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A tutoria no fórum on-line:papéis e competências

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A tutoria no fórum on-line:papéis e competências

  1. 1. Capítulo V A beleza está nos olhos de quem a vê: A tutoria no fórum on-line: papéis e competências
  2. 2. Introdução A investigação mais recente sobre a aprendizagem através dos computadores e da Internet tenta deslindar a natureza das características das interacções entre estudantes. Um dos eixos de investigação da aprendizagem à distância é a influência do tutor na interacção entre os formandos, procurando determinar a natureza das suas tarefas e as melhores formas de este encorajar a participação, interacção, construção de conhecimento e também o desenvolvimento do pensamento crítico no progresso do trabalho em colaborativo em rede.
  3. 3. Introdução Na aprendizagem, em rede, a participação activa dos intervenientes torna-se muito importante pois favorece a interacção entre formandos. Moore (1996) reforça que a participação do estudante o torna visível e real. Assim, os factores que os levam à sua participação, interacção e à aprendizagem nos fóruns on-line dependem da eficácia do tutor que nele participa. O apoio do tutor na reflexão e na aprendizagem é essencial e permite a exploração dos fóruns de discussão e esse apoio contribui em suma para uma experiência académica mais positiva. Esse suporte do tutor caracteriza-se por dar apoio tecnológico aos estudantes, facilitar a comunicação/discussão, estimular a participação e a resolução de problemas de comunicação, esclarecer dúvidas e promover a construção de conhecimento colectivo, sendo estas as principais funções.
  4. 4. O tutor deve compreender a natureza do seu papel e o meio onde se vai movimentar, adoptando as melhores estratégias para conduzir uma boa aprendizagem e também a motivação necessária para cativar os intervenientes a comunicar e a aprender. Apesar da importância do papel do tutor existem poucos estudos sobre as tarefas que exercem, e este facto deve-se à dificuldade de investigar todas as variáveis envolvidas neste tipo de aprendizagem. Introdução
  5. 5. Introdução <ul><li>Os resultados a que se tem acesso revelam que as inovações tecnológicas mostram as grandes potencialidades educacionais dos fóruns, pois permitem aos participantes auto-regularem a sua aprendizagem. Contudo há que salvaguardar que esta modalidade de ensino envolve competências necessárias, em termos de tutores, diferentes das do ensino presencial, na medida em que a comunicação presencial não é imitável em ambiente on-line. </li></ul><ul><li>Assim esta dissertação integra o desenvolvimento dos seguintes tópicos: </li></ul><ul><li>Procura sintetizar as características de comunicação num fórum on-line </li></ul><ul><li>Rever literatura que visa inventariar e caracterizar as funções do tutor </li></ul>
  6. 6. Para entendermos a especificidade da comunicação nos fóruns on-line devemos considerar as diferenças entre a comunicação escrita e a assincronia. Que diferenças cruciais se manifestam entre o discurso oral e o discurso escrito? Que características os distinguem? A oralidade e a escrita Discurso Oral Linguagem falada Linguagem paralinguística (Comunicação através de diferentes canais) Aspectos Comunicacionais
  7. 7. Linguagem Paralinguística : Gestos, olhar tom de voz, expressão facial e corporal e o enquadramento metacomunicativo (regras tácitas, convenções sociais, diferenças de estatuto e de papéis da realidade comunicativa. Natureza Fática: o emissor quebra a linearidade da comunicação para verificar se o receptor está a receber a mensagem, ou para prolongar o contacto/comunicação. <ul><li>“ Concorda comigo?” </li></ul><ul><li>“ Não acha?” </li></ul><ul><li>“ Olá?” </li></ul><ul><li>“ Como está?” </li></ul>Demonstração de disponibilidade para comunicar Aspectos Comunicacionais
  8. 8. <ul><li>“ Bem, tenho de…” </li></ul><ul><li>Entre outras expressões… </li></ul>Conclusão de uma conversa <ul><li>Esta função permite enviar e receber sinais que mantêm aberta a via de comunicação/recepção de mensagens: </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>“ Não sei se partilha da minha opinião” </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>“ Sim, estou a entender…” </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>“ Mmm…” </li></ul></ul></ul></ul>Olhar e a expressão facial Permite ao interlocutor verificar que estamos receptivos. Alertar que a comunicação está em risco/dificuldades Aspectos Comunicacionais
