Curso água e urbanismo palestra do engenheiro plinio tomaz - 29-09-2015

410 visualizações

Publicada em

Curso água e Urbanismo - Palestra do Engenheiro Plinio Tomaz - 29-09-2015

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
410
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
152
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Curso água e urbanismo palestra do engenheiro plinio tomaz - 29-09-2015

  1. 1. Agua: pague menos
  2. 2. Atitudes para o usuário diminuir o consumo de água da rede pública:  1. Peças que economizam água  2. Medição individualizada e monitoramento do consumo  3. Aproveitamento de água de chuva para fins não potáveis  4. Reúso de esgotos: fins não potáveis
  3. 3. Atitudes para o usuário diminuir o consumo de água da rede pública: continuação 5. Poço raso ou poço freático 1,2 m x 10m 6. Poço tubular profundo 200 mm x 150m 7. Mini-poço 100 mm x 50 m 8. Agua de drenagem de garagem subterrânea de prédios para uso não potável
  4. 4. Primeira atitude a fazer  Peças que economizam água
  5. 5. Dual flush: descarga de 3,5 L ou 6,8 L
  6. 6. Arejador 50% economia de água
  7. 7. Regulador de vazão: prédio de apartamentos. Regular para 15 L/min no máximo
  8. 8. Torneira de fechamento automatico Tempo de fechamento: 8s Descarga: 0,5 litros.
  9. 9. Torneira com sensor que abre automaticamente Bateria: 9 v.
  10. 10. Projeto de norma Uso Racional da água (URA)  Vazão mínima  Vazão ideal  representam o melhor desempenho, em relação ao compromisso conforto / economia.  Vazão máxima
  11. 11. Gestão da demanda nas instalações prediais-projeto de norma da ABNT URA: uso racional da água Ponto de aplicação Aparelho Minimo (L/min) Ideal (L/min) Máximo (L/min) Chuveiro Registro de pressão 4,2 7,2 15 Chuveiro Misturador 12 12 15 Lavatório Torneira manual 2,4 4,2 8,4 Lavatório Torneira com sensor 2,4 4,2 7,2
  12. 12. Payback  Muito curto  Alguns meses
  13. 13. Segunda atitude se tomar  Medição Individualizada e  Monitoramento do sistema de água
  14. 14. Medição Individualizada Economia de 15% a 30% (submedidores)
  15. 15. pliniotomaz@uol.com. br Esquema de instalação dos hidrômetros em prédios de apartamentos Reservatório superior Entrada de água Medidor principal Submedidores Prédio de apartamento s Coluna de alimentação Barrilete
  16. 16. pliniotomaz@uol.com. br Parque Cecap- Guarulhos-1970 2.880 apartamentos Abastecimento direto: s/ caixa d’água
  17. 17. pliniotomaz@uol.com. br Guarulhos Parque Cecap Três hidrômetros-abastecimento direto.
  18. 18. Hidrômetros, consumo provável, consumo real, feedback
  19. 19. Monitoramento  Instalação de medidores em vários setores  Leitura dos medidores  Soma dos volumes  Consumo provável em cada setor  Comparação real com provável.  Acha-se vazamentos, ajustagem de vazões, etc
  20. 20. Terceira atitude a tomar  Aproveitamento de água de chuva para fins não potáveis
  21. 21. Aproveitamento de água de chuva para fins não potáveis Existe norma ABNT NBR 15.527/07
  22. 22. Masada 40 milhões de litros
  23. 23. Primeira água deve ser descartada: first flush: 2 mm
  24. 24. Precipitações médias mensais distribuição desigual Curitiba (1430mm) Belo Horizonte (1450mm)
  25. 25. Peneira 0,28mm para diâmetros 75mm a 100mm
  26. 26. Reservatórios de aço inox (3m3 cada)
  27. 27. Dimensionamento da cisterna  Não existe um método ótimo aceito por todos.  Método de Rippl (determinístico)  Método da Simulação  Dias consecutivos mensais sem chuva  Método Gould Gamma (estocástico)  Não esquecer do custo.
