10/03/2012

Confiabilidade de Processos e
a Gestão de Riscos Ambientais

2004

Análise e Gestão de Custos
Ambientais
Engº ...
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Conceitos de Riscos
Risco não é somente o que está para acontecer ou
o que temos receio de que aconteça:
Hoje ...
10/03/2012

Custos versus Riscos
Quando o risco se materializa tem-se o
dano. Quase sempre o dano está
associado a uma per...
10/03/2012

Estudos de Confiabilidade
As construções existentes no “caminho” das ondas
de explosão eram classificadas conf...
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Risco

Risco
O risco aqui representado é o do tombamento
de uma carreta, contendo um produto perigoso.
O tomba...
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Causa do acidente
Bophal, na Índia

Em dezembro de 1984, vazou uma nuvem de
isocianato de metila da fábrica de...
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Acidentes causados pela poluição atmosférica
Força do vento

Empuxo

Queda da Pluma
Ação da gravidade

Distânc...
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Risco

Risco
Rompimento do casco de um petroleiro. Neste
caso, generalizando, se não ocorreu colisão com
objet...
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Riscos Especulativos
Nos riscos especulativos há possibilidade, além da
perda ou da não perda, do ganho. O com...
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Riscos Acidentais
Os riscos acidentais podem ser
previsíveis, já que em todas as atividades
há uma possibilida...
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Risco

Riscos Aleatórios

Riscos Aleatórios

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Riscos Aleatórios
Durante décadas os riscos aleatórios eram
imprevisíveis, já que não eram do conhecimento
hum...
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Riscos Estáticos
Riscos nos quais a efetivação do evento pode ou deve
pressupor uma perda ou uma redução do pa...
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Acidente Industrial

Acidente com plataforma

Acidentes Industriais
Os acidentes industriais, da mesma maneira...
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Elementos pesquisados no Gerenciamento de
Riscos

Riscos que têm maior probabilidade
de ocorrência;
Freqüência...
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Vazamento de óleo combustível por duto - Campinas (1990).

Acidentes ambientais por dutos, registrados
pela CE...
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Acidentes industriais (83/03)

Acidentes industriais
A relação dos acidentes industriais é conhecida, em
funçã...
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Gestão de Riscos

Gerenciamento de Riscos Industriais

Efeitos do stress no ecossistema

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Acidentes maiores envolvendo substâncias químicas
16/4/47, Cidade do Texas, EUA: barco; explosão; 552
mortos e...
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Acidentes ambientais - Gerenciamento
Prevenção

Intervenção

Identificação de perigos

Avaliação do acidente

...
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Gerenciamento de acidentes ambientais
Comunidade
Meio
ambiente

Indústria
Defesa
Civil
Polícia

Saúde
Bombeiro...
10/03/2012

Nível de risco / necessidade de controle
TRIVIAL
Não é requerida nenhuma ação e não é
necessário conservar reg...
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Materialização das perdas
Para que se possa quantificar ou materializar as
perdas, causadas pelos danos, torna...
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Entendendo as questões
Muitas empresas despertaram para a questão ambiental
somente após a ocorrência de desas...
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Dano
O Dano pode significar a eliminação ou a
redução da capacidade de produção de
um equipamento ou sistema. ...
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Calculando os Custos
Perda de Paralisação
Custos de Pessoal
Multas
Perda de Imagem
Danos a terceiros
Perda de ...
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Ferramentas de Análise de Riscos
As ferramentas de Análise de Riscos
foram criadas com o objetivo de
subsidiar...
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Freqüência X Severidade
O produto da freqüência pela severidade
indica o Risco calculado ou assumido.
FXS=R
De...
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Ferramentas para a Análise de Riscos
Análise de Árvore de Falha (AAF);
Análise Preliminar de Riscos (APR);
Aná...
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Série de Riscos

Exercícios

Série de Eventos
Um prédio de armazenamento de materiais
encontra-se sujeito a um...
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Check List
Trata-se de um método de caráter geral,
com abordagens qualitativas, que se
propõe a diagnosticar s...
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Técnica de Incidentes Críticos (TIC)
Técnica operacional, qualitativa, que busca
obter informações relevantes ...
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Classificação da Técnica de Incidentes Críticos
Incidentes = quase acidentes
A metodologia emprega, principalm...
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Classificação da Técnica de Incidentes Críticos

Exercícios

Técnica de Entrevistas
A Técnica de Entrevistas a...
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What If
Trata-se de um método qualitativo, ou
seja, um método que permite se chegar ao
tipo e ao tamanho de ri...
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Análise de Árvore de Falha
Processo de avaliação no qual é
determinado um evento principal,
indesejado. A part...
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Análise Preliminar de Riscos - APR
A APR é uma ferramenta de análise de riscos que
emprega a associação de con...
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Definições básicas - Efeitos
Os efeitos são as conseqüências dos acidentes
indesejáveis. Assim, podem ser cons...
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Definições básicas - Severidade
Severidade ou gravidade
do acidente é a extensão
da perda sofrida. Quase
sempr...
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Etapas básicas de uma APR
Rever problemas conhecidos
Revisar a missão
Determinar os riscos principais
Determin...
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Etapas básicas de uma APR
Riscos principais:
Informar quais serão os riscos principais
com potencial para caus...
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Etapas básicas de uma APR
Métodos de restrição de danos:
Devem ser considerados os métodos
possíveis mais espe...
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Classificação de Riscos de APR
Crítica (Classe III)
Ocorrência que afeta substancialmente o meio
ambiente, o p...
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AMFE
Método de análise que gera resultados
qualitativos e quantitativos, ou seja,
identifica o risco ao mesmo ...
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AMFE – Classes de Gravidade
Classe I: Falha resultando em
excessiva manutenção do sistema;
Classe II: Falha re...
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Confiabilidade e gerenciamento de Riscos
O gerenciamento de riscos é uma técnica de identificação, ou melhor,
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Confiabilidade de processos e a gestão de riscos ambientais