  9. 9. Três códigos distintos: <ul><li>Língua. </li></ul><ul><li>Entoação (definição do timbre, da intensidade, da altura e duração dos sons). </li></ul><ul><li>Linguagem gestual (postura, gestos e fisionomia). </li></ul><ul><li>Desempenham funções simultâneas: </li></ul><ul><ul><li>Expressivas (exprimir a individualidade). </li></ul></ul><ul><ul><li>Comunicativas (associadas à conectividade e às convenções sociais). </li></ul></ul><ul><li>A entoação e a gesticulação interagem com a língua: </li></ul><ul><ul><li>Reforçam-se através das redundâncias. </li></ul></ul><ul><ul><li>Complementam-se/modificam-se através de modificadores que funcionam como os adjectivos e os advérbios (ex: ironia). </li></ul></ul>Aspectos Comunicacionais
  10. 10. Síntese: <ul><li>Discurso oral é redundante. </li></ul><ul><li>Na sua forma escrita o discurso está sujeito a um escrutínio mais cuidadoso e circunstanciado. </li></ul><ul><li>Discurso escrito recria a noção da verdade. </li></ul>Aspectos Comunicacionais
  11. 11. O discurso nos espaços público e privado Discurso privado: <ul><li>Os elementos da comunicação (emissor, receptor, mensagem e o contexto), estão mais clarificados e referenciados. </li></ul><ul><li>Discurso mais intimista, é considerado auto - revelatório (tornar visível, clarificar). </li></ul><ul><li>Este está associado a um maior nível de intimidade e à busca da verdadeira e única essência das coisas/pessoas. </li></ul>Aspectos Comunicacionais
  12. 12. Discurso público: <ul><li>Os elementos da comunicação (emissor, receptor, mensagem e o contexto) são mais abstractos e arbitrários. </li></ul><ul><li>É mais distanciado, explicito e descontextualizado. </li></ul><ul><li>Recorre a formas gramaticais mais impessoais. </li></ul><ul><li>Possui uma função de comunicação: referencial ou denotativa. </li></ul><ul><li>Este está mais associado à representação dos papéis sociais e aos códigos de civilidade. </li></ul>Espaço público Masculino Espaço privado Feminino Aspectos Comunicacionais
  13. 13. Esfera intelectual Faculdade que permite chegar ao conhecimento, a que está associada à esfera racional, cultural, universal, pública e masculina. Esfera emocional Está associada à irracionalidade, ao mundo físico, natural, particular ao privado e à feminilidade. Aspectos Comunicacionais
  14. 14. Os graus de formalidade: Estão relacionados com a utilização de vocabulário cuidado, adequado ao contexto da comunicação e à ausência de erros formais. Discurso formal <ul><li>A nível linguístico exige: </li></ul><ul><li>Respeito pelas regras do idioma padrão. </li></ul><ul><li>A nível comunicacional exige: </li></ul><ul><li>Precisão, clareza e articulação. </li></ul>Aspectos Comunicacionais
  15. 15. Discurso informal É caracterizado por um discurso mais tolerante e está relacionado com situações sociais de menor exigência formal. <ul><li>Registo escrito é mais formal e mais impessoal. </li></ul><ul><li>Registo oral é mais informal, mais espontâneo e menos elaborado. </li></ul>Aspectos Comunicacionais
  16. 16. Aspectos Comunicacionais A comunicabilidade na expressão escrita e os factores que a condicionam Uma comunicação para ser considerada com sucesso implica que a mensagem seja transmitida de forma correcta, veloz, económica e sem ruídos impeditivos, deturpantes ou concorrentes. No discurso escrito existem vários factores que dificultam a comunicação, estes são comuns ao discurso oral e específicos do discurso escrito. <ul><li>Para ser eficaz: </li></ul><ul><li>Os participantes têm que dominar as regras do código; </li></ul><ul><li>O emissor e receptor têm de partilhar o contexto sem se confundir; </li></ul><ul><li>A comunicação deve ser acessível em termos de segmentação, unidade temática e de ordenação. </li></ul>
  17. 17. Aspectos Comunicacionais <ul><li>Dificuldades: </li></ul><ul><li>A nível sintáctico e lexical; </li></ul><ul><li>A nível das diferenças de competência linguística, de memória e de atenção; </li></ul><ul><li>A nível de interpretação (grau de familiaridade dos participantes com os assuntos e grau de novidade. </li></ul>O estilo e a comunicabilidade Discurso epistolar Objectivo: diminuir a distância entre o emissor e o receptor, através do aumento da intimidade, do conhecimento mútuo.
