Variações linguísticas

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Variações linguísticas

  1. 1. Variações linguísticasVariações linguísticas * vocabulário* vocabulário ► Diferenças: * pronúnciaDiferenças: * pronúncia * morfologia* morfologia * sintaxe* sintaxe FATORES: . região geográficaFATORES: . região geográfica . sexo. sexo . idade. idade . classe social. classe social . grau de formalidade. grau de formalidade
  2. 2. Variações linguísticasVariações linguísticas ►1. Modalidade escrita e falada1. Modalidade escrita e falada ►2. Variantes regionais2. Variantes regionais ►3. Variantes sociais (norma culta e norma3. Variantes sociais (norma culta e norma popular)popular) ►4. Variantes de época4. Variantes de época ►5. Variantes de estilo (formal e informal)5. Variantes de estilo (formal e informal)
  3. 3. Preconceito linguísticoPreconceito linguístico ►Todas as variedades constituem sistemasTodas as variedades constituem sistemas linguísticos perfeitamente adequados paralinguísticos perfeitamente adequados para a expressão comunicativa e cognitiva dosa expressão comunicativa e cognitiva dos falantes.falantes. O preconceito linguístico éO preconceito linguístico é uma forma de discriminação queuma forma de discriminação que deve ser enfaticamente combatida.deve ser enfaticamente combatida.
  4. 4. Que importa que uns falem mole Descansado Que os cariocas arranhem os erres na garganta Que os capixabas escancarem As vogais? Que tem quinhentos réis meridional Vira tostões do Rio pro Norte? Juntos formamos este assombroso De misérias e grandezas, Brasil, nome de vegetal ... Mário de Andrade
  5. 5. Modalidade escrita e modalidadeModalidade escrita e modalidade faladafalada ►FALA - não há tanta preocupação com aFALA - não há tanta preocupação com a norma padrão;norma padrão; - uso de gestos, expressão corporal e- uso de gestos, expressão corporal e facial.facial. ►ESCRITA – preocupação com a normaESCRITA – preocupação com a norma padrão.padrão.
  6. 6. Variantes RegionaisVariantes Regionais ► Sotaques e expressõesSotaques e expressões típicas de cada região dotípicas de cada região do país.país. bombacha cartabombacha carta salsichasalsicha penalpenal estojoestojo vinavina farolfarol sinaleirosinaleiro carteiracarteira
  7. 7. Assaltante Nordestino  –Ei, bichin…  Isso é um assalto… Arriba os braços e num se bula nem faça muganga… Arrebola o dinheiro no mato e não faça pantim  se não  enfio  a  peixeira  no  teu  bucho  e boto  teu  fato  pra fora! Perdão, meu Padim Ciço, mas é que eu to com uma fome da moléstia…     Assaltante Baiano  – Ô meu rei… (longa pausa) Isso é um assalto… (longa pausa). Levanta os braços, mas não se avexe não… (longa pausa). Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado… Vai passando a grana, bem devagarinho… (longa pausa). Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado… Não esquenta, meu irmãozinho (longa pausa). Vou deixar teus documentos na encruzilhada…   Assaltante Paulista  –  Orra, meu…  Isso  é  um  assalto, meu…  Alevanta  os braços, meu… Passa a grana logo, meu… Mais rápido, meu, que eu ainda  preciso  pegar  a  bilheteria  aberta  pra comprar  o ingresso  do  jogo  do  Corinthians,  meu…  Pó,  se  manda, meu…
  8. 8. Variantes de ÉpocaVariantes de Época telephonetelephone depositodeposito domesticodomestico escriptorioescriptorio villavilla unicounico
  9. 9. Enem 2007Enem 2007 AntigamenteAntigamente Acontecia do indivíduo apanhar constipação;Acontecia do indivíduo apanhar constipação; ficando perrenge, mandava o próprio chamar o doutorficando perrenge, mandava o próprio chamar o doutor e depois ir à botica para aviar a receita, de cápsulase depois ir à botica para aviar a receita, de cápsulas ou pílulas fedorentas. Doença nefasta era a phtísica,ou pílulas fedorentas. Doença nefasta era a phtísica, feia era o gálico. Antigamente, os sobrados tinhamfeia era o gálico. Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os meninos, lombrigas. (...)assombrações, os meninos, lombrigas. (...) Carlos Drummond de Andrade.Carlos Drummond de Andrade. PoesiaPoesia completa e prosacompleta e prosa.. Rio de Janeiro: CompanhiaRio de Janeiro: Companhia José Aguilar, p. 1.184.José Aguilar, p. 1.184. O texto acima está escrito em linguagem de umaO texto acima está escrito em linguagem de uma época passada. Observe uma outra versão, emépoca passada. Observe uma outra versão, em linguagem atual.linguagem atual.
  10. 10. AtualAtual Acontecia do indivíduo apanhar um resfriado;Acontecia do indivíduo apanhar um resfriado; ficando mal, mandava o próprio chamar o doutor e,ficando mal, mandava o próprio chamar o doutor e, depois, ir à farmácia para aviar a receita, de cápsulasdepois, ir à farmácia para aviar a receita, de cápsulas ou pílulas fedorentas. Doença nefasta era aou pílulas fedorentas. Doença nefasta era a tuberculose, feia era a sífilis. Antigamente, ostuberculose, feia era a sífilis. Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os meninos, vermes.sobrados tinham assombrações, os meninos, vermes. (...)(...) Comparando-se esses dois textos, verifica-se que,Comparando-se esses dois textos, verifica-se que, na segunda versão, houve mudanças relativas ana segunda versão, houve mudanças relativas a a) vocabulário.a) vocabulário. b) construções sintáticas.b) construções sintáticas. c) pontuação.c) pontuação. d) fonética.d) fonética. e) regência verbale) regência verbal
