História Natural da Rubéola e Sarampo

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História Natural da Rubéola e Sarampo

  1. 1. Doenças Exantemáticas: RUBÉOLA e SARAMPO H. Vilar Santarém – Pará/ 2007
  2. 2. RUBÉOLA 2
  3. 3. CONCEITO: Encontrada na CID-10 com o código: B06, a Rubéola é uma doença exantemática aguda, de etiologia viral, que apresenta alta contagiosidade, acometendo principalmente crianças. Doença de curso benigno, sua importância epidemiológica está relacionada ao risco de abortos, natimortos e malformações congênitas como cardiopatias, catarata e surdez, denominada síndrome da rubéola congênita (SRC) quando a infecção ocorre durante a gestação. 3
  4. 4. AGENTE ETIOLÓGICO: O agente infeccioso da rubéola é um vírus pertencente ao gênero Rubivirus, família Togaviridae. 4
  5. 5. PERÍODO DE INCUBAÇÃO: Em geral, varia de 14 a 21 dias, durando, em média, 17 dias. A variação máxima observada é de 12 a 23 dias. PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE: Aproximadamente, de 5 a 7 dias antes do início do exantema até 5 a 7 dias após. 5
  6. 6. MODO DE TRANSMISSÃO: Através de contato com as secreções nasofaríngeas de pessoas infectadas. A infecção é produzida por disseminação de gotículas ou contato direto com os pacientes. A transmissão indireta, mesmo pouco frequente, ocorre mediante contato com objetos contaminados com secreções nasofaringeanas, sangue e urina. 6
  7. 7. SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE. RESERVATÓRIO E FONTE DE INFECÇÃO: O Homem. 7
  8. 8. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: O quadro clínico é caracterizado por exantema máculo-papular e puntiforme difuso, iniciando-se na face, couro cabeludo e pescoço, espalhando-se posteriormente para o tronco e membros. 8
  9. 9. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: O diagnóstico diferencial deve ser feito com sarampo, escarlatina, dengue, exantema súbito (crianças até 2 anos), eritema infeccioso, enteroviroses (coxsackie e echo) e, também, com outras doenças que podem causar síndromes congênitas, como mononucleose infecciosa, toxoplasmose e infecção por citomegalovírus. 9
  10. 10. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: É realizado mediante detecção de anticorpos específicos no soro (IgM e IgG) e isolamento viral. TRATAMENTO: Não há tratamento específico para a rubéola. Os sinais e sintomas apresentados devem ser tratados de acordo com a sintomatologia e terapêutica adequada. 10
  11. 11. ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS: Em 1997, ano em que o país enfrentou a última epidemia de sarampo, foram notificados cerca de 30 mil casos de rubéola, sendo que no período compreendido entre 1999 a 2001 ocorreram surtos desta doença em vários estados. A implementação do Plano de Erradicação do Sarampo no país, a partir de 1999, impulsionou a vigilância e o controle da rubéola. Em 2002, ocorreram 1.480 casos de rubéola no Brasil, o que corresponde a um decréscimo de 95% quando comparados à incidência de 1997. Em 2003, foram confirmados 561 casos de rubéola entre os 16.036 casos suspeitos notificados, demonstrando a alta sensibilidade e especificidade do sistema de vigilância. 11
  12. 12. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA: DEFINIÇÃO DE CASO: Casos Suspeitos. Confirmados: Laboratorial; Vínculo epidemiológico; Clínico. Descartados: Laboratorial; Vínculo epidemiológico; Clínico. 12
  13. 13. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – CONTINUAÇÃO: Critérios para o descarte de casos suspeitos de rubéola com associação temporal à vacina: Febre com temperatura que pode chegar a 39ºC ou mais, com início entre o 5º e 12º dias após a vacinação e duração média de um a dois dias, podendo chegar até cinco dias; Exantema, geralmente benigno, que dura de um a dois dias e que surge entre o 7º e 10º dias após a administração da vacina; Cefaleia ocasional, irritabilidade, conjuntivite ou manifestações catarrais observadas entre o 5º e 12º dias após a vacinação; Linfadenopatias que se instalam entre 7 a 21 dias após a data de vacinação; Resultado do exame laboratorial “reagente” ou “positivo para IgM” em amostra colhida no período de 8 a 56 dias após a data da última dose de vacina. 13
