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A receita de Jesus para a verdadeira felicidade
Deus nos criou
para a felicidade.
O grande projeto
de Deus é que o
homem seja feliz.
“O crepúsculo descia num deslumbramento de ouro e brisas cariciosas. Ao longo de toda a
encosta, acotovelava-se a turba imensa. Muitas centenas de criaturas se aglomeravam ali, a fim
de ouvirem a palavra do Senhor, dentro da paisagem que se aureolava dos brilhos singulares de
todo o horizonte pincelado de luz. Eram velhinhos trêmulos, lavradores simples e generosos,
mulheres do povo agarradas aos filhinhos. Entre os mais fortes e sadios, viam-se cegos e crianças
doentes, homens maltrapilhos, exibindo as verminas que lhes corroíam as mãos e os pés. Todos se
comprimiam ofegantes. Ante os seus olhares felizes, a figura do Mestre surgiu na eminência
enfeitada de verdura, onde perpassavam brandamente os ventos amigos da tarde. [...], Jesus,
pela primeira vez, pregou as bem-aventuranças celestiais. Sua voz caía como bálsamo eterno,
sobre os corações desditosos.” (XAVIER, Francisco Cândido. Boa Nova. Pelo Espírito de Humberto
de Campos. Cap.11, pag. 58).
Após passar quase toda a noite em profunda meditação e em oração com o Deus-Pai, Jesus viu a
multidão ali presente na colina, os discípulos foram se aproximando, e o Mestre iluminado pela
Luz da Divindade falou:
“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o
mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa
recompensa nos céus, pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram antes de vós.”
(Mateus, 5:3-12).
Ações humanas Recompensas divinas
Os pobres de espírito deles é o reino dos céus
Os que choram (os aflitos) serão consolados
Os brandos e pacíficos (os mansos) herdarão a terra
Os que tem fome e sede de justiça serão saciados
Os misericordiosos alcançarão a misericórdia
Os puros de coração verão a Deus
Os pacificadores serão chamados filhos de Deus
Os perseguidos por à amor e
justiça
deles é o reino dos céus
As Bem-Aventuranças, dentro do Sermão da
Montanha, não são somente ensinamentos, são
na verdade experiências íntimas da vida de Jesus.
Não é para ser lida e ouvida simplesmente. É
para ser sentida e refletida num profundo estado
de espiritualidade. Mahatma Gandhi disse: “Se
toda a literatura espiritual da Humanidade
perecesse, e só se salvasse o Sermão da
Montanha, nada estaria perdido”.
“O Sermão da Montanha é a mais notável
contribuição do pensamento em todas as épocas
da história para a plenitude humana.” (Divaldo
Pereira Franco).
Pobre de Espírito (rico em qualidades morais):
Confia em Deus;
Humildade e Simplicidade de coração;
Não se julga superior;
Não alimenta vaidades: não podemos chegar à Deus se
estamos cheios de nós mesmos, de vaidade, de egoísmo;
É obediente às Leis de Deus;
Tem coragem;
É sensível aos ensinos de Jesus;
Trabalha, partilha;
Agradece a Deus;
Maria era pobre em espírito. Na anunciação
se declara serva do Senhor; quando sabe que
Isabel precisa de ajuda, corre a socorrê-la...
O canto do “Magníficat” é o canto dos
verdadeiros pobres em espírito.
São Francisco de Assis
é um exemplo muito
especial de pobreza.
Os que choram (os aflitos):
Resignação (Resignados);
Paciência (Pacientes);
Sabem renunciar;
“Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados.” (Mateus, 5:4).
O Cristo Consolador
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai
sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e
encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu
fardo é leve.” (Mateus, 11:28 a 30).
Mansos:
Calmo, paciente, tranquilo;
Humilde;
Prudente;
Sabe perdoar;
Tem maturidade;
“Aprendei de mim que sou manso e
humilde de coração.” (Mateus, 11:29).
Mansidão de Maria
No “Magnificat” Maria proclama que Deus
exalta os humildes. Depois da adoração dos
pastores “conservava cuidadosamente estes
acontecimentos e os meditava em seu
coração.
Os tem fome e sede de justiça:
Justo;
Fidelidade e perseverança;
Confiança em Deus;
Fé – a virtude que nos liga a Deus; A oração é o veículo da Fé;
“Esquece todo o mal. A justiça é de Deus.” (Chico Xavier/Emmanuel).
"Não reclame das sombras, faça luz." (Chico Xavier).
“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão
acrescentadas.” (Mateus, 6:33).
“Tratai a todos como gostarias de ser tratado.” (Lucas ,10:27-28).
