ANAISManaus, AM
2RESUMOS INDICATIVOSDOM BOSCO EDUCADOR NO SÉCULO DAS LIBERDADESPe. João da Silva Mendonça Filho, sdbRESUMO: O objetivo des...
3O FORTALECIMENTO DA INTEGRIDADE ÉTICA DO FUTURO CONTADORNúbia Ferreira, Naiara Limeira Moura, Francisca Souza da Silva, G...
4AS TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS E AS PRÁTICAS EDUCATIVAS NA SAÚDETatiana Sá Menezes, Ana Paula Sá MenezesRESUMO: A escola é um ...
5AS CONTRIBUIÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITAAna Moreira, Jocilene Maria da Co...
6EDUCAÇÃO RELIGIOSA E DIREITOS HUMANOS: PERSPECTIVAS E DESAFIOS NA ATUAL LEGISLAÇÃO BRASILEIRAFrancisco Sales Bastos Palhe...
7PROJETO ENCHENTES NA REALIDADE AMAZÔNICA: UMA EXPERIÊNCIA INTERDISCIPLINARJosé Cavalcante Lacerda Jr., Lourenço Almeida d...
8SUMÁRIODOM BOSCO EDUCADOR NO SÉCULO DAS LIBERDADES .........................................................................
9DOM BOSCO EDUCADOR NO SÉCULO DAS LIBERDADESPe. João da Silva Mendonça Filho, sdb1RESUMO: O objetivo deste ensaio é aprese...
10em sua casa e para eles publica livros, elabora um jornal, difunde as famosas Leituras Católicas e com elas envolve um p...
11bem amadurecida a ideia de que não se educa pela força, com bancadas e ameaças, mas no “ajudar o jovem a conhecer asregr...
12comunidade religiosa, as Irmãs dos Sagrados Corações de Jesus e Maria e, finalmente, candidato aos altares. Pois bem, Va...
13DA SILVA FERREIRA, Antônio. Não basta amar, a pedagogia de Dom Bosco em seus escritos. São Paulo: Salesiana, 2008.PERAZA...
14DOM BOSCO, MESTRE DE ESPIRITUALIDADEP. João Sucarrats, SDBRESUMO: Para falar de Dom Bosco como Mestre de espiritualidade...
15sua vontade, pode servir-se ou de coisas externas ou do interior da pessoa através de “uma inspiração que nos convida a ...
16“Bem-aventuranças”. A sociedade também oferece escalas de valores que em parte levam à vivência das bem-aventuranças e e...
17As escolas de espiritualidade se diferenciam pela dosagem e peculiaridade dos meios de que se servem para viver a vida n...
18- Maria Imaculada é mãe, mestra, guia e auxiliadora. Ela está nas nossas casas e na nossa vida. “Quem entra numa casasal...
19que estão sendo analisados a partir da crítica histórica, da psicologia e da parapsicologia. Estas experiências místicas...
20______. Una via che conduce alamore, Torino 1974BERNARD CH. A., Compendio di teologia spirituale, Roma, 1973BOSCO G, Mem...
21APRESENTAÇÕESEMFORMADEPÔSTER
22A ÉTICA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIALGilson Tenório23Francisca Sousa23Lorena Leite23Núbia Ferreira23Ana Paula S...
23“Defino la mundialización como la libertad de mi grupo para invertir donde quiera, durante el tiempo que quiera,para pro...
24Figura 1 – Esquema comparativo entre Organismos e OrganizaçõesOrganismos OrganizaçõesHerdam seus traços Adquirem estrutu...
25Amariles et al (s.d.) concebem empresa como “un sistema que interacciona con su entorno materializando una idea, de form...
262.2 ÉTICA NAS EMPRESAS E NOS NEGÓCIOSEnquanto a deontologia, ética profissional, está voltada para profissionais, associ...
27percebendo rapidamente que a RSE é um novo desafio colocado pela globalização. E isso é discutir comportamento ético. Is...
Anais III Congresso de Educação da Faculdade Salesiana Dom Bosco
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Anais III Congresso de Educação da Faculdade Salesiana Dom Bosco

  1. 1. ANAISManaus, AM
  2. 2. 2RESUMOS INDICATIVOSDOM BOSCO EDUCADOR NO SÉCULO DAS LIBERDADESPe. João da Silva Mendonça Filho, sdbRESUMO: O objetivo deste ensaio é apresentar as grandes linhas de Dom Bosco educador no século XIX, diante das grandes mudançasdaquela época. Ele intuiu que o cerne de todas as transformações que estavam acontecendo na cidade de Turim era de cunho cultural. Suasensibilidade de padre educador o levou a optar pelos jovens abandonados e excluídos da vida social, religiosa, econômica e politica. Paraeles e com eles organizou um estilo de vida familiar fundando na preventividade, não como uma estratégia educativa, mas uma forma de estarcom os jovens. Dom Bosco não agiu sozinho nem criou nada apensa pela intuição. Soube ler os sinais dos tempos e conseguiu traduzir eminiciativas pastorais e educativas uma forma de promover o jovem, valorizá-lo e prepará-lo para viver na sociedade como bom cristão ecidadão honesto.DOM BOSCO, MESTRE DE ESPIRITUALIDADEPe. João Sucarrats, sdbRESUMO: Para falar de Dom Bosco como Mestre de espiritualidade é preciso partir da definição de alguns conceitos que são usados nalinguagem comum, e também em textos impressos, com uma grande variedade de significados. A espiritualidade cristã tem como sentidounívoco o seguimento de Jesus Cristo, que se diversifica de acordo com os tempos e as culturas e o peso que se dá às mediações queajudam a participar “por Cristo, com Cristo e em Cristo, na unidade do Espírito Santo”, da vida divina. Dom Bosco foi influenciado por diversosMestres de Espiritualidade e aos poucos foi elaborando, mais na prática que na teoria, um caminho de santidade para si, para os seus e paraos jovens, que se resume no famoso “bons cristãos e honestos cidadãos” e na prática das virtudes do trabalho e da temperança.A ÉTICA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIALGilson Tenório, Francisca Sousa, Lorena Leite, Núbia Ferreira, Ana Paula Sá MenezesRESUMO: Numa visão tradicional, o principal objetivo das empresas era ganhar dinheiro tanto quanto possível, maximizando o valorfinanceiro para os proprietários e acionistas. Agora, uma empresa precisa analisar seus empreendimentos não só a partir da rentabilidadeeconômica. Existem agora duas outras contas a considerar: Social e Ambiental. A nova tendência em direção a um modelo socioeconômicoem que as empresas já não têm o único objetivo de maximização do lucro, é expressa na adoção da Responsabilidade Social Empresarial(RSE) na gestão empresarial. O objetivo desse trabalho é proporcionar uma revisão da literatura analisando o conceito de RSE e as teoriaspor trás dele. Conclui-se que a Cadeia de Valor Corporativa busca o diálogo entre acionistas e stakeholders para que se vejam comoparceiros e não como adversários no palco das mudanças de comportamentos social e ambiental exigidas pelos consumidores.A NATUREZA DA LIDERANÇA NA FACULDADE SALESIANA DOM BOSCOOdete Ferreira Coelho, Carlos Henrique Soares CarvalhoRESUMO: O presente artigo apresenta a investigação sobre o estilo de liderança predominante nos ocupantes de cargos de chefia daFaculdade Salesiana Dom Bosco. De um modo geral, as pessoas não entendem o verdadeiro significado da palavra liderança ou temdificuldade de encontrar métodos para ser um bom líder. Existem muitos autores que conceituam a respeito da liderança e indicam caminhose estratégias não só, para se tornar um líder, mas também para desenvolver as habilidades profissionais dos seus colaboradores. Ametodologia utilizada na pesquisa foi de caráter exploratório que possibilita maior familiaridade com o problema, através da aplicação dequestionário com perguntas abertas e fechadas e estudo bibliográfico sobre o assunto em tela, tendo-se destacado a natureza da liderançaque trata White, a partir da metáfora dos répteis e dos mamíferos. A partir da pesquisa, concluiu-se que os ocupantes de cargos de chefia naFSDB tendenciam a serem grandes lideranças, o que é fundamental para o crescimento de qualquer empresa, seja ela com fins lucrativos ounão.
  3. 3. 3O FORTALECIMENTO DA INTEGRIDADE ÉTICA DO FUTURO CONTADORNúbia Ferreira, Naiara Limeira Moura, Francisca Souza da Silva, Gilson Tenório, Ana Paula Sá MenezesRESUMO: Infelizmente, situações adversas, resultando em amoralidade, ocorrem muito frequentemente nas áreas de direito, negócios e nopróprio governo brasileiro. Na área contábil, obrigações profissionais podem colocar o contador em uma situação onde o mesmo é suscetívelàs pressões da moralidade. Se o contador se envolve em atos consistentes com a amoralidade, pode resultar em danos significativos não sóà empresa, mas à sociedade de maneira geral. O presente estudo busca uma reflexão sobre o papel da ética profissional contábil. É umapesquisa exploratória e bibliográfica. Conclui-se que ao reforçar princípios éticos nos contadores em formação nas universidades é condiçãosine qua non para que o país e empresas privadas tenham transparência em suas contas, diminuindo o desvio de recursos e estimulando otrabalho honesto como uma fonte para o crescimento pessoal.DESCRITORES: Ética Contábil; Contador em Formação.A CONCEPÇÃO DOS PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL SOBRE A AVALIAÇÃO DAAPRENDIZAGEMSilvia de Freitas Gil, Maria Roseane Gonçalves de MenezesRESUMO: Este artigo refere-se a uma pesquisa realizada com professores do Ensino Fundamental do turno matutino de uma escola da RedePública Municipal da cidade de Manaus. Objetivou-se analisar as concepções de professores das séries iniciais do Ensino Fundamental doturno matutino de uma Escola Pública Municipal da cidade de Manaus a cerca da avaliação da aprendizagem. A pesquisa é qualitativa,bibliográfica e de campo, onde para a coleta de dados recorremos a entrevistas e observações diretas em sala de aula. Apresentamosprimeiramente um conceito de avaliação, abordamos sobre o processo histórico, tendências e avaliação da aprendizagem com intuito deconhecer melhor o caminho utilizado pelo professor no ato de avaliar. Discutimos sobre o professor e suas metodologias, se o mesmo buscanovas técnicas de abordagem e se favorecem a aprendizagem dos alunos. O estudo torna-se relevante, por apresentar discussões a cerca daavaliação no processo de ensino e aprendizagem observando que muitos professores consideram a avaliação ainda de forma tradicionalcomo uma ação que deve ocorrer num fim de um ciclo didático. Os dados coletados foram analisados com base na triangulação onde damosá total importância as vozes dos entrevistados, do pesquisador e dos teóricos que abordam sobre a temática. Reconhecemos que para seobter um desempenho educacional favorável, é necessário ressignificar a avaliação da aprendizagem, discutindo sobre a temática na escolanos momentos de reuniões pedagógicas, pontuando o que é possível fazer para que todos os alunos sejam atendidos de forma satisfatória,aprendendo o que está sendo ensinado.AS CONTRIBUIÇÕES DA GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA PARA A EDUCAÇÃO BILÍNGÜE DE ALUNOS COMSURDEZ NA ESCOLA INCLUSIVAJocilene Maria da Conceição Silva, Maria Estelita Pereira Ferreira, Yuri Expósito NicotRESUMO: Este artigo tem como objetivo principal, analisar de que maneira a gestão das escolas tem contribuído na educação bilíngüe dealunos com surdez nas escolas públicas que devem ser inclusivas, visto que, os documentos legais que norteiam a educação inclusivapreconizam que a escola regular precisa estar preparada para recebê-los. Na realidade, a questão principal da educação de surdos se dá naaquisição da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS paralelamente a Língua Portuguesa, o que se denomina “Educação Bilíngüe”.O trabalhorealizou-se metodologicamente, embasado em uma pesquisa bibliográfica, dando ênfase para a análise em uma abordagem qualitativa eparticipativa. Percebe-se que para que se efetive uma educação de fato inclusiva, a gestão necessita ser democrática e participativa, para quepossa estar contribuindo para a inclusão desses alunos, tendo o Projeto Político Pedagógico como instrumento norteador das açõesdesenvolvidas na escola.