  18. 18. Aspectos Comunicacionais Para aumentar a intimidade, deve-se aumentar a ligação ao círculo social a que o outro pertence. <ul><li>Intimidade regulada por: </li></ul><ul><li>Saudação </li></ul><ul><li>Despedida </li></ul>Ligada à natureza centrípeta do estilo epistolar, sendo frequentemente manipuladas de forma a gerarem o movimento contrário. (centrípeto e centrífugo) Estudo de Herring (1996), investigadora reconheceu que: “ tanto os homens como as mulheres dão primazia à troca de pontos de vista, crenças, interpretações e juízos e colocam em segundo plano a permuta de informação” (pag. 104)
  19. 19. Aspectos Comunicacionais O estilo de comunicação, o desenvolvimento da equipa e a tutoria <ul><li>O estudo de Herring (1996) foi realizado com material de listervs, em contextos em que a discussão visa: </li></ul><ul><li>Troca de informação; </li></ul><ul><li>Constituição de equipas de trabalho colaborativo ou cooperativo; </li></ul><ul><li>É dirigida por um professor – tutor. </li></ul><ul><li>Este estudo serve para: </li></ul><ul><li>Determinar a influência que os diferentes estilos têm no desenvolvimento das equipas; </li></ul><ul><li>E saber a influência que o estilo de comunicação do tutor tem nesse mesmo desenvolvimento e na motivação dos estudantes (estilo de mensagem que vai desencadear todo o trabalho de equipa). </li></ul>
  20. 20. Aspectos Comunicacionais <ul><li>Estudo das características da mensagem desencadeante e outros tipos como a de reavivar e de corrigir trajectórias no debate é pertinente. </li></ul><ul><li>Este permite: </li></ul><ul><li>Determinar as estratégias de comunicação mais eficazes a que se pode recorrer. </li></ul><ul><li>Baym (1995), faz referência à comunicação através do computador, considerada como mais dialogal e interactiva que a escrita. </li></ul><ul><li>Reforçada pelos diapositivos tecnológicos permite: </li></ul><ul><li>Maior coloquialidade que a linguagem escrita (recurso a símbolos, a vocabulário especifico e até interjeições, metáforas visuais e onomatopeias. </li></ul>
  21. 21. Aspectos Comunicacionais Marvin (1995) por outro lado, analisa as interjeições simbólicas, como representações de gestos e atitudes de simpatia, indicações de concordância, de apreço e aprovação. Por exemplo o sorriso presencial pode não ser intencional, mas em representação on-line é sempre. Assim, torna-se evidente que a mudança de ambiente requer novos padrões de comportamento.
