Ainstituiofamiliar

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  1. 1.  A família é unidade básica da sociedade formada por indivíduos com ancestrais em comum ou ligada por laços afectivos.  É um grupo de pessoas de mesmo sangue, ou unidas legalmente (como no casamento e na adopção).
  2. 2. O CONCEITO DE FAMÍLIA  O termo “família”, criado na Roma antiga, é derivado do latim “famulus” que significa “escravo doméstico”  Com a Revolução Industrial há uma mudança demográfica, e as famílias diminuem Conceito Histórico de Família
  3. 3.  A família tem sofrido alterações ao longo do tempo. As sociedades sofrem mudanças permanentes e as famílias não ficam imunes a estas alterações.  Alteram-se valores, formas de estar, sentir e agir.
  4. 4. O CONCEITO TRADICIONAL DE FAMÍLIA  “A Família constitui um grupo social unido por relações de parentesco e que tem como funções a reprodução, socialização, produção e consumo.”
  5. 5.  A família pode assumir uma estrutura nuclear ou conjugal, que consiste num homem, numa mulher e nos seus filhos, biológicos ou adoptados, habitando num ambiente familiar comum
  6. 6.  A Família pode, também assumir uma estrutura extensa, aquela que, para além dos elementos referidos integra outros familiares espalhados por várias gerações (avós, noras, genros, tios, sobrinhos, etc.)
  7. 7. DISTINÇÃO ENTRE FAMÍLIA NUCLEAR E FAMÍLIA EXTENSA  Podemos distinguir família nuclear e família extensa da seguinte forma: enquanto a primeira diz respeito à família em sentido restrito, aos pais e filhos, a segunda diz respeito à família num sentido mais alargado, que engloba os intervenientes anteriores mas também outros familiares como avós, tios, sobrinhos, etc., que tem uma vida familiar mais ou menos conjunta.
  8. 8. A ESTRUTURA FAMILIAR Família Nuclear Família Ampliada ou Extensa Família Monoparental Coabitação  Família Reconstruída, Combinada ou Recombinada Famílias Alternativas (homossexuais) Tipos de Família
  9. 9. A ESTRUTURA FAMILIAR Família Nuclear Família Ampliada ou Extensa Composta por dois adultos de sexo diferente e os respectivos filhos biológicos ou adoptados Famílias que para além dos pais e filhos, englobam outros familiares como Avós, noras, genros, tios, sobrinhos, etc.
  10. 10. A ESTRUTURA FAMILIAR Família recomposta Coabitação São famílias em que pelo menos um dos cônjuges tem filhos de um casamento anterior ou de outra relação. É o tipo de relação afectiva e sexual que une duas pessoas que, não contraindo matrimónio, vivem em conjunto. É também designada de união de facto.
  11. 11. A ESTRUTURA FAMILIAR Família Monoparental Famílias Alternativas As famílias monoparentais são compostas pela mãe ou pelo pai e filhos. São famílias fruto do divórcio, viuvez ou da própria opção dos progenitores. É uma família em que os dois elementos que a constituem são do mesmo sexo e vivem em regime de união de facto ou são casados.
  12. 12.  A família representa um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições
  13. 13. A FAMÍLIA E A SOCIEDADE  A família que se encontra no século XXI, é uma família completamente diferente da família do início do século XX  A família tradicional está sendo substituída por outras formas de família
  14. 14. A FAMÍLIA E A SOCIEDADE  Com novas formas de estrutura, a família do século XXI é marcada pela diversidade cultural, étnica e sexual
  15. 15.  A família é um sistema social uno, composto por um grupo de indivíduos, cada um com um papel atribuído, e embora diferenciado, funciona como um sistema de todos
  16. 16. FUNÇÕES NA FAMÍLIA A reprodução A manutenção (económica) A socialização (educacional) Necessidade de afeição e segurança, tanto para os pais quanto para os filhos A satisfação das necessidades sexuais dos que se associam maritalmente pais) Funções Sociais Funções Psicológicas
  17. 17.  O parentesco é a relação que une duas ou mais pessoas por vínculos de sangue ou sociais (sobretudo pelo casamento)  O parentesco era o principal factor da manutenção da unidade social na cultura primitiva
  18. 18. O PARENTESCO Pai, filho e mãe - em primeiro grau Irmãos e avós - em segundo grau Tios, sobrinhos e bisavós - em terceiro grau Primos e trisavós - em quarto grau Parentesco por Consanguinidade
  19. 19. O PARENTESCO Sogra e sogro - em primeiro grau Genro e nora - em primeiro grau Cunhado e cunhada - em segundo grau Padrasto e madrasta - em primeiro grau Enteado e enteada - em primeiro grau Marido e esposa - não são parentes. A sua relação é de vínculo conjugal Parentesco por Afinidade
  20. 20.  Casamento ou matrimónio é o vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade.
  21. 21.  Por vezes as pessoas casam-se por variadas razões, mas por norma fazem-no para dar visibilidade à sua relação afectiva, para terem uma estabilidade económica e social melhorada, para formar família, legitimar o relacionamento sexual e obter direitos como a nacionalidade.
  22. 22. CASAMENTO  A sociedade cria diversas expressões para classificar os diversos tipos de relações matrimoniais existentes.  O casamento pode ter uma série de variantes quanto às questões económicas, sociais, número de conjugues (poligenia), religiosas e legislativas. Tipos de Casamento
  23. 23. TIPOS DE CASAMENTO  Casamento aberto – possibilitando os cônjuges ter outros parceiros sexuais por consentimento mútuo.  Casamento arranjado – celebrado antes do envolvimento afectivo dos contraentes é usualmente combinado.
