó... não dava. AJ, eu falava no Oscar e falava: Ó Oscar, é", o Ricardo Nabano não quer fazer por isso e isso, Então larga mão, não sei o quê, No finalzinho que o Ariosso ainda começou a dá uma... M2 - Rateada? FI - ..,rateada, Aé, não, não quero mais, não sei o quê, porque num... eu tô tendo prejuízo, AJ, acabou morrendo SÓ com a Cabral e a Arte e Traço, M2 - Então, mas a zê-êne (ZN) praticou isso também? .. FI - Praticava.., 38 .. __. ' - - ." ., -'~'. '.' '. !~: 1.' c,' ;- ., " COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  48. 48. , ) , , é,'~'.~ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETECISRlDPFIMS M2 - ... Comprou nota... FI - ... no início, no início. M2 - ...Dava os dez por cento (1O%)? FI - Não, não, não. Os dez por cento (10%) todas tinham que dar. Independente. M2 -Independente? FI - Independente de quem fosse. M2 - Não, mas a zê-êne (ZN) fez esse tipo de coisa também, compra de nota... tndo? F I - Inclusive, uma vez nós tivemos um problema com a bê-dablio (BW). Que o Isaac chegou, da bê-dablio (BW), falou: Olha, eu... reclamou, sabe? E andou dando uma escapada aí que passava cinco por cento (5%) pra gabinete... Mas é, todas as agências tinham que cumprir. Todas. M2 - Os dez por cento (10%), os cinco por cento (5%)? FI - Os dez por cento (10%). Única que eu num... nunca entrei pra cobrar nada, e nem a Salete também, foi a Slogan do Henrique. Porque... M2 - Também essa nunca faturou, né? FI - ...até que eu que pedi um favor pra tirar uma, no final de ano, final de contrato, tava faltando saldo de contrato, aí ele me emprestou o contrato dele,'digamos assim. Mas ele ganhou os vinte por cento (20%) limpinho, cumprindo nainda... M2 - Mas ele participou de nada? FI - Nunca participou. Futura também nunca participou. Foram as agências mais "chegadas", assim de confiança mesmo. M2 - Mas as que mais fatnraram, foi a Agilítâ e a zê-êne (ZN), né? FI E a zê-êne (ZN). A zê-êne (ZN) mais por alto faturamento, aquela coisa toda. 39 ' ..,', .~' ~" , . - ,. r .)' , ! ,~. ,{ ,o , {, " .i' " : " , ~.' " :~ .: . " , ., l. -,- ,. COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  49. 49. .1 ~ •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CJENTÍFICO Laudo 1.325107-SETECISRlDPFIMS M2 - É porque aqui tem nesses documento que cê me passou, aqui tem por agência, por ano, né? Número de i-pê-dê (IPD), número de nota fiscal, quer dizer, tem tudo aqui que preei... FI - É, os assuntos. É... se você imprimir todos os relatórios dessa forma se... (interrupção no áudio as 00h33m47s) FI - ...cê vai encontrar de criações diversas, assessoria, reimpressão, reimpressão. Aí como começou a ficar muito batido, eu comecei a mudar o nome, sabe? Eu não deixava ser reimpressão, mas... M2 - Cê... era o quê? FI - Reimpressão de material gráfico, assessoria... M2 - Tã, quê mais? FI - ...criações diversas. M2 - Quê mais? .. Aqui o Fisco pega tudo, né? FI- Pega. M2 - Hã... Batendo isso aqui... Agora eu acho engraçado a tê-vê (T'A"Morena, né? Trezentos mil reais (R$ 300.000,00) pormês. Ésse-bê-tê (StH) é cento e cinqüenta (150)? FI - Cento e cinqüenta (150), aí o Governador andou dando urna... M2 - E a Record? FI - A Record, o Noninho... tinha um valor, mas não era... era assim, cem mil reais (R$ 100.000,00). M2 - Por mês? FI - Por mês. Mas aí, com... com o tempo, o governo foi cortando, cortando, comprou uma briga muito grande como o (ininteligível). M2 - Mas passou um tempão... 