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ANIMAIS SINANTRÓPICOS E ECTOPARASITOSES
     Curso Técnico de Vigilância em Saúde
               Setembro /2012
I-MORCEGOS ,PAPEL NA NATUREZA E NO CICLO EPIDEMIOLÓGICO
   DA RAIVA:
   Os morcegos são mamíferos denominados como “quirópteros”. Possuem a
   capacidade de voar,por apresentarem seus membros superiores em forma de
   asas:chiro,do grego:mão e pteros,do grego:asas.São animais de hábitos noturnos ou
   crepusculares,dispondo de um sistema de ecolocalização,“sonar dos
   morcegos”,que os possibilita voar no escuro.
SISTEMA DE ECOLOCALIZAÇÃO(SONAR DOS MORCEGOS)
*Os morcegos têm importante papel na Natureza,colaborando na preservação e
   equilíbrio do meio ambiente:
   →Dispersam sementes;
   →Auxiliam no controle da população de insetos;
   →Auxiliam no controle de animais daninhos à saúde humana,à agricultura e a
   outros aspectos ambientais.
II-CLASSIFICAÇÃO QUANTO AOS HÁBITOS ALIMENTARES :




                          MORCEGO INSETÍVORO
MORCEGO
NECTARÍVORO
MORCEGO FRUGÍVORO
MORCEGO ICTIÓFAGO
MORCEGO CARNÍVORO
MORCEGO HEMATÓFAGO
ESPÉCIES HEMATÓFAGAS




Diaemus youngii


                    Desmodus rotundus




Diphylla ecaudata
III-RAIVA:

1)DEFINIÇÃO:
→Importante zoonose,que acomete todos os mamíferos terrestres;
          →Causada por vírus;
          →Caracterizada pelo comprometimento do Sistema Nervoso
Central(encefalite);
          →Sua evolução determina sempre o óbito do doente.

2)TRANSMISSÃO:
→Saliva do animal doente em contato com solução de continuidade da pele ou
mucosas íntegras.

3)-PERÍODO DE INCUBAÇÃO:
→Varíável,podendo durar dias ou anos.
4)-SINTOMAS:
A)RAIVA FURIOSA:
    →Alteração de comportamento;
    →Aumento da sensibilidade aos estímulos externos(luz,sons,ar);
    →Perda do senso de limites territoriais;
    →Paralisias nos membros posteriores,face e garganta.

B)RAIVA PARALÍTICA:
   →Sinais breves ou inexistentes de agressividade;
   →Instalação de paralisias ,seguidas por óbito.

C)RAIVA PRURIGINOSA:
   →Sinais indefinidos;
   →Prurido intenso,com auto-mutilação(especialmente em eqüídeos).
*A Natureza encontrou nos morcegos hematófagos,uma forma importante de controlar
   a densidade populacional de espécies silvestres,através da transmissão do vírus da
   Raiva.Em condições naturais existem várias espécies de animais silvestres que lhes
   servem como fonte de alimento.Quando ocorre escassez destas espécies,animais
   domésticos serão frequentemente sugados,e ,na falta de animais domésticos,podem
   utilizar a espécie humana como fonte de alimento,favorecendo,deste modo,a
   transmissão da Raiva à animais domésticos e humanos.


*Em abrigos naturais(cavernas),encontram-se colônias de morcegos
  hematófagos e não hematófagos,podendo um hematófago raivoso
  agredir um não hematófago.Por isto se considera a possibilidade de
  haver contaminação das espécies não hematófagas.
∗Quando acometidos pela Raiva ,os morcegos desenvolvem a doença e morrem.Os
  sintomas são:
  →Vôos diurnos;
   →Incapacidade se desviar de obstáculos.

∗Outras doenças transmitidas pelos morcegos:
   →Salmoneloses;
   →Encefalomielite Equina;
   →Doenças respiratórias por fungos:Histoplasmose e Criptococose.
VI-MEDIDAS PREVENTIVAS E CONTROLE:
1)Espécies Hematófagas:
→Telar galinheiros com telas milimetradas.
→Uso da pasta vampiricida , em animais de grande porte,sempre son a
  orientação do veterinário e quando 10% do plantel apresentar mordedura
  por morcegos hematófagos.
→Captura com redes “mist net”(somente realizada por técnicos de órgãos
  oficiais ou firmas especializadas e quando o índice de infestação estiver tão
  alto que a justifique).
→Evitar o desmatamento indiscriminado.
→Vacinação sistmática com a vacina de vírus vivo em herbívoros e vacina
 Fuenzalida em cães e gatos ,para prevenir contra Raiva.
2)Espécies Não Hematófagas:
→Tornar o ambiente insuportável através do uso de produtos químicos que
afugentem os morcegos(produtos com odores fortes , gel).
→Uso de tela milimetrada em todas as possíveis passagens.
                *Galinheiros
→Não deixar frutas em locais de fácil acesso.
→Em casos de grande infestação: transferência de colônia(realizada somente
por técnicos de órgãos oficiais ou firmas especializadas .

