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L.E. 23 - Que é o espírito?
- O princípio inteligente do Universo.”
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (L.E.). Questão 23).
L.E. 76 - Como podemos definir os Espíritos?
- Podemos dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da Criação. Eles povoam o
Universo, além do mundo material.
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (L.E.). Questão 76).
L.E. 79 - “Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o
elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento
inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material?
- Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os
corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo por que essa
formação se operou é que são desconhecidos.”
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (L.E.). Questão 79).
L.E. 597 – Se os animais possuem uma inteligência que lhes faculta certa liberdade de
ação, haverá neles algum princípio independente da matéria?
- “Sim, e que sobrevive ao corpo.”
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (L.E.). Questão 597. Idem: A Gênese. Cap. III, 21).
a) Será esse princípio é uma alma semelhante à do homem?
- “É também uma alma, se quiserdes, dependendo isto do sentido que se der a esta
palavra. É, porém, inferior à do homem. [...].
“A verdadeira vida, tanto do animal como do homem, não está no invólucro corporal
[...]. Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo.” (KARDEC, Allan. A
Gênese. Cap. III, item 21).
“O animal caminha para a condição de homem, tanto quanto o homem
caminha para a condição de anjo.” (XAVIER, Francisco Cândido.
Alvorada do Reino Pelo Espírito de Emmanuel).
“O princípio espiritual adquire experiências, emoções e conhecimento através do
trânsito pelos diferentes reinos da Natureza [...].” (FRANCO, Divaldo Pereira.
Conflitos Existenciais. Joanna de Ângelis, p. 115).
Dormindo no mineral, lentamente exteriorizam-se-lhe as energias de aglutinação
molecular, ampliando as possibilidades no despertar do vegetal, quando cresce em
recursos de sensibilidade, a fim de liberar os instintos no trânsito animal,
desabrochando as faculdades da inteligência, da razão, da consciência na fase
humana. (FRANCO, Divaldo Pereira. Conflitos Existenciais. Joanna de Ângelis, p. 115).
"Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem acorda, conhece-se,
possui-se e torna-se consciente; a partir daí, o progresso, de alguma sorte fatal nas formas
inferiores da Natureza, só se pode realizar pelo acordo da vontade humana com as leis
Eternas" (DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor, p. 123).
L.E. 115 - Dentre os Espíritos, alguns foram criados bons e outros maus?
- Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada
um uma missão com o objetivo de esclarecê-los e de fazê-los chegar, progressivamente, à
perfeição pelo conhecimento da verdade e para aproximá-los Dele. A felicidade eterna e
pura é para os que alcançam essa perfeição. (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos,
Questão 115).
• Reino Mineral – Atração;
• Reino Vegetal – Sensação;
• Reino Animal – Instinto;
• Reino Hominal – livre-arbítrio; pensamento contínuo;
[...] tudo tem por alvo o Progresso, a Evolução para a Perfeição. [...] não há ente
animado, por mais insignificante que pareça, por mais microscópico que seja, que não
esteja submetido à Lei da Evolução. (SCHUTEL, Cairbar - Gênese da Alma - p. 13 e 14).
espírito Espírito
Seres Inorgânicos Seres Orgânicos
Reino Mineral Reino Vegetal Reino Animal Reino Hominal
Atração Sensibilidade Instinto Razão, autoconsciência
• Matéria Inerte • Matéria Inerte e
Vitalidade
• Vitalidade;
• Inteligência
Instintiva;
• Individualidade
• Inteligência;
• Livre Arbítrio;
Consciência do futuro;
• Percepção das coisas
extramateriais;
• Conhecimento de Deus
“O princípio inteligente se individualiza lentamente por um processo de elaboração das
formas inferiores da natureza, a fim de atingir gradativamente a humanidade” (A
Evolução anímica - Gabriel Delanne).
“A ciência do mundo não lhe viu as Mãos Augustas e Sábias na intimidade das energias
que vitalizam O organismo do globo. Substituiram-lhe a Providência com a palavra:
“natureza”, mas o seu Amor foi o verbo da criação do princípio.” (XAVIER, Francisco
Cândido. A Caminho da Luz. Pelo Espírito de Emmanuel).
“É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo
até o arcanjo, que também começou por ser átomo. Admirável lei de harmonia, que o
vosso acanhado espírito ainda não pode apreender em seu conjunto!” (KARDEC, Allan.
O Livro dos Espíritos, Resposta da questão 540).
A Origem das Espécies
Charles Darwin
Base da Genética
Gregor Mendel
L.E. 600 - Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar-se,
depois da morte, num estado de erraticidade, como a do homem?
- “Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não
é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade;
o dos animais não tem a mesma faculdade.
A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito. Após a morte,
o Espírito do animal é classificado pelos Espíritos que se encarregam dessa tarefa e
utilizado quase imediatamente. Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras
criaturas.”
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (L.E.). Questão 600).
L.E. 601 - Os animais estão sujeitos, como o homem, a uma lei progressiva?
- “Sim; e daí vem que nos mundos superiores, onde os homens são mais adiantados, os
animais também o são, dispondo de meios mais amplos de comunicação. São sempre,
porém, inferiores ao homem e se lhe acham submetidos, tendo neles o homem servidores
inteligentes.”
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (L.E.). Questão 601).
“Trata-se pois de saber se os animais são aptos, como os homens, a servir de intermediários
aos Espíritos para as suas comunicações inteligentes. Parece mesmo muito lógico supor
que um ser vivo, dotado de certo grau de inteligência, seja mais apropriados a esses
efeitos do que um corpo inerte, sem vitalidade, como uma mesa, por exemplo. Apesar
disso, é o que não se dá.” (KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Capítulo XXII –
Da mediunidade nos animais - Dissertação de um Espírito sobre esta questão. Item 235).