40 ;: ,.'. •> • ;iJ..tJ's'i;~~). ::......<'".. f •.•. '.' ':'Ir~. I~ -// r:~<' ':,'? . ~:;~.~j.:~}.,~~", f), .r-',; (; ~:~*'p,":'r'j"'f,-~;~~;~f{:~:~':J>. ;,~, 7'}'" {'." ~i;;;~M; I': ./; .J .';: ~::.t~ ti, " " F/-;/-,;'1-~, '.. 'i .~, '.' ',-' COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  50. 50. ) é; •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNlCO-CIENTÍFIco FI- Pagando... M2 - ...recebendo? FI- Mensal. M2 - E aí, a Bandeirante? FI - A bandeirante, não... M2 - A tê-vê (TV) Guanandi? F I - ...a tê-vê (TV) Guanandi, nunca houve. M2 - Nunca teve? FI - Não. A tê-vê (TV) Guanandi, nunca houve nada, nada, que... também nunca foram lá pedir... reclamar... M2 - Que mais que cê tem assim em mente, Ivanete, é... é... pra fa... pra dizer, sobre... sobre assim o quê acontecia lá, o quê que não acontecia, mais coisa do que isso que nós falamos, que pra mim já é muita, muita, muita coisa, muita coisa. FI - Olha Adair é complicado porque... Graficom, cê... eu não falei pra você que era um débito de duzentos e poucos mil, mas aí, o Emídio esteve na minha~sa, por várias vezes, e... querendo superfaturar... que precisava... pra aunÍentar... M2 - Que veio aqui para novecentos e quarenta e um mil (941.0oo)?:. FI - ... quarenta e um mil (...41.000). Ai eu falei que não tinha condições, porque dai era muito era perigoso, tal. Ai ele filiou que não. Aí ele perguntou se eu tava gravando... Da última vez que ele esteve comigo, ele perguntou se eu estava gravando. Ai eu falei que não, eu até tava com o kitzinho feminino lá, de viagem, aí eu falei que não, isso aqui não é gravador, isso aqui é um kit, até abri, mostrei pra ele. Aí, ele pegou o telefone e lígou, com viva-voz, era o Vander que estava no telefone. M2 - Francês. FI O Francês. 41 COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  51. 51. ) a"·. . , ~",)? SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTíFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRJDPFIMS M2 - Vander Loubert" FI - Aí, ele falou: Olha Vander, eu to aqui, to quase fechando e tal. E aí eu ouvi ele falando assim: Olha, não esqueee, põe mais um pouquinho pra mim aí, não esquece! Eu não seL. eu acho que estava meio tensa, muito ansiosa em cima das coisas. Dentro desses duzentos e pouco que foi para um milhão de reais (R$I.OOO.OOO,OO), tinha duzentos mil (200.000) que era pra... eu não sei se era pra tirar alguém da cadeia... Era um.". um negócio que até o Itsuo sabia e o Governador também sabia. Que era pra tirar alguém da cadeia, um negócio assim. Então eles precisavam de duzentos mil (200.000) limpo, independente do que era de direito do Emidio. Mais duzentos mil pra retirada disso e o Vander pediu que era pra retirar um pouco mais pra ele também, era pra esqueeer do caixinha, tal. Do caixinha... M2 - Vander? Deputado Federal? Fl- Deputado Federal. M2 - O Francês! Então vão voltar lá. Aí eles reeeberam seiscentos e cinco mil (605.oo0)? FI - Sim, porque não receberam o restante porque o resto... M2 - Eles fizeram através de oficio, né?.." FI - Não, não. M2 - ... e o André Puccineli... FI-É... M2 - ...parece que correu lá e pediu pro Banco do Brasil pra não pagar. FI - É, correu e... segurou todos os pagamentos. M2- Mas e... FI - E fo... e veio via Detran. Que aí o Gilberto também... M2 - Quer dizer que... FI - ... nu".. nu".. nu... tavajá sem orçamento nenhum.."ai o... 42 , " ,", ..;: ..-. ~~:'~:_./:.~..