Abordagem sócio cultural

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Abordagem sócio cultural

  1. 1. ABORDAGEM SÓCIO-CULTURAL
  2. 2. CARACTERÍSTICAS GERAIS  Paulo Freire: referência nesse tipo de abordagem  Contra o ensino que apenas transmite dados, nomeado de educação “bancária”, no qual o educando é apenas um depósito de informações.  Ênfase: aspectos sócio-político-culturais; cultura popular  Deve-se: possibilitar participação efetiva do povo enquanto sujeito de um processo cultural;  Síntese: humanismo, existencialismo, marxismo entre outros  Sujeito ganha importância
  3. 3. CULTURA POPULAR  Preocupação surge após segunda Guerra Mundial  Nos países industrializados: valores povo em geral  Nos países do Terceiro mundo: camadas sócio- economicamente inferiores (alfabetização de adultos)
  4. 4. HOMEM E MUNDO  Ambas categorias são consideradas conjuntamente (abordagem interacionista) - ênfase no sujeito  Sujeito: entendido como elaborador e criador do conhecimento;  Homem concreto: inserido num contexto histórico, é um ser de práxis(ação e reflexão do homem sobre o mundo, com o objetivo de transformá-lo).  Mundo: está aí para interagir com o sujeito;sofre transformações pelo homem, é contextualizado
  5. 5. SOCIEDADE- CULTURA  Cultura = aquisição sistemática da experiência humana;  A participação do homem como sujeito na sociedade, na cultura, na história, se faz na medida de sua conscientização  A tomada de consciência, que se dá de forma lenta e gradual, implica em questionamento de seu contexto  Contribui para a desmistificação do real, muitas vezes colocado como natural, e não como produto da ação humanas
  6. 6. CONSCIÊNCIA INGÊNUA  Simplismo na interpretação dos problemas  Conclusões são apressadas, superficiais.  É impermeável à investigação  Concepção científica: jogo de palavras  Tendência: considerar que o passado foi melhor  Subestima o homem simples; explicações são mágicas  É frágil na discussão dos problemas  O ingênuo parte do princípio que sabe tudo.  Pretende ganhar a discussão com argumentos frágeis, é polêmico, e não pretende esclarecer.  Discussão: emocionalidades de que de criticidade
  7. 7. CONSCIÊNCIA CRÍTICA  Anseio de profundidade na análise de problemas.  Não se satisfaz com as aparências  Reconhece que a realidade é mutável.  Situações ou explicações mágicas são substituídas por princípios autênticos de causalidade.  Procura verificar ou testar as descobertas  Não somente na captação, mas também na análise e na resposta.  Repele posições quietistas; é intensamente inquieta  Torna-se mais crítica quanto mais reconhece em sua quietude a inquietude, e vice-versa.  É indagadora, investiga, força, choca. Ama o diálogo, nutre-se dele. Face ao novo, não repele o velho por ser velho, nem aceita o novo por ser novo, mas aceita-os na medida em que são válidos
  8. 8. EDUCAÇÃO  Deve ser precedida de uma reflexão sobre o homem (redução objeto) e de uma análise do meio de vida desse homem (educação pré-fabricada);  Contexto: deve ser considerado;  Importância na passagem das formas mais primitivas de consciência para a consciência crítica;  Para Freire: tem caráter utópico
  9. 9. ESCOLA  Educação tem um caráter amplo e não só restrito à escola;  Deve ser um local onde seja possível o crescimento do professor e dos alunos;  É uma instituição que existe num contexto histórico de uma dada sociedade
  10. 10. ENSINO-APRENDIZAGEM  Deverá procurar a superação da relação opressor - oprimido, através de uma educação problematizadora com essência na dialogicidade, superando a dicotomia sujeito -objeto.  Há horizontalidade na relação entre professor-aluno  Respeito pela autonomia, dignidade e identidade do educando  Educador:  Deve trabalhar com a realidade concreta dos alunos;  Utilizar dados não como fatalismos, mas como forma de modificar essa situação
  11. 11. ENSINO-APRENDIZAGEM  Deve ser consciente de seu inacabamento, pois através desta consciência que busca sempre melhorar, aprimorar-se e atualizar seus conhecimentos, deste modo, aperfeiçoa a qualidade de sua atividade docente.  Avaliação: não considerada como prova de um conteúdo decorado que, por vezes, não é compreendido, o importante é o entendimento do que foi ensinado  Busca-se: auto-avaliação do aluno, ou mesmo uma avaliação mútua, incluindo a consciência do aprendizado tanto do educando como do educador.
  12. 12. METODOLOGIA  Criar um conteúdo programático próprio e usar técnicas tais como redução e codificação (dimensão da realidade dos indivíduos);  Criação de situações existenciais.
  13. 13. SÍNTESE  Abordagem sócio-cultural assume dimensões amplas se comparada as outras (tradicional, comportamentalista, etc)  Não se restringe às situações formais do ensino- aprendizagem  Ciência: não é considerada neutra, mas sim um produto histórico  Educação: ato político  Conhecimento: transformação contínua e não transmissão de conteúdos programáticos
  14. 14. SÍNTESE  Regulação da aprendizagem = sujeito como centro  Versus: comprovação de desempenhos com normas ou critérios pré-fixados  Aspecto técnico da educação: não descartado; não considerado independente, muito menos priorizado  Formas de conscientização de Freire ≠ de Piaget, tanto da forma ontogênica, quanto da filogenética
  15. 15. REFERÊNCIA  MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo.

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