Continuação

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  1. 1. 4 1-INTRODUÇÂO O aleitamento materno é a mais sábia estratégia natural de vinculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui a mais sensível, econômica e eficaz intervenção para redução da mortalidade infantil e permite ainda um grandioso impacto na promoção da saúde integral do binômio mãe/filho e de toda a sociedade. Amamentar é muito mais do que nutrir a criança, é um processo que envolve interação profunda entre mãe/filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade para a defesa de infecções, na sua fisiologia e desenvolvimento emocional, além de ter implicações na saúde física e psíquica da mãe. O Leite materno é o alimento ideal para criança nos primeiros seis meses de idade como alimento exclusivo e, no entanto são inúmeras as vantagens tanto do ponto de vista nutricional como imunológico promovendo o crescimento e desenvolvimento adequado. O aleitamento materno exclusivo pode melhorar a qualidade de vida das crianças, uma vez que as crianças amamentadas adoecem menos, necessitando menos de atendimentos médicos, hospitalizações e medicamentos. Além disso,quando a amamentação é bem sucedida,mães e crianças podem estar mais felizes, com repercussões familiares. Nos recém-nascidos, o ato de sugar ao seio é importante para o desenvolvimento da mandíbula, dentição e músculos da face, contribuindo também para outros benefícios como o ótimo desenvolvimento da fala, além disto, crianças que mamam no peito tendem a ser mais tranqüilas e fáceis de socialização durante a infância e o vìnculo com a mãe/filho é fortalecido. As mães se beneficiam durante a amamentação porque contribui para uma adequada relação uterina no pós-parto, diminuindo a perda sanguínea, o que junto com a amenorréia gestacional (ausência de menstruação) protege a mãe das perdas de ferro: A amamentação ajuda a mãe ter um retorno mais rápido ao seu peso pré-gestacional como as alterações nas mamas e evitando tais doenças às mesmas. Segundo CASTRO, ARAÚJO, 2006 a estratégia saúde da família precisam, durante o pré-natal, orientar a gestante e sua família sobre amamentação, fornecendo informações de
  2. 2. 5 como o leite é produzido; a importância da amamentação sob livre demanda; o correto posicionamento da criança e pega na aréola; realizar a ordenha manual do leite, como guardá-lo ou doá-lo. Deve ainda oferecer apoio emocional à gestante e ao seu familiar, estimular a troca de experiências, dedicar tempo e ouvir suas dúvidas, preocupações e dificuldades, ajudando, assim, eleva sua autoconfiança para a capacidade de amamentar. A Estratégica da Saúde da Família tem sua equipe e precisam capacitar seus integrantes ou seus profissionais e suas equipes que assistem direta e indiretamente gestantes, puérperas e crianças, visando a uniformidade de informações, bem como a adoção de práticas facilitadoras de apoio à amamentação. Assim faz se necessário que a atenção primária em saúde tenha iniciativas que possam propiciar, entre os profissionais de saúde, o desenvolvimento das ações preconizadas pelo Ministério da Saúde para a promoção e apoio da amamentação que muitas vezes se encontra desarticulada e fragmentada. O Ministério da Saúde preconiza o incentivo ao Aleitamento Materno e recomenda o desenvolvimento de ações pela atenção básica de saúde na promoção da amamentação, entre as quais salienta-se :O estímulo ao aleitamento materno após a alta da maternidade e continuamente de forma exclusiva até o 6º mês de vida do bebê e a proteção legal ao aleitamento materno e mobilização social. As equipes da estratégia saúde da família devem estar capacitadas para acolher precocemente a gestante, garantindo orientação apropriada quanto aos benefícios da amamentação para a trinômia mãe, filho e família e para a sociedade, assim como acompanhar o processo de aleitamento materno após o parto (BRASIL, 2004). A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério de Saúde recomendam amamentação exclusiva por seis meses e complementada até os dois anos ou mais. Existem evidências de que não há vantagens em se iniciar alimentos complementares antes dos seis meses (salvo em alguns casos individuais), podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da criança. Ainda no segundo ano de vida, o leite materno continua sendo uma importante fonte de nutrientes, além de continuar conferindo proteção contra doenças infecciosas (DUNCAN, COLABORADORES; 2004). A necessidade de capacitar os profissionais de saúde, especialmente os que atuam na Estratégia Saúde da família, para que possam promover, proteger e apoiar o aleitamento