  1. 1. 10/03/2012 Confiabilidade de Processos e a Gestão de Riscos Ambientais 2004 Análise e Gestão de Custos Ambientais Engº Antonio Fernando Navarro, M.Sc. Engenheiro Civil Especialista em Gerenciamento de Riscos navarro@vm.uff.br; afnavarro@terra.com.br Conceito de Riscos “Riscos são todos os insucessos ocorridos em uma determinada fase ou época e não de todo esperados”. “Riscos ambientais são todos aqueles que têm potencial de causar danos ao Meio Ambiente”. 1
  2. 2. 10/03/2012 Conceitos de Riscos Risco não é somente o que está para acontecer ou o que temos receio de que aconteça: Hoje teremos o risco de um temporal; Levem os seus casacos; Não cheguem tarde da noite; Há risco de vocês serem assaltados, portanto, não cheguem tarde; Não andem por ruas escuras; Se vocês não estudarem correrão o risco de não tirar boas notas; Não tente consertar o chuveiro para não ter o risco de levar um choque. Onde se encontram Riscos Os riscos podem vir a ser encontrados em várias atividades, como: procedimentos cirúrgicos; operações financeiras; construções civis; montagens industriais; implantação de empreendimentos, etc. Qualificação e Quantificação de Riscos Qualificação - identificação do tipo de risco (trata-se de um risco de incêndio, de um risco de explosão, de um risco de danos elétricos, etc.). Quantificação - determinação do valor da perda, expressa em percentual do valor dos bens ou em valores absolutos, ou do tamanho do prejuízo a se verificar no futuro (P.Ex. o risco, se ocorrer, poderá gerar uma perda que irá afetar 48% do patrimônio da indústria). 2
  3. 3. 10/03/2012 Custos versus Riscos Quando o risco se materializa tem-se o dano. Quase sempre o dano está associado a uma perda material, humana, patrimonial ou de responsabilidades. Todavia ... Estudos de Confiabilidade Os estudos de confiabilidade, hoje traduzidos pela aplicação de softwares específicos possibilitam que se tenha, de antemão, uma idéia do que pode ocorrer se houver um acidente ambiental. Há mais de 25 anos já se empregava softwares, simplificados, que avaliavam o grau de perdas materiais causadas por eventos envolvendo explosão. Estudos de Confiabilidade As análises até então, restringiam-se a se equiparar as perdas sofridas, com o rompimento de um vaso de pressão de um processo, ao equivalente a uma detonação de uma carga de TNT. A partir daí, simulava-se o impacto expansivo horizontal da explosão sobre as edificações, plotadas em um desenho, e definidas previamente de acordo com suas características. Durante anos, o Extool foi uma das ferramentas mais utilizadas no mercado de seguros para a avaliação das perdas máximas admíssíveis. 3
  4. 4. 10/03/2012 Estudos de Confiabilidade As construções existentes no “caminho” das ondas de explosão eram classificadas conforme sua resistência estrutural. Ao final, o software apresentava os círculos de perdas, onde os limites extremos eram a quebra de vidros das janelas, ou seja, os impactos de menor importância. A partir daí eram tomadas as medidas de prevenção necessárias, quase sempre de reposicionamento dos equipamentos ou do reforço das estruturas, com o objetivo de redução das perdas. Estudos de Confiabilidade Entende-se o Grau de Confiabilidade como o inverso do Grau de probabilidade de Falha. Assim, quanto maior é o grau de confiabilidade menor é o grau de falha. Um sistema altamente confiável apresenta um baixo nível de falha. Nas questões envolvendo o meio ambiente tem-se situações onde os problemas decorrem de ações humanas e outros de ações naturais. As ações humanas não são tão simples assim de serem analisadas, já que podem estar associadas a inúmeras variáveis. Estudos de Confiabilidade As ações naturais também são associadas a inúmeras variáveis. Em ambos os casos, de ações humanas e de ações naturais costuma-se praticar regras de regressões lineares, objetivando-se reduzir os graus de liberdade assumidas pelas funções. Nesta apresentação vamos nos ater aos acidentes ambientais de forma genérica. 4
  5. 5. 10/03/2012 Risco Risco O risco aqui representado é o do tombamento de uma carreta, contendo um produto perigoso. O tombamento pode ter sido provocado por falha do veículo ou pelo operador. Em ambos os casos o produto transportado pode vazar para um córrego e causar acidentes ambientais. Alguns desses acidentes são controláveis e outros não, dependendo das características e locais de vazamentos. Acidente ambiental - Bhopal, Índia 5
  6. 6. 10/03/2012 Causa do acidente Bophal, na Índia Em dezembro de 1984, vazou uma nuvem de isocianato de metila da fábrica de defensivos agrícolas da Union Carbide, causando pelo menos 3.800 mortes, além de centenas de incapacitados e gerando complicações diplomáticas entre a Índia e os Estados Unidos. Até hoje os reflexos genéticos de Bophal são sentidos entre os atingidos e seus descendentes. Este evento gerou nos Estados Unidos o surgimento ou recrudecimento de várias leis ambientais, favorecendo inclusive no fortalecimento da FDA (Food and Drug Administration) e da EPA (Environment Protection Agency), além da criação do Superfund (Fundo Federal para Acidentes Ambientais). Acidentes causados pela poluição atmosférica Acidentes causados pela poluição atmosférica Os acidentes causados pela poluição atmosférica são imprevisíveis, já que dependem da altura das chaminés em que são lançados, do volume vazado, das forças dos ventos, do relevo e topografia da região, entre outros aspectos, incluindo aqui o gradiente de temperatura entre o solo e a atmosfera. EM processos simplificados pode-se aplicar modelos de dispersão de plumas e verificar o tempo em que essas demoram a atingir o solo e a distância em que isso ocorre, tomandose por base a fonte do vazamento. 6