Ser saciado é a conquista
destes objetivos, é resultado
da busca e da prática do
bem, a evolução espiritual.
Os Misericordiosos:
Perdão das ofensas – Perdoa é superar o ressentimento; Perdoar é seguir além;
“Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.”
(Mateus, 18:21-22).
“Misericórdia é o complemento da brandura.” (KARDEC, Allan. ESE. Cap. 10, item 4).
Indulgência; “Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam.”
(KARDEC, Allan. ESE. Cap. 10, item 17).
Reciprocidade;
Fraternidade;
Generosidade;
Compaixão.
Misericórdia (Latin  Misere cordis, ou coração de pobre) –
capacidade de ter compaixão da miséria do outro.
“Reconcilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no
caminho com ele.” (Mateus, 5:25).
“Não julgueis, a fim de não serdes julgados.” (Mateus, 7:1).
“Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado.” (João, 8:7).
Os que puros de coração:
Sinceridade (Sinceros), Espontaneidade;
Honestidade (Honestos);
Confiança;
Amor – amar sem exigências, sem artifícios;
Alegria;
Verdade;
O que nos caracteriza espontaneamente é a simpatia;
Limpeza interior – faxina no coração;
“A pureza do coração é inseparável da simplicidade e
da humildade.” (KARDEC, Allan. ESE. Cap. 8, item 3).
“Deixai que venham a
mim as criancinhas e não
as impeçais, porquanto o
reino dos céus é para os
que se lhes assemelham.”
(Marcos, 10:14).
Os pacificadores:
Respeito; Tolerância;
Otimismo; “Não se perturbe o vosso coração.” (João, 14:1);
Reconciliação, diálogo;
Esperança; A Esperança é a estrela que norteia as nossas mais belas aspirações;
Obediência e Resignação (Resignados); “A obediência é o consentimento da razão; a
resignação é o consentimento do coração.” (KARDEC, Allan. ESE. Cap. 9, item 8).
Paciência (Pacientes);
Afabilidade e a doçura; “A paz esteja com vocês.” (João, 20:19).
Sabem renunciar;
“A violência externa que nos
atinge é fruto da desorganização
interna que nos constitui.”
(Adenauer Novaes).
Os que sofrem perseguição por causa
da justiça:
Resignados;
Tem paciência;
Confiam em Deus;
Quem faz alguma coisa boa pelos outros;
“Fora da Caridade não há salvação.”
(KARDEC, Allan. ESE. Cap. 15, Item 1).
O Cristo anunciou mais uma bem-aventurança, que costuma
passar despercebida.
Após Sua ressurreição, Ele apareceu a várias pessoas, mas o
discípulo Tomé não estava entre elas.
Ao saber do evento, Tomé afirmou que somente acreditaria se
visse os sinais do martírio em Jesus e neles pudesse colocar a mão.
A oportunidade não se fez tardar e o Mestre logo lhe apareceu.
Após Se mostrar, Jesus sentenciou:
Porque me viste, Tomé, creste. Bem-aventurados os que não
viram e creram.
[...].
Bem-aventurado quem crê antes de ver e por isso tem a força
de viver e construir o bem.
(FRANCO, Divaldo Pereira. A mensagem do amor imortal. Pelo
Espírito de Amélia Rodrigues, ed. Leal. cap. XXI).
“Quando Jesus terminou a sua alocução, algumas estrelas já brilhavam no firmamento, como
radiosas bênçãos divinas. Muitas mães sofredoras e oprimidas, com suave fulgor nos olhos, lhe
trouxeram os filhinhos para que ele os abençoasse. Anciães de frontes nevadas pelos invernos da
vida lhe beijavam as mãos. Cegos e leprosos rodeavam-no com semblante sorridente e diziam:
Bendito seja o filho de Deus! Jesus acolhia-os satisfeito, enviando a todos o sorriso de sua afeição.”
(XAVIER, Francisco Cândido. Boa Nova. Pelo Espírito de Humberto de Campos. Cap.11, pag. 59).
Para que a paz seja uma realidade em nossa vida, temos a necessidade urgente de despertarmos nossa
consciência da paz em alguns níveis .
PAZ consigo mesmo
A coerência entre as idéias, as falas e os atos do indivíduo.
Todas as vezes que age incoerentemente o indivíduo
sucumbe ante a cobrança de sua própria consciência.
PAZ com o próximo
PAZ com a natureza e o ambiente
O segundo nível é a Paz, a convivência com a alteridade,
com a diferença, pressupõe o respeito ao direito do outro.
Neste estágio o indivíduo busca a harmonização com o
mundo em que vive. Harmoniza-se com seres e coisas.
Quando destrói, o faz como parte de um processo de
renovação, com respeito ao meio e aos outros.