  4. 4. 4AS TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS E AS PRÁTICAS EDUCATIVAS NA SAÚDETatiana Sá Menezes, Ana Paula Sá MenezesRESUMO: A escola é um campo imprescindível ao desenvolvimento de projetos de saúde coletiva. O objetivo da pesquisa foi identificar apartir de conceitos de Educação em Saúde utilizados por pesquisadores de Saúde Coletiva, qual seria a tendência pedagógica mais profícuapara se promover a Educação em Saúde na comunidade escolar. As tendências pedagógicas analisadas foram: liberal (tradicional) eprogressista (libertária, libertadora e histórico-crítico-social dos conteúdos). A pesquisa foi bibliográfica e exploratória. Conclui-se que aspropostas educacionais baseadas na reflexão, na crítica e na conscientização do indivíduo enquanto cidadão, são as mais propícias quandose fala em implantar novos projetos educativos na promoção da saúde.PEDAGOGIA HOSPITALAR: UMA EXPERIÊNCIA EXITOSA EM UM HOSPITAL DA CIDADE DE MANAUSMaria Elaine Gonçalves de Menezes Pinheiro, Josafá Lima Ramos, Maria Roseane Gonçalves De MenezesRESUMO: O presente artigo objetiva abordar sobre a questão da Pedagogia Hospitalar, considerando que essa se apresenta como uma parteimportante da pedagogia geral. Buscamos especificamente descrever sobre o atendimento hospitalar desenvolvido em um hospital da cidadede Manaus e refletir sobre esse atendimento educacional a partir de uma fundamentação teórica pautada nos princípios da EducaçãoInclusiva. O que nos suscitou a apresentar esse artigo foi à preocupação com a educação de crianças fora dos espaços escolares,acreditamos que nesse novo espaço que envolve características medicas e pedagógicas a educação pode se fazer presente. O estudo é decunho qualitativo, por apresentarmos dados relevantes que nos fazem refletir sobre a questão da Pedagogia Hospitalar. Envolve umapesquisa de campo e bibliográfica. Os dados coletados partiram das observações participantes no local do atendimento hospitalar, conversasdirigidas com pais por meio de reuniões e elaboração de relatórios mensais sobre o atendimento hospitalar por nos desenvolvido. O torna-serelevante por motivo da política educacional propagar a educação inclusiva, nesse sentido entende-se que as crianças que estãohospitalizadas não podem ficar a margens do processo escolar, visto que, possuem esse direito adquirido e assegurado em leis.AS PRÁTICAS DE LETRAMENTO DE ALUNOS FINALISTAS E EGRESSOS DO ENSINO MÉDIOMaison Antonio dos Anjos Batista, Silvana Andrade MartinsRESUMO: Não há um consenso para se chegar a uma definição de analfabetismo funcional, pois depende da quantidade de leitura que umasociedade coloca para seus cidadãos e das expectativas educacionais esperadas por essa sociedade. Dados do INAF mostram que aspessoas têm tido mais acesso à escolarização, mas não acompanharam a média em termos qualitativos. Há programas nacionais einternacionais que avaliam a qualidade da educação como o PISA e o ENEM. Fez-se então uma pesquisa através de questionário e entrevistacom alunos finalistas e egressos em uma Escola Estadual de Manaus para se conhecer o perfil de leitura e escrita desses e saber se a escolaestá cumprindo com seu papel de fazer com que a pessoa seja produtora de conhecimento e participante do mundo como rezam os PCN’s doEnsino Médio. Conclui-se que mesmo metade dos alunos entrevistados acreditarem que a escola não cumpreseu papel eles sabem ondebuscar informações e soluções para as dificuldades relacionadas à leitura e à escrita do dia a dia, em um texto conseguem fazer arecuperação de uma informação, mas têm dificuldades em refletir sobre o conteúdo de um texto, avaliando a pertinência de uma seção dotexto em relação ao seu significado e propósito gerais. A pesquisa tem grande importância para se conhecer as expectativas dos alunos eegressos em relação à escola sabendo se essa está atendendo a necessidade dos mesmos, bem como conhecer o perfil de leitura e escritados entrevistados.O ATO DE LER E A LÍNGUA PORTUGUESA: UM ENFOQUE A PARTIR DE PAULO FREIREJosé Cavalcante Lacerda Junior, Antonia Gilmara Lira de LacerdaRESUMO: A leitura como instrumento de decodificação dos signos linguísticos ganha uma maior amplitude com a concepção de Paulo Freireque entende a leitura como uma forma de compreender os intercursos ideológicos da realidade. Neste sentido, o presente artigo estáorganizada em dois tópicos, a saber: No primeiro, a leitura a partir da perspectiva freireana destaca a importância da leitura na constituiçãobiográfica de Freire, evidenciando seu conceito de leitura e sua aplicação em seu modelo educativo. No segundo evidencia a prática da leituraao longo do decurso histórico no Brasil, demonstrando a mesma como um instrumento da elite para manutenção do poder. Ressaltou-se,ainda, a importância da leitura na disciplina de Língua Portuguesa como prática cognitiva e como instrumento de entendimento de mundo.Desta forma, busca-se destacar a importância da leitura na construção de um ser humano crítico e instrumentalizado para transformaçãoideológica da sociedade.
  5. 5. 5AS CONTRIBUIÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITAAna Moreira, Jocilene Maria da Conceição SilvaRESUMO: não apresentouA CONCEPÇÃO DOS PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL SOBRE A AVALIAÇÃO DAAPRENDIZAGEMSilvia de Freitas Gil, Maria Roseane Gonçalves de MenezesRESUMO: Este artigo refere-se a uma pesquisa realizada com professores do Ensino Fundamental do turno matutino de uma escola da RedePública Municipal da cidade de Manaus. Objetivou-se analisar as concepções de professores das séries iniciais do Ensino Fundamental doturno matutino de uma Escola Pública Municipal da cidade de Manaus a cerca da avaliação da aprendizagem. A pesquisa é qualitativa,bibliográfica e de campo, onde para a coleta de dados recorremos a entrevistas e observações diretas em sala de aula. Apresentamosprimeiramente um conceito de avaliação, abordamos sobre o processo histórico, tendências e avaliação da aprendizagem com intuito deconhecer melhor o caminho utilizado pelo professor no ato de avaliar. Discutimos sobre o professor e suas metodologias, se o mesmo buscanovas técnicas de abordagem e se favorecem a aprendizagem dos alunos. O estudo torna-se relevante, por apresentar discussões a cerca daavaliação no processo de ensino e aprendizagem observando que muitos professores consideram a avaliação ainda de forma tradicionalcomo uma ação que deve ocorrer num fim de um ciclo didático. Os dados coletados foram analisados com base na triangulação onde damosá total importância as vozes dos entrevistados, do pesquisador e dos teóricos que abordam sobre a temática. Reconhecemos que para seobter um desempenho educacional favorável, é necessário ressignificar a avaliação da aprendizagem, discutindo sobre a temática na escolanos momentos de reuniões pedagógicas, pontuando o que é possível fazer para que todos os alunos sejam atendidos de forma satisfatória,aprendendo o que está sendo ensinado.ASPECTOS FÍSICOS, PSICOLÓGICOS, SOCIAIS E AMBIENTAIS DA QUALIDADE DE VIDA DE UNIVERSITÁRIOSSelma Barboza Perdomo, Joaquim Hudson de Souza Ribeiro, Denise Machado Duran Gutierrez, Maria Luiza de Andrade Picanço Meleiro,Ingrid dos SantosRESUMO: O presente artigo tem os objetivos de analisar os escores de qualidade de vida dos universitários da Escola de Saúde daUniversidade do Estado do Amazonas; verificar os escores de qualidade de vida total e suas dimensões (física, psicológica, social, ambiental)e correlacionar os níveis de qualidade de vida com as variáveis sócio demográficas. Método: pesquisa transversal quantitativa. Utilizados doisquestionário: sócio demográfico e o WHOQOL- abreviado (OMS). Resultados: Os escores de QV geral indicou satisfação com a vida (70,4%),enquanto os domínios físico, psicológico, social e meio ambiente apresentaram respectivamente os escores de 59,5%, 70,3%, 67,6% e53,1%. Conclusão: A população obteve escores de qualidade de vida que expressam satisfação com a vida, com prejuízo nos domínios físicoe meio ambiente ao considerar a escala de 0 (pior QV) a 100 (melhor QV).UMA EXPERIÊNCIA SOBRE DISCIPLINA E AFETIVIDADE NO COTIDIANO DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES ATENDIDASNA CASA MAMÃE MARGARIDA À LUZ DO SISTEMA PREVENTIVO DE DOM BOSCOEneila Raimunda Lima OliveiraRESUMO: O presente relato de experiência trata-se de um projeto realizado com as crianças e adolescentes atendidas na Casa MamãeMargarida. Partindo da constatação de que a aprendizagem começa muito cedo, quando ainda somos bebê e que a partir do ensino formal asdificuldades desse processo costumam se tornar mais evidentes, faz-se necessário que a escola possa intervir de forma eficaz, sem deixarque a vida, o cotidiano e a rotina roubem a sensibilidade, o olhar, o reconhecimento e a importância de cada detalhe. A disciplina, o bemcomum, o bom comportamento, a importância da higiene adequada e a afetividade; valores e virtudes que bem trabalhados têm o poder detransformar a dor em amor, o sofrimento em alegria. Dom Bosco dizia que por mais problemático que pudesse parecer um jovem, se oolhássemos de dentro para fora iríamos encontrar nele a semente do bem. O sistema preventivo remonta a credibilidade no protagonismojuvenil com o qual se deve acreditar que a jovem pode, ela não é uma “coitadinha”, uma mera vítima, mas agente de sua própria história, umser humano em potencial, sujeito ativo social e pessoal.
  6. 6. 6EDUCAÇÃO RELIGIOSA E DIREITOS HUMANOS: PERSPECTIVAS E DESAFIOS NA ATUAL LEGISLAÇÃO BRASILEIRAFrancisco Sales Bastos PalhetaRESUMO: No presente trabalho você terá os principais elementos para fazer uma breve e ao mesmo tempo proveitosa relação entre ascontribuições das Ciências da Religião, os Direitos Humanos, o Direito Educacional na legislação brasileira e o Ensino Religioso Escolar. Tudorealizado em forma de diálogo com autores, legislações, declarações, estatutos e minha contribuição pessoal. No primeiro momento,menciono de modo breve as principais contribuições das diversas escolas das Ciências da Religião, seguida de breves recortes históricos noprocesso de conquista dos Direitos Humanos. Continuando o texto dialogo autores, declarações, artigos da Constituição Federal e da Lei dasDiretrizes e Bases da Educação. Encerrando enumero algumas conclusões e aponto algumas perspectivas.FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA)Jocilene Maria da Conceição Silva, Maria Roseane Gonçalves de Menezes, Maria Waldelores Pinheiro BessaRESUMO: O presente artigo tem por objetivo analisar a formação dos professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a influência nassuas práticas pedagógicas. Buscamos entender como a formação inicial e continuada e influência na prática pedagógica de 06 (seis)professores de uma Escola Pública Estadual da Cidade de Manaus/AM. A pesquisa centrou-se em uma abordagem qualitativa, ondeutilizamos questionários para a coleta das informações. Consideramos de suma importância discutir sobre a formação dos professores queatuam na Educação de Jovens e Adultos, uma vez que estes profissionais em parte são responsáveis pelo retorno e permanência de pessoasque estavam desligadas dos estudos, reincorporando-as na sociedade escolar e resgatando sua identidade e cidadania para que possamentender e atuar na sociedade em que vivem.JOGOS OLÍMPICOS BOSCONIANOS NA PEDAGOGIA SALESIANA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIAMaurício Cordeiro BarbosaRESUMO: O presente relato baseia-se na experiência vivenciada nas trinta e quatro edições dos Jogos Olímpicos Bosconianos no ColégioDom Bosco de Manaus demonstrando a importância e o valor educacional dos jogos como elemento que contribuem na formação humananuma perspectiva social pautada nos princípios educativos de Dom Bosco. Como objetivo, desde os primórdios da sua criação no ano de1977, o foco sempre foi a promoção do carisma e da identidade Salesiana a partir das dimensões: esportiva, pedagógica, espiritual e cultural.O trabalho prático destaca as experiências em três momentos distintos: inicialmente na perspectiva de aluno/atleta, como educador na funçãode assessor e finalmente como coordenador geral. O trabalho finaliza com algumas reflexões acerca do valor educativo dos Jogos e asimplicações na vida dos alunos.OS PRESSUPOSTOS EPISTEMOLÓGICOS DA PRÁTICA INTERDISCIPLINAREduardo Segura, Josefina KahilRESUMO: O Presente artigo visa articular entre três autores as abordagens de interdisciplinaridade de cada um e as principais variáveisencontradas a partir de um estudo minucioso desses autores. Desta forma, por intermédio da técnica de triangulação, se tem por objetivoestudar e compreender com maior profundidade o tema apresentado. A metodologia desenvolvida no artigo possibilita abranger e unificar trêsteóricos diferentes ao mesmo tempo articulando áreas do conhecimento diversificado. Sendo assim, temos uma clara compreensão dainterdisciplinaridade e sua prática no cotidiano institucional e acadêmico.O USO DO BLOG EM UM PROJETO INTERDISCIPLINAR NO ENSINO MÉDIO: RELATO DE EXPERIÊNCIALauriberto Araújo da Silva, Liany Oliveira Ferreira, Maurício da Silva BentesRESUMO: Este trabalho consiste em um relato de experiência sobre a criação de blog como recurso de apresentação de um projetointerdisciplinar no Ensino Médio. A experiência descrita trata de um projeto interdisciplinar desenvolvido com quatro turmas do primeiro ano doColégio Dom Bosco de Manaus, envolvendo dez componentes curriculares. No presente trabalho apresentou-se uma reflexão sobre autilização do blog no contexto escolar, a fim de demonstrar as possibilidades de uso desta ferramenta no processo ensino/aprendizagem.