  28. 28. Custos  US$ 100/m3 a US$ 200/m3  Exemplo: reservatório com 20 m3  Custo: 20 m3 x US$ 200 = US$ 4.000  Payback: alguns meses
  29. 29. IPTU VERDE Guarulhos Lei 6793 de 28/12/2010  Artigo 61- Desconto máximo de 20%  1. Aproveitamento de água de chuva 3%  2.Reúso de água 3%  3. Aquecimento água solar 3%  4.Aquecimento elétrico solar 3%  5. Energia passiva: energia Sol aquecer e iluminar 5%  6. Energia eólica (vento) 5%  7. Telhado verde 3%  8. Separação de resíduos em condomínios para reciclagem 5%
  30. 30. Quarta atitude a tomar Reúso  Projeto de norma da ABNT de Reúso não potável de esgotos sanitários para uso urbano
  31. 31. Métodos de tratamento de esgotos  Tratamento preliminar: peneiramento através de barras para remover o material solido grosseiro  Tratamento primário: é a sedimentação simples do material sólido..  Tratamento secundário: é um tratamento biológico  Tratamento terciário: remover alguns poluentes como fósforo e nitrogênio.
  32. 32. Lodo ativado Esgoto Bruto Tratamento Preliminar Decantador Primário Lodo Primário Tanque de Aeração AR Decantador Secundário Retorno do Lodo Cloro (Cl2) Descarte do Lodo Tanque de Contato p/ Cloração Efluente Secundário
  33. 33. ETEs São Paulo
  34. 34. ETEs Sabesp RMSP ETEs principais SABESP RMSP Produção atual (m3/s) ETE Barueri 9,7 ETE Parque Novo Mundo 2,5 ETE São Miguel 0,8 ETE ABC 1,9 ETE Suzano 0,8 Total 15,7 m3/s (20%)
  35. 35. Reúso  Reúso é o aproveitamento de água previamente utilizada uma ou mais vezes, em alguma atividade humana.
  36. 36. Explicações Nota 1-Reúso de água ou Reúso de esgotos  Nota 2-Não confundir: aproveitamento de água de chuva  Nota 3-Aguas cinzas: incluso na norma de Reúso não potável
  37. 37. Reúso não potável  Não há norma da ABNT para reúso não potável  Sinduscon, 2005  Minuta de projeto de norma da ABNT Reúso não potavel de esgotos sanitários para uso urbano  Ivanildo Hespanhol,  José Carlos Mierza,  Plinio Tomaz e  Virginia Sodré
  38. 38. Aplicações de reúso de esgotos  Uso ambiental: recarga de aquífero, wetlands, aumento da vazão nos rios, etc  Usos potáveis: recarga de aquífero para agua potável, aumento da quantidade de água em represas e rios (environmental buffers), tratamento e água potável.  Toilete to tap  O reúso potável está chegando...  Todas as questões técnicas foram solucionadas  Projeto Coroado: 13 universidades  Faculdade de Saúde Pública SP: outubro 2014
  39. 39.  Reúso de esgotos sanitários para USO URBANO  Nota: esgotos sanitários e esgotos domésticos
  40. 40. Projeto de norma da ABNT de Reúso não potável de esgotos sanitários para uso urbano  Os usos urbanos não potáveis:  Irrigação paisagística em parques, jardins e canteiros de vias públicas;  Lavagem de logradouros, lavagens de áreas externas de espaços públicos e edificações, e lavagens de garagens;  Construção civil: concreto não estrutural  Desobstrução de galerias de água pluvial e rede de esgotos;  Lavagem de veículos; Reserva de incêndio;  Descarga em bacias sanitárias e mictórios;  Água para reposição em torres de resfriamento;
