Comuna de paris (1871)

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Comuna de paris (1871)

  1. 1. Comuna de Paris (1871) A primeira revolução proletária da história.
  2. 2. Origem das crises no capitalismo <ul><li>“ Acumulação de riqueza, de um lado, e de pobreza de outro.” É assim que Marx resume a principal tendência do capitalismo. Cada capitalista teme a competição do outro capitalista, assim ele faz seus empregados trabalharem o mais duro possível, pagando os salários mais baixos que puderem arrancar. </li></ul><ul><li>O resultado é uma desproporção entre o enorme crescimento dos meios de produção de um lado, e o limitado crescimento dos salários e do número de trabalhadores empregados, de outro. Esta, insistia Marx, é a causa básica das crises econômicas. </li></ul><ul><li>O modo mais fácil de entender isso é perguntar: quem compra a sempre crescente quantidade de mercadorias? Os baixos salários dos trabalhadores significam que eles não podem comprar os bens que eles mesmos produzem. E o capitalista não pode elevar os salários, por que isso iria destruir seus lucros, que são a força impulsionadora do sistema. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Mas se as empresas não podem vender os bens que produzem, elas terão que baixar seus estoques e demitir trabalhadores. O montante de salários na sociedade cai então ainda mais, e mais empresas não conseguem vender suas mercadorias. Uma 'crise de superprodução' se instala, com mercadorias se acumulando por toda a economia sem pessoas suficientes para adquiri-las. </li></ul><ul><li>Este tem sido um aspecto recorrente da sociedade capitalista nos últimos 170 anos. </li></ul><ul><li>Trecho do livro “O que é e como funciona o capitalismo”, de Chris Harman. </li></ul>
  4. 5. Conjuntura histórica pré-revolução da comuna de paris <ul><li>-Ocorria uma crise capitalista. </li></ul><ul><li>-A França entrou em guerra com a Alemanha. </li></ul><ul><li>-Ocorreu um crescimento do desemprego operário. </li></ul><ul><li>-A pequena burguesia foi a ruína. </li></ul><ul><li>-Aumentou a indignação das massas contra as classes superiores. </li></ul><ul><li>-As autoridades demonstraram uma incapacidade absoluta de continuar governando. </li></ul><ul><li>- A Assembléia Nacional tinha uma composição reacionária. </li></ul>
  5. 6. Breve histórico da organização dos trabalhadores anterior a comuna. <ul><li>A Associação Internacional dos Trabalhadores, esboçada em 1862, em Paris, e nascida formalmente em Londres, em setembro de 1864, tinha como objetivo a luta pelo o progresso e e pela emancipação humana. Com a Internacional, fundada por iniciativa dos poucos que naquela época compreendiam a verdadeira natureza da questão social e a necessidade de subtrair os trabalhadores à direção dos partidos burgueses, começou uma era nova. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>Os trabalhadores, que tinham sido sempre força bruta seguindo os outros, bem ou mal intencionados, surgiam como fator principal da história humana e, ao lutar pela própria emancipação, lutavam pelo progresso humano, pela fundação de uma civilização superior. </li></ul><ul><li>Muitos dos membros da comuna estavam filiados a I Internacional, que teve como principal documento o Manifesto Comunista elaborado por seus principais dirigentes: Karl Marx e Friedrich Engels. </li></ul>
  7. 8. Explode a Comuna de Paris
  8. 9. Principais medidas adotadas pela Comuna <ul><li>-Substituiu o exército permanente, instrumento cego em mãos das classes dominantes, pelo armamento de todo o povo; </li></ul><ul><li>-Proclamou a separação da Igreja do Estado; </li></ul><ul><li>-Suprimiu a subvenção ao culto (quer dizer, o soldo que o Estado pagava aos padres) e deu um caráter estritamente laico à instrução pública, com o que assentou um rude golpe aos soldados de batina. </li></ul><ul><li>-Foi suprimido o trabalho noturno nas tarefas; </li></ul><ul><li>-Foi abolido o sistema das multas, consagrado pela lei com que se vitimava os operários; </li></ul>
  9. 10. <ul><li>-Foi promulgado o famoso decreto de entrega de todas as fábricas e oficinas abandonadas ou paralisadas pelos seus donos às cooperativas operárias com o fim de se retomar a produção. </li></ul><ul><li>-Dispôs que a remuneração de todos os funcionários administrativos e do governo não fosse superior ao salário normal de um operário, nem passasse em nenhum caso dos 6.000 francos anuais (menos de 200 rublos ao mês). </li></ul><ul><li>-Submeteu todos os lugares, da administração, da justiça e do ensino, à escolha dos interessados através de eleição por sufrágio universal e, evidentemente, à revogação, em qualquer momento, por esses mesmos interessados. </li></ul>