  7. 7. 7PROJETO ENCHENTES NA REALIDADE AMAZÔNICA: UMA EXPERIÊNCIA INTERDISCIPLINARJosé Cavalcante Lacerda Jr., Lourenço Almeida da Silva Filho, Rafael Raimundo Oliveira AlbuquerqueRESUMO: Este relato visa demonstrar a experiência de um projeto disciplinar realizado no Colégio Dom Bosco de Manaus que contou com aparticipação de nove professores envolvendo os componentes curriculares de Artes, Biologia, Educação Física, Ensino Religioso, Filosofia,Física, Geografia, História e Química. A realização do projeto sobre as enchentes na realidade amazônica: os rios e seus limites teve comobase o propósito de enriquecer a formação escolar, através da participação dos alunos e professores dos diversos componentes curricularese áreas em atividade interdisciplinar com base na transversalidade de conteúdos e contextualização possibilitando um conhecimento sobre asenchentes na realidade amazônica. Cada professor fez a sua abordagem, levando os estudantes nova forma de compreensão sobre o temaabordado. O trabalho mostra o processo de ensino e aprendizagem, através da interdisciplinaridade, trabalhando com a construção doconhecimento baseado na realidade sem a fragmentação.PROJETO INTERDISCIPLINAR E APRENDIZAGEM COOPERATIVA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIAJamilton Silva Boes, Joyceane de Araújo Freitas, Lídia Nascimento de SouzaRESUMO: O presente trabalho traz o relato de experiência de um projeto interdisciplinar desenvolvido com quatro turmas do primeiro ano doEnsino Médio do Colégio Dom Bosco de Manaus tendo como fundamentação os princípios da Aprendizagem Cooperativa (AC). AAprendizagem Cooperativa, em seus princípios, apresenta as bases que viabilizam práticas de aprendizagem significativa de conteúdos, osestudantes são protagonistas de suas ações, sendo o professor mediador do processo, organizando e dinamizando o trabalho nas equipes.O projeto teve como objetivo geral desenvolver habilidades, competências e o estudo de conteúdos de dez componentes curricularestrabalhados de forma contextualizada, tomando-se por base fenômenos da realidade amazônica.PROJETO INTERDISCIPLINAR SAÚDE E MEIO AMBIENTE: RELATO DE EXPERIÊNCIAElisângela Cavalcante de Souza, Fernanda Nascimento Bezerra, Maria do Socorro Campos LevyRESUMO: O presente trabalho traz o relato de experiência de um projeto interdisciplinar realizado na área de linguagens e códigos no ano de2012, desenvolvido com quatro turmas do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio Dom Bosco de Manaus tendo como tema Saúde e MeioAmbiente. O projeto teve como objetivo promover uma visão crítica, analítica e criativa junto ao grupo de educandos no intuito de desenvolvero potencial dos eixos da linguagem (oralidade, leitura e escrita) diante das temáticas propostas pelas áreas envolvidas. Dessa maneira, acriação do projeto oportunizou novas perspectivas na construção do conhecimento a partir da realidade do aluno.PROJETO INTERDISCIPLINAR JOHN DEWEY – EDUCAÇÃO É VIDA: contribuições para a formação de professores no Cursode Pedagogia da FSDBIsabel Cristina Fernandes FerreiraRESUMO: O presente texto apresenta um relato de experiência sobre o Projeto Interdisciplinar do Curso de Pedagogia da FaculdadeSalesiana Dom Bosco, realizado em 2011, tendo como tema John Dewey: Educação é Vida. O projeto objetivou possibilitar espaço-tempopara aprofundamento de conceitos e a análise crítica relacionados aos estudos de John Dewey, sendo desenvolvido em dois semestresletivos. O primeiro semestre contemplou o estudo dos fundamentos teóricos e propostas voltadas para a educação apresentados pelo autorem suas obras, analisados e relacionados a partir de diversos recursos, técnicas e vivências; já o segundo considerou o desafio “A Escola deEducação Infantil como espaço-tempo de e para a aprendizagem - Educação é Vida”, desenvolvendo três propostas: Currículo High/Scope,Letramento e Brinquedoteca, articulando aspectos teóricos e práticos na elaboração de propostas didático-pedagógicas por cada grupo. Nesterelato apresentaremos o trabalho desenvolvido no primeiro semestre letivo de 2011 que possibilitou, dentre outros, a articulação teoria eprática, a contextualização dos conteúdos, a releitura do projeto do curso e a qualificação da formação docente.
  8. 8. 8SUMÁRIODOM BOSCO EDUCADOR NO SÉCULO DAS LIBERDADES ..............................................................................................................................................................................................................................................................................................................09DOM BOSCO, MESTRE DE ESPIRITUALIDADE .....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................14A ÉTICA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................22A NATUREZA DA LIDERANÇA NA FACULDADE SALESIANA DOM BOSCO ....................................................................................................................................................................................................................................................................................33O FORTALECIMENTO DA INTEGRIDADE ÉTICA DO FUTURO CONTADOR ..................................................................................................................................................................................................................................................................................42A CONCEPÇÃO DOS PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL SOBRE A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ..............................................................................................................................................................50AS CONTRIBUIÇÕES DA GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA PARA A EDUCAÇÃO BILÍNGÜE DE ALUNOS COM SURDEZ NA ESCOLA INCLUSIVA ................................................................................................................60AS TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS E AS PRÁTICAS EDUCATIVAS NA SAÚDE ................................................................................................................................................................................................................................................................................67PEDAGOGIA HOSPITALAR: UMA EXPERIÊNCIA EXITOSA EM UM HOSPITAL DA CIDADE DE MANAUS ......................................................................................................................................................................................................................75AS PRÁTICAS DE LETRAMENTO DE ALUNOS FINALISTAS E EGRESSOS DO ENSINO MÉDIO ............................................................................................................................................................................................................................................81O ATO DE LER E A LÍNGUA PORTUGUESA: UM ENFOQUE A PARTIR DE PAULO FREIRE .....................................................................................................................................................................................................................................................90AS CONTRIBUIÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA ...................................................................................................................................................................................................97A CONCEPÇÃO DOS PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL SOBRE A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ..........................................................................................................................................................100ASPECTOS FÍSICOS, PSICOLÓGICOS, SOCIAIS E AMBIENTAIS DA QUALIDADE DE VIDA DE UNIVERSITÁRIOS ...................................................................................................................................................................................................110UMA EXPERIÊNCIA SOBRE DISCIPLINA E AFETIVIDADE NO COTIDIANO DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES ATENDIDAS NA CASA MAMÃE MARGARIDA À LUZ DO SISTEMA PREVENTIVO DE DOM BOSCO...........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................118EDUCAÇÃO RELIGIOSA E DIREITOS HUMANOS: PERSPECTIVAS E DESAFIOS NA ATUAL LEGISLAÇÃO BRASILEIRA ......................................................................................................................................................................................120FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO CONTEXTO DA EJA ..........................................................................................................................................................................................................................................................129JOGOS OLÍMPICOS BOSCONIANOS NA PEDAGOGIA SALESIANA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ................................................................................................................................................................................................................................136IDENTIDADE, SUBJETIVIDADE E FORMAÇÃO DO SUJEITO NO CONTEXTO AMAZÔNICO ................................................................................................................................................................................................................................................140OS PRESSUPOSTOS EPISTEMOLÓGICOS DA PRÁTICA INTERDISCIPLINAR ............................................................................................................................................................................................................................................................................147O USO DO BLOG EM UM PROJETO INTERDISCIPLINAR NO ENSINO MÉDIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA ................................................................................................................................................................................................................155PROJETO ENCHENTES NA REALIDADE AMAZÔNICA: UMA EXPERIÊNCIA INTERDISCIPLINAR ...................................................................................................................................................................................................................................158PROJETO INTERDISCIPLINAR E APRENDIZAGEM COOPERATIVA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ...........................................................................................................................................................................................................................162PROJETO INTERDISCIPLINAR SAÚDE E MEIO AMBIENTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA ....................................................................................................................................................................................................................................................165PROJETO INTERDISCIPLINAR JOHN DEWEY – EDUCAÇÃO É VIDA ..............................................................................................................................................................................................................................................................................................167
  9. 9. 9DOM BOSCO EDUCADOR NO SÉCULO DAS LIBERDADESPe. João da Silva Mendonça Filho, sdb1RESUMO: O objetivo deste ensaio é apresentar as grandes linhas de Dom Bosco educador no século XIX, diante das grandes mudançasdaquela época. Ele intuiu que o cerne de todas as transformações que estavam acontecendo na cidade de Turim era de cunho cultural. Suasensibilidade de padre educador o levou a optar pelos jovens abandonados e excluídos da vida social, religiosa, econômica e politica. Paraeles e com eles organizou um estilo de vida familiar fundando na preventividade, não como uma estratégia educativa, mas uma forma de estarcom os jovens. Dom Bosco não agiu sozinho nem criou nada apensa pela intuição. Soube ler os sinais dos tempos e conseguiu traduzir eminiciativas pastorais e educativas uma forma de promover o jovem, valorizá-lo e prepará-lo para viver na sociedade como bom cristão e cidadãohonesto.DESCRITORES: Dom Bosco. Pedagogia Salesiana. Educador Salesiano. Sistema Preventivo.1 INTRODUÇÃODom Bosco (1815-1888), não foi um pedagogista no “sentido técnico da palavra; um teórico da educação, um escritor sistemático,que tenha ocupado profissionalmente seu tempo com os problemas educativos. Foi um homem prático, dedicadoapaixonadamente ao seu trabalho educativo pela mesma índole da sua personalidade, não se preocupou de elaborar umahipótese de estudo e de reflexão pedagógica” (PERAZA, 2012, p. 136). Dom Bosco foi um padre sensibilizado pelos apelos doseu tempo e se fez companheiro dos jovens em situação de risco social. “As profundas transformações politicas, sociais,econômicas, culturais e educativas do Estado liberal levaram os católicos a assumir uma posição diante destas questões,sobretudo educativa e contra a secularização da escola” (CASELLA, 2007, p. 18).O catolicismo social do século XIX se inspirou em grandes modelos de educadores com sua característica própria: Santo AfonsoMaria de Ligório (misericórdia de Deus), São Vicente de Paulo (caridade ativa), São Francisco de Sales (bondade e zelo), SãoFilipe Neri (saber acolher e a alegria) e foi impulsionado durante o pontificado do papa Leão XIII (1878-1903) com a encíclicasocial Rerum Novarum (1891). Todo este empenho educativo investiu numa nova evangelização da sociedade2. É, nestecontexto, que encontramos católicos liberais comprometidos com a educação (Alporti, Lambruschini, Capponi, Tommaseo,Rosmini) e revistas de pedagogia como a “Guia do educador” e “O educador primário”, que tiveram grande influencia nasistematização educativa das Universidades italianas3.Neste conjunto de iniciativas encontramos Dom Bosco padre educador os jovens. Sua primeira iniciativa foi o Oratório deValdocco (1846),[...] lugar de complexa e articulada atividade: lazer, instrução religiosa, oração para jovens trabalhadores eestudantes; escola dominical e semanas, pensionato-internato para jovens aprendizes e estudantes (1847),escola fundamental e média (1855-1859), seminário para formação de padres (1863). A década de 1853-1863foi a mais fecunda com seus escritos e sua atividade de educador. É a década de Domingos Sávio, Magone,Besucco, Cagliero, Bonetti, Barberis, Berto, Cerruti. Também marcada por sonhos audaciosos4.No final desta frutuosa década ele surge como uma figura de educador plural com forte diferencial entre seus coetâneos comtraços de modernidade. É o padre dos jovens, inovador, empreendedor, fiel a ortodoxia católica e dialogante com o novo contextocível liberal, antenado às mudanças, despojado de si mesmo, de toda segurança econômica. Um padre pobre, forte, culto ededicado à caridade. Com uma clara proposta de evangelização e educação para jovens abandonados, que ele mesmo acolhe1 Presbítero salesiano. Licenciado em Filosofia (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena, 1985); Bacharel em Teologia (Javeriana/Bogotá, 1991);Mestre em Educação com especialização na formação presbiteral e religiosa, UPS/Roma, 1996; Pós-graduação em Educação sexual (Unisal/SP, 2009); Pós-graduação em Comunicação(SEPAC-PUC/SP, 2010; Especialização em Docência em Salesianidade (Centro Regional de Quito/Equador, 2012).2 Ibid., p. 20s.3G, VICO. Ottocento pedagogico Cristiano. Brescia: La Scuola, 2005.4CASELLA, Francesco. L’esperienza educativa preventiva di Don Bosco, p. 24-25.
