Apresentação APL da Piscicultura

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Apresentação da dissertação de mestrado sobre Arranjo Produtivo Local da Piscicultura na região de Dourados, Mato Grosso do Sul.

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Apresentação APL da Piscicultura

  1. 1. O PAPEL DO AMBIENTE INSTITUCIONAL E ORGANIZACIONAL NA COMPETITIVIDADE DO ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DA PISCICULTURA NA REGIÃO DE DOURADOS/MS Angelo Mateus Prochmann UFMS/DEA/PPagro – 21 de Março de 2007
  2. 2. Introdução e Problemática <ul><li>Economia de MS - fortemente influenciada pelo setor agropecuário; </li></ul><ul><li>Avanço do agronegócio - tem proporcionado a sua diversificação, o que aumenta a responsabilidade das organizações e das instituições formais e informais, em busca do crescimento sustentado da economia; </li></ul><ul><li>Piscicultura - atividade relativamente nova. Existe pouca informação e dados confiáveis, com diferentes gargalos que compromete o desempenho de políticas efetivas ao setor; </li></ul><ul><li>Relevância do Estudo - importância das instituições e organizações no desenvolvimento do arranjo produtivo local. </li></ul>
  3. 3. Introdução e Problemática Organizações e Instituições - regulamentam os mercados, estabelecem leis e definem competências Arranjos produtivos locais - fontes locais de competitividade) <ul><li>Recorte teórico escolhido </li></ul>Competitividade Sistêmica - fruto da relações entre diversos fatores e determina o crescimento e a sustentabilidade da atividade produtiva
  4. 4. Objetivos <ul><li>Objetivo Geral </li></ul><ul><li>Analisar o papel do ambiente organizacional e institucional no desenvolvimento da competitividade do arranjo produtivo local da piscicultura na região de Dourados. </li></ul><ul><li>Objetivos Específicos </li></ul><ul><ul><li>Identificar as principais organizações e instituições que atuam diretamente no APL; </li></ul></ul><ul><ul><li>Identificar a situação atual e os gargalos críticos que impactam na competitividade sistêmica da piscicultura; </li></ul></ul><ul><ul><li>Analisar os principais agentes institucionais e suas limitações para a ampliação da competitividade do APL; </li></ul></ul><ul><ul><li>Apontar ações para os agentes institucionais que visem reduzir os gargalos identificados. </li></ul></ul>
  5. 5. Método e técnica de pesquisa <ul><li>Método Indutivo de Abordagem - é aquele “cuja aproximação dos fenômenos caminha geralmente para planos cada vez mais abrangentes, indo das constatações mais particulares às leis e teorias (conexão ascendente)” (LAKATOS; MARCONI, 2001); </li></ul><ul><li>Pesquisa Qualitativa - a técnica para coleta de dados a partir da observação direta intensiva através de entrevistas exploratórias e aplicação de questionário (CERVO; BERVIAN, 1973). </li></ul><ul><li>Método de estudo de casos - como método de procedimento (YIN, 2001). </li></ul><ul><li>Questionário - contém as variáveis relevantes identificadas no referencial teórico; tradução dos objetivos propostos. </li></ul>
  6. 6. Referencial teórico <ul><li>Competitividade Sistêmica </li></ul>3ª combina elementos micro e macro - Nível intermediário. 1ª ligada ao ambiente micro - campo empresarial (desempenho das firmas individuais); 2ª ligada ao ambiente Macroeconômico (Governos, países e regiões); <ul><li>Competitividade - pode assumir três vertentes básicas </li></ul>Produtividade e Lucro; Porter (1989, 1993) Desempenho com bem estar social; Castell (1999) Fajnzylber (1988); Esser et al (1996); Meyer-Stamer (2001); Coutinho e Ferraz (1995).
