Semana Farroupilha 
14 a 20 de setembro
Origens da Semana Farroupilha 
A Semana Farroupilha, cuja simbologia cívica 
representativa é o Candeeiro e a Chama Crioul...
A Semana Farroupilha hoje 
Hoje, quando vivenciamos a Semana Farroupilha, 
estamos vivenciando a maior festa de civismo e ...
Quem é o gaúcho? 
O gaúcho é o tipo característico da campanha. É o nome que se dá ao 
homem do campo na região dos pampas...
O gaúcho hoje 
O gaúcho de hoje é fruto da contribuição do índio, do negro, 
do português, do espanhol, do alemão, do ital...
Os costumes do gaúcho 
Os hábitos do gaúcho são em geral ligados à vida 
no campo. Os mais conhecidos são: 
• È ágil no us...
A Cultura gaúcha
O chimarrão 
O chimarrão é um legado do índio Guarani. Sempre presente no dia-a-dia, o 
chimarrão constituiu-se na bebida ...
Significado dos mates 
• Mate com açúcar: quero a tua amizade 
• Mate com açúcar queimado: és simpático 
• Mate com canela...
Partes do mate 
a – Topete, respiro, morrete, cerro, 
barranco, crista (fica à esquerda da 
bomba). 
b – Bomba, bombilha. ...
Os dez mandamentos do chimarrão 
1. Não peças açúcar no mate. 
2. Não digas que o chimarrão é anti-higiênico. 
3. Não diga...
Culinária Gaúcha 
Para o estudo da cozinha gaúcha, devem-se considerar as particularidades 
regionais: a Praiana (à base d...
A Música 
Aventureiros que por aqui passavam trazendo mais de dois séculos de Brasil-Colônia cantavam e 
dançavam temas qu...
A expressão Tchê 
A expressão Tchê ou Chê 
é herança dos índios guaranis, 
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Hino Riograndense 
Letra de: Francisco Pinto da Fontoura 
Música de: Joaquim José Mendanha 
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Ditados gaúchos 
Mais amontoado 
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Mais a toa que guri 
no mato 
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Semana farroupilha

  1. 1. Semana Farroupilha 14 a 20 de setembro
  2. 2. Origens da Semana Farroupilha A Semana Farroupilha, cuja simbologia cívica representativa é o Candeeiro e a Chama Crioula, símbolos autênticos da tradição gaúcha, tiveram origem na “Ronda Gaúcha”, programação especial promovida em 1947 por estudantes, integrantes do “Grupo dos Oito”.
  3. 3. A Semana Farroupilha hoje Hoje, quando vivenciamos a Semana Farroupilha, estamos vivenciando a maior festa de civismo e do amor ao Rio Grande e as suas tradições, estamos demonstrando o nosso espírito de brasilidade. É quando mais uma vez o Rio Grande se levanta e, orgulhosamente, reverencia a bravura, a lealdade e a coerência dos anseios do gaúcho de antanho, seu alto espírito de civismo evidenciado a cada passo, em prol da pátria brasileira. Anseios esses, que nada se diferenciam dos atuais. O civismo é a maior peculiaridade do povo gaúcho, pois é tradição, é costume do povo rio-grandense amar o seu pago, projetar e fortalecer sua tradição, enaltecer a história do Rio Grande Farrapo, Gaúcho e Tradicionalista, não importa o canto brasileiro por onde estiver.
  4. 4. Quem é o gaúcho? O gaúcho é o tipo característico da campanha. É o nome que se dá ao homem do campo na região dos pampas e, por extensão, aos nascidos no Rio Grande do Sul. O termo gaúcho passou a se generalizar a partir de 1800. Até então, os nascidos no nosso Estado eram chamados continentinos ou rio-grandenses. O gaúcho surgiu da miscigenação entre o índio, o espanhol e o português, que viviam livres cuidando do gado no pampa gaúcho. Por estar ligado ao campo, tornou-se hábil cavaleiro, manejador do laço e da boleadeira.
