Treinamento geral radioproteção

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Treinamento geral radioproteção

  1. 1. LEI DE TRIBONDEAU E BERGONIÉ A radiosensibilidade celular é diretamente proporcional à sua capacidade reprodutiva e inversamente proporcional ao seu grau de especialização. Exemplos: sensíveis: hematopoiéticas resistentes: neurônios
  2. 2. DOSIMETRIA INDIVIDUAL <ul><li>CONCEITO : Determinação </li></ul><ul><li>da Dose Equivalente ( mREM ). </li></ul><ul><li>TEÓRICA : </li></ul><ul><li>H = | X . t | </li></ul><ul><li>PRÁTICA : </li></ul><ul><li>Medida utilizando Dosímetros. </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>Filme Dosimétrico </li></ul><ul><li>TLD (Termo-luminescente) </li></ul><ul><li>Caneta Dosimétrica </li></ul><ul><li>Anel Dosimétrico (TLD) </li></ul>
  3. 3. SIMBOLOGIA DO ÁTOMO A X Z N X - Elemento Químico A - Massa Atômica ( P+ N ) Z - Número Atômico ( Prótons ) N - Número de Neutrons Exemplos: 137 241 60 Cs Am Co 55 82 95 146 27 33
  4. 4. DOSE ABSORVIDA ( D ) <ul><li>CONCEITO : Dose absorvida , </li></ul><ul><li>de qualquer radiação ionizante </li></ul><ul><li>é a quantidade de energia </li></ul><ul><li>absorvida pela matéria por </li></ul><ul><li>unidade de massa . </li></ul><ul><li>Unidades : </li></ul><ul><li>S.I. : Gray (Gy) </li></ul><ul><li>1 Gray (Gy) = 1 Joule/Kg </li></ul><ul><li>Especial : RAD </li></ul><ul><li>1 Gray = 100 RAD </li></ul>
  5. 5. MEDIDOR DE DENSIDADE <ul><li>OBJETIVO : </li></ul><ul><li>Medir e controlar a densidade </li></ul><ul><li>de líquidos e poupas durante o </li></ul><ul><li>fluxo contínuo em tubulações. </li></ul><ul><li>FONTE UTILIZADA : Cs - 137 </li></ul><ul><li>Emissor gama de alta energia </li></ul><ul><li>Meia-vida longa. </li></ul><ul><li>APLICAÇÕES : </li></ul><ul><li>Mineração, Celulose, Química, </li></ul><ul><li>Petroquímica e outros. </li></ul>
  6. 6. MEDIDOR DE DENSIDADE
  7. 7. CLASSIFICAÇÃO DOS EFEITOS BIOLÓGICOS <ul><li>ESTOCÁSTICO </li></ul><ul><li>Acumulativo e Tardio </li></ul><ul><li>A probabilidade de ocorrência </li></ul><ul><li>do dano depende da dose </li></ul><ul><li>Não possui limiar de ocorrência </li></ul><ul><li>Ex.: Câncer, leucemia </li></ul><ul><li>NÃO ESTOCÁSTICO </li></ul><ul><li>Dose única e Imediato </li></ul><ul><li>A severidade do dano é função </li></ul><ul><li>da dose </li></ul><ul><li>Possui limiar de ocorrência </li></ul><ul><li>Ex.: Esterelidade , catarata e </li></ul><ul><li>Síndromes da Radiação </li></ul>
  8. 8. EVOLUÇÃO DOS EFEITOS ORGÂNICOS <ul><li>EFEITOS FÍSICOS </li></ul><ul><li>Ionização e quebra de ligações </li></ul><ul><li>químicas </li></ul><ul><li>Ex.: Moléculas de H 2 O e DNA </li></ul><ul><li>EFEITOS QUÍMICOS </li></ul><ul><li>Indução de novas substâncias </li></ul><ul><li>Ex.: Moléculas de H 2 O 2 </li></ul><ul><li>EFEITOS BIOLÓGICOS </li></ul><ul><li>Morte celular </li></ul><ul><li>Aberração cromossomial </li></ul><ul><li>EFEITOS ORGÂNICOS </li></ul><ul><li>Aparecimento de sintomas </li></ul><ul><li>Ex.: Radiodermite , esterelidade </li></ul><ul><li>câncer e síndromes da radiação. </li></ul>