  7. 7. Nível meso Nível macro Nível micro Nível meta Estrutura competitiva da economia Padrões de organização política, econômica e social Ambiente econômico, político e legal estável Políticas especificas para a criação de vantagem competitiva Atividades internas das empresas Cooperação formal e informal, alianças, etc. Referencial teórico Competitividade Sistêmica Ênfase ao nível meso da competitividade sob a ótica sistêmica Política fiscal, tributária, cambial, etc. Fonte: MEYER, STAMER, 2001
  8. 8. Referencial teórico <ul><li>Indicadores de Competitividade - Farina e Zylbesztajn (1998) </li></ul><ul><ul><li>Participação no mercado - importante indicador de resultados; </li></ul></ul><ul><ul><li>Custos e Produtividade - importante indicador de eficiência; </li></ul></ul><ul><ul><li>Inovação em Produtos e Processos - podem ser determinantes da preservação e melhoria da participação no mercado. </li></ul></ul><ul><li>Para eles (FARINA; ZYLBERSZTAJN, 1998), as estratégias e a competitividade dependem de diversos fatores. </li></ul><ul><ul><li>do ambiente institucional; </li></ul></ul><ul><ul><li>do ambiente organizacional; </li></ul></ul><ul><ul><li>do ambiente tecnológico; </li></ul></ul>Capacidade produtiva/tecnológica Capacidade de inovação Capacidade de coordenação <ul><li>Segundo JANK e NASSAR (2000), a competitividade pode ser descrita sobre três grandes blocos: </li></ul>
  9. 9. Referencial teórico NORTH (1993, 1994) - se ocupa em analisar o Ambiente Institucional (macro) - “regras do jogo” WILLIAMSON (1989) - se ocupa em analisar os Custos de Transação (micro) – “contratos” Determinantes para a competitividade do sistema NEI <ul><li>Economia Institucional </li></ul><ul><li>Nova Economia Institucional (Guedes, 2002; Theret, 2000; Azevedo, 2000; Grupo PENSA (USP); </li></ul><ul><li>Transações implicam em custos; </li></ul><ul><li>Organizações - fazer cumprir os contratos (solução de disputas); </li></ul><ul><li>Se as Instituições são as regras, as Organizações são os jogadores </li></ul>
  10. 10. Referencial teórico Ambiente Organizacional e Institucional - Saes (2000), Farina e Zylbersztajn (1994), Zylbersztajn (2003). <ul><li>Papel das Instituições e Organizações </li></ul><ul><ul><li>Contribuir com a provisão de bens públicos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Fazer valer as regras do jogo (formais e informais); </li></ul></ul><ul><ul><li>Modificar a alocação de recursos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Solucionar conflitos, etc; </li></ul></ul>Fonte: ZYLBERSZTAJN (2002)
  11. 11. Referencial teórico <ul><li>Ao analisar um APL: </li></ul><ul><ul><li>O território passa a ter influência no desenvolvimento dos fatores que interferem no sistema (não se deve ignorar o ambiente local); </li></ul></ul><ul><ul><li>Há especificidade existente nos locais onde os agentes atuam; </li></ul></ul><ul><ul><li>As vantagens podem ser criadas, estimuladas ou desenvolvidas a partir da complexa estrutura organizacional e institucional existente. </li></ul></ul>APL - o papel desempenhado pelos agentes econômicos em determinado território é considerado elemento decisivo para a funcionalidade das intervenções realizadas pelas instituições no mercado onde está situada a atividade produtiva; <ul><li>Arranjo Produtivo Local </li></ul>Definições teóricas - Becattini (2002), Porter (1998), REDESIST (Lastres; Cassiolato, 2004); Campeão (2004), SEBRAE (2004) e BNDES (2004).
  12. 12. Resultados e Discussão <ul><li>Piscicultura – Caracterização do arranjo com as informações disponíveis sobre a atividade. </li></ul><ul><ul><li>SEBRAE (2004); MS (1999); BRASIL (2003; 1997); Michels e Prochmann (2003); IBAMA (2005); FIEMS (2002) e outros; </li></ul></ul><ul><ul><li>Piscicultura na região de Dourados - BRASIL (2003) e SEBRAE (2004). </li></ul></ul><ul><li>Arranjo Produtivo da Piscicultura </li></ul><ul><li>Principais Instituições </li></ul><ul><ul><li>Legislação Ambiental e Incentivos Fiscais, entre outros;; </li></ul></ul><ul><ul><li>Relacionamentos formais e informais no arranjo produtivo; </li></ul></ul><ul><li>Principais Organizações </li></ul><ul><ul><li>Agentes institucionais ligados ou não na atividade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Órgãos federais (IBAMA, SEAP/PR), estaduais (IMASUL, SEMAC, AGRAER, IAGRO, SEPROTUR) e municipais; organizações locais de apoio (SEBRAE, SENAI, SENAR); Institutos de pesquisa; Universidades públicas e privadas; entre outros. </li></ul></ul>
  13. 13. Arranjo Produtivo Local da Piscicultura Fonte: Adaptado de CAMPEÃO, 2004.