-~, ' )'.; , " , . ." . 1,"--___<..:.....-.,.__ ••. (;L ....-'~~ . COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  52. 52. •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ • DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNlCO-CillNTÍFJCO Laudo 1.325/07-SETEC/SRJDPFIMS M2 - Quer dizer que na realidade do... do... (tosse) M2 - ... Dos duzentos e vinte e seis que eles tinham que rece... FI - ... Aí o Francês, o Francês ligou pro Vau... pro Gilberto, pedindo pro Gilberto conseguir os trezentos e poucos mil. M2 - A diferença? FI - A diferença. Porque nós... eu não tinha mais orçamentn lá pra poder fechar o meu... M2 - Quer dizer que, na realidade, ele... te... a Graficom, o E... o Emidio, lá, o Alemão, teria que receber treze... duzentos e vinte e seis (226) e acabou recebendo seiscentos e cinco (605) ainda, mesmo cortan... mesmo cortando! . FI Mesmo cortando. M2 - Quatrocentos e poucos mil reais a mais! FI - E está oficializado o restante, se um dia... M2 - Ele recebeu isso aqui através de agência? FI - Recebeu. M2-Hã? FI - Recebeu. Cê tem até o... aqui Ó, quer ver? Numa desses papeis teus, se tem a data do pagamento e tudo mais. M2 - Dele e tudo? FI Tudo. Só não recebeu... M2 - Ele mesmo deu a nota fiscal da gráfica? Esquentou? FI - Totalmente. Gráfica Rui Barbosa. 43 '" • /lo COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  53. 53. ) , ) ,) a·,'.. . ,,;- SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC!SRlDPFIMS M2 - Tá. O certo mesmo é levantar todas essas noias "frias" que tem em gráfica por aí, né? FI - E ele passou o maior tempo comigo, com o Itsuo, dando a maior força pra sair os pagamentos. O dele então! M2 - Qual é a agência que saiu esse pagamento pra Graficom? FI - Saiu pela Agilitá. Você tem a relação aqui quer ver... aqui 6. No dia vinte e sete (27) de dezembro, saiu nos últimos dias... Graficom, Graficom, Graficom, se você somar esses três valores... M2 - Duzentos e ouze (211), cento e sessenta e dois (162), cento e cinqüenta e três (153). FI - Cento e... (ininteligível). Saiu pela Cabral, pela Futura e pela érre-pê-ésse (RPS). Essas agências... elas... as agências, na... na verdade, essas três elas acham que esses produtos são verdadeiros. Porque a gente pegava o contrato emprestado. Eu liguei para érre-pê-ésse (RPS) e falei assim olha eu vou precisar usar o seu contrato. Não, pode mandar, tudo bem. Então eu mandei Graficom pra lá, a Futura também a Élvia, mandei pra Élvia também. Mas não, num... num... num são agências que... de confiança, assim! Mas não sabiam do que se tratava. Então só eu e o Emídio que sabíamos e eu pedia o contrato emprestado. M2 Hã, hã e essa Seta Painéis aqui? FI - A Seta Painéis... M2 - Cento e.treze mil (113.000). FI - ... é foi um trabalho pelo Detran, se não eu me engano... M2 - Mas foi executado ou só esquema também? FI - Olha, foi exeeutado. M2 - Esse aqui foi executado. FI - Foi executado. M2 - Do Emídio é que não foi. Ivanete, o que mais que cê tem assim pra... pra falar? 44 ,.: .<. :.:.;; '".) '. it/:/,~::::; Hmash',· 'I - Oi ~: <;) :;jJ.: .... ) ~s~:;·:;t~t.~~, .~} o,'. ~ ~~F)~,,;.)~.~p~,o: ~.'~'t)ir~:}{ i'~{ "," ~"l/~ .... :."':,~ ~'r ~ i,· o;;" 4~;-/- .:~ '.' ;":7..4.7 ~'ll' COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  54. 