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Principais Infestações ePrincipais Infestações e
Infecções de Pele e AnexosInfecções de Pele e Anexos
em Saúde Pública Primáriaem Saúde Pública Primária
Dra Isabela DuarteDra Isabela Duarte
DERMATOVIROSESDERMATOVIROSES
 Herpes simples
 Varicela
 Herpes zoster
 Verrugas virais
 Molusco contagioso
 Dengue
Herpes SimplesHerpes Simples
 Causado pelo HSV –Causado pelo HSV – Herpesvirus hominisHerpesvirus hominis..
 Dois tipos:Dois tipos:
 HSV -1: face e troncoHSV -1: face e tronco
 HSV-2: genitália – transmissão sexualHSV-2: genitália – transmissão sexual
 Inicialmente em áreas mucocutâneasInicialmente em áreas mucocutâneas
latência em células neuronais localizadas emlatência em células neuronais localizadas em
gânglios neurais.gânglios neurais.
 Quando reativado migra através do nervoQuando reativado migra através do nervo
periférico e retorna à pele ou mucosaperiférico e retorna à pele ou mucosa
Herpes SimplesHerpes Simples
 Pode ser transmitido na ausência de lesão clínicaPode ser transmitido na ausência de lesão clínica
 Período de incubação: 3-10 diasPeríodo de incubação: 3-10 dias
 Gengivoestomatite herpética primária:Gengivoestomatite herpética primária:
 CriançaCriança
 Quadro clínico variável – discreto até quadros gravesQuadro clínico variável – discreto até quadros graves
com sintomas gerais.com sintomas gerais.
 Exulcerações, gengiva edemaciada, alimentaçãoExulcerações, gengiva edemaciada, alimentação
difícil.difícil.
Gengivoestomatite herpéticaGengivoestomatite herpética
Gengivoestomatite herpéticaGengivoestomatite herpética
Herpes SimplesHerpes Simples
 Herpes não genital recidivante:Herpes não genital recidivante:
 Herpes recorrente, 3 a 4 X/ano.Herpes recorrente, 3 a 4 X/ano.
 Pele ou mucosas (lábio-pele)Pele ou mucosas (lábio-pele)
 Fatores desencadeantesFatores desencadeantes exposição à luz solar,exposição à luz solar,
estresse grave, trauma, menstruação.estresse grave, trauma, menstruação.
 Discreto ardor ou prurido local horas a diasDiscreto ardor ou prurido local horas a dias
depois vesículas agrupadas sobre basedepois vesículas agrupadas sobre base
eritematosa pústulas ulceram crostas.eritematosa pústulas ulceram crostas.
 Cura completa em 8-9 dias.Cura completa em 8-9 dias.
Herpes orofacial recidivanteHerpes orofacial recidivante
Herpes orofacial recidivanteHerpes orofacial recidivante
Herpes recidivanteHerpes recidivante
Herpes SimplesHerpes Simples
 Pacientes com SIDA:Pacientes com SIDA:
Lesões mais numerosas, exuberantes e comLesões mais numerosas, exuberantes e com
ulcerações mais profundas.ulcerações mais profundas.
Pode generalizar com alta mortalidade e acometerPode generalizar com alta mortalidade e acometer
órgãos internos.órgãos internos.
Herpes SimplesHerpes Simples
 Genital – PrimárioGenital – Primário
 Pequenas vesículas agrupadas lesões ulceradasPequenas vesículas agrupadas lesões ulceradas
em 2-4 diasem 2-4 dias
 Múltiplas lesões, bilateralmente, coalescem.Múltiplas lesões, bilateralmente, coalescem.
 Linfadenopatia inguinal dolorosaLinfadenopatia inguinal dolorosa
 HSV-1 e HSV-2: herpes genital primário - 80% estáHSV-1 e HSV-2: herpes genital primário - 80% está
associado ao HSV-2.associado ao HSV-2.
Herpes genital primárioHerpes genital primário
Herpes SimplesHerpes Simples
 Genital – RecorrenteGenital – Recorrente
 Em 40-50% dos episódios recorrentes ocorre umEm 40-50% dos episódios recorrentes ocorre um
pródromo (formigamento, queimor ou disestesias)pródromo (formigamento, queimor ou disestesias)
 Vesículas rompem ulceraçõesVesículas rompem ulcerações
 Dura 5-10 diasDura 5-10 dias
Herpes genital recorrenteHerpes genital recorrente
Herpes SimplesHerpes Simples
 DiagnósticoDiagnóstico
 ClínicoClínico
 Tzank – células gigantes multinucleadasTzank – células gigantes multinucleadas
 HistopatologiaHistopatologia
 TratamentoTratamento
 Erupções leves – não requerem tratamento.Erupções leves – não requerem tratamento.
Antisséptico tópico – evitar infecção secundária.Antisséptico tópico – evitar infecção secundária.
 Infecções primárias severas ou recorrentesInfecções primárias severas ou recorrentes
complicadas - tratamento específico.complicadas - tratamento específico.
Herpes SimplesHerpes Simples
 TratamentoTratamento
 Primárias: aciclovir 200mg 5X/dia 5 diasPrimárias: aciclovir 200mg 5X/dia 5 dias
 Recidiva: aciclovir 200mg 5X/dia 5 dias.Recidiva: aciclovir 200mg 5X/dia 5 dias.
 Herpes labial recorrente: Aciclovir oral – pródromosHerpes labial recorrente: Aciclovir oral – pródromos
pode reduzir a duração e diminuir a intensidade dopode reduzir a duração e diminuir a intensidade do
episódio.episódio.
 Aciclovir tópico: ineficaz (infecções primárias eAciclovir tópico: ineficaz (infecções primárias e
recorrentes).recorrentes).
 Outros: valaciclovir, famciclovirOutros: valaciclovir, famciclovir
 Imunossuprimidos: duplicar a doseImunossuprimidos: duplicar a dose
Varicela e Herpes ZosterVaricela e Herpes Zoster
Varicela e Herpes ZosterVaricela e Herpes Zoster
 Entidades clínicas distintas, mesmo vírus: VZV ouEntidades clínicas distintas, mesmo vírus: VZV ou
HHV3.HHV3.
 Varicela: doença exantemática aguda, altamenteVaricela: doença exantemática aguda, altamente
contagiosa, mais frequente na infância, primoinfecçãocontagiosa, mais frequente na infância, primoinfecção
pelo VZV.pelo VZV.
 Herpes Zoster: doença localizada, dor nevrálgicaHerpes Zoster: doença localizada, dor nevrálgica
unilateral e erupção vesicular, geralmente limitada aunilateral e erupção vesicular, geralmente limitada a
um dermátomo, pessoas idosas. Reativação do vírusum dermátomo, pessoas idosas. Reativação do vírus
endógeno latente no interior de um gânglio sensitivo,endógeno latente no interior de um gânglio sensitivo,
após um surto prévio de varicela.após um surto prévio de varicela.
VaricelaVaricela
 Principal via de transmissão: vias aéreasPrincipal via de transmissão: vias aéreas
(gotículas de Flugge), também por contato(gotículas de Flugge), também por contato
direto.direto.
 Período de transmissão: 1-2 dias antes doPeríodo de transmissão: 1-2 dias antes do
surgimento do exantema até 4-5 dias apóssurgimento do exantema até 4-5 dias após
(até que as vesículas se tornem crostas).(até que as vesículas se tornem crostas).
 Imunidade por toda a vidaImunidade por toda a vida
VaricelaVaricela
 Mal-estar, febre moderada e pequenas manchasMal-estar, febre moderada e pequenas manchas
eritematosas vesículas (purulento)eritematosas vesículas (purulento)
crostascrostas
 O rash começa na face e couro cabeludoO rash começa na face e couro cabeludo
tronco (poupando relativamente as extremidadestronco (poupando relativamente as extremidades
- distribuição central).- distribuição central).
 Cicatrizes: raras em varicela não-complicada.Cicatrizes: raras em varicela não-complicada.
VaricelaVaricela
 Característica peculiar da varicela: polimorfismoCaracterística peculiar da varicela: polimorfismo
regional.regional.
 Prurido – vesículasPrurido – vesículas
 Febre prolongada ou recorrência da febre:Febre prolongada ou recorrência da febre:
infecção bacteriana secundária ou outrainfecção bacteriana secundária ou outra
complicação (hepático, pulmonar e SNC).complicação (hepático, pulmonar e SNC).
 Varicela x gravidez: mais severa; mortalidadeVaricela x gravidez: mais severa; mortalidade
(pneumonia) e disseminação visceral mais altas,(pneumonia) e disseminação visceral mais altas,
especialmente no 3especialmente no 3oo
trimestre.trimestre.
VaricelaVaricela
-Rash--Rash-
VaricelaVaricela
-Rash--Rash-
VaricelaVaricela
 Diagnóstico: clínicoDiagnóstico: clínico
 O rash do sarampo, rubéola, roséola e eritemaO rash do sarampo, rubéola, roséola e eritema
infeccioso não formam vesículas = varicela.infeccioso não formam vesículas = varicela.
 Tratamento:Tratamento:
 RepousoRepouso
 AntipiréticosAntipiréticos
 Prurido – anti-histamínicosPrurido – anti-histamínicos
 Graves (imunodeficiência, adolescentes, adultos):Graves (imunodeficiência, adolescentes, adultos):
acicloviraciclovir
Herpes ZosterHerpes Zoster
 11osos
sintomas: dor e parestesia no dermátomo envolvido.sintomas: dor e parestesia no dermátomo envolvido.
 Lesão elementar do HZ: vesículas agrupadas sobre baseLesão elementar do HZ: vesículas agrupadas sobre base
eritematosa. Na varicela – vesículas mais disseminadas eeritematosa. Na varicela – vesículas mais disseminadas e
mais discretas.mais discretas.
 Importante: localização e distribuição do rash -Importante: localização e distribuição do rash -
quase sempre unilateral, não ultrapassa a linha média,quase sempre unilateral, não ultrapassa a linha média,
geralmente limitada a um dermátomo.geralmente limitada a um dermátomo.
 Área inervada peloÁrea inervada pelo trigêmio (oftálmico*)trigêmio (oftálmico*) e oe o troncotronco
(T3 a L2) -(T3 a L2) - mais afetadasmais afetadas
 Oftálmico: córneaOftálmico: córnea
Herpes ZosterHerpes Zoster
 Lesões: máculo-pápulas eritematosasLesões: máculo-pápulas eritematosas
vesículas (12-24h) pústulas (3vesículas (12-24h) pústulas (3oo
dia)dia)
crostas (7-10 dias), que persistem por 2-3crostas (7-10 dias), que persistem por 2-3
semanas.semanas.
 Adultos e idososAdultos e idosos
 20% dos doentes a neuralgia é intensa20% dos doentes a neuralgia é intensa
 Acometimento do nervo facial – paralisia de BellAcometimento do nervo facial – paralisia de Bell
 Zoster sine herpeteZoster sine herpete
Herpes ZosterHerpes Zoster
- Rash-- Rash-
Herpes ZosterHerpes Zoster
- Rash-- Rash-
Herpes ZosterHerpes Zoster
- Rash-- Rash-
Herpes ZosterHerpes Zoster
- Rash-- Rash-
Herpes ZosterHerpes Zoster
 Investigar causas predisponentes: diabetes,Investigar causas predisponentes: diabetes,
anemia, linfomas, imunodepressão.anemia, linfomas, imunodepressão.
 Tratamento:Tratamento:
 Aciclovir precoce (Aciclovir precoce (800mg 5X/dia –7 a 10dias)–7 a 10dias)
 Outros: famciclovir, valaciclovir.Outros: famciclovir, valaciclovir.
 AnalgésicosAnalgésicos
 Limpeza com água boricadaLimpeza com água boricada
 Corticóide sistêmico- controverso (neuralgia intensa)Corticóide sistêmico- controverso (neuralgia intensa)
 Formas graves: aciclovir EVFormas graves: aciclovir EV
Herpes ZosterHerpes Zoster
 Neuralgia pós-herpética (NPH)Neuralgia pós-herpética (NPH)
 Incidência: 8-15%.Incidência: 8-15%.
 Idade: fator de risco mais importante para a NPH,Idade: fator de risco mais importante para a NPH,
rara em pacientes<40anos, ocorre em mais de 50%rara em pacientes<40anos, ocorre em mais de 50%
dos pacientes>60 anos de idadedos pacientes>60 anos de idade
 Outros fatores de risco: presença de pródromo deOutros fatores de risco: presença de pródromo de
dor, dor severa durante a fase aguda do HZ e zosterdor, dor severa durante a fase aguda do HZ e zoster
oftálmico (x torácico e abdominal).oftálmico (x torácico e abdominal).