  3. 3. 6 materno é um grande desafio para os gestores do nosso pais, visando abordagem intensa sobre o aleitamento materno exclusivo, que é de extrema importância para a população. Durante a atuação na Estratégia saúde da Família no Bairro Triângulo no município do Juazeiro do Norte-Ce ao decorrer do Estágio Supervisionado I,observamos que diante da abordagem sobre o Aleitamento Materno Exclusivo em educação e saúde e mesmo nas consultas de enfermagem realizada com as puérperas ,a(o) enfermeira da Estratégia da Saúde da Família aborda pouco sobre o aleitamento materno exclusivo.Então, verificando a necessidade que as puérperas e familiares sentem quando acompanhadas para o retorno da consulta de puericultura de,enfatizar sobre a importância do aleitamento materno exclusivo para mãe/bebê,as vantagens da amamentação,as características e função do leite materno,produção do leite materno,a pega no peito adequada, e ainda, como guardá-ló ou doá-ló.No entanto o objetivo desse trabalho é identificar o conhecimento das puérperas,atendidas na Estratégia Saúde da Família de um bairro do município de Juazeiro do Norte,sobre o aleitamento materno exclusivo,verificando quais e como são assimiladas as orientações acerca do assunto,bem como conhecer as facilidades ou dificuldades encontradas por esse grupo,no processo de amamentação. Nós, como futuros profissionais de saúde, enfatizo, desempenhamos um papel de extrema relevância na assistência à mulher-mãe-nutriz.Para tal ,temos que nos instrumentalizar com conhecimentos atualizados e habilidades ,tanto no manejo clínico da lactação como na técnica de aconselhamento.Dessa maneira,estaremos cumprindo com o nosso papel de profissional de saúde e de cidadão ao colaborar com a garantia do direito de toda criança de ser amamentada.
  4. 4. 7 2-OBJETIVOS 2.1-OBJETIVO GERAL Identificar o conhecimento das puérperas, atendidas na Estratégia Saúde da Família de um bairro do município de Juazeiro do Norte, sobre o aleitamento materno exclusivo. 2.2-OBJETIVOS ESPECIFICOS  Caracterizar sócio demograficamente as puérperas  Verificar quais e como são recebidas, pelas puérperas, as orientações acerca do aleitamento materno exclusivo na Estratégia Saúde da Família.  Identificar as facilidades/dificuldades durante o processo de amamentação e como as puérperas lidam com estas.  Conhecer a importância do aleitamento materno exclusivo para as puérperas.
  5. 5. 8 3-METODOLOGIA 3.1 Tipo de Estudo De acordo com os objetivos propostos no estudo, o qual envolve exploração e a descrição de características de uma determinada população, optou-se por desenvolver uma pesquisa exploratória, descritiva com abordagem predominantemente qualitativa. A pesquisa de cunho exploratória visa investigação empírica, cujo objetivo é a formulação de questões ou problemas, com tripla finalidade buscando informações sobre determinado assunto de estudo (LAKATOS et al., 2005).Considerando que este tipo de pesquisa atendeu as exigências de análise,sendo a mais adequada sobre dados ou fatos colhidos na própria realidade para a investigação proposta pelo estudo. Possui abordagem qualitativa ema vez que foi direcionada, ao longo do seu desenvolvimento, não buscando enumerar eventos e nem empregar métodos estatísticos para analisar os dados e sim tendeu a obter dados descritivos mediante contato direto e interativo do pesquisador com seu objeto de estudo (NEVES, 1996). A partir do que foi exposto, percebe-se que o estudo tornou-se enriquecido, uma vez que permitirá que as realidades das sujeitas da pesquisa fossem conhecidas e analisadas sem que, contudo, houvesse interferência da subjetividade da pesquisadora, fazendo com que exista maior compreensão do fenômeno que será estudado.