  10. 10. 10em sua casa e para eles publica livros, elabora um jornal, difunde as famosas Leituras Católicas e com elas envolve um públicoadulto católico porque sua grande preocupação foi também o catecismo da Igreja católica. Contudo, não se limita a doutrinas, masusa do teatro, da música, da formação para o trabalho e, assim, gera uma nova concepção educativa preventiva, “nãosistematizada sobre suas ideias educativas”5, mas com uma referencia explicita a práticas educativas precedentes e tambémcontemporâneas6.Nesta minha breve reflexão pretendo discorrer sobre três temáticas: A intuição educativa de Dom Bosco na mudança de época doséculo XIX; o novo paradigma da bondade no avesso dos castigos e a presença-ausência-assistência que gera confiança eespírito de família.2 DESENVOLVIMENTO2.1 A INTUIÇÃO EDUCATIVA DE DOM BOSCO NA MUDANÇA DE ÉPOCA DO SÉCULO XIXDom Bosco viveu uma mudança de época marcada pela Revolução Industrial e a Revolução Francesa. A época do racionalismo,do liberalismo e da secularização que sacudiu os costumes, gerou os grandes centros urbanos e pulverizou a hegemoniaintelectual católica. Foi o século das liberdades: religiosa, econômica, social, politica, educativa, ética. Aos poucos o jovem padreBosco foi percebendo, dentro da crescente Turim dos anos 40, que a questão de base era cultural. Alguns protagonistas dacultura já tinham percebido e dando respostas. Os irmãos Cavanes – Angelo (1772-1858) e Marco Antonio (1774-1853) – ambosde Veneza, desenvolveram um estilo de educação de jovens pobres com instrução gratuita e lazer. O nobre padre da Província deBrescia, também na Itália, Ludovico Pavoni (1784-1849), organizou um oratório para órfãos e depois uma Congregação religiosadedicada a educação dos jovens. Seu método de baseava na razão e no amor. Marcelino Champagnat (1789-1840), outro grandeeducador de jovens, fundou uma Sociedade de irmãos para cuidar dos jovens e de sua educação religiosa na Françarevolucionária. Tereza Eustochio Verzeri (1801-1852) organizou uma Instituição religiosa para cuidar da juventude femininaabandonada fundada no principio da preventividade, assistência-presença e domínio de si. O padre Leonardo Murialdo (1828-1900), contemporâneo e amigo de Dom Bosco, também trabalhou com os jovens para fortalecer a consciência moral e a formaçãoprofissional. O padre Luís Guanella (1842-1915), outro amigo de Dom Bosco, também organizou um estilo educativo fundado no“fazer-se amar sempre, antes que fazer-se temer”, principio assumido pelo próprio Dom Bosco (Ibid.). De todo este históricopedagógico Dom Bosco intuiu a preventidade, o cuidado do jovem, como forma educativa evangélica, eliminando o castigo e ashumilhações, porque quem ama educa.Não podemos desconsiderar aqui o possível contato de Dom Bosco com F. Aporti (1791-1858) e seu pensamento educativo.Parece que Dom Bosco participou de algumas conferências do pedagogo em Turim em 1844. Não temos dados para dizer seDom Bosco conheceu profundamente o pensamento deste pensador, mas temos alguns elementos que demonstram umaproximidade, sobretudo em duas expressões de Aporti: “É preciso primeiro ganhar a confiança e o afeto do jovem”, mais adianteencontramos “A habilidade de educar não é tanto no saber punir os erros dos jovens, mas o saber prevenir” (Ibid., p.60).Certamente este estudioso da educação proporcionou a Dom Bosco elementos de reflexão que enriqueceu sua convicção noacreditar na capacidade do jovem.2.2 O NOVO PARADIGMA DA BONDADE NO AVESSO DOS CASTIGOSA maturidade do pensamento de Dom Bosco sobre sua ação educativa preventiva a encontramos num pequeno discurso feito nodia 12 de março de 1877 em Nizza para a inauguração da Escola São Pedro para a educação de rapazes. Para a ocasião DomBosco preparou um pequeno tratado sobre seu método educativo preventivo7. Pietro Braido comenta de forma fenomenal aorigem do texto e sua compreensão educativa para nos ajudar a entender que na mente de Dom Bosco educador estava muito5BRAIDO, Pietro. L’esperienza pedagogica di Don Bosco. Roma: LAS, 1988, p. 47.6Ibid., p. 28-42.7BRAIDO, Pietro (organizador). Il sistema preventiva nella educazione della gioventù. In Don Bosco educatore, scritti e testimonianze. Roma: LAS, 1992,p.211-271.
  11. 11. 11bem amadurecida a ideia de que não se educa pela força, com bancadas e ameaças, mas no “ajudar o jovem a conhecer asregras – limites – para saber fazer o bem, excluindo todo castigo violento, respeitando sempre a mobilidade juvenil”. Isto significarsaber respeitar as fases da vida juvenil, seus interesses, suas crises e sua busca de identificação.Esta ação educativa supõe saber ganhar o coração do jovem com a paciência, bondade e confiança”8. Longe da mente de DomBosco e da nossa práxis contemporânea entender tudo isto como impunidade e ausência de disciplina. O sistema preventivoproporciona liberdade de expressão, protagonismo, respeito, dedicação, experiência de Deus, relações fraternas. O cerne daquestão é “a dedicação total do educador ao bem do educando”9. O castigo, quando for necessário, deverá ser “dado em privado,jamais em público”. Longe dos outros jovens, com máxima prudência e paciência para ajudar o educando a reconhecer seu erro.Para tanto, o diretor precisa divulgar e fazer conhecer as normas da casa”10. A mística desta preventividade é “fazer-se amar”.Portanto, o método educativo salesiano não é parceiro da impunidade, do descaso e da indisciplina. Não se forma um cidadãohonesto sem senso de justiça e verdade; não se forma um cristão coerente sem ascese, disciplina. Hoje, numa sociedademergulhada no caos da violência e da banalização da vida, precisamos recuperar o sentido da disciplina se quisermos viver comdignidade.2.3 A PRESENÇA-AUSÊNCIA-ASSISTÊNCIA QUE GERA CONFIANÇA E ESPÍRITO DE FAMÍLIAEducar para Dom Bosco era muito mais que transmitir conhecimentos. Na sua prática pedagógica aparece claramente o amorcomo: disponibilidade, simpatia e diálogo com os jovens, resumindo, familiaridade11.Trata-se de uma relação que se estabelece entre educador e educando que transcende os limites de um simples contato. É umolhar afetuoso, é palavra clara e orientativa, é interesse pelos problemas reais, é fixar o olhar no jovem quando se fala com ele, éestar com ele e com eles sem condenações, mas na atitude de acolhida. Certamente será cansativo para um educador-assistentenos dias atuais desenvolver tais atitudes porque vivemos numa sociedade marcada pelo tempo, pelo agora, por escolhas muitasvezes demasiado efêmeras e pessoais.O educador salesiano, entenda-se por educador/a todo aquele que procura valorizar os potenciais humanos dos jovens, precisaráconhecer ainda mais o mundo juvenil e seus apelos, despojando-se dos preconceitos e abrindo-se ao diálogo de pátio que supõetempo, vontade e iniciativa.Portanto, o amor educativo salesiano é disponibilidade, quer dizer, saber colocar-se ao lado dos jovens, quem sabe conectadonas praças das mídias sociais ou mesmo no contato pessoal, para entender sua nova linguagem, às vezes muda, outras vezesrouca, talvez em forma de gritos que ultrapassam os ruídos das múltiplas mídias e, como bem disse Bento XVI na homilia dodomingo de Pentecostes 2012, de uma era onde predomina a comunicação, embora o ser humano parece não se comunicarverdadeiramente ou até se sente ameaçado pelo outro. Ora, ser disponível aos jovens será para todos nós um desafio cotidiano eum saber romper os condicionamentos do muito fazer sem saber exatamente os motivos essenciais.O amor educativo salesiano gera simpatia porque o educador não é um vigilante, mas um companheiro de viagem do jovem.Saber sorrir, mesmo enfrentando as dificuldades, desilusões e cansaços. Saber propor e suscitar esperança mesmo diante dosmedos que sufocam e atropelam as idades juvenis como as drogas, a prostituição, a falta de oportunidades no trabalho,qualificação e vivência familiar. Saber alegrar-se mesmo diante da dor e do extermínio que machuca e mata tantos jovens emnossas cidades, periferias e bairros. Saber, enfim, criar espaços lúdicos, culturais, artísticos, religiosos que criem sinergia entre oque os jovens gostam e o que nos agrada.Ilustro ainda este amor de simpatia com um fato. Nos inicios de outubro de 1887 entrou em Valdocco um jovem chamado LuísVariara oriundo de Viarigi. Mais tarde Variara se tornará salesiano, missionário dos leprosos em Colômbia e fundador de uma8Ibid., p. 254-255.9Ibid., p. 260.10Ibid., p. 261. Conferir também o famoso e controverso texto de 1883 sobre os castigos nas casas salesianas (PRELLEZO, Manuel. Dei castigui daingliggersi nelle case salesiane 1883. In BRAIDO, Pietro. Don Bosco educatore, scritti e testimonianze. Roma: LAS, 1992, p. 309-341.11BRAIDO, Pietro. Due lettere datate da Roma 10 maggio 1884. In Don Bosco Educatore, scritti e testimonianze. Roma: LAS, 1992, p. 347-390.