  7. 7. 10/03/2012 Acidentes causados pela poluição atmosférica Força do vento Empuxo Queda da Pluma Ação da gravidade Distância atingida Acidente na cidade do México Um exemplo, fora da área química, porém igualmente catastrófico, ocorreu em um subúrbio da cidade do México, San Juanico (1984), quando vazou GLP de um tanque de uma empresa distribuidora. Uma enorme nuvem de gás não confinada de GLP (mais pesado do que o ar) foi se formando ao rés do chão até que se inflamou e em um efeito reverso atingiu as fontes de vazamento, gerando uma série de grandes explosões. Cilindros de GLP voaram como se fossem foguetes balísticos. Houve uma destruição tremenda atingindo toda a comunidade vizinha da empresa. As chamas foram tão intensas que os pilotos de um avião comercial que sobrevoava o local naquele momento acharam que o céu tinha se incendiado. Estatísticas de Acidentes Ambientais Informações sobre grandes acidentes ambientais ocorridos no mundo foram determinantes para a formação de uma opinião pública sensível à questão ambiental. Até 1.986 ocorreram 2.500 acidentes industriais no mundo (Major Hazard Incident Data Service), mais da metade (1.419) em apenas cinco anos (1981 a 1986). Grandes acidentes ambientais, que envolveram maior número de mortes e milhões de dólares de indenização, num total de 233 acidentes, ocorreram no período de 1970 a 1989. A divulgação em escala mundial desses fatos contribuiu para sensibilizar a opinião pública e para fortalecer os movimentos ambientalistas, que se multiplicaram nesse período, além de gerar um conjunto de leis ambientais e de órgãos de controle que não existiam antes de 1970. 7
  8. 8. 10/03/2012 Risco Risco Rompimento do casco de um petroleiro. Neste caso, generalizando, se não ocorreu colisão com objeto fixo, a causa pode estar relacionada a explosão produzida por equipamento interno. Explosão é um fenômeno bem simples de ser explicado. É o aumento súbito do volume interno de um recipiente, sem que esse esteja preparado para tal reação. Neste caso, há o vazamento do óleo e o afundamento da embarcação. Uma gota de óleo contamina uma superfície de um metro quadrado de superfície de mar. Riscos Puros Os riscos puros são aqueles onde há somente duas possibilidades: perder ou não perder. Não existe a chance de nada acontecer, ou seja, quase que o risco materializou-se. 8
  9. 9. 10/03/2012 Riscos Especulativos Nos riscos especulativos há possibilidade, além da perda ou da não perda, do ganho. O componente adicional desse enquadramento é o do ganho, que até então não era abordado. Em um jogo, qualquer que seja ele, pode-se perder, pode-se ganhar e pode-se não perder se não houver a participação do jogador. Em estudos de confiabilidade não se trata das questões de riscos especulativos, pois que as variáveis a que estão expostos são enormes e, muitas vezes, dependentes dos envolvidos (seres humanos). Riscos Voluntários Riscos voluntários são todos aqueles incorridos conscientemente pela empresa ou por seus funcionários. A morte de soldados durante uma guerra travada entre dois países é um risco voluntário do país invasor. A navegação em um mar revolto é um risco voluntário do comandante da embarcação. Atravessar a pé uma grande avenida com o sinal de pedestres fechado é um risco voluntário do próprio pedestre. Riscos Acidentais Riscos acidentais são aqueles sem que tenha havido contribuição voluntária para tal. O desabamento de um prédio, o alagamento de um pátio de estocagem, os riscos a que estão sujeitos os construtores são também riscos acidentais. Os riscos acidentais podem ser enquadrados dentro das características daqueles decorrentes das atividades normais de uma empresa, gerados acidentalmente. Da mesma forma como nos riscos voluntários, os riscos acidentais também são riscos puros. 9
  10. 10. 10/03/2012 Riscos Acidentais Os riscos acidentais podem ser previsíveis, já que em todas as atividades há uma possibilidade de acidente. O levantamento dessas possibilidades depende das atividades, ambiente onde essas se desenvolvem, equipamentos empregados, enfim, tudo aquilo que se utiliza para que um fim seja atingido. Risco Riscos Aleatórios Riscos aleatórios são os eventos ocorridos sem a participação humana: terremotos, maremotos, vendavais, furacões, enchentes, inundações. São considerados os eventos de causa externa, também conhecidos como riscos da natureza. A aleatoriedade dos riscos indica que não podem ser previstos. Podem ocorrer a qualquer momento. 10
  11. 11. 10/03/2012 Risco Riscos Aleatórios Riscos Aleatórios 11
  12. 12. 10/03/2012 Riscos Aleatórios Durante décadas os riscos aleatórios eram imprevisíveis, já que não eram do conhecimento humano, mas faziam parte de um conjunto de riscos naturais. A partir desse conhecimento o Homem passou a determiná-los com uma pequena margem de incerteza. Os fenômenos vulcânicos, por exemplo, são previsíveis quanto ao tempo, porém ainda imprevisíveis quando à capacidade destrutiva. Riscos Dinâmicos São os derivados da atividade financeira especulativa. O risco do sucesso de um lançamento imobiliário é um risco dinâmico, da mesma forma que o lançamento de um novo produto no mercado consumidor. Riscos Dinâmicos Normalmente não são riscos sujeitos a processos de Gestão de Riscos. Os fatores que impedem a avaliação mais criteriosa são: dependência de fatores externos ao processo (p.ex. conjunturas econômicas); execução inadequada do projeto ou da execução desse por não se ter levado em consideração parâmetros importantes. 12