  14. 14. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – CONTINUAÇÃO: NOTIFICAÇÃO: 14
  15. 15. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – CONTINUAÇÃO: MEDIDAS PREVENTIVAS: Imunização:  Vacinação na rotina.  Estratégias de vacinação frente a casos suspeitos. Medidas de controle para um surto de rubéola; Ações de educação em saúde; Intensificação da vacinação extramuros; Campanhas de multivacinação; Vacinação de grupos de risco. 15
  16. 16. SARAMPO 16
  17. 17. CONCEITO: É uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. A viremia causada pela infecção provoca uma vasculite generalizada, responsável pelo aparecimento das diversas manifestações clínicas, inclusive pelas perdas consideráveis de eletrólitos e proteínas, gerando o quadro espoliante característico da infecção. Além disso, as complicações infecciosas contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de 1 ano. 17
  18. 18. AGENTE ETIOLÓGICO: O vírus do sarampo pertence ao gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae. 18
  19. 19. PERÍODO DE INCUBAÇÃO: Geralmente, de 10 dias (variando de 7 a 18 dias), desde a data da exposição até o aparecimento da febre, e cerca de 14 dias até o início do exantema. PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE: Ocorre entre 4 a 6 dias antes do aparecimento do exantema, e até 4 dias após. O período de maior transmissibilidade é o de 2 dias antes e 2 dias após o início do exantema. O vírus vacinal não é transmissível. 19
  20. 20. MODO DE TRANSMISSÃO: É transmitido diretamente de pessoa a pessoa, através das secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Essa forma de transmissão é responsável pela elevada contagiosidade da doença. Tem sido também descrito o contágio por dispersão de gotículas com partículas virais no ar, em ambientes fechados como escolas, creches e clínicas. 20
  21. 21. SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE. RESERVATÓRIO E FONTE DE INFECÇÃO: O Homem. 21
  22. 22. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Febre alta, acima de 38ºC, exantema maculopapular generalizado, iniciando na região retroauricular, tosse, coriza, conjuntivite e manchas de koplik. Período de Infecção: dura cerca de sete dias, iniciando com o período prodrômico. Do 2º ao 4º dia desse período surge o exantema, quando acentuam-se os sintomas iniciais: o paciente fica prostado e aparecem as lesões características do sarampo, como exantema cutâneo máculo-papular de coloração vermelha, iniciando na região retroauricular. Remissão: diminuição dos sintomas e declínio da febre. o exantema torna-se escurecido e, em alguns casos surge furfurácea. Período toxêmico: compromete a resistência do hospedeiro, facilitando a ocorrência de superinfecção viral ou bacteriana, principalmente nas crianças de até 2 anos de idade, em especial desnutridas, e adultos jovens, além disso, febre por mais de três dias após o aparecimento do exantema é um sinal de alerta, indicando o aparecimento de complicações: infecções respiratórias; desnutrição; doenças diarreicas; doenças neurológicas. Geralmente as complicações sistêmicas se instalam durante o período exantemático, embora a encefalite possa aparecer após o vigésimo dia. 22
  23. 23. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: Realizado com as doenças exantemáticas febris agudas. Rubéola. Eritema infecciosos (parvovírus B19). Exantema súbito (roséola infantum). Dengue. Enteroviroses (coxsackioses e echoviroses) e ricketioses. 23
  24. 24. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: Detecção de anticorpos IgM no sangue na fase aguda da doença, desde os primeiros dias até quatro semanas após o aparecimento do exantema. A classe IgG podem aparecer na fase aguda e são detectados durante muitos anos após a infecção. Técnicas de Diagnóstico Laboratorial: Ensaio imunoenzimático (EIE/Elisa) para dosagem de IGM e IgG; Inibição de hemaglutinação (HI) para dosagem de anticorpos totais; Imunofluorescência para dosagem de IgM e IgG; Neutralização em placas. No Brasil a rede de saúde pública para sarampo, utiliza a técnica de ELISA para a detecção de IgM e IgG. 24
