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A Colocação do Resseguro Facultativo
Marcus Clementino
Março/2013
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Marcus Clementino
• Formação Acadêmica
 Engenheiro de Sistemas - PUC/RJ - 1971
 Ph.D. em Matemática Aplicada - London ...
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PROGRAMA
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 Introdução
 Escolha das Resseguradoras
 Escolha da Corretora de Resseguro
 Processo de Colocação
 Participação do ...
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INTRODUÇÃO
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Introdução
 Colocação caso a caso:
 Flexibilidade na escolha da forma de resseguro
 Flexibilidade na definição da ret...
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ESCOLHA DAS RESSEGURADORAS
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Escolha das Resseguradoras
 Dificilmente 100% do risco será aceito por apenas 1
Resseguradora
 Importante definir prev...
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Escolha das Resseguradoras
 Capital: definir um rating mínimo e usar empresas
especializadas
 Caráter: conhecer primei...
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Escolha das Resseguradoras
 Preparar lista com as Resseguradoras escolhidas
contendo:
 Rating
 Ramos em que opera
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ESCOLHA DA CORRETORA DE
RESSEGURO
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Escolha da Corretora de Resseguro
 Só passaram a existir oficialmente depois do fim do
monopólio
 Corretora é remuner...
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Escolha da Corretora de Resseguro
 Diferenças entre corretoras de seguro e de resseguro:
 Relacionamento entre client...
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Escolha da Corretora de Resseguro
 Disposição da Lei Complementar 126/07
 O prêmio pago pela Seguradora à Corretora f...
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Escolha da Corretora de Resseguro
 Documentos emitidos pela Corretora
 nota de cobertura – informa que o risco está c...
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Escolha da Corretora de Resseguro
 Na prática
 Corretora de seguro: representa o segurado
 Corretora de resseguro: r...
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PROCESSO DE COTAÇÃO E
COLOCAÇÃO
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Processo de Cotação e Colocação
 Tempo é um recurso escasso na colocação de facultativos.
 Se uma Corretora for usada...
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Processo de Cotação e Colocação
 Como os riscos facultativos são ofertados às seguradoras
via concorrência, todo este ...
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PARTICIPAÇÃO DO JURÍDICO
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Participação do Jurídico
 A oferta às Resseguradoras é feita através de um slip.
 Para agilizar a operação é necessár...
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APROVAÇÃO DO NEGÓCIO
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Aprovação do Negócio
 A magnitude dos valores envolvidos implica em não deixar
que toda a responsabilidade da colocaçã...
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CERTIFICAÇÃO E FORMALIZAÇÃO
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Certificação e Formalização
 A regulamentação em vigor exige que os contratos de
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Certificação e Formalização
 Caso haja uma corretora envolvida, ela emite a nota de
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Certificação e Formalização
 Uma solução é:
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resseguradora ou men...
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OUTROS PROBLEMAS NA
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Outros Problemas na Colocação
 No Brasil, a cessão do facultativo é quase sempre feita na
base net e comissão de resse...
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Outros Problemas na Colocação
 No Brasil, quando há espaço, é comum a inclusão de um
spread, uma valor adicional que c...
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Outros Problemas na Colocação
 No caso do resseguro ser colocado por uma Corretora que
também opera em seguros, ela po...
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Outros Problemas na Colocação
 Finalmente: como o IRB agia tradicionalmente desta ou
daquela forma antes da abertura, ...
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A colocação de resseguro facultativo

  1. 1. 1 A Colocação do Resseguro Facultativo Marcus Clementino Março/2013
  2. 2. 2 Marcus Clementino • Formação Acadêmica  Engenheiro de Sistemas - PUC/RJ - 1971  Ph.D. em Matemática Aplicada - London School of Economics - 1984 • Experiência Acadêmica  Prof. Adjunto da UFF no Depto. de Eng. de Produção desde 1985  Cursos na Funenseg (diversos anos): Gerente Técnico da Carteira de Automóveis, Introdução ao Resseguro, O Resseguro de Property & Casualty, Resseguro - Mercado Internacional • Experiência Profissional  De 1973 a 1978 - Sul América Seguros, área de TI  De 1984 a hoje - Sul América Seguros, diversas posições na área Técnica e a partir de 95, Diretor da Ita Re, resseguradora do Grupo.