  9. 9. TIPOS DE DETETORES <ul><li>CÂMARA DE IONIZAÇÃO </li></ul><ul><li>Princ. Funcionamento : Ionização </li></ul><ul><li>Tensão Aplicada : Baixa </li></ul><ul><li>Coleta de ìons : 1 :1 </li></ul><ul><li>Discriminação : Mede energia, não distingue partículas </li></ul><ul><li>Aplicação: Medidores Nucleares </li></ul><ul><li>Vantagem: Medida contínua </li></ul><ul><li>CONTADOR GEIGER-MULLER </li></ul><ul><li>Princ. Funcionamento : Ionização </li></ul><ul><li>Tensão Aplicada : Alta </li></ul><ul><li>Coleta de ìons : Avalanche </li></ul><ul><li>Discriminação : Não mede energia, não distingue partículas </li></ul><ul><li>Aplicação: Monitoração de área </li></ul><ul><li>Vantagem: Portátil </li></ul>
  10. 10. TIPOS DE DETETORES <ul><li>DETETOR PROPORCIONAL </li></ul><ul><li>Princ. Funcionamento : Ionização </li></ul><ul><li>Tensão Aplicada : Média </li></ul><ul><li>Coleta de ìons : Proporcional </li></ul><ul><li>Discriminação : Mede energia e distingue partículas </li></ul><ul><li>Aplicação : Espectrometria gama </li></ul><ul><li>Vantagem : Maior sensibilidade </li></ul><ul><li>DETETOR DE CINTILAÇÃO </li></ul><ul><li>Princ. Funcionamento : Excitação </li></ul><ul><li>Detetor : Cristal de Na I (Tl) </li></ul><ul><li>Coleta de fótons : Foto-multiplicadora </li></ul><ul><li>Discriminação : Não mede energia, não distingue partículas </li></ul><ul><li>Aplicação : Medidores Nucleares </li></ul><ul><li>Vantagem : Alta sensibilidade </li></ul>
  11. 11. MEDIDOR DE UMIDADE <ul><li>OBJETIVO : </li></ul><ul><li>Medir e controlar a umidade </li></ul><ul><li>de produtos em correias </li></ul><ul><li>transportadoras. </li></ul><ul><li>FONTE UTILIZADA : </li></ul><ul><li>Am Be-241 (Amerício -Berílio) </li></ul><ul><li>Emissor de neutrons </li></ul><ul><li>APLICAÇÕES : </li></ul><ul><li>Usinas Siderúrgicas para </li></ul><ul><li>medição de umidade de coque </li></ul><ul><li>na alimentação dos alto-fornos. </li></ul>
  12. 12. MEDIDOR DE NÍVEL <ul><li>OBJETIVO : </li></ul><ul><li>Medir e controlar (sem contato) </li></ul><ul><li>o nível de produtos em vasos, </li></ul><ul><li>reatores, silos e digestores. </li></ul><ul><li>FONTES UTILIZADAS : </li></ul><ul><li>Co-60 (Cobalto) e Cs-137 (Césio) </li></ul><ul><li>Emissores gama (alta energia) </li></ul><ul><li>APLICAÇÕES : </li></ul><ul><li>Produtos cuja medição de </li></ul><ul><li>nível , não possibilite contato </li></ul><ul><li>devido corrosão, granulometria, </li></ul><ul><li>abrasão, alta temperatura , alta </li></ul><ul><li>pressão e incrustação. </li></ul>
  13. 13. MÉTODO DE TRANSMISSÃO
  14. 14. MÉTODO DE RETRO-ESPALHAMENTO
  15. 15. INSPETOR DE NÍVEL <ul><li>OBJETIVO : </li></ul><ul><li>Medir e rejeitar latas e garrafas </li></ul><ul><li>em processos de envasamento </li></ul><ul><li>contínuo. </li></ul><ul><li>FONTE UTILIZADA : </li></ul><ul><li>Am-241 ( Amerício ) </li></ul><ul><li>Emissor gama (baixa energia) </li></ul><ul><li>APLICAÇÕES : </li></ul><ul><li>Fábricas de refrigerantes e cervejarias. </li></ul>