  10. 11. Causas da derrota da Comuna <ul><li>Para que uma revolução social triunfe são necessárias, pelo menos, duas condições: um alto desenvolvimento das forças produtivas e um proletariado preparado para ela. Contudo, em 1871, não se deu nenhuma dessas condições. O capitalismo francês encontrava-se ainda pouco desenvolvido, a França era, então, fundamentalmente um país de pequena burguesia (artesãos, camponeses, lojistas, etc.). Por outra parte, não existia um partido operário, a classe operária não tinha preparação nem havia passado por um largo treinamento e, em sua massa, sequer havia noção totalmente clara de quais eram seus objetivos nem como se poderia alcançá-los. Não havia uma grande organização política séria do proletariado nem grandes sindicatos e cooperativas. </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Dois erros malograram os frutos da brilhante vitória. O proletariado deteve-se na metade do caminho: em lugar de começar a &quot;expropriação dos expropriadores&quot;, pôs-se a sonhar com a exaltação da justiça suprema em um país unificado por uma tarefa comum a toda a nação; não se apoderou de instituições como, por exemplo, o banco; O segundo erro consistiu na excessiva magnanimidade do proletariado: em lugar de exterminar a seus inimigos, que era o que deveria ter feito, tratou de influir na moral deles, menosprezou a importância que na guerra civil têm as ações puramente militares e, em vez de coroar sua vitória em Paris com uma ofensiva resoluta sobre Versalhes, demorou-se e deu tempo ao governo versalhês de reunir as forças tenebrosas e preparar-se para a semana sangrenta de maio. </li></ul>
  12. 13. E cai a comuna
  13. 14. <ul><li>Toda a burguesia francesa, todos os latifundiários, especuladores da bolsa e fabricantes, todos os grandes e pequenos ladrões, todos os exploradores uníram-se contra ela. Com a ajuda de Bismarck (que pôs em liberdade 100.000 soldados franceses, prisioneiros dos alemães, para esmagar a Paris revolucionária), esta coligação burguesa logrou confrontar com o proletariado parisiense os camponeses atrasados e a pequena burguesia de províncias e cercar meia Paris com um anel de ferro (a outra metade fora cercada pelo exército alemão). Em algumas cidades importantes de França (Marselha, Lion, Saint-Etienne, Dijon e outras), os operários também tentaram tomar o poder, proclamar a Comuna e acudir em auxílio a Paris, porém tais intentos logo fracassaram. E Paris, que fora o primeiro local a desfraldar a bandeira da insurreição proletária, ficou abandonada às suas próprias forças e condenada a uma morte certa. </li></ul>
  14. 15. <ul><li>Após uma luta heróica de cinco dias, os operários foram esmagados. Fez-se então, entre os prisioneiros sem defesa, um massacre como se não tinha visto desde os dias das guerras civis que prepararam a queda da República romana. Pela primeira vez, a burguesia mostrava a que louca crueldade vingativa podia chegar quando o proletariado ousa afrontá-la, como classe à parte, com os seus próprios interesses e as suas próprias reivindicações. </li></ul>
  15. 16. <ul><li>Honram a memória dos combatentes da Comuna não só os operários franceses, senão também o proletariado de todo o mundo, pois aquela não lutou por um objetivo local ou nacional estreito, senão pela emancipação de toda a humanidade trabalhadora, de todos os humilhados e ofendidos. Como combatente de vanguarda da revolução social, a Comuna granjeou a simpatia onde quer que sofra e lute o proletariado. O quadro da sua vida e da sua morte, o exemplo de um governo operário que conquistou e reteve nas suas mãos durante mais de dois meses a capital do mundo e o espetáculo da heróica luta do proletariado e os seus padecimentos depois da derrota, tem levantado a moral de milhões de operários, tem alentado as suas esperanças e tem ganho as suas simpatias para o socialismo. O toar dos canhões de Paris despertou de seu profundo sono as camadas mais atrasadas do proletariado e deu em todas as partes um impulso à propaganda socialista revolucionária. Por isso não morreu a causa da Comuna, por isso segue vivendo até hoje em dia em cada um de nós. </li></ul>Herança da Comuna de Paris
  16. 17. <ul><li>&quot;A Paris operária, com a sua Comuna, será para sempre celebrada como a gloriosa percursora de uma sociedade nova.” </li></ul><ul><li>A causa da Comuna é a causa da revolução social, é a causa da completa emancipação política e econômica dos trabalhadores, é a causa do proletariado Mundial. E neste sentido é imortal. </li></ul>
  17. 18. <ul><li>Bibliografia consultada: </li></ul><ul><li>Harman, Chris “O que é e como funciona o capitalismo” </li></ul><ul><li>LENINE, V.I. “Ensinamentos da Comuna” </li></ul><ul><li>LENINE, V. I. “Para a Memória da Comuna” </li></ul><ul><li>MARX e ENGELS. “Sobre a Comuna” </li></ul>

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