  22. 22. O desenvolvimento de equipas e os processos grupais em ambientes de aprendizagem on-line Equipas virtuais (Johnson et Al. 2002) “ Grupos de indivíduos que interagem utilizando diversas tecnologias de comunicação, no sentido de atingirem objectivos comuns”. Benefícios -> utilização e partilha de recursos -> promoção e aplicação de conhecimentos e de competências
  23. 23. VS Interacção presencial Interacção mediada pelos computadores e Internet ● Promover a liderança ● Coordenação do trabalho ● Menor interacção nos grupos on-line ● ausência de comunicação não verbal ● aumento do risco de mal entendidos O desenvolvimento de equipas e os processos grupais em ambientes de aprendizagem on-line
  24. 24. Desenvolvimento das Equipas On-line DOIS EIXOS TEÓRICOS Estudos sobre a aprendizagem colaborativa desenvolvidos por Johnson & johnson (1989,1994) Modelos de formação de equipas de Tuckman O desenvolvimento de equipas e os processos grupais em ambientes de aprendizagem on-line
  25. 25. Aplicação do Modelo de Tuckman Aprendizagem colaborativa Johnson & Johnson (1989,1994) Desenvolvimento Grupal (Tuckman, 1965) Desenvolvimento de equipas e processos grupais em ambientes de aprendizagem on-line (Johnson et Al.,2002) O desenvolvimento de equipas e os processos grupais em ambientes de aprendizagem on-line
  26. 26. Aprendizagem Colaborativa ● Melhores desempenhos ● Maior produtividade ● Maior motivação ● Menor taxa de abandono ● Maior auto-estima ● Desenvolvimento de competências sociais Ligação positiva O desenvolvimento de equipas e os processos grupais em ambientes de aprendizagem on-line
  27. 27. Definição de Equipas (Sundshom et Al., 1990) -> Grupos de indivíduos interdependentes que partilham responsabilidades em matéria de resultados para as suas organizações. Johnson et Al., 2002) Reformulação e referencia a um conjunto de características comuns <ul><li>Uma comunidade definida </li></ul><ul><li>Sentimento de pertença a essa comunidade </li></ul><ul><li>Objectivos comuns </li></ul><ul><li>Interacção </li></ul><ul><li>Capacidade de agir individualmente e em grupo </li></ul><ul><li>Utilização de diversas tecnologias de comunicação </li></ul>O desenvolvimento de equipas e os processos grupais em ambientes de aprendizagem on-line
  28. 28. Tuckman -> 4 estádios sequenciais no desenvolvimento de grupos Estádio 1 (formação/ forming) os membros do grupo procuram definir posições, procedimentos e regras. Estádio 2 (perturbação/ storming) inicia quando surgem sinais de conflito, com os membros do grupo a afirmarem a identidade e a tentarem resistir á influência do grupo. Estádio 3 (normalização/ norming) começa quando os elementos do grupo se vão ajustando entre si e ás tarefas cometidas. O grupo consegue alguma coesão, assume as suas tarefas, encontra formas de organização e define novas regras. Estádio 4 (realização/ performing) inicia quando o grupo flexibiliza procedimentos, distribui tarefas e apresenta trabalho em equipa. O desenvolvimento de equipas e os processos grupais em ambientes de aprendizagem on-line
  29. 29. Formação das equipas on-line (Fase 1) Interacção social Estabelecimento de objectivos Dificuldades: ● Coordenação de horários dos membros da equipa Dificuldades: ● familiarização ● Interacção ● Tomada de decisão -> P assagem desta fase para a fase da normalização á mais rápida nos grupos on-line e a fase de perturbação é pouco notória e pouco acentuada. O desenvolvimento de equipas e os processos grupais em ambientes de aprendizagem on-line
  30. 30. Situações que influenciam o processo de desenvolvimento do grupo Ansiedade Comunicacional ● Agressividade verbal ● Diminuição da assertividade dos interlocutores ● Dificuldade em determinar o momento adequado de intervir ● Modo de se dirigir ao outro ● Frequência adequada Aprendizagem on-line/ aprendizagem presencial ↓ Profissional e demograficamente mais diversificados que na aprendizagem presencial. Menos perspectivas de trabalho em comum na aprendizagem on-line. O desenvolvimento de equipas e os processos grupais em ambientes de aprendizagem on-line
