Dialética

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Trabalho acadêmico, 2013.

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Dialética

  1. 1. Módulo: Origem e Evolução do Conhecimento.
  2. 2. DIALÉTICA: Etimologicamente, dialética vem do grego: Dia: dualidade; troca. Lektikós: palavra, razão, apto à palavra.
  3. 3. OUTRAS DEFINIÇÕES: Do grego dialégein: Arte do Diálogo e da Discussão. Arte de descobrir a verdade no diálogo. Processo gerado por oposições (tese x antítese) que temporariamente se resolve em uma unidade (síntese).
  4. 4. O QUE É DIALÉTICA?  Grécia Antiga  Dialética na acepção moderna  Aristóteles  Zenôn de Eléia  Sócrates
  5. 5. PRINCIPAIS PRECURSORES DA DIALÉTICA:
  6. 6. ZENÔN/ ZENÃO DE ELÉIA – APROX. 489 a.C.:  Discípulo mais conhecido de Parmênides.  Com Zenôn a dialética tornou-se um organon, o instrumento da razão par excellence, um método de pensamento, uma arte que consiste em confrontações de teses constituídas por intermédio de perguntas e respostas.
  7. 7. ARGUMENTOS DE ZENÔN CONTRA A PLURALIDADE: Zenão vai criticar o pluralismo levando-os às ultimas consequências e demonstrando logicamente os absurdos contidos nas teses sobre as quais se fundamentavam a defesa da multiplicidade e do movimento. Nesta passagem, coisas devem ser entendidas como conjuntos de unidades, ou seja, de corpúsculos.
  8. 8. PARMÊNIDES DE ELÉIA – 540 a.C. – 470 a.C.:  Opõe-se a dialética de Heráclito de Éfeso;  Primeiro filósofo a formular o princípio de identidade e de não-contradição, princípios supremos de todo o pensamento metafísico;  Valoriza o ser da razão (estático) e desvaloriza o ser dos sentidos (dinamismo);  O ser é, o não-ser não é.
  9. 9. HERÁCLITO DE ÉFESO:  Heráclito de Éfeso (séc. VI a.C)  Em Heráclito, a dialética encontra-se na estrutura contraditória da realidade; ou seja uma coisa se transforma na outra, está na outra;  Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio;  É a mesma coisa, ser vivo ou ser morto, jovem ou velho, desperto ou adormecido.
  10. 10. SÓCRATES:  Com Sócrates, (470-399 a.C) a dialética adquiriu uma função decisiva na elaboração do conhecimento.  Sócrates realiza um caminho que leva da ignorância ao saber.  Fase da ironia (interrogação): estabelece uma espécie de combate (demolição de preconceitos, falsas opiniões, arrogância do saber).  Nesta fase, Sócrates através de perguntas feitas com sabedoria e ciência, conduz o interlocutor ao reconhecimento de sua ignorância, possibilitando através da maiêutica (parto) o desenvolvimento de um processo construtivo que vai gerar o verdadeiro conhecimento.
  11. 11. PLATÃO – 428/427 a.C. – 348/347 a.C.: Foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. Para Platão o mundo é uma aparência (é o mundo dos prisioneiros da Caverna), é uma cópia ou sombra do mundo verdadeiro e real.
  12. 12. A DIALÉTICA PLATÔNICA:  É um procedimento intelectual e linguístico que parte de alguma coisa que deve ser separada ou dividida em dois ou duas partes contrárias ou opostas, de modo que se conheça sua contradição e se possa determinar qual dos contrários é verdadeiro e qual é falso.  A cada divisão surge um par de contrários, que devem ser separados e novamente divididos, até que se chegue a um termo indivisível, isto é, não formado por nenhuma oposição ou contradição e que será a ideia verdadeira ou a essência da coisa investigada.  Partindo de sensações, imagens, opiniões contraditórias sobre alguma coisa, a dialética vai separando os opostos em pares, mostrando que um dos termos é aparência e ilusão e o outro, verdadeiro ou essência.
  13. 13. ARISTÓTELES – 384 a.C. – 322 a.C.: Foi um filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia.
  14. 14. Aristóteles, no entanto, considerou a dialética inadequada ao pensamento; Considera desnecessário separar realidade e aparência em dois mundos diferentes; Em segundo lugar, Aristóteles considera que a dialética não é um procedimento seguro para o pensamento e a linguagem da Filosofia e da ciência;