  12. 12. 12comunidade religiosa, as Irmãs dos Sagrados Corações de Jesus e Maria e, finalmente, candidato aos altares. Pois bem, Variaraalimentava um sonho: ver e falar com Dom Bosco. Entretanto, naqueles últimos meses de vida Dom Bosco não apareceria tantono pátio e raramente conversa com os meninos. Sua saúde estava muito debilitada. Contudo, num dia, enquanto estavam todosno recreio uma voz ecoou: Dom Bosco! Dom Bosco! De fato, Dom Bosco apareceu para dar um passeio. Todos correram paraencontrá-lo. Luís buscou um lugar no meio da multidão para quem sabe tocar e falar com o pai Dom Bosco. Aconteceu algo queele jamais esquecerá. Dom Bosco apenas apareceu fixou o olhar no pequeno Variara. Sem dizer uma palavra falou ao coração dojovem oratoriano. Isto fez a diferença para Variara. E, é isto que faz a diferença na simpatia com os jovens de hoje, quer dizer, irao encontro de suas necessidades reais e responder aos seus desejos.Outro elemento fundamental deste amor educativo salesiano é o diálogo construtivo. Quando Domingos Sávio encontrou DomBosco pela primeira vez e pediu para entrar no oratório, Dom Bosco não achou a coisa mais acertada. Entretanto, entregou umtexto das Leituras Católicas para Domingos ler. Depois de alguns minutos o menino retornou e repetiu todo o texto.Imediatamente Dom Bosco se convenceu que ali estava um bom tecido para ser trabalho e o levou para Valdocco. Outro fatoaconteceu com o oratoriano Francisco Bessuco.Um dia ele procurou Dom Bosco e manifestou a dificuldade com as mortificações e sacrifícios. Imediatamente Dom Bosco disse aBessuco abrindo um diálogo: basta que saibas suportar o calor e o frio, a sede e a fome, sempre que se trate da salvação de teuscompanheiros, isto basta. Este saber dialogar com os jovens de forma direta e reconhecendo seus valores e interesses éprojetual, educativo e preventivo.De toda esta realidade amorosa educativa brota a familiaridade, quer dizer, a paternidade, a acolhida incondicional do jovem, oafeto. Nenhum desses elementos é simples e fácil, pois exige do educador o prazer de estar com os jovens. Que Dom Bosco nosajude a desenvolver este amor que liberta.3 CONSIDERAÇÕESO agir educativo de Dom Bosco não nasceu de uma hipótese, mas de uma experiência partilhada com os jovens. Ele desceu àsprisões de Turim, às praças, becos e canteiros de obras para encontrar meninos e jovens explorados, violentados e desiludidos.Com eles fez um caminho de humanização.Durante o percurso entendeu que era necessário oferecer lazer, arte, educação, profissão. Os tempos exigiam homens novos ementalidades corajosas. Investiu, então, nos seus jovens sem medo de errar e lhes proporcionou aberta ao transcendente,encontro, diálogo e confiança. Foi pai, mãe e irmão maior. Tanto confiou que chamou muitos de seus meninos para assumir comele a mesma ação de caridade ativa.O sistema preventivo brotou com a semente que caiu no bem terreno e deu frutos. A nós, hoje, no século da subjetividade, nostoca saber ler os sinais e crer nos jovens e no seu potencial.REFERÊNCIASATTARD, Fabio. A emergência educativa, o trabalho da Igreja e o recente Magistério Católico. In Cadernos Salesianos, Ano 1, no.2, julho-dezembro 2010, p. 39-52.BRAIDO, Pietro. L’esperienza pedagógica di Don Bosco. Roma:LAS, 1988.______ (organizador). Don Bosco educatore, scritti e testimonianze. Roma: LAS, 1992.______. Prevenir, não reprimir. São Paulo: Salesiana, 2004.CASELLA, Francesco. L’esperienza educativa preventiva di Don Bosco. Roma: LAS, 2007.CHAVEZ VILLANUEVA, Pascual. Educação e cidadania formar “salesianamente” o cidadão. In Cadernos Salesianos, Ano 1, no.2, julho-dezembro 2010, p. 7-28.
  13. 13. 13DA SILVA FERREIRA, Antônio. Não basta amar, a pedagogia de Dom Bosco em seus escritos. São Paulo: Salesiana, 2008.PERAZA, Fernando. Los estigmas de nuestro tiempo y la pedagogia de la bondade. Situaciones históricas, reflexiones e hipótesisinterpretativas, proyecciones y utopias educacionales. Quito/Ecuador: Abya-Yala, 2012.
  14. 14. 14DOM BOSCO, MESTRE DE ESPIRITUALIDADEP. João Sucarrats, SDBRESUMO: Para falar de Dom Bosco como Mestre de espiritualidade é preciso partir da definição de alguns conceitos que são usados nalinguagem comum, e também em textos impressos, com uma grande variedade de significados. A espiritualidade cristã tem como sentidounívoco o seguimento de Jesus Cristo, que se diversifica de acordo com os tempos e as culturas e o peso que se dá às mediações que ajudama participar “por Cristo, com Cristo e em Cristo, na unidade do Espírito Santo”, da vida divina. Dom Bosco foi influenciado por diversos Mestresde Espiritualidade e aos poucos foi elaborando, mais na prática que na teoria, um caminho de santidade para si, para os seus e para os jovens,que se resume no famoso “bons cristãos e honestos cidadãos” e na prática das virtudes do trabalho e da temperança.DESCRITORES: Jesus Cristo. Dom Bosco. Espiritualidade. Compromisso com o Reino.1 INTRODUÇÃOComo introdução a esta pequena contribuição para o II Seminário em preparação ao Bicentenário do Nascimento de Dom Bosco,apresento algumas reflexões feitas a partir da dissertação de mestrado em teologia pastoral que apresentei na UniversidadePontifícia Salesiana de Roma, em 1975, com o título: “A JUVENTUDE POBRE E ABANDONADA, UM TEMA DOMINANTE DASMEMÓRIAS DO ORATÓRIO DE SÃO FRANCISCO DE SALES”Sabemos que a espiritualidade pode ser entendida no seu aspecto pessoal, que corresponde ao modo deresponder e viver a graça de Deus, ou pode ser entendida também como um estilo de vida comum a um grupode pessoas e que depende das variantes históricas ou da forma de vida12.O P. Pietro Stella na sua obra “Dom Bosco na história da religiosidade católica” escolhe uma definição de espiritualidade decaráter pessoal: “Entendemos por espiritualidade um modo específico de sentir a perfeição cristã e de tender a ela, ou se sepreferir de outra forma, um modo de ordenar a própria vida à aquisição da perfeição cristã e também à participação de especiaiscarismas da presença divina”13. Nesse sentido, a espiritualidade praticamente se identifica com a “vida espiritual” de que falaFrancis Desramaut em “Dom Bosco e a vida espiritual”: “Tudo aquilo que é relativo à vida cristã segundo o Espírito – maisprecisamente, as realidades mistas que participam tanto do Espírito de Deus quanto do espírito do homem – e, portanto, toda avida cristã”14.Entendendo a espiritualidade no sentido coletivo de que fala o P. Bernard, encontramos o caminho para podermos falar do“espírito” de um determinado instituto, como fazem os Atos do Capítulo Geral Especial para os salesianos15. A diversidade deformas de vida espiritual, ou de espiritualidades, nasce das “diversas proporções em que são usadas as mediações”16 e “toda vidaespiritual busca uma intensificação da vida teologal nas condições concretas da sua realização”17.O Capítulo Geral Especial dos salesianos nos mostra os elementos essenciais do espírito de Dom Bosco: “vocação, vida, obras eensinamentos”18. A vocação pessoal, que sempre tem como meta a conformação com Cristo19, determina uma vida espiritual queé sempre concreta e existencial20. Para o amadurecimento dessa vocação pessoal seguem-se três etapas: um convite secreto,uma orientação profunda e uma firme decisão que a faz aparecer como uma escolha21; finalmente, Deus, para fazer conhecer a12Cfr. Bernard A., Compendio di Teologia Spirituale 8.13Cfr. Stella P.,Don Bosco… II, 1314Cfr. Desramaut F., Don Bosco e la vita spirituale 815Cfr. CGE no 8616Cfr. Bernard, o.c. 18017ibid.18Cfr. CGE no 8719Cfr. Bernard, o.c. 21320ibid. 21421ibid. 215
  15. 15. 15sua vontade, pode servir-se ou de coisas externas ou do interior da pessoa através de “uma inspiração que nos convida a umavida espiritual mais elevada ou a uma ação espiritual particular: a inspiração e a iluminação dependem de causas antecedentes”22.2 DESENVOLVIMENTO2.1 DEFININDO CONCEITOSAntes de falar de Dom Bosco como mestre de espiritualidade, convém esclarecermos o que entendemos quando usamos algunsconceitos que a linguagem comum tornou ambíguos.2.1.1 ReligiosidadeEntendemos por religiosidade a relação assimétrica do ser humano com realidades que transcendem o universo espaço-temporal.Esta relação pode ser de medo (o deus terrível), de indiferença(o motor imóvel), de adoração (a perfeição infinita), de louvor (odoador de todos os dons) ou de proximidade (o deus revelado)... Em todas as culturas encontramos formas de religiosidadexpressas através de diversas crenças, que muitas vezes se misturam com as de outras culturas em variadas formas desincretismo. No mundo secularizado surgem substitutivos da religiosidade que, às vezes são chamados de “sacerdócio”.2.1.2 FéA fé é a adesão a uma pessoa ou a uma ideia. A fé pode ser mental (ortodoxia), sentimental (alienação), prática (ortopraxis) ouintegral (quando envolve toda a pessoa).2.1.3 ReligiãoUma religião é um sistema organizado de crenças e práticas ligadas à relação com o mundo sobrenatural. Com frequência asestruturas criadas pelo sistema religioso se transformam em estruturas de poder e correm o risco de se afastar do núcleo centralque justifica a religião.2.1.4 EspiritualidadeA espiritualidade é a concretização de uma fé vivida. Espiritual é tudo o que se refere a realidades que superam a nossamaterialidade. A espiritualidade cristã é o seguimento de Jesus que nos comunica o Espírito Santo.2.1.5 Escola de EspiritualidadeUma escola de espiritualidade é um sistema organizado a partir dos ensinamentos ou da prática de um “mestre de espírito”, queatraiu e continua atraindo seguidores. Uma escola de espiritualidade cristã, para ser válida, tem que oferecer um itinerárioconcreto de ajuda no seguimento de Jesus, e produzir frutos exemplares de santidade. Os iniciadores de uma escola deespiritualidade, em geral, fizeram uma síntese vital de diversas outras escolas de espiritualidade.2.2 COMPONENTES DA ESPIRITUALIDADEA espiritualidade é uma síntese vital de várias componentes:2.2.1 CrençasSão a componente mental. A elas se adere pela fé. As “verdades da fé” na religião cristã estão fundamentadas na Palavra deDeus encarnada em Jesus Cristo. A “ortodoxia” consiste nesta adesão a essas “verdades da fé”. Mas existem muitas outrascrenças e superstições que tem sua origem atávica nas diversas culturas e no sincretismo que acontece entre elas.2.2.2 Testemunho de vidaConsiste na vida vivida de acordo com os ensinamentos daquele que deu origem a determinada forma de espiritualidade, erecebe o nome de “ortopraxis”. No cristianismo o testemunho de vida está pautado pela prática do caminho que foi resumido nas22ibid. 216
  16. 16. 16“Bem-aventuranças”. A sociedade também oferece escalas de valores que em parte levam à vivência das bem-aventuranças e emparte se distanciam delas.2.2.3 AsceseA ascese é o conjunto de práticas e de renúncias que o sujeito faz para não desviar-se do projeto de vida assumido na fé. Naespiritualidade cristã, que tem como fundamento o amor, o caminho está pautado pelas chamadas virtudes cardeais: prudência,justiça, fortaleza e temperança. Jesus nos ensina que a verdadeira ascese está no coração da pessoa e não tanto nas práticasrituais.2.2.4 MísticaA mística é a participação no mistério em que se acredita. Esta participação se realiza na fé e constitui aquilo que chamamos de“união com Deus”. Quando esta participação na vida divina é muito intensa, de acordo com a situação psicológica da pessoa,podem acontecer “fenômenos místicos” extraordinários que em muitos casos podem ser confundidos com fenômenosparanormais. É a chamada “mística experiencial”. Jesus Cristo nos dá o Espírito Santo, que é a presença divina em nós e que,através de moções interiores nos inspira a viver de acordo com a vontade de Deus. A hagiografia muitas vezes apresenta maisesses fenômenos extraordinários que a vida mística dos santos.2.2.5 MissãoO compromisso de fazer outros “discípulos” do mestre, de anunciar a verdade acreditada ou de transformar o mundo pode serfeito através da imposição, do engano (proselitismo), ou em forma de proposta (a prática de Jesus Cristo).2.3 Vida no EspíritoNo nosso tempo muito se fala do Espírito Santo, sobretudo através do pentecostalismo que vai progredindotanto dentro quantofora da Igreja Católica. Para o cristão, a vida no Espírito é o modo de viver a espiritualidade. Este modo de viver tem diversosaspectos:- a crença fundamental é a certeza de que Jesus é o Filho de Deus;- o testemunho de vida é a coerência com o caminho das bem-aventuranças;- a ascese consiste em assumir a loucura da cruz;- a mística é a união com o Pai e com o Filho no Espírito Santo, que se manifesta numa atitude amorosa para com todos;- a missão é colaborar no plano da salvação.Quando esquecemos, ou deixamos de lado, algum desses elementos, corremos o risco de usar o nome de Deus em vão e depromover uma religiosidade alienada e alienante.2.4 MESTRES DE ESPIRITUALIDADEMestres de espiritualidade são pessoas que se destacaram pela palavra e pelo exemplo, por viver a vida no Espírito. Quando aIgreja canoniza alguém proclamando-o bem-aventurado ou santo, está dizendo que podemos olhar para ele, sem receio,proclamados doutores da Igreja por tê-la enriquecido com uma explicação da doutrina ou uma prática de vida que pode servir deexemplo a muitos.Alguns mestres de espiritualidade conseguem dar início a uma “escola de espiritualidade” por ter um número grande deseguidores e por ter seus ensinamentos perpetuados no tempo e no espaço. Na história da Igreja destacam-se a espiritualidadebeneditina, franciscana, carmelitana, inaciana...Recentemente estão se consolidando escolas de espiritualidade de tendênciaintimista, outras de tendência libertadora e outras de busca de uma radicalidade mais visível no seguimento de Jesus.