  16. 16. INSPETOR DE NÍVEL
  17. 17. MEDIDOR DE ESPESSURA <ul><li>OBJETIVO : </li></ul><ul><li>Medir e controlar a espessura de </li></ul><ul><li>produtos durante a fabricação. </li></ul><ul><li>FONTES UTILIZADAS: </li></ul><ul><li>Papel e plástico: Emissores Beta </li></ul><ul><li>Kr - 85 (Kriptônio), Sr - 90 (Estrôncio), </li></ul><ul><li>Pm -1 47 (Promécio) e Tl - 210 (Tálio) </li></ul><ul><li>Chapas Metálicas: Emissores gama </li></ul><ul><li>Am - 241 (Amerício), Co-60 (Cobalto), </li></ul><ul><li>Cs -137 (Césio) e Raios X. </li></ul><ul><li>APLICAÇÕES : </li></ul><ul><li>Fábricas de papel , plásticos </li></ul><ul><li>alumínio, chapas de aço e etc. </li></ul>
  18. 18. MEDIDOR DE ESPESSURA
  19. 19. DOCUMENTOS DE TRANSPORTE <ul><li>Ficha de emergência </li></ul><ul><li>Ficha de monitoração da carga e do veículo </li></ul><ul><li>Declaração do expedidor de materiais radioativos </li></ul><ul><li>Envelope de emergência </li></ul><ul><li>Cópia da permissão emitida pela CNEN </li></ul><ul><li>PTR - Permissão de Transferência de Radioisótopos </li></ul><ul><li>PAR - Permissão de Aquisição de Radioisótopos </li></ul><ul><li>PIR - Permissão de Importação de Radioisótopos </li></ul>
  20. 20. REGISTROS E DOCUMENTOS <ul><li>Plano de Radioproteção </li></ul><ul><li>Plano de Transporte </li></ul><ul><li>Permissão para Aquisição de Radioisótopos </li></ul><ul><li>Inventário de fontes Radioativas (identificação) </li></ul><ul><li>Autorização para Operação </li></ul><ul><li>Normas da CNEN </li></ul><ul><li>Correspondências mantidas com órgãos reguladores </li></ul><ul><li>Certificado de Calibração do Medidor de Radiação </li></ul><ul><li>Relatórios de Levantamento Radiométrico </li></ul><ul><li>Registro de ensaios de fuga </li></ul><ul><li>Registro de dados pessoais dos trabalhadores </li></ul><ul><li>Relatório de Dose dos Trabalhadores </li></ul><ul><li>Relatórios de Inspeções e Auditorias </li></ul><ul><li>Fichas Dosimétricas dos Trabalhadores </li></ul><ul><li>Registro de treinamentos ministrados </li></ul><ul><li>Registro de ocorrência de acidentes </li></ul><ul><li>Registro de rejeitos (origem, destino e condições de transporte) </li></ul>
  21. 21. MONITORAÇÃO DO VEÍCULO <ul><li>LIMITES DE TAXA DE DOSE </li></ul><ul><li>Na superfície externa do veículo </li></ul><ul><li>2 mSv/h ( 200 mREM/h ) </li></ul><ul><li>A 2 metros da superfície externa </li></ul><ul><li>0,1 mSv/h ( 10 mREM/h ) </li></ul><ul><li>Locais ocupados por pessoas </li></ul><ul><li>0,02 mSv/h ( 2 mREM/h ) </li></ul><ul><li>OBS.: Caso os ocupantes sejam </li></ul><ul><li>controlados por Dosímetros </li></ul><ul><li>pessoais, este valor poderá </li></ul><ul><li>ser excedido. </li></ul>