  14. 14. Resultados e Discussão <ul><li>Principais Instituições </li></ul><ul><ul><li>Legislação Ambiental </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>“ Código da Pesca” (Decreto-Lei nº 211, de 1967); Instrução Normativa nº 3 de 2004 (criação da SEAP/PR) no âmbito federal; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Leis nº 90 (1980), 1.826 (1998), 1.953 (1999) que dispõem sobre alterações no meio ambiente e sobre a sanidade animal no âmbito estadual, entre outros; </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Incentivos Fiscais e regulamentação da atividade </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Decreto nº 9.845 (2000), Resoluções SEPROTUR/SERC nº 22 (2000) e nº 34 (2003) - “Peixe Vida”, entre outros; </li></ul></ul></ul><ul><li>Relacionamentos formais e informais </li></ul><ul><ul><li>Produtores e fornecedores de Alevinos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Entre produtores (pequenas e médias pisciculturas; ex. Cooperativa MSPeixe); </li></ul></ul><ul><ul><li>Produtores e frigorífico; </li></ul></ul><ul><ul><li>Produtores e consumidores; </li></ul></ul><ul><ul><li>Rede de Apoio Local e produtores; </li></ul></ul><ul><ul><li>Entre agentes institucionais (Câmara Técnica Setorial). </li></ul></ul>
  15. 15. Ambiente Organizacional e Institucional na Piscicultura Fonte: Adaptado de ZYLBERSZTAJN, 2002.
  16. 16. Resultados e Discussão <ul><li>Organizações pesquisadas </li></ul>Desenvolvimento da produção, capacitação e qualificação, apoio técnico e extensão rural, integração setorial; SEPROTUR Pesquisa, transferência de tecnologia, integração setorial e captação de recursos; SEMAC (setor de ciência e tecnologia) Desenvolvimento da produção, capacitação e qualificação de mão-de-obra, integração setorial; SEBRAE Registro, pesquisa, transferência de tecnologia, integração setorial e captação de recursos; SEAP/PR Integração setorial, cooperação (associativismo), desenvolvimento da produção e comercialização; MSPeixe (cooperativa) Legislação, fiscalização e controle sobre os recursos naturais no âmbito estadual; IMASUL Legislação, fiscalização e controle sobre os recursos naturais no âmbito federal; IBAMA Fiscalização e controle de sanidade animal; IAGRO Pesquisa e transferência de tecnologia e conhecimento; EMBRAPA Principais áreas de atuação Organização
  17. 17. Resultados e Discussão Abrangência e área de atuação da organização; Infra-estrutura de recursos físicos; Infra-estrutura de recursos humanos; Relacionamentos institucionais; Barreiras à entrada; Nível tecnológico; Capacidade Produtiva; Capacidade de Inovação; Capacidade de Coordenação; Fatores locais (concentração, capital humano, social, cívico); Regras formais (legislação) e informais (cultura e costumes); Existência de agentes coordenadores potenciais; Políticas e ações públicas e privadas. <ul><li>Foram realizadas questões sobre: </li></ul>O questionário buscou captar a percepção dos representantes das organizações quanto as variáveis relevantes associadas aos seus próprios papéis desempenhados e dos demais existentes em torno do APL
  18. 18. Resultados e Discussão <ul><li>Descrição qualitativa em 4 tópicos: </li></ul><ul><ul><li>As Organizações na Piscicultura; </li></ul></ul><ul><ul><li>A Piscicultura na perspectiva das Organizações; </li></ul></ul><ul><ul><li>A competitividade da atividade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Fatores locais e institucionais no APL. </li></ul></ul><ul><li>a) As organizações na Piscicultura </li></ul><ul><ul><li>Principais ações desenvolvidas - produção, fiscalização e apoio à pesquisa; </li></ul></ul><ul><ul><li>Grau de escolaridade dos técnicos - ensino superior; </li></ul></ul><ul><ul><li>Conhecimento sobre o assunto - legislação, nível de organização e espécies produzidas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Eficácia das ações - (4) pouco e (3) medianamente eficazes; </li></ul></ul><ul><ul><li>Infra-estrutura física - (6) boa em qualidade e quantidade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Infra-estrutura de recursos humanos - (5) boa e (4) ruim; </li></ul></ul><ul><ul><li>Relações institucionais - Reuniões técnicas pontuais, promoção de eventos, encontros da Câmara Técnica Setorial; </li></ul></ul><ul><li>Resultados Obtidos </li></ul>