  25. 25. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL – Continuação: NÚMERO DE AMOSTRAS: Caso suspeito colhida, sempre que possível, no primeiro atendimento ao paciente. Amostras oportunas (S1) as coletadas entre o 1º e o 28º dias do aparecimento do exantema. Mesmo que a coleta seja tardia (após o 28º dia) ainda assim deve ser enviada ao laboratório. Os resultados IgM positivo ou indeterminado, devem ser comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica estadual, para a realização da reinvestigação e coleta da segunda amostra de sangue. A realização desta segunda coleta (S2) é obrigatória e imprescindível para a classificação final desses casos e deverá ser realizada entre 2 a 3 semanas após a data da primeira coleta. 25
  26. 26. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL – Continuação: ISOLAMENTO VIRAL: O vírus do sarampo pode ser isolado da urina, das secreções nasofaríngeas, do sangue, do liquor cérebro-espinhal ou de tecidos do corpo. Este isolamento objetiva identificar o genoma do vírus circulante no país, o que permite diferenciar os casos autóctones dos casos importados e o vírus selvagem do vírus vacinal. Devem ser coletadas até o 5º dia a partir do início do exantema, preferencialmente nos 3 primeiros dias. Em casos esporádicos, para não se perder a oportunidade de colher amostra de urina para o isolamento viral, o período pode ser estendido em até 7 dias após a data de início do exantema. 26
  27. 27. TRATAMENTO: Não existe tratamento específico para a infecção por sarampo. O tratamento profilático com antibiótico é contraindicado. É recomendável a administração da vitamina A em crianças acometidas pela doença, afim de reduzir a ocorrência de casos graves e fatais. A OMS recomenda: Menores de seis meses de idade – 50 mil UI (unidades internacionais): Uma dose, em aerossol, no dia do diagnóstico; Outra dose no dia seguinte. Entre 6 e 12 meses de idade – 100 mil UI: Uma dose, em aerossol, no dia do diagnóstico; Outra dose no dia seguinte. Maiores de 12 meses de idade – 200 mil UI: Uma dose, em aerossol ou cápsula, no dia do diagnóstico; Outra dose no dia seguinte. 27
  28. 28. TRATAMENTO – Continuação: Casos não complicados, manter a hidratação, o suporte nutricional e diminuir a hipertermia. Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional que apresentavam antes da doença. Complicações como diarreia, pneumonia e otite média devem ser tratadas de acordo com normas e procedimentos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. 28
  29. 29. ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS: O sarampo é uma das principais causas de morbimortalidade entre menores de cinco anos, sobretudo os desnutridos e os que vivem nos países de menor desenvolvimento econômico. O comportamento endêmico-epidêmico do sarampo varia de um local para outro e depende basicamente da relação entre o grau de imunidade e a susceptibilidade da população, bem como da circulação do vírus na área. Nos locais onde as coberturas vacinais não são homogêneas e estão abaixo de 95%, a doença tende a comportar-se de forma endêmica, com a ocorrência de epidemias a cada dois ou três anos, aproximadamente. Na zona rural, a doença apresenta-se com intervalos cíclicos mais longos. O sarampo afeta igualmente ambos os sexos. Sua incidência, evolução clínica e letalidade são influenciadas pelas condições socioeconômicas e estado nutricional e imunitário do doente. 29
  30. 30. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA: OBJETIVOS: Erradicação do sarampo. Identificação e notificação imediata de todo e qualquer caso suspeito na população, para a adoção das medidas de prevenção e controle pertinentes, bem como monitorar as demais condições de risco. 30