  13. 13. 10/03/2012 Riscos Estáticos Riscos nos quais a efetivação do evento pode ou deve pressupor uma perda ou uma redução do patrimônio humano ou material da empresa. Um incêndio ou um alagamento são riscos estáticos. A determinação da magnitude ou da gravidade dos riscos estáticos deve ser feita partindo-se dos seguintes dados: aleatoriedade das ocorrências de perdas; freqüência das ocorrências; valores médios das perdas; valores acumulados de perdas previsíveis e esperadas; perda máxima possível, e outros dados estatísticos. Acidente Industrial Acidente Industrial 13
  14. 14. 10/03/2012 Acidente Industrial Acidente com plataforma Acidentes Industriais Os acidentes industriais, da mesma maneira que no exemplo do acidente com uma plataforma dependem de análises muitas vezes complexas. Parte-se, quase sempre, de uma causa principal. A partir daí, elencamse as causas associadas ou contribuintes, formandose as árvores de falhas. Através da álgebra Booleana consegue-se identificar os percentuais de falhas ocorridas, com base em um bando de dados e, a partir daí, traçam-se os caminhos críticos. Com pequena margem de incerteza pode-se ter a causa raiz das ocorrências. 14
  15. 15. 10/03/2012 Elementos pesquisados no Gerenciamento de Riscos Riscos que têm maior probabilidade de ocorrência; Freqüência de ocorrência dos riscos; Causas e conseqüências das ocorrências; Perdas usualmente verificadas; Processos de prevenção existentes que venham a inibir as ocorrências. Acidente Ambiental Evento inesperado e indesejável que afeta, diretamente ou indiretamente, a saúde e a segurança da população, ou que causa impactos agudos ao meio ambiente. Conseqüências dos acidentes ambientais Perda de vidas humanas; Impactos ambientais; Danos à saúde humana; Prejuízos econômicos; Efeitos psicológicos na população; Comprometimento d imagem da indústria e do governo. 15
  16. 16. 10/03/2012 Vazamento de óleo combustível por duto - Campinas (1990). Acidentes ambientais por dutos, registrados pela CETESB – 1980/2002 Acidentes ambientais por duto, de acordo com tipo de produto transportado (1980 a 2002) 16
  17. 17. 10/03/2012 Acidentes industriais (83/03) Acidentes industriais A relação dos acidentes industriais é conhecida, em função das perdas reclamadas. O mercado segurador possui essas informações. Entretanto, o mesmo mercado não identifica a causa raíz e muito menos a ou as causas básicas. Assim, as taxas são quantitativas e não qualitativas, já que as empresas mais seguras e melhor preparadas terminam por pagar as mesmas taxas do que as empresas não tão preparadas assim. Desta maneira, percebe-se que a aplicação dos conceitos de confiabilidade seriam muito úteis para que se obtivessem as taxas mais indicadas. Acidente Químico Acontecimento ou situação perigosa que resulta na liberação de uma substância ou substâncias perigosas para a saúde humana e/ou ao meio ambiente, a curto ou grande prazo. 17
  18. 18. 10/03/2012 Gestão de Riscos Gerenciamento de Riscos Industriais Efeitos do stress no ecossistema 18
  19. 19. 10/03/2012 Acidentes maiores envolvendo substâncias químicas 16/4/47, Cidade do Texas, EUA: barco; explosão; 552 mortos e 3000 feridos. 4/1/66, Feyzin, Francia: armazenagem; explosão; 18 mortos e 81 feridos. 21/9/72, Rio de Janeiro, Brasil: explosão/fogo; 37 mortos y 53 feridos. 1/6/74, Flixborough, UK: industria; explosão/fogo; 28 mortos y 104 feridos. 10/7/76, Seveso, Itália: industria; liberação tóxica; contaminação da região. 9/1/78, São Sebastião, Brasil: barco; derrame de 6000 ton de cru. Acidentes maiores envolvendo substâncias químicas 11/7/78, San Carlos, Espanha: caminhão; explosão; 216 mortos e 200 feridos. 25/2/84, Cubatão, Brasil: ducto; fogo; 93 mortos e 500 evacuados. 19/11/84, Cidade do México: armazenamento; explosão / fogo; 650 mortos e 6400 feridos. 3/12/84, Bhopal, Índia: industria; emissão tóxica; 4000 mortos e 200.000 intoxicados. 24/3/89, Alasca, EUA: barco; derrame de 40.000 ton de cru; 100.000 pássaros mortos. Diretrizes Internacionais Diretriz de Seveso, CEE; CAER - Community Awareness and Emergency Response, CMA, USA; The Emergency Planning and Community Right-toknow, EPA, USA; APELL - Awareness and Preparedness for Emergency at Local Level, UNEP; Responsible Care, ICCA; Convención 174, OIL. 19
  20. 20. 10/03/2012 Acidentes ambientais - Gerenciamento Prevenção Intervenção Identificação de perigos Avaliação do acidente Avaliação dos riscos Comunicação Redução dos riscos Mobilização Plano de emergência Resposta Treinamento Recuperação Gerenciamento dos riscos Acidente Redução das freqüências Redução das conseqüências Prevenção Proteção Gerenciamento dos riscos Acidentes ambientais Infra-estrutura Recursos humanos: - peritos; - Treinamento. Recursos materiais: - comunicação; - equipamentos de proteção; - equipos de combate a liberações. Manutenção do sistema. 20
  21. 21. 10/03/2012 Gerenciamento de acidentes ambientais Comunidade Meio ambiente Indústria Defesa Civil Polícia Saúde Bombeiros Principais causas dos acidentes Desastre 21