  17. 17. 17As escolas de espiritualidade se diferenciam pela dosagem e peculiaridade dos meios de que se servem para viver a vida noEspírito: centralidade de um aspecto específico do mistério de Cristo, vida de oração, prática das virtudes, práticas ascéticas emodalidade do cumprimento da missão transformadora do mundo.2.5 INFLUÊNCIAS EM DOM BOSCODom Bosco, ao longo da sua vida teve grande influência de alguns mestres de espiritualidade:- A Imitação de Cristo, texto típico da “devotio moderna” que Dom Bosco leu no tempo de seminário influenciou muito suaespiritualidade durante toda a sua vida.- De São Francisco de Sales, objetode grande devoção no Piemonte, Dom Bosco assumiu o humanismo otimista, a convicçãode que o caminho da santidade é para todos, a perseverança no meio das dificuldades, o uso de meios de comunicação simples epopulares e, sobretudo, a bondade – doçura.- De Santo Inácio de Loyola: Dom Bosco encontrou na figura do jesuíta São Luis Gonzaga, santo também muito significativo noPiemonte, um modelo de santidade juvenil. Dos jesuítas, indiretamente, recebeu também as bases da catequese no tempo emque era estudante. A prática dos Exercícios Espirituais foi mais um elemento jesuíta que foi assumido na espiritualidade de DomBosco.- De São Vicente de Paulo: as conferências de São Vicente de Paulo faziam parte do mundo cristão vivido por Dom Bosco. NoOratório de Valdocco, além das famosas “companhias”, constituiu grupos de jovens com a finalidade de viver uma forma de ajudamútua, também no campo econômico. Também se inspirou em São Vicente de Paulo no desejo e na criatividade para ajudar osjovens mais necessitados. Várias obras salesianas nasceram sob a influência ou o patrocínio das Conferências de São Vicente dePaulo.- São Filipe Neri: O fundador dos Padres do Oratório se caracterizou pela proximidade dos pobres, pela compreensão dajuventude e pelo sentido da alegria, que foram elementos importantes da espiritualidade assumida por Dom Bosco.- Santo Afonso Maria de Liguori: no pensionato eclesiástico fundado por Pio Lanteri e dirigido pelo teólogo Luis Guala e pelo P.José Cafasso, Dom Bosco aprendeu a ser confessor e a “ser padre”. Aquele centro de formação para padres novos, na escola deSanto Afonso, ajudava a superar o rigorismo jansenista através da compreensão, da misericórdia e do contato direto com as maisvariadas situações humanas. Naquele ambiente Dom Bosco também entendeu a importância da boa imprensa, das associaçõescristãs e da defesa do papado.2.6 ESPIRITUALIDADE DE DOM BOSCO2.6.1 Fé (eu creio):O conteúdo da fé em Dom Bosco era, naturalmente,o da Igreja católica. A partir dessa “ortodoxia” se destacam alguns elementos:- Deus é o Pai do Céu: a confiança na Divina Providência é um elemento sempre presente nas suas palavras e escritos. MasDeus também é o Juiz diante do qual deveremos apresentar-nos um dia.- Jesus Cristo é o Bom Pastor que quer que sejamos bons pastores. A expressão “humilde, forte e robusto” encerra as virtudesque deve ter o pastor salesiano junto com a “obediência e a ciência”.- Jesus Cristo está presente na Eucaristia, que é alimento espiritual e objeto de adoração.- A graça de Deus, que é a presença do Espírito Santo na vida do cristão, é o grande tesouro que é preciso conservar e defenderde todos os inimigos. O sacramento da confissão é essencial para permanecer na graça de Deus.- A Igreja é o meio necessário para a salvação, e o papa, representante de Cristo na terra, deve ser defendido de todos os seusinimigos.
  18. 18. 18- Maria Imaculada é mãe, mestra, guia e auxiliadora. Ela está nas nossas casas e na nossa vida. “Quem entra numa casasalesiana o faz pela mão de Nossa Senhora”.- Os santos são modelos que temos diante dos olhos e também são intercessores que temos no céu. Também são consideradassantas, na glória de Deus, pessoas, muitas delas jovens, que servem de exemplo, mesmo sem ter sido canonizados.- A vida eterna com os seus correspondentes prêmio ou castigo são uma certeza que motiva e acompanha os passos do cristão.2.6.2 Testemunho de vida:A vida de Dom Bosco foi uma vida coerente de cristão e de padre em qualquer circunstância.- No modo de viver e nas palavras transparecia a certeza de estar na presença de Deus. O modelo de vida devota proposto porSão Francisco de Sales era seu estilo de vida e o estilo de vida que propunha aos colaboradores e aos jovens.- A identidade sacerdotal não se manifestava somente em determinados momentos, mas era evidente, mesmo se o seu modo deagir e de estar com os jovens escandalizava alguns eclesiásticos mais ciosos da própria dignidade.No dia 12-12-1886 ao ministroRicasoli diz: “Excelência, saiba que Dom Bosco é sacerdote no altar, no confessionário, no meio dos jovens, é sacerdote emTurim como em Florença; é padre na casa do pobre, padre na casa do rei e dos ministros” (MMBB VIII, p 534).- A defesa da fé cristã era uma grande preocupação de Dom Bosco, e semanifestava através de gestos, palavras e escritos.2.6.3 AsceseA prática ascética na espiritualidade de Dom Bosco se expressa de forma emblemática no lema “trabalho e temperança”. A forçaespiritual do trabalho, Dom Bosco a aprendeu em casa com Mamãe Margarida. Depois, quando teve que trabalhar para pagar osestudos, internalizou a sentido ascético e não só prático do valor do trabalho: diante de propostas indecentes de colegas, entre otrabalho, o roubo e a diversão reforçou a certeza de que a honestidade passa pelo trabalho.No seu ensinamento espiritual, Dom Bosco também nos mostra o cumprimento dos próprios deveres como caminho desantificação, tanto quando os deveres são agradáveis quanto quando não o são. Aos missionários deixará como lembrete:“trabalhem, mas não além das próprias forças”.Junto com o trabalho, Dom Bosco coloca a temperança, a virtude cardeal do autocontrole, da medida certa, do evitar os exagerosna comida, na bebida, no descanso, nas diversões... e também no trabalho. Mas ninguém poderá dizer que Dom Bosco tenhausado esta moderação para justificar a preguiça: “comilões e preguiçosos, longe da minha casa”.2.6.4 Mística:A participação na vida divina para Dom Bosco se manifesta na alegria. Ele coloca nos lábios de Domingos Sávio o grandeensinamento que o discípulo tinha aprendido do mestre: “Fazemos consistir a santidade em estar sempre alegres”.É conhecida a objeção feita no processo de canonização de Dom Bosco:“Quando é que dom Bosco rezava?”, e a resposta: “Quando é que Dom Bosco não rezava?”. Na mística de Dom Bosco, a uniãopermanente com Deus, o sentido da presença de Deus, é muito mais importante que as orações rituais. Por outro lado, os fatosdemonstram o quanto Dom Bosco valorizava a meditação, as orações litúrgicas e as devoções populares.A participação de Dom Bosco na vida trinitária está intimamente unida à presença de Maria na sua vida e na vida do Oratório e detoda casa salesiana. Junto com a Eucaristia, Maria protege a Igreja das insídias do inimigo. A certeza de que a ImaculadaAuxiliadora participa da glória de Deus é a razão de querer colocar todos seus filhos debaixo da proteção da Santa Mãe de Deus.Em Dom Bosco encontramos também indícios de experiências místicas extraordinárias: sonhos, visões, curas, graças alcançadaspela intercessão de Nossa Senhora Auxiliadora, o dom de perceber a situação espiritual das pessoas... Tudo isso são fenômenos
  19. 19. 19que estão sendo analisados a partir da crítica histórica, da psicologia e da parapsicologia. Estas experiências místicas semanifestam também na vida de Domingos Sávio em êxtases e em alguma forma de percepção extra-sensorial. Mas não podemosnegar que em Dom Bosco “o extraordinário parecia ordinário”.2.6.5 Compromisso com o Reino:A convicção de ter sido chamado para trabalhar com a juventude em favor do Reino de Deus é uma constante nas palavras eescritos de Dom Bosco: “Basta que sejais jovens para que eu vos ame” e “Prometi a Deus que até meu último suspiro seria emfavor dos meus pobres jovens” são frases programáticas de grande conteúdo espiritual.A caridade pastoral – do Bom Pastor – em Dom Bosco sempre foi atenta às necessidades da juventude, criativa na busca derespostas e realista, tomando em consideração os maios disponíveis: “o ótimo muitas vezes é inimigo do bom”.A partir de Dom Bosco muitos discípulos dele foram sendo organizados: a congregação salesiana, o Instituto das Filhas de MariaAuxiliadora, os Salesianos Cooperadores, os ex-alunos e ex-alunas e muitos outros grupos que surgiram depois da sua morte eque formam a Família Salesiana. Além dos grupos organizados, outras muitas pessoas fazem referência a Dom Bosco na suavida espiritual, constituindo um “Vasto Movimento Salesiano”, espalhado por todo o mundo.A irradiação do modo de Dom Bosco viver a vida espiritual, transforma o fundador deste vasto movimento num mestre deespiritualidade. Porém, a vida no Espírito não é estática. A espiritualidade salesiana está sendo inculturada no tempo e no espaçonas diversas culturas e situações religiosas. Concretamente, na Amazônia, os filhos e filhas espirituais de Dom Bosco temos amissão de expressar a riqueza do carisma salesiano no contexto cultural e eclesial que vivemos. assim pretendemos continuarsendo “Dom Bosco vivo hoje para os jovens de hoje”.3 CONCLUSÃO: DUAS PÉROLASComo conclusão desta pequena contribuição, apresento duas pérolas dos escritos de Dom Bosco que resumem a exposição feitae justificam o título de Mestre de Espiritualidade. São dois textos lembrados pelo P. Giuseppe Buccellato no seu livro “Dom Bosco:notas para uma história espiritual de sua vida”.Dois são os enganos principais com que o demônio costuma afastar os jovens da virtude. O primeiro é o defazê-los pensar que servir a Deus consiste em viver uma vida triste e longe de todo divertimento e prazer. Não éassim, queridos jovens. Eu quero ensinar-lhes um modo de vida cristã que pode deixa-los ao mesmo tempoalegres e contentes e apontar-lhes quais são os verdadeiros divertimentos e verdadeiros prazeres de tal modoque vocês possam dizer com o santo profeta Davi: ‘Sirvamos ao Senhor em santa alegria’.(Da introdução ao Jovem instruído)Comecem por tirar proveito daquilo que irei descrevendo. E digam em seu coração o que dizia Santo Agostinho:’Si ille, cur non ego?’. Se um colega meu, de minha idade, vivendo no mesmo lugar, exposto aos mesmos etalvez maiores perigos, apesar de tudo, encontrou tempo e modo de manter-se fiel seguidor de Jesus Cristo, porque não posso também eu fazer o mesmo? Lembrem-se bem, porém, que a verdadeira religião não consiste sóem palavras. É preciso passar às obras. Por isso, encontrando algum fato digno de admiração, não secontentem em dizer: ‘Isto é bonito, isto me agrada’. Pelo contrário, digam: ‘Quero esforçar-me por praticar o queli a respeito de outros e despertou minha admiração’.(Da apresentação da vida do jovem Domingos Sávio)REFERÊNCIASAUBRY J., Apostoli per i giovani, Torino 1972______. Lo spirito salesiano, lineamenti, Roma 1974