54. •SERVIÇO PÚBLlCO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERlNTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRfDPFIMS FI - É que na verçlade pra... Eu teria que direcionar pra você nota fiscal, as coisas, mas é dificil. Eu teria que mostrar, abrir o sistema pra você. Mas assim papel, é muito papel. Eu não tenho corno carregar caixas de papeis... e que não estão comigo... M2 - Hum, hum. FI- Tá. Não estão comigo, eu dei um jeito de... M2 - Tá guardado, né? FI - ... Eu dei um jeito de... eu dei uma sumida total nesses papéis. M2 "- Tá guardado por aí. FI - Totalmente. M2 - Você falou pra mim que o Governador foi, várias vezes, na zê-êne (ZN), ele ia lá despachar lá? Como é que era? FI - Ele não ia despachar, ele ia na zê-êne (ZN). Era a única agência que ele fazia visitas. M2 - Na zê-êne (ZN)? FI - Na zê-êne (ZN). M2 - Várias vezes? FI - Várias vezes. M2 - Você foi alguma vez com ele lá? FI - Eu estive lá porque, um dia conversando com a zê-êne (ZN). O Ricardo Naban teve uma reunião com as agências, as agências estavam apavoradas. M2 - O Ricardo Naban é o presidente nacional das agências de publicidade do país? FI -Do país. tv.t2 - E participava desses esquemas todos? 45 I, .. r.' j ' , ' . ': ~i·.··.•.. , .", ' .;. '(' " .i COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  55. 55. ) ./ , • .,-~ SERV1ÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE PoLíCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFIco Laudo 1.325/07·SETEC/SRlDPFIMS FI - Não é que ele participava... ele ajudava o governo, né! M2 - Mas partici... é... participava sim... FI - Ele ajudava o governo. M2 - Você quer ser generosa, né? FI - Ele ajudava o governo. M2 - Ai o Governador foi lá, como é que é? FI - Não, o Governador ia sempre lá na zê-êne (ZN). M2-Sempre? FI - Sempre. Tinha visitas. M2 - Ele ia fiscalizar a zê-êne (ZN)? FI - Não. Não. (risos) M2 Ou ia pegar o dele? FI - Olha, também não. O pessoal a... as más línguas, digamos assim, diz que ele tinha um caso com a Mônica Naban. . M2 - A esposa do... do... FI - Com a esposa do Ricardo Naban. M2-Nossa! FI -Isso aí, até uma vez, o Midiamax soltou na". na... na... é... o... ti... eles são brigados, né! O Ricardo Naban e o Carlos Eduardo. Aí a Midiamax soltou lá, pa... na rua... não é... Governo agora só está paz e amor. Paz porque a zê-êne (ZN) na rua da paz e amor o Governador e Mônica Naban. 46 , ?~:. : .'.,. ~·i··)!·';I~~f· [:;''':'''''C' ~;~~;~ :// . '. j' ... : <{ ': C·' ~' . :;.' t'><),~·· i.;} i<.f~:- -. l.:- COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  56. 56. ) / •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325f07-SETEC/SRlDPFIMS M2-Nossa! FI Então, o capitão Ezequiel, saía na frente com o Governador, os earros pretos, aquelas coisas toda, encostava lá... M2 - Limpava o trecho. FI ... limpava o trecho, chegava e ficava na zê-êne (ZN). M2 - Uai, e o Marido dela fazia o quê? FI - Não, deixava! Ela... Ela que tomava conta do governo, digamos assim. Ela que cuidava... M2 - Ah, por isso que o Zeca, só conversava com ela, né? FI - Só com ela. Aí uma vez, eu precisava conversar com o Governador, e não tinha como, porque o Oscar... é... não admitia, até as minhas idas e vindas, por várias e várias, nesses quatro anos, com o João Baird, com tudo, o Oscar não... não admitia. E aLo como chegar no Governador e mostrar pra ele como estava a situação da comunicação do governo e como ele ia sair com dez milhões (10.000.000) de débitos oficializados e dez milhões (10.000.000) sem empenhar. Ele tinha que saber. E eu não tinha corno, porque se eu