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UNIVERSIDADE GUARULHOS




TEORIA COMPORTAMENTAL DA ADMINISTRAÇÃO
 ANILSON, ÂNGELA, AMANDA, LAÍSA E LIDIANE




            ITAQUAQUECETUBA
                  09/2012
ANILSON, ÂNGELA, AMANDA, LAÍSA E LIDIANE




TEORIA COMPORTAMENTAL DA ADMINISTRAÇÃO




                   Trabalho apresentado à Professora Lidiane Barbosa
                          da disciplina Teoria Geral da Administração
                        da turma HAD2011021NA520, turno noturno
                                          do curso de Administração.




        UNIVERSIDADE GUARULHOS
           Itaquaquecetuba - 10/2012
INTRODUÇÃO


Teoria comportamental da administração é a importância do comportamento organizacional, o
estudo do comportamento humano. No conceito de administração, as funções básicas de uma
empresa, de acordo com a teoria clássica são prever, organizar, comandar, coordenar e
controlar e são aplicados a qualquer tipo de organização. A teoria comportamental (ou
teoria behaviorista) da administração trouxe uma nova concepção e um novo enfoque dentro
da teoria administrativa: a abordagem das ciências do comportamento, o abandono das
posições normativas e prescritivas das teorias anteriores (teoria clássica, das relações humanas
e da burocracia). A abordagem comportamental, segundo Chiavenato (2003), é caracterizada
por ser decorrência da Teoria das Relações Humanas. Assim, sua ênfase ainda se encontra no
comportamento humano, porém, leva em consideração o contexto organizacional, de forma
mais ampla, abrangendo a influência desse comportamento na organização como um todo e as
perspectivas das pessoas diante das organizações. As características da teoria comportamental
da administração são a ênfase nas pessoas, preocupação com o comportamento organizacional
e estudo do comportamento humano.


Acredita-se que a teoria comportamental da administração inicia-se com Hebert Alexander
Simon, em 1947 com o livro O Comportamento Administrativo, no qual foram apresentadas
novas colocações, o que trouxe novos conceitos ao tratamento do processo de tomada de
decisões e aos limites da racionalidade. De acordo com Chiavenato (2003), as experiências
que deram base a Teoria Comportamental surgiram ainda na Teoria das Relações Humanas e
ainda considera alguns conceitos dessa teoria, porém a Teoria Comportamental critica tanto a
Teoria Clássica, que dá muita ênfase nas tarefas, como as Teorias das Relações Humanas, que
dão muita ênfase nas pessoas. A Teoria Comportamental mostra-se completamente oposta aos
conceitos formais e à posição rígida e mecânica da Teoria Clássica.
NOVAS PROPOSIÇÕES SOBRE A MOTIVAÇÃO HUMANA


Os behavioristas acreditavam que a partir do momento que se toma conhecimento das
necessidades humanas, pode-se melhorar a qualidade do trabalho utilizando a motivação nas
organizações. Teoria da motivação humana está organizada e disposta em níveis e é
apresentada em uma hierarquia, como segue abaixo em ordem crescente:
Necessidades fisiológicas: estas estão relacionadas à sobrevivência do indivíduo. Constituem
a alimentação, o sono e o repouso, o desejo sexual etc., que são as prioridades do homem.
Necessidade de segurança: é uma grande importância no comportamento humano e está
relacionada à remuneração e benefícios, condições de segurança de trabalho e estabilidade no
emprego.
Necessidades sociais: são as necessidades de associação, participação, aceitação dos
companheiros, troca de amizades, afeto e amor.
Necessidades de estima: envolvem a auto-apreciação, a autoconfiança, necessidade de
aprovação social, respeito, prestígio e consideração.
Necessidade de auto-realização: são as necessidades humanas mais elevadas e estão no topo
da hierarquia. Estão relacionadas à realização do próprio potencial e do auto-desenvolvimento
contínuo.


                    TEORIA DOS DOIS FATORES DE HERZBERG


Para Frederick Herzberg (apud. Chiavenato, 2003), o comportamento humano poderia ser
explicado por dois fatores independentes descritos a seguir:
Fatores higiênicos ou extrínsecos: são os que se localizam no ambiente em torno das pessoas
e abrangem as condições nas quais desempenham seu trabalho. Como essas condições são
decididas pela empresa, os fatores higiênicos estão fora do controle dos trabalhadores. Esses
fatores podem ser: o salário, benefícios sociais, tipos de chefia, supervisão, condições físicas
de trabalho, as políticas e diretrizes da empresa. Quando esses fatores são péssimos ou
precários, eles provocam a insatisfação dos empregados.
Fatores motivacionais ou intrínsecos: são os fatores relacionados com o conteúdo do cargo e
com a natureza das tarefas que o trabalhador executa no seu típico dia de trabalho. Esses
fatores dependem das tarefas que os trabalhadores realizam no seu trabalho. O impacto dos
fatores motivacionais sobre o comportamento das pessoas é muito profundo e estável, pois
quando são ótimos provocam a satisfação, mas quando são precários não a alcançam.
ESTILOS DE ADMINISTRAÇÃO


Segundo Chiavenato (2003), a teoria comportamental oferece muitos estilos de administração.
Os estilos de administração dependem da idéia de natureza humana que os administradores
utilizam dentro das empresas. McGregor distinguiu duas concepções antagônicas de
administrar que em sua opinião são típicas da visão gerencial dos funcionários: a teoria X
(tradicional) e a Teoria Y (moderna).
A teoria X, segundo Motta (1991), corresponde à teoria tradicional e mecanicista da
Administração Científica. Essa teoria parte do pressuposto errôneo da natureza humana, de
que o homem é um indolente e preguiçoso por natureza, que não gosta de trabalhar e só
trabalha pelo fator econômico. Ele não tem a ambição de crescer na empresa, nem de assumir
responsabilidades, porque isso lhe traria riscos, preferindo, portanto, ser dirigido, já que isso
lhe traria segurança.


McGregor também formulou a Teoria Y, que pode ser sintetizada da seguinte forma: o
homem não tem desprazer em trabalhar. As pessoas não são, de forma inerente, resistentes às
necessidades das organizações e elas se tornam assim por sua experiência negativa em outras
organizações. O homem tem a capacidade de aprender e de imaginar, e ainda sob certas
condições, de procurar responsabilidades.


                            SISTEMAS DA ADMINISTRAÇÃO


A administração nunca é igual em todas as empresas, pois depende de inúmeras variáveis.
Abaixo é apresentado um esquema considerando quatro variáveis: processo decisório, sistema
de comunicação, relacionamento interpessoal e sistema de recompensas.