  19. 19. Resultados e Discussão <ul><li>b) A Piscicultura na perspectiva das Organizações </li></ul><ul><ul><li>Tendência para os próximos 5 anos - (5) médio e (4) grande crescimento; </li></ul></ul><ul><ul><li>Barreiras à entrada - (7) afirmaram existir algum tipo. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Pequenas escalas de produção; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ampla concorrência em determinadas épocas do ano; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Preços praticados (frigorífico). </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Nível tecnológico </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Produtores de Alevinos e de Insumos - razoável (4 médio e 4 bom); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Piscicultores - razoável para ruim (5 médio e 4 ruim); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Muito a ser feito no que diz respeito ao melhoramento genético de espécies criadas; </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Frigorífico - (6) bom; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Transporte, Comercialização (atacado e varejo) - ruim; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Importante gargalo na atividade; </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Muitos vendem in natura e sem controle sanitário; </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>Resultados Obtidos </li></ul>
  20. 20. Resultados e Discussão <ul><li>c) Quanto à competitividade da atividade </li></ul><ul><ul><li>Principais problemas ou gargalos que reduzem ou inibem a: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Capacidade Produtiva - reflete a competitividade passada da atividade </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Capacidade de Inovação </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Capacidade de Coordenação </li></ul></ul></ul><ul><li>Resultados Obtidos </li></ul>Influencia a competitividade futura da atividade <ul><li>d) Os fatores locais e institucionais sob a ótica das Organizações </li></ul><ul><ul><li>Proximidade ou concentração geográfica dos agentes econômicos, capital humano, social e cívico - muito ou extremamente importante; </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Características históricas da região de Dourados; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Tradição na agropecuária facilita o acesso a insumos; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Descontinuidade de ações é marcante na Piscicultura; </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Agentes potenciais de Coordenação – Câmara Técnica Setorial, SEBRAE, AGRAER, MSPeixe, Projeto Pacu e frigorífico Mar&Terra; </li></ul></ul><ul><ul><li>Câmara Técnica Setorial – fundamental, porém limitada em função do seu caráter consultivo e dependente dos dirigentes políticos existentes. </li></ul></ul>
  21. 21. Conclusões <ul><li>Rápido crescimento da atividade </li></ul><ul><ul><li>Perfil inovativo dos fornecedores de alevinos; </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Desenvolvimento tecnológico; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Agentes disseminadores de conhecimento e tecnologia; </li></ul></ul></ul><ul><li>Região de Dourados </li></ul><ul><ul><li>Favorecida em função de: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Vantagens comparativas - solo, clima e recursos hídricos; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Vantagens competitivas locacionais estáticas - tradição ao agronegócio, à logística de transporte e acesso a mão-de-obra; </li></ul></ul></ul><ul><li>Relacionamentos entre os agentes produtivos e organizações </li></ul><ul><ul><li>Considerado incipiente para a criação de externalidades positivas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Evidencia a necessidade de enraizamento da capacidade dos agentes produtivos e da estrutura organizacional; </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Aparato educacional e agentes locais de apoio; </li></ul></ul></ul><ul><li>O Papel das Instituições e Organizações no APL </li></ul>