  22. 22. TESTES DE EMBALAGENS <ul><li>EMBALAGEM TIPO A </li></ul><ul><li>MEDIDORES NUCLEARES </li></ul><ul><li>Jato D ’ água </li></ul><ul><li>Queda Livre </li></ul><ul><li>Compressão </li></ul><ul><li>Penetração </li></ul><ul><li>EMBALAGEM TIPO B </li></ul><ul><li>IRRADIADORES (GAMAGRAFIA) </li></ul><ul><li>Jato D ’ água </li></ul><ul><li>Queda Livre I </li></ul><ul><li>Queda Livre II </li></ul><ul><li>Compressão </li></ul><ul><li>Penetração </li></ul><ul><li>Mecânico </li></ul><ul><li>Térmico </li></ul><ul><li>Imersão </li></ul>
  23. 23. SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA <ul><li>OBJETIVO : </li></ul><ul><li>Retomada do controle da fonte </li></ul><ul><li>radioativa. </li></ul><ul><li>MÉTODO : </li></ul><ul><li>Baseado no princípio “ALARA” mantendo </li></ul><ul><li>as doses tão baixas quanto possível. </li></ul><ul><li>TIPOS DE ACIDENTES : </li></ul><ul><li>Incendio ou explosão </li></ul><ul><li>Acidente de transporte </li></ul><ul><li>Roubo da Fonte Radioativa </li></ul><ul><li>Avaria da blindagem </li></ul><ul><li>Acidentes com contaminação </li></ul>
  24. 24. TESTES DE FONTES RADIOATIVAS SOB FORMA ESPECIAL <ul><li>NORMA CNEN 5.01 : </li></ul><ul><li>Térmico </li></ul><ul><li>Percussão </li></ul><ul><li>Impacto </li></ul><ul><li>Flexão </li></ul>
  25. 25. LEVANTAMENTO RADIOMÉTRICO <ul><li>OBJETIVO : </li></ul><ul><li>Verificação da integridade da </li></ul><ul><li>blindagem da fonte radioativa. </li></ul><ul><li>MEDIÇÃO : </li></ul><ul><li>Taxa de Exposição ( X ) </li></ul><ul><li>Taxa de Dose Equivalente ( H ) </li></ul><ul><li>UNIDADES : </li></ul><ul><li>Taxa de Exposição : mR/h </li></ul><ul><li>Taxa de Dose Equivalente : mSv/h </li></ul><ul><li>EQUIPAMENTO : </li></ul><ul><li>Medidor de Radiação (Geiger) </li></ul>
  26. 26. ENSAIO DE FUGA OBJETIVO : Verificação da existência de vazamento de material radioativo através da cápsula. TIPO DE ENSAIO : Teste de esfregaço ( wipe test ) LIMITE DE ATIVIDADE : 0,05 mCi ( 1,85 KBq ) APROVAÇÃO : Na análise do material coletado, faz-se a contagem ( medida de atividade ), caso seja inferior ao limite, considera-se que a fonte não apresenta fuga.
  27. 27. TIPOS DE EMBALAGEM EMBALAGEM TIPO A : A1 : Atividade máxima permitida para material radioativo em forma especial. A2 : Atividade máxima permitida para material radioativo em outra forma que não especial. OBS.: Valores de A1 e A2 são obtidos em tabela na norma 5.01. EMBALAGEM TIPO B : Caso os valores da atividade sejam superiores a A1 ou A2 (conforme o caso) a embalagem é classificada como TIPO B
  28. 28. ETIQUETA DE TRANSPORTE
  29. 29. TRANSPORTE DE MATERIAL RADIOATIVO PROCEDIMENTOS A : 1) Embalar a carga, fixando-a a embalagem; 2) Monitorar a embalagem e estabelecer índice de transporte; 3) Preencher as etiquetas da embalagem conforme categoria estabelecida (branco I, amarelo II ou III) 4) Colocar as etiquetas na embalagem (3); 5) Colocar a embalagem no veículo, fixando-a com cordas ou correntes; 6) Monitorar o veículo, incluindo a cabine do motorista; 7) Sinalizar o veículo, laterais e traseira; 8) Preencher os documentos de transporte; 9) Instruir o motorista quanto aos procedimentos básicos na ocorrência de uma emergência.