batesse na secretária dele, se eu chegasse na secretária, ela ia procurar o Oscar, ia dar uma confusão danada! Aí eu estive na zê-êne (ZN), eu marquei uma reunião na zê-êne (ZN) com ele... e ele foi. Mas aí, ele levou o Ralfi, aí o Ralfi falou: Não a Ivancte é minha amiga, não vem aqui Ivanete, por favor! É... Governador deixa que eu resolvo isso com ela., E ele berrava, ele gt'itava, ele olhava aquela papelada toda, ele falava: Eu não admito, mas como? Pá, pá, pá! Como que chegou a esse ponto? Eu vou... sabe, aí no fim eles chegaram num consenso que, se tinha aquilo, seria aquilo e ia terminar o governo daquele jeito. . M2 - Você falou pm mim também conversando, esses dias pra trás aí, você falou pra mim que o Oscar quando o dinheiro era pra ele, ele mandava "esquentar" dinheiro, ele ficava nervoso, aflito, como é que é, conta essa estória, eu achei interessante. FI - Não, tadinho do Oscar! Deixa o Oscar... (risos) M2 - Não tudo bem! Eu não vou fazer nada com O Oscar! 47 .é " , -') :-z/i ' . . ~t:·i,."/"':/ ' P,0.88-' ),<, .,,, i'i . [~;'~t;CC ~ :<:;',J;..- ;, :o ~~ ..:......._" i . "," ., , ;:T . " -_,: 'i •'. ',' ,', "1';.." . .< , -~• • -. , ., ," '<"" ~ ,{: :-. : '747-A COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  57. 57. ) ) . ; • ••• '. ,.," SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETECISRlDPFIMS FI - Não, não, não. OOscar ele é uma... é assim...'ele nu... M2 - É um amor. FI - É um amor. Mas ele tinha um lado dele assim... M2 - Fraco. Do dinheiro. FI Não, não ele não falava que era pra ele. Ele não falava, ele não falava. M2 Mas você falou pra mim que você percebia, né? FI - Adair, eu trabalho... eu trabalhei na comunicação oito anos. Então, quando vinha, a minha núdia, núnha não, do governo, né! A Ana, por exemplo, você tem uma funcionária que é da mídia, ela cuida dos veículos, ela cuida dos fornecedores, das gráficas, de tudo, todos os fornecedores da comunicação do governo. E se ela começar a chegar e L já aconteceu algumas vezes de eu chamar e ver o quê que tava acontecendo, dela chegar e falar: Olha já pagou a nota fiscal tal? Olha, quando que vai sair? Ó que se sair você me avisa? Então você começa filIar, opa, lá rolando alguma coisa aí! Porque uma é você gostar do fornecedor, a outra é você insistir tanto que esse fornecedor seja bem cuidado. E isso acontecia muito ali dentro. E aí o Oscar me enlouquecia, me deixava louca. Cadê, vai lá no tesouro, você não... não... não lá sendo competente, você se vira, eu quero isso agora, não é pra núm, mas é não sei o quê... Então eu percebia que não era pra ele... que era pra ele. Porque quando não era dele o povo ligava. O interessado... M2 - Ele deixava rolar. FI- ... Não é... M2 - Deixava acontecer. FI Ele comprava algumas briguinhas também com o povo, sabe! Então eu tinha... M2 - Mas não eram tantas assim? FI - Não. Então eu tinha assim situação com o Oscar, tinha situação com Ana, com o Zé Roberto, todos eles tinham essa situação de... aquela cobrança assim, em cima, me enlouqueciam com o pagamento. 48 '.. P(j.~·'Ár:.--, ~, ! . ;', n$; ..': -t,y:~Q;'~; (;,DáS9 f::.~:< :~...'. ;: :.:.' ;" '. ""1 :' : .'.' . ' .. 1 " . ' ".- . . :' COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  58. 