“Sabeis que tomamos ao cérebro do médium os elementos necessários a dar ao nosso
pensamento uma forma que vos seja sensível e apreensível;
(KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Capítulo XXII – Da mediunidade nos
animais - Dissertação de um Espírito sobre esta questão. Item 236 - Erasto).
L.E. 604 a - A inteligência é então uma propriedade comum, um ponto de contato entre
a alma dos animais e a do homem?
“É, porém os animais só possuem a inteligência da vida material. No homem, a
inteligência proporciona a vida moral.”
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (L.E.). Questão 604).
“É certo que os Espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis aos animais [...]
e
[...] os animais educados compreendem certos pensamentos do homem. mas já os vistes
alguma vez reproduzi-los? Não. Deveis então concluir que os animais não nos podem
servir de intérpretes.
“Resumindo: os fatos mediúnicos não podem dar-se sem o concurso consciente, ou
inconsciente, dos médiuns; e somente entre os encarnados, Espíritos como nós, podemos
encontrar os que nos sirvam de médiuns.”
(KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Capítulo XXII – Da mediunidade nos
animais - Dissertação de um Espírito sobre esta questão. Item 236 - Erasto).
Na Revista Espírita, Junho de 1860, pág 179, no artigo - O Espírito e o Cãozinho - é
relatado o caso de um cão que percebia a presença do Espírito de seu dono,
desencarnado havia pouco. É perguntado ao Espírito do rapaz por que meios o cão o
reconhece, e ele responde: “A extrema finura dos sentidos do cão”.
Rupert Sheldrake, biólogo, bioquímico, parapsicólogo, escritor e palestrante inglês, estuda a
respeito da possibilidade de nós seres humanos nos comunicarmos extrassensiorialmente com
animais.
A comunicação telepática realmente acontece, e com muita frequência, principalmente em
situações onde o animal e dono possuem laços emocionais muito intensos.
Os animais se comunicam telepaticamente com os seres humanos. “Cães e gatos sabem quando seus
donos estão chegando.” Em experiências filmadas, o pesquisador constatou que cães e gatos
conseguem antever a chegada de seus tutores até mesmo em situações em que não é possível se
guiar pelo olfato, ouvir a voz do tutor e nem reconhecer o ruído de um carro. Isso porque, de
alguma forma, eles captam telepaticamente a intenção de seus tutores de voltarem para casa.
Vale ressaltar que tanto as intenções quanto as emoções podem ser captadas a longas distâncias e é
por isso que um animal pode antecipar o retorno de seu tutor mesmo quando ele está voltando
para casa de avião, vindo de outro país.
No estudo de Rupert há relatos de soldados que, voltando da guerra depois de vários meses fora,
souberam por meio de seus familiares, que os animais estiveram agitados checando a porta e
olhando pela janela repetidas vezes quando ainda estavam no avião.
O que é médium?
- Todo aquele (Herculano Pires traduz “toda pessoa”) que sente, num grau qualquer, a
influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não
constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela
não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos,
médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade
mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa
intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva.
Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou daquela
ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de
manifestações. [...] (KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Das manifestações
espíritas. Capítulo XIV – Dos médiuns, Item 159).
Que é um médium? É o ser, é o indivíduo que serve de traço de união aos Espíritos, para
que estes possam comunicar-se facilmente com os homens: Espíritos encarnados. Por
conseguinte, sem médium, não há comunicações tangíveis, mentais, escritas, físicas, de
qualquer natureza que seja.
(KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Capítulo XXII – Da mediunidade nos
animais - Dissertação de um Espírito sobre esta questão. Item 236 - Erasto).
Se analisarmos os diferentes fenômenos produzidos sob a influência mediúnica, veremos
que, em todos, há um efeito físico e que aos efeitos físicos se alia quase sempre um efeito
inteligente. Difícil é muitas vezes determinar o limite entre os dois. [...].
(KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Das manifestações espíritas, Capítulo XVI
– Dos médiuns especiais, Item 187).
“Médiuns” videntes, audientes, sonambúlicos, sensitivos ou impressionáveis. (KARDEC,
Allan. O.P. VII).
“Médiuns” curadores (KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 175 e 189).
Manifestação anímica ou mediúnica?
Médiuns curadores – que curam com o seu próprio magnetismo.
Corresponde ao verdadeiro fenômeno mediúnico -
[...] Fenômeno mediúnico, de fato, na plenitude de sua conotação semântica, é o de
efeito intelectual, no qual o sensitivo funciona, realmente, como o canal de
comunicação entre encarnados e desencarnados” (MIRANDA, Hermínio C..
“Diversidade dos Carismas”. Cap. XII – Fenômenos de Efeito Físico, Item 1. Introdução.
"Pois bem: Para uma comunicação inteligente, há necessidade de um intermediário
inteligente e esse é o espírito do médium.” (KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª
parte - Das manifestações espíritas, Capítulo XIX – Do papel dos médiuns nas
comunicações espíritas, Item 223-9).
“Os efeitos inteligentes são aqueles para cuja produção o Espírito se serve dos
materiais existentes no cérebro do médium, o que não se dá na escrita direta. [...] no
médium escrevente, ainda que completamente mecânico, o cérebro desempenha
sempre um papel ativo.” (KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Das
manifestações espíritas, Capítulo XVI – Dos médiuns especiais, Item 189-Nota).