  22. 22. Conclusões <ul><li>Arranjo Produtivo Local </li></ul><ul><ul><li>Em processo de consolidação, corroborando com a idéia do BNDES (2004) de que nem todo aglomerado de empresas significa em si a existência de um arranjo produtivo (chamado de APL potencial); </li></ul></ul><ul><ul><li>A aglomeração dos agentes econômicos e institucionais na região de Dourados favorecem fortemente para o crescimento da atividade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Aumenta a necessidade de participação das Organizações em busca de resolver os gargalos identificados. Centrado nas principais diretrizes: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Capacitação de recursos humanos e infra-estrutura física; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Inovação tecnológica; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Informação; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Financiamento. </li></ul></ul></ul><ul><li>O Papel das Instituições e Organizações no APL </li></ul>
  23. 23. Gargalos identificados referentes à Capacidade Produtiva Capacidade Produtiva a) Realização de cursos técnicos; b) Melhoria na infra-estrutura local (escritórios municipais e regionais); c) Melhoria na infra-estrutura de recursos humanos disponível; SEBRAE; AGRAER e Cooperativas (MSPeixe) Baixo nível gerencial dos empreendimentos piscícolas a) Padronização no cadastro; b) Redução nos registros de aqüicultura (unificação); c) Divulgação dos benefícios da regularização ambiental e sanitária; SEAP/PR; IBAMA; IMASUL; IAGRO, prefeituras municipais (área de meio ambiente) Descumprimento da legislação ambiental e sanitária a) Redução de ICMS; b) Incentivos fiscais específicos; c) Linhas especiais de crédito; d) Financiamento e captação de recursos para projetos de pesquisa; Governo Estadual (receita e controle, produção e ciência e tecnologia) e Agentes financeiros (BB, SICREDI, etc.) Alto custo dos insumos, principalmente da ração a) Capacitação, treinamento e melhoria da educação formal dos trabalhadores e produtores; Universidades públicas e privadas; escolas agrícolas; SENAR e SENAI Carência de assistência técnica especializada Principais ações que poderiam ampliar a competitividade da piscicultura Principais organizações envolvidas Gargalos ou pontos críticos a serem enfrentados  
  24. 24. Gargalos identificados referentes à Capacidade Produtiva Capacidade Produtiva a) Estabelecimento de linhas de crédito específicas; b) Cadastramento único do produtor; c) Padronização de projetos piscícolas; d) Fornecimento de informações e estatísticas sobre mercado e consumo do produto; SEPROTUR; AGRAER; SEBRAE e Agentes financeiros (BB, SICREDI, etc.) Dificuldade de financiamento e acesso ao crédito a) Divulgação da atividade e disponibilização de estudos sobre mercado consumidor; b) Fomento ao cooperativismo e associativismo; b) Divulgação dos benefícios da cooperativa (ganhos em escala, na compra e na venda, por exemplo) Câmara Técnica Setorial; SEBRAE; AGRAER; Organização das Cooperativas de MS (OCEMS) e MSPeixe Baixa organização da atividade Principais ações que poderiam ampliar a competitividade da piscicultura Principais organizações envolvidas Gargalos ou pontos críticos a serem enfrentados  
  25. 25. Gargalos identificados referentes à Capacidade de Inovação Capacidade de Inovação a) Fomento ao APL da região de Dourados; b) Instalação do Centro Tecnológico da Piscicultura; EMBRAPA; SEPROTUR; AGRAER e SEBRAE; Câmara Técnica Setorial Concentração produtiva ou foco principal nas culturas tradicionais a) Melhoria na infra-estrutura local (escritórios municipais e regionais); b) Melhoria na infra-estrutura de recursos humanos disponíveis (número de pesquisadores principalmente); c) Financiamento e captação de recursos para projetos de pesquisa; EMBRAPA; Universidades públicas e privadas; Fundações de pesquisa; Precariedade do ambiente científico de pesquisa a) Melhoria na infra-estrutura local (escritórios municipais e regionais); b) Melhoria na infra-estrutura de recursos humanos disponível; c) Financiamento e captação de recursos para projetos de pesquisa; SEPROTUR; AGRAER; SEBRAE e SEMAC (área de planejamento, ciência e tecnologia) Baixa capilaridade das ações de assistência técnica e extensão rural, aliado ao baixo nível de difusão tecnológica; a) Capacitação, treinamento e melhoria da educação formal dos trabalhadores e produtores; Universidades e escolas agrícolas; SENAR e SENAI Baixa oferta de cursos especializados voltados à assistência técnica e gerencial; Principais ações que poderiam ampliar a competitividade da piscicultura Principais organizações envolvidas Gargalos ou pontos críticos a serem enfrentados  