  6. 6. 9 3.2 -Lócus do Estudo: O estudo foi desenvolvido em uma Estratégia Saúde da Família do Bairro Triângulo, localizado no município de Juazeiro do Norte-CE, situado a 493,4Km de Fortaleza - Ceará, integrando a microrregião do Cariri. 3.3- População do Estudo: O bairro em questão foi escolhido por constituir regiões carentes, com 10 puérperas cadastradas na Estratégia Saúde da Família para a consulta de puericultura com a enfermeira, e com isso para obter um resultado favorável em que aborda o perfil sócio demográfico e das experiências colhidas sobre o aleitamento materno exclusivo, tornandose um campo vasto para a realização da pesquisa. 3.4 - Período do Estudo: A coleta de dados da pesquisa foi desenvolvida entre os meses de novembro e dezembro de 2010. Seguindo-se a análise dos resultados com apresentação do relatório final prevista para março de 2011. 3.5 Etapas do Desenvolvimento da Pesquisa: A Estratégia Saúde da Família do Bairro Triângulo foi o bairro escolhido para o desenvolvimento do estudo por, possuir o programa de aleitamento materno exclusivo e puerpério de acordo com as preconizações do Ministério da Saúde (BRASIL, 2001). A pesquisa foi iniciada a partir da submissão de solicitações que foram direcionadas a Secretaria Municipal de Saúde e também, a enfermeira coordenadora da referida Estratégia saúde da Família, a fim de que fosse autorizada a realização da pesquisa (APÊNDICE C).
  7. 7. 10 Após autorização seguiu-se com sensibilização para a pesquisa com as Agentes Comunitárias de Saúde, a enfermeira da Estratégia Saúde da Família e as puérperas, por meio de uma reunião informal explicando o conteúdo da pesquisa, seus objetivos e a importância de suas participações. Todos mostraram-se solícitos a colaborar com a pesquisa. A amostra do estudo será delimitada pela saturação teórica dos discursos. 3.5.1 Coleta de Dados: Como instrumento de efetivação para a coleta de dados será utilizado o roteiro de entrevista semi-estruturado constando de questões referentes a dado sócio demográfico e de identificação do conhecimento das puérperas sobre aleitamento materno exclusivo, de quais e como foram assimiladas as orientações acerca do assunto, bem como de suas facilidades e dificuldades em amamentar (APÊNDICE A). As entrevistas semi-estruturadas podem ser empregadas em pesquisas qualitativas exploratórias (DIAS, 2005), como é o caso em questão, pela necessidade de um aprofundamento nos sentimentos vividos pelas sujeitos da pesquisa na situação especifica a que estão impostas. Vale ressaltar que as entrevistas serão gravadas, na finalidade de maior fidedignidade aos dados, após autorização das entrevistadas com assinatura do Termo de Consentimento livre e Esclarecido (TCLE) (APÊNDICE B). 3.5.2 Análise e Interpretação dos Dados: A análise é a parte que apresenta os resultados obtidos na pesquisa e analisa-os sob o crivo dos objetivos e/ou das hipóteses (HEERDT, 1999). É um conjunto de instrumentos metodológicos que asseguram a objetividade, sistematização e influência aplicadas aos discursos diversos (VALETIM, 2008). Na análise dos dados pode-se confrontar as respostas obtidas com o referencial teórico do qual se tem apoio. Essa análise pode possuir variável número de interpretações, uma vez que para coleta de dados será utilizada a
  8. 8. 11 entrevista semi-estruturada, o que permite, durante o processo investigado, novas respostas e novos questionamentos. É importante ser ressaltado que os dados serão apresentados em dois blocos, o primeiro com a caracterização sócio-demográfica estará exposto em forma de tabelas e quadros. O segundo bloco constará das informações acerca dos resultados referentes ao conhecimento das puérperas sobre aleitamento materno exclusivo, os quais serão agrupados sob a forma de categorias de acordo com as informações dos sujeitos conforme o objeto de estudo, segundo a metodologia da análise de conteúdo. 3.6 Aspectos Éticos e Legais da Pesquisa: Em relação aos aspectos éticos para a realização da pesquisa foi considerada a resolução n° 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (BRASIL, 1996). O respeito devido à dignidade humana exige que toda pesquisa se processe após consentimento livre e esclarecido dos sujeitos, indivíduos ou grupos que por si e /ou por seus representantes legais manifestem a sua anuência a participação na pesquisa. O Uso do termo de consentimento livre e esclarecido obedece aos requisitos de Beneficência, Não-maleficência, Justiça e Autonomia. O estudo será desenvolvido após apreciação e aprovação do Comitê de Ética e pesquisa da Universidade Federal do Ceará – Campus Cariri – UFC.