Vós que vedes luzes nestas letras, que traçam a estrada da Evolução Espiritual, [...] tende
compaixão dos pobres animais, não os espanqueis, não os maltrateis, não os repudieis!
Lembrai-vos, amigos meus, que o Pai, em sua infinita misericórdia cerca-os de carinhos, e,
prevendo a deficiência de seus Espíritos infantis, lhes dá fartas colheitas sem a condição de que
semeiem ou plantem: prados cobertos de ervas e flores odorosas, bosques sombrios, planícies e
planaltos, onde não faltam os frutos da vida; rios, lagos e mares, por onde se escoam os raios do
sol, a luz da Lua, o brilho das estrelas!
Sede bons para com os vosso irmãos inferiores, como desejais que o Pai celestial vos cerque de
carinho e de amor!
Não encerreis em gaiolas os pássaros que Deus criou para povoarem os ares, nem armeis ciladas
aos animais que habitam as matas e os campos!
[...]
Homens! Tratai bem os vossos animais, limpai-os, curai-os, alimentai-os fartamente, dai-lhes
descanso, folga no serviço, porque são eles que vos ajudam na vida, são eles que vos
auxiliam na manutenção da vossa família, na criação dos vossos filhos!
[...]
Lembrai-vos que os animais são seres vivos, que sentem, que se cansam, que têm força
limitada, e finalmente, que pensam, e que, em limitada linguagem, acusam a sua impotência,
a sua fadiga irreparável aos golpes do relho e das bastonadas com que os oprimis!
Sede benevolentes, porque também em comparação aos Espíritos Divinos, de quem implorais
luz e benevolência, sois asnos sujeitos à ação reflexa do bem e do mal!
[...] Os animais domésticos são vossos companheiros de existência terrestre; como vós, eles vieram
progredir, estudar, aprender! Sede seus anjos tutelares, e não anjos diabólicos e maléficos, a
cercá-los de tormentos, a infringir-lhes sofrimentos!
Sede benevolentes para com os seres inferiores, como é benevolente, para com todos, o nosso
Pai que está nos Céus!
(SCHUTEL, Cairbar. Gênese da Alma – Cap. 39 - Apelo em favor dos Animais. págs. 118 a 120).
É atribuída a Madre Teresa de Calcutá uma mensagem que traduz o valor dos
animais em nossas vidas.
Os animais dão tudo sem pedir nada.
São eternas crianças, não sabem nem de ódios nem de guerras.
Não conhecem o dinheiro e se conformam só com um teto onde se refugiar do frio.
Sem palavras, eles se fazem entender. Dizem das suas vontades, das suas
necessidades, atestam seu companheirismo.
Seu olhar é puro, não sabem nem de invejas, nem de rancores. O perdão é algo
natural neles.
Sabem amar com lealdade e fidelidade.
Não compram amor, simplesmente esperam e, porque são nossos eternos amigos,
nunca nos traem.
Por isso, e muito mais, eles merecem o nosso amor.
Então, se não temos animais próximos a nós, pensemos em como podemos auxiliar a
instituições que abrigam animais abandonados, machucados, enfermos.
Existem pessoas que se devotam a abrigar um cão, a tratar uma ave ferida, um
animal na velhice.
Toda vida é preciosa e nos merece cuidados. Toda vida pertence a Deus.
Colaboremos com Ele.
(Os animais em nossas vidas. Redação do Momento Espírita. Em 02/05/2020).
A madrinha do Chico Xavier, por vezes, passava tempos entregue à obsessão.
Assim é que, nessas fases, a exasperação dela era mais forte. Em algumas ocasiões,
por isso, condenava o menino a vários dias de fome. Certa feita, já fazia três dias
que a criança permanecia em completo jejum.
À tarde, na hora da prece, ele encontrou a mãezinha desencarnada que lhe
perguntou o motivo da tristeza com a qual se apresentava.
- Então, a senhora não sabe? - explicou o Chico. - Tenho passado muita fome.
- Ora, você está reclamando muito, meu filho! - disse Dona Maria João de Deus. -
Menino guloso tem sempre indigestão.
- Mas hoje bem que eu queria comer alguma coisa...
A mãezinha abraçou-o e recomendou:
- Continue na oração e espere um pouco.
O menino ficou repetindo as palavras do Pai Nosso e daí a instantes um grande
cão da rua penetrou o quintal. Aproximou-se dele e deixou cair da bocarra um
objeto escuro. Era um jatobá saboroso...
Chico recolheu, alegre, o pesado fruto, ao mesmo tempo que reviu a mãezinha ao
seu lado, acrescentando.
- Misture o jatobá com água e você terá um bom alimento.
E, despedindo-se da criança, acentuou:
– Como você observa, meu filho, quando oramos com fé viva até um cão pode
nos ajudar, em nome de Jesus.
(Do livro Lindos casos de Chico Xavier, de Ramiro Gama. Capítulo 2 - O valor da
oração).
Em fevereiro de 2012, o jornal Daily Mail noticiou que uma australiana, chamada Nicole Graham, e sua filha passeavam em dois cavalos numa
praia em Melbourne, na Austrália, quando caíram em um atoleiro semelhante à areia movediça.
Nicole conseguiu se arrastar na lama para ajudar a filha e um dos animais mas, o cavalo chamado Astro, que montava, acabou ficando preso.
Sua filha saiu em busca de socorro. Nicole estava segura e poderia se manter fora do atoleiro, mas não o fez.
Percebeu que quanto mais seu estimado animal se movimentava, na tentativa de levantar, mais seu corpo submergia.