Herpes ZosterHerpes Zoster
 Neuralgia pós-herpética (NPH) –Neuralgia pós-herpética (NPH) – TratamentoTratamento
 Amitriptilina precocemente (iniciar 25mg/dia atéAmitriptilina precocemente (iniciar 25mg/dia até
75mg/dia) por 3-6 meses.75mg/dia) por 3-6 meses.
 CarbamazepinaCarbamazepina
 GabapentinaGabapentina
 Infiltração com corticóideInfiltração com corticóide
Verrugas ViraisVerrugas Virais
Verrugas ViraisVerrugas Virais
 São proliferações benignas da pele e mucosasSão proliferações benignas da pele e mucosas
resultantes da infecção pelo papilomavírusresultantes da infecção pelo papilomavírus
(HPV).(HPV).
 Tipos cutâneos (não genital): HPV 1,2,3 e 4.Tipos cutâneos (não genital): HPV 1,2,3 e 4.
 Tipos mucosos (genital): HPV 6,11,16 e 18.Tipos mucosos (genital): HPV 6,11,16 e 18.
Verrugas ViraisVerrugas Virais
 Verrugas genitais em crianças podem serVerrugas genitais em crianças podem ser
transmitidas sexualmente (abuso sexual),transmitidas sexualmente (abuso sexual),
geralmente inoculação do vírus (nascimento ougeralmente inoculação do vírus (nascimento ou
disseminação incidental de verrugas cutâneas).disseminação incidental de verrugas cutâneas).
 Auto-inoculação em lesões contíguas - vista emAuto-inoculação em lesões contíguas - vista em
dedos adjacentes e região anogenital.dedos adjacentes e região anogenital.
Verrugas ViraisVerrugas Virais
- Infecção cutânea -- Infecção cutânea -
 Tipos:Tipos:
 Verrugas vulgares: pápulas ou nódulosVerrugas vulgares: pápulas ou nódulos
hiperceratósicoshiperceratósicos
 Verrugas planas: pápulas planas, achatadas. MaisVerrugas planas: pápulas planas, achatadas. Mais
frequentes na face, mãos e mmii.frequentes na face, mãos e mmii.
 Verrugas filiformesVerrugas filiformes
 Verrugas plantares: pouco salientes, muito dolorosaVerrugas plantares: pouco salientes, muito dolorosa
 Após shaving da superfície hiperceratósica:Após shaving da superfície hiperceratósica:
pontos pretos - representam capilarespontos pretos - representam capilares
trombosados.trombosados.
Verruga PlanaVerruga Plana
Verruga FiliformeVerruga Filiforme
Verrugas ViraisVerrugas Virais
- Infecção cutânea -- Infecção cutânea -
 Tratamento:Tratamento:
 Nitrogênio líquidoNitrogênio líquido
 Eletrocoagulação – nunca fazer em lesões plantares –Eletrocoagulação – nunca fazer em lesões plantares –
cicatrização demorada e dolorosa.cicatrização demorada e dolorosa.
 Ácido salicílico e ácido láctico – VerruxÁcido salicílico e ácido láctico – Verrux®®
, Duofilm, Duofilm®®
 ImiquimodImiquimod
 Nunca fazer: cirurgia com exérese e suturaNunca fazer: cirurgia com exérese e sutura
 Involução espontânea – crianças 65%Involução espontânea – crianças 65%
 Ácido nítrico fumegante 66% - verrugas plantares – 1Ácido nítrico fumegante 66% - verrugas plantares – 1aa
escolhaescolha
Verrugas ViraisVerrugas Virais
- Infecção genital -- Infecção genital -
 Pápulas ou nódulos localizados no mucosa daPápulas ou nódulos localizados no mucosa da
glande, vulva, ânus e vagina.glande, vulva, ânus e vagina.
 Podem formar massas grandes, exofíticas (“emPodem formar massas grandes, exofíticas (“em
couve-flor”) – condiloma acuminadocouve-flor”) – condiloma acuminado
 Condiloma acuminado gigante: Buschke-Condiloma acuminado gigante: Buschke-
LoewensteinLoewenstein
 Ácido acético 3-5% - cor esbranquiçadaÁcido acético 3-5% - cor esbranquiçada
 Condiloma acuminado oral pode resultar de contatoCondiloma acuminado oral pode resultar de contato
sexual orogenital.sexual orogenital.
Verrugas GenitaisVerrugas Genitais
Verrugas GenitaisVerrugas Genitais
Condiloma AcuminadoCondiloma Acuminado
Verruga OralVerruga Oral
Verrugas ViraisVerrugas Virais
- Infecção genital -- Infecção genital -
 Tratamento:Tratamento:
 Eletrocoagulação e curetagem – terapia eletivaEletrocoagulação e curetagem – terapia eletiva
 Podofilina 25% em álcool. Não usar em crianças,Podofilina 25% em álcool. Não usar em crianças,
mulheres grávidas, na vagina e cérvix.mulheres grávidas, na vagina e cérvix.
 Imiquimod: creme a 5%, 3X/semanaImiquimod: creme a 5%, 3X/semana
 ATA 50-70%ATA 50-70%
 Nitrogênio líquidoNitrogênio líquido
Molusco ContagiosoMolusco Contagioso
 Doença comum, benigna, causada por umDoença comum, benigna, causada por um
poxvíruspoxvírus
 Distribuição mundialDistribuição mundial
 Crianças, adultos sexualmente ativos e pacientesCrianças, adultos sexualmente ativos e pacientes
imunocomprometidosimunocomprometidos
 Maioria crianças (♂ > ♀)Maioria crianças (♂ > ♀)
 Transmitida por contato individual (piscinas)Transmitida por contato individual (piscinas)
Molusco ContagiosoMolusco Contagioso
 Lesões genitais em adultos - provavelmenteLesões genitais em adultos - provavelmente
transmitidas sexualmente.transmitidas sexualmente.
 SIDA: risco maior para a infecção, refratárias aoSIDA: risco maior para a infecção, refratárias ao
tratamento.tratamento.
 Pápulas pérola ou cor da pele, com umbilicação ePápulas pérola ou cor da pele, com umbilicação e
ponto branco central que pode ser facilmenteponto branco central que pode ser facilmente
espremido.espremido.
 Em qualquer área da pele ou mucosas.Em qualquer área da pele ou mucosas.
 Geralmente assintomáticas.Geralmente assintomáticas.
Molusco ContagiosoMolusco Contagioso
Molusco ContagiosoMolusco Contagioso
Molusco ContagiosoMolusco Contagioso
Molusco ContagiosoMolusco Contagioso
 Diagnóstico: clínicoDiagnóstico: clínico
 Tratamento:Tratamento:
 CuretagemCuretagem
 Nitrogênio líquidoNitrogênio líquido
 ImiquimodImiquimod
 Hidróxido de potássio 5 ou 10% diariamente nas lesõesHidróxido de potássio 5 ou 10% diariamente nas lesões
 Maioria com resolução espontânea em 6-9 mesesMaioria com resolução espontânea em 6-9 meses
DengueDengue
 Infecção causada por vírus RNA do grupo BInfecção causada por vírus RNA do grupo B
da família Flaviviridaeda família Flaviviridae
 Mosquito do gênero AedesMosquito do gênero Aedes
 Erupções cutâneas: 50 a 80% dos pacientesErupções cutâneas: 50 a 80% dos pacientes
com dengue clássicacom dengue clássica
DengueDengue
Dengue clássico:Dengue clássico:
 Erupção morbiliforme que pode serErupção morbiliforme que pode ser
pruriginosa com descamação residual,pruriginosa com descamação residual,
manifestações hemorrágicas discretas (epistaxe,manifestações hemorrágicas discretas (epistaxe,
petéquias, sangramento gengival e ocular).petéquias, sangramento gengival e ocular).
 A erupção maculopapulosa inicia-se no tronco,A erupção maculopapulosa inicia-se no tronco,
podendo espalhar-se para as extremidades oupodendo espalhar-se para as extremidades ou
para a face.para a face.
DengueDengue
DengueDengue
DERMATOSES PORDERMATOSES POR
BACTÉRIASBACTÉRIAS
 Escarlatina
 Impetigo
 Ectima
 Sd da pele escaldada
 Furúnculo/Antraz
 Erisipela
 Celulite
 Abscesso
EscarlatinaEscarlatina
 Streptococos beta hemolítico grupo AStreptococos beta hemolítico grupo A
 Pródromos: amigdalite, febre, gângliosPródromos: amigdalite, febre, gânglios
submandibulares, cefaléiasubmandibulares, cefaléia
 PI: 2-5 diasPI: 2-5 dias
 Exantema: áspero – “pele em lixa”.Exantema: áspero – “pele em lixa”.
Tórax pescoço, membros.Tórax pescoço, membros.
 Sinal de Filatov: Palidez perioralSinal de Filatov: Palidez perioral
 Sinal de Pastia: exantema nas dobras e membrosSinal de Pastia: exantema nas dobras e membros
com descamação lamelar.com descamação lamelar.
EscarlatinaEscarlatina
EscarlatinaEscarlatina
 Língua em framboesaLíngua em framboesa
 Diagnóstico: exantema, amigdalite, ASLO (2-Diagnóstico: exantema, amigdalite, ASLO (2-
3sem), HMG leucocitose, desvio à esquerda.3sem), HMG leucocitose, desvio à esquerda.
Muita eosinofilia.Muita eosinofilia.
 Tratamento: Penicilina G Benzatina;Tratamento: Penicilina G Benzatina;
eritromicina; azitromicina.eritromicina; azitromicina.
 Complicações: febre reumática, GN.Complicações: febre reumática, GN.
ImpetigoImpetigo
 Estafilococos, ocasionalmente estreptococosEstafilococos, ocasionalmente estreptococos
hemolíticos.hemolíticos.
 2 formas: bolhoso (estafilo) e não-bolhoso2 formas: bolhoso (estafilo) e não-bolhoso
(estafilo e estreptococos)(estafilo e estreptococos)
 Estreptocócico: colonização da pele previamenteEstreptocócico: colonização da pele previamente
ao surgimento das lesões cutâneas (solução deao surgimento das lesões cutâneas (solução de
continuidade)continuidade)
 Estafilocócico: colonização da mucosa nasalEstafilocócico: colonização da mucosa nasal
contaminação da pele.contaminação da pele.
ImpetigoImpetigo
 CriançasCrianças
 ContagiosaContagiosa
 Falta de higiene – predisponenteFalta de higiene – predisponente
 Lesão inicial: mácula eritematosa vesico-pápulaLesão inicial: mácula eritematosa vesico-pápula
ou bolha purulenta superficial rompeou bolha purulenta superficial rompe
crosta melicéricacrosta melicérica
 Áreas expostas (face e extremidades)Áreas expostas (face e extremidades)
 Comum – lesões satélitesComum – lesões satélites
 Linfadenopatia regionalLinfadenopatia regional
ImpetigoImpetigo
ImpetigoImpetigo
Impetigo BolhosoImpetigo Bolhoso
Algumas cepas de Staphylococcus aureus produzem uma
exotoxina exfoliativa impetigo bolhoso.
ImpetigoImpetigo
 Diagnóstico: em geral clínico; coloração de Gram -Diagnóstico: em geral clínico; coloração de Gram -
pústula (neutrófilos e aglomerados de cocos Gram-pústula (neutrófilos e aglomerados de cocos Gram-
positivos); cultura.positivos); cultura.
 Tratamento:Tratamento:
 infecções localizadas - antibiótico tópico como ainfecções localizadas - antibiótico tópico como a
mupirocina, ácido fusídico, retapamulina.mupirocina, ácido fusídico, retapamulina.
 Lesões disseminadas - tratamento sistêmicoLesões disseminadas - tratamento sistêmico
(cefalosporinas, oxacilina, eritromicina, amoxicilina-(cefalosporinas, oxacilina, eritromicina, amoxicilina-
clavulanato, azitromicina).clavulanato, azitromicina).
EctimaEctima
 Piodermite que se inicia por pequenas bolhas ouPiodermite que se inicia por pequenas bolhas ou
pústulas, com base eritematosa crosta dura,pústulas, com base eritematosa crosta dura,
melicérica remoção - ulceração de fundomelicérica remoção - ulceração de fundo
purulento.purulento.
 Semelhante impetigo – mais profunda e cicatrizSemelhante impetigo – mais profunda e cicatriz
 As lesões ocorrem em pequeno número, geralmente nasAs lesões ocorrem em pequeno número, geralmente nas
pernas.pernas.