  5. 5. O gaúcho hoje O gaúcho de hoje é fruto da contribuição do índio, do negro, do português, do espanhol, do alemão, do italiano e tantos outros povos, que para cá vieram construir o Rio Grande com uma vida melhor. Por isso, aos poucos o termo gaúcho passou a identificar os filhos do Rio Grande do Sul. O adjetivo se estende ao que é referente a esses homens da vida pastoril, como vida gaúcha, dança gaúcha. O povo gaúcho valoriza muito suas tradições, exalta a coragem e a bravura de seus antepassados, canta seu apego à terra, seu amor à liberdade,
  6. 6. Os costumes do gaúcho Os hábitos do gaúcho são em geral ligados à vida no campo. Os mais conhecidos são: • È ágil no uso do laço – o gaúcho sabe laçar um cavalo ou um boi usando o laço, feito de couro trançado • Ser condutor de gado, ou seja, tropeiro- normalmente esse trabalho é realizado por um peão tanto de dia como à noite, faça sol ou faça chuva, esteja nevando ou soprando o minuano. • Fazer do cavalo um companheiro – o gaúcho procura nunca se separar do cavalo, animal introduzido, no nosso rincão gaúcho, através das Missões, pelos padres jesuítas. O cavalo é chamado pelo gaúcho de pingo. O Rio Grande do Sul tem manadas de grande beleza: os baios, os alazões, os pangaré e tantas outras pelagens • Seu alimento predileto é o churrasco e o arroz de carreteiro. • Sua bebida preferida é o chimarrão.
  7. 7. A Cultura gaúcha
  8. 8. O chimarrão O chimarrão é um legado do índio Guarani. Sempre presente no dia-a-dia, o chimarrão constituiu-se na bebida típica do Rio Grande do Sul, ou seja, na tradição representativa do nosso pago. Também conhecido como mate amargo, como bebida preferida pelo gaúcho, constitui-se no símbolo da hospitalidade e da amizade do gaúcho. É o mate cevado sem açúcar, preparado em uma cuia e sorvido através de uma bomba. É a bebida proveniente da infusão da erva-mate, planta nativa das matas sul-americanas, inclusive do RS. O homem do campo passou o hábito para a cidade, até consagrá-lo regional. O Chimarrão é um hábito, uma tradição, uma espécie de resistência cultural espontânea.
  9. 9. Significado dos mates • Mate com açúcar: quero a tua amizade • Mate com açúcar queimado: és simpático • Mate com canela: só penso em ti • Mate com casca de laranja: vem buscar-me • Mate com mel: quero casar contigo • Mate frio: desprezo-te • Mate lavado: vai tomar mate em outra casa • Mate enchido pelo bico da bomba: vás embora • Mate muito amargo ( redomão): chegaste tarde, já tenho outro amor • Mate com sal: não apareças mais aqui • Mate muito longo: a erva está acabando • Mate curto: pode prosear a vontade • Mate servido com a mão esquerda: você não é bem vindo • Mate doce: simpatia
  10. 10. Partes do mate a – Topete, respiro, morrete, cerro, barranco, crista (fica à esquerda da bomba). b – Bomba, bombilha. Se ficar a esquerda do topete, é mate de canhoto. c – Beiço, boca. d – Pescoço (na cuia de beiço). e – Cuia, mate, porongo. f – Umbigo, cabo, bico.
  11. 11. Os dez mandamentos do chimarrão 1. Não peças açúcar no mate. 2. Não digas que o chimarrão é anti-higiênico. 3. Não digas que o mate está quente demais. 4. Não deixes um mate pela metade. 5. Não te envergonhes do ronco do mate. 6. Não mexas na bomba. 7. Não alteres a ordem em que o mate é sorvido. 8. Não durmas com a cuia na mão. 9. Não condenes o dono da casa por tomar o primeiro mate. 10.Não digas que o chimarrão dá câncer na garganta.