Sistema 1: Autoritário-Coercitivo: Este sistema retrata o controle de forma muito rígida todos
os acontecimentos da empresa. Caracteriza-se por um processo decisório centrado apenas no
topo da organização. O sistema de comunicação é precário, ocorre sempre de forma vertical,
no sentido descendente. Não há comunicações laterais, e estas são vistas como prejudiciais
aos objetivos da empresa, sendo vetadas as organizações informais. O sistema de
recompensas e punições frisa as punições como o melhor meio de as pessoas obedecerem a
risca as regras e as tarefas. Tornando, assim, um ambiente pesado. As recompensas são
materiais e salariais, porém, raramente acontecem. São exemplos desse sistema as empresas
de construção industrial, na qual usam mão-de-obra intensa e de nível baixo.


Sistema 2: Autoritário-benevolente: É um sistema semelhante ao sistema 1, porém, é menos
rígido. O processo decisório ainda se encontra na cúpula administrativa, mas pequenas
decisões de natureza rotineira e simples são permitidas. O mesmo ocorre com o sistema de
comunicação, este continua precário, porém, a cúpula facilita um pouco comunicações
ascendentes e laterais. Há um acréscimo pequeno de confiança nas pessoas promovendo o
relacionamento interpessoal. Ainda há ênfase nas punições, porém oferece recompensas
salariais e raramente simbólicas. Encontramos este sistema em escritórios de indústrias, na
produção das empresas, onde existe uma mão-de-obra mais especializada.


Sistema 3: Consultivo: Este sistema representa um grande avanço para o lado participativo,
que é um último sistema. O processo decisório, portanto, é do tipo participativo e consultivo,
ou seja, os demais níveis hierárquicos participam das decisões e dado importância as opiniões
deles, porém, ainda sob controle da cúpula. A confiança nos funcionários é mais elevada, o
que faz a empresa criar sistemas para facilitar, relativamente, a comunicação. Ocorrem
raramente punições e dada ênfase as recompensas materiais. Encontramos este sistema nas
empresas mais organizadas e avançadas, como bancos e financeiras.


Sistema 4: Participativo: Caracteriza-se por ser o mais democrático e aberto. Apesar de cúpula
administrativa ainda definir as diretrizes e controlar os resultados, o processo decisório é
totalmente descentralizado aos níveis inferiores. As comunicações já fluem facilmente e são
vistas como um meio positivo e eficiente. O ambiente é de completa confiança, com
participação e envolvimento grupal. As recompensas são simbólicas e matérias e raramente
ocorrem punições.
Quanto mais próximo do sistema quatro a empresa estiver, maior será a chance de alta
produtividade.


                 A ORGANIZAÇÃO COMO UM SISTEMA DE DECISÕES


O comportamento humano nas organizações é visualizado de maneira diferente pelas varias
teorias de administração.
a) Teoria clássica da administração: considera os indivíduos participantes das organizações
instrumentos passivos cuja produtividade varia e pode ser elevada mediante incentivos
financeiros ( remuneração de acordo com a produção) e condições físicas ambientais de
trabalhos favoráveis. É uma posição simplista e mecanicista.
b) Teoria das relações humanas: considera os indivíduos participantes da organização
possuidores de necessidades, atitudes, valores e objetivos pessoais que precisam ser
identificados, estimulados e compreendidos para obter sua participação na organização,
condição básica para sua eficiência. É uma posição limitada.
c) Teoria    comportamental: os     indivíduos   participantes   da    organização   percebem,
raciocinam, agem racionalmente e decidem a sua participação ou a não- participação na
organização como tomadores de opinião e decisão e solucionadores de problemas.


A organização é um sistema de decisões que cada pessoa participa consciente e
racionalmente, escolhendo e decidindo entre alternativas mais ou menos racionais que se lhes
apresentam de acordo com sua personalidade, motivação e atitudes. Os processos de
percepção das situações e o raciocínio são básicos para a explicação do comportamento
humano nas organizações: o que uma pessoa aprecia e deseja influencia o que ela aprecia e
deseja. Em outros termos, a pessoa decide em função de sua percepção das situações. Em
resumo, as pessoas são processadores de informação, criadores de opinião e tomadores de
decisão.


                                 TEORIA DAS DECISÕES


Decisão é o processo de analise e escolha entre as alternativas disponíveis de cursos de ação
que pessoa devera seguir. A decisão envolve seis elementos, a saber.


1. Tomador de decisões: é a pessoa que faz uma escolha ou opção entre varias alternativas
futuras de ação.
2. Objetivos: são os objetivos que o tomador de decisões pretende alcançar com suas ações.
3. Preferências: São os critérios que o tomados de decisões usa para fazer sua escolhas
4. Estratégia: é o custo de ação que o tomador de decisão escolhe para atingir seus objetivos.
O custo de ação é o caminho escolhido e depende dos recursos do que pode dispor.
5. Situação: são os aspectos do ambiente que envolve o tomador de decisão, alguns deles fora
do seu controle, conhecimento ou compreensão e que afetam suas escolhas.
6. Resultado: é a conseqüência ou resultante de uma dada estratégia.


O tomador de decisão esta inserido em uma situação, pretende alcançar objetivo, tem
preferências pessoais e segue estratégias (curso de ação) para alcançar resultados. A decisão
envolve uma opção. O processo de seleção pode ser uma ação reflexa condicionada (como
digitar as teclas do computador) ou produto de raciocínio, planejamento ou projeção para o
futuro. O tomador de decisão escolhe uma alternativa entre outras: se ele escolhe os meios
apropriados para alcançar um determinado objetivo, sua decisão é racional.
A racionalidade reside na escolha dos meios (estratégia) adequados para o alcance de
determinados fins (objetivos), a fim de obter os melhores resultados. Porém, as pessoas
comportam-se racionalmente apenas em função daqueles aspectos da situação que conseguem
perceber e tomar conhecimento (cognição). Os demais aspectos da situação que não são
percebidos ou não são conhecidos pelas pessoas – embora existam na realidade- não
interferem em suas decisões. A esse fenômeno dá-se o nome de racionalidade limitada:as
pessoas tomam decisões racionais (adequação de meios-fins) apenas em relação aos aspectos
da situação que conseguem perceber e interpretar.


                         ETAPAS DO PROCESSO DECISORIAL


O processo decisorial é complexo e depende das características pessoais do tomador de
decisões, da situação em que está envolvido e da maneira como percebe a situação. O
processo decisorial exige sete etapas, a saber:


1)Percepção da situação que envolve algum problema
2)Análise e definição do problema
3)Definição dos objetivos
4)Procura de alternativas de soluções ou de curso de ação
5)Escolha (seleção) da alternativa mais adequada ao alcance dos objetivos
6)Avaliação e comparação das alternativas
7)Implementação das alternativas escolhidas


Cada etapa influencia as outras e todo o processo. Nem sempre as etapas são seguidas a risca.
Se a pressão for muito forte para uma solução imediata as etapas 3,5 e 7 podem ser abreviadas
ou suprimidas. Quando não há pressão, algumas etapas podem ser ampliadas ou estendidas no
tempo.