 Etiologia:Etiologia: Staphylococcus aureusStaphylococcus aureus e estreptococos beta-e estreptococos beta-
hemolíticos.hemolíticos.
 Tratamento: impetigoTratamento: impetigo
EctimaEctima
Síndrome da Pele EscaldadaSíndrome da Pele Escaldada
 Síndrome estafilocócica de Lyell.Síndrome estafilocócica de Lyell.
 Exotoxinas esfoliativas A e B doExotoxinas esfoliativas A e B do Staphylococcus aureusStaphylococcus aureus
 Foco – otites, conjuntivites e outras infecções.Foco – otites, conjuntivites e outras infecções.
 Recém-nascidosRecém-nascidos
 Dias após início da infecção (foco) surge febre eDias após início da infecção (foco) surge febre e
eritema difuso, formam-se bolhas flácidas grandeseritema difuso, formam-se bolhas flácidas grandes
áreas erosivas circundadas por retalhos epidérmicos.áreas erosivas circundadas por retalhos epidérmicos.
 Sinal de Nikolsky positivoSinal de Nikolsky positivo
Síndrome da Pele EscaldadaSíndrome da Pele Escaldada
Síndrome da Pele EscaldadaSíndrome da Pele Escaldada
 Tratamento:Tratamento:
 Antibioticoterapia sistêmica: cefalosporinas,Antibioticoterapia sistêmica: cefalosporinas,
oxacilina, eritromicina, cloxacilina.oxacilina, eritromicina, cloxacilina.
 Oxacilina EV (50-100mg/kg/dia 6/6h)Oxacilina EV (50-100mg/kg/dia 6/6h)
 Reposição hidreletrolítica;Reposição hidreletrolítica;
 Medidas gerais de suporte.Medidas gerais de suporte.
 Bom prognósticoBom prognóstico..
Furúnculo e AntrazFurúnculo e Antraz
 Infecção estafilocócica do folículo piloso e daInfecção estafilocócica do folículo piloso e da
glândula sebácea anexa.glândula sebácea anexa.
 Antraz: conjunto de furúnculos (no mesmo local) –Antraz: conjunto de furúnculos (no mesmo local) –
mais de um folículomais de um folículo
 Destrói folículo cicatrizDestrói folículo cicatriz
 Foliculite superficial nódulo eritematoso,Foliculite superficial nódulo eritematoso,
doloroso e quente flutuantedoloroso e quente flutuante
 Carnicão – tecido necrosado que é eliminado apósCarnicão – tecido necrosado que é eliminado após
ruptura do furúnculo.ruptura do furúnculo.
Furúnculo e AntrazFurúnculo e Antraz
 Áreas mais acometidas: pescoço, face, axilas eÁreas mais acometidas: pescoço, face, axilas e
nádegas (atrito + sudorese).nádegas (atrito + sudorese).
 Predisponentes: diabetes, hematológicas,Predisponentes: diabetes, hematológicas,
subnutrição, imunodepressão.subnutrição, imunodepressão.
 Tratamento:Tratamento:
 Compressas quentesCompressas quentes
 Antibiótico sistêmico (cefalexina, amoxicilina-Antibiótico sistêmico (cefalexina, amoxicilina-
clavulanato, azitromicina, clindamicina, eritromicina)clavulanato, azitromicina, clindamicina, eritromicina)
 Flutução: drenagemFlutução: drenagem
ErisipelaErisipela
 Infecção aguda causada por Streptococos beta-Infecção aguda causada por Streptococos beta-
hemolítico do grupo A.hemolítico do grupo A.
 Raramente:Raramente: Stafilococcus aureusStafilococcus aureus
 Membros inferioresMembros inferiores
 Penetração por solução de continuidade.Penetração por solução de continuidade.
Porta de entrada: ulcerações, dermatomicoses.Porta de entrada: ulcerações, dermatomicoses.
 Instalação aguda, sintomas gerais.Instalação aguda, sintomas gerais.
 Eritema, edema, dor, ↑ temperatura. Borda nítida.Eritema, edema, dor, ↑ temperatura. Borda nítida.
Bolhas – erisipela bolhosaBolhas – erisipela bolhosa
ErisipelaErisipela
ErisipelaErisipela
ErisipelaErisipela
 Recidivante: linfedema local novos surtosRecidivante: linfedema local novos surtos
 Tratamento:Tratamento:
 Repouso, elevação das pernasRepouso, elevação das pernas
 Compressas friasCompressas frias
 Penicilina – escolha (Pen G cristalina 5-10 milhões U IMPenicilina – escolha (Pen G cristalina 5-10 milhões U IM
ou EV a cada 4-6h; Pen G potássica 400.000 U a cada 8-ou EV a cada 4-6h; Pen G potássica 400.000 U a cada 8-
12h)12h)
CeluliteCelulite
 Infecção subaguda, crônica, profunda – acometeInfecção subaguda, crônica, profunda – acomete
derme e SCderme e SC
 Estreptococos eEstreptococos e S. aureusS. aureus..
 CriançasCrianças menores de 3 anos –menores de 3 anos – HaemophilusHaemophilus
influenzainfluenza tipo Btipo B
 Edema, eritema, aumento discreto daEdema, eritema, aumento discreto da
temperatura. Em geral não há sintomas gerais.temperatura. Em geral não há sintomas gerais.
 Não há uma separação nítida entre celulite eNão há uma separação nítida entre celulite e
erisipela – alternância entre as duas.erisipela – alternância entre as duas.
CeluliteCelulite
 Tratamento:Tratamento:
 Elevação pernas, meias elásticasElevação pernas, meias elásticas
 Antibiótico – cefalosporinas, macrolídeos, sulfas.Antibiótico – cefalosporinas, macrolídeos, sulfas.
 Ambas (celulite e erisipela): investigar doençasAmbas (celulite e erisipela): investigar doenças
sistêmicas e condições que causem edema emsistêmicas e condições que causem edema em
MMII – flebites, tromboflebites, quadrosMMII – flebites, tromboflebites, quadros
ortopédicos, neurológicos.ortopédicos, neurológicos.
AbscessoAbscesso
 Infecção localizada com acúmulo de secreçãoInfecção localizada com acúmulo de secreção
purulentapurulenta
 S. aureusS. aureus
 Pode ocorrer em foliculites, furúnculos, locais dePode ocorrer em foliculites, furúnculos, locais de
trauma, corpo estranho, queimaduras, sítio detrauma, corpo estranho, queimaduras, sítio de
cateteres intravenosos.cateteres intravenosos.
 Nódulo eritematoso aumenta cavidadeNódulo eritematoso aumenta cavidade
com pus.com pus.
 Tratamento: incisão e drenagem + antibióticosTratamento: incisão e drenagem + antibióticos
AbscessoAbscesso
MICOSESMICOSES
SUPERFICIAISSUPERFICIAIS
 Tinha capitis/corporis
 Onicomicose
 Pitiríase versicolor
 Candidíase
Tinha do Couro CabeludoTinha do Couro Cabeludo (Tinha Capitis)(Tinha Capitis)
 Mais comum em crianças, rara no adulto.Mais comum em crianças, rara no adulto.
 Transmissão: contato com indivíduos infectados,Transmissão: contato com indivíduos infectados,
animais doentes ou portadores (cães e gatos),animais doentes ou portadores (cães e gatos),
contato com a terra.contato com a terra.
 Etiologia: fungos do gênero Microsporum eEtiologia: fungos do gênero Microsporum e
Tricophyton.Tricophyton.
 Placas de alopécia, descamação, únicas ouPlacas de alopécia, descamação, únicas ou
múltiplas. Evolução crônicamúltiplas. Evolução crônica
Tinha do Couro CabeludoTinha do Couro Cabeludo
Tinha do Couro CabeludoTinha do Couro Cabeludo
Tinha do Couro CabeludoTinha do Couro Cabeludo (Tinha Capitis)(Tinha Capitis)
 Diagnóstico: clínico + micológico direto +Diagnóstico: clínico + micológico direto +
cultura.cultura.
 Tratamento:Tratamento:
 Sempre sistêmicoSempre sistêmico
 Griseofulvina 15-20mg/kg/dia em 2 tomadas – apósGriseofulvina 15-20mg/kg/dia em 2 tomadas – após
refeições por 6-12 semanasrefeições por 6-12 semanas
 Fluconazol 6mg/kg/dia por 3 semanas (acima de 6Fluconazol 6mg/kg/dia por 3 semanas (acima de 6
meses de idade)meses de idade)
 Alguns fungos podem deixar alopéciaAlguns fungos podem deixar alopécia
cicatricial.cicatricial.
Tinha do CorpoTinha do Corpo (Tinha Corporis)(Tinha Corporis)
 Lesões polimorfas: formas vesiculosasLesões polimorfas: formas vesiculosas
(semelhantes a herpes simples), nodulares, em(semelhantes a herpes simples), nodulares, em
placas.placas.
 Placas eritematosas, papulosas, descamativas,Placas eritematosas, papulosas, descamativas,
crescimento centrífugo, bordas nítidas.crescimento centrífugo, bordas nítidas.
 Podem ser pruriginosasPodem ser pruriginosas
 Tinha crural: comum no homem, rara mulher,Tinha crural: comum no homem, rara mulher,
bilateralbilateral
Tinha CorporisTinha Corporis
Tinha do CorpoTinha do Corpo (Tinha Corporis)(Tinha Corporis)
 Diagnóstico: clínica + micológico direto +
cultura
 Tratamento:
 Localizada: tópicos (miconazol, cetoconazol,
fenticonazol, tioconazol)
 Disseminada: sistêmico (fluconazol 150 mg/sem 4-
6 sem; itraconazol 100mg/dia 2 sem; cetoconazol
200mg/dia 4 sem). Em crianças: griseofulvina 10-
20mg/kg/dia 6 sem; terbinafina 3-6 mg/kg/dia 2
sem).
Tinha da Unha (Onicomicose)Tinha da Unha (Onicomicose)
 Início - borda distal, se torna opaca, com detritosInício - borda distal, se torna opaca, com detritos
córneos sobre a placa unguealcórneos sobre a placa ungueal
 Manchas esbranquiçadas ligeiramente escamosas.Manchas esbranquiçadas ligeiramente escamosas.
 Micológico: indispensável para diagnósticoMicológico: indispensável para diagnóstico
 Tratamento: tópico + sistêmicoTratamento: tópico + sistêmico
 Esmalte ciclopirox olamina 8%, amorolfina 5%Esmalte ciclopirox olamina 8%, amorolfina 5%
(apenas tópico: idosos, cardíacos, renais, hepáticos)(apenas tópico: idosos, cardíacos, renais, hepáticos)
 Fluconazol 150mg/sem até cura clínica (controleFluconazol 150mg/sem até cura clínica (controle
mensal com TGO, TGP, bilirrubinas, HMG, FA)mensal com TGO, TGP, bilirrubinas, HMG, FA)
 Outros: terbinafina, itraconazolOutros: terbinafina, itraconazol
OnicomicoseOnicomicose
Pitiríase VersicolorPitiríase Versicolor
 Infecção fúngica na camada superficial da peleInfecção fúngica na camada superficial da pele
 Malassezia furfurMalassezia furfur
 AdultosAdultos
 Predisposição constitucional – flora normalPredisposição constitucional – flora normal
 Predisponentes: má-nutrição, hiperidrose,Predisponentes: má-nutrição, hiperidrose,
imunodepressão.imunodepressão.
 Após exposição solarApós exposição solar
 Hipopigmentação – ácido azeláicoHipopigmentação – ácido azeláico
Pitiríase VersicolorPitiríase Versicolor
 Máculas com descamação de cor variávelMáculas com descamação de cor variável
(acastanhadas, café-com-leite ou hipocrômicas)(acastanhadas, café-com-leite ou hipocrômicas)
 Sinal da unha – descamação furfuráceaSinal da unha – descamação furfurácea
 Sinal de Zileri – estiramento da peleSinal de Zileri – estiramento da pele
 Locais: pescoço, tórax e porções proximais de MMSS.Locais: pescoço, tórax e porções proximais de MMSS.
 Manchas hipocrômicas podem persistir mesmo apósManchas hipocrômicas podem persistir mesmo após
tratamentotratamento
 Diagnóstico: clínica + micológicoDiagnóstico: clínica + micológico
Pitiríase VersicolorPitiríase Versicolor
Pitiríase VersicolorPitiríase Versicolor
Pitiríase VersicolorPitiríase Versicolor
Pitiríase VersicolorPitiríase Versicolor
 Tratamento tópico:Tratamento tópico:
 Cetoconazol, miconazol, tioconazol, isoconazol – 4Cetoconazol, miconazol, tioconazol, isoconazol – 4
semanassemanas
 Sulfeto de selênio – xampu 2,5% 1X/dia 15 minSulfeto de selênio – xampu 2,5% 1X/dia 15 min
antes banho 2 semanas; 1X/sem 4 sem.antes banho 2 semanas; 1X/sem 4 sem.