  12. 12. Culinária Gaúcha Para o estudo da cozinha gaúcha, devem-se considerar as particularidades regionais: a Praiana (à base de produtos do mar); a cozinha da Campanha e Missões (predominando as carnes vacum e ovina); a da região dos Campos de Cima da Serra (onde o pinhão tem presença e o café com graspa sobrepõem-se ao chimarrão) O churrasco, assimilado por diversos grupos, é largamente apreciado reunindo pessoas em dias festivos. O arroz “carreteiro” aparece em quase todo o Estado.
  13. 13. A Música Aventureiros que por aqui passavam trazendo mais de dois séculos de Brasil-Colônia cantavam e dançavam temas que vieram a formar o que se chamou de "Fandango Rio-grandense". Fandango teve origem na Península-Ibérica e no nosso caso é de influência Portuguesa, possuindo uma característica muito peculiar: a de ser dançado somente por homens. Esta característica foi muito apreciada pelos farrapos, dando origem, na época, a outros temas, já com a participação de mulheres, chamados cantigas e danças fandangueiras. São do período farrapo estas cantiladas e fandangueadas: Meu Boi Barroso Meu boi pitanga O teu ligar (ai) É lá na canga. Eu mandei fazer um laço Do couro do jacaré Pra laçar meu boi barroso Lá no passo de Bagé. Ai bota aqui Ai bota aqui O teu pezinho O teu pezinho Bem juntinho Com o meu. E depois Não vá dizer Que você Já me esqueceu. Vou cantar a Chimarrita Que hoje ainda não cantei Deus lhe dê as boas noites Que hoje ainda não lhes dei. Vou cantar a Chimarrita Que uma moça me pediu; Não quero que a moça diga: Ingrato! Não me serviu.
  14. 14. A expressão Tchê A expressão Tchê ou Chê é herança dos índios guaranis, que habitavam o estado. Ainda hoje tem característica no linguajar dos habitantes do Rio Grande do Sul. Tem o sentido de meu, principalmente referindo-se a relações de parentesco: Che reii (minha família), Che maranungá (meu parente), Che tuti (meu tio materno), Che piá (meu coração) e assim por diante.
  15. 15. Hino Riograndense Letra de: Francisco Pinto da Fontoura Música de: Joaquim José Mendanha Como a aurora precursora Do farol da divindade, Foi o vinte de setembro O precursor da liberdade. Estribilho Mostremos valor, constância Nesta ímpia e injusta guerra, Sirvam nossas façanhas De modelo a toda terra. Entre nós revive Atenas Para assombreo dos tiranos Sejamos gregos na glória E na virtude, romanos Mas não basta pra ser livre Ser forte, aguerrido e bravo; Povo que não tem virtude, Acaba por ser escravo. Repete estribilho
  16. 16. Ditados gaúchos Mais amontoado que uva em cacho Mais a toa que guri no mato Mais ansioso que anão em comício Cheirando bem como cangote de china Bonita que nem laranja de amostra Esfarrapado que nem poncho de gaudério Feia como mulher de cego Quente como frigideira sem cabo
  17. 17. Mini dicionário do folclórico gaúcho • A la pucha: exprime admiração, espanto • Bagual: cavalo manso que se tornou selvagem • Bater as botas: morrer • Duro de pelear: difícl de fazer, trabalhoso • Embretado: encerrado no brete, metido em apertos, apuros, dificuldades • Entrevero: mistura, desordem, confusão de pessoas, animais ou objetos • Fatiota: terno; conjunto de roupas do homem: calça, colete e paletó • Guaiaca: cinto largo de couro macio ordinariamente enfeitado com bordados ou com moedas de prata ou de ouro, que serve para o porte de armas e para guardar dinheiro e pequenos objetos • Guaipeca: cão pequeno, cusco • Pelear: brigar, lutar • Tropeiro: condutor de tropas, de gado, de éguas, de mulas, ou de cargueiros • Trovar: conversar, prosear

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