  22. 22. 10/03/2012 Nível de risco / necessidade de controle TRIVIAL Não é requerida nenhuma ação e não é necessário conservar registros documentados TOLERÁVEL Não são requeridos controles adicionais. Devem ser feitas considerações sobre uma solução de custo mais eficaz ou melhorias que não imponham uma carga de custos adicionais. É requerido monitoramento para assegurar que os controles são mantidos Nível de risco / necessidade de controle MODERADO Devem ser feitos esforços para reduzir o risco. Os custos de prevenção devem ser cuidadosamente medidos e limitados. As medidas para a redução do risco devem ser implementadas dentro de um período definido. Quando o risco moderado está associado a conseqüências altamente prejudiciais, pode ser necessária uma avaliação adicional para estabelecer mais precisamente a probabilidade do dano, como base para determinar a necessidade de melhores medidas de controle. Nível de risco / necessidade de controle SUBSTANCIAL O trabalho não deve ser iniciado até que o risco tenha sido reduzido. Recursos consideráveis podem ter que ser alocados para reduzir o risco. Se o risco envolve trabalho em desenvolvimento, deve ser tomada uma ação urgente INTOLERÁVEL O trabalho não deve ser iniciado ou continuado até que o risco tenha sido reduzido. Se não é possível reduzir o risco, mesmo com recursos ilimitados, o trabalho tem que permanecer proibido. 22
  23. 23. 10/03/2012 Materialização das perdas Para que se possa quantificar ou materializar as perdas, causadas pelos danos, torna-se necessário saber como apurá-las. Atitudes pró-ativas recomendam que o mais importante, quando se trata do risco ambiental, é se trabalhar preventivamente à ocorrência dos acidentes. Para uma eficiente gestão de custos torna-se necessário conhecer os riscos envolvidos. Uma das maneiras é através do emprego de “ferramentas” de análise. Conceito de Risco Gestão de Risco 23
  24. 24. 10/03/2012 Entendendo as questões Muitas empresas despertaram para a questão ambiental somente após a ocorrência de desastres ecológicos que deixam marcas profundas em sua imagem, algumas definitivas e irreparáveis. Corrigir os danos causados ao meio ambiente custa muito mais caro do que evitá-los, quando se põe em prática um plano eficiente para gerenciamento dos riscos inerentes ao negócio. Não basta, entretanto, fazer uma Análise de Riscos, ferramenta de trabalho muito difundida, mas que apenas alerta para as condições que podem afetar as instalações e os negócios da empresa. Treinar Brigadas de Incêndio também não é suficiente, pois o verdadeiro objetivo a alcançar é evitar que os acidentes aconteçam, implantando um eficaz Programa de Gerenciamento de Riscos. Custos, não tão visíveis assim... Perda ou Dano 24
  25. 25. 10/03/2012 Dano O Dano pode significar a eliminação ou a redução da capacidade de produção de um equipamento ou sistema. Um Dano ambiental é a inutilização de uma área devido a um acidente, podendo essa ser reversível ou não. Se reversível quase sempre encontram-se associadas despesas de recuperação da área degradada pelo sinistro. Perda A Perda, a exemplo do Dano, é decorrente de um evento – sinistro – que afeta uma área ou região. Difere do Dano por ser mais relacionada a despesas financeiras ou decorrentes da falta de obtenção de um lucro esperado. Um vazamento de óleo pode causar um Dano Ambiental e, em decorrência disso os pescadores terão uma perda financeira, pois não terão o pescado para os sustentar durante certo tempo. Custos da prevenção de Perdas 25
  26. 26. 10/03/2012 Calculando os Custos Perda de Paralisação Custos de Pessoal Multas Perda de Imagem Danos a terceiros Perda de Clientes Danos Materiais Danos de Responsabilidade Civil Calculando-se os Custos Pode-se calcular os custos de um acidente ambiental? Pode-se calcular o valor de uma multa ambiental? Pode-se calcular o valor de uma reclamação de terceiros? Pode-se calcular o valor da perda de imagem junto aos clientes? Causas das Perdas 26
  27. 27. 10/03/2012 Ferramentas de Análise de Riscos As ferramentas de Análise de Riscos foram criadas com o objetivo de subsidiar a tomada de decisões acerca do levantamento da freqüência, e gravidade ou severidade dos riscos, a fim de evitar o seu impacto negativo sobre pessoas, equipamentos, instalações ou processos. Severidade dos Riscos A Severidade, também chamada de Gravidade, indica o quanto existe de exposição ao Risco. A severidade é normalmente expressa em percentual do bem, sistema ou dispositivo perdido ou danificado com o evento ocorrido. “O alagamento conduziu a uma perda de 70% da lavoura de trigo” “A queda do raio provocou um incêndio de grandes proporções no parque”. Freqüência dos Riscos A freqüência indica a periodicidade com que o risco pode se manifestar. “A onda centenária atinge altura de 6 metros”. “As estatísticas demonstram que há uma morte para cada 1.000.000 de pessoas, devido a queda de raios”. 27
  28. 28. 10/03/2012 Freqüência X Severidade O produto da freqüência pela severidade indica o Risco calculado ou assumido. FXS=R De posse do Risco, materializando-o temos como saber os custos envolvidos. Quantificação de Riscos Uma das maneiras de se quantificar um risco é através do emprego de “ferramentas” ou processos de mensuração. Muitas dessas informam apenas o tipo de risco. Outras informam o “tamanho” dos riscos. Finalmente existem aquelas que qualificam e quantificam os riscos. A associação da qualificação com a quantificação nos dá a idéia do tamanho do risco. Ferramentas para a Análise de Riscos •Série de Riscos (SR); •Série de Eventos (SE); •Check List (CL); •Técnica de Incidentes Críticos (TIC); •Técnica de Entrevistas (TE); •What If, 28