                              *TEXTO: MANUAL TÉCNICO DO INSTITUTO
                              * PASTEUR,VOLS. 3 , 4 e 5.
                               *IMAGENS: INTERNET
                              Luciana A. B. de Oliveira-CRMV RJ-3567
                                              Mat.3293.
OBRIGADA!!!!

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Morcegos

  • 1. ANIMAIS SINANTRÓPICOS E ECTOPARASITOSES Curso Técnico de Vigilância em Saúde Setembro /2012
  • 2. I-MORCEGOS ,PAPEL NA NATUREZA E NO CICLO EPIDEMIOLÓGICO DA RAIVA: Os morcegos são mamíferos denominados como “quirópteros”. Possuem a capacidade de voar,por apresentarem seus membros superiores em forma de asas:chiro,do grego:mão e pteros,do grego:asas.São animais de hábitos noturnos ou crepusculares,dispondo de um sistema de ecolocalização,“sonar dos morcegos”,que os possibilita voar no escuro.
  • 4. *Os morcegos têm importante papel na Natureza,colaborando na preservação e equilíbrio do meio ambiente: →Dispersam sementes; →Auxiliam no controle da população de insetos; →Auxiliam no controle de animais daninhos à saúde humana,à agricultura e a outros aspectos ambientais.
  • 5. II-CLASSIFICAÇÃO QUANTO AOS HÁBITOS ALIMENTARES : MORCEGO INSETÍVORO
  • 11. ESPÉCIES HEMATÓFAGAS Diaemus youngii Desmodus rotundus Diphylla ecaudata
  • 12. III-RAIVA: 1)DEFINIÇÃO: →Importante zoonose,que acomete todos os mamíferos terrestres; →Causada por vírus; →Caracterizada pelo comprometimento do Sistema Nervoso Central(encefalite); →Sua evolução determina sempre o óbito do doente. 2)TRANSMISSÃO: →Saliva do animal doente em contato com solução de continuidade da pele ou mucosas íntegras. 3)-PERÍODO DE INCUBAÇÃO: →Varíável,podendo durar dias ou anos.
  • 13. 4)-SINTOMAS: A)RAIVA FURIOSA: →Alteração de comportamento; →Aumento da sensibilidade aos estímulos externos(luz,sons,ar); →Perda do senso de limites territoriais; →Paralisias nos membros posteriores,face e garganta. B)RAIVA PARALÍTICA: →Sinais breves ou inexistentes de agressividade; →Instalação de paralisias ,seguidas por óbito. C)RAIVA PRURIGINOSA: →Sinais indefinidos; →Prurido intenso,com auto-mutilação(especialmente em eqüídeos).
  • 14.
  • 15. *A Natureza encontrou nos morcegos hematófagos,uma forma importante de controlar a densidade populacional de espécies silvestres,através da transmissão do vírus da Raiva.Em condições naturais existem várias espécies de animais silvestres que lhes servem como fonte de alimento.Quando ocorre escassez destas espécies,animais domésticos serão frequentemente sugados,e ,na falta de animais domésticos,podem utilizar a espécie humana como fonte de alimento,favorecendo,deste modo,a transmissão da Raiva à animais domésticos e humanos. *Em abrigos naturais(cavernas),encontram-se colônias de morcegos hematófagos e não hematófagos,podendo um hematófago raivoso agredir um não hematófago.Por isto se considera a possibilidade de haver contaminação das espécies não hematófagas.
  • 16. ∗Quando acometidos pela Raiva ,os morcegos desenvolvem a doença e morrem.Os sintomas são: →Vôos diurnos; →Incapacidade se desviar de obstáculos. ∗Outras doenças transmitidas pelos morcegos: →Salmoneloses; →Encefalomielite Equina; →Doenças respiratórias por fungos:Histoplasmose e Criptococose.
  • 17. VI-MEDIDAS PREVENTIVAS E CONTROLE: 1)Espécies Hematófagas: →Telar galinheiros com telas milimetradas. →Uso da pasta vampiricida , em animais de grande porte,sempre son a orientação do veterinário e quando 10% do plantel apresentar mordedura por morcegos hematófagos. →Captura com redes “mist net”(somente realizada por técnicos de órgãos oficiais ou firmas especializadas e quando o índice de infestação estiver tão alto que a justifique). →Evitar o desmatamento indiscriminado. →Vacinação sistmática com a vacina de vírus vivo em herbívoros e vacina Fuenzalida em cães e gatos ,para prevenir contra Raiva.
  • 18. 2)Espécies Não Hematófagas: →Tornar o ambiente insuportável através do uso de produtos químicos que afugentem os morcegos(produtos com odores fortes , gel). →Uso de tela milimetrada em todas as possíveis passagens. *Galinheiros →Não deixar frutas em locais de fácil acesso. →Em casos de grande infestação: transferência de colônia(realizada somente por técnicos de órgãos oficiais ou firmas especializadas . *TEXTO: MANUAL TÉCNICO DO INSTITUTO * PASTEUR,VOLS. 3 , 4 e 5. *IMAGENS: INTERNET Luciana A. B. de Oliveira-CRMV RJ-3567 Mat.3293.