 Tebinafina solução 1% 4 semTebinafina solução 1% 4 sem
 Xampu de cetoconazol ou de ciclopirox olaminaXampu de cetoconazol ou de ciclopirox olamina
 Tratamento sistêmico:Tratamento sistêmico:
 Cetoconazol 200mg/dia 10 diasCetoconazol 200mg/dia 10 dias
 Fluconazol 150mg/sem 4 semFluconazol 150mg/sem 4 sem
CandidíaseCandidíase
 Espécies:Espécies: C. albicans, C. tropicalis, C parapsilosis, C.C. albicans, C. tropicalis, C parapsilosis, C.
guilhermondi.guilhermondi.
 C. albicans: saprófita, encontrada na pele.C. albicans: saprófita, encontrada na pele.
Determinadas condições se multiplicaDeterminadas condições se multiplica
parasitaparasita
 Predisponentes: gravidez, uso de ACO, DM,Predisponentes: gravidez, uso de ACO, DM,
terapia com antibióticos, corticóides, tumores,terapia com antibióticos, corticóides, tumores,
AIDSAIDS
CandidíaseCandidíase
 Candidose oral:Candidose oral:
 Lactentes – contaminação canal do partoLactentes – contaminação canal do parto
 Idosos dentes mal conservados ou próteses,Idosos dentes mal conservados ou próteses,
imunodeprimidosimunodeprimidos
 Sinonimia: sapinho, estomatite cremosaSinonimia: sapinho, estomatite cremosa
 Placas cremosas, esbranquiçadas, circulares ou ovais,Placas cremosas, esbranquiçadas, circulares ou ovais,
isoladas ou confluentesisoladas ou confluentes
 Tratamento: nistatina suspensão 3-4X/dia;Tratamento: nistatina suspensão 3-4X/dia;
clotrimazol solução; desinfecção mamadeiras eclotrimazol solução; desinfecção mamadeiras e
chupetas.chupetas.
Candidose OralCandidose Oral
Candidose OralCandidose Oral
CandidíaseCandidíase
 Candidose vulvovaginal:Candidose vulvovaginal:
 Predisponentes: DM, ACO, irritação mecânica ouPredisponentes: DM, ACO, irritação mecânica ou
química da mucosa vaginal (duchas)química da mucosa vaginal (duchas)
 Leucorreia aderente, placas esbranquiçadas, cremosasLeucorreia aderente, placas esbranquiçadas, cremosas
na vulva e mucosa vaginal.na vulva e mucosa vaginal.
Tratamento: nistatina, isoconazol,Tratamento: nistatina, isoconazol,
fenticonazol, clotrimazol emfenticonazol, clotrimazol em
creme vaginal ou óvulos vaginais.creme vaginal ou óvulos vaginais.
Formas extensas associar sistêmicoFormas extensas associar sistêmico
– Fluconazol 150mg DU.– Fluconazol 150mg DU.
CandidíaseCandidíase
 Candidose intertriginosa:Candidose intertriginosa:
 Dobras axilares, inguinais, submamáriasDobras axilares, inguinais, submamárias
 Lesões eritematosas, úmidas, secretantes, colareteLesões eritematosas, úmidas, secretantes, colarete
córneocórneo
 Lesões satélites – iniciam como vesículas ou pústulasLesões satélites – iniciam como vesículas ou pústulas
 Prurido variávelPrurido variável
 Mãos – doença ocupacionalMãos – doença ocupacional
 Pés – hiperidrosePés – hiperidrose
 Tratamento: cremes imidazólicos, 2X/dia.Tratamento: cremes imidazólicos, 2X/dia.
Candidose IntertriginosaCandidose Intertriginosa
DERMATOZOOSESDERMATOZOOSES
 Escabiose
 Pediculose
 Tunguíase
 Miíase
 Larva migrans
EscabioseEscabiose
 Sarcoptes scabieiSarcoptes scabiei
 Transmissão: contato pessoal; roupas –Transmissão: contato pessoal; roupas –
excepcionalexcepcional
 Fêmea penetra na camada córnea e escava umFêmea penetra na camada córnea e escava um
túnel – principalmente à noitetúnel – principalmente à noite
 Principal sintoma: prurido (noite)Principal sintoma: prurido (noite)
 Sulco: pequena saliência linear, em uma dasSulco: pequena saliência linear, em uma das
extremidades vesico-pápula, perlácea (fêmea)extremidades vesico-pápula, perlácea (fêmea)
EscabioseEscabiose
 Distribuição característica: espaços interdigitaisDistribuição característica: espaços interdigitais
mãos, axilas, cintura, nádegas, mamas, pênis.mãos, axilas, cintura, nádegas, mamas, pênis.
 Crianças: palmas, plantas, couro cabeludo eCrianças: palmas, plantas, couro cabeludo e
pescoço.pescoço.
 Diagnóstico: clínica +Diagnóstico: clínica + prurido noturnoprurido noturno ++
familiares com prurido. Sulcos ou distribuiçãofamiliares com prurido. Sulcos ou distribuição
característica - confirmacaracterística - confirma
EscabioseEscabiose
EscabioseEscabiose
EscabioseEscabiose
EscabioseEscabiose
 Tratamento:Tratamento:
 Permetrina (loção cremosa 5%): pode ser usado emPermetrina (loção cremosa 5%): pode ser usado em
crianças, gestantes, amamentação. Passar do pescoçocrianças, gestantes, amamentação. Passar do pescoço
ao pé toda noite, retirar pela manhã, 3 dias, repetirao pé toda noite, retirar pela manhã, 3 dias, repetir
em 1 semana.em 1 semana.
 Ivermectina: crianças acima de 5 anos. 2 doses –Ivermectina: crianças acima de 5 anos. 2 doses –
intervalo 1 semana.intervalo 1 semana.
 Enxofre precipitado 5% em vaselina por 3 dias,Enxofre precipitado 5% em vaselina por 3 dias,
segunda escolha em crianças.segunda escolha em crianças.
EscabioseEscabiose
 Tratamento:Tratamento:
 Benzoato de benzila, Monossulfiram (TetmosolBenzoato de benzila, Monossulfiram (Tetmosol®®
))
Lindano (KwellLindano (Kwell®®
): em desuso.): em desuso.
 Lavar roupa de cama – não precisa ferver.Lavar roupa de cama – não precisa ferver.
 Profilaxia: tratar simultaneamente todas asProfilaxia: tratar simultaneamente todas as
pessoas atingidas pela parasitose.pessoas atingidas pela parasitose.
EscabioseEscabiose
 Prurido pós-tratamento:Prurido pós-tratamento:
 Pode permanecer por semanasPode permanecer por semanas
 Corticóides tópicos e sistêmicosCorticóides tópicos e sistêmicos
 AntihistamínicosAntihistamínicos
 Evitar tratamento repetitivo – dermatites irritativasEvitar tratamento repetitivo – dermatites irritativas
 Não usarNão usar sabonetes escabicidassabonetes escabicidas –– inúteisinúteis parapara
cura e causam dermatites irritativas.cura e causam dermatites irritativas.
PediculosePediculose
 Pediculose couro cabeludo:Pediculose couro cabeludo:
 Prurido + lêndeas (ovóides, esbranquiçadas, aderidas)Prurido + lêndeas (ovóides, esbranquiçadas, aderidas)
 Pediculose do corpo:Pediculose do corpo:
 Prurido intensidade variável e urticasPrurido intensidade variável e urticas
 Principalmente interescapular, ombro, face posterior dasPrincipalmente interescapular, ombro, face posterior das
axilas, nádegasaxilas, nádegas
 Pediculose pubiana (ftiríase):Pediculose pubiana (ftiríase):
 Causada por piolhos do gênero Phtirus (popular: chato)Causada por piolhos do gênero Phtirus (popular: chato)
 Pelos pubianos e perianais, prurido intensoPelos pubianos e perianais, prurido intenso
 Lêndeas aderentes à haste pilosaLêndeas aderentes à haste pilosa
Pediculose do Couro CabeludoPediculose do Couro Cabeludo
Pediculose PubianaPediculose Pubiana
PediculosePediculose
 Tratamento :Tratamento :
 Pediculose do couro cabeludo:Pediculose do couro cabeludo:
 xampu de permetrina 1% (Nedax) . Alternativas: lindanoxampu de permetrina 1% (Nedax) . Alternativas: lindano
1%, deltametrina 0,02%1%, deltametrina 0,02%
 Lêndeas: removidas com pente fino + vinagre diluído emLêndeas: removidas com pente fino + vinagre diluído em
água mornaágua morna
 Sulfa-trimetoprim 400-80 3X/dia 3 dias adultos. RepetirSulfa-trimetoprim 400-80 3X/dia 3 dias adultos. Repetir
após 10 dias. Atua sobre parasitos adultos.após 10 dias. Atua sobre parasitos adultos.
 Pediculose do corpo:Pediculose do corpo:
 Higiene e lavagem da roupaHigiene e lavagem da roupa
 Pediculose pubiana (ftiríase):Pediculose pubiana (ftiríase):
 Permetrina 5%. Outras: lindano 1%, deltametrina 0,02%.Permetrina 5%. Outras: lindano 1%, deltametrina 0,02%.
Retirar as lêndeas.Retirar as lêndeas.
TunguíaseTunguíase
 Ectoparasitose - penetração daEctoparasitose - penetração da Tunga penetransTunga penetrans nana
pele.pele.
 Associada à pobreza (comunidades carentes)Associada à pobreza (comunidades carentes)
 Lesões numerosasLesões numerosas
 PruridoPrurido
 Lesão: pequena pápula eritematosa com um pontoLesão: pequena pápula eritematosa com um ponto
negro central (segmentos posteriores da pulga).negro central (segmentos posteriores da pulga).
TunguíaseTunguíase
 Casos generalizados são raros.Casos generalizados são raros.
 Tratamento clássico: extirpação da tunga comTratamento clássico: extirpação da tunga com
auxílio de agulhas esterilizadas.auxílio de agulhas esterilizadas.
 A tunga pode ser morta, antes de ser removida:A tunga pode ser morta, antes de ser removida:
aplicação de clorofórmio, éter.aplicação de clorofórmio, éter.
 Casos disseminados: sem consenso quanto àCasos disseminados: sem consenso quanto à
melhor opção terapêutica (ivermectina emelhor opção terapêutica (ivermectina e
tiabendazol 25mg/kg 2X/dia 3-5d).tiabendazol 25mg/kg 2X/dia 3-5d).
Tunguíase DisseminadaTunguíase Disseminada
Tungíase DisseminadaTungíase Disseminada
-após tratamento--após tratamento-
Após 5 semanas de tratamento – 12 mg/semana de ivermectina oral
An Bras Dermatol. 2008;83(4):339-42.
TunguíaseTunguíase
 Profilaxia:Profilaxia: aandar calçado, evitar sentar-se emndar calçado, evitar sentar-se em
terrenos infestados.terrenos infestados.
 Complicação comum: TÉTANO.Complicação comum: TÉTANO.
 Estima-se que cerca de 50% dos casos de tétano nas
áreas endêmicas sejam secundários à infestação pela
Tunga penetrans.
MiíaseMiíase
 Infecção causada por larvas de moscas noInfecção causada por larvas de moscas no
homemhomem
 Miíase furunculóide:Miíase furunculóide:
 Dermatobia hominis (berne)Dermatobia hominis (berne)
 Larva penetra na pele, nódulo furunculóide, orifícioLarva penetra na pele, nódulo furunculóide, orifício
central expressão leve serosidade.central expressão leve serosidade.
 Tratamento: espremedura, puxar larva com pinçaTratamento: espremedura, puxar larva com pinça
 Após eliminação larva – lesão regride rapidamenteApós eliminação larva – lesão regride rapidamente
Miíase FurunculóideMiíase Furunculóide
MiíaseMiíase
SecundáriaSecundária
Larva MigransLarva Migrans
 Dermatite linear serpeante, bicho geográfico, bicho deDermatite linear serpeante, bicho geográfico, bicho de
praiapraia
 Ancylostoma braziliensisAncylostoma braziliensis (cão e gato)(cão e gato)
 Penetra na pele e desloca-se em trajeto linear e sinuoso,Penetra na pele e desloca-se em trajeto linear e sinuoso,
porção terminal – pápula – larva.porção terminal – pápula – larva.
