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Básico de Desenvolvimento Científico e
Tecnol6gico (1980/1985), alocou alta
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A Previdência Seguros: A Qualidade e o Gerenciamento de Riscos

  1. 1. Gerência de Riscos Trabalhando com qualidade o treinamento de técnicos e a colocação emprática dos conceitos de gerência de riscos pelas seguradoras sãofundamentais para o conhecimento e avaliação dos tipos de perdas repassáveis a um contrato de seguros M uito se tem dito sobre a qua- lidade, inclusive como uma das panacéias da humani- dade. Fala-se sobre a quali- dade de produto, qualidade de aten- dimento, qualidade de fabricação e ou- tras qualidades mais. Quando a gerência de riscos foi lan- çada no Brasil, muito também se falava nela. Inclusive que, a partir da sua im- plantação, a aceitação dos riscos vulto- sos seria. bem melhor. O engenheiro Antônio Femando Navarro traça um paralelo entre a gerência de riscos e a qualidade, aplicando os conceitos ad- quiridos na área de seguros. A gerênciade riscos é uma técnica de análise qualitativa e quantitativa, que busca identificar, avaliar e tratar riscos emergenciais ou latentes, que possam provocar perdas financeiras, pessoais, patrimoniais, de imagem e de respon- sabilidades, afetando bens ou insta- lações. O gerenciamento de riscos é um contínuo processo de busca de defeitos com vistas à sua prevenção. É um pro- cesso dinâmico, que incorpora uma sé- rie de técnicas de caráter preventivo, enfocando o patrimônio da empresa, afetando ou sendo afetado por perdas. No Brasil, segundo Navarro, logo que implantada em fins da década de 70, a gerência de riscos passou a atuar na área de análise de riscos, voltada à assunção, por parte das seguradoras, de segurosincêndio-vultosos. "Porproble- mas diversos, inclusive falta de treina- mento específico por parte da Funenseg, o caráter obrigatório trans- formou-se em facultativo. A idéia ini- cial, porém, foi preservada pelas seguradoras", diz Navarro. Um fatoque cabe ser destacado, continua o enge- nheiro, é que as grandes empresas, com altovalor depatrimônio, criaram depar- tamentose setores de gerenciamento de 28 Antônio Fernando Navarro pressionar os órgãos de classe das seguradoras com vistas a revisões de tarifas. Qualidade é um concei- to tão abrangente que che- ga a ser quase abstrato. Quem nunca ouviu falarda qualidade do aço das espa- das de Toledo, ou da qua- lidade da pintura flamenga do século XVII, oudas pis- tolas Lugger? Em princí- pio, a qualidade está voltada para o aspecto da robustez ou da durabili- dade de um produto. Em linhas gerais, dentro desta conceituação, talvez não estivesse em jogo os an- seios ou necessidades do consumidor, mas tão so- mente a aparência do produto. Porém, sua conceituação não é bem esta. (Ver o quadro.) "Comose vê", diz Navarro, "pelasde- finições é errôneo pensar somente em robustezou durabilidade,quando se fala em qualidade,que é mais um atendimen- to aos anseios de um consumidor." riscos, voltados para a prevenção das perdas e o controle dos contratos de seguros. Graças a esses, houve uma sensível redução dos montantes de prê- mios de seguros pagos. Outro fatotam- bém interessante éque com acriação da associação que englobava os setores de todas essas empresas, começou-se a Qualidade - é a característica de um produto capaz de servir a um propósito ou atingir um objetivo, obtida ao menor custo possível; - é assim denominada a diferença existente entre as características teóricas fixadas em projeto e as que foram verificadas na prática, como resultantes da execução do mesmo projeto; - tem por objetivo verificar, segundo critérios técnicos, a qualidade dos produtosobtidos, aorientar esforços para a melhoria de projeto e de fabricaçãoe a permitirque a produção seja realizada em níveis mais econômicos, com observância de exigências técnicas que permitam o produto atingir o fim ou servir à finalidade para a qual tenha sido destinado. - é uma provisâo de evidências ou provas de que os requisitos contratuais foram atingidos e observados. - é a expressão de capacidade que um produto revela para funcionar com êxito, em dado período e em certo ambiente. Tolerância Controle da Qualidade Garantia da Qualidade Confiabilidade A PREVIDÊNCIA, NOV/DEZ, 1991
  2. 2. o governo federal, dentro do 32 Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnol6gico (1980/1985), alocou alta prioridaue à formulação e execução de uma política brasileira em metrologia, normalização e qualidade industrial, vi- sando à adoção integral do Sistema Inter- nacional de Unidades, à implementação da Metrologia Legal, Científica e Indus- trial, bem como à estruturação de um sistema de conformidade capaz de avaliar e atestar o controle de qualidade realizado pelas empresas. O objetivo era a coloca- ção do produto brasileiro nos mercados interno e externo, bem como a defesa do consumidor e a compatibilização do sis- tema de Certificação de Conformidade do país com os procedimentos interna- cionais adotados, inclusive, a nível do Acordo Geral sobre Tarifas Alfandegá- rias e Comércio, GATI. Mais recentemente, o governo fede- ral, em uma nova investi da na área, lançou, em 7 de novembro de 1990, o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade, PBQP, instituindo, atra- vés do decreto 99.675, o Comitê Nacio- nal da