Escola Superior De EducaçãO Do Porto

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Apresentação de trabalho em Educação Social sobre os ciganos

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Escola Superior De EducaçãO Do Porto

  1. 1. Escola Superior de Educação do Porto Instituto Politécnico do Porto Dezembro de 2007 Educação Social – Teorias e Práticas ( pós-laboral) Docentes: Cristina Maia Marianela Ferreira Discentes: Ana Moura Ângela Magalhães Isabel Brandão
  2. 2. Exclusão Social – comunidade cigana
  3. 3. Exclusão Social <ul><li>A exclusão social corresponde a uma situação de falta de acesso às oportunidades oferecidas pela sociedade aos seus membros. Isto é, corresponde à pobreza sob qualquer uma das suas formas: a de falta de bens materiais, o analfabetismo, a falta de orientação pessoal e social, a dificuldade de acesso à assistência médica e a situação de precariedade no emprego. </li></ul><ul><li>Em suma, a exclusão social refere-se a um conjunto diversificado de carências de natureza pessoal, tendo no entanto, origem na sociedade em que o indivíduo está inserido, ou da qual se encontra afastado. Deste modo, a exclusão social pode implicar privação, falta de recursos ou ausência de cidadania aos diferentes níveis em que esta se organiza e exprime: ambiental, cultural, económica, político e social. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Diferentes dimensões da exclusão social: </li></ul><ul><li>A exclusão social pode ser exprimida em seis dimensões principais do quotidiano dos indivíduos, ao nível: </li></ul><ul><ul><ul><li>Do SER , ou seja, da personalidade, da dignidade e a auto-estima; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Do ESTAR , ou seja, das redes de pertença social, desde a família, às redes de vizinhança e à sociedade em geral; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Do FAZER , ou seja, das tarefas realizadas e socialmente reconhecidas; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Do CRIAR , ou seja, da capacidade de empreender, de assumir iniciativas, de definir e concretizar projectos, de inventar e criar acções; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Do SABER , ou seja, do acesso à informação necessária à tomada de decisões, e da capacidade crítica face à sociedade e ao ambiente envolvente; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Do TER , ou seja, do rendimento, do poder de compra, do acesso a níveis de consumo médios da sociedade e da capacidade aquisitiva. </li></ul></ul></ul>
  5. 5. <ul><li>Diferentes tipos de exclusao social: </li></ul><ul><ul><li>Exclusão de tipo económico: entendida como uma situação de privação múltipla por falta de recursos. Esta forma de exclusão é caracterizada pelas más condições de vida, pelos baixos níveis de instrução e qualificação profissional e pelo emprego precário, podendo, este tipo de exclusão, conduzir à situação de “sem abrigo”, que é a forma mais grave e complexa de pobreza e exclusão; </li></ul></ul><ul><ul><li>Exclusão de tipo familiar: a causa de exclusão situa-se nos domínios dos laços sociais. Corresponde a uma situação de privação relacional, caracterizada pelo isolamento, por vezes associada à falta de autonomia pessoal (por exemplo: os idosos); </li></ul></ul><ul><ul><li>Exclusão de tipo cultural: o racismo, a xenofobia, por exemplo, podem, por si só, dar origem à exclusão social de minorias étnico-culturais, como é o caso da etnia cigana. Os motivos que levam a sociedade a dificultar a integração social podem ser de natureza cultural; </li></ul></ul>
  6. 6. <ul><ul><li>Exclusão por comportamentos auto-destrutivos: como a toxicodependência, o alcoolismo e a prostituição. Alguns destes comportamentos também estão associados à situação de “sem abrigo”, podendo ser causas ou consequências dessa situação. </li></ul></ul><ul><li>Estes tipos de exclusão social surgem muitas vezes sobrepostos, e a análise mais profunda conduz muitas vezes, à contestação que um tipo de exclusão pode ser consequência ou a causa de um outro tipo de exclusão. </li></ul>
  7. 7. Educação Social Segundo Glória Pérez Serrano “a Educação Social é uma acção sistemática e fundamentada de suporte, mediação e transferência que favorece especificamente o desenvolvimento da sociabilidade do sujeito ao longo de toda a sua vida, circunstâncias e contextos, promovendo a sua autonomia, integração e participação critica, construtiva e transformadora no marco sociocultural em que se envolve, contando em primeiro lugar com os próprios recursos sociais, tanto do educador, como do sujeito e, em segundo lugar mobilizando todos os recursos socioculturais necessários à sua volta ou criando, por fim, novas alternativas”.

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