 Prurido intensoPrurido intenso
 Tratamento:Tratamento:
 Albendazol 400mg DU, pode repetir após 24-48h.Albendazol 400mg DU, pode repetir após 24-48h.
 Ivermectina 200mcg/kgIvermectina 200mcg/kg
 Infecção mínima – tratamento tópico: tiabendazol 5%Infecção mínima – tratamento tópico: tiabendazol 5%
pomada por 2 semanaspomada por 2 semanas
MiíaseMiíase
 Miíases secundárias:Miíases secundárias:
 Cutânea: depósito de ovos em ulceraçõesCutânea: depósito de ovos em ulcerações
 Cavitária: cavidade nasal (leishmaniose), orelha eCavitária: cavidade nasal (leishmaniose), orelha e
órbita ocular.órbita ocular.
 Tratamento: retirar as larvas após matá-las com éter,Tratamento: retirar as larvas após matá-las com éter,
borrifos de nitrogênio líquido.borrifos de nitrogênio líquido.
Larva MigransLarva Migrans
Larva MigransLarva Migrans
Obrigada !!!Obrigada !!!
isabeladuarte@gmail.comisabeladuarte@gmail.com

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Principais Dermatoviroses em Saúde Pública Primária

  • 1. Principais Infestações ePrincipais Infestações e Infecções de Pele e AnexosInfecções de Pele e Anexos em Saúde Pública Primáriaem Saúde Pública Primária Dra Isabela DuarteDra Isabela Duarte
  • 2. DERMATOVIROSESDERMATOVIROSES  Herpes simples  Varicela  Herpes zoster  Verrugas virais  Molusco contagioso  Dengue
  • 3. Herpes SimplesHerpes Simples  Causado pelo HSV –Causado pelo HSV – Herpesvirus hominisHerpesvirus hominis..  Dois tipos:Dois tipos:  HSV -1: face e troncoHSV -1: face e tronco  HSV-2: genitália – transmissão sexualHSV-2: genitália – transmissão sexual  Inicialmente em áreas mucocutâneasInicialmente em áreas mucocutâneas latência em células neuronais localizadas emlatência em células neuronais localizadas em gânglios neurais.gânglios neurais.  Quando reativado migra através do nervoQuando reativado migra através do nervo periférico e retorna à pele ou mucosaperiférico e retorna à pele ou mucosa
  • 4. Herpes SimplesHerpes Simples  Pode ser transmitido na ausência de lesão clínicaPode ser transmitido na ausência de lesão clínica  Período de incubação: 3-10 diasPeríodo de incubação: 3-10 dias  Gengivoestomatite herpética primária:Gengivoestomatite herpética primária:  CriançaCriança  Quadro clínico variável – discreto até quadros gravesQuadro clínico variável – discreto até quadros graves com sintomas gerais.com sintomas gerais.  Exulcerações, gengiva edemaciada, alimentaçãoExulcerações, gengiva edemaciada, alimentação difícil.difícil.
  • 7. Herpes SimplesHerpes Simples  Herpes não genital recidivante:Herpes não genital recidivante:  Herpes recorrente, 3 a 4 X/ano.Herpes recorrente, 3 a 4 X/ano.  Pele ou mucosas (lábio-pele)Pele ou mucosas (lábio-pele)  Fatores desencadeantesFatores desencadeantes exposição à luz solar,exposição à luz solar, estresse grave, trauma, menstruação.estresse grave, trauma, menstruação.  Discreto ardor ou prurido local horas a diasDiscreto ardor ou prurido local horas a dias depois vesículas agrupadas sobre basedepois vesículas agrupadas sobre base eritematosa pústulas ulceram crostas.eritematosa pústulas ulceram crostas.  Cura completa em 8-9 dias.Cura completa em 8-9 dias.
  • 8. Herpes orofacial recidivanteHerpes orofacial recidivante
  • 9. Herpes orofacial recidivanteHerpes orofacial recidivante
  • 11. Herpes SimplesHerpes Simples  Pacientes com SIDA:Pacientes com SIDA: Lesões mais numerosas, exuberantes e comLesões mais numerosas, exuberantes e com ulcerações mais profundas.ulcerações mais profundas. Pode generalizar com alta mortalidade e acometerPode generalizar com alta mortalidade e acometer órgãos internos.órgãos internos.
  • 12. Herpes SimplesHerpes Simples  Genital – PrimárioGenital – Primário  Pequenas vesículas agrupadas lesões ulceradasPequenas vesículas agrupadas lesões ulceradas em 2-4 diasem 2-4 dias  Múltiplas lesões, bilateralmente, coalescem.Múltiplas lesões, bilateralmente, coalescem.  Linfadenopatia inguinal dolorosaLinfadenopatia inguinal dolorosa  HSV-1 e HSV-2: herpes genital primário - 80% estáHSV-1 e HSV-2: herpes genital primário - 80% está associado ao HSV-2.associado ao HSV-2.
  • 13. Herpes genital primárioHerpes genital primário
  • 14. Herpes SimplesHerpes Simples  Genital – RecorrenteGenital – Recorrente  Em 40-50% dos episódios recorrentes ocorre umEm 40-50% dos episódios recorrentes ocorre um pródromo (formigamento, queimor ou disestesias)pródromo (formigamento, queimor ou disestesias)  Vesículas rompem ulceraçõesVesículas rompem ulcerações  Dura 5-10 diasDura 5-10 dias
  • 15. Herpes genital recorrenteHerpes genital recorrente
  • 16. Herpes SimplesHerpes Simples  DiagnósticoDiagnóstico  ClínicoClínico  Tzank – células gigantes multinucleadasTzank – células gigantes multinucleadas  HistopatologiaHistopatologia  TratamentoTratamento  Erupções leves – não requerem tratamento.Erupções leves – não requerem tratamento. Antisséptico tópico – evitar infecção secundária.Antisséptico tópico – evitar infecção secundária.  Infecções primárias severas ou recorrentesInfecções primárias severas ou recorrentes complicadas - tratamento específico.complicadas - tratamento específico.
  • 17. Herpes SimplesHerpes Simples  TratamentoTratamento  Primárias: aciclovir 200mg 5X/dia 5 diasPrimárias: aciclovir 200mg 5X/dia 5 dias  Recidiva: aciclovir 200mg 5X/dia 5 dias.Recidiva: aciclovir 200mg 5X/dia 5 dias.  Herpes labial recorrente: Aciclovir oral – pródromosHerpes labial recorrente: Aciclovir oral – pródromos pode reduzir a duração e diminuir a intensidade dopode reduzir a duração e diminuir a intensidade do episódio.episódio.  Aciclovir tópico: ineficaz (infecções primárias eAciclovir tópico: ineficaz (infecções primárias e recorrentes).recorrentes).  Outros: valaciclovir, famciclovirOutros: valaciclovir, famciclovir  Imunossuprimidos: duplicar a doseImunossuprimidos: duplicar a dose
  • 18. Varicela e Herpes ZosterVaricela e Herpes Zoster
  • 19. Varicela e Herpes ZosterVaricela e Herpes Zoster  Entidades clínicas distintas, mesmo vírus: VZV ouEntidades clínicas distintas, mesmo vírus: VZV ou HHV3.HHV3.  Varicela: doença exantemática aguda, altamenteVaricela: doença exantemática aguda, altamente contagiosa, mais frequente na infância, primoinfecçãocontagiosa, mais frequente na infância, primoinfecção pelo VZV.pelo VZV.  Herpes Zoster: doença localizada, dor nevrálgicaHerpes Zoster: doença localizada, dor nevrálgica unilateral e erupção vesicular, geralmente limitada aunilateral e erupção vesicular, geralmente limitada a um dermátomo, pessoas idosas. Reativação do vírusum dermátomo, pessoas idosas. Reativação do vírus endógeno latente no interior de um gânglio sensitivo,endógeno latente no interior de um gânglio sensitivo, após um surto prévio de varicela.após um surto prévio de varicela.
  • 20. VaricelaVaricela  Principal via de transmissão: vias aéreasPrincipal via de transmissão: vias aéreas (gotículas de Flugge), também por contato(gotículas de Flugge), também por contato direto.direto.  Período de transmissão: 1-2 dias antes doPeríodo de transmissão: 1-2 dias antes do surgimento do exantema até 4-5 dias apóssurgimento do exantema até 4-5 dias após (até que as vesículas se tornem crostas).(até que as vesículas se tornem crostas).  Imunidade por toda a vidaImunidade por toda a vida
  • 21. VaricelaVaricela  Mal-estar, febre moderada e pequenas manchasMal-estar, febre moderada e pequenas manchas eritematosas vesículas (purulento)eritematosas vesículas (purulento) crostascrostas  O rash começa na face e couro cabeludoO rash começa na face e couro cabeludo tronco (poupando relativamente as extremidadestronco (poupando relativamente as extremidades - distribuição central).- distribuição central).  Cicatrizes: raras em varicela não-complicada.Cicatrizes: raras em varicela não-complicada.
  • 22. VaricelaVaricela  Característica peculiar da varicela: polimorfismoCaracterística peculiar da varicela: polimorfismo regional.regional.  Prurido – vesículasPrurido – vesículas  Febre prolongada ou recorrência da febre:Febre prolongada ou recorrência da febre: infecção bacteriana secundária ou outrainfecção bacteriana secundária ou outra complicação (hepático, pulmonar e SNC).complicação (hepático, pulmonar e SNC).  Varicela x gravidez: mais severa; mortalidadeVaricela x gravidez: mais severa; mortalidade (pneumonia) e disseminação visceral mais altas,(pneumonia) e disseminação visceral mais altas, especialmente no 3especialmente no 3oo trimestre.trimestre.
  • 25. VaricelaVaricela  Diagnóstico: clínicoDiagnóstico: clínico  O rash do sarampo, rubéola, roséola e eritemaO rash do sarampo, rubéola, roséola e eritema infeccioso não formam vesículas = varicela.infeccioso não formam vesículas = varicela.  Tratamento:Tratamento:  RepousoRepouso  AntipiréticosAntipiréticos  Prurido – anti-histamínicosPrurido – anti-histamínicos  Graves (imunodeficiência, adolescentes, adultos):Graves (imunodeficiência, adolescentes, adultos): acicloviraciclovir
  • 26. Herpes ZosterHerpes Zoster  11osos sintomas: dor e parestesia no dermátomo envolvido.sintomas: dor e parestesia no dermátomo envolvido.  Lesão elementar do HZ: vesículas agrupadas sobre baseLesão elementar do HZ: vesículas agrupadas sobre base eritematosa. Na varicela – vesículas mais disseminadas eeritematosa. Na varicela – vesículas mais disseminadas e mais discretas.mais discretas.  Importante: localização e distribuição do rash -Importante: localização e distribuição do rash - quase sempre unilateral, não ultrapassa a linha média,quase sempre unilateral, não ultrapassa a linha média, geralmente limitada a um dermátomo.geralmente limitada a um dermátomo.  Área inervada peloÁrea inervada pelo trigêmio (oftálmico*)trigêmio (oftálmico*) e oe o troncotronco (T3 a L2) -(T3 a L2) - mais afetadasmais afetadas  Oftálmico: córneaOftálmico: córnea
  • 27. Herpes ZosterHerpes Zoster  Lesões: máculo-pápulas eritematosasLesões: máculo-pápulas eritematosas vesículas (12-24h) pústulas (3vesículas (12-24h) pústulas (3oo dia)dia) crostas (7-10 dias), que persistem por 2-3crostas (7-10 dias), que persistem por 2-3 semanas.semanas.  Adultos e idososAdultos e idosos  20% dos doentes a neuralgia é intensa20% dos doentes a neuralgia é intensa  Acometimento do nervo facial – paralisia de BellAcometimento do nervo facial – paralisia de Bell  Zoster sine herpeteZoster sine herpete
  • 32. Herpes ZosterHerpes Zoster  Investigar causas predisponentes: diabetes,Investigar causas predisponentes: diabetes, anemia, linfomas, imunodepressão.anemia, linfomas, imunodepressão.  Tratamento:Tratamento:  Aciclovir precoce (Aciclovir precoce (800mg 5X/dia –7 a 10dias)–7 a 10dias)  Outros: famciclovir, valaciclovir.Outros: famciclovir, valaciclovir.  AnalgésicosAnalgésicos  Limpeza com água boricadaLimpeza com água boricada  Corticóide sistêmico- controverso (neuralgia intensa)Corticóide sistêmico- controverso (neuralgia intensa)  Formas graves: aciclovir EVFormas graves: aciclovir EV
  • 33. Herpes ZosterHerpes Zoster  Neuralgia pós-herpética (NPH)Neuralgia pós-herpética (NPH)  Incidência: 8-15%.Incidência: 8-15%.  Idade: fator de risco mais importante para a NPH,Idade: fator de risco mais importante para a NPH, rara em pacientes<40anos, ocorre em mais de 50%rara em pacientes<40anos, ocorre em mais de 50% dos pacientes>60 anos de idadedos pacientes>60 anos de idade  Outros fatores de risco: presença de pródromo deOutros fatores de risco: presença de pródromo de dor, dor severa durante a fase aguda do HZ e zosterdor, dor severa durante a fase aguda do HZ e zoster oftálmico (x torácico e abdominal).oftálmico (x torácico e abdominal).
