Introdução texto poético

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Introdução texto poético

  1. 1. Na Publicidade
  2. 2. Na PinturaSalvador Dali
  3. 3. Na Fotografia
  4. 4. Na Rua
  5. 5. Na NaturezaLagoa das Sete Cidades - Açores
  6. 6. - A música é expressão;- Musicar um poema é acentuar-lhea emoção, reforçando-lhe o ritmo.Na Música
  7. 7. Na Dança
  8. 8. No Teatro
  9. 9. No Nascimento
  10. 10. Na Infância
  11. 11. Nas PalavrasQuando eu me sento à janelaP’los vidros que a neve embaçaVejo a doce imagem delaQuando passa...passa...passa...Fernando Pessoa
  12. 12. POESIA ...é• Emocionar e tocar asensibilidade;• Sugerir emoções por meio deuma linguagem;• Sentimento, emoção, intuição;• Paisagens, pessoas e factospodem ser poéticos. São poesiasem serem poemas.
  13. 13. POEMA OU TEXTO POÉTICO• Obra, geralmente em verso, em que há poesia;• Tem uma existência concreta, ao alcance dequalquer leitor;• Destaca-se pelo modo como se dispõe na página,em versos que formam estrofes, podendo ser ounão rimados;• Distingue-se da prosa, porque esta é escrita emlinhas contínuas.
  14. 14. Poeta e Sujeito Poético• Poeta- É quem escreve o poema.• Sujeito poético- É quem sente. O “eu” quemanifesta emoções e sentimentos, tambémdesignado de “eu” poético e sujeito lírico.
  15. 15. Análise de “Ser poeta”, de Florbela Espanca:Tema: o que é um poeta.Assunto:Divisão do texto em partes:a poetisa Florbela Espanca tentaexplicar o que é um poeta,apresentando-o como um ser“maior do que os homens”, um serinsaciável que procura o infinito; aseguir constata que a criaçãopoética é inseparável do amor.a primeira parte corresponde aosonze primeiros versos; a segundaaos três últimos versos.
  16. 16. Definições do que significa “ser poeta”:“condensar o mundo num só grito”(v. 11)“ser mais alto” (v. 1)“ser maior/ Do que os homens”(vv.1,2)“Morder como quem beija”(v. 2)“ser mendigo e dar como quem seja/ Rei do reino de Aquém e deAlém dor” (vv.3,4)“ter de mil desejos o esplendor/ E não saber sequer que sedeseja” (vv.5,6)“ter cá dentro um astro que flameja” (v.7)“É ter garras e asas de condor”(v. 8)“É ter fome, é ter sede de infinito”(v.9)“[ter] Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim” (v. 10)
  17. 17. A presença do sujeito poético sente-separticularmente na última estrofe. Porquê?Na última estrofe, o sujeito poéticopretende revelar toda a intensidade desentimentos que o avassalamrelativamente à pessoa amada e que odefinem enquanto poeta. O ser amadofunde-se no sujeito poético, realçando-se,assim, a plenitude do sentir e do viver, quedepois é transformada em poesia. Emsíntese, “ser poeta” é ter a capacidade deamar e transmitir essas emoções esentimentos.
  18. 18. Recursos expressivosComparaçãoOs recursos expressivos são processos, utilizados pelos autores,para tornar o texto literário mais belo, sugestivo e eficaz.Identifica os recursos expressivos e explica seu significado:“Morder como quem beija!”“…é ser maior/ Do que os homens…”HipérboleO exagero surge paradestacar a superioridadedo poeta através da suaescrita.Comparação de umgesto agressivo, comoutro, que é suplantadopela ternura de umbeijo.
  19. 19. “É ter garras e asas de condor!”“É…É…É…”MetáforaAnáforaO condor, ave de rapinadotada de grandeagilidade, de grandevisão e de movimentosrapidíssimos, é associadaao poeta.Realça a apresentaçãoda definição de “serpoeta”.“É seres alma e sangue e vida em mim”RepetiçãoApresentação daquiloque o objeto amadosignifica para a poetisa.
  20. 20. Ser poeta é ser mais alto, é ser maiorDo que os homens! Morder como quem beija!É ser mendigo e dar como quem sejaRei do Reino de Aquém e de Além Dor!É ter de mil desejos o esplendorE não saber sequer que se deseja!É ter cá dentro um astro que flameja,É ter garras e asas de condor!É ter fome, é ter sede de Infinito!Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...É condensar o mundo num só grito!E é amar-te, assim, perdidamente...É seres alma e sangue e vida em mimE dizê-lo cantando a toda a gente!Florbela EspancaNoções de versificaçãoVerso – cada linhado poema.Estrofe –conjunto deversos.Poema
  21. 21. Ser poeta é ser mais alto, é ser maiorDo que os homens! Morder como quem beija!É ser mendigo e dar como quem sejaRei do Reino de Aquém e de Além Dor!É ter de mil desejos o esplendorE não saber sequer que se deseja!É ter cá dentro um astro que flameja,É ter garras e asas de condor!É ter fome, é ter sede de Infinito!Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...É condensar o mundo num só grito!E é amar-te, assim, perdidamente...É seres alma e sangue e vida em mimE dizê-lo cantando a toda a gente!Florbela EspancaNoções de versificação Rima – sons que se repetemno decorrer do poema.ABBAABBACDCDEErima interpoladarima emparelhadarima cruzadaRima interpolada
  22. 22. Noções de versificação Divisão métrica ou escansãoSer/ poe/ta é/ ser/ mais/ al/to, é/ ser/ mai/or/1 2 3 4 5 6 7 8 9 10Do/ que os/ ho/mens!/ Mor/der/ co/mo/ quem/ bei/ja!1 2 3 4 5 6 7 8 9 10É/ ser/ men/di/go e/ dar/ co/mo/ quem/ se/já1 2 3 4 5 6 7 8 9 10Rei/ do/ Rei/no/ de A/quém/ e/ de A/lém/ Dor!1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
  23. 23. O SonetoO soneto de tipo clássico ou italianoé uma composição poética decatorze versos, dispostos em duasquadras e dois tercetos. O últimoverso do soneto constitui a “chavede ouro”, porque apresenta oconceito fundamental do poema. Ometro mais utilizado é odecassílado, segundo o esquemarimático abba/ abba/ cdc dcd oucde cde.Sá de Miranda

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