  20. 20. 20______. Una via che conduce alamore, Torino 1974BERNARD CH. A., Compendio di teologia spirituale, Roma, 1973BOSCO G, Memorie dellOratorio di San Francesco di Sales, dal 1815 al 1855, Torino, SEI, 1946. Com Introduzione e note de Don EngenioCeria (as citações são da 3ª edição brasileira, revista e ampliada, aos cuidados do P. Antonioda Silva Ferreira, editora salesiana, São Paulo,2005).______. Epistolario di San Giovanni Bosco ed, E. Ceria, Torino 1955-1959, 4 vol.______. Opere e scritti editi e inediti nuovamente pubblicati e riveduti secondo le edizioni originali e manoscriti superstiti a cura della PiaSocietà Salesiana, ed. A. Caviglia, Torino 1929-1943, 4 vol. (ed. póstuma, 1964, vol V e VI)BRAIDO P., Il Sistema Preventivo di Don Bosco, Zurich 1964BUCCELLATO G., Dom Bosco: notas para uma história espiritual de sua vida, São Paulo, 2009CAVIGLIA A., Don Bosco, profilo storico, Torino 1946CERIA E., Don Bosco con Dio, Torino, 1946DESRAMAUT F., Don Bosco e la vita spirituale, Torino 1969______. Les memorie I di Giovanni Battista Lemoyne. Etude d’un livre fondamental sur la jeunesse de Saint Jean Bosco, Lyon 1962GIRAUDI F., L’Oratorio di Don Bosco, Torino 1935KLEIN J. et VALENTINI E., Una rettificazione cronologica delle “Memorie di San Giovanni Bosco” in Salesianum XVII (1955) 588ssLEMOINE G.B., AMADEI A., CERIA E., Memorie biografiche di Don Giovanni Bosco, San Benigno e Torino 1898-1948, 20 vol.MOLINERIS M., Don Bosco inedito, Castelnuovo Don Bosco 1974STELLA P., Don Bosco nella Storia della Religiosità Cattolica, I: Vita e Opere, Zurich 1968
  21. 21. 21APRESENTAÇÕESEMFORMADEPÔSTER
  22. 22. 22A ÉTICA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIALGilson Tenório23Francisca Sousa23Lorena Leite23Núbia Ferreira23Ana Paula Sá Menezes24RESUMO: Numa visão tradicional, o principal objetivo das empresas era ganhar dinheiro tanto quanto possível, maximizando o valor financeiropara os proprietários e acionistas. Agora, uma empresa precisa analisar seus empreendimentos não só a partir da rentabilidadeeconômica. Existem agora duas outras contas a considerar: Social e Ambiental. A nova tendência em direção a um modelo socioeconômicoem que as empresas já não têm o único objetivo de maximização do lucro, é expressa na adoção da Responsabilidade Social Empresarial(RSE) na gestão empresarial. O objetivo desse trabalho é proporcionar uma revisão da literatura analisando o conceito de RSE e as teorias portrás dele. Conclui-se que a Cadeia de Valor Corporativa busca o diálogo entre acionistas e stakeholders para que se vejam como parceiros enão como adversários no palco das mudanças de comportamentos social e ambiental exigidas pelos consumidores.DESCRITORES: Ética Empresarial; Responsabilidade Social Empresarial; Cadeia de Valor Corporativa.RESUMEN: En un punto de vista tradicional, el objetivo principal de las empresas estaban haciendo dinero tanto como sea posible,maximizando el valor financiero a los propietarios y accionistas. Ahora, una empresa tiene que analizar sus proyectos no sólo de la rentabilidadeconómica. En la actualidad hay otras dos cuentas a considerar: Social y Ambiental. La nueva tendencia hacia un modelo socioeconómico enel que las empresas ya no tienen el único objetivo de la maximización del beneficio, se expresa en la adopción de la Responsabilidad SocialCorporativa (RSC) en la gestión empresarial. El objetivo de este trabajo es ofrecer una revisión de la literatura que analiza el concepto de RSEy las teorías detrás de él. Se concluye que la Cadena de Valor Corporativo busca el diálogo entre los accionistas y las partes interesadas a símismos como socios y no como adversarios en el escenario de cambio de los comportamientos sociales y ambientales requeridos por losconsumidores.DESCRIPTORES: Ética Empresarial; Responsabilidad Social Corporativa; la Cadena de el Valor Corporativo.1 INTRODUÇÃOAtualmente, as grandes corporações multinacionais estão chegando em lucros inimagináveis ao utilizar o mundo globalizadocomo mercado consumidor. E o usa sem piedade. A ganância de seus acionistas é tanta que não se preocupam com os efeitoscolaterais negativos da maximização de seus lucros, tanto a nível de direitos humanos como do meio ambiente e suasustentabilidade. Atuam sem ter medo de seres punidos, sem a necessidade de responder por seus atos diante das geraçõesfuturas, e, inclusive, fazendo os governos de marionetes, mesmo das grandes potências mundiais.O enfoque dos shareholder, grupo conhecido no mundo dos negócios por defender a maximização dos lucros da empresa aqualquer preço e o aumento do valor das ações na Bolsa, apenas se importando se os proprietários e acionistas estão contentes.Essa ideia é comprovada pelo pronunciamento de Percy Barnevik, ex-presidente da ABB (uma multinacional de equipamentoelétrico com sede na Suíça) em 199525:23Acadêmicos do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Salesiana Dom Bosco, Manaus, AM. E-mail: gilsontfab@hotmail.com24 Mestre em Ensino de Ciências na Amazônia. Pofessora do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Salesiana Dom Bosco, Manaus, AM. Orientadora dapesquisa.25 Disponível em: <http://www.setem.cat/CD-ROM/idioma/setem_cat/mo/mo040107e.pdf>. Acesso em 19/07/2012 às 18h43min.
  23. 23. 23“Defino la mundialización como la libertad de mi grupo para invertir donde quiera, durante el tiempo que quiera,para producir lo que desee, aprovisionándose y vendiendo donde quiera con las mínimas limitaciones posiblesen materia de derecho laboral y de convenciones sociales”26 .Aos olhos de muitos, essa filosofia parece exitosa, pois a ABB é atualmente a 15ª multinacional, a 6ª européia e a 2ª na Suíça emrelação ao montante de ativos estrangeiros que possui27.Por outro lado, os stakeholders vêm com o conceito de Responsabilidade Social Empresarial (RSE), a qual pretende que asempresas criem códigos de conduta internos que garantam o desenvolvimento de suas atividades ordinárias, a nível interno eexterno, sejam sustentáveis e que não atentem contra os direitos sociais e o meio ambiente.A RSE propõe que uma empresa, para perdurar no tempo, deve ser sustentável e levar em consideração, no momento de definirsuas estratégias, todos os agentes sociais que se relaciona tanto de maneira direta como indireta. Esse planejamento é realizadopelos chamados stakeholder – que são contrários ao planejamento tradicional feito pelos shareholder. Esse novo enfoque propõeque é necessário escutar todos os agentes envolvidos na empresa: trabalhadores, gestores, clientes, sociedade civil, governo.Para analisar o conceito de RSE e as teorias por trás dele, faz-se necessário conceituar a Teoria dos Sistemas, Ética, ÉticaEmpresarial, Empresa, Valores e Cadeia de Valor Corporativa para que se possa desenvolver o entendimento e reflexão sobre aresponsabilidade social das empresas com a comunidade, tema da presente pesquisa.2 DESENVOLVIMENTO2.1 TEORIA DOS SISTEMASA Teoria dos Sistemas surgiu da percepção de que certos princípios e conclusões eram válidos e aplicáveis a diferentes ramos daciência. Imbuído dessa filosofia, as bases da Teoria Geral dos Sistemas (TGS) foi lançada em 1937 pelo alemão Ludwig vonBertalanffy, mas só foi amplamente reconhecida pela Administração na década de 60 (FERREIRA; PEREIRA; REIS, 2002).Segundo Chiavenato (2004, p. 474), a TGS “não busca solucionar problemas ou tentar soluções práticas, mas produzir teorias ouformulações conceituais para aplicações na realidade empírica”.Para Chiavenato (2006), a TGS fundamenta-se em três premissas básicas a saber: Os sistemas existem dentro de sistemas e cada sistema é constituído de subsistemas e, ao mesmo tempo, fazem partede um sistema maior, o suprasistema; Os sistemas são abertos e caracterizados por um processo infinito de intercâmbio com o seu ambiente para trocarenergia e informação; As funções de um sistema dependem de sua estrutura.Para Chiavenato (2006, p. 79), a Teoria dos Sistemas “permite reconceituar os fenômenos dentro de uma abordagem global,permitindo a interrelação e a integração de assuntos que são, na maioria das vezes, de naturezas completamente diferentes”.No sentido de buscar uma melhor compreensão entre organismos vivos e organizações empresariais, a figura 1 apresenta umesquema comparativo envolvendo alguns aspectos relacionados às características gerais dos seres vivos (ZACCARELLI, apudFERREIRA; PEREIRA; REIS, 2002, p. 59), sendo que uma das maiores características das empresas ser a sua capacidade deampliar seu ciclo de vida, diferentemente dos organismos vivos, através de reorganizações contínuas.26"Eu defino a globalização como a liberdade do meu grupo de investir em qualquer lugar, durante o tempo que quiser, para produzir o que quiser, estocandoe vendendo sempre que possível com restrições mínimas sobre direito do trabalho e as convenções sociais" (tradução).27 Dados publicados pela ONU em 2001. Disponível em: <http://www.setem.cat/CD-ROM/idioma/setem_cat/mo/mo040107e.pdf>. Acesso em 19/07/2012 às18h43min.