  31. 31. Normalização dos grupos on-line apresenta padrões comuns á dos presenciais : <ul><li>Definição de papeis e de tarefas individuais. </li></ul><ul><li>Cumprimento das tarefas individuais. </li></ul><ul><li>Eventual marcação prévia de encontros. </li></ul><ul><li>Elemento do grupo encarregado de organizar as várias contribuições organiza o material recebido. </li></ul><ul><li>Trabalho do grupo é colocado on-line antes da discussão final. </li></ul><ul><li>Comentários suscitados pelo documento apresentado são acrescentados e procede-se aos ajustamentos finais. </li></ul>O desenvolvimento de equipas e os processos grupais em ambientes de aprendizagem on-line
  32. 32. Equipas virtuais/ liderança Liderança alternada Tendência dos elementos da equipa mais dominadores das tecnologias a assumirem a liderança Organização/ dinamização das equipas de trabalho em ambientes virtuais de aprendizagem 1. clareza dos objectivos das tarefas; 2. algumas equipas poderão necessitar de apoio mais especifico em questões de trabalho de assertividade e de dinâmica de grupo; 3.conhecimento das condicionantes das equipas on-line e estabelecimento de calendários de execução realistas; 4. eclosão de conflitos, devendo o tutor estar preparado para os gerir. O desenvolvimento de equipas e os processos grupais em ambientes de aprendizagem on-line
  33. 33. A tutoria no fórum on-line <ul><li>Tutoria – Especificidade das suas tarefas </li></ul><ul><li>Discussões on-line/Natureza das suas funções </li></ul><ul><li>2 Aspectos: </li></ul><ul><li>Comunicacional; </li></ul><ul><li>Dinâmico de grupo no fórum on-line. </li></ul><ul><li>Factores que influenciam a tutoria: </li></ul><ul><li>Eficácia do sistema; </li></ul><ul><li>Tipo de tarefas; </li></ul><ul><li>Diferenças entre estudantes; </li></ul><ul><li>Dimensão dos grupos. </li></ul>
  34. 34. <ul><li>Papéis do Tutor: </li></ul><ul><li>Conceber; </li></ul><ul><li>Organizar conteúdos e actividades; </li></ul><ul><li>Modelar; </li></ul><ul><li>Facilitar; </li></ul><ul><li>Liderar; </li></ul><ul><li>Ensinar conteúdos científicos e tecnológicos. </li></ul><ul><li>Existem diferenças entre ensino presencial e ambientes on-line. </li></ul><ul><li>Aspectos como a filosofia e a personalidade do tutor influenciam a aprendizagem, o desempenho e a motivação dos estudantes. </li></ul>A tutoria no fórum on-line
  35. 35. A filosofia e a personalidade do Tutor <ul><li>Existem diversos factores que influenciam o estilo de ensino de um tutor: </li></ul><ul><li>Filosóficos </li></ul><ul><li>Crenças; </li></ul><ul><li>Valores em relação às questões educacionais/ educação de adultos; </li></ul><ul><li>Meio em que desenvolve o seu trabalho. </li></ul><ul><li>No Estilo de ensino é importante: </li></ul><ul><li>Como se concebe e desenvolve o ambiente de aprendizagem; </li></ul><ul><li>Os métodos; </li></ul><ul><li>As estratégias; </li></ul><ul><li>Liderança; </li></ul><ul><li>Interacções; </li></ul><ul><li>Motivação dos alunos. </li></ul>
  36. 36. <ul><li>Tutores que se baseiam na: </li></ul><ul><li>Autonomia; </li></ul><ul><li>Interdependência; </li></ul><ul><li>Comunicação; </li></ul><ul><li>Interacção. </li></ul>A filosofia e a personalidade do Tutor <ul><li>Aceita novas ideias; </li></ul><ul><li>Valoriza as diferenças de opinião; </li></ul><ul><li>Estimula diferentes pontos de vista; </li></ul><ul><li>Novas formas de ensinar e de aprender; </li></ul><ul><li>Incentiva a reflexão; </li></ul><ul><li>Motiva os estudantes; </li></ul><ul><li>Encoraja-os a tornarem-se independentes; </li></ul><ul><li>Responde a perguntas; </li></ul><ul><li>Sugere percursos; </li></ul><ul><li>Diagnostica más interpretações. </li></ul>