  9. 9. 12 4-RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1-Perfil das participantes do estudo No momento da entrevistas, as puérperas se apresentavam ansiosas com o conteúdo das perguntas. Essa satisfação é compreendida, uma vez que as mães passam por um período conturbado, onde as situações que são problemáticas ainda não têm se resolvido. Primeiro as puérperas responderam o questionário sócio demográfico, o que as deixou, mas tranqüilas. Depois de respondido o questionário, foi iniciado as entrevistas individualmente. A Tabela 1 trata da Caracterização Sócia Demográfico das participantes do estudo, cuja população o total era de 10 puerpéras logo só foram entrevistadas oito das mesmas. Tabela 1: Dados sócio-econômicos de puerpéras no bairro em Juazeiro do Norte, CE. Novembro de 2010. Dados sócio-econômicos Nº % IDADE 30-40 anos 5 62,5 40-50 anos 3 37,5 ESTADO CIVIL Solteiras Casadas 3 37,5 5 62,5 NIVEL DE ESCOLARIDADE Fundamental I Ensino médio RENDA FAMILIAR 5 3 2 Menos 1 salário Entre 1 e 4 salário 3 62,5 37,5 25 37,5 37,5 Mais de 4 salário 3 Fonte: Entrevista realizadas com puerpéras na ESF do Bairro triângulo do município do Juazeiro do Norte-Ce.
  10. 10. 13 As puerpéras tinham idades que variaram entre 30 a 50 anos, sendo que a maioria (62,5 %) tem entre 30 a 40 anos. O nível de escolaridade das mães se encontra deficitário, pois cinco delas (62,5%) concluíram até o 9º ano (Fundamental I) e três (37,5 %) concluíram o Ensino Médio. Quanto à estrutura familiar foi observado o predomínio das solteiras (37,5%) sendo que estas moram com os pais e irmãos ou com outros parentes, enquanto as casadas, no valor de cinco puerpéras (62,5%) não apresentam casamento formal. A renda familiar da maioria das mães se situa entre um e quatro salários mínimos, estando estas famílias classificadas como com nível de renda médio no Brasil. Como essas puerpéras não apresentam trabalho remunerado, sendo dependentes financeiramente da família ou do parceiro, aumentam a possibilidade de que as mesmas possuam outros riscos sociais associados a não possuírem renda (SABROZA, 2004). Percebe-se a falta de compromisso, apoio ou abandono por parte do parceiro, uma vez que a maioria dos casos das puerpéras não tem vínculo com o mesmo, estando solteiras. Essa situação pode causar a interrupção do processo normal do desenvolvimento psicoafetivo-social da adolescente (GODINHO, 2000). As que se encontram em situação marital não formal devem atentar que este fato é um fator de risco para casos de repetição de gravidez (PERSONA, 2004). 4.2 Informações acerca do aleitamento materno exclusivo?Já amamentou anteriormente?Quantas vezes?Quanto tempo? A importância do aleitamento materno exclusivo para a preservação da saúde da criança não é uma descoberta nova. O leite materno, além de ser ideal por seu valor nutricional e imunobiológico para o recém-nascido, traz benefícios psicológicos para o binômio mãe e filho. Durante o desenvolvimento da pesquisa foi possível observar que todas as puerpéras entrevistadas reconheciam sobre as informações do aleitamento materno exclusivo, entretanto não sabiam explicitar as razões dessa importância.
  11. 11. 14 Algumas consideraram o aleitamento materno exclusivo e por isso obteve informações anteriormente da amamentação através de devido profissionais e familiares e o tempo que amamentou cada filho, como ilustram as falas transcritas a seguir. “Todos os meus filhos foram amamentados até os seis meses.” (Entrev. 1) "No hospital São Vicente onde tive meu segundo filho e amamentei durante os seis meses exclusivamente. (Entrev.2) “Já sabia, mas na gravidez os profissionais que me acompanharam sempre reforçavam a informação do aleitamento materno exclusivo.”(Entrev 3) Outras relataram sobre o desenvolvimento da amamentação no pré-natal durante as consultas no programa saúde da família (PSF). “Durante o pré-natal com a médica e a enfermeira do psf e amamentei meus dois filhos o primeiro durante cinco meses e o segundo durante três meses.” (Entrev 4) “Tive informações com o meu obstetra e equipe de enfermagem do psf que sempre ia para obter informações do aleitamento materno exclusivo.” (Entrev 5) Segundo LAMONUIER, 2003 “Quando alimentos complementares são introduzidos antes dos 6 meses de vida a criança passa a ingerir menos leite humano,interferindo absorção de nutrientes,como o ferro e o zinco,o aumento do risco da alergia alimentar alimentar,o aumento da taxa de morbimortalidade infantil e a maior ocorrência de doenças crônico-degenerativas na fase adulta.” Os enfermeiros por meio de suas práticas e atitudes podem incentivar a amamentação e apoiar as mães, ajudando-as no inicio precoce da amamentação e adquirir autoconfiança em sua capacidade de amamentar. O enfermeiro tem um papel relevante, pois, é o “profissional que, mas estreitamente se relaciona com as nutrizes e tem importante função nos programas de educação em saúde” ALMEIDA, 2004, P.358.