                     DECORRÊNCIA DA TEORIA DAS DECISÕES


O processo decisorial permite solucionar problemas ou defrontar-se com a situação. A
subjetividade nas decisões individuais é enorme. Simon da alguns recados.


a) Racionalidade limitada: ao tomar decisões, a pessoa precisaria de um grande numero de
informações a respeito da situação, para que pudesse analisá-las e avaliá-las. Como isto esta
alem da capacidade individual de coleta e analise, a pessoa toma decisões através de
pressuposições, isto é, de premissa que ela assume subjetivamente e nas quais baseia na sua
escolha. As decisões relacionam-se como uma parte da situação ou com apenas alguns
aspectos dela.


b) Imperfeição das decisões: não existem decisões perfeitas: apenas umas são melhores do
que as outras quanto ao resultado reais que produzem. Para proceder de maneira racional nas
suas ações, a pessoa precisa escolher dentre as diferentes alternativas as que se diferenciam
pelos seus resultados; estes, por sua vez, devem estar ligados aos objetivos que a organização
pretende atingir. O processo decisório racional implica a comparação de caminhos (curso de
ação) através da avaliação prévia dos resultados decorrentes de cada um e do confronto entre
tais resultados e os objetivos que se deseja atingir. O critério norteador na decisão é a
eficiência, isto é, a obtenção de resultados máximos em recursos mínimos.


c) Relatividade das decisões: no processo decisorial, a escolha de uma alternativa implica na
renúncia das demais alternativas e a criação de uma seqüência de novas alternativas ao longo
do tempo. A esses leques de alternativas em cada decisão dá-se o nome de arvore de decisão.
Toda decisão é, até certo ponto, uma acomodação, pois a alternativas disponíveis,
estabelecendo o nível que se pode atingir na consecução de um objetivo. Este nível nunca é
ótimo, mas apenas satisfatório.


d) Hierarquização das decisões: o comportamento é planejado quando é guiado por objetivos.
Há uma hierarquia para distinguir o que é um meio e o que é um fim. Os objetivos visados
pelas pessoas obedecem a uma hierarquia, na qual um nível é considerado fim em relação ao
nível mais baixo e é considerado meio em relação ao de ordem maior.




e) Racionalidade administrativa: Há uma racionalidade no comportamento administrativo,
pois é planejado e orientado no sentido de alcançar objetivos da maneira mas adequada. Os
processos decisórios, pois consistem na definição de métodos rotineiros para selecionar e
determinar os cursos de ação adequados e na sua comunicação as pessoas por eles afetados.


f) Influência organizacional: A organização retira de seus participantes a faculdades de decidir
sobre certos assuntos e a substituir por um processo decisório próprio, previamente
estabelecido e rotinizado. As decisões que a organização toma pelo individuo consistem em:


a) Divisão de tarefas: a organização limita o trabalho de cada pessoa para certas atividades e
função especifica, que são seus cargos.


b) Padrões de desempenho: A organização define padrões que servem de guia e orientação
para o comportamento racional das pessoas e para a atividade de controle pela organização.


c) Sistema de autoridade: A organização influencia e condicionar o comportamento das
pessoas através da hierarquia formal e do sistema informal de influenciação das pessoas.


d) Canais de comunicação: A organização proporciona todas as informações vitais no
processo decisório das pessoas.


e) Treinamento e doutrinação: A organização treina e condiciona nas pessoas os critérios de
decisões que ela pretende manter.


                              HOMEM ADMINISTRATIVO


Para que seja tomadas decisões a organização procura por variedades de informações
permitindo assim uma melhor escolha em alternativas que nem sempre são reveladas em um
todo. A capacidade de coletar estas informações por base da organização é bastante limitada.
Por isso o tomador de decisão nem sempre tem condições de analisar e procurar todas essas
informações. Nesta maneira o comportamento administrativo não é otimizante ele não procura
a melhor maneira e sim a maneira satisfatória entre todas que conseguiu comparar. O
comportamento de buscar as melhores opções de uma organização acaba quando ela encontra
um padrão considerado aceitável ou razoavelmente bom.
Cada pessoa é um individuo que se contenta, para satisfação não é necessário o Maximo
absoluto, mas sim o contentamento obtido em suas limitações. Com isso temos o conceito do
homem econômico, ou seja: suas aspirações são objetivas procurando a melhor maneira de
fazer.
O processo decisorial típico do homem administrativo é explicado da seguinte forma.
- O tomador e decisões evita a incerteza e segue as regras conforme a padronização da
organização para tomar decisões.
-Ele as mantém inalteradas as regras e as define somente quando sobre pressão ou crise
-Quando o ambiente muda e ocorre o processo decisório ela tenta utilizar o seu modelo atual
para lidar com as condições modificadas.
Algumas organizações possuem departamento especializado em inovação e desenvolvimento
mesmo quando tudo está funcionando bem. Esses departamentos não levam a organização a
um ótimo desenvolvimento, mas procuram sempre atingir a satisfação da organização para
que haja uma melhoria continua.


                       COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL


È o estudo da dinâmica das organizações e como os indivíduos se comportam dentro delas,
para alcançar seus objetivos todos devem trabalhar com um mesmo pensamento, com
cooperação e esforços a fim de um bem comum, por essa razão a organização caracteriza-se
por divisão de trabalho e hierarquia. Do mesmo modo que as pessoas dentro de uma
organização têm expectativas, as organizações também esperam das pessoas seus maiores
resultados quanto suas atividades, desenvolvimento e comprometimento. As pessoas
ingressam em uma organização para satisfazer suas necessidades por outro lado a organização
espera o retorno dessas pessoas desenvolvendo suas atividades adequadamente. Assim ocorre
a união entre pessoas e organizações o que se dá o nome de processo de reciprocidade. As
pessoas estão dispostas a cooperar desde que as suas atividades contribuam diretamente para o
alcance de seus objetivos pessoais.


CONFLITO ENTRE OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS E INDIVIDUAIS
Os behavioristas indicam que o conflito entre os objetivos que as organizações buscam atingir
e os que individualmente cada participante pretende alcançar nem sempre se deu muito bem.
Os autores behavioristas têm feito distinções entre problema, dilema, e conflito. Um problema
envolve uma dificuldade que pode ser solucionada dentro de um quadro de referência
formulado pela organização, pelos precedentes utilizados, pela solução ou pela aplicação de
diretrizes existentes; um dilema não é susceptível de solução dentro das suposições contidas
explicita ou implicitamente em sua apresentação, ele requer reformulação e inovação na sua
abordagem; um conflito significa um colapso nos mecanismos decisórios normais, em virtude
do qual um indivíduo ou grupo experimenta dificuldades na escolha de uma alternativa de
ação. Existe o conflito quando um indivíduo o grupo se defronta com um problema de decisão
entre duas alternativas incompatíveis entre si ou adota uma e se contrapõe outra ou vice-versa.
Segundo Cris Argyris, a estrutura, a liderança diretiva e os regulamentos e controles
administrativos existentes nas organizações são inadequadas para os indivíduos maduros, pelo
qual, pode existir um conflito entre indivíduo e organização. Os princípios de organização
formal fazem exigências aos indivíduos quais as compõem.
Algumas dessas exigências são incongruentes com as necessidades dos indivíduos, daí
surgindo à frustração, o conflito, o malogro e a curta perspectiva temporal como resultantes
previstos dessas incongruências. Embora; é perfeitamente possível a integração das
necessidades individuais de auto-expressão com os requisitos de produção de uma
organização; as organizações que apresentam um alto grau de integração entre objetivos
individuais e organizacionais são mais produtivos do que as outras e; ao invés de reprimir o
desenvolvimento e o potencial do indivíduo, as organizações podem contribuir para sua
melhoria.
A responsabilidade pela integração de objetivos organizacionais e pessoais recai sobre a alta
administração. A interdependência entre as necessidades do indivíduo e da organização é
imensa, seus objetivos estão unidos, em ambas as partes devem contribuir mutuamente para o
alcance de seus respectivos objetivos.