  30. 30. PRINCÍPIOS BÁSICOS DE RADIOPROTEÇÃO <ul><li>JUSTIFICAÇÃO : </li></ul><ul><li>Qualquer atividade envolvendo radiação deve </li></ul><ul><li>ser justificada em relação a outras alternativas. </li></ul><ul><li>OTIMIZAÇÃO : </li></ul><ul><li>O uso das fontes de radiação devem seguir o </li></ul><ul><li>conceito ALARA, ou seja, as exposições devem </li></ul><ul><li>ser tão baixas quanto razoavelmente exequíveis. </li></ul><ul><li>LIMITAÇÃO DA DOSE INDIVIDUAL : </li></ul><ul><li>As doses individuais de trabalhadores e de </li></ul><ul><li>indivíduos do público não devem exceder os </li></ul><ul><li>limites anuais de dose estipulados na Norma </li></ul><ul><li>CNEN NE 3.01 de 1998. </li></ul><ul><li>LIMITES ANUAIS : </li></ul><ul><li>Trabalhador - 5 REM ( 50 mSv ) </li></ul><ul><li>Indivíduos do público - 0,1 REM ( 1 mSv ) </li></ul>
  31. 31. AUDITORIAS E INSPEÇÕES <ul><li>TÓPICOS ABORDADOS : </li></ul><ul><li>Autorização de Operação emitida pela CNEN </li></ul><ul><li>Permissão de Aquisição / Import. de Radioisótopos </li></ul><ul><li>Cumprimento do Plano de Radioproteção </li></ul><ul><li>Controle Dosimétrico ( ficha individual de controle dosimétrico e relatórios de dose ) </li></ul><ul><li>Medidor de Radiação e Certificado de Calibração do mesmo </li></ul><ul><li>Fonte de Aferição ( Micro - Fonte ) </li></ul><ul><li>Relatórios de Levantamento Radiométrico </li></ul><ul><li>Treinamento ( comprovação de realização de cursos e certificados ) </li></ul><ul><li>Isolamento das áreas restritas </li></ul><ul><li>Sinalização do equipamento e identificação da fonte radioativa ( etiqueta ) </li></ul><ul><li>Nível de radiação na blindagem ( em conformidade ) </li></ul><ul><li>Realização de Teste de Fuga ( caso necessário ) </li></ul><ul><li>Documentos de transporte </li></ul>
  32. 32. PROCEDIMENTOS EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA <ul><li>Os procedimentos a seguir deverão ser </li></ul><ul><li>adotados em toda e qualquer situação de </li></ul><ul><li>emergência: </li></ul><ul><li>Socorrer possíveis acidentados; </li></ul><ul><li>Isolar e sinalizar a área restrita evitando a aproximação de pessoas não autorizadas; </li></ul><ul><li>Contatar o supervisor de radioproteção e os órgãos envolvidos conforme a situação: Ex.: Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária, Polícia Militar; </li></ul><ul><li>Certificar-se de estar utilizando dosímetro pessoal; </li></ul><ul><li>Planejar e simular a retomada do controle da fonte radioativa; </li></ul>
  33. 33. PROCEDIMENTOS EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA <ul><li>Proceder a retomada do controle da fonte radioativa, sempre utilizando o medidor de radiação ( devidamente calibrado ) e se possível, dosímetro de leitura direta ( caneta dosimétrica ), atentando para que as doses recebidas sejam tão baixas quanto possível; </li></ul><ul><li>Identificar os indivíduos do público eventualmente expostos para posterior assistência médica; </li></ul><ul><li>Após o controle da situação, encaminhar os dosímetros pessoais para leitura imediata, avaliando as doses causadas pelo acidente; </li></ul><ul><li>Determinar as causas do acidente e certificar-se que as medidas de precaução serão tomadas para evitar a ocorrência dos mesmos; </li></ul><ul><li>Elaborar e encaminhar relatório detalhado à CNEN, incluindo: causas do acidente, pessoas envolvidas, doses recebidas, medidas de precaução e outros tópicos que julgar necessários. </li></ul>
  34. 34. LEVANTAMENTO RADIOMÉTRICO <ul><li>PROCEDIMENTOS : </li></ul><ul><li>a) Verificar se o medidor de radiação está com a bateria carregada e o certificado de calibração em dia. </li></ul><ul><li>b) Realizar a aferição do medidor de radiação, utilizando uma fonte-teste. </li></ul><ul><li>c) Escolher uma escala adequada, atentando para que os valores lidos correspondam a escala escolhida. </li></ul><ul><li>d) Fazer as respectivas leituras para as seguintes distâncias : </li></ul><ul><li>junto a blindagem </li></ul><ul><li>a 30 cm ( trinta centímetros ) </li></ul><ul><li>e) Anotar as leituras assim como os dados relativos ao equipamento no Formulário de Levantamento Radiométrico. </li></ul><ul><li>f) Encaminhar relatório ao Supervisor de Radioproteção, </li></ul><ul><li>para que seja arquivado. </li></ul><ul><li>OBS.: Utilizar Dosímetro individual </li></ul>
  35. 35. ENSAIO DE FUGA PROCEDIMENTOS : a) Verificar se o medidor de radiação está com a bateria carregada, certificado de calibração em dia e aferido. b) Realizar o Levantamento Radiométrico, certificando-se do bloqueio do feixe de radiação. c) Colocar as luvas, prevenindo a contaminação das mãos, caso haja vazamento. d) Utilizando um cotonete, proceder o esfregaço nas proximidades da fonte radioativa, atentando para não expor-se diretamente ao feixe de radiação. e) Colocar o cotonete em um saco plástico, fechá-lo hermeticamente e proceder uma monitoração, verificando o nível de radiação. f) Identificar o saco plástico com as seguintes informações: identificação da fonte (número de série), radioisótopo, atividade inicial, data da atividade inicial, data do teste de esfregaço. g) Encaminhar o material para análise em laboratório especializado.