58. é •SERVlÇO PÚBlJCO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFJMS M2 - Você me falou que, os funcionários, alguns funcionários ali interno da comunicação, recebiam "por fora',? FI - Todos eles recebiam "por fora". M2 - E que... que... pa... quem que pagava? F I - Os primeiros quatro anos eu que pagava... M2 - E quem que passava o dinheiro procê? FI - ... que até centavo eu linha que contar e prestar conta até dos centavos... M2 - Mas quem que passava o dinheiro pra você? FI - Nos primeiros quatro anos... M2 - Os su.. os subsecretários... na época. FI - Não nos primeiros quatro anos eu pegava com o Paulo Duarte. O Paulo era superintendente. M2-Ah! FI - Então o Ronaldo, Sandra sabiam. É lógico, llé? M2 - Não, o Paulo era se... Secretário. FI - Não é, primeiro superintendente. M2 - Paulo Duarte, não! FI - O Paulo foi é... nos dois primeiros anos, foi superintendente e depois que deu. Depois que o Paulo Bernardo... M2 - Ah, você pegava dinheiro lá na fazenda? FI - ... Depois que o Paulo Bernardo saiu que o Paulo virou Secretário. 49 '"f:.FI!>.' .. . ..--- . fotu, o......,.,~ , I ~.' i '..: < ,~. '. ,. " COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  59. 59. " , ) A •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE pOLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETE(;/SRlDPFIMS M2 - Não cê", e", e", esse dinheiro cê pegava lá na fazenda! FI - Lá na fazenda, M2 - Pra". pra", pra pagar esse", prá pagar o pessoal interno? FI - Pra pagar o povo. E lllI1ll vez houve um atraso e". M2 - Ele arrancava de algum lugar, lá, De frigorifico, de alguma coisa. FI - Não sei. Só sei que uma vez até veio, Eu tinha mania, por exemplo, quando vinha muito dinheiro, cem (100), cento e cinqüenta mil (150.000) eu não contava na minha sala, eu não pedia, eu tinha que levar pra algum lugar pra contar. Um dia, eu tava trabalhando até mais tarde e eu fui contar quanto tinha, tava faltando um pouco. Aí eu liguei pra Sandra, eu falei Sandra, acabei de abrir a caixa, contei... M2 - Sandra era", era da comunicação? FI - Sandra (ininteligível)", e eu fo". contei o dinheiro, lá faltando tanto. Ela falou, não tira um centavo daí. Aí, no outro dia ela foi lá e falou, ó tá faltando dinheiro aI. Então, pra não ter aquele problema de", de desconfiança de funcionários. E na época do Ronaldo também, a gente já tinha a situação, independente de buscar com o Paulo, ainda tinha". porque no... no,,, nos quatro anos atrás não tinha dez por cento (10%), cinco por cento (5%), era dividir ao meio, M2-Como? FI - Era assim, o bruto an... antigamente era assim, nos". M2 - Na época do Paulo Du.., não do Ronaldo". da Sandra... FI - Não, não, do Ronaldo, Bosco, Sandra, era assim." M2 ." e daquele cara de São Paulo, Já, FI - ". nossa! O Dudu ainda não, o Dudu tava iniciando, mas,,, M2 - Como que era? FI - Na época de Ronaldo, Sandra, Bosco! 50 , , , " COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  60. 60. , ... ) •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFIMS M2 - Como rachava? Fifty,Jifty? FI - Era assim, bruto,.. eu tenho um calculozinho, até nessa pastinha eu tenho uma... uma... tem uns.., M2 - Uns cálculos. FI - Uns cálculos, que eu tirava quanto a agência gastava de encargos, mais a comissão dela, o que sobrasse era meio a meio. M2 - Meia pra agência e meia pro governo? FI - Meio pro governo. Aí era conosco, eu mesma pegava, a agência... M2 - Então, vão voltar naquele cálculo lá, tinha cento e quarenta mil (140.000), né? Pra receber, um exemplo, tirava sessenta (60) de despesa, né? Tal, tal, aquela coisa sobrava oitenta (80), aí era quarenta (40) pro governo