  • 34. Herpes ZosterHerpes Zoster  Neuralgia pós-herpética (NPH) –Neuralgia pós-herpética (NPH) – TratamentoTratamento  Amitriptilina precocemente (iniciar 25mg/dia atéAmitriptilina precocemente (iniciar 25mg/dia até 75mg/dia) por 3-6 meses.75mg/dia) por 3-6 meses.  CarbamazepinaCarbamazepina  GabapentinaGabapentina  Infiltração com corticóideInfiltração com corticóide
  • 36. Verrugas ViraisVerrugas Virais  São proliferações benignas da pele e mucosasSão proliferações benignas da pele e mucosas resultantes da infecção pelo papilomavírusresultantes da infecção pelo papilomavírus (HPV).(HPV).  Tipos cutâneos (não genital): HPV 1,2,3 e 4.Tipos cutâneos (não genital): HPV 1,2,3 e 4.  Tipos mucosos (genital): HPV 6,11,16 e 18.Tipos mucosos (genital): HPV 6,11,16 e 18.
  • 37. Verrugas ViraisVerrugas Virais  Verrugas genitais em crianças podem serVerrugas genitais em crianças podem ser transmitidas sexualmente (abuso sexual),transmitidas sexualmente (abuso sexual), geralmente inoculação do vírus (nascimento ougeralmente inoculação do vírus (nascimento ou disseminação incidental de verrugas cutâneas).disseminação incidental de verrugas cutâneas).  Auto-inoculação em lesões contíguas - vista emAuto-inoculação em lesões contíguas - vista em dedos adjacentes e região anogenital.dedos adjacentes e região anogenital.
  • 38. Verrugas ViraisVerrugas Virais - Infecção cutânea -- Infecção cutânea -  Tipos:Tipos:  Verrugas vulgares: pápulas ou nódulosVerrugas vulgares: pápulas ou nódulos hiperceratósicoshiperceratósicos  Verrugas planas: pápulas planas, achatadas. MaisVerrugas planas: pápulas planas, achatadas. Mais frequentes na face, mãos e mmii.frequentes na face, mãos e mmii.  Verrugas filiformesVerrugas filiformes  Verrugas plantares: pouco salientes, muito dolorosaVerrugas plantares: pouco salientes, muito dolorosa  Após shaving da superfície hiperceratósica:Após shaving da superfície hiperceratósica: pontos pretos - representam capilarespontos pretos - representam capilares trombosados.trombosados.
  • 41. Verrugas ViraisVerrugas Virais - Infecção cutânea -- Infecção cutânea -  Tratamento:Tratamento:  Nitrogênio líquidoNitrogênio líquido  Eletrocoagulação – nunca fazer em lesões plantares –Eletrocoagulação – nunca fazer em lesões plantares – cicatrização demorada e dolorosa.cicatrização demorada e dolorosa.  Ácido salicílico e ácido láctico – VerruxÁcido salicílico e ácido láctico – Verrux®® , Duofilm, Duofilm®®  ImiquimodImiquimod  Nunca fazer: cirurgia com exérese e suturaNunca fazer: cirurgia com exérese e sutura  Involução espontânea – crianças 65%Involução espontânea – crianças 65%  Ácido nítrico fumegante 66% - verrugas plantares – 1Ácido nítrico fumegante 66% - verrugas plantares – 1aa escolhaescolha
  • 42. Verrugas ViraisVerrugas Virais - Infecção genital -- Infecção genital -  Pápulas ou nódulos localizados no mucosa daPápulas ou nódulos localizados no mucosa da glande, vulva, ânus e vagina.glande, vulva, ânus e vagina.  Podem formar massas grandes, exofíticas (“emPodem formar massas grandes, exofíticas (“em couve-flor”) – condiloma acuminadocouve-flor”) – condiloma acuminado  Condiloma acuminado gigante: Buschke-Condiloma acuminado gigante: Buschke- LoewensteinLoewenstein  Ácido acético 3-5% - cor esbranquiçadaÁcido acético 3-5% - cor esbranquiçada  Condiloma acuminado oral pode resultar de contatoCondiloma acuminado oral pode resultar de contato sexual orogenital.sexual orogenital.
  • 47. Verrugas ViraisVerrugas Virais - Infecção genital -- Infecção genital -  Tratamento:Tratamento:  Eletrocoagulação e curetagem – terapia eletivaEletrocoagulação e curetagem – terapia eletiva  Podofilina 25% em álcool. Não usar em crianças,Podofilina 25% em álcool. Não usar em crianças, mulheres grávidas, na vagina e cérvix.mulheres grávidas, na vagina e cérvix.  Imiquimod: creme a 5%, 3X/semanaImiquimod: creme a 5%, 3X/semana  ATA 50-70%ATA 50-70%  Nitrogênio líquidoNitrogênio líquido
  • 48. Molusco ContagiosoMolusco Contagioso  Doença comum, benigna, causada por umDoença comum, benigna, causada por um poxvíruspoxvírus  Distribuição mundialDistribuição mundial  Crianças, adultos sexualmente ativos e pacientesCrianças, adultos sexualmente ativos e pacientes imunocomprometidosimunocomprometidos  Maioria crianças (♂ > ♀)Maioria crianças (♂ > ♀)  Transmitida por contato individual (piscinas)Transmitida por contato individual (piscinas)
  • 49. Molusco ContagiosoMolusco Contagioso  Lesões genitais em adultos - provavelmenteLesões genitais em adultos - provavelmente transmitidas sexualmente.transmitidas sexualmente.  SIDA: risco maior para a infecção, refratárias aoSIDA: risco maior para a infecção, refratárias ao tratamento.tratamento.  Pápulas pérola ou cor da pele, com umbilicação ePápulas pérola ou cor da pele, com umbilicação e ponto branco central que pode ser facilmenteponto branco central que pode ser facilmente espremido.espremido.  Em qualquer área da pele ou mucosas.Em qualquer área da pele ou mucosas.  Geralmente assintomáticas.Geralmente assintomáticas.
  • 53. Molusco ContagiosoMolusco Contagioso  Diagnóstico: clínicoDiagnóstico: clínico  Tratamento:Tratamento:  CuretagemCuretagem  Nitrogênio líquidoNitrogênio líquido  ImiquimodImiquimod  Hidróxido de potássio 5 ou 10% diariamente nas lesõesHidróxido de potássio 5 ou 10% diariamente nas lesões  Maioria com resolução espontânea em 6-9 mesesMaioria com resolução espontânea em 6-9 meses
  • 54. DengueDengue  Infecção causada por vírus RNA do grupo BInfecção causada por vírus RNA do grupo B da família Flaviviridaeda família Flaviviridae  Mosquito do gênero AedesMosquito do gênero Aedes  Erupções cutâneas: 50 a 80% dos pacientesErupções cutâneas: 50 a 80% dos pacientes com dengue clássicacom dengue clássica
  • 55. DengueDengue Dengue clássico:Dengue clássico:  Erupção morbiliforme que pode serErupção morbiliforme que pode ser pruriginosa com descamação residual,pruriginosa com descamação residual, manifestações hemorrágicas discretas (epistaxe,manifestações hemorrágicas discretas (epistaxe, petéquias, sangramento gengival e ocular).petéquias, sangramento gengival e ocular).  A erupção maculopapulosa inicia-se no tronco,A erupção maculopapulosa inicia-se no tronco, podendo espalhar-se para as extremidades oupodendo espalhar-se para as extremidades ou para a face.para a face.
  • 58. DERMATOSES PORDERMATOSES POR BACTÉRIASBACTÉRIAS  Escarlatina  Impetigo  Ectima  Sd da pele escaldada  Furúnculo/Antraz  Erisipela  Celulite  Abscesso
  • 59. EscarlatinaEscarlatina  Streptococos beta hemolítico grupo AStreptococos beta hemolítico grupo A  Pródromos: amigdalite, febre, gângliosPródromos: amigdalite, febre, gânglios submandibulares, cefaléiasubmandibulares, cefaléia  PI: 2-5 diasPI: 2-5 dias  Exantema: áspero – “pele em lixa”.Exantema: áspero – “pele em lixa”. Tórax pescoço, membros.Tórax pescoço, membros.  Sinal de Filatov: Palidez perioralSinal de Filatov: Palidez perioral  Sinal de Pastia: exantema nas dobras e membrosSinal de Pastia: exantema nas dobras e membros com descamação lamelar.com descamação lamelar.
  • 61. EscarlatinaEscarlatina  Língua em framboesaLíngua em framboesa  Diagnóstico: exantema, amigdalite, ASLO (2-Diagnóstico: exantema, amigdalite, ASLO (2- 3sem), HMG leucocitose, desvio à esquerda.3sem), HMG leucocitose, desvio à esquerda. Muita eosinofilia.Muita eosinofilia.  Tratamento: Penicilina G Benzatina;Tratamento: Penicilina G Benzatina; eritromicina; azitromicina.eritromicina; azitromicina.  Complicações: febre reumática, GN.Complicações: febre reumática, GN.
  • 62. ImpetigoImpetigo  Estafilococos, ocasionalmente estreptococosEstafilococos, ocasionalmente estreptococos hemolíticos.hemolíticos.  2 formas: bolhoso (estafilo) e não-bolhoso2 formas: bolhoso (estafilo) e não-bolhoso (estafilo e estreptococos)(estafilo e estreptococos)  Estreptocócico: colonização da pele previamenteEstreptocócico: colonização da pele previamente ao surgimento das lesões cutâneas (solução deao surgimento das lesões cutâneas (solução de continuidade)continuidade)  Estafilocócico: colonização da mucosa nasalEstafilocócico: colonização da mucosa nasal contaminação da pele.contaminação da pele.
  • 63. ImpetigoImpetigo  CriançasCrianças  ContagiosaContagiosa  Falta de higiene – predisponenteFalta de higiene – predisponente  Lesão inicial: mácula eritematosa vesico-pápulaLesão inicial: mácula eritematosa vesico-pápula ou bolha purulenta superficial rompeou bolha purulenta superficial rompe crosta melicéricacrosta melicérica  Áreas expostas (face e extremidades)Áreas expostas (face e extremidades)  Comum – lesões satélitesComum – lesões satélites  Linfadenopatia regionalLinfadenopatia regional
  • 66. Impetigo BolhosoImpetigo Bolhoso Algumas cepas de Staphylococcus aureus produzem uma exotoxina exfoliativa impetigo bolhoso.
  • 67. ImpetigoImpetigo  Diagnóstico: em geral clínico; coloração de Gram -Diagnóstico: em geral clínico; coloração de Gram - pústula (neutrófilos e aglomerados de cocos Gram-pústula (neutrófilos e aglomerados de cocos Gram- positivos); cultura.positivos); cultura.  Tratamento:Tratamento:  infecções localizadas - antibiótico tópico como ainfecções localizadas - antibiótico tópico como a mupirocina, ácido fusídico, retapamulina.mupirocina, ácido fusídico, retapamulina.  Lesões disseminadas - tratamento sistêmicoLesões disseminadas - tratamento sistêmico (cefalosporinas, oxacilina, eritromicina, amoxicilina-(cefalosporinas, oxacilina, eritromicina, amoxicilina- clavulanato, azitromicina).clavulanato, azitromicina).