  3. 3. 3 PROGRAMA
  4. 4. 4  Introdução  Escolha das Resseguradoras  Escolha da Corretora de Resseguro  Processo de Colocação  Participação do Jurídico  Aprovação do Negócio  Certificação e Formalização Contratual  Problemas na Colocação Programa
  5. 5. 5 INTRODUÇÃO
  6. 6. 6 Introdução  Colocação caso a caso:  Flexibilidade na escolha da forma de resseguro  Flexibilidade na definição da retenção  Problema para a Resseguradora: antisseleção  Problema para Resseguradora e Seguradora: muita troca de informação  Importância da integralização
  7. 7. 7 ESCOLHA DAS RESSEGURADORAS
  8. 8. 8 Escolha das Resseguradoras  Dificilmente 100% do risco será aceito por apenas 1 Resseguradora  Importante definir previamente com quem trabalhar  Levantar quais operam com facultativo e em que ramos  Critério de escolha: os 5 Cs  Capital  Caráter  Competência  Cultura e  Compromisso
  9. 9. 9 Escolha das Resseguradoras  Capital: definir um rating mínimo e usar empresas especializadas  Caráter: conhecer primeiro, fazer negócio depois - o relacionamento pessoal ainda tem forte influência no negócio  Competência: especialização no ramo, fornecimento de serviços  Cultura: falar mesma língua é importante, entender os usos e costumes também  Compromisso: intenção da Resseguradora em permanecer no Brasil
  10. 10. 10 Escolha das Resseguradoras  Preparar lista com as Resseguradoras escolhidas contendo:  Rating  Ramos em que opera  Trabalha com proporcionais?  Trabalha com corretoras?  Nome, endereço eletrônico e telefone dos subscritores e seus substitutos  Cuidados com as novas Resseguradoras locais  Consulta ao site da Susep (www.susep.gov.br)
  11. 11. 11 ESCOLHA DA CORRETORA DE RESSEGURO
  12. 12. 12 Escolha da Corretora de Resseguro  Só passaram a existir oficialmente depois do fim do monopólio  Corretora é remunerada através da comissão de corretagem – existe um custo adicional  Justificativas para usar uma Corretora:  Acesso a mercado mais amplo  Especialização em ramos que tradicionalmente usam corretoras na colocação  Redução do trabalho administrativo
  13. 13. 13 Escolha da Corretora de Resseguro  Diferenças entre corretoras de seguro e de resseguro:  Relacionamento entre cliente (Segurado ou Seguradora) e quem aceita o risco (Seguradora ou Resseguradora, respectivamente) deve sempre se dar através da corretora. No entanto, o contato entre Seguradora e sua Resseguradora não pode ser impedido.  Os prêmios de resseguro e recuperações de sinistro transitam pela contabilidade da corretora de resseguro.  A Seguradora correria risco de crédito, mitigado pela legislação (Lei Complementar 126/07).
  14. 14. 14 Escolha da Corretora de Resseguro  Disposição da Lei Complementar 126/07  O prêmio pago pela Seguradora à Corretora funciona como se tivesse sido pago à Resseguradora (a Resseguradora.  O sinistro pago pela Resseguradora à Corretora só é considerado quitado quando recebido pela Seguradora.  Nestas condições, a Resseguradora só deve trabalhar com Corretora de sua confiança.
  15. 15. 15 Escolha da Corretora de Resseguro  Documentos emitidos pela Corretora  nota de cobertura – informa que o risco está colocado e indica os percentuais de participação de cada Resseguradora.  nota de débito – instrumento de cobrança do prêmio.  É recomendável que a Seguradora tenha um cadastro de assinatura das pessoas que possam assinar pela Corretora.  Critérios para escolha das Corretoras: os mesmos para escolha das Resseguradoras, exceto a exigência de capital.  Exigência adicional: a Corretora precisa gozar de boa reputação.
  16. 16. 16 Escolha da Corretora de Resseguro  Na prática  Corretora de seguro: representa o segurado  Corretora de resseguro: representa a seguradora  Negócios casados (seguro trazido pela Corretora com o resseguro já colocado) podem representar conflito de interesses e devem ser tratados com muito cuidado.  Há Corretoras de resseguro que foram criadas para este tipo de operação e há outras que não operam com seguros, apenas com resseguros.
  17. 17. 17 PROCESSO DE COTAÇÃO E COLOCAÇÃO
  18. 18. 18 Processo de Cotação e Colocação  Tempo é um recurso escasso na colocação de facultativos.  Se uma Corretora for usada, ela precisa saber com que Resseguradoras a Seguradora quer trabalhar.  É importante definir um slip padrão para cada ramo ou segmento em que opera, já relacionando as cláusulas que considera aceitáveis.  Por causa da legislação atual, é importante incluir algumas Resseguradoras locais entre as que vão cotar.  Definida a líder, as condições finais são apresentadas às outras para completar 100% da colocação, sem esquecer a exigência dos 40% com as locais.
  19. 19. 19 Processo de Cotação e Colocação  Como os riscos facultativos são ofertados às seguradoras via concorrência, todo este trabalho pode não se concretizar.  A cotação só deve ser passada ao Corretor do negócio se houver a garantia de 100% colocado.  Se este não for o caso o patrimônio da Seguradora pode ficar seriamente ameaçado.  Além do risco técnico envolvido, há outros riscos operacionais.