Sentou-se, então, ao lado dele tentando acalmá-lo. Nesse momento quase todo o corpo do animal se encontrava soterrado.
Correndo risco de morte e com o corpo parcialmente coberto pela areia, Nicole permaneceu por três horas com os braços ao redor da cabeça
do cavalo, tentando mantê-la erguida, de modo que ficasse para fora da lama até o socorro chegar.
À medida que o tempo passava, o animal corria também risco de afogamento, pois estava à beira-mar e o nível da água subia rapidamente,
ao redor do ponto onde ele estava atolado.
Numa cena emocionante de desespero e solidariedade, aquela mulher arriscou a própria vida para salvar a do animal. Demonstrou o quanto
o ser humano é capaz de amar a Criação Divina.
Ela não abandonou seu cavalo enquanto ele não foi salvo.
Minutos antes da água tomar conta do local, as equipes de resgate conseguiram tirar Astro da lama.
* * *
É dever do ser humano respeitar e proteger todas as formas de vida.
Os diversos animais que rodeiam nossa existência, no planeta Terra, são também criaturas de Deus e devem ser considerados como irmãos
menores.
Podemos nos servir deles sempre que necessário, mas nenhum direito é em si ilimitado.
Eles não estão no mundo com a única finalidade de serem úteis aos homens e devemos ter consciência de que o exercício abusivo de qualquer
direito é sempre reprovável.
Deus colocou os animais sob nossa guarda. Temos, portanto, o dever de protegê-los.
As pessoas que amam e cultivam a convivência com os animais, se observarem com atenção, verificarão que várias espécies são portadoras de
qualidades que consideramos humanas.
São capazes de ter paciência, prudência, vigilância, obediência e disciplina. Demonstram, muitas vezes, sensibilidade, carinho e fidelidade.
Têm sua linguagem própria, seus afetos e sua inteligência rudimentar.
Dão-nos a ideia de que quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se lhes assemelham.
Na convivência com esses seres, devemos estabelecer o limite entre o que é realmente necessário e o que é supérfluo.
Quando estiverem sob nossos cuidados ofereçamos-lhes alimentação adequada, afeto, condições básicas de higiene e tratamento para a saúde
sempre que necessário.
Reflitamos sobre como temos agido em relação a esses companheiros de jornada.
(Redação do Momento Espírita. Em 5.10.2012).
Narra uma crônica que um homem andava por uma estrada, acompanhado de seus fiéis animais: um cavalo e um cão.
Pelo caminho, um raio os atingiu e os três foram fulminados.
O homem não se deu conta que morrera e continuou andando, com seu cavalo e seu cão.
Longa era a caminhada, morro acima. O sol estava muito forte e a sede passou a castigá-los.
Numa curva do caminho, o homem avistou um portão magnífico, que conduzia a uma praça calçada com blocos de
ouro.
Cumprimentando o guardião da entrada, o homem perguntou que lugar era aquele. Descobriu que ali era o Céu.
Feliz em saber que estava em um local tão agradável, indagou se poderia saciar a sua sede e a dos seus amigos, nas
águas cristalinas da fonte que havia bem no centro da praça.
O senhor pode entrar e beber à vontade. - disse o guarda. Mas aqui não se permite a entrada de animais.
O caminhante ficou muito desapontado. Grande era a sua sede, mas decidiu que não beberia sozinho.
Preferiu continuar sua caminhada. Exausto, mais adiante, deparou-se com uma porteira que se abria para uma estrada
de terra, ladeada de árvores.
À sombra de uma das árvores, um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapéu. Parecia dormir.
Estamos com muita sede, meu cavalo, meu cachorro e eu - disse o caminhante.
Indicando uma fonte, entre algumas pedras, foi-lhe dito que poderia beber à vontade.
O caminhante, o cavalo e o cachorro foram até à fonte e mataram a sede. Em seguida, ele retornou para agradecer.
E resolveu indagar: A propósito, como se chama este lugar?
Aqui é o Céu - foi a resposta.
Céu? - exclamou o caminhante, surpreso. Mas já passei pelo Céu. Era um lugar muito bonito com um grande portão de
mármore.
Aquilo não é o Céu, esclareceu o outro. Aquilo é o Inferno.
O caminhante ficou perplexo.
Mas, vocês deviam tomar uma providência. Com a informação errada, que lá, naquele lugar, é dada, pode ocasionar
muita confusão. Muitas pessoas podem ser enganadas.
O homem sorriu e calmo, explicou:
Na verdade, eles nos fazem um grande favor, porque lá ficam todos aqueles que são capazes de abandonar seus
melhores amigos.
* * *
Fácil é a conquista e manutenção de amigos, quando a juventude compõe versos e a riqueza sorri.
Contudo, é na forja da adversidade e das graves problemáticas, que os verdadeiros amigos se revelam.
São esses que permanecem ao nosso lado, mesmo quando o mundo inteiro nos volta as costas.
São eles que prosseguem conosco, mesmo que nos vistamos com os andrajos da pobreza e o infortúnio nos abrace.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita, com base em crônica de autoria de Paulo Coelho, publicada no Jornal O sol nascente (RJ),
de janeiro de 2009.
Em 27.03.2009.
Evangeliza - Mediunidade nos animais

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  • 1.
  • 2. L.E. 23 - Que é o espírito? - O princípio inteligente do Universo.” (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (L.E.). Questão 23). L.E. 76 - Como podemos definir os Espíritos? - Podemos dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da Criação. Eles povoam o Universo, além do mundo material. (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (L.E.). Questão 76). L.E. 79 - “Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material? - Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo por que essa formação se operou é que são desconhecidos.” (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (L.E.). Questão 79).