  26. 26. Gargalos identificados referentes à Capacidade de Coordenação Capacidade de Coordenação a) Padronização no cadastro; b) Redução nos registros de aqüicultura (unificação); c) Divulgação dos benefícios da regularização ambiental e sanitária. IBAMA; IMASUL e IAGRO Excesso de empreendimentos informais. a) Realização e conclusão do Censo Aqüícola; b) Divulgação de relatórios e estatísticas sobre a atividade; SEAP/PR; IBAMA; IMASUL; IAGRO, prefeituras municipais (área de meio ambiente) Ausência ou poucas informações e dados estatísticos sobre a atividade; a) Fomento ao cooperativismo e associativismo; b) Garantia de representação dos pequenos produtores na Câmara Técnica Setorial; c) Realização de feiras técnicas e cursos específicos; d) Realização de feiras comerciais (somente daqueles produtores regularizados nos órgãos ambientais e de sanidade animal) SEAP/PR; AGRAER; Organização das Cooperativas de MS (OCEMS) e MSPeixe Baixa cooperação e associação entre os empreendimentos piscícolas; Principais ações que poderiam ampliar a competitividade da piscicultura Principais organizações envolvidas Gargalos ou pontos críticos a serem enfrentados  
  27. 27. Conclusões <ul><li>Consideração finais </li></ul><ul><ul><li>Necessidades de recursos humanos e físicos próprios à atividade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Definição clara do mercado alvo dos agentes produtivos; </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ênfase em determinadas espécies de peixe; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Incremento de inovações e técnicas (produção, industrialização e distribuição); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ampliação do ambiente de aprendizagem na região; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ampliação da relação de confiança e cooperação; </li></ul></ul></ul><ul><li>O Papel das Instituições e Organizações no APL </li></ul>
  28. 28. Contribuições desta pesquisa <ul><li>Contribuição acadêmica </li></ul><ul><ul><li>- Quadro conceitual e analítico genérico (pode ser utilizado para analisar outros arranjos produtivos) e específico (atende ao propósito em relação ao estudo de caso selecionado); </li></ul></ul><ul><ul><li>- Material básico de documentação de onde poderão partir outros estudos; </li></ul></ul><ul><li>Contribuição para o setor público e empresarial </li></ul><ul><ul><li>- Coletânea de informações disponíveis; </li></ul></ul><ul><ul><li>- Identificação da situação atual e dos gargalos críticos que impactam na competitividade da atividade; </li></ul></ul><ul><ul><li>- Diretrizes e ações para a superação dos gargalos identificados no arranjo produtivo da piscicultura. </li></ul></ul>
  29. 29. Limitações desta pesquisa <ul><li>Em relação ao recorte analítico escolhido </li></ul><ul><ul><li>- Análise da competitividade sistêmica foi parcial, ora que não foram aprofundadas questões sobre o nível micro e macroeconômico. </li></ul></ul><ul><li>Ausência de agentes importantes - organizações financeiras; </li></ul><ul><li>Visitas in loco - unidade frigorífica, prefeituras e organizações municipais, entre outras; </li></ul><ul><li>Informações mais atuais sobre a atividade - não há dados recentes e os levantamentos apresentados são geralmente estimativas; </li></ul>
  30. 30. Sugestão para trabalhos futuros <ul><li>Comportamento e estratégias competitivas das empresas; </li></ul><ul><li>Papel da criação de peixes como fonte de proteína animal nas comunidades indígenas, em assentamentos rurais e pequenas propriedades familiares ; </li></ul><ul><li>Aprofundar questões importantes ( Convenções e Custos das Transações existentes ) que possam provocar efeitos de coordenação no local onde a atividade se desenvolve; </li></ul><ul><li>Identificar os processos e seus custos oriundos do trâmite legal (cadastramento, projeto, licenciamento ambiental) da atividade; </li></ul><ul><li>Mercado da carne de peixe e o perfil de seus consumidores (preferência entre peixes de água doce, salgada, oriundo da pesca extrativa ou criado em cativeiro); </li></ul><ul><li>Principais atributos que influenciam na decisão de compra do produto; </li></ul>

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