  36. 36. ARMAZENAMENTO DE MATERIAL RADIOATIVO O local de armazenamento de fontes radioativas deverá obedecer os seguintes quesitos: a) Ser destinado somente ao armazenamento de fontes radioativas, não devendo as mesmas serem armazenadas em almoxarifado. b) Ser totalmente cercado e provido de tranca que impossibilite o ingresso de pessoas não autorizadas. c) Ser constituído em material não inflamável. d) Ser constituído com material que mantenha os níveis de radiação (taxa de dose equivalente) inferiores ao limite do indivíduo, especificado por Norma. e) Manter as fontes radioativas identificadas, nas suas respectivas embalagens, recipientes ou blindagens. f) Possuir sinalização advertindo quanto a presença de material radioativo, devendo esta sinalização possuir o símbolo internacional de radiação e os seguintes dizeres: PERIGO / MATERIAL RADIOATIVO g) Presença de sistemas de alarmes sonoros e visuais para situações de emergência em locais de armazenamento envolvendo altos níveis de exposição.
  37. 37. PROCEDIMENTOS PARA OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO a) Certificar-se de estar portando o dosímetro individual. b) Proceder o levantamento radiométrico, conforme instruções, antes de iniciar a operação ou manutenção. c) Não permanecer, desnecessariamente, perto da fonte radioativa ( a menos de 0,5 m ). d) Nunca colocar a mão através da abertura da blindagem nem aproximar os olhos dela, especialmente se o obturador inferior estiver aberto; para eventuais operações de limpeza nessas superfícies empregar o utensílio específico para tal finalidade. e) Sempre que o equipamento não estiver sendo usado para a medição do processo, fechar os obturadores.
  38. 38. PROCEDIMENTOS PARA OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO f) No fim da jornada de trabalho ou quando por qualquer motivo o equipamento deve permanecer fora de uso por longo tempo, além da operação do item “c” trancar os obturadores com seus respectivos cadeados. g) A manutenção dos portafonte será feita única e exclusivamente por pessoal de entidade credenciada pela CNEN; as demais operações de manutenção, seja mantida nos medidores ou na máquina de processo, poderão ser executados normalmente pelo pessoal de fábrica, após os obturadores terem sido fechados e trancados com cadeado. h) Diante de qualquer situação que na opinião do operador possa implicar em riscos de exposição, fechar os obturadores e comunicar o fato ao chefe de operação ou ao Supervisor de Radioproteção.
  39. 39. CATEGORIAS DE TRANSPORTE <ul><li>ÍNDICE DE TRANSPORTE : </li></ul><ul><li>Valor da taxa de dose ( mREM/h ), a 1 metro de qualquer ponto da superfície externa da embalagem . </li></ul><ul><li>CATEGORIAS DE TRANSPORTE : </li></ul>
  40. 40. ÁTOMO ( MASSA E CARGA ) MASSA CARGA PRÓTON 1 u.m.a. + 1 NEUTRON 1 u.m.a. 0 ELÉTRON 1 u.m.a. - 1 1840
  41. 41. CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS
  42. 42. LIMITES DE DOSE
  43. 43. PLANO DE RADIOPROTEÇÃO <ul><li>Identificação da instalação e sua direção </li></ul><ul><li>Classificação das áreas </li></ul><ul><li>Descrição da equipe do serviço de radioproteção </li></ul><ul><li>Descrição dos equipamentos de radioproteção </li></ul><ul><li>Descrição das fontes de radiação </li></ul><ul><li>Descrição dos sistemas de controle e segurança </li></ul><ul><li>Função e qualificação dos trabalhadores </li></ul><ul><li>Programa de monitoração ( individual e de área ) </li></ul><ul><li>Gerência de rejeitos </li></ul><ul><li>Estimativa de taxas de dose </li></