  • 3. L.E. 597 – Se os animais possuem uma inteligência que lhes faculta certa liberdade de ação, haverá neles algum princípio independente da matéria? - “Sim, e que sobrevive ao corpo.” (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (L.E.). Questão 597. Idem: A Gênese. Cap. III, 21). a) Será esse princípio é uma alma semelhante à do homem? - “É também uma alma, se quiserdes, dependendo isto do sentido que se der a esta palavra. É, porém, inferior à do homem. [...]. “A verdadeira vida, tanto do animal como do homem, não está no invólucro corporal [...]. Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo.” (KARDEC, Allan. A Gênese. Cap. III, item 21).
  • 4. “O animal caminha para a condição de homem, tanto quanto o homem caminha para a condição de anjo.” (XAVIER, Francisco Cândido. Alvorada do Reino Pelo Espírito de Emmanuel). “O princípio espiritual adquire experiências, emoções e conhecimento através do trânsito pelos diferentes reinos da Natureza [...].” (FRANCO, Divaldo Pereira. Conflitos Existenciais. Joanna de Ângelis, p. 115). Dormindo no mineral, lentamente exteriorizam-se-lhe as energias de aglutinação molecular, ampliando as possibilidades no despertar do vegetal, quando cresce em recursos de sensibilidade, a fim de liberar os instintos no trânsito animal, desabrochando as faculdades da inteligência, da razão, da consciência na fase humana. (FRANCO, Divaldo Pereira. Conflitos Existenciais. Joanna de Ângelis, p. 115).
  • 5. "Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente; a partir daí, o progresso, de alguma sorte fatal nas formas inferiores da Natureza, só se pode realizar pelo acordo da vontade humana com as leis Eternas" (DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor, p. 123). L.E. 115 - Dentre os Espíritos, alguns foram criados bons e outros maus? - Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um uma missão com o objetivo de esclarecê-los e de fazê-los chegar, progressivamente, à perfeição pelo conhecimento da verdade e para aproximá-los Dele. A felicidade eterna e pura é para os que alcançam essa perfeição. (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, Questão 115). • Reino Mineral – Atração; • Reino Vegetal – Sensação; • Reino Animal – Instinto; • Reino Hominal – livre-arbítrio; pensamento contínuo; [...] tudo tem por alvo o Progresso, a Evolução para a Perfeição. [...] não há ente animado, por mais insignificante que pareça, por mais microscópico que seja, que não esteja submetido à Lei da Evolução. (SCHUTEL, Cairbar - Gênese da Alma - p. 13 e 14).
  • 6. espírito Espírito Seres Inorgânicos Seres Orgânicos Reino Mineral Reino Vegetal Reino Animal Reino Hominal Atração Sensibilidade Instinto Razão, autoconsciência • Matéria Inerte • Matéria Inerte e Vitalidade • Vitalidade; • Inteligência Instintiva; • Individualidade • Inteligência; • Livre Arbítrio; Consciência do futuro; • Percepção das coisas extramateriais; • Conhecimento de Deus
  • 7. “O princípio inteligente se individualiza lentamente por um processo de elaboração das formas inferiores da natureza, a fim de atingir gradativamente a humanidade” (A Evolução anímica - Gabriel Delanne). “A ciência do mundo não lhe viu as Mãos Augustas e Sábias na intimidade das energias que vitalizam O organismo do globo. Substituiram-lhe a Providência com a palavra: “natureza”, mas o seu Amor foi o verbo da criação do princípio.” (XAVIER, Francisco Cândido. A Caminho da Luz. Pelo Espírito de Emmanuel).
  • 8. “É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo. Admirável lei de harmonia, que o vosso acanhado espírito ainda não pode apreender em seu conjunto!” (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, Resposta da questão 540).
  • 9. A Origem das Espécies Charles Darwin Base da Genética Gregor Mendel
  • 10. L.E. 600 - Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar-se, depois da morte, num estado de erraticidade, como a do homem? - “Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito. Após a morte, o Espírito do animal é classificado pelos Espíritos que se encarregam dessa tarefa e utilizado quase imediatamente. Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas.” (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (L.E.). Questão 600). L.E. 601 - Os animais estão sujeitos, como o homem, a uma lei progressiva? - “Sim; e daí vem que nos mundos superiores, onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios mais amplos de comunicação. São sempre, porém, inferiores ao homem e se lhe acham submetidos, tendo neles o homem servidores inteligentes.” (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (L.E.). Questão 601).
  • 11. “Trata-se pois de saber se os animais são aptos, como os homens, a servir de intermediários aos Espíritos para as suas comunicações inteligentes. Parece mesmo muito lógico supor que um ser vivo, dotado de certo grau de inteligência, seja mais apropriados a esses efeitos do que um corpo inerte, sem vitalidade, como uma mesa, por exemplo. Apesar disso, é o que não se dá.” (KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Capítulo XXII – Da mediunidade nos animais - Dissertação de um Espírito sobre esta questão. Item 235). “Sabeis que tomamos ao cérebro do médium os elementos necessários a dar ao nosso pensamento uma forma que vos seja sensível e apreensível; (KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Capítulo XXII – Da mediunidade nos animais - Dissertação de um Espírito sobre esta questão. Item 236 - Erasto). L.E. 604 a - A inteligência é então uma propriedade comum, um ponto de contato entre a alma dos animais e a do homem? “É, porém os animais só possuem a inteligência da vida material. No homem, a inteligência proporciona a vida moral.” (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos (L.E.). Questão 604).