  • 68. EctimaEctima  Piodermite que se inicia por pequenas bolhas ouPiodermite que se inicia por pequenas bolhas ou pústulas, com base eritematosa crosta dura,pústulas, com base eritematosa crosta dura, melicérica remoção - ulceração de fundomelicérica remoção - ulceração de fundo purulento.purulento.  Semelhante impetigo – mais profunda e cicatrizSemelhante impetigo – mais profunda e cicatriz  As lesões ocorrem em pequeno número, geralmente nasAs lesões ocorrem em pequeno número, geralmente nas pernas.pernas.  Etiologia:Etiologia: Staphylococcus aureusStaphylococcus aureus e estreptococos beta-e estreptococos beta- hemolíticos.hemolíticos.  Tratamento: impetigoTratamento: impetigo
  • 70. Síndrome da Pele EscaldadaSíndrome da Pele Escaldada  Síndrome estafilocócica de Lyell.Síndrome estafilocócica de Lyell.  Exotoxinas esfoliativas A e B doExotoxinas esfoliativas A e B do Staphylococcus aureusStaphylococcus aureus  Foco – otites, conjuntivites e outras infecções.Foco – otites, conjuntivites e outras infecções.  Recém-nascidosRecém-nascidos  Dias após início da infecção (foco) surge febre eDias após início da infecção (foco) surge febre e eritema difuso, formam-se bolhas flácidas grandeseritema difuso, formam-se bolhas flácidas grandes áreas erosivas circundadas por retalhos epidérmicos.áreas erosivas circundadas por retalhos epidérmicos.  Sinal de Nikolsky positivoSinal de Nikolsky positivo
  • 71. Síndrome da Pele EscaldadaSíndrome da Pele Escaldada
  • 72. Síndrome da Pele EscaldadaSíndrome da Pele Escaldada  Tratamento:Tratamento:  Antibioticoterapia sistêmica: cefalosporinas,Antibioticoterapia sistêmica: cefalosporinas, oxacilina, eritromicina, cloxacilina.oxacilina, eritromicina, cloxacilina.  Oxacilina EV (50-100mg/kg/dia 6/6h)Oxacilina EV (50-100mg/kg/dia 6/6h)  Reposição hidreletrolítica;Reposição hidreletrolítica;  Medidas gerais de suporte.Medidas gerais de suporte.  Bom prognósticoBom prognóstico..
  • 73. Furúnculo e AntrazFurúnculo e Antraz  Infecção estafilocócica do folículo piloso e daInfecção estafilocócica do folículo piloso e da glândula sebácea anexa.glândula sebácea anexa.  Antraz: conjunto de furúnculos (no mesmo local) –Antraz: conjunto de furúnculos (no mesmo local) – mais de um folículomais de um folículo  Destrói folículo cicatrizDestrói folículo cicatriz  Foliculite superficial nódulo eritematoso,Foliculite superficial nódulo eritematoso, doloroso e quente flutuantedoloroso e quente flutuante  Carnicão – tecido necrosado que é eliminado apósCarnicão – tecido necrosado que é eliminado após ruptura do furúnculo.ruptura do furúnculo.
  • 74. Furúnculo e AntrazFurúnculo e Antraz  Áreas mais acometidas: pescoço, face, axilas eÁreas mais acometidas: pescoço, face, axilas e nádegas (atrito + sudorese).nádegas (atrito + sudorese).  Predisponentes: diabetes, hematológicas,Predisponentes: diabetes, hematológicas, subnutrição, imunodepressão.subnutrição, imunodepressão.  Tratamento:Tratamento:  Compressas quentesCompressas quentes  Antibiótico sistêmico (cefalexina, amoxicilina-Antibiótico sistêmico (cefalexina, amoxicilina- clavulanato, azitromicina, clindamicina, eritromicina)clavulanato, azitromicina, clindamicina, eritromicina)  Flutução: drenagemFlutução: drenagem
  • 75. ErisipelaErisipela  Infecção aguda causada por Streptococos beta-Infecção aguda causada por Streptococos beta- hemolítico do grupo A.hemolítico do grupo A.  Raramente:Raramente: Stafilococcus aureusStafilococcus aureus  Membros inferioresMembros inferiores  Penetração por solução de continuidade.Penetração por solução de continuidade. Porta de entrada: ulcerações, dermatomicoses.Porta de entrada: ulcerações, dermatomicoses.  Instalação aguda, sintomas gerais.Instalação aguda, sintomas gerais.  Eritema, edema, dor, ↑ temperatura. Borda nítida.Eritema, edema, dor, ↑ temperatura. Borda nítida. Bolhas – erisipela bolhosaBolhas – erisipela bolhosa
  • 78. ErisipelaErisipela  Recidivante: linfedema local novos surtosRecidivante: linfedema local novos surtos  Tratamento:Tratamento:  Repouso, elevação das pernasRepouso, elevação das pernas  Compressas friasCompressas frias  Penicilina – escolha (Pen G cristalina 5-10 milhões U IMPenicilina – escolha (Pen G cristalina 5-10 milhões U IM ou EV a cada 4-6h; Pen G potássica 400.000 U a cada 8-ou EV a cada 4-6h; Pen G potássica 400.000 U a cada 8- 12h)12h)
  • 79. CeluliteCelulite  Infecção subaguda, crônica, profunda – acometeInfecção subaguda, crônica, profunda – acomete derme e SCderme e SC  Estreptococos eEstreptococos e S. aureusS. aureus..  CriançasCrianças menores de 3 anos –menores de 3 anos – HaemophilusHaemophilus influenzainfluenza tipo Btipo B  Edema, eritema, aumento discreto daEdema, eritema, aumento discreto da temperatura. Em geral não há sintomas gerais.temperatura. Em geral não há sintomas gerais.  Não há uma separação nítida entre celulite eNão há uma separação nítida entre celulite e erisipela – alternância entre as duas.erisipela – alternância entre as duas.
  • 80. CeluliteCelulite  Tratamento:Tratamento:  Elevação pernas, meias elásticasElevação pernas, meias elásticas  Antibiótico – cefalosporinas, macrolídeos, sulfas.Antibiótico – cefalosporinas, macrolídeos, sulfas.  Ambas (celulite e erisipela): investigar doençasAmbas (celulite e erisipela): investigar doenças sistêmicas e condições que causem edema emsistêmicas e condições que causem edema em MMII – flebites, tromboflebites, quadrosMMII – flebites, tromboflebites, quadros ortopédicos, neurológicos.ortopédicos, neurológicos.
  • 81. AbscessoAbscesso  Infecção localizada com acúmulo de secreçãoInfecção localizada com acúmulo de secreção purulentapurulenta  S. aureusS. aureus  Pode ocorrer em foliculites, furúnculos, locais dePode ocorrer em foliculites, furúnculos, locais de trauma, corpo estranho, queimaduras, sítio detrauma, corpo estranho, queimaduras, sítio de cateteres intravenosos.cateteres intravenosos.  Nódulo eritematoso aumenta cavidadeNódulo eritematoso aumenta cavidade com pus.com pus.  Tratamento: incisão e drenagem + antibióticosTratamento: incisão e drenagem + antibióticos
  • 83. MICOSESMICOSES SUPERFICIAISSUPERFICIAIS  Tinha capitis/corporis  Onicomicose  Pitiríase versicolor  Candidíase
  • 84. Tinha do Couro CabeludoTinha do Couro Cabeludo (Tinha Capitis)(Tinha Capitis)  Mais comum em crianças, rara no adulto.Mais comum em crianças, rara no adulto.  Transmissão: contato com indivíduos infectados,Transmissão: contato com indivíduos infectados, animais doentes ou portadores (cães e gatos),animais doentes ou portadores (cães e gatos), contato com a terra.contato com a terra.  Etiologia: fungos do gênero Microsporum eEtiologia: fungos do gênero Microsporum e Tricophyton.Tricophyton.  Placas de alopécia, descamação, únicas ouPlacas de alopécia, descamação, únicas ou múltiplas. Evolução crônicamúltiplas. Evolução crônica
  • 85. Tinha do Couro CabeludoTinha do Couro Cabeludo
  • 86. Tinha do Couro CabeludoTinha do Couro Cabeludo
  • 87. Tinha do Couro CabeludoTinha do Couro Cabeludo (Tinha Capitis)(Tinha Capitis)  Diagnóstico: clínico + micológico direto +Diagnóstico: clínico + micológico direto + cultura.cultura.  Tratamento:Tratamento:  Sempre sistêmicoSempre sistêmico  Griseofulvina 15-20mg/kg/dia em 2 tomadas – apósGriseofulvina 15-20mg/kg/dia em 2 tomadas – após refeições por 6-12 semanasrefeições por 6-12 semanas  Fluconazol 6mg/kg/dia por 3 semanas (acima de 6Fluconazol 6mg/kg/dia por 3 semanas (acima de 6 meses de idade)meses de idade)  Alguns fungos podem deixar alopéciaAlguns fungos podem deixar alopécia cicatricial.cicatricial.
  • 88. Tinha do CorpoTinha do Corpo (Tinha Corporis)(Tinha Corporis)  Lesões polimorfas: formas vesiculosasLesões polimorfas: formas vesiculosas (semelhantes a herpes simples), nodulares, em(semelhantes a herpes simples), nodulares, em placas.placas.  Placas eritematosas, papulosas, descamativas,Placas eritematosas, papulosas, descamativas, crescimento centrífugo, bordas nítidas.crescimento centrífugo, bordas nítidas.  Podem ser pruriginosasPodem ser pruriginosas  Tinha crural: comum no homem, rara mulher,Tinha crural: comum no homem, rara mulher, bilateralbilateral
  • 90. Tinha do CorpoTinha do Corpo (Tinha Corporis)(Tinha Corporis)  Diagnóstico: clínica + micológico direto + cultura  Tratamento:  Localizada: tópicos (miconazol, cetoconazol, fenticonazol, tioconazol)  Disseminada: sistêmico (fluconazol 150 mg/sem 4- 6 sem; itraconazol 100mg/dia 2 sem; cetoconazol 200mg/dia 4 sem). Em crianças: griseofulvina 10- 20mg/kg/dia 6 sem; terbinafina 3-6 mg/kg/dia 2 sem).
  • 91. Tinha da Unha (Onicomicose)Tinha da Unha (Onicomicose)  Início - borda distal, se torna opaca, com detritosInício - borda distal, se torna opaca, com detritos córneos sobre a placa unguealcórneos sobre a placa ungueal  Manchas esbranquiçadas ligeiramente escamosas.Manchas esbranquiçadas ligeiramente escamosas.  Micológico: indispensável para diagnósticoMicológico: indispensável para diagnóstico  Tratamento: tópico + sistêmicoTratamento: tópico + sistêmico  Esmalte ciclopirox olamina 8%, amorolfina 5%Esmalte ciclopirox olamina 8%, amorolfina 5% (apenas tópico: idosos, cardíacos, renais, hepáticos)(apenas tópico: idosos, cardíacos, renais, hepáticos)  Fluconazol 150mg/sem até cura clínica (controleFluconazol 150mg/sem até cura clínica (controle mensal com TGO, TGP, bilirrubinas, HMG, FA)mensal com TGO, TGP, bilirrubinas, HMG, FA)  Outros: terbinafina, itraconazolOutros: terbinafina, itraconazol
  • 93. Pitiríase VersicolorPitiríase Versicolor  Infecção fúngica na camada superficial da peleInfecção fúngica na camada superficial da pele  Malassezia furfurMalassezia furfur  AdultosAdultos  Predisposição constitucional – flora normalPredisposição constitucional – flora normal  Predisponentes: má-nutrição, hiperidrose,Predisponentes: má-nutrição, hiperidrose, imunodepressão.imunodepressão.  Após exposição solarApós exposição solar  Hipopigmentação – ácido azeláicoHipopigmentação – ácido azeláico
  • 94. Pitiríase VersicolorPitiríase Versicolor  Máculas com descamação de cor variávelMáculas com descamação de cor variável (acastanhadas, café-com-leite ou hipocrômicas)(acastanhadas, café-com-leite ou hipocrômicas)  Sinal da unha – descamação furfuráceaSinal da unha – descamação furfurácea  Sinal de Zileri – estiramento da peleSinal de Zileri – estiramento da pele  Locais: pescoço, tórax e porções proximais de MMSS.Locais: pescoço, tórax e porções proximais de MMSS.  Manchas hipocrômicas podem persistir mesmo apósManchas hipocrômicas podem persistir mesmo após tratamentotratamento  Diagnóstico: clínica + micológicoDiagnóstico: clínica + micológico
  • 98. Pitiríase VersicolorPitiríase Versicolor  Tratamento tópico:Tratamento tópico:  Cetoconazol, miconazol, tioconazol, isoconazol – 4Cetoconazol, miconazol, tioconazol, isoconazol – 4 semanassemanas  Sulfeto de selênio – xampu 2,5% 1X/dia 15 minSulfeto de selênio – xampu 2,5% 1X/dia 15 min antes banho 2 semanas; 1X/sem 4 sem.antes banho 2 semanas; 1X/sem 4 sem.  Tebinafina solução 1% 4 semTebinafina solução 1% 4 sem  Xampu de cetoconazol ou de ciclopirox olaminaXampu de cetoconazol ou de ciclopirox olamina  Tratamento sistêmico:Tratamento sistêmico:  Cetoconazol 200mg/dia 10 diasCetoconazol 200mg/dia 10 dias  Fluconazol 150mg/sem 4 semFluconazol 150mg/sem 4 sem
  • 99. CandidíaseCandidíase  Espécies:Espécies: C. albicans, C. tropicalis, C parapsilosis, C.C. albicans, C. tropicalis, C parapsilosis, C. guilhermondi.guilhermondi.  C. albicans: saprófita, encontrada na pele.C. albicans: saprófita, encontrada na pele. Determinadas condições se multiplicaDeterminadas condições se multiplica parasitaparasita  Predisponentes: gravidez, uso de ACO, DM,Predisponentes: gravidez, uso de ACO, DM, terapia com antibióticos, corticóides, tumores,terapia com antibióticos, corticóides, tumores, AIDSAIDS
  • 100. CandidíaseCandidíase  Candidose oral:Candidose oral:  Lactentes – contaminação canal do partoLactentes – contaminação canal do parto  Idosos dentes mal conservados ou próteses,Idosos dentes mal conservados ou próteses, imunodeprimidosimunodeprimidos  Sinonimia: sapinho, estomatite cremosaSinonimia: sapinho, estomatite cremosa  Placas cremosas, esbranquiçadas, circulares ou ovais,Placas cremosas, esbranquiçadas, circulares ou ovais, isoladas ou confluentesisoladas ou confluentes  Tratamento: nistatina suspensão 3-4X/dia;Tratamento: nistatina suspensão 3-4X/dia; clotrimazol solução; desinfecção mamadeiras eclotrimazol solução; desinfecção mamadeiras e chupetas.chupetas.