  24. 24. 24Figura 1 – Esquema comparativo entre Organismos e OrganizaçõesOrganismos OrganizaçõesHerdam seus traços Adquirem estrutura em estágiosMorrem Podem ser reorganizadasTêm um ciclo de vida predeterminado Não têm um ciclo de vida definidoSão seres concretos São seres abstratosSão seres completos (não precisam praticar parasitismo ousimbiose)São seres incompletosA doença é um distúrbio no processo vital O problema é um desvio nos procedimentosadotados pela organizaçãoFonte: Zaccarelli (apud FERREIRA; PEREIRA; REIS, 2002, p. 59).No estudo de caso de Amariles et al (s.d.), enfoca-se que a Teoria de Sistemas aborda conceitos de ética, empresa e valores,como elementos básicos que permitirão compreender a maneira como se desenvolvem as atividades empresariais nos mercadose as interações decorrentes entre a organização e o empregado e “todo ello enfocado a la comprensión de la responsabilidadsocial empresarial con sus componentes legal, laboral, productivo y social”28.Em vista disso, aborda-se-ão os conceitos de ética, valores e empresa para que se possa desenvolver o conceito deresponsabilidade social das empresas com a comunidade, tema da presente pesquisa.2.1.1 Conceito de ÉticaBarton e Barton (apud SEGRE; COHEN, 2002, p. 21) a “ética está representada por um conjunto de normas que regulamentam ocomportamento de um grupo particular de pessoas”. Esse conceito parece muito com o conceito de moral que, segundo Segre eCohen (2002, p. 20) “a lei moral ou seus códigos caracterizam-se por uma ou mais normas, que usualmente têm por finalidadeordenar um conjunto de direitos ou deveres do indivíduo e da sociedade”.Para Marques (2009, p. 13-14), ética “não se confunde com a moral. [...] a ética é uma reflexão crítica sobre a moralidade. [...] aética é um conjunto de princípios e disposições voltados para a ação, historicamente produzidos, cujo objetivo é balizar as açõeshumanas”.Segre e Cohen (2002, p. 21) compreendem ética estando na[...] percepção dos conflitos da vida psíquica na condição [...] de nos posicionarmos de forma coerente, face aesses conflitos. [...] a ética se fundamenta em três princípios: 1. percepção dos conflitos (consciência); 2.autonomia (condição de posicionar-se entre a emoção e a razão, sendo que essa escolha de posição é ativa eautônoma); 3. coerência.Logo, pode-se dizer que a diferença entre ética e moral está na percepção de que a moral é algo imposto enquanto que a ética éalgo que deve ser apreendida pelo indivíduo.2.1.2 Conceito de EmpresaAsquini (apud SILVA, 2007, p. 103) entende empresa como “um fenômeno econômico poliédrico, o qual tem sob o aspectojurídico, não um, mas diversos perfis em relação aos diversos elementos que o integram”.Já para Silva (2007, p. 103), empresa é uma “atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ouserviços”. Portanto, por atividade econômica entende-se que a entidade deve gerar lucros, organizada significa que o binômiocapital e trabalho deve estar organizado de modo que possa produzir ou circular bens ou serviços.28 Tudo visando a compreensão da responsabilidade social corporativa com seus componentes legais, trabalhistas, produtivas e sociais (tradução).
  25. 25. 25Amariles et al (s.d.) concebem empresa como “un sistema que interacciona con su entorno materializando una idea, de formaplanificada, dando satisfacción a unas demandas y deseos de clientes, a través de una actividad económica”29. Para Fulgêncio(2007, p. 251)O termo empresa vem sendo empregado em inúmeros sentidos, principalmente, no de estabelecimentocomercial. Em face do emprego inadequado do termo na legislação civil, comercial, trabalhista e fiscal, oconceito de empresa, universalizado, passa a ter sua compreensão dificultada. [...]. em sentido mais abrangentepode-se defini-la como uma atividade particular, pública, ou de economia mista, que produz combinando fatoresda produção e oferecendo bens e/ou serviços, com o objetivo de obter lucros. As empresas do Poder Públicotêm a finalidade de obter rentabilidade social. [...] tem as seguintes categorias: a) Setor primário,correspondendo à agricultura; b) Setor secundário, correspondendo à indústria; c) Setor terciário,correspondendo ao setor de serviços.Entretanto, uma organização que ainda não tenha obtido lucro, mas que desenvolveu um produto com um potencial de serrentável no futuro pode ser considerado empresa? Sim. Por exemplo, uma empresa de informática no processo dedesenvolvimento de uma tecnologia revolucionária pode atrair investidores porque eles acreditam que a empresa possivelmentepoderia se tornar a próxima Microsoft, Apple, Facebook e/ou Google.2.1.3 Conceito de ValoresEtimologicamente, valor vem de valere, palavra latina que significa que tem valor, custo. Para Segre e Cohen (2002, p. 19) oconceito de valor está “vinculado à noção de preferência ou de seleção”. Rocheart (apud SEGRE; COHEN, 2002, p. 19) definevalor como “uma crença duradoura em um modelo específico de conduta ou estado de existência, que é pessoal ou socialmenteadotado e que está embasado em uma conduta pré-existente”.Para Jones e Gerard (apud VIANA, 2007, p. 15) valores são “qualquer estado ou objeto singular que o indivíduo se esforça emobter do qual procura acercar-se, elogia, adora, voluntariamente consome, incorre em despesas para adquirir, constitui valorpositivo”. Kluckhon (apud VIANA, 2007, p. 16) define valor como “uma concepção do desejável explícita e implícita característicade um indivíduo ou de um grupo, e que influencia a seleção dos modos, meios e fins de ação”. Parsons (apud VIANA, 2007, p. 15)afirma que valor “é um elemento de um sistema simbólico partilhado que serve de critério ou padrão para a seleção entrealternativas de orientação que são intrisecamente viáveis numa situação”. Mannheim (apud VIANA, 2007, p. 18) forneceu aseguinte definição: “[...] os valores se exprimem inicialmente em função das escolhas feitas pelos indivíduos: ao preferir isto emvez daquilo, estou valorizando coisas”.Amariles et al (s.d.) partem da ideia de que valores sãoCualidades esenciales en el sentido de que no existen por sí solos sino que hacen parte de la esencia misma delos objetos considerados como bienes, haciendo parte de su estructura en un doble sentido: por una parte, enuna dimensión objetiva que precisa de una situación concreta que sirva como referencia a la persona y al objetopara la actualización del valor encarnado por el objeto en el que se percibe su presencia30.Enfim, valores são definidos como características, propriedades ou qualidades consideradas particularmente importante para umindivíduo ou um grupo. A sua utilidade é encontrada na base para tomada de decisões, ações ou julgamentos. Geralmente, sãoapresentados em termos positivos e/ou demonstrações de valor eficaz. A importância disso nas organizações é que os conceitosde valores ajudam na decisão do que a empresa estará escolhendo para trabalhar ssua responsabilidade social, ou seja, o que acomunidade em seu entorno valoriza deve ser levado em consideração na escolha da atividade social a ser realizada.29 Um sistema que interage com seu ambiente para materializar uma idéia, de forma planejada, satisfazendo algumas demandas e desejos dos clientes,através da atividade econômica (tradução).30 Qualidades essenciais no sentido de que existem sozinhos, mas são parte da essência mesma dos objetos considerados como bens, fazendo parte da suaestrutura de duas maneiras: por um lado, em uma dimensão objetiva que requer uma situação específica que sirva de referência para a pessoa e para e aoobjeto para atualizar o valor incorporado pelo objeto em que se percebe sua presença (tradução).
  26. 26. 262.2 ÉTICA NAS EMPRESAS E NOS NEGÓCIOSEnquanto a deontologia, ética profissional, está voltada para profissionais, associações e entidades de classe, as empresas têm oque se chama de ética empresarial, que é aquela a nortear a conduta dos seus integrantes, bem como os valores e convicçõesprimários da organização. Devido a isso, Marques (2009, p. 8) sugere que é necessário conhecer a evolução do conceito de éticanas empresas e nos negócios (figura 1):Figura 2 – Evolução do conceito de ética nos negócios – de 1960 até o início do século XXIFonte: Adaptado de Marques (2009).Para Amariles et al (s.d.), a ética nos negóciosSe trata de una red de relaciones en la que la empresa compete a todas las personas y a todos los sectores quela integran, en un concepto de corresponsabilidad, en el que es importante la toma de conciencia acerca de latotalidad de los procesos desarrollados al interior de la compañía, de tal forma que desaparecen los límitesrígidos que otrora fueron tan importantes31.A sociedade atual vive uma crise ética. Os homens tendem a viver sob um código de ética próprio, onde o que é melhor para sivem em primeiro lugar ao que é melhor para a coletividade. Quando se fala em ética há sempre a ideia de pensamentosretrógrados e, logo depois, a rejeição. Porque a sociedade está em uma crise ética, isso se reflete em muitas áreas de assuntosdos homens, como é o negócio. À Ética ainda não é dada a devida importância nas estratégias de negócios, apesar das tentativasestratégicas de gestores e acadêmicos. Foi necessário estabelecer um pensamento estratégico, por exemplo, como a inflaçãoglobal foi devastando o mercado. Falou-se de valores sociais e das expectativas sociais e que as empresas devem respeitar osdireitos humanos e as condições de trabalho. Outra tentativa estratégica foi a reflexão sobre o conceito de capacidade deresposta social, que afirmou que as empresas devem tentar responder rapidamente às demandas sociais.Ninguém contesta que o setor empresarial está gerando mudanças na sociedade – consumidores estão mais atetos aos produtosque compra aos impactos causados pela sua produção, direitos do consumidor –, por isso é natural que as empresas assumam aresponsabilidade pelo tipo de futuro que se está criando. Nesse contexto, o conceito de RSE está mais associado a ummovimento nesse processo, um conceito em busca de definição, como um meio de transformação social. Alguns pensam que aRSE deve ser incorporada apenas por questões de imagem, ou por requisitos exigidos pelo mercado externo, por motivos éticosou ou mesmo porque melhora a gestão e rentabilidade. Entretanto, o que não está em discussão é que as empresas estão31Esta é uma rede de relacionamentos nos quais a empresa se apóia com todas as pessoas e todos os setores de cobertura, em um conceito deresponsabilidade, que é importante na conscientização sobre todos os processos desenvolvidos no âmbito empresa, de tal forma que desaparecem os limitesrígidos que eram tão importantes (tradução).
  27. 27. 27percebendo rapidamente que a RSE é um novo desafio colocado pela globalização. E isso é discutir comportamento ético. Isso éética nos negócios.2.2.1 Ética Empresarial no BrasilEm São Paulo, a ESAN – Escola Superior de Administração de Negócios, primeira faculdade de administração do país, fundadaem 1941, privilegiou o ensino da ética nos cursos de graduação desde seu início. O ano de 1992 foi profícuo (MARQUES, 2009,p. 11 et seq): o MEC sugeriu formalmente que todos os cursos de administração tivessem ética em sua grade curricular. a Fundação FIDES desenvolveu uma sólida pesquisa sobre Ética nas Empresas Brasileiras. a Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, criou o CENE – Centro de Estudos de Ética nos Negócios.Atualmente, as IES incluíram o ensino de ética em seus currículos. Um exemplo disso é o curso de Ciências Contábeis da FSDB,Manaus, que inova trazendo em seu currículo a Ética Profissional.2.3 A RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIALPara Amariles et al (s.d.), a clássica contradição de que não são compatíveis a ética com os negócios, está sendo superadapaulatinamente, o que permite pensar na atuação ética das empresas como seu melhor negócio na atualidade. Assim, é possívelabordar um estudo sobre o que se considera moralmente correto ou incorreto nos comportamentos das pessoas enquantorepresentam as organizações e nas políticas que esta promove para alcançar melhores negócios. A responsabilidade socialempresarial é baseada na relação entre os três aspectos que o compõem: a responsabilidade econômica, a responsabilidadesocial e a responsabilidade ambiental (figura 3).Figura 3 – Esquema representando o Tripé da Sustentabilidade EmpresarialFonte: Disponível em <www.copesul.com.br>.Para Kraemer (s.d.), “o desenvolvimento econômico e o meio ambiente estão intimamente ligados. Só é inteligente o uso derecursos naturais para o desenvolvimento caso haja parcimônia e responsabilidade no uso dos referidos recursos. Do contrário, adegradação e o caos serão inevitáveis”.Segundo Reis (2007), o movimento da responsabilidade social das empresas, que ocorreu nos anos 1960, nos EUA, relacionadoà degradação do meio ambiente e aos direitos dos consumidores, no Brasil, passou a ser pauta da agenda do setor privado apartir dos anos 1990, referindo-se à participação do setor empresarial no enfrentamento dos já tradicionais e novos problemas deordem social, resultantes de um crescimento econômico desarticulado de um projeto de desenvolvimento econômico e social, e

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