  • 12. “É certo que os Espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis aos animais [...] e [...] os animais educados compreendem certos pensamentos do homem. mas já os vistes alguma vez reproduzi-los? Não. Deveis então concluir que os animais não nos podem servir de intérpretes. “Resumindo: os fatos mediúnicos não podem dar-se sem o concurso consciente, ou inconsciente, dos médiuns; e somente entre os encarnados, Espíritos como nós, podemos encontrar os que nos sirvam de médiuns.” (KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Capítulo XXII – Da mediunidade nos animais - Dissertação de um Espírito sobre esta questão. Item 236 - Erasto). Na Revista Espírita, Junho de 1860, pág 179, no artigo - O Espírito e o Cãozinho - é relatado o caso de um cão que percebia a presença do Espírito de seu dono, desencarnado havia pouco. É perguntado ao Espírito do rapaz por que meios o cão o reconhece, e ele responde: “A extrema finura dos sentidos do cão”.
  • 13. Rupert Sheldrake, biólogo, bioquímico, parapsicólogo, escritor e palestrante inglês, estuda a respeito da possibilidade de nós seres humanos nos comunicarmos extrassensiorialmente com animais. A comunicação telepática realmente acontece, e com muita frequência, principalmente em situações onde o animal e dono possuem laços emocionais muito intensos. Os animais se comunicam telepaticamente com os seres humanos. “Cães e gatos sabem quando seus donos estão chegando.” Em experiências filmadas, o pesquisador constatou que cães e gatos conseguem antever a chegada de seus tutores até mesmo em situações em que não é possível se guiar pelo olfato, ouvir a voz do tutor e nem reconhecer o ruído de um carro. Isso porque, de alguma forma, eles captam telepaticamente a intenção de seus tutores de voltarem para casa. Vale ressaltar que tanto as intenções quanto as emoções podem ser captadas a longas distâncias e é por isso que um animal pode antecipar o retorno de seu tutor mesmo quando ele está voltando para casa de avião, vindo de outro país. No estudo de Rupert há relatos de soldados que, voltando da guerra depois de vários meses fora, souberam por meio de seus familiares, que os animais estiveram agitados checando a porta e olhando pela janela repetidas vezes quando ainda estavam no avião.
  • 14. O que é médium? - Todo aquele (Herculano Pires traduz “toda pessoa”) que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações. [...] (KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Das manifestações espíritas. Capítulo XIV – Dos médiuns, Item 159). Que é um médium? É o ser, é o indivíduo que serve de traço de união aos Espíritos, para que estes possam comunicar-se facilmente com os homens: Espíritos encarnados. Por conseguinte, sem médium, não há comunicações tangíveis, mentais, escritas, físicas, de qualquer natureza que seja. (KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Capítulo XXII – Da mediunidade nos animais - Dissertação de um Espírito sobre esta questão. Item 236 - Erasto).
  • 15. Se analisarmos os diferentes fenômenos produzidos sob a influência mediúnica, veremos que, em todos, há um efeito físico e que aos efeitos físicos se alia quase sempre um efeito inteligente. Difícil é muitas vezes determinar o limite entre os dois. [...]. (KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Das manifestações espíritas, Capítulo XVI – Dos médiuns especiais, Item 187). “Médiuns” videntes, audientes, sonambúlicos, sensitivos ou impressionáveis. (KARDEC, Allan. O.P. VII). “Médiuns” curadores (KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 175 e 189). Manifestação anímica ou mediúnica? Médiuns curadores – que curam com o seu próprio magnetismo.
  • 16. Corresponde ao verdadeiro fenômeno mediúnico - [...] Fenômeno mediúnico, de fato, na plenitude de sua conotação semântica, é o de efeito intelectual, no qual o sensitivo funciona, realmente, como o canal de comunicação entre encarnados e desencarnados” (MIRANDA, Hermínio C.. “Diversidade dos Carismas”. Cap. XII – Fenômenos de Efeito Físico, Item 1. Introdução. "Pois bem: Para uma comunicação inteligente, há necessidade de um intermediário inteligente e esse é o espírito do médium.” (KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Das manifestações espíritas, Capítulo XIX – Do papel dos médiuns nas comunicações espíritas, Item 223-9). “Os efeitos inteligentes são aqueles para cuja produção o Espírito se serve dos materiais existentes no cérebro do médium, o que não se dá na escrita direta. [...] no médium escrevente, ainda que completamente mecânico, o cérebro desempenha sempre um papel ativo.” (KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte - Das manifestações espíritas, Capítulo XVI – Dos médiuns especiais, Item 189-Nota).
  • 17.
  • 18.