e quarenta pra... FI Quarenta pro... M2 - Pá! E o Paulo Duarte... FI - Deixa eu só ver... eu tenho... M2 ...0 Paulo Duarte acabou com isso? FI - Aí o Paulo acabou com isso. M2 - "Moralizou"? FI "Moralizou", M2 - Dez por cento (i0%) pra ele. FI - Aí ele começou... estipulou assim, dez por cento (10%), olha aqui, ó! Então eu fazia é.., assim, todas as entradas das agências, prestaçã.., sabe, tudo eu colocava aqui, tudo que é entrada, e aqui o que eu pagava, eu tinha e mais e o...eálculo da forma como eu fazia, por exemplo, zê-êne (ZN), despesa, número da nota, valor total da nota, digamos, a despesa do imposto, quantos por cento ele gastava de imposto, quatro por cento (4%), mais a comissão, 51 . ,', i L;'<>", .' :.·'·1, :. ,. 1:·/ ,". ',1 .. '. ; .....-.- . '747·A COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  61. 61. ... .~j SERVIÇO PÚBlJCO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFIco Laudo 1.325/07-SETEC/SRfDPFIMS quinze por cento (15%), despesa do imposto da nóta, seiscentos e pouco, valor a pagar, que ele pagava pro fornecedor. Quanto que sobrava? M2 - Fornecedor é gráfica? FI - Ah não é o que sobrava, é o que sobrava, eu dividia em dois, ó! Dividido por dois. Cê entendeu? M2 - Quanto que era o valor? FI - De trinta e... trinta e um mil (31.000), agora você imagina eu pagando três milhões (3.000.000). M2 - Não, trinta e um mil (31.000) sobrava quanto líquido? FI - Trinta e um (31)... Porque eu pagava... M2 - Sobrava onze mil (II.OOO)? FI - Não, cê... trinta e um (31), eu pagava para o fornecedor vinte e sete mil (27.000). M2-Hum! FI - Cê entendeu? Vinte e sete mil era... era do fornecedor. Isso aqui era publicidade pura mesmo. M2 - Então dividindo por dois aqui dá onze mil (11.000). FI - Sobrava... mil e pouco pra cada um. Agora cê imagina de um... três milhões (3.000.000), quatro milhões (4.000.000). Aí isso aqui, trinta mil (30.000), cê entendeu? Eu pagava vinte e quatro (24), cê entendeu? Então era assim, com o Ronaldo, com a Sandra, era dividido ao meio... M2 - Aí o Paulo Dua... FI - ...mas entreva muito dinheiro. M2 - ...0 Paulo Duarte entrou e dez por cento (lO%)? 52 '/ ". [' 1.', L -'_ . , . l .. ,-= . t~ .~H' f:· .-- _.,-~-~-;- i :·747.A. COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  62. 62. ) , / , ,', 1 •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFIMS FI - Dez por cento (10%). M2 - E... e quando o Paulo entrou na secretaria de governo? O quê que ele fazia com esses dez por cento (10%)? Você já me falou lá atrás agora. Ele continuava pagando os funcionários "por fora"? FI - Não n... é...ele ti... pegava os dez por cento (10%), mas ia para o gabinete, nê! Resolver os problemas do gabinete, né! M2 - Tá mas c... mas ele continuava pagando "por fora"? FI - Os quatro anos do "por fora", eu tirava no oficial. ) M2 - Para pagar os funcionário... FI-É. M2 - ... interno... F I - Pra pagar.. . M2 - ... na época do Paulo Duarte? FI - Nesse quatro anos todinho! Independente de Paulo, de Ralfi, de tudo, na época do Oscar, digamos assim. Oscar Ramos Gaspar, quatro anos, eu tirava nota fi~1 da... nota fiscal, que são as assessorias! M2 Hã! FI - Se você pegar a assessoria todo mês, todo mês, era o meu... o pagamento do meu povo, até eu também recebia "por fora". / M2 - O Raul Freixes recebia também dinheiro "por fora"? FI - Não, o Raul recebia do gabinete... M2 - Direto lá do gabinete? F I - ...do Secretário, 53 , 06·!9;4:.. ", '747·A, COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  63. 