  24. 24. TIPOS DE CASAMENTO  Casamento cívil – celebrado sob os princípios da legislação vigente em determinado estado.  Casamento nuncupativo – realizado oralmente sem as formalidades de praxe.
  25. 25. TIPOS DE CASAMENTO  Casamento putativo – contraído de fé mas passível de anulação por motivos legais.  Casamento religioso – celebrado perante uma autoridade religiosa.  Casamento poligâmico – praticado entre um homem e várias mulheres.
  26. 26. TIPOS DE CASAMENTO  Casamento poliândrico – executado entre uma mulher e vários homens.  Casamento homossexual – realizado entre duas pessoas do mesmo sexo.  Casamento por conveniência – efectuada por motivos económicos e sociais.
  27. 27.  O divórcio (do latim “divortium”, derivado de “divert re”ĕ , "separar-se") é o rompimento legal e definitivo do vínculo de casamento civil  Nas sociedades ocidentais, o divórcio aumentou rapidamente desde o início do século XX.
  28. 28. DIVÓRCIO O processo legal de divórcio pode envolver questões como: Atribuição de pensão de alimentos  Regulação de poder paternal  Relação ou partilha de bens Regulação de casa de morada de família
  29. 29. DIVÓRCIO A taxa de divórcio alta é uma decorrência do individualismo moderno, da procura da felicidade e do controle rigoroso das relações sexuais fora do casamento.    Questões económicas, geração de filhos e interesses de parentesco que unem uma família não têm mais forças p/ sustentar um casamento Causas do Divórcio
  30. 30. PAPEL DA FAMÍLIA NA SOCIALIZAÇÃO  A família é um dos principais intervenientes no processo de socialização.  É o principal agente socializador durante a socialização primária.  É na família que interiorizamos os elementos do meio socio-culural onde nascemos.  Aprendemos a língua, os hábitos de higiene, as regras de convivência, a forma de nos comportarmos em diferentes situações sociais, o gosto pela música, pelo teatro, pelo cinema, pelas artes plásticas.
  31. 31.  A Família transmite às novas gerações a herança cultural necessária à identificação do novo elemento com o grupo social que vai integrar, sem a transmissão e a interiorização dos valores o novo elemento não seria aceite pelo grupo.  Através de um sistema de recompensas e castigos a família cumpre o seu papel de agente socializador.
  32. 32.  Este papel importante de agente socializador tem sofrido alterações decorrentes do desenvolvimento tecnológico e socioeconómico.  A tarefa da educação formal foi transferida para a escola, outro importante agente socializador, competindo ainda com a família, os meios de comunicação social e os grupos de amigos, entre outros.  Contudo, a família continua a ter o papel mais importante na transmissão de modelos sociais de comportamento e na transmissão de valores
  33. 33. NOVOS PAPÉIS FAMILIARES  A família é uma instituição básica da sociedade e está, por isso, intimamente ligada a qualquer alteração.  As transformações socioeconómicas ocorridas nas últimas décadas vieram produzir transformações na família.  Encontramos assim novos modelos de papéis parentais bem como um novo lugar da criança na família.
  34. 34.  A industrialização e a urbanização transformaram a família extensa em família nuclear.  As famílias passam a ter novas funções e a enfrentar novas exigências.
  35. 35.  A mulher deixou de desempenhar o papel tradicional de “dona de casa”, cuidando do marido e dos filhos e das tarefas domésticas.  O trabalho fora de casa e a contribuição monetária para o orçamento familiar vieram alterar as relações tradicionais entre os cônjuges, passando a existir um estatuto de maior igualdade.
  36. 36.  O acumular de funções domésticas com um emprego remunerado provocou alterações nos papéis familiares.  O homem começou a desempenhar tarefas até então associadas ao papel de mulher.  Ambos têm uma carreira e um papel a desempenhar no seio da família. O papel masculino sofreu alterações No âmbito familiar
  37. 37.  Verifica-se ainda um papel reduzido dos homens nas tarefas domésticas.  O seu contributo é um contributo de ajuda, na maior parte dos casos, continuando a mulher a desempenhar a quase totalidade das tarefas domésticas, bem como cuidar dos filhos e dos membros idosos da família.
  38. 38.  A independência económica das mulheres retira ao casamento o seu carácter económico, passando-se, na união entre duas pessoas, a valorizar o amor e o afecto.  Passa-se para uma situação de igualdade, perdendo o homem o seu estatuto de autoridade, chefe de família, daquele que contribuía exclusivamente para o sustento da família.
  39. 39.  A própria lei, espelha este estatuto de igualdade, não permitindo discriminação entre os sexos e atribuindo papéis iguais a ambos os progenitores no que diz respeito à educação dos filhos..
  40. 40.  O papel dos filhos também se alterou.  Enquanto na sociedade pré-industrial constituíam mão-de-obra para as famílias, daí a existência de famílias numerosas, nas sociedades actuais constituem um custo acrescido para o orçamento familiar.
  41. 41.  A proibição do trabalho infantil, a escolaridade obrigatória, a necessidade crescente de investimento numa longa educação, levaram à diminuição do número de filhos.  A criança passa a ser desejada e não um recurso acrescido de rendimentos.  A sua preparação para uma sociedade cada vez mais exigente passa a ser uma preocupação para as famílias.  O decréscimo das taxas de natalidade é consequência da alteração do papel da criança no agregado familiar.
  42. 42. INDICADORES DEMOGRÁFICOS RELATIVOS À FAMÍLIA

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