  • 19. Vós que vedes luzes nestas letras, que traçam a estrada da Evolução Espiritual, [...] tende compaixão dos pobres animais, não os espanqueis, não os maltrateis, não os repudieis! Lembrai-vos, amigos meus, que o Pai, em sua infinita misericórdia cerca-os de carinhos, e, prevendo a deficiência de seus Espíritos infantis, lhes dá fartas colheitas sem a condição de que semeiem ou plantem: prados cobertos de ervas e flores odorosas, bosques sombrios, planícies e planaltos, onde não faltam os frutos da vida; rios, lagos e mares, por onde se escoam os raios do sol, a luz da Lua, o brilho das estrelas! Sede bons para com os vosso irmãos inferiores, como desejais que o Pai celestial vos cerque de carinho e de amor! Não encerreis em gaiolas os pássaros que Deus criou para povoarem os ares, nem armeis ciladas aos animais que habitam as matas e os campos! [...] Homens! Tratai bem os vossos animais, limpai-os, curai-os, alimentai-os fartamente, dai-lhes descanso, folga no serviço, porque são eles que vos ajudam na vida, são eles que vos auxiliam na manutenção da vossa família, na criação dos vossos filhos! [...] Lembrai-vos que os animais são seres vivos, que sentem, que se cansam, que têm força limitada, e finalmente, que pensam, e que, em limitada linguagem, acusam a sua impotência, a sua fadiga irreparável aos golpes do relho e das bastonadas com que os oprimis! Sede benevolentes, porque também em comparação aos Espíritos Divinos, de quem implorais luz e benevolência, sois asnos sujeitos à ação reflexa do bem e do mal! [...] Os animais domésticos são vossos companheiros de existência terrestre; como vós, eles vieram progredir, estudar, aprender! Sede seus anjos tutelares, e não anjos diabólicos e maléficos, a cercá-los de tormentos, a infringir-lhes sofrimentos! Sede benevolentes para com os seres inferiores, como é benevolente, para com todos, o nosso Pai que está nos Céus! (SCHUTEL, Cairbar. Gênese da Alma – Cap. 39 - Apelo em favor dos Animais. págs. 118 a 120).
  • 20. É atribuída a Madre Teresa de Calcutá uma mensagem que traduz o valor dos animais em nossas vidas. Os animais dão tudo sem pedir nada. São eternas crianças, não sabem nem de ódios nem de guerras. Não conhecem o dinheiro e se conformam só com um teto onde se refugiar do frio. Sem palavras, eles se fazem entender. Dizem das suas vontades, das suas necessidades, atestam seu companheirismo. Seu olhar é puro, não sabem nem de invejas, nem de rancores. O perdão é algo natural neles. Sabem amar com lealdade e fidelidade. Não compram amor, simplesmente esperam e, porque são nossos eternos amigos, nunca nos traem. Por isso, e muito mais, eles merecem o nosso amor. Então, se não temos animais próximos a nós, pensemos em como podemos auxiliar a instituições que abrigam animais abandonados, machucados, enfermos. Existem pessoas que se devotam a abrigar um cão, a tratar uma ave ferida, um animal na velhice. Toda vida é preciosa e nos merece cuidados. Toda vida pertence a Deus. Colaboremos com Ele. (Os animais em nossas vidas. Redação do Momento Espírita. Em 02/05/2020).
  • 21.
  • 22. A madrinha do Chico Xavier, por vezes, passava tempos entregue à obsessão. Assim é que, nessas fases, a exasperação dela era mais forte. Em algumas ocasiões, por isso, condenava o menino a vários dias de fome. Certa feita, já fazia três dias que a criança permanecia em completo jejum. À tarde, na hora da prece, ele encontrou a mãezinha desencarnada que lhe perguntou o motivo da tristeza com a qual se apresentava. - Então, a senhora não sabe? - explicou o Chico. - Tenho passado muita fome. - Ora, você está reclamando muito, meu filho! - disse Dona Maria João de Deus. - Menino guloso tem sempre indigestão. - Mas hoje bem que eu queria comer alguma coisa... A mãezinha abraçou-o e recomendou: - Continue na oração e espere um pouco. O menino ficou repetindo as palavras do Pai Nosso e daí a instantes um grande cão da rua penetrou o quintal. Aproximou-se dele e deixou cair da bocarra um objeto escuro. Era um jatobá saboroso... Chico recolheu, alegre, o pesado fruto, ao mesmo tempo que reviu a mãezinha ao seu lado, acrescentando. - Misture o jatobá com água e você terá um bom alimento. E, despedindo-se da criança, acentuou: – Como você observa, meu filho, quando oramos com fé viva até um cão pode nos ajudar, em nome de Jesus. (Do livro Lindos casos de Chico Xavier, de Ramiro Gama. Capítulo 2 - O valor da oração).
  • 23. Em fevereiro de 2012, o jornal Daily Mail noticiou que uma australiana, chamada Nicole Graham, e sua filha passeavam em dois cavalos numa praia em Melbourne, na Austrália, quando caíram em um atoleiro semelhante à areia movediça. Nicole conseguiu se arrastar na lama para ajudar a filha e um dos animais mas, o cavalo chamado Astro, que montava, acabou ficando preso. Sua filha saiu em busca de socorro. Nicole estava segura e poderia se manter fora do atoleiro, mas não o fez. Percebeu que quanto mais seu estimado animal se movimentava, na tentativa de levantar, mais seu corpo submergia. Sentou-se, então, ao lado dele tentando acalmá-lo. Nesse momento quase todo o corpo do animal se encontrava soterrado. Correndo risco de morte e com o corpo parcialmente coberto pela areia, Nicole permaneceu por três horas com os braços ao redor da cabeça do cavalo, tentando mantê-la erguida, de modo que ficasse para fora da lama até o socorro chegar. À medida que o tempo passava, o animal corria também risco de afogamento, pois estava à beira-mar e o nível da água subia rapidamente, ao redor do ponto onde ele estava atolado. Numa cena emocionante de desespero e solidariedade, aquela mulher arriscou a própria vida para salvar a do animal. Demonstrou o quanto o ser humano é capaz de amar a Criação Divina. Ela não abandonou seu cavalo enquanto ele não foi salvo. Minutos antes da água tomar conta do local, as equipes de resgate conseguiram tirar Astro da lama. * * * É dever do ser humano respeitar e proteger todas as formas de vida. Os diversos animais que rodeiam nossa existência, no planeta Terra, são também criaturas de Deus e devem ser considerados como irmãos menores. Podemos nos servir deles sempre que necessário, mas nenhum direito é em si ilimitado. Eles não estão no mundo com a única finalidade de serem úteis aos homens e devemos ter consciência de que o exercício abusivo de qualquer direito é sempre reprovável. Deus colocou os animais sob nossa guarda. Temos, portanto, o dever de protegê-los. As pessoas que amam e cultivam a convivência com os animais, se observarem com atenção, verificarão que várias espécies são portadoras de qualidades que consideramos humanas. São capazes de ter paciência, prudência, vigilância, obediência e disciplina. Demonstram, muitas vezes, sensibilidade, carinho e fidelidade. Têm sua linguagem própria, seus afetos e sua inteligência rudimentar. Dão-nos a ideia de que quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se lhes assemelham. Na convivência com esses seres, devemos estabelecer o limite entre o que é realmente necessário e o que é supérfluo. Quando estiverem sob nossos cuidados ofereçamos-lhes alimentação adequada, afeto, condições básicas de higiene e tratamento para a saúde sempre que necessário. Reflitamos sobre como temos agido em relação a esses companheiros de jornada. (Redação do Momento Espírita. Em 5.10.2012).