Qualidade e Produtividade, e do decreto 99.676, o ano de 1991 como o Ano da Qualidade e Produtividade. O PBQP foi dividido em subprogra- mas gerais enfocando conscientização e motivação para a qualidade e produtivi- dade; desenvolvimento e métodos de gestão; capacitação de recursos huma- nos; adequação dos serviços tecnol6gicos para a qualidade; articulação institucio- naI. Interagindo matricialmente com os subprogramas gerais foram desen- volvidos os subprogramas setoriais abrangendo: complexos industriais; seg- mentos da administração pública; pro- gramas estaduais e demais setores da economia. . O subcomitê que envolve o mercado segurador é o da Avaliação Institucional, promovendo a articulação entre o gover- no, indústria, comércio, setor de serviços e entidades de educação, ciência e tecno- logia, visando ao desenvolvimento da qualidade e produtividade. Objetiva-se a atuação junto às empresas e entidades seguradoJ;aS,com vistas à incorporação, na avaliação de riscos, de aspectos rela- cionados à gestão da qualidade. Obvia- mente, pretende-se que as seguradoras, parte interessada na prevenção de perdas, venham ase engajar na política do gover- no. A PREVID~NCIA. NOV/DEZ, 1991 "Por ocasião do 32 Plano Básico de . DesenvolvimentoCientíficoe Tecnol6- gico", diz Navarro, "tive a oportunidade de representar o mercado segurador nas reuniões setoriais e subcomitês. O enfo- que da participação das seguradoras, en- tão, era o de apoiar a iniciativa do governo, de implantação de um programa de certificação, através de um estudo de reduções de taxas de seguros para os produtos certificados pelo INMElRO. Na ocasião, discutiu-se a inviabilidade da proposta quando enfocada de forma iso- lada, abrangendo apenas produtos e não sistemas. Aproveitamos a oportunidade para apresentar uma proposta que abran- gia, inclusive, a revisão das tarifas de seguros. " As soluções para a integração a esse chamamento do governo poderão ser inú- meras, passando porém, necessaria- mente, pela revisão dos atuais conceitos. Navarro apresenta algumas sugestões: 1. Criação de um f6rum de debates encarregado de ouvir e propor ao mer- cado modificações nos atuais planos de seguros; 2. Desenvolvimento de uma nova mentalidade tarifária onde todos os des- contos possíveis, devidos a fatores am- bientais, operacionais ou de proteção, já fossem incorporados às taxas. Caso as inspeções de riscos demonstrassem a não existência dessas condições rele- vantes, agravar-se-iam as taxas. Com isso haveria uma sensível redução no número de processos e nos trabalhos das comissões, que passariam a ser me- ramente 6rgãos de consulta e aprimora- mento das condições tarifárias. 3. O mercado segurador deve passar a trabalhar com uma taxa líquida de resse- guro, fornecida pelo ou pelos ressegura- dores. A seguradora apresentaria a seu cliente essa taxa acrescida dos carrega- mentos normais praticados. Dentro dessa linha, a menor taxa seria a da seguradora que apresentasse o menor carregamento. Porém, a taxa devido ao risco seria pre- servada, evitando-se o problema comen- tado anteriormente, onde os níveis de descontos chegaram a limites impensá- veis. Cada ressegurador cobraria de acor- do com a sua experiência, descar- telizandoo mercado. 4. Através de fundações de ensino seriam criados cursos específicos, que permitissem uma completa análise do risco assumido pelo segurador. , I A norma NBR 19004 da ABNT, "Gestão da Qualidade e Elementos do Sistema da Qualidade - Diretrizes", também conhecida como ISO 9004, lo- go em seu início menciona que, para a empresa ser bem sucedida deverá ofe- recer produtos ou serviços que: ·Correspondam a uma necessidade, utilização ou aplicação bem defmida; ·Satisfaçam às expectativas dos consumidores; ·Atendam a normas e especificações aplicáveis; ·Atendam a requisitos regulamen- tares da sociedade; ·Estejam disponíveis a preços com- petitivos; ·Sejam providos a um custo que pro- porcione lucro. . '<;.+.c"~" A mesma norma, nas considerações relativas aos riscos para a empresa, menciona: "Devemser considerados os riscos relativos aos produtos ou servi- ços deficientes que acarretem a perda de imagem ou reputação, perda de mer- cado, queixas, reclamações, respon- sabilidades civis e desperdício de recursos humanos e financeiros." "Ora", continua Navarro, "se os pre- ços têm que ser competitivos, deve-se evitar que a empresa tenha custos adi- cionais repondo perdas patrimoniais fa- cilmente repassáveis a uma seguradora, o mesmo ocorrendo com os riscos de responsabilidade civil. Observe-se que o seguro está intimamente ligado ao Programa de Qualidade, visto ser um elemento de reparação das perdas da empresa. Além deste fato, as segura- doras trabalham de forma preventiva aos riscos, com todo um programa de análise de riscos e mesmo de gerencia- mento de riscos. O que se deve fazer é agrupar estes conceitos, voltando-os para a qualidade." Que o Programa Brasileiro da Quali- dade e Produtividade é irreversível não se tem qualquer dúvida. Que é necessá- rio ao nosso desenvolvimento, também não.O quese questiona é queo mercado segurador brasileiro não está ainda pre- parado para raciocinar em qualidade. "Neste momento estamos precisando de divulgação e de conscientização da importância da qualidade como vetor do crescimento das empresas", conclui Navarro. 8

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