  37. 37. <ul><li>Relação entre a personalidade do tutor e a sua eficácia. </li></ul><ul><li>Estilos de tutoria, maior dificuldade ou facilidade em conseguir um bom desempenho dos estudantes; </li></ul><ul><li>Desenvolver um ambiente de aprendizagem que proporcione a criatividade; </li></ul><ul><li>Desenvolvimento de competências de resolução de problemas. </li></ul><ul><li>Segundo alguns autores, entre eles Deci, Ryan, Chan, a motivação é um conceito muito importante nos resultados dos alunos a nível educacional e social. </li></ul><ul><li>Segundo Tonelson, a personalidade do tutor tem influência nos resultados da aprendizagem e no ambiente em que esta ocorre. </li></ul>A filosofia e a personalidade do Tutor
  38. 38. <ul><li>Os estudantes, que têm tutores com as características acima referidas, são considerados academicamente mais: </li></ul><ul><li>Competentes; </li></ul><ul><li>Motivados; </li></ul><ul><li>Criativos; </li></ul><ul><li>Compreensão mais profunda dos conteúdos; </li></ul><ul><li>Apresentam: </li></ul><ul><li>Taxas de abandono mais reduzidas; </li></ul><ul><li>Melhores resultados. </li></ul><ul><li>Segundo Kagan e Grandgenett(1987) A personalidade do tutor e o seu estilo de ensino estão fortemente associados; </li></ul><ul><li>Para Fisher e Kant (1998) existe uma relação significativa entre a personalidade do tutor e o grau de coesão dos estudantes. </li></ul>A filosofia e a personalidade do Tutor
  39. 39. As funções do tutor no fórum <ul><li>Uma das características referidas como principais da aprendizagem on-line, é a possibilidade dos tutores e alunos interagirem em fóruns. </li></ul><ul><li>Estes fóruns permitem: </li></ul><ul><li>Interacção social; </li></ul><ul><li>Discussão de trabalhos; </li></ul><ul><li>ferramenta de colaboração; </li></ul><ul><li>Estratégia de ensino; </li></ul><ul><li>Exemplo: Trabalhos de estudantes reutilizados como material de estudo, desde que autorizada pelos aluno. (Collis e Moonen 2001). </li></ul><ul><li>Designações para o papel do tutor: </li></ul><ul><li>Professor; </li></ul><ul><li>Tutor; </li></ul><ul><li>Moderador; </li></ul><ul><li>Facilitador; </li></ul><ul><li>Instrutor; </li></ul><ul><li>Mentor. </li></ul>
  40. 40. <ul><li>Funções da Tutoria: (Berge) </li></ul><ul><li>Gestão; </li></ul><ul><li>Socialização; </li></ul><ul><li>Tecnológica; </li></ul><ul><li>Pedagógica. </li></ul><ul><li>Funções da tutoria; (Paulsen e Mason) </li></ul><ul><li>Organizativa; </li></ul><ul><li>Social; </li></ul><ul><li>Intelectual. </li></ul><ul><li>Vertentes da Tutoria: (Salmon) </li></ul><ul><li>Tecnológica; </li></ul><ul><li>Gestão e dinamização. </li></ul>As funções do tutor no fórum
  41. 41. <ul><li>Vertentes da Tutoria: (Salmon) </li></ul><ul><li>Neste modelo as tarefas, funções e nível de intervenção do tutor vão mudando com o progresso da aprendizagem, que se realiza em 5 estádios. </li></ul><ul><li>1º Estádio: Participantes começam a conhecer e a utilizar o sistema. O professor tem como funções, motivar, apoiar os estudantes. </li></ul><ul><li>2º Estádio: Processos de socialização, interacção on-line. O tutor deve estabelecer a ponte entre o universo individual e social. Partilha de informação, apoiar e auxiliar os estudantes a ganharem mais independência e confiança. </li></ul><ul><li>3º Estádio: Participantes começam a utilizar estratégias para liderarem com mais sobrecarga de informação. Os estudantes procuram o tutor para este lhes dar indicações de como utilizar o material. </li></ul>As funções do tutor no fórum