  29. 29. 10/03/2012 Ferramentas para a Análise de Riscos Análise de Árvore de Falha (AAF); Análise Preliminar de Riscos (APR); Análise dos Modos de Falha e Efeitos (AMFE ou FMEA); Análise dos Modos de Falha e Efeitos com Criticalidade (AMFEC ou FMECA); Análise de Procedimentos (AP); Análise dos Riscos de Operação (HAZOP). Série de Riscos A SR é uma técnica de identificação de riscos que leva em consideração, a partir de um risco inicial, todos os demais riscos associados que conduzem ao possível dano ou perda. Série de Riscos Tanque de alta pressão (aço carbono) + umidade = corrosão perda de material ► explosão danos ambientais risco inicial: umidade risco principal: ruptura do tanque risco contribuinte: corrosão Risco conseqüente: danos ambientais 29
  30. 30. 10/03/2012 Série de Riscos Exercícios Série de Eventos Um prédio de armazenamento de materiais encontra-se sujeito a um incêndio. No interior do prédio há um tanque de alta pressão. O incêndio pode causar explosão. Essa pode causar desabamento do prédio e, finalmente, esse pode estar associado a outro tipo de evento. risco principal ou fundamental: explosão risco inicial: incêndio risco contribuinte: desabamento Série de Eventos Exercícios 30
  31. 31. 10/03/2012 Check List Trata-se de um método de caráter geral, com abordagens qualitativas, que se propõe a diagnosticar situações de riscos a partir de determinado cenário, avaliado por intermédio de perguntas previamente estabelecidas. Check List Check List é um método é de caráter geral, com abordagens qualitativas, ou seja, diagnostica situações de riscos a partir de um certo cenário, avaliado por intermédio de perguntas previamente estabelecidas Check List Exercícios 31
  32. 32. 10/03/2012 Técnica de Incidentes Críticos (TIC) Técnica operacional, qualitativa, que busca obter informações relevantes de incidentes ocorridos, relatadas por testemunhas. Com base em bancos de dados específicos correlacionam-se os incidentes com as freqüências, montando-se uma pirâmide de ocorrências, utilizadas nas avaliações dos riscos. Um dos bancos de dados mais empregados é o WOAD Worldwide Offshore Accident Databank. Pirâmide de Frank Bird “Desastre Ambiental” – Impacto externo Impacto Ambiental contido na Unidade, Vazamento controlado Pequeno Vazamento ou Emissão Incidentes com Potencial de Contaminação Ambiental Desvios AÇÕES SISTÊMICAS Análise da Pirâmide Uma análise primeira da Pirâmide possibilita reconhecer que antes que um acidente ambiental tenha ocorrido muitos desvios podem ter sido cometidos. Muitos incidentes com potencial de contaminação podem ter sido mascarados. Muitos pequenos vazamentos podem ter sido ignorados. 32
  33. 33. 10/03/2012 Classificação da Técnica de Incidentes Críticos Incidentes = quase acidentes A metodologia emprega, principalmente, entrevistas com os operadores dos sistemas, somando-se a isso bancos de dados, com os incidentes relacionados por tipo de ocorrência. Para a classificação tem-se: Classe I: Aqueles que provocam alterações no planejamento ou na produção. Classe II: Aqueles que provocam atrasos no planejamento ou na produção; Classe III: Aqueles que provocam ficam contidos no interior da unidade; Classe IV: Aqueles que afetam o Meio Ambiente. Classificação da Técnica de Incidentes Críticos Que tipo de acidente pode ocorrer com este equipamento? Como? Em que circunstâncias? Qual foi o resultado? Como foi controlado? Houve uma extensão dos danos a outros ambientes? Quanto tempo durou a paralisação? A recuperação das áreas foi imediata? Classificação da Técnica de Incidentes Críticos Já ocorreu algum tipo de vazamento? De que ordem? Quanto tempo a unidade ficou parada? Houve parada de produção? Quantos acidentes ocorreram? Em que época? Com que freqüência? Quais foram os tipos de vazamentos verificados e de que ordem? Quantas horas a unidade ficou parada? Qual ou quais foram as razões dessas paralisações? Como se deu o reinicio das operações? Quais foram as medidas tomadas durante a paralisação e após o reinicio das atividades? 33
  34. 34. 10/03/2012 Classificação da Técnica de Incidentes Críticos Exercícios Técnica de Entrevistas A Técnica de Entrevistas assemelha-se à TIC, diferenciando-se apenas no aspecto da abordagem. Por intermédio de entrevistas com os operadores dos equipamentos avaliam-se os riscos existentes, projetando-os como se fossem incidentes ou quase acidentes. What ... If Essa ferramenta, bastante singular, é desenvolvida com o suporte do operador ou responsável pelo equipamento, utilizando a técnica do questionamento: E ... Se? Através das respostas monta-se um quadro com os principais perigos e os desvios de operação que o conduzem. Tanto o operador tem que ter grande experiência quanto o avaliador. 34
  35. 35. 10/03/2012 What If Trata-se de um método qualitativo, ou seja, um método que permite se chegar ao tipo e ao tamanho de risco que se tem empregado em discussões de caráter geral acerca de um sistema, empregado normalmente para a abordagem. What If - Aplicação Separa-se sempre as causas das conseqüências. Causas são fatos geradores (razões da deflagração do evento). Conseqüências são resultados. Perguntas clássicas que podem ser feitas: E se de repente houver um vazamento? E se a caldeira vier a explodir? E se a drenagem não conter o produto? O mais interessante da metodologia é que para cada pergunta há várias respostas. Por meio dessas identifica-se o problema e as prováveis soluções. What ... If Exercícios 35