  12. 12. 15 4.3-Orientações sobre o Aleitamento Materno Exclusivo durante o pré-natal?Sim ou não?De que maneira foram repassadas? Quando foi questionada a orientação sobre o aleitamento materno exclusivo de todas as puerpéras e nutrizes entrevistadas somente três relataram que não foram orientadas. Em algumas entrevistadas foi relatado que o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses é o ideal para o desenvolvimento da mandíbula e o desenvolvimento dos dentes. “Sim.Através das minhas consultas no pré-natal no psf e palestras.”(Entrev 4) “Sim.Fui muito bem orientada pelo médico do psf.”(Entrev.5) “Sim.Quando no psf tinha as palestras na educação e saúde entregava os impressos e conversas com as mesmas.”(Entrev.6) Diante de tal fato, vale considerar que as instruções estão sendo bem passadas de forma adequada, pois ainda existem poucas falhas sobre a amamentação. Certamente, as medidas tomadas precisariam ser reavaliadas, para se obter o resultado esperado. Torna-se preciso atentar para o processo de comunicação acerca dos benefícios e requisitos da amamentação bem sucedida. Para realização dessa tarefa são necessários conhecimentos e habilidades no manejo nas diversas fases na lactação. Aconselhamento no pré-natal, orientação e ajuda no período de estabelecimento da amamentação e avaliação criteriosa da técnica adequada,quando surgem os problemas relacionados com o aleitamento,são algumas tarefas que a equipe de saúde da família deve dominar. 4.4-Está ofertando somente o aleitamento materno exclusivo?A família interferiu sobre a amamentação?Como? O leite materno oferece a criança, os nutrientes indispensáveis que ela necessita para ter uma vida saudável e também representa o alimento essencial e nutritivo para o bebê até o
  13. 13. 16 sexto mês de vida como alimento exclusivo, a partir daí poderá ser complementado com a introdução de alimentos complementares, pelo ao menos até os dois anos de vida. No que se refere às falas das puérperas sobre o aleitamento materno exclusivo e como estão sendo ofertado o leite materno durante os seis meses, porque muitas mães não tinham como amamentar seu filho por causa do emprego e outras sentiam muita dor, fissuras nas mamas e também não tinha ajuda dos familiares e sendo assim sentiam muitas dificuldades e com isso muitas acharam péssimo implementar logo, o leite complementar no entanto é ideal ofertar após os seis meses que é para complementar a alimentação balanceada . “Sim. Porque é saudável para a criança e também fazer um horário de três em três horas na mamadas.”(Entrev.5) “Não .Porque tive que voltar a trabalhar o quanto antes.”(Entrev.6) “Sim .Amamentei porque é o melhor alimento para o bebê e dou sempre o necessário.”(Entrev 7) “Não .Amamentei porque era muita dor e não conseguir e ainda mas era sozinha e não tinha ninguém para me ajudar.”(Entrev 9) “Sim.Minha mãe,queria que eu desse leite ou mingau,pois achava que o leite materno era pouco para o bebê.”(Entrev8) De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), foi considerado aleitamento materno, o processo pelo qual o lactente recebe leite materno independentemente de consumir outros alimentos, e aleitamento materno exclusivo o processo em que o bebê recebe leite materno de sua mãe ou nutriz ou leite materno extraído, sem receber nenhum outro liquido ou sólido, exceto vitaminas, complementos minerais ou medicamentos. A interrupção precoce do aleitamento materno foi definida como a interrupção da amamentação antes dos quatros meses de vida do lactente. Para UNICEF, 2004. “A Duração do aleitamento materno pode ser favorecida ou restringida por fatores biológicos, culturais relativos á assistência á saúde e socioeconômicos”. Os profissionais de saúde por meio de suas atitudes e práticas podem influenciar positiva ou negativamente o inicio da amamentação e apoiar as mães, ajudando- as iniciá-la precocemente e a adquirir autoconfiança em sua capacidade de amamentar. {...} Todos devem ter acesso ás informações sobre os benefícios do aleitamento materno.