             APRECIAÇÃO CRITICA A TEORIA COMPORTAMENTAL


A contribuição da Teoria Comportamental é incalculável, embora apresente, segundo os
críticos, algumas fragilidades na sua aplicação. Veja algumas críticas (tanto positivas quanto
negativas) da Teoria Comportamental:
Entre elas podemos citar:


                                  ÊNFASE NAS PESSOAS


a) A Teoria Comportamental realinhou e redefiniu a postura das pessoas no âmbito
organizacional, sob uma roupagem mais democrática e humana.
b) Abordagem mais descritiva e menos prescritiva.
A Teoria Comportamental é a mais descritiva das Teorias até então estudadas, uma vez que
ela se preocupou em explicar, sem ditar normas ou princípios. Vale salientar que a análise
descritiva mostra o que é a análise prescritiva mostra o que deve ser.
Enquanto a abordagem da Teoria Clássica e Neoclássica e da Teoria das relações Humanas
era prescritiva e normativa (preocupação em prescrever como lidar com os problemas
administrativos, ditando princípios ou normas de alteração, o que deve e o que não deve ser
feito).
A abordagem da Teoria comportamental é predominantemente descritiva e explica
(preocupação em explicar, sem ditar princípios ou normas de atuação).
Porém, muito embora a análise descritiva seja predominante no estudo comportamental
organizacional, nota- se certa tendência para uma posição prescritiva, enfatizando o que é
“melhor para as organizações e para as pessoas que nelas trabalham como é o caso da Teoria
Y.
c) Relatividade das Teorias de Motivação
Segundo a crítica há um vácuo sobre a existência das necessidades humanas. Questões críticas
sobre as teorias da motivação permanecem ainda sem respostas convincentes:
- Como validar a existência das necessidades humanas? Elas são reais?
- Em que extensão é legitimo usar as necessidades como variáveis independentes? Elas
realmente explicam o comportamento?
- Se as necessidades existem, por que elas devem ser satisfeitas dentro das organizações
industriais? Por que não podem ser satisfeitas fora do trabalho?
- Elas realmente explicam o comportamento humano?
d) A Organização como um Sistema de Decisões
A visão da organização como um sistema permeado de decisões constitui um passo
importante para a compreensão da dinâmica do comportamento humano nas organizações.
ESTUDO DE CASO


IKESAKI COSMÉTICOS


Há 47 anos a Ikesaki Cosméticos assumiu o compromisso de ser um canal de credibilidade
entre a indústria de beleza e os clientes: profissionais e consumidores. E mesmo após mais de
um milhão de clientes, tem o comprometimento de continuar sendo a loja dos profissionais de
beleza.
Para manter o ritmo de evolução e pioneirismo, a Ikesaki Cosméticos, está sempre em busca
de novas tecnologias, em sintonia com a indústria e com os profissionais de beleza do Brasil e
do mundo. Pois acredita que a conquista da liderança no mercado se dá com aprendizado
contínuo, trabalho árduo e respeito à comunidade.
Tudo isso para compartilhar com os clientes de todo o país, por meio de suas lojas na capital
paulista, televendas e vendas externas, o que há de melhor em perfumaria, cosméticos,
produtos de:
Higiene pessoal, acessórios, e equipamentos profissionais. Pois juntos, conectados e
integrados, com visão em crescer ainda mais o mercado de beleza no Brasil transformando-o
em fonte de criação e negócios.


REUNIÕES AO ABRIR A LOJA


Intuito de motivar os funcionários e criar um bom relacionamento entre os mesmos, com
ênfase em maior produção de vendas e qualidade no trabalho.


AGRADECIMENTO AOS SETORES PELAS METAS


Através de agradecimentos os colaboradores se - sentem mais motivados e trabalham com
mais eficaz e rapidez, valorizando o profissional, mostrando-se satisfeito, mesmo com baixa
remuneração.


MODO DE TRATAR COLABORADORES
Sempre chama os colaboradores de equipe deixando como um todo, ou seja, a empresa é uma
peça só para serem alcançadas as expectativas esperadas todos devem trabalhar juntos, e
nunca são chamados de grupo onde cada um faz sua parte.


ATENÇÃO PARA CLIENTES


Tem uma orientação e aconselhamento profissional de técnicos e cabeleireiros preparados
para tirar duvidas e aconselhar sobre como obter o melhor resultado ao utilizar os produtos
adquiridos deixando uma satisfação de auto-realização.


PLANO DE CARREIRA


Operador de caixa para fiscal de caixa, atendente para encarregada, encarregado para
supervisor, supervisor para gerente.
Treinamentos e incentivo ao uso do uniforme, maquiagem e cabelos bem arrumados.


IKESAKI X TEORIA COMPORTAMENTAL DA ADMINISTRAÇÃO


A maneira como a empresa Ikesaki Cosméticos administra seus funcionários está bem
próxima da teoria comportamental da administração, devido suas atitudes e decisões tomadas
ao longo do trajeto da empresa. Podemos identificar isto através da iniciativa de motivar seus
funcionários a um bom relacionamento entre si, a maior produção de vendas e qualidade no
trabalho, agradecendo e motivando ainda mais o cumprimento de metas e tratando seus
funcionários como parte de um todo dentro da empresa, não apenas como um método de
produção.
CONCLUSÃO


A teoria comportamental marca a mais profunda influência das ciências do comportamento na
administração e assenta-se em novas proposições para a motivação humana. O administrador
deve conhecer os mecanismos motivacionais para dirigir adequadamente as organizações. A
teoria comportamental enfatiza o Processo Decisorial, em que todo indivíduo é tomador de
decisões. As organizações caracterizam-se por um conflito de objetivos individuais e
organizacionais, e conforme as organizações pressionam para alcançar seus objetivos ela
privam os indivíduos da satisfação de seus objetivos pessoais e vice-versa. Para diminuir
esses conflitos são apresentados pela teoria comportamental alguns modelos e proposições, a
fim de garantir um melhor relacionamento entre empresa-funcionário e desta forma aumentar
cada vez mais a produtividade da empresa.
Para que uma organização consiga êxito em seus objetivos é necessário que esta esteja mais
próxima dos conceitos apresentados pela teoria comportamental, aplicando adequadamente as
proposições oferecidas por esta teoria.
REFERÊNCIAS


CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 6ª Ed. Rio de
janeiro: Elsevier, 2000.
ANEXOS

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Teoria comportamental da administração

  • 1. UNIVERSIDADE GUARULHOS TEORIA COMPORTAMENTAL DA ADMINISTRAÇÃO ANILSON, ÂNGELA, AMANDA, LAÍSA E LIDIANE ITAQUAQUECETUBA 09/2012
  • 2. ANILSON, ÂNGELA, AMANDA, LAÍSA E LIDIANE TEORIA COMPORTAMENTAL DA ADMINISTRAÇÃO Trabalho apresentado à Professora Lidiane Barbosa da disciplina Teoria Geral da Administração da turma HAD2011021NA520, turno noturno do curso de Administração. UNIVERSIDADE GUARULHOS Itaquaquecetuba - 10/2012
  • 3. INTRODUÇÃO Teoria comportamental da administração é a importância do comportamento organizacional, o estudo do comportamento humano. No conceito de administração, as funções básicas de uma empresa, de acordo com a teoria clássica são prever, organizar, comandar, coordenar e controlar e são aplicados a qualquer tipo de organização. A teoria comportamental (ou teoria behaviorista) da administração trouxe uma nova concepção e um novo enfoque dentro da teoria administrativa: a abordagem das ciências do comportamento, o abandono das posições normativas e prescritivas das teorias anteriores (teoria clássica, das relações humanas e da burocracia). A abordagem comportamental, segundo Chiavenato (2003), é caracterizada por ser decorrência da Teoria das Relações Humanas. Assim, sua ênfase ainda se encontra no comportamento humano, porém, leva em consideração o contexto organizacional, de forma mais ampla, abrangendo a influência desse comportamento na organização como um todo e as perspectivas das pessoas diante das organizações. As características da teoria comportamental da administração são a ênfase nas pessoas, preocupação com o comportamento organizacional e estudo do comportamento humano. Acredita-se que a teoria comportamental da administração inicia-se com Hebert Alexander Simon, em 1947 com o livro O Comportamento Administrativo, no qual foram apresentadas novas colocações, o que trouxe novos conceitos ao tratamento do processo de tomada de decisões e aos limites da racionalidade. De acordo com Chiavenato (2003), as experiências que deram base a Teoria Comportamental surgiram ainda na Teoria das Relações Humanas e ainda considera alguns conceitos dessa teoria, porém a Teoria Comportamental critica tanto a Teoria Clássica, que dá muita ênfase nas tarefas, como as Teorias das Relações Humanas, que dão muita ênfase nas pessoas. A Teoria Comportamental mostra-se completamente oposta aos conceitos formais e à posição rígida e mecânica da Teoria Clássica.
  • 4. NOVAS PROPOSIÇÕES SOBRE A MOTIVAÇÃO HUMANA Os behavioristas acreditavam que a partir do momento que se toma conhecimento das necessidades humanas, pode-se melhorar a qualidade do trabalho utilizando a motivação nas organizações. Teoria da motivação humana está organizada e disposta em níveis e é apresentada em uma hierarquia, como segue abaixo em ordem crescente: Necessidades fisiológicas: estas estão relacionadas à sobrevivência do indivíduo. Constituem a alimentação, o sono e o repouso, o desejo sexual etc., que são as prioridades do homem. Necessidade de segurança: é uma grande importância no comportamento humano e está relacionada à remuneração e benefícios, condições de segurança de trabalho e estabilidade no emprego. Necessidades sociais: são as necessidades de associação, participação, aceitação dos companheiros, troca de amizades, afeto e amor. Necessidades de estima: envolvem a auto-apreciação, a autoconfiança, necessidade de aprovação social, respeito, prestígio e consideração. Necessidade de auto-realização: são as necessidades humanas mais elevadas e estão no topo da hierarquia. Estão relacionadas à realização do próprio potencial e do auto-desenvolvimento contínuo. TEORIA DOS DOIS FATORES DE HERZBERG Para Frederick Herzberg (apud. Chiavenato, 2003), o comportamento humano poderia ser explicado por dois fatores independentes descritos a seguir: Fatores higiênicos ou extrínsecos: são os que se localizam no ambiente em torno das pessoas e abrangem as condições nas quais desempenham seu trabalho. Como essas condições são decididas pela empresa, os fatores higiênicos estão fora do controle dos trabalhadores. Esses fatores podem ser: o salário, benefícios sociais, tipos de chefia, supervisão, condições físicas de trabalho, as políticas e diretrizes da empresa. Quando esses fatores são péssimos ou precários, eles provocam a insatisfação dos empregados. Fatores motivacionais ou intrínsecos: são os fatores relacionados com o conteúdo do cargo e com a natureza das tarefas que o trabalhador executa no seu típico dia de trabalho. Esses fatores dependem das tarefas que os trabalhadores realizam no seu trabalho. O impacto dos fatores motivacionais sobre o comportamento das pessoas é muito profundo e estável, pois quando são ótimos provocam a satisfação, mas quando são precários não a alcançam.
  • 5. ESTILOS DE ADMINISTRAÇÃO Segundo Chiavenato (2003), a teoria comportamental oferece muitos estilos de administração. Os estilos de administração dependem da idéia de natureza humana que os administradores utilizam dentro das empresas. McGregor distinguiu duas concepções antagônicas de administrar que em sua opinião são típicas da visão gerencial dos funcionários: a teoria X (tradicional) e a Teoria Y (moderna). A teoria X, segundo Motta (1991), corresponde à teoria tradicional e mecanicista da Administração Científica. Essa teoria parte do pressuposto errôneo da natureza humana, de que o homem é um indolente e preguiçoso por natureza, que não gosta de trabalhar e só trabalha pelo fator econômico. Ele não tem a ambição de crescer na empresa, nem de assumir responsabilidades, porque isso lhe traria riscos, preferindo, portanto, ser dirigido, já que isso lhe traria segurança. McGregor também formulou a Teoria Y, que pode ser sintetizada da seguinte forma: o homem não tem desprazer em trabalhar. As pessoas não são, de forma inerente, resistentes às necessidades das organizações e elas se tornam assim por sua experiência negativa em outras organizações. O homem tem a capacidade de aprender e de imaginar, e ainda sob certas condições, de procurar responsabilidades. SISTEMAS DA ADMINISTRAÇÃO A administração nunca é igual em todas as empresas, pois depende de inúmeras variáveis. Abaixo é apresentado um esquema considerando quatro variáveis: processo decisório, sistema de comunicação, relacionamento interpessoal e sistema de recompensas. Sistema 1: Autoritário-Coercitivo: Este sistema retrata o controle de forma muito rígida todos os acontecimentos da empresa. Caracteriza-se por um processo decisório centrado apenas no topo da organização. O sistema de comunicação é precário, ocorre sempre de forma vertical, no sentido descendente. Não há comunicações laterais, e estas são vistas como prejudiciais aos objetivos da empresa, sendo vetadas as organizações informais. O sistema de recompensas e punições frisa as punições como o melhor meio de as pessoas obedecerem a risca as regras e as tarefas. Tornando, assim, um ambiente pesado. As recompensas são