  36. 36. 10/03/2012 Análise de Árvore de Falha Processo de avaliação no qual é determinado um evento principal, indesejado. A partir desse, verificam-se as causas prováveis. A seguir, através de um tratamento matemático com álgebra booleana, verificam-se os caminhos críticos e as maiores probabilidades de falhas. Análise de Árvore de Falha Exercícios Análise Preliminar de Riscos - APR Técnica de inspeção que avalia os possíveis riscos, as causas e conseqüências, sugerindo ações corretivas ou preditivas. A APR refere-se a um determinado processo, executado de uma determinada forma e em determinada região, ou seja, é muito específica, necessitando, para o sucesso de sua análise, da experiência profissional dos envolvidos no processo. 36
  37. 37. 10/03/2012 Análise Preliminar de Riscos - APR A APR é uma ferramenta de análise de riscos que emprega a associação de conceitos (Eventos, Causas e Efeitos), atribuindo a cada um deles notas que se somam. Ao resultado final dessa soma são atribuídas medidas preventivas ou mitigadoras. Definições Básicas - Eventos Evento – Risco iniciador capaz de gerar causas indesejáveis. O evento também pode ser conhecido como PERIGO, ou seja, aquilo que não queremos que ocorra. São exemplos de Eventos ou Perigos: Desabamentos Desmoronamentos; Danos materiais; Incêndios; Explosões; Umidade; Intoxicação; Rompimentos de barragens; Interrupção das atividades; Vazamentos de produtos; Infiltrações de produtos no solo. Definições Básicas - Causas Causa pode ser entendida como tudo aquilo que possibilite que o evento indesejável venha a ocorrer ou se alastrar. Podem ser causas de acidentes: Falta de proteção ambiente; Falta de sinalização; Falta de proteção ambiente; Falta ou falha de manutenção; Falta de limpeza Erro de medição ou de avaliação. Inexistência de rotinas ou procedimentos; Falta de Treinamento; Falta de instrumentos de medição ou controle; Falta de calibração de instrumentos; Falta de limpeza; Falta de supervisão. 37
  38. 38. 10/03/2012 Definições básicas - Efeitos Os efeitos são as conseqüências dos acidentes indesejáveis. Assim, podem ser considerados como efeitos: Contaminação do meio ambiente; Lesões pessoais; Perda de materiais; Perda de produtos; Interrupção das atividades; Interrupção da produção. Definições básicas – Medidas Mitigadoras Consideram-se medidas mitigadoras ou preventivas todas aquelas que venham a atenuar os efeitos dos riscos. Se há possibilidade de queda de pessoas em função de piso escorregadio, capaz de causar lesões pessoais deve-se atuar preventivamente sobre o piso escorregadio. Assim, todas as orientações devem ser feitas com vistas a reduzir ou eliminar o evento indesejável. Definições básicas - Probabilidade Probabilidade é a possibilidade da ocorrência de um evento indesejável. A probabilidade costuma estar relacionada com a quantidade de vezes em que um evento costuma ocorrer durante determinado período, também dito tempo médio entre falhas. Um evento que pode ocorrer 10 vezes por ano é, em princípio, bem pior do que outro que ocorra 5 vezes por ano. 38
  39. 39. 10/03/2012 Definições básicas - Severidade Severidade ou gravidade do acidente é a extensão da perda sofrida. Quase sempre a severidade está associada ao Dano Máximo Provável. Um evento que causa uma perda de 60% apresenta uma severidade muito maior do que outro que cause uma perda de 30%. Definições básicas - Correlações Sistema Causa Efeito Rompimento de barragem Projeto inadequado Material inadequado Falha na especificação de materiais Falta de proteção ambiente Fenômenos atmosférifos não previstos Falta de organização ambiente Dano Ambiental Falta de supervisão Inexistência de rotinas Falta de proteção específica Falha de projeto Quebra acidental de equipamentos Perda de materiais ou de produtos Interrupção das atividades Geração de Material Particulado Falta de Normas Falta de Planejamento Falha de projeto Falta de controle Risco Defeito de material Falta de regras Falta de treinamento Falha de execução 39
  40. 40. 10/03/2012 Etapas básicas de uma APR Rever problemas conhecidos Revisar a missão Determinar os riscos principais Determinar os riscos iniciais e contribuintes Revisar os meios de eliminação ou controle dos riscos Analisar os métodos de restrição dos danos Indicar quem levará a cabo as ações corretivas Etapas básicas de uma APR Problemas conhecidos: Revisar a experiência passada em sistemas similares ou análogos, para a determinação de riscos que poderão estar presentes no sistema que está sendo desenvolvido. Etapas básicas de uma APR Missão: Revisar a missão é rever: objetivos, exigências de desempenho, principais funções e procedimentos, ambientes onde se darão as operações, condições e ritmo de trabalho. 40