  41. 41. Projeto de norma da ABNT de Reúso não potável de esgotos sanitários para uso urbano  Artigo 6º - Esta norma divide as águas de reúso em três classes e especifica as condições básicas conforme o uso:  Classe A: Águas destinadas à irrigação  Classe B: Aos outros usos especificados por esta norma;  Classe C: Águas destinadas a reposição do sistema de refrigeração;  Artigo 7º - A água de reúso, além dos padrões especificados no artigo 7º, observará, também, os seguintes padrões de qualidade:
  42. 42. I – Padrões de qualidade de água para Classe A CLASSE A Parâmetros Valor Máximo Permitido Coliformes termotolerantes ou E. Coli 200 NMP (UFC/100 mL) Ovos de helmintos 1 ovo/L Turbidez 5 UT DBO5,20 30 mg/L Cloro residual total (irrigação por aspersão) após 30 minutos de tempo de contato Mínimo 0,5mg/L - Máximo de 1,0 mg/L Cloro residual livre (irrigação por aspersão) após 30 minutos de tempo de contato Mínimo 0,5mg/L - Máximo de 1,0 mg/L Sólidos Dissolvidos Totais (SDT)/Condutividade elétrica ≤500 mg/L /(900 µS/cm) Se os sólidos dissolvidos > 500mg/L, devem ser realizadas as análises abaixo: Razão de Absorção de Sódio-irrigação superficial (*) 8 me/L Razão de Absorção de Sódio-irrigação por aspersão (*) 3 me/L
  43. 43. II- Padrões de qualidade de água para Classe B QUALIDADE – CLASSE B Coliformes termotolerantes ou E. Coli Ausente Ovos de helmintos 1 ovo/L Turbidez < 5 UT Sólidos Dissolvidos Totais (SDT)/Condutividade elétrica ≤500 mg/L /(900 µS/cm) Cloro residual total Mínimo de 0,5 mg/L
  44. 44. III- Padrões de qualidade da agua para Classe C (Torres de resfriamento) NOTA: CLASSE B + CLASSE C PADRÕES DE QUALIDADE – CLASSE C Amônia < 1,5 mg NH3/L Cloretos 15 a 25 mg/L Condutividade 300 a 450 µS/cm Dureza < 60 mg CaCO3/L Ferro < 0,3 mg Fe/L Fósforo < 1,0 mg P/L Sílica Soluvel < 30 mg P/L
  45. 45. Explicações  Desinfecção podem ser utilizados os diferentes métodos disponíveis.  Armazenamento devem se adotar residual de cloro conforme indicado anteriormente. -
  46. 46. Frequência Frequência Parâmetro Diária Turbidez, condutividade elétrica, CRT (Cloro residual total) Semanal DBO5,20, Coliformes termotolerantes Trimestral Ovos Helmintos
  47. 47. Projeto de norma de reuso não potável  As redes de água de reúso deverão ser separadas da rede de água potável.  Veículos e tanques deverão figurar, de forma visível, em destaque os dizeres abaixo: Água de reúso, Não Potável, Não beba.  As tubulações aparentes deverão ser pintadas na cor púrpura, as demais devem possuir um adesivo nesta cor.
  48. 48. Quinta atitude a tomar: poço raso (tenho em casa par fins não potáveis)
  49. 49. Sexta atitude: poço tubular profundo  RMSP  Poço artesiano, poço semi-artesiano  13.500 poços em operação (só Deus sabe)  Outorga: DAEE  Diâmetro: 6” ou 8”  Outorga do DAEE  Clandestino  Projeto: geólogo, hidrogeologia  Água de boa qualidade
  50. 50. Poço tubular profundo 200mm, 180m, filtros de aço inox Johnson
  51. 51. Sétima atitude a tomar: Mini-poço RMSP 100/mês 10.000 poços em funcionamento (clandestinos) (Eles existem)
  52. 52. Mini-poço  Clandestino- sem outorga  Custo R$ 3.500  Diâmetro 4”, revestimento de PVC  Comprimento: 60m  Vazão: 1 m3/h  Área sedimentar e rochas cristalinas alteradas  Sistema Air-Lift  Qualidade da água: duvidosa