  14. 14. 17 É de fundamental importância estar desenvolvendo para essas mulheres, um programa que incentiva e esclarece sobre o aleitamento materno, pois uma mãe e familiares bem orientados são certeza de uma criança bem saudável e com o seu desenvolvimento adequado para sua idade. 4.5- Quais as facilidades e dificuldades durante a amamentação?Você superou esta dificuldade? Muitos são os motivos que podem levar a interrupção do aleitamento materno. Dentre eles foram referidos: necessidade de trabalhar, fissuras na mama e falta de paciência. Foi possível perceber nos relatos que, mesmo com as facilidades concedidas às mulheres que se encontram em fase de amamentação e necessitam trabalhar, nem sempre esse direito foi desfrutado por todas. Estudos apontam o trabalho como causa determinante ou associada à decisão da mãe em oferecer outro alimento ao filho. Tal fato pode ser verificado nas falas transcritas: “Sim .O fato de ter que voltar a trabalhar atrapalhou o aleitamento materno exclusivo e tive que introduzir outros alimentos.”(Entr 3) “Sim.Tive dificuldade de amamentar porque sentia muita dor durante a amamentação e também pela falta de não ter ninguém para me ajudar.” ( Entrv 4) “Sim.E também não tinha como passar as 24h com a criança por causa da necessidade do trabalho”.(Entrv 5) O aleitamento materno é uma das ações, mas valorizadas para promover saúde da criança, porém os trabalhos das puérperas fora de casa têm sido apontados como uma das razões para não amamentação. No entanto alguns estudos mostram que não é o trabalho que determina a diminuição da amamentação, mas sim as condições concretas em que ocorre cada situação.
  15. 15. 18 A sociedade oferece pouco suporte à mulher no seu desempenho de papel como mãe, o que pode ser percebido por ausência de creche e, quando existem são colocados em locais distantes do lar ou do trabalho ,bem como muitas vezes,pela inexistência de um local apropriado para o armazenamento do leite materno. Diante as dificuldades encontradas, algumas sugestões foram oferecidas pelas sujeitas da pesquisa, para que a Equipe da Saúde da Familia possa estimular o aleitamento materno, principalmente o aleitamento materno exclusivo. A maioria referiu sobre a orientação/explicação, aconselhamento e palestras são meios de estimulo para a amamentação. “Sim. Aconselhar ir às casas das mães, conversando com ela e orientado como é feita a pega adequada e técnica correta.” (Entrev.4) “Dar conselho, orientar, porque muitas mães não são orientadas sobre a amamentação.” (Entrev.5) “Orientar, conversar com a equipe sobre o aleitamento materno exclusivo”. (Entrev 6) Considerando o conjunto de influências que interferem nas decisões relativas à amamentação, evidencia-se que para se conseguir efetivamente produzir atitudes práticas positivas, é necessário focalizar a sociedade, não apenas as puérperas,visando estabelecer o aleitamento materno exclusivo como fator social. 4.6-A Importância do aleitamento materno exclusivo para as puérperas? A importância do aleitamento materno exclusivo tem sido internacionalmente enfatizada em diversos documentos da Organização Mundial da Saúde (OMS) que recomendam o aleitamento materno exclusivo por seis meses de vida. Baseado nessas evidências cientifica dos benefícios do
  16. 16. 19 aleitamento materno exclusivo, muitos dentre eles o Brasil assumiram oficialmente a recomendação de alimentos complementares após os seis meses de idade. Algumas consideraram o aleitamento materno importante na prevenção de doenças, como ilustram as falas a seguir: “Que é importante para o crescimento da criança saudável.”(Entrev. 2) “È importante porque faz a criança crescer saudável e imune de doenças.”(Entrev 3) “È muito bom para o fortalecimento do recém-nascido e evitando várias doenças.’(Entrev 4) Complementando as falas, três relataram sobre amamentação exclusiva durante os seis meses que é muito importante tanto para o binômio mãe e filho: “Muito importante porque é o melhor alimento para o filho, pois contêm nutrientes ideal”(Entrev5) “Acho que todas as mães devem amamentar seus filhos por fazer bem ao recém-nascido.” (Entrev 6) “Muito bom para ambas as partes, mãe e filho e acriança fica saudável.”(Entrev 7) Diante das condições socioeconômicas e precárias e a falta de infra estrutura continuam sendo fatores decisivos para a sensibilização da importância do aleitamento materno exclusivo para as puérperas nas populações carentes. Apesar de muitas evidências cientificas da superioridade do leite materno sobre outro leite, ainda é muito baixo o número de mulheres que amamentam seus filhos de acordo com as recomendações.
