Fonética x fonologia

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Fonética x fonologia

  1. 1. FONÉTICA X FONOLOGIA Raquel Santana Santos Paulo Chagas de Souza
  2. 2. Fonética • Trabalha com os sons propriamente ditos • Com sua produção, percepção, e com os aspectos físicos envolvidos em sua produção. • A fonologia, por sua vez, opera com a função e organização desses sons em sistemas. Assim sendo, discute, por exemplo, a produção de sons como o 's', o 'm' e o 'r'.
  3. 3. • Todavia, há a possibilidade que, em algumas sílabas, a formação da sílaba respeite a sequência desses sons no início de uma mesma sílaba (em serbo-croata, por exemplo, smrad 'fedor'), enquanto em outras línguas essa seqüência é evitada (em português, por exemplo, em que não há três sons consonantais seguidos em uma mesma sílaba.) Logo, a fonologia estuda tais diferenças combinatórias.
  4. 4. Aspectos segmentais e supra- segmentais • Os estudos fonológicos enfatizaram, inicialmente, o caráter segmental da fonologia, isto é, a sequência de sons discretos, segmentáveis, divisíveis, cujas propriedades são atribuídas a cada segmento. Acima desse nível segmental, há o nível supra-segmental que tem valores relativos, não absolutos. Exemplo: Ele comeu bolo?, há a seqüência de sons e-l-e ... • Cada um desses sons pode ser descrito: a produção da vogal e é realizada com a boca meio fechada, os lábios estendidos etc. Acima desse segmento, e, se estendendo por eles, estão a entonação e a acentuação.
  5. 5. Entonação e Acentuação • A entonação é estendida por toda a sentença e não por apenas um segmento; • a acentuação é a responsável pelo ritmo, alternando, dessa forma, sílabas fracas e sílabas fortes, ainda que não seja possível definir o que seja 'forte', por oposição ao 'fraco'. • Exemplo: cavaleiro, ca e lei são sílabas mais fortes por comparação com as sílabas va e ro. • A acentuação tem valores relativos (sua descrição depende da comparação entre sílabas, ao contrário dos segmentos, que têm valor absoluto, descrevem-se os segmentos sem levar em conta os segmentos seguintes.)
  6. 6. Fones • Os autores concentram-se, nesta unidade, no segmento. A unidade de análise, neste caso, é o som discreto e concreto. Como diretivo entende-se segmentável, divisível. Exemplo: a palavra 'pata', é possível distinguir a produção de quatro sons - p-a-t-a-. Por concreto, entende-se a realização concreta, material de um segmento, que pode ser medido fisicamente.
  7. 7. • Tais segmentos, denominados fones, são unidades constituintes da linguagem humana. Caracterizam-se por ser as mínimas unidades discretas constituintes do sistema linguístico e organizar-se linearmente nas diversas línguas. Os fones são formados por traços que se combinam. Nesse sentido, se por um lado, no nível dos fones são possíveis duas operações, ou seja, a segmentação e a substituição; por outro, no nível dos traços, apenas a substituição é possível.
  8. 8. Mecanismos de produção de segmentos consonantais e vocálicos • Segundo os autores, a primeira distinção que se faz dos sons produzidos e que podem ser utilizados nas línguas é entre consoantes e vogais. Dessa forma, do ponto de vista da articulação, a diferença entre consoantes e vogais é que enquanto para as consoantes o ar é obstruído de alguma maneira, para as vogais a passagem do ar é livre.
  9. 9. Consoantes • São classificadas pelo lugar ou ponto da obstrução do ar, pelo modo como o ar é obstruído e pela vibração das cordas vocais. • bilabial: os sons são produzidos pelo fechamento ou estreitamento do espaço entre os lábios. Exemplo: pata, bata, mata. • labiodental: os sons são produzidos pela obstrução parcial da corrente de ar entre o lábio inferior e os dentes superiores. Exemplo: faca, vaca.
  10. 10. • dental: os sons são produzidos com a ponta da língua contra a parte de trás dos dentes superiores ou com a ponta da língua entre os dentes. Exemplo: the ( do inglês). • alveolar: os sons consonantais são produzidos com a ponta ou a lâmina da língua contra a arcada alveolar. Exemplo: data, Lara.
  11. 11. • palato-alveolar: os sons são também conhecidos como pós-alveolares ou alvéolo-palatais, pois são produzidos com a lâmina da língua contra a parte anterior do palato duro, logo após os alvéolos. Exemplo: chave, jaca, e do dialeto carioca: tia, dia.
  12. 12. • retroflexa: os sons são produzidos pela ponta da língua levantada e voltada para trás, de modo que a parte de baixo da língua (sub-lâmina) fique voltada em direção ao palato duro. Exemplo: par em "caipira". • palatal: o som é produzido com o centro da língua contra o palato duro. Exemplo: calha, sanha.
  13. 13. • velar: o som é produzido pelo dorso da língua contra o véu palatino. Exemplo: cata, gata. • uvular: o som é produzido pelo dorso da língua contra o véu palatino e a úvula. Exemplo: orra (de orra, meu) produzido em algumas regiões paulistas.
  14. 14. • faringal: os sons são produzidos pela raiz da língua contra a grade posterior da faringe (assemelha-se ao som grave produzido ao limparmos a garganta). Tais sons não são tão comuns nas línguas. Um exemplo de língua que se utiliza dos sons faringais é o árabe. Exemplo: ewada 'oásis' e damaeman 'banho'. • glotal: os sons são produzidos pelas cordas vocais. Exemplo: o 'r' produzido pelo falante de Belo Horizonte para carro e rua.
  15. 15. Modos de articulação (8): • oclusivo: o som é produzido pelo fechamento completo dos articuladores na cavidade oral de modo que o ar não possa escapar. O véu palatino também se encontra levantado, de modo que o ar não pode escapar pela cavidade nasal. Quando os articuladores se abrem, a corrente de ar sai com o numa explosão. Exemplo: cata, gaba. • nasal: nos sons nasais, os articuladores da cavidade oral estão fechados, impedindo a passagem de ar. Todavia, o véu palatino está abaixado, permitindo, dessa forma, que o ar escape pela cavidade nasal. Exemplo: manhã, Ana.

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