PAZ com Deus A Paz é Deus presente em nós.
“Não se turbe o vosso
coração; credes em Deus,
crede também em mim.”
(João, 14:1).
“Deixo-vos a paz, a minha
paz vos dou; não vo-la dou
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turbe o vosso coração, nem
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Evangeliza - Bem-Aventuranças - O Sermão da Montanha
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Evangeliza - Bem-Aventuranças - O Sermão da Montanha

  • 1.
  • 2. A receita de Jesus para a verdadeira felicidade Deus nos criou para a felicidade. O grande projeto de Deus é que o homem seja feliz.
  • 3. “O crepúsculo descia num deslumbramento de ouro e brisas cariciosas. Ao longo de toda a encosta, acotovelava-se a turba imensa. Muitas centenas de criaturas se aglomeravam ali, a fim de ouvirem a palavra do Senhor, dentro da paisagem que se aureolava dos brilhos singulares de todo o horizonte pincelado de luz. Eram velhinhos trêmulos, lavradores simples e generosos, mulheres do povo agarradas aos filhinhos. Entre os mais fortes e sadios, viam-se cegos e crianças doentes, homens maltrapilhos, exibindo as verminas que lhes corroíam as mãos e os pés. Todos se comprimiam ofegantes. Ante os seus olhares felizes, a figura do Mestre surgiu na eminência enfeitada de verdura, onde perpassavam brandamente os ventos amigos da tarde. [...], Jesus, pela primeira vez, pregou as bem-aventuranças celestiais. Sua voz caía como bálsamo eterno, sobre os corações desditosos.” (XAVIER, Francisco Cândido. Boa Nova. Pelo Espírito de Humberto de Campos. Cap.11, pag. 58).
  • 4. Após passar quase toda a noite em profunda meditação e em oração com o Deus-Pai, Jesus viu a multidão ali presente na colina, os discípulos foram se aproximando, e o Mestre iluminado pela Luz da Divindade falou: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram antes de vós.” (Mateus, 5:3-12).
  • 5. Ações humanas Recompensas divinas Os pobres de espírito deles é o reino dos céus Os que choram (os aflitos) serão consolados Os brandos e pacíficos (os mansos) herdarão a terra Os que tem fome e sede de justiça serão saciados Os misericordiosos alcançarão a misericórdia Os puros de coração verão a Deus Os pacificadores serão chamados filhos de Deus Os perseguidos por à amor e justiça deles é o reino dos céus
  • 6. As Bem-Aventuranças, dentro do Sermão da Montanha, não são somente ensinamentos, são na verdade experiências íntimas da vida de Jesus. Não é para ser lida e ouvida simplesmente. É para ser sentida e refletida num profundo estado de espiritualidade. Mahatma Gandhi disse: “Se toda a literatura espiritual da Humanidade perecesse, e só se salvasse o Sermão da Montanha, nada estaria perdido”. “O Sermão da Montanha é a mais notável contribuição do pensamento em todas as épocas da história para a plenitude humana.” (Divaldo Pereira Franco).
  • 7. Pobre de Espírito (rico em qualidades morais): Confia em Deus; Humildade e Simplicidade de coração; Não se julga superior; Não alimenta vaidades: não podemos chegar à Deus se estamos cheios de nós mesmos, de vaidade, de egoísmo; É obediente às Leis de Deus; Tem coragem; É sensível aos ensinos de Jesus; Trabalha, partilha; Agradece a Deus; Maria era pobre em espírito. Na anunciação se declara serva do Senhor; quando sabe que Isabel precisa de ajuda, corre a socorrê-la... O canto do “Magníficat” é o canto dos verdadeiros pobres em espírito. São Francisco de Assis é um exemplo muito especial de pobreza.
  • 8. Os que choram (os aflitos): Resignação (Resignados); Paciência (Pacientes); Sabem renunciar; “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados.” (Mateus, 5:4). O Cristo Consolador “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mateus, 11:28 a 30).
  • 9. Mansos: Calmo, paciente, tranquilo; Humilde; Prudente; Sabe perdoar; Tem maturidade; “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração.” (Mateus, 11:29). Mansidão de Maria No “Magnificat” Maria proclama que Deus exalta os humildes. Depois da adoração dos pastores “conservava cuidadosamente estes acontecimentos e os meditava em seu coração.
  • 10. Os tem fome e sede de justiça: Justo; Fidelidade e perseverança; Confiança em Deus; Fé – a virtude que nos liga a Deus; A oração é o veículo da Fé; “Esquece todo o mal. A justiça é de Deus.” (Chico Xavier/Emmanuel). "Não reclame das sombras, faça luz." (Chico Xavier). “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus, 6:33). “Tratai a todos como gostarias de ser tratado.” (Lucas ,10:27-28). Ser saciado é a conquista destes objetivos, é resultado da busca e da prática do bem, a evolução espiritual.