  42. 42. <ul><li>4º Estádio: Construção do conhecimento, os participantes interagem de forma mais aberta e participativa. As aprendizagens que os alunos fazem com os materiais e com os outros é diferente. Uma aprendizagem activa e reactiva. </li></ul><ul><li>Aqui a tutoria tem de ser bem treinada na dinâmica de grupos. Maior equilíbrio entre os papéis do tutor e dos estudantes. </li></ul><ul><li>5º Estádio: Desenvolvimento, os estudantes tornam-se mais independentes, e necessitam pouco apoio. Desenvolvimento do pensamento crítico. Utilização de uma abordagem construtivista da aprendizagem. </li></ul><ul><li>Presença Social Presença Cognitiva Presença tutorial </li></ul>As funções do tutor no fórum
  43. 43. <ul><li>Funções essenciais( Garrison e Anderson): </li></ul><ul><li>Concepção; </li></ul><ul><li>Organização; </li></ul><ul><li>Facilitação do discurso e a de ensino. </li></ul><ul><li>No modelo de Anderson as funções organizativas incluem tarefas como a : </li></ul><ul><li>Definição de currículos; </li></ul><ul><li>Objectivos; </li></ul><ul><li>Metas; </li></ul><ul><li>Actividades; </li></ul><ul><li>Regras; </li></ul><ul><li>Normas . </li></ul>As funções do tutor no fórum
  44. 44. <ul><li>Aspectos Curriculares: </li></ul><ul><li>Tutor definir o currículo; </li></ul><ul><li>Conteúdos; </li></ul><ul><li>Objectivos </li></ul><ul><li>Através de Guias de estudo disponíveis on-line. </li></ul><ul><li>Termos metodológicos: </li></ul><ul><li>Professor dê instruções claras; </li></ul><ul><li>Estabeleça com clareza os prazos de execução das actividades; </li></ul><ul><li>Ajude os estudantes a utilizar o ambiente on-line; </li></ul><ul><li>Fornecer instruções. </li></ul>As funções do tutor no fórum
  45. 45. <ul><li>Dinamizar e Impulsionar o trabalho </li></ul><ul><li>No contexto do fórum incluem tarefas como: </li></ul><ul><li>Identificar opiniões divergentes ou convergentes sobre os conteúdos; </li></ul><ul><li>Procurar consensos e entendimentos; </li></ul><ul><li>Encorajar e reforçar as contribuições dos estudantes; </li></ul><ul><li>Criar um clima de confiança. </li></ul><ul><li>Solicitar a participação e estimular o debate; </li></ul><ul><li>Avaliar o processo. </li></ul><ul><li>“ Criação de um clima social adequado é considerado um factor essencial à aprendizagem e à motivação.” </li></ul>As funções do tutor no fórum
  46. 46. <ul><li>No fórum o professor tem de: </li></ul><ul><li>Garantir a igualdade de oportunidades; </li></ul><ul><li>Incentivar os menos participativos; </li></ul><ul><li>Promover a interactividade; </li></ul><ul><li>Gerir situações de conflito; </li></ul><ul><li>Diminuir o impacto negativo do excesso de informação. </li></ul><ul><li>No modelo apresentado anteriormente por Anderson, o grupo de competências por ele referidas envolvem as seguintes actividades: </li></ul><ul><li>Apresentar conteúdos e orientações de exploração; </li></ul><ul><li>Centrar a discussão em aspectos específicos; </li></ul><ul><li>Fazer pontos de situação do debate; </li></ul>As funções do tutor no fórum
  47. 47. <ul><li>Verificar se os estudantes estão a apreender os conteúdos; </li></ul><ul><li>Disponibilizar fontes de informação ; </li></ul><ul><li>Ajudar a resolver algumas dificuldades tecnológicas dos estudantes. </li></ul><ul><li>O tutor deve estabelecer algumas regras de etiqueta, de modo a manter a motivação para o debate e para evitar problemas. </li></ul><ul><li>O autor estabelece algumas regras de etiqueta a utilizar nos fóruns pelos tutores, a estas regras ele dá o nome de netiquetas. </li></ul>As funções do tutor no fórum
  48. 48. <ul><li>Algumas das Regras de etiqueta para o debate on-line </li></ul><ul><li>Respeite o tema de discussão; </li></ul><ul><li>Utilize uma linguagem clara; </li></ul><ul><li>Esteja atento ás contribuições dos outros, acompanhe o debate; </li></ul><ul><li>Utilize formas de cortesia; </li></ul><ul><li>Utilize um tipo de letra legível; </li></ul><ul><li>Indique as fontes quando fizer citações; </li></ul><ul><li>Utilize com cautela o humor; </li></ul><ul><li>Contextualize a sua mensagem; </li></ul><ul><li>Respeite as opiniões contrárias; </li></ul><ul><li>Não refira os erros dos seus interlocutores; </li></ul><ul><li>Não utilize maiúsculas; </li></ul>As funções do tutor no fórum