  31. 31. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – Continuação: DEFINIÇÃO DE CASO: Suspeito: Todo paciente que, independente da idade e situação vacinal, apresentar febre e exantema maculopapular, acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse, coriza e conjuntivite. Confirmado: Todo caso suspeito comprovado como caso de sarampo a partir de, pelo menos, um dos critérios a seguir detalhados ex.: Laboratorial - resultado “reagente” ou “positivo para IgM”. Descartado: Todo paciente considerado como caso suspeito e que não foi comprovado como caso de sarampo, de acordo com os critérios assim definidos: Laboratorial - “não-reagente” ou “negativo para IgM”. 31
  32. 32. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – Continuação: Critérios para o descarte de casos suspeitos de sarampo associados temporalmente a eventos adversos à vacina: Sem coleta de amostra – A avaliação clínica indicou associação temporal entre a data do início dos sintomas e a data do recebimento da última dose da vacina com o componente contra o sarampo, que se enquadre nas especificações abaixo: Febre com temperatura que pode chegar a 39ºC ou mais, com início entre o 5º e 12º dias após a vacinação e duração média de um a dois dias, podendo chegar até cinco dias; Exantema – cerca de 5% das pessoas que recebem a vacina pela primeira vez poderão apresentar exantema com início no 7º ao 10º dia após a vacinação, que dura de dois a quatro dias; Cefaleia ocasional, irritabilidade, conjuntivite ou manifestações catarrais observadas entre o 5º e o 12º dia após a vacinação. Com coleta de amostra – IgM positivo associado temporalmente à vacina, cuja coleta de sangue ocorreu entre 8 a 56 dias após a vacinação. 32
  33. 33. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – Continuação: Classificação dos casos confirmados de sarampo, de acordo com a fonte de infecção: Caso importado – caso cuja exposição ocorreu fora do continente americano durante os 14 a 23 dias prévios ao surgimento do exantema. Caso relacionado com importação – infecção contraída localmente, que ocorre como parte de uma cadeia de transmissão originada por um caso importado. Caso com origem de infecção desconhecida – caso em que não foi possível estabelecer a origem da fonte de infecção. Caso índice – primeiro caso ocorrido entre os vários casos de natureza similar. Caso secundário – caso novo de sarampo surgido a partir do contato com o caso índice. Caso autóctone – caso novo ou contato de um caso secundário de sarampo, após a introdução do vírus no país. 33
  34. 34. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – Continuação: NOTIFICAÇÃO: A notificação do sarampo é obrigatória e imediata. Deve ser realizada por telefone à secretaria municipal de saúde, dentro das primeiras 24 horas a partir do atendimento do paciente. O caso deve ser notificado à secretaria estadual de saúde por telefone, fax ou e- mail, para acompanhamento junto ao município. Considerando a alta infectividade e contagiosidade da doença. 34
  35. 35. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – Continuação: PRIMEIRAS MEDIDAS A SEREM ADOTADAS: •Assistência médica ao paciente: Geralmente ocorre em unidades básicas de saúde. A hospitalização é necessária quando há infecção bacteriana (complicações) e em indivíduos imunocomprometidos, principalmente crianças desnutridas. •Proteção individual para evitar circulação viral: O isolamento domiciliar ou hospitalar consegue diminuir a intensidade da transmissão. Evitar a frequência às escolas ou creches pessoas susceptíveis, até 4 dias após o início do período exantemático, pois o período prodrômico da doença já apresenta elevada transmissibilidade do vírus e, em geral, não é possível isolar os doentes a não ser no período exantemático. Transmissão intra-hospitalar é muito alto, deve ser feita a vacinação seletiva de todos os pacientes e profissionais do setor de internação do caso suspeito de sarampo e, dependendo da situação, de todos os profissionais do hospital. 35
  36. 36. CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA: Anexo 1 36