  53. 53. Oitava atitude a tomar : água de drenagem do subsolo  Escavação de prédios  Fim não potável:  Precisa outorga: DAEE não dá problemas  Placas alertando que é água de drenagem para não ser multado  Pode ser aproveitada para:  Lavagem de pisos  Rega de jardins  Lavagem de automóveis (gratuito)  Descarga em bacias sanitárias (com cloro)
  54. 54. Manejo de águas pluviais 56
  55. 55. Curva dos 100 anos 57
  56. 56. Leed: piso 1,5m acima de Tr=100anos (não há lei e nem normas mundiais) Tr = 100 anos ≥1,5 m 58
  57. 57. FHWA: bueiro c/máximo duas células Casos: entupimento na entrada 59
  58. 58. Dimensionamento errado do bueiro (máximo duas seções conforme FHWA)Quantidade 60
  59. 59. EcoBueiro (ökodurchlass) com passagem de peixes e pequenos animais dafauna terrestre 61 CE154 Box culvert with fish passage Fall 2009 6
  60. 60. Ecobueiro
  61. 61. Guia e Sarjeta velocidade na sarjeta <3,5m/s (entrada máxima 15 cm Cuidado !!!) 63
  62. 62. Conceito pré e pós desenvolvimento Teoria do Impacto Zero Quantidade e Infiltração
  63. 63. Teoria do Impacto Zero i  Qpré =vazão de pré- desenvolvimento  Qpós= vazão de pós-desenvolvimento  Período de retorno Tr= 25 anos  V= 0,5 x (Qpós-Qpré) x 2,67 x tc x 60  V= volume de detenção (m3)  tcpós= tempo de concentração (min)
  64. 64. Pré e pós-desenvolvimento
  65. 65. Áreas de inundação pré e pós desenvolvimento Quantidade
  66. 66. Melhoria na Qualidade das águas pluviais 90% precipitações depositam 80% TSS  WQv= (P/1000) x Rv x A  WQv= volume de melhoria da qualidade das águas pluviais (m3)  P= 25mm = first flush  Rv= 0,05+0,009x AI  AI= área impermeável (%)  A= área da bacia (m2)  Esvaziamento em 24h
  67. 67. Reservatório de detenção estendido (enchente+melhoria da qualidade das águas pluvais) 69
  68. 68. Reservatório de detenção estendido 70
  69. 69. Reservatório de detenção estendido 71
  70. 70. Reservatório de detenção estendido 72
  71. 71. Reservatório para melhoria da qualidade da águas pluviais usando WQv e enchente Tr=25 anos Notar tubo de 0,05m para escoamento em 24horas. 0,5m 1,31m 0,60m WQv 24h 443m 3 Vertedor Folga 0,05m 0,60 x 1,13m 73 1,60m Enchente Tr=25 anos V= 417m3 Esvazia em 24h Vazão de pré 0,082m3/s
  72. 72.  Histórico: cidade de São Paulo (2002); Estado de São Paulo (2007); várias cidades do Brasil.  V= 0,15 x Ai x IP x t  V= volume do reservatório (m3)  Ai= área impermeável (m2)  IP= índice pluviométrico igual a 0,06mh  t= tempo de duração da chuva igual a 1h 74 Lei das piscininhas
  73. 73. Volume de detenção RMSP PARAAREAS ATÉ 100 ha Período de retorno Tr (anos) Vazão de pré- desenvolvimento (L/s x ha) Coeficiente K Volume de detenção (m3) AI (%) 1 16 3,02 V= 3,02xAIxA 2 18 3,45 V= 3,45xAIxA 10 24 4,63 V= 4,63xAIxA 25 28 5,42 V= 5,42xAIxA 100 36 6,78 V= 6,78xAIxA 75
  74. 74. Para áreas até 100 ha- RMSP (Plinio) Tr= 25 anos  V= 5,42 . A. AI para Tr=25anos  Sendo:  V= volume (m3)  A= área da bacia (ha) ≤ 100ha  AI= área impermeável (%) Qn= 28 L/s x ha vazão no pré-desenvolvimento Exemplo: AI = 70% A= 100 ha V= 5,42 x 70 x 100= 37.940 m3 Vazão pré-desenvolvimento= 28 x 100= 2800 L/s=2,8m3/s 76
  75. 75. Obrigado !  Engenheiro civil Plinio Tomaz  Vice presidente da Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Guarulhos  E-mail: pliniotomaz@uol.com.br  Site: www.pliniotomaz.com.br  (011) 98181-6484 Susano, 29 de setembro de 2015

×