  49. 49. <ul><li>Respeite as opiniões contrárias; </li></ul><ul><li>Não refira os erros dos seus interlocutores; </li></ul><ul><li>Não utilize maiúsculas; </li></ul><ul><li>Não repita ideias; </li></ul><ul><li>Evite colocar mensagens fora do contexto. </li></ul>As funções do tutor no fórum
  50. 50. Alguns princípios para a acção do tutor no fórum <ul><li>Papeis e funções do tutor: </li></ul><ul><li>Concepção </li></ul><ul><li>Organização </li></ul><ul><li>Meta cognição </li></ul>Os tutores parecem desempenhar um papel importante na discussão e negociação dos objectivos que os estudantes devem ter em mente, quando utilizam as novas tecnologias e na clarificação das expectativas criadas em torno do seu aproveitamento. <ul><li>Dinamização </li></ul><ul><li>Aconselhamento </li></ul><ul><li>Ensino </li></ul>
  51. 51. Alguns princípios para a acção do tutor no fórum <ul><li>A presença do tutor induz os estudantes a dirigir-se aos seus pares como menos frequência que ao tutor. Quando os tutores contribuem com ideias e descrevem experiências pessoais relevantes para o curso, fornecem aos estudantes ideias, explicações e informações que, contraditando os seus conhecimentos ou crenças, os obrigam a rever, abandonar ou modificar as suas perspectivas e a adoptar outros pontos de vista. </li></ul><ul><li>Os tutores tem que ser tecnologicamente competentes, o que lhes permite tirarem mais rendimento das possibilidades da tecnologia. </li></ul>
  52. 52. Síntese e conclusão   <ul><li>Esta investigação demonstra a importância da compreensão do meio de comunicação e as características da comunicação no ambiente on-line, identifica aspectos determinantes do perfil do tutor, tais como a sua personalidade, o seu estilo educativo e o seu gosto pela educação a distância. </li></ul><ul><li>Este capítulo demonstrada a importância da tutoria on-line no sucesso das soluções de aprendizagem a distância. </li></ul>Segundo a afirmação de alguns autores como Rossman (1999) o tutor constitui a maior e mais referida preocupação por parte dos estudantes on-line; Oren e Tal. (2002) apuraram que uma tutoria menos centrada no processo diálogo limita o volume e a qualidade da interacção social, produz mais interacção entre tutor e estudantes que entre os estudantes e dificulta a concretização dos objectivos de construção colaborativa do conhecimento.
  53. 53. Síntese e conclusão   Segundo Hatnnon e Tal. (2002), os professores que dão aos estudantes feedback frequente e significativo são os que os estudantes mais apreciam e confirmam que os estudantes on-line valorizam respostas rápidas e pormenorizadas às suas preocupações e feedback qualitativo do seu trabalho. É de esperar que os progressos de natureza tecnológica venham a tornar menos exigente o esforço do tutor, designadamente, com software que facilite a estruturação do debate, ajudando o estudante a regular e avaliar as suas intervenções e que facilita o acesso e o arquivo, por parte do tutor, das contribuições dos estudantes. O facto de o software já permitir que o tutor organize a informação de vários modos é um avanço útil, mas a tecnologia tem que progredir noutras direcções.
  54. 54. Ficha Técnica <ul><li>Trabalho realizado por: </li></ul><ul><li>Ana Cardoso </li></ul><ul><li>Jaqueline Leichsenring </li></ul><ul><li>Joana Valpaços </li></ul><ul><li>Rui Andrade </li></ul><ul><li>Tânia Rocha </li></ul><ul><li>Tatiana Santos </li></ul>

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