  15. 15. Aristóteles criou a lógica propriamente dita, que ele chamava de analítica; Diferença entre a dialética platônica e a lógica (ou analítica) aristotélica;
  16. 16. GEORG WILHELM FRIEDRICH HEGEL – 1770 a 1831: A dialética como método encontra sua primeira formulação moderna com Georg Friedrich Hegel. Em sua obra Fenomenologia do Espírito ele apresenta o exemplo da flor e do fruto. Com esse exemplo, Hegel quer demonstrar um processo fundado na evolução ininterrupta da realidade, ou seja o caminho dialético percorrido pela realidade.
  17. 17. HEGEL AFIRMA: Em Lógica I, Hegel afirma:  O único meio de alcançar o processo científico é o conhecimento desta proposição lógica: o negativo está junto com o positivo, ou seja: aquilo que se contradiz não se resolve no zero, no nada absoluto, mas se resolve essencialmente só na negação do seu conteúdo particular (...)  Surge então um novo conceito, superior e mais rico que o precedente, pois contém em si aquele e ainda mais: é a unidade deste e de seu contrário.  O método dialético é uma visão da realidade – do homem, do mundo, da história - que ressalta o desenvolvimento através da luta.
  18. 18. KARL HEINRICH MARX – 1818 a 1883: Foi um intelectual e revolucionário alemão, fundador da doutrina comunista moderna, que atuou como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista.
  19. 19. LEIS GERAIS DA DIALÉTICA MARXISTA: 1) lei da passagem da quantidade à qualidade (e vice-versa):  A primeira lei se refere ao fato de que, ao mudarem, as coisas não mudam sempre no mesmo ritmo; o processo de transformação por meio do qual elas existem passa por períodos lentos (nos quais se sucedem pequenas alterações quantitativas) e por períodos de aceleração (que precipitam alterações qualitativas, isto é, "saltos", modificações radicais) 2) lei da interpenetração dos contrários:  A segunda lei é aquela que nos lembra que tudo tem a ver com tudo, não se pode compreender um fenômeno sem conhecer aqueles que estão a ele interligados, não se pode conhecer um fenômeno isoladamente 3)lei da negação da negação:  A terceira lei seria a síntese, o surgimento do novo, isto porque você nega aspectos negativos da tese e traz aspectos positivos da síntese.
  20. 20. CONCLUSÃO:  Uma das características essenciais da dialética é o espírito crítico e auto-crítico. Assim como examinam constantemente o mundo em que atuam, os dialéticos devem estar sempre dispostos a rever as interpretações em que se baseiam para atuar.  A dialética não dá "boa consciência" a ninguém. Sua função não é tornar determinadas pessoas plenamente satisfeitas com elas mesmas. O método dialético nos incita a revermos o passado à luz do que está acontecendo no presente; ele questiona o presente em nome do futuro, o que está sendo em nome do que "ainda não é" (Ernst Bloch). Um espírito agudamente dialético como o poeta Bertolt Brecht disse uma vez: "O que é, exatamente por ser tal como é, não vai ficar tal como está".  A dialética intranquiliza os comodistas, assusta os preconceituosos, perturba desagradavelmente os pragmáticos ou utilitários.  A dialética resistiu, prevaleceu e evoluiu a partir do renascimento, sendo atualmente um importante instrumento para os estudos científicos, a política e a evolução de ideias.
  21. 21. REFERÊNCIAS: ASSMANN, Selvino José. Filosofia. CAD/UFSC, Florianópolis, 2006. CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. Ed. Ática, São Paulo, 2000. GENEROSO, Ruy Alexandre. A Dialética de Hegel. Material Apostilado. Disponível em <http://ruyalexandre.zzl.org/arquivos/peddialetica.pdf>. Acesso em 24 mar 2012 às 20:15 horas. HAMLYN, David Walter. Uma história da Filosofia Ocidental. Ed. Jorge Zahar, 1990. KONDER, Leandro. O que é Dialética. Ed. Brasiliense, Brasília, 25ª edição, ano ?. Disponível em <http://araguaia2.ufmt.br/professor/disciplina_arquivo/16/20110814530.pdf >. Acesso em 15 mai 2013 às 19:52 horas.

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