  17. 17. 20 5-CONSIDERAÇÕES FINAIS O processo do aleitamento materno, principalmente aleitamento materno exclusivo, ainda é uma realidade muito distante das famílias que permeiam na estratégia saúde da família, no entanto a abordagem nesse artigo é de muita relevância para a população presente neste bairro tão carente. Foi possível identificar neste artigo a importância do aleitamento materno exclusivo para as puéperas. É de fundamental relevância estar desenvolvendo para essas mulheres, um programa que incentiva sobre o aleitamento materno, pois uma mãe e familiares bem orientados são certeza de uma criança saudável e com o seu desenvolvimento adequado para sua idade. As equipes da saúde da família têm um importante papel de suporte no incentivo de amamentação, uma vez que acolhe a gestante precocemente na assistência do pré-natal, podendo essa mesma ensinar as orientações adequadas às mesmas sobre as quais podemos citar a pega adequada, técnica correta e a ordenha na mama, além de atuar com uma equipe prestadora de serviço domiciliar, tendo, mas oportunidade de divulgar como o aleitamento materno exclusivo até os seis meses é o ideal para a criança e mãe. Antes de promover e incentivar o aleitamento materno exclusivo, porém devem-se avaliar as dificuldades e facilidades que as mães tiveram ao amamentar exclusivamente só o peito. Promover e facilitar o aleitamento materno exclusivo não é responsabilidade somente dos serviços de saúde nem de outro programa de saúde ou outra categoria profissional, mas deve ser uma tarefa considerada prioritária entre outras importantes políticas de saúde e nutrição, merecendo o estimulo de todos os membros famílias e sociedade.
  18. 18. 21 6-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, J, A, G, Amamentação: um hibrida natureza-cultura. Rio de janeiro: Ed.Fiocruz, 1999. ALMEIDA N....,FERNANDES AG ,ARAÚJO,CG.Aleitamento materno:uma abordagem sobre o papel do enfermeiro no pós-parto.Rev elétron Enferm 2004 ALVES, B.G.J, FERREIRA S.O, MAGGI, S.R, FIGUEIRA FERNANDO, PEDIATRIA Instituto MaternoInfantil de Pernambuco (IMIP), 3° Ed.Guanabara Koogan, 2004. ARAÚJO, L, D, S. Quere/poder amamentar, uma questão de representação. Londrina: Ed. UEL, 1997. BRASIL. Ministério da Saúde. Pesquisa de prevalência do aleitamento materno nas capitais e no Distrito Federal. Brasília: Ministério da Saúde; 2001. BRUCE. B.DUNCAN, MARIA INÊS. SCHMIDT, ELSA. R.. J. GIUGLIANII. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências/3. Ed-Porto Alegre: Artmed, 2004. CASTRO, I.R, SILVA M.A, CARDOSO, L..O, DAMIÃO. J.J, RITO, R.V, ENGSTROM, E.M. Evolução do Aleitamento Materno no Município do Rio de Janeiro no período de 1996 a 2003; Rio Estudos. 136, 2004. CASTRO, P.C.M. L, ARAÚJO, S.D. L, Aleitamento Materno manual prático, 2° Ed, Londrina 2006. CARDOSO, L.O. et al ;Impacto da IUBAAM em uma unidade básica de saúde,Jornal de Pediatria.V..84,Nº 2 ,2008 . CERVO, A. L, BERVIAN, P. A, SILVA, D. R, Metodologia cientifica, 6 Ed,São Paulo:Pearson prentice hall,2007. DIAS REGO, J; Aleitamento materno. São Paulo; Atheneu, 2001.
  19. 19. 22

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