  • 6. materiais e salariais, porém, raramente acontecem. São exemplos desse sistema as empresas de construção industrial, na qual usam mão-de-obra intensa e de nível baixo. Sistema 2: Autoritário-benevolente: É um sistema semelhante ao sistema 1, porém, é menos rígido. O processo decisório ainda se encontra na cúpula administrativa, mas pequenas decisões de natureza rotineira e simples são permitidas. O mesmo ocorre com o sistema de comunicação, este continua precário, porém, a cúpula facilita um pouco comunicações ascendentes e laterais. Há um acréscimo pequeno de confiança nas pessoas promovendo o relacionamento interpessoal. Ainda há ênfase nas punições, porém oferece recompensas salariais e raramente simbólicas. Encontramos este sistema em escritórios de indústrias, na produção das empresas, onde existe uma mão-de-obra mais especializada. Sistema 3: Consultivo: Este sistema representa um grande avanço para o lado participativo, que é um último sistema. O processo decisório, portanto, é do tipo participativo e consultivo, ou seja, os demais níveis hierárquicos participam das decisões e dado importância as opiniões deles, porém, ainda sob controle da cúpula. A confiança nos funcionários é mais elevada, o que faz a empresa criar sistemas para facilitar, relativamente, a comunicação. Ocorrem raramente punições e dada ênfase as recompensas materiais. Encontramos este sistema nas empresas mais organizadas e avançadas, como bancos e financeiras. Sistema 4: Participativo: Caracteriza-se por ser o mais democrático e aberto. Apesar de cúpula administrativa ainda definir as diretrizes e controlar os resultados, o processo decisório é totalmente descentralizado aos níveis inferiores. As comunicações já fluem facilmente e são vistas como um meio positivo e eficiente. O ambiente é de completa confiança, com participação e envolvimento grupal. As recompensas são simbólicas e matérias e raramente ocorrem punições. Quanto mais próximo do sistema quatro a empresa estiver, maior será a chance de alta produtividade. A ORGANIZAÇÃO COMO UM SISTEMA DE DECISÕES O comportamento humano nas organizações é visualizado de maneira diferente pelas varias teorias de administração.
  • 7. a) Teoria clássica da administração: considera os indivíduos participantes das organizações instrumentos passivos cuja produtividade varia e pode ser elevada mediante incentivos financeiros ( remuneração de acordo com a produção) e condições físicas ambientais de trabalhos favoráveis. É uma posição simplista e mecanicista. b) Teoria das relações humanas: considera os indivíduos participantes da organização possuidores de necessidades, atitudes, valores e objetivos pessoais que precisam ser identificados, estimulados e compreendidos para obter sua participação na organização, condição básica para sua eficiência. É uma posição limitada. c) Teoria comportamental: os indivíduos participantes da organização percebem, raciocinam, agem racionalmente e decidem a sua participação ou a não- participação na organização como tomadores de opinião e decisão e solucionadores de problemas. A organização é um sistema de decisões que cada pessoa participa consciente e racionalmente, escolhendo e decidindo entre alternativas mais ou menos racionais que se lhes apresentam de acordo com sua personalidade, motivação e atitudes. Os processos de percepção das situações e o raciocínio são básicos para a explicação do comportamento humano nas organizações: o que uma pessoa aprecia e deseja influencia o que ela aprecia e deseja. Em outros termos, a pessoa decide em função de sua percepção das situações. Em resumo, as pessoas são processadores de informação, criadores de opinião e tomadores de decisão. TEORIA DAS DECISÕES Decisão é o processo de analise e escolha entre as alternativas disponíveis de cursos de ação que pessoa devera seguir. A decisão envolve seis elementos, a saber. 1. Tomador de decisões: é a pessoa que faz uma escolha ou opção entre varias alternativas futuras de ação. 2. Objetivos: são os objetivos que o tomador de decisões pretende alcançar com suas ações. 3. Preferências: São os critérios que o tomados de decisões usa para fazer sua escolhas 4. Estratégia: é o custo de ação que o tomador de decisão escolhe para atingir seus objetivos. O custo de ação é o caminho escolhido e depende dos recursos do que pode dispor. 5. Situação: são os aspectos do ambiente que envolve o tomador de decisão, alguns deles fora do seu controle, conhecimento ou compreensão e que afetam suas escolhas.
  • 8. 6. Resultado: é a conseqüência ou resultante de uma dada estratégia. O tomador de decisão esta inserido em uma situação, pretende alcançar objetivo, tem preferências pessoais e segue estratégias (curso de ação) para alcançar resultados. A decisão envolve uma opção. O processo de seleção pode ser uma ação reflexa condicionada (como digitar as teclas do computador) ou produto de raciocínio, planejamento ou projeção para o futuro. O tomador de decisão escolhe uma alternativa entre outras: se ele escolhe os meios apropriados para alcançar um determinado objetivo, sua decisão é racional. A racionalidade reside na escolha dos meios (estratégia) adequados para o alcance de determinados fins (objetivos), a fim de obter os melhores resultados. Porém, as pessoas comportam-se racionalmente apenas em função daqueles aspectos da situação que conseguem perceber e tomar conhecimento (cognição). Os demais aspectos da situação que não são percebidos ou não são conhecidos pelas pessoas – embora existam na realidade- não interferem em suas decisões. A esse fenômeno dá-se o nome de racionalidade limitada:as pessoas tomam decisões racionais (adequação de meios-fins) apenas em relação aos aspectos da situação que conseguem perceber e interpretar. ETAPAS DO PROCESSO DECISORIAL O processo decisorial é complexo e depende das características pessoais do tomador de decisões, da situação em que está envolvido e da maneira como percebe a situação. O processo decisorial exige sete etapas, a saber: 1)Percepção da situação que envolve algum problema 2)Análise e definição do problema 3)Definição dos objetivos 4)Procura de alternativas de soluções ou de curso de ação 5)Escolha (seleção) da alternativa mais adequada ao alcance dos objetivos 6)Avaliação e comparação das alternativas 7)Implementação das alternativas escolhidas Cada etapa influencia as outras e todo o processo. Nem sempre as etapas são seguidas a risca. Se a pressão for muito forte para uma solução imediata as etapas 3,5 e 7 podem ser abreviadas