  • 103. CandidíaseCandidíase  Candidose vulvovaginal:Candidose vulvovaginal:  Predisponentes: DM, ACO, irritação mecânica ouPredisponentes: DM, ACO, irritação mecânica ou química da mucosa vaginal (duchas)química da mucosa vaginal (duchas)  Leucorreia aderente, placas esbranquiçadas, cremosasLeucorreia aderente, placas esbranquiçadas, cremosas na vulva e mucosa vaginal.na vulva e mucosa vaginal. Tratamento: nistatina, isoconazol,Tratamento: nistatina, isoconazol, fenticonazol, clotrimazol emfenticonazol, clotrimazol em creme vaginal ou óvulos vaginais.creme vaginal ou óvulos vaginais. Formas extensas associar sistêmicoFormas extensas associar sistêmico – Fluconazol 150mg DU.– Fluconazol 150mg DU.
  • 104. CandidíaseCandidíase  Candidose intertriginosa:Candidose intertriginosa:  Dobras axilares, inguinais, submamáriasDobras axilares, inguinais, submamárias  Lesões eritematosas, úmidas, secretantes, colareteLesões eritematosas, úmidas, secretantes, colarete córneocórneo  Lesões satélites – iniciam como vesículas ou pústulasLesões satélites – iniciam como vesículas ou pústulas  Prurido variávelPrurido variável  Mãos – doença ocupacionalMãos – doença ocupacional  Pés – hiperidrosePés – hiperidrose  Tratamento: cremes imidazólicos, 2X/dia.Tratamento: cremes imidazólicos, 2X/dia.
  • 106. DERMATOZOOSESDERMATOZOOSES  Escabiose  Pediculose  Tunguíase  Miíase  Larva migrans
  • 107. EscabioseEscabiose  Sarcoptes scabieiSarcoptes scabiei  Transmissão: contato pessoal; roupas –Transmissão: contato pessoal; roupas – excepcionalexcepcional  Fêmea penetra na camada córnea e escava umFêmea penetra na camada córnea e escava um túnel – principalmente à noitetúnel – principalmente à noite  Principal sintoma: prurido (noite)Principal sintoma: prurido (noite)  Sulco: pequena saliência linear, em uma dasSulco: pequena saliência linear, em uma das extremidades vesico-pápula, perlácea (fêmea)extremidades vesico-pápula, perlácea (fêmea)
  • 108. EscabioseEscabiose  Distribuição característica: espaços interdigitaisDistribuição característica: espaços interdigitais mãos, axilas, cintura, nádegas, mamas, pênis.mãos, axilas, cintura, nádegas, mamas, pênis.  Crianças: palmas, plantas, couro cabeludo eCrianças: palmas, plantas, couro cabeludo e pescoço.pescoço.  Diagnóstico: clínica +Diagnóstico: clínica + prurido noturnoprurido noturno ++ familiares com prurido. Sulcos ou distribuiçãofamiliares com prurido. Sulcos ou distribuição característica - confirmacaracterística - confirma
  • 112. EscabioseEscabiose  Tratamento:Tratamento:  Permetrina (loção cremosa 5%): pode ser usado emPermetrina (loção cremosa 5%): pode ser usado em crianças, gestantes, amamentação. Passar do pescoçocrianças, gestantes, amamentação. Passar do pescoço ao pé toda noite, retirar pela manhã, 3 dias, repetirao pé toda noite, retirar pela manhã, 3 dias, repetir em 1 semana.em 1 semana.  Ivermectina: crianças acima de 5 anos. 2 doses –Ivermectina: crianças acima de 5 anos. 2 doses – intervalo 1 semana.intervalo 1 semana.  Enxofre precipitado 5% em vaselina por 3 dias,Enxofre precipitado 5% em vaselina por 3 dias, segunda escolha em crianças.segunda escolha em crianças.
  • 113. EscabioseEscabiose  Tratamento:Tratamento:  Benzoato de benzila, Monossulfiram (TetmosolBenzoato de benzila, Monossulfiram (Tetmosol®® )) Lindano (KwellLindano (Kwell®® ): em desuso.): em desuso.  Lavar roupa de cama – não precisa ferver.Lavar roupa de cama – não precisa ferver.  Profilaxia: tratar simultaneamente todas asProfilaxia: tratar simultaneamente todas as pessoas atingidas pela parasitose.pessoas atingidas pela parasitose.
  • 114. EscabioseEscabiose  Prurido pós-tratamento:Prurido pós-tratamento:  Pode permanecer por semanasPode permanecer por semanas  Corticóides tópicos e sistêmicosCorticóides tópicos e sistêmicos  AntihistamínicosAntihistamínicos  Evitar tratamento repetitivo – dermatites irritativasEvitar tratamento repetitivo – dermatites irritativas  Não usarNão usar sabonetes escabicidassabonetes escabicidas –– inúteisinúteis parapara cura e causam dermatites irritativas.cura e causam dermatites irritativas.
  • 115. PediculosePediculose  Pediculose couro cabeludo:Pediculose couro cabeludo:  Prurido + lêndeas (ovóides, esbranquiçadas, aderidas)Prurido + lêndeas (ovóides, esbranquiçadas, aderidas)  Pediculose do corpo:Pediculose do corpo:  Prurido intensidade variável e urticasPrurido intensidade variável e urticas  Principalmente interescapular, ombro, face posterior dasPrincipalmente interescapular, ombro, face posterior das axilas, nádegasaxilas, nádegas  Pediculose pubiana (ftiríase):Pediculose pubiana (ftiríase):  Causada por piolhos do gênero Phtirus (popular: chato)Causada por piolhos do gênero Phtirus (popular: chato)  Pelos pubianos e perianais, prurido intensoPelos pubianos e perianais, prurido intenso  Lêndeas aderentes à haste pilosaLêndeas aderentes à haste pilosa
  • 116. Pediculose do Couro CabeludoPediculose do Couro Cabeludo
  • 118. PediculosePediculose  Tratamento :Tratamento :  Pediculose do couro cabeludo:Pediculose do couro cabeludo:  xampu de permetrina 1% (Nedax) . Alternativas: lindanoxampu de permetrina 1% (Nedax) . Alternativas: lindano 1%, deltametrina 0,02%1%, deltametrina 0,02%  Lêndeas: removidas com pente fino + vinagre diluído emLêndeas: removidas com pente fino + vinagre diluído em água mornaágua morna  Sulfa-trimetoprim 400-80 3X/dia 3 dias adultos. RepetirSulfa-trimetoprim 400-80 3X/dia 3 dias adultos. Repetir após 10 dias. Atua sobre parasitos adultos.após 10 dias. Atua sobre parasitos adultos.  Pediculose do corpo:Pediculose do corpo:  Higiene e lavagem da roupaHigiene e lavagem da roupa  Pediculose pubiana (ftiríase):Pediculose pubiana (ftiríase):  Permetrina 5%. Outras: lindano 1%, deltametrina 0,02%.Permetrina 5%. Outras: lindano 1%, deltametrina 0,02%. Retirar as lêndeas.Retirar as lêndeas.
  • 119. TunguíaseTunguíase  Ectoparasitose - penetração daEctoparasitose - penetração da Tunga penetransTunga penetrans nana pele.pele.  Associada à pobreza (comunidades carentes)Associada à pobreza (comunidades carentes)  Lesões numerosasLesões numerosas  PruridoPrurido  Lesão: pequena pápula eritematosa com um pontoLesão: pequena pápula eritematosa com um ponto negro central (segmentos posteriores da pulga).negro central (segmentos posteriores da pulga).
  • 120. TunguíaseTunguíase  Casos generalizados são raros.Casos generalizados são raros.  Tratamento clássico: extirpação da tunga comTratamento clássico: extirpação da tunga com auxílio de agulhas esterilizadas.auxílio de agulhas esterilizadas.  A tunga pode ser morta, antes de ser removida:A tunga pode ser morta, antes de ser removida: aplicação de clorofórmio, éter.aplicação de clorofórmio, éter.  Casos disseminados: sem consenso quanto àCasos disseminados: sem consenso quanto à melhor opção terapêutica (ivermectina emelhor opção terapêutica (ivermectina e tiabendazol 25mg/kg 2X/dia 3-5d).tiabendazol 25mg/kg 2X/dia 3-5d).
  • 122. Tungíase DisseminadaTungíase Disseminada -após tratamento--após tratamento- Após 5 semanas de tratamento – 12 mg/semana de ivermectina oral An Bras Dermatol. 2008;83(4):339-42.
  • 123. TunguíaseTunguíase  Profilaxia:Profilaxia: aandar calçado, evitar sentar-se emndar calçado, evitar sentar-se em terrenos infestados.terrenos infestados.  Complicação comum: TÉTANO.Complicação comum: TÉTANO.  Estima-se que cerca de 50% dos casos de tétano nas áreas endêmicas sejam secundários à infestação pela Tunga penetrans.
  • 124. MiíaseMiíase  Infecção causada por larvas de moscas noInfecção causada por larvas de moscas no homemhomem  Miíase furunculóide:Miíase furunculóide:  Dermatobia hominis (berne)Dermatobia hominis (berne)  Larva penetra na pele, nódulo furunculóide, orifícioLarva penetra na pele, nódulo furunculóide, orifício central expressão leve serosidade.central expressão leve serosidade.  Tratamento: espremedura, puxar larva com pinçaTratamento: espremedura, puxar larva com pinça  Após eliminação larva – lesão regride rapidamenteApós eliminação larva – lesão regride rapidamente
  • 127. Larva MigransLarva Migrans  Dermatite linear serpeante, bicho geográfico, bicho deDermatite linear serpeante, bicho geográfico, bicho de praiapraia  Ancylostoma braziliensisAncylostoma braziliensis (cão e gato)(cão e gato)  Penetra na pele e desloca-se em trajeto linear e sinuoso,Penetra na pele e desloca-se em trajeto linear e sinuoso, porção terminal – pápula – larva.porção terminal – pápula – larva.  Prurido intensoPrurido intenso  Tratamento:Tratamento:  Albendazol 400mg DU, pode repetir após 24-48h.Albendazol 400mg DU, pode repetir após 24-48h.  Ivermectina 200mcg/kgIvermectina 200mcg/kg  Infecção mínima – tratamento tópico: tiabendazol 5%Infecção mínima – tratamento tópico: tiabendazol 5% pomada por 2 semanaspomada por 2 semanas
  • 128. MiíaseMiíase  Miíases secundárias:Miíases secundárias:  Cutânea: depósito de ovos em ulceraçõesCutânea: depósito de ovos em ulcerações  Cavitária: cavidade nasal (leishmaniose), orelha eCavitária: cavidade nasal (leishmaniose), orelha e órbita ocular.órbita ocular.  Tratamento: retirar as larvas após matá-las com éter,Tratamento: retirar as larvas após matá-las com éter, borrifos de nitrogênio líquido.borrifos de nitrogênio líquido.