  • 24. Narra uma crônica que um homem andava por uma estrada, acompanhado de seus fiéis animais: um cavalo e um cão. Pelo caminho, um raio os atingiu e os três foram fulminados. O homem não se deu conta que morrera e continuou andando, com seu cavalo e seu cão. Longa era a caminhada, morro acima. O sol estava muito forte e a sede passou a castigá-los. Numa curva do caminho, o homem avistou um portão magnífico, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro. Cumprimentando o guardião da entrada, o homem perguntou que lugar era aquele. Descobriu que ali era o Céu. Feliz em saber que estava em um local tão agradável, indagou se poderia saciar a sua sede e a dos seus amigos, nas águas cristalinas da fonte que havia bem no centro da praça. O senhor pode entrar e beber à vontade. - disse o guarda. Mas aqui não se permite a entrada de animais. O caminhante ficou muito desapontado. Grande era a sua sede, mas decidiu que não beberia sozinho. Preferiu continuar sua caminhada. Exausto, mais adiante, deparou-se com uma porteira que se abria para uma estrada de terra, ladeada de árvores. À sombra de uma das árvores, um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapéu. Parecia dormir. Estamos com muita sede, meu cavalo, meu cachorro e eu - disse o caminhante. Indicando uma fonte, entre algumas pedras, foi-lhe dito que poderia beber à vontade. O caminhante, o cavalo e o cachorro foram até à fonte e mataram a sede. Em seguida, ele retornou para agradecer. E resolveu indagar: A propósito, como se chama este lugar? Aqui é o Céu - foi a resposta. Céu? - exclamou o caminhante, surpreso. Mas já passei pelo Céu. Era um lugar muito bonito com um grande portão de mármore. Aquilo não é o Céu, esclareceu o outro. Aquilo é o Inferno. O caminhante ficou perplexo. Mas, vocês deviam tomar uma providência. Com a informação errada, que lá, naquele lugar, é dada, pode ocasionar muita confusão. Muitas pessoas podem ser enganadas. O homem sorriu e calmo, explicou: Na verdade, eles nos fazem um grande favor, porque lá ficam todos aqueles que são capazes de abandonar seus melhores amigos. * * * Fácil é a conquista e manutenção de amigos, quando a juventude compõe versos e a riqueza sorri. Contudo, é na forja da adversidade e das graves problemáticas, que os verdadeiros amigos se revelam. São esses que permanecem ao nosso lado, mesmo quando o mundo inteiro nos volta as costas. São eles que prosseguem conosco, mesmo que nos vistamos com os andrajos da pobreza e o infortúnio nos abrace. Pensemos nisso. Redação do Momento Espírita, com base em crônica de autoria de Paulo Coelho, publicada no Jornal O sol nascente (RJ), de janeiro de 2009. Em 27.03.2009.

Notas do Editor

  1. Há realmente nos animais um princípio inteligente, que podemos chamar de alma dos animais. A diferença que existe entre a alma dos animais e dos homens, podemos dizer que é a mesma entre os corpos dos animais e os corpos dos homens.
  2. Há realmente nos animais um princípio inteligente, que podemos chamar de alma dos animais. A diferença que existe entre a alma dos animais e dos homens, podemos dizer que é a mesma entre os corpos dos animais e os corpos dos homens.
  3. Deus poderia criar tudo perfeito: Certamente poderia. Mas ele não quis. Quis Deus que a perfeição moral fosse obra do esforço dos espíritos e não um prêmio sem trabalho. Deus continua trabalhando e eu também trabalho. Meu Pai continua trabalhando até agora e eu também trabalho.
  4. Gregor Mendel (1822-1884) foi um biólogo, botânico e monge austríaco. Descobriu as leis da genética, que mudaram o rumo da biologia. Gregor Johann Mendel (1822-1884) nasceu em Heinzendorf, Áustria (cidade atualmente localizada na República Checa), no dia 22 de julho de 1822. Filho de camponeses, observava e estudava as plantas.
  5. Há realmente nos animais um princípio inteligente, que podemos chamar de alma dos animais. A diferença que existe entre a alma dos animais e dos homens, podemos dizer que é a mesma entre os corpos dos animais e os corpos dos homens.
  6. Sheldrake - Teoria dos “Campos Mórficos”
  7. Q. 621. Onde está escrita a lei de Deus? “Na consciência.”
  8. Q. 621. Onde está escrita a lei de Deus? “Na consciência.”
  9. Q. 621. Onde está escrita a lei de Deus? “Na consciência.”