  20. 20. 20 PARTICIPAÇÃO DO JURÍDICO
  21. 21. 21 Participação do Jurídico  A oferta às Resseguradoras é feita através de um slip.  Para agilizar a operação é necessário ter um slip padronizado.  Como as cláusulas do contrato de resseguro precisam constar do slip com seu texto completo, é fundamental que tenham sido aprovadas pelo Jurídico.  Desta forma, caso haja algum litígio, os termos contratuais serão de pleno conhecimento do Jurídico que melhor poderá se preparar para a disputa.  Caso seja necessário algum ajuste na redação a pedido de uma Resseguradora, ele será pontual.  Caso concretizado, o Jurídico deve carimbar as folhas do contrato de resseguro.
  22. 22. 22 APROVAÇÃO DO NEGÓCIO
  23. 23. 23 Aprovação do Negócio  A magnitude dos valores envolvidos implica em não deixar que toda a responsabilidade da colocação fique com um técnico.  É preciso que a mesma seja autorizada por algum órgão colegiado ou pelo menos pelo VP da área.  Para tal devem ser enviados: o slip final, informações sobre o risco e a margem do negócio.  Em geral, a empresa define qual a margem mínima que deve ser obtida e se o caso apresentado não atingir este valor, uma justificativa deve ser dada.  Este procedimento introduz uma crítica ao trabalho do técnico e reduz a possibilidade de erros operacionais.
  24. 24. 24 CERTIFICAÇÃO E FORMALIZAÇÃO
  25. 25. 25 Certificação e Formalização  A regulamentação em vigor exige que os contratos de resseguro sejam formalizados em 270 dias de vigência.  Caso não seja cumprida, a pena é o contrato ser considerado nulo.  O slip, mesmo assinado, não pode ser considerado um contrato porque é um documento unilateral.  Além disso, não há identificação clara das partes.  Além da identificação das partes, é necessário que ambas assinem o contrato.  Nem sempre o slip contém a participação final da resseguradora, o que obrigatoriamente ocorre no contrato.
  26. 26. 26 Certificação e Formalização  Caso haja uma corretora envolvida, ela emite a nota de cobertura, certificando que a colocação foi completada.  Ela pode emitir também uma comprovação de cobertura, que é a nota de cobertura com as páginas de assinatura das resseguradoras.  Nenhum destes documentos constitui uma formalização contratual porque não contém a assinatura da cedente.
  27. 27. 27 Certificação e Formalização  Uma solução é:  Criar uma folha de rosto identificando a Cedente, a resseguradora ou mencionar que a outra parte são os diversos sindicatos do Lloyd's que assinaram o slip.  Mencionar na folha de rosto que o slip é parte integrante do contrato.  Acrescentar uma folha para a assinatura da Cedente.
  28. 28. 28 OUTROS PROBLEMAS NA COLOCAÇÃO
  29. 29. 29 Outros Problemas na Colocação  No Brasil, a cessão do facultativo é quase sempre feita na base net e comissão de resseguro é baixa, entre 5 a 10%.  No caso de parte do risco ser cedida a um contrato automático, a cessão é feita pelo prêmio cheio, em vez do net.  Esta diferença tem que se levada em conta no cálculo da margem do negócio.
  30. 30. 30 Outros Problemas na Colocação  No Brasil, quando há espaço, é comum a inclusão de um spread, uma valor adicional que constitui um ganho extra da Seguradora no negócio.  Se o risco está sendo colocado 100% facultativamente, a Seguradora retém integramente spread.  Quando parte está sendo cedia a um contrato automático proporcional, a parte correspondente do spread deve ir junto com a cessão.  Isto porque este tipo de contrato automático usa o prêmio da apólice como base da cessão e o spread faz parte deste prêmio.
  31. 31. 31 Outros Problemas na Colocação  No caso do resseguro ser colocado por uma Corretora que também opera em seguros, ela pode avaliar a cotação da Resseguradora e acreditar que há espaço para aumentar o custo do resseguro, acrescentando, para ela, um spread.  Como a Seguradora deve receber o slip assinado, ela fica em uma situação difícil perante uma auditoria.  A Corretora pode tentar incluir uma comissão de corretagem no valor do spread na nota de débito mas a Seguradora não terá como pagar esta comissão.  A única forma de fazer este pagamento é através de um contrato específico de prestação de serviços.
  32. 32. 32 Outros Problemas na Colocação  Finalmente: como o IRB agia tradicionalmente desta ou daquela forma antes da abertura, não significa que uma Resseguradora internacional fará o mesmo.
  33. 33. FIM

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