63. ) I •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTíFICO Laudo 1.325/07-SETEClSRlDPFIMS M2 - S6 o Picarelli que recebia ali com você? FI - Todos eles passavam por ali, até jornaizinhos, Boca do Povo, se pensar... todos que recebiam no oficial, ainda recebia no gabinete um valor a mais, "por fora". Todos eles. M2 - A Folha do Povo recebia quanto por mês? FI - A Folha no início, passou um bom tempo recebendo cem mil (100.000), eu não tenbo aqui registro aqui agora, mas eu tenho no computador, naquele c... naquele banco de dados que eu te dei. M2 - Cem Iníl reais (R$ 100.000,00) por mês. FI - Aí, foi caindo e passou a ganha... a receber cinqüenta Iníl (50.000) liquido. M2 A Folha era beneficiada por causa do Oscar, né? Porque tinha vários processo em cima dele, né? FI - Não sei... Mas aí eu acho que tinha Vander também, que pedia... tinha várias pessoas que trabalhavam em cima da folha. M2 - Dava um pouquinho pra cada um? FI - Mas tem ma... é... tinha veiculo, o cento e cinqüenta Iníl (150.000) do grupo do Cu... --, M2 - A coisa, .. A coisa é grossa, né lvanete? Você tá disposta se eu pegar isso aí, abri o peito e fu.zer urna revolução aí? Você tem medo? F I - Olha Adair, não é medo, esse povo mata! M2 - Não mata sabe por quê?... FI-Mata. M2 - ...Porque lá, porque tá sabendo que se...se... se... FI - Mata, porque um dia conversando com o Oscar... M2-Hã. 54 'i ;;009:51 ': ,'.' i,'.'''''' <I'; < '" -'0 ~< ,.,' '; " .. COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27
  64. 64. 'i ) •SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE pOLÍCIA FEDERAL SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MATO GROSSO DO SUL SETOR TÉCNICO-CIENTÍFICO Laudo 1.325/07-SETEC/SRlDPFIMS FI - ... esse povo mata, o Oscar falou: Ivanete, você não tem noção, esse povo mata! O capitão Ezequiel, hoje é major Ezequiel, quem ate... é... o pessoal que cuida do Govemador, e ele continua com o Governador, eles são preparados para matar. Matam mesmo! Só que eu... não está comigo nada, eu não tenho medo, não. . M2 - Tá em algum lugar, né? Só eu e você é que sabemos. FI Ninguém, ninguém, ninguém, ninguém, nem a minha farnilia sabe. Ninguém. M2 - Mas não pode ter medo de morrer, peru não morre na véspera, né Ivanete? Sabia? FI - Mas dá medo viu Adair. M2-Hã. FI - Esse povo... bate doído, viu! M2 - É? Então vão deixar registrado, né? Se alguma coisa acontecer com você e comigo, são essas pessoas que nós falamos, aí. São essas empresas, esse po... esses políticos, né? Só pode ser! Porque, eu não tenho problemas por aí, você tem? FI-Não. M2 - Então... Mas, vamos fume por aí. Eu acho que as coisas vl!!l. dar tudo certo, né? As coisas vão se encaixar... é... esse povo vai tudo pra cadeia, né? FI- Vai não. M2 - O duro, viu Ivanete! FI - Não vai não, sabe Adair! M2 - Cê sabe o que acontece, Ivanete? O duro é que eu tenho dó desse pessoaL A Polinter, por exemplo, tem capacidade pra trinta (30) presos, tá com cento e quarenta (140). Onde é que vai por esse povo? Tudo bandido, tudo mafioso... FI - Mas não vai, Odair! Sabe por quê? É... Eu não to fazendo tudo isso por maldade... ou por malvadeza, ou sacanagem, não. 55 <.i' . : " . c'· , ..' " .'J....;.. ," ", .' ',' : ',' '/' o', l'l ,~ ··f i .. !------_.- COPIA -STF Inq2863-CPF 52802744100-12/11/201118:11:27

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