  41. 41. 10/03/2012 Etapas básicas de uma APR Riscos principais: Informar quais serão os riscos principais com potencial para causar, direta ou indiretamente, lesões, perda de função, danos a equipamentos, perda de materiais, interrupção de atividades e outras. Etapas básicas de uma APR Riscos iniciais e contribuintes: Deve-se elaborar, para cada risco principal detectado, as séries de riscos, determinando-se os riscos iniciais contribuintes. Etapas básicas de uma APR Meios de eliminação e controle de riscos: Deve-se elaborar a revisão dos meios possíveis de eliminação e controle de riscos, procurando as melhores opções compatíveis com as exigências do sistema. 41
  42. 42. 10/03/2012 Etapas básicas de uma APR Métodos de restrição de danos: Devem ser considerados os métodos possíveis mais específicos ou mais eficazes para a restrição geral dos danos emergenciais e/ou latentes, no caso de perda de controle sobre os riscos estudados. Etapas básicas de uma APR Responsável pelas ações corretivas: Devem ser indicados os responsáveis pelas ações requeridas, corretivas ou mitigadoras, que devem ser levadas à cabo em cada unidade estudada. Classificação de Riscos de APR Desprezível ou Negligenciável (Classe I) Risco que gera efeitos imperceptíveis, não conduzindo a degradações físicas ou ambientais que não sejam facilmente recompostas. Esses riscos são perfeitamente absorvidos pela empresa, juntamente com os custos de manutenção ou revisão; Marginal ou Limítrofe (Classe II) Risco que gera ocorrências moderadas, controláveis, necessitando, porém, de ações saneadoras a médio prazo. São riscos que podem surpreender em termos de perdas; 42
  43. 43. 10/03/2012 Classificação de Riscos de APR Crítica (Classe III) Ocorrência que afeta substancialmente o meio ambiente, o patrimônio ou pessoas, necessitando de ações corretivas imediatas; Catastróficas (Classe IV) Ocorrência normalmente geradora de efeitos irreversíveis, afetando pessoas, sistemas, patrimônios ou ambientes. Quase todos os Gerentes de Risco recomendam, como técnica de tratamento de riscos o afastamento, ou seja, a empresa deve renunciar a essa atividade ou a esse risco. Análise dos Modos de Falha e Efeitos (FMEA) Consiste na identificação e mensuração dos modos de falha dos equipamentos, componentes e sistemas, com estimativa da freqüência das ocorrências e determinação dos efeitos. Avalia os riscos não em um único sistema, mas sim em sistema que interage com outros, daí a razão de ser mais completa e precisa. Exige dos profissionais uma formação mais aprimorada e um maior tempo de análise. 43
  44. 44. 10/03/2012 44
  45. 45. 10/03/2012 AMFE Método de análise que gera resultados qualitativos e quantitativos, ou seja, identifica o risco ao mesmo tempo em que o mensura. A AMFE permite a análise dos modos de falha com estimativas de freqüência de ocorrências (taxa de falhas) e a determinação dos efeitos ou conseqüências dessas mesmas falhas. 45
  46. 46. 10/03/2012 AMFE – Classes de Gravidade Classe I: Falha resultando em excessiva manutenção do sistema; Classe II: Falha resultando potencial atraso ou perda de disponibilidade imediata; Classe III: Falha resultando potencial ameaça ao sistema ou às pessoas; Classe IV: Falha resultando potencial perda do sistema e/ou de vidas humanas ou degradação ambiental; FMEA FMEA - UNIDADE DE CARBONATAÇÃO Modo de Efeitos Sistema Causa Local Falha Próximo nível Operação Controla o Desligamen Vasamento de Atuação Desligamento Parada da normal funciona to do painel corrente da do compressor unidade mento do proteção compressor de CO2 Falha Atuação Desligamen to Parada da acidental da do compressor unidade de proteção Descrição Painel alimentação elétrica PUE 8 Fase Função Desligamen to proposital Curto circui to Não há fornecime nto de energia Não há fornecime n to de energia Método de detecão de falha Classe Medidas Compensa tórias dos de Visual no painel de controle 2 Revisão dispositivos proteção Visual no painel de controle 2 Revisão dispositivos proteção 3 Supervisão 3 Controle Parada unidade da Parada da Supervisão, fábrica controle manutenção Parada unidade da Parada da Revisão fábrica dispositivos proteção dos de e dos de Análise de Procedimentos Trata-se mais de uma análise comportamental do que uma inspeção de riscos ou uma análise de documental. Procura-se averiguar se os procedimentos adotados são os mais corretos e se o pessoal que opera as instalações está qualificado para isso. Entende-se que se o operador estiver treinado os riscos potenciais e/ou latentes serão menores. 46
  47. 47. 10/03/2012 Confiabilidade e gerenciamento de Riscos O gerenciamento de riscos é uma técnica de identificação, ou melhor, da associação de perdas e ou danos a eventos que os causaram. Conhecidos os eventos tem-se grande probabilidade de não ocorrerem novas perdas e ou danos. A Confiabilidade, também a exemplo das técnicas de Gerenciamento de Riscos, é um conjunto de procedimentos e formas de mensuração de probabilidades de ocorrências de perdas e ou danos. Por intermédio do Gerenciamento de Riscos pode-se identificar que tipo de evento pode ocorrer. Quando aplicados os estudos de Confiabilidade, pode-se determinar o quanto pode ser perdido. Essa é uma das interpretações da associação de gerenciamento de riscos a estudos de confiabilidade. Podem ser aplicadas distintamente as técnicas e chegar-se aos mesmos resultados, vez que uma não surgiu de outra, mas sim da evolução de conceitos matemáticos e de sistemas computacionais. Conclusão Alguns custos podem ser estimados e nunca calculados com precisão. O mais recomendado é o investimento na prevenção das perdas. Modelo de Administração de Custos 47

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