  11. 11. Variações sociaisVariações sociais ► norma popularnorma popular ► norma cultanorma culta ““ Nós somos em cinco e uma de criação, seis hómi,Nós somos em cinco e uma de criação, seis hómi, quatro muié, comigo,né.”quatro muié, comigo,né.” ““então nóis ia tacá pedra nos namorado...”então nóis ia tacá pedra nos namorado...” ““ A paz e a guerra são dados que aparentementeA paz e a guerra são dados que aparentemente sempre se verificam na experiência histórica. Nosempre se verificam na experiência histórica. No entanto nós estamos diante de uma situação inéditaentanto nós estamos diante de uma situação inédita em que, ....”em que, ....”
  12. 12. Variações de EstiloVariações de Estilo ► Estilo formal- apresenta grau de reflexão sobre o queEstilo formal- apresenta grau de reflexão sobre o que diz. É na linguagem escrita, em geral, que o grau dediz. É na linguagem escrita, em geral, que o grau de formalidade é mais tenso.formalidade é mais tenso. ““ ...o que está acontecendo com nossos alunos é uma...o que está acontecendo com nossos alunos é uma fragmentação do ensino ... Ou seja ... ele perde afragmentação do ensino ... Ou seja ... ele perde a noção do todonoção do todo ► Estilo informal (ou coloquial) – se fala semEstilo informal (ou coloquial) – se fala sem preocupação, o grau de reflexão é mínimo. É napreocupação, o grau de reflexão é mínimo. É na linguagem oral , íntima e familiar que esse estilolinguagem oral , íntima e familiar que esse estilo melhor se manifesta.melhor se manifesta. ““ ... Tem dias que minha voz... Mais está assim meio... Tem dias que minha voz... Mais está assim meio taquara rachada..taquara rachada..
  13. 13. ESTRANGEIRISMOESTRANGEIRISMO habeas-corpus ( “estejas em liberdade”)habeas-corpus ( “estejas em liberdade”) ipsis litteris ( “ com as mesmas palavras”)ipsis litteris ( “ com as mesmas palavras”) feeling (“sensibilidade”)feeling (“sensibilidade”)
  14. 14. EnemEnem Precisa-se nacionais sem nacionalismo, (...) movidos pelo presente, masPrecisa-se nacionais sem nacionalismo, (...) movidos pelo presente, mas estalando naquele cio racial que só as tradições maduram! ( ...). Precisa-seestalando naquele cio racial que só as tradições maduram! ( ...). Precisa-se gentes com bastante meiguice no sentimento, bastante força na peitaria,gentes com bastante meiguice no sentimento, bastante força na peitaria, bastante paciência no entusiasmo e sobretudo, oh! Sobretudo bastantebastante paciência no entusiasmo e sobretudo, oh! Sobretudo bastante vergonha na cara!vergonha na cara! (...) Enfim: precisa-se brasileiros! Assim está escrito no anúncio vistoso de(...) Enfim: precisa-se brasileiros! Assim está escrito no anúncio vistoso de cores desesperadas pintado sobre o corpo de nosso Brasil, camaradas.cores desesperadas pintado sobre o corpo de nosso Brasil, camaradas. Jornal A noite, São Paulo: Duas Cidades, 1972Jornal A noite, São Paulo: Duas Cidades, 1972 No trecho acima, Mário de Andrade dá forma a um dos itens do ideárioNo trecho acima, Mário de Andrade dá forma a um dos itens do ideário modernista, que é o de firmar a feição de uma língua mais autêntica,modernista, que é o de firmar a feição de uma língua mais autêntica, “brasileira”, ao expressar-se numa variante de linguagem popular“brasileira”, ao expressar-se numa variante de linguagem popular identificada pela(o):identificada pela(o): a) escolha de palavras como cio, peitaria, vergonha.a) escolha de palavras como cio, peitaria, vergonha. b) emprego da pontuação.b) emprego da pontuação. c) repetição do adjetivo bastante.c) repetição do adjetivo bastante. d) concordância empregada em Assim está escrito.d) concordância empregada em Assim está escrito. e) escolha de construção do tipo precisa-se gentes.e) escolha de construção do tipo precisa-se gentes.
  15. 15. FUVESTFUVEST Em que alternativa a sentença está de acordo com aEm que alternativa a sentença está de acordo com a norma culta quanto à concordância?norma culta quanto à concordância? a) Para a inscrição será solicitada duas cópias do boleto dea) Para a inscrição será solicitada duas cópias do boleto de reconhecimento da taxa.reconhecimento da taxa. b) Como ingresso será cobrado dois quilos de alimentosb) Como ingresso será cobrado dois quilos de alimentos não perecível.não perecível. c) Existe outros motivos mais sérios para sua ausência.c) Existe outros motivos mais sérios para sua ausência. d) Seríamos mais felizes neste país se não houvessemd) Seríamos mais felizes neste país se não houvessem tantas disparidades sociais.tantas disparidades sociais. e) Isso cabe aos monitores. Deixe-os recolher os textos..e) Isso cabe aos monitores. Deixe-os recolher os textos..

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