  • 11. Os Misericordiosos: Perdão das ofensas – Perdoa é superar o ressentimento; Perdoar é seguir além; “Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.” (Mateus, 18:21-22). “Misericórdia é o complemento da brandura.” (KARDEC, Allan. ESE. Cap. 10, item 4). Indulgência; “Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam.” (KARDEC, Allan. ESE. Cap. 10, item 17). Reciprocidade; Fraternidade; Generosidade; Compaixão. Misericórdia (Latin  Misere cordis, ou coração de pobre) – capacidade de ter compaixão da miséria do outro. “Reconcilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele.” (Mateus, 5:25). “Não julgueis, a fim de não serdes julgados.” (Mateus, 7:1). “Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado.” (João, 8:7).
  • 12. Os que puros de coração: Sinceridade (Sinceros), Espontaneidade; Honestidade (Honestos); Confiança; Amor – amar sem exigências, sem artifícios; Alegria; Verdade; O que nos caracteriza espontaneamente é a simpatia; Limpeza interior – faxina no coração; “A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade.” (KARDEC, Allan. ESE. Cap. 8, item 3). “Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham.” (Marcos, 10:14).
  • 13. Os pacificadores: Respeito; Tolerância; Otimismo; “Não se perturbe o vosso coração.” (João, 14:1); Reconciliação, diálogo; Esperança; A Esperança é a estrela que norteia as nossas mais belas aspirações; Obediência e Resignação (Resignados); “A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração.” (KARDEC, Allan. ESE. Cap. 9, item 8). Paciência (Pacientes); Afabilidade e a doçura; “A paz esteja com vocês.” (João, 20:19). Sabem renunciar; “A violência externa que nos atinge é fruto da desorganização interna que nos constitui.” (Adenauer Novaes).
  • 14. Os que sofrem perseguição por causa da justiça: Resignados; Tem paciência; Confiam em Deus; Quem faz alguma coisa boa pelos outros; “Fora da Caridade não há salvação.” (KARDEC, Allan. ESE. Cap. 15, Item 1).
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  • 16. O Cristo anunciou mais uma bem-aventurança, que costuma passar despercebida. Após Sua ressurreição, Ele apareceu a várias pessoas, mas o discípulo Tomé não estava entre elas. Ao saber do evento, Tomé afirmou que somente acreditaria se visse os sinais do martírio em Jesus e neles pudesse colocar a mão. A oportunidade não se fez tardar e o Mestre logo lhe apareceu. Após Se mostrar, Jesus sentenciou: Porque me viste, Tomé, creste. Bem-aventurados os que não viram e creram. [...]. Bem-aventurado quem crê antes de ver e por isso tem a força de viver e construir o bem. (FRANCO, Divaldo Pereira. A mensagem do amor imortal. Pelo Espírito de Amélia Rodrigues, ed. Leal. cap. XXI).
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  • 20. “Quando Jesus terminou a sua alocução, algumas estrelas já brilhavam no firmamento, como radiosas bênçãos divinas. Muitas mães sofredoras e oprimidas, com suave fulgor nos olhos, lhe trouxeram os filhinhos para que ele os abençoasse. Anciães de frontes nevadas pelos invernos da vida lhe beijavam as mãos. Cegos e leprosos rodeavam-no com semblante sorridente e diziam: Bendito seja o filho de Deus! Jesus acolhia-os satisfeito, enviando a todos o sorriso de sua afeição.” (XAVIER, Francisco Cândido. Boa Nova. Pelo Espírito de Humberto de Campos. Cap.11, pag. 59).
  • 21. Para que a paz seja uma realidade em nossa vida, temos a necessidade urgente de despertarmos nossa consciência da paz em alguns níveis . PAZ consigo mesmo A coerência entre as idéias, as falas e os atos do indivíduo. Todas as vezes que age incoerentemente o indivíduo sucumbe ante a cobrança de sua própria consciência. PAZ com o próximo PAZ com a natureza e o ambiente O segundo nível é a Paz, a convivência com a alteridade, com a diferença, pressupõe o respeito ao direito do outro. Neste estágio o indivíduo busca a harmonização com o mundo em que vive. Harmoniza-se com seres e coisas. Quando destrói, o faz como parte de um processo de renovação, com respeito ao meio e aos outros. PAZ com Deus A Paz é Deus presente em nós. “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.” (João, 14:1). “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João, 14:27).