  • 9. ou suprimidas. Quando não há pressão, algumas etapas podem ser ampliadas ou estendidas no tempo. DECORRÊNCIA DA TEORIA DAS DECISÕES O processo decisorial permite solucionar problemas ou defrontar-se com a situação. A subjetividade nas decisões individuais é enorme. Simon da alguns recados. a) Racionalidade limitada: ao tomar decisões, a pessoa precisaria de um grande numero de informações a respeito da situação, para que pudesse analisá-las e avaliá-las. Como isto esta alem da capacidade individual de coleta e analise, a pessoa toma decisões através de pressuposições, isto é, de premissa que ela assume subjetivamente e nas quais baseia na sua escolha. As decisões relacionam-se como uma parte da situação ou com apenas alguns aspectos dela. b) Imperfeição das decisões: não existem decisões perfeitas: apenas umas são melhores do que as outras quanto ao resultado reais que produzem. Para proceder de maneira racional nas suas ações, a pessoa precisa escolher dentre as diferentes alternativas as que se diferenciam pelos seus resultados; estes, por sua vez, devem estar ligados aos objetivos que a organização pretende atingir. O processo decisório racional implica a comparação de caminhos (curso de ação) através da avaliação prévia dos resultados decorrentes de cada um e do confronto entre tais resultados e os objetivos que se deseja atingir. O critério norteador na decisão é a eficiência, isto é, a obtenção de resultados máximos em recursos mínimos. c) Relatividade das decisões: no processo decisorial, a escolha de uma alternativa implica na renúncia das demais alternativas e a criação de uma seqüência de novas alternativas ao longo do tempo. A esses leques de alternativas em cada decisão dá-se o nome de arvore de decisão. Toda decisão é, até certo ponto, uma acomodação, pois a alternativas disponíveis, estabelecendo o nível que se pode atingir na consecução de um objetivo. Este nível nunca é ótimo, mas apenas satisfatório. d) Hierarquização das decisões: o comportamento é planejado quando é guiado por objetivos. Há uma hierarquia para distinguir o que é um meio e o que é um fim. Os objetivos visados
  • 10. pelas pessoas obedecem a uma hierarquia, na qual um nível é considerado fim em relação ao nível mais baixo e é considerado meio em relação ao de ordem maior. e) Racionalidade administrativa: Há uma racionalidade no comportamento administrativo, pois é planejado e orientado no sentido de alcançar objetivos da maneira mas adequada. Os processos decisórios, pois consistem na definição de métodos rotineiros para selecionar e determinar os cursos de ação adequados e na sua comunicação as pessoas por eles afetados. f) Influência organizacional: A organização retira de seus participantes a faculdades de decidir sobre certos assuntos e a substituir por um processo decisório próprio, previamente estabelecido e rotinizado. As decisões que a organização toma pelo individuo consistem em: a) Divisão de tarefas: a organização limita o trabalho de cada pessoa para certas atividades e função especifica, que são seus cargos. b) Padrões de desempenho: A organização define padrões que servem de guia e orientação para o comportamento racional das pessoas e para a atividade de controle pela organização. c) Sistema de autoridade: A organização influencia e condicionar o comportamento das pessoas através da hierarquia formal e do sistema informal de influenciação das pessoas. d) Canais de comunicação: A organização proporciona todas as informações vitais no processo decisório das pessoas. e) Treinamento e doutrinação: A organização treina e condiciona nas pessoas os critérios de decisões que ela pretende manter. HOMEM ADMINISTRATIVO Para que seja tomadas decisões a organização procura por variedades de informações permitindo assim uma melhor escolha em alternativas que nem sempre são reveladas em um todo. A capacidade de coletar estas informações por base da organização é bastante limitada. Por isso o tomador de decisão nem sempre tem condições de analisar e procurar todas essas
  • 11. informações. Nesta maneira o comportamento administrativo não é otimizante ele não procura a melhor maneira e sim a maneira satisfatória entre todas que conseguiu comparar. O comportamento de buscar as melhores opções de uma organização acaba quando ela encontra um padrão considerado aceitável ou razoavelmente bom. Cada pessoa é um individuo que se contenta, para satisfação não é necessário o Maximo absoluto, mas sim o contentamento obtido em suas limitações. Com isso temos o conceito do homem econômico, ou seja: suas aspirações são objetivas procurando a melhor maneira de fazer. O processo decisorial típico do homem administrativo é explicado da seguinte forma. - O tomador e decisões evita a incerteza e segue as regras conforme a padronização da organização para tomar decisões. -Ele as mantém inalteradas as regras e as define somente quando sobre pressão ou crise -Quando o ambiente muda e ocorre o processo decisório ela tenta utilizar o seu modelo atual para lidar com as condições modificadas. Algumas organizações possuem departamento especializado em inovação e desenvolvimento mesmo quando tudo está funcionando bem. Esses departamentos não levam a organização a um ótimo desenvolvimento, mas procuram sempre atingir a satisfação da organização para que haja uma melhoria continua. COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL È o estudo da dinâmica das organizações e como os indivíduos se comportam dentro delas, para alcançar seus objetivos todos devem trabalhar com um mesmo pensamento, com cooperação e esforços a fim de um bem comum, por essa razão a organização caracteriza-se por divisão de trabalho e hierarquia. Do mesmo modo que as pessoas dentro de uma organização têm expectativas, as organizações também esperam das pessoas seus maiores resultados quanto suas atividades, desenvolvimento e comprometimento. As pessoas ingressam em uma organização para satisfazer suas necessidades por outro lado a organização espera o retorno dessas pessoas desenvolvendo suas atividades adequadamente. Assim ocorre a união entre pessoas e organizações o que se dá o nome de processo de reciprocidade. As pessoas estão dispostas a cooperar desde que as suas atividades contribuam diretamente para o alcance de seus objetivos pessoais. CONFLITO ENTRE OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS E INDIVIDUAIS
  • 12. Os behavioristas indicam que o conflito entre os objetivos que as organizações buscam atingir e os que individualmente cada participante pretende alcançar nem sempre se deu muito bem. Os autores behavioristas têm feito distinções entre problema, dilema, e conflito. Um problema envolve uma dificuldade que pode ser solucionada dentro de um quadro de referência formulado pela organização, pelos precedentes utilizados, pela solução ou pela aplicação de diretrizes existentes; um dilema não é susceptível de solução dentro das suposições contidas explicita ou implicitamente em sua apresentação, ele requer reformulação e inovação na sua abordagem; um conflito significa um colapso nos mecanismos decisórios normais, em virtude do qual um indivíduo ou grupo experimenta dificuldades na escolha de uma alternativa de ação. Existe o conflito quando um indivíduo o grupo se defronta com um problema de decisão entre duas alternativas incompatíveis entre si ou adota uma e se contrapõe outra ou vice-versa. Segundo Cris Argyris, a estrutura, a liderança diretiva e os regulamentos e controles administrativos existentes nas organizações são inadequadas para os indivíduos maduros, pelo qual, pode existir um conflito entre indivíduo e organização. Os princípios de organização formal fazem exigências aos indivíduos quais as compõem. Algumas dessas