  37. 37. CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA – Anexo 2 Na situação epidemiológica atual, em que não há circulação autóctone do vírus do sarampo no país e frente ao aumento da disseminação de vacinas contra a doença na população, espera-se que ocorram, com relativa frequência, “casos” que na verdade representam eventos adversos à vacina, bem como o aparecimento de resultados laboratoriais falso-positivos – o que significa que o diagnóstico etiológico e sua interpretação devem ser feitos de forma bastante criteriosa. 37
  38. 38. PROTEÇÃO DA POPULAÇÃO: A principal medida de controle do sarampo é a vacinação dos susceptíveis; Cada caso suspeito notificado a ação de bloqueio vacinal deve ser desencadeada imediatamente; A faixa etária prioritária para as ações de bloqueio vacinal é a de 6 meses a 39 anos; Devem ser organizadas ações de esclarecimento à população. 38
  39. 39. INVESTIGAÇÃO: A investigação do caso suspeito de sarampo deve ser realizada pela equipe municipal, objetivando de adotar medidas de controle frente a um ou mais casos, surtos e epidemias, e coleta dos dados que permitirão analisar a situação epidemiológica. 39
  40. 40. INSTRUMENTOS DISPONÍVEIS PARA O CONTROLE: Imunização: A vacina é a única forma de prevenir a ocorrência do sarampo. Vacinação na rotina: É a atividade realizada de forma contínua na rede de serviços de saúde, em todo o território nacional. Eventos adversos: Esta vacina é pouco reatogênica. Os mais observados são febre e cefaleia. As reações de hipersensibilidade são raras. 40
  41. 41. INSTRUMENTOS DISPONÍVEIS PARA O CONTROLE – Continuação: Estratégia de vacinação frente a ocorrência de casos suspeitos: Vacinação de bloqueio limitada aos contatos – diante de uma pessoa com sinais e sintomas do sarampo, deve ser realizado o bloqueio vacinal dirigido aos contatos do caso suspeito. A vacinação de bloqueio fundamenta-se no fato de que a vacina consegue imunizar o susceptível em prazo menor que o período de incubação da doença. Em função disso, a vacina deve ser administrada, de preferência, dentro de 72 horas após a exposição. Utilizar a vacina tríplice viral para a faixa etária de 6 meses a 39 anos, de forma seletiva. 41
  42. 42. INSTRUMENTOS DISPONÍVEIS PARA O CONTROLE – Continuação: Estratégia de vacinação frente a um caso confirmado ou surto: Operação limpeza – O objetivo desta estratégia é interromper a cadeia de transmissão do vírus do sarampo numa área geográfica determinada, através da busca exaustiva de todos os susceptíveis. 42
  43. 43. ESTRATÉGIAS COMPLEMENTARES DE PREVENÇÃO:  Vacinação indiscriminada em campanhas de seguimento – esta atividade é realizada periodicamente, em nível nacional, com o objetivo de alcançar crianças susceptíveis não vacinadas e revacinar as demais, principalmente as em idade pré-escolar.  Intensificação da vacinação extramuros – o principal objetivo é eliminar bolsões de susceptíveis, devendo ser realizada sempre que os índices de vacinação estiverem abaixo de 95%.  Campanhas de multivacinação – as campanhas de multivacinação, que acontecem duas vezes ao ano, são excelentes oportunidades para aumentar as coberturas vacinais.  Vacinação de grupos de risco – considera-se que um determinado percentual de adolescentes e adultos jovens permanece susceptível à doença, devido ao fato de não terem sido expostos nem à infecção natural e nem à vacinação.  Ações de educação em saúde - O melhor modo é desenvolver atividades de forma integrada com a área de educação. 43
  44. 44. FIM 44
  45. 45. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAREFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria deBRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de VigilânciaVigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias.Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias. Guia de Bolso. 5ª ed. rev. Brasília: Ministério daGuia de Bolso. 5ª ed. rev. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.Saúde, 2006. 45

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