exigências são incongruentes com as necessidades dos indivíduos, daí surgindo à frustração, o conflito, o malogro e a curta perspectiva temporal como resultantes previstos dessas incongruências. Embora; é perfeitamente possível a integração das necessidades individuais de auto-expressão com os requisitos de produção de uma organização; as organizações que apresentam um alto grau de integração entre objetivos individuais e organizacionais são mais produtivos do que as outras e; ao invés de reprimir o desenvolvimento e o potencial do indivíduo, as organizações podem contribuir para sua melhoria. A responsabilidade pela integração de objetivos organizacionais e pessoais recai sobre a alta administração. A interdependência entre as necessidades do indivíduo e da organização é imensa, seus objetivos estão unidos, em ambas as partes devem contribuir mutuamente para o alcance de seus respectivos objetivos. APRECIAÇÃO CRITICA A TEORIA COMPORTAMENTAL A contribuição da Teoria Comportamental é incalculável, embora apresente, segundo os críticos, algumas fragilidades na sua aplicação. Veja algumas críticas (tanto positivas quanto negativas) da Teoria Comportamental:
  • 13. Entre elas podemos citar: ÊNFASE NAS PESSOAS a) A Teoria Comportamental realinhou e redefiniu a postura das pessoas no âmbito organizacional, sob uma roupagem mais democrática e humana. b) Abordagem mais descritiva e menos prescritiva. A Teoria Comportamental é a mais descritiva das Teorias até então estudadas, uma vez que ela se preocupou em explicar, sem ditar normas ou princípios. Vale salientar que a análise descritiva mostra o que é a análise prescritiva mostra o que deve ser. Enquanto a abordagem da Teoria Clássica e Neoclássica e da Teoria das relações Humanas era prescritiva e normativa (preocupação em prescrever como lidar com os problemas administrativos, ditando princípios ou normas de alteração, o que deve e o que não deve ser feito). A abordagem da Teoria comportamental é predominantemente descritiva e explica (preocupação em explicar, sem ditar princípios ou normas de atuação). Porém, muito embora a análise descritiva seja predominante no estudo comportamental organizacional, nota- se certa tendência para uma posição prescritiva, enfatizando o que é “melhor para as organizações e para as pessoas que nelas trabalham como é o caso da Teoria Y. c) Relatividade das Teorias de Motivação Segundo a crítica há um vácuo sobre a existência das necessidades humanas. Questões críticas sobre as teorias da motivação permanecem ainda sem respostas convincentes: - Como validar a existência das necessidades humanas? Elas são reais? - Em que extensão é legitimo usar as necessidades como variáveis independentes? Elas realmente explicam o comportamento? - Se as necessidades existem, por que elas devem ser satisfeitas dentro das organizações industriais? Por que não podem ser satisfeitas fora do trabalho? - Elas realmente explicam o comportamento humano? d) A Organização como um Sistema de Decisões A visão da organização como um sistema permeado de decisões constitui um passo importante para a compreensão da dinâmica do comportamento humano nas organizações.
  • 14. ESTUDO DE CASO IKESAKI COSMÉTICOS Há 47 anos a Ikesaki Cosméticos assumiu o compromisso de ser um canal de credibilidade entre a indústria de beleza e os clientes: profissionais e consumidores. E mesmo após mais de um milhão de clientes, tem o comprometimento de continuar sendo a loja dos profissionais de beleza. Para manter o ritmo de evolução e pioneirismo, a Ikesaki Cosméticos, está sempre em busca de novas tecnologias, em sintonia com a indústria e com os profissionais de beleza do Brasil e do mundo. Pois acredita que a conquista da liderança no mercado se dá com aprendizado contínuo, trabalho árduo e respeito à comunidade. Tudo isso para compartilhar com os clientes de todo o país, por meio de suas lojas na capital paulista, televendas e vendas externas, o que há de melhor em perfumaria, cosméticos, produtos de: Higiene pessoal, acessórios, e equipamentos profissionais. Pois juntos, conectados e integrados, com visão em crescer ainda mais o mercado de beleza no Brasil transformando-o em fonte de criação e negócios. REUNIÕES AO ABRIR A LOJA Intuito de motivar os funcionários e criar um bom relacionamento entre os mesmos, com ênfase em maior produção de vendas e qualidade no trabalho. AGRADECIMENTO AOS SETORES PELAS METAS Através de agradecimentos os colaboradores se - sentem mais motivados e trabalham com mais eficaz e rapidez, valorizando o profissional, mostrando-se satisfeito, mesmo com baixa remuneração. MODO DE TRATAR COLABORADORES
  • 15. Sempre chama os colaboradores de equipe deixando como um todo, ou seja, a empresa é uma peça só para serem alcançadas as expectativas esperadas todos devem trabalhar juntos, e nunca são chamados de grupo onde cada um faz sua parte. ATENÇÃO PARA CLIENTES Tem uma orientação e aconselhamento profissional de técnicos e cabeleireiros preparados para tirar duvidas e aconselhar sobre como obter o melhor resultado ao utilizar os produtos adquiridos deixando uma satisfação de auto-realização. PLANO DE CARREIRA Operador de caixa para fiscal de caixa, atendente para encarregada, encarregado para supervisor, supervisor para gerente. Treinamentos e incentivo ao uso do uniforme, maquiagem e cabelos bem arrumados. IKESAKI X TEORIA COMPORTAMENTAL DA ADMINISTRAÇÃO A maneira como a empresa Ikesaki Cosméticos administra seus funcionários está bem próxima da teoria comportamental da administração, devido suas atitudes e decisões tomadas ao longo do trajeto da empresa. Podemos identificar isto através da iniciativa de motivar seus funcionários a um bom relacionamento entre si, a maior produção de vendas e qualidade no trabalho, agradecendo e motivando ainda mais o cumprimento de metas e tratando seus funcionários como parte de um todo dentro da empresa, não apenas como um método de produção.
  • 16. CONCLUSÃO A teoria comportamental marca a mais profunda influência das ciências do comportamento na administração e assenta-se em novas proposições para a motivação humana. O administrador deve conhecer os mecanismos motivacionais para dirigir adequadamente as organizações. A teoria comportamental enfatiza o Processo Decisorial, em que todo indivíduo é tomador de decisões. As organizações caracterizam-se por um conflito de objetivos individuais e organizacionais, e conforme as organizações pressionam para alcançar seus objetivos ela privam os indivíduos da satisfação de seus objetivos pessoais e vice-versa. Para diminuir esses conflitos são apresentados pela teoria comportamental alguns modelos e proposições, a fim de garantir um melhor relacionamento entre empresa-funcionário e desta forma aumentar cada vez mais a produtividade da empresa. Para que uma organização consiga êxito em seus objetivos é necessário que esta esteja mais próxima dos conceitos apresentados pela teoria comportamental, aplicando adequadamente as proposições oferecidas por esta teoria.
  • 17. REFERÊNCIAS CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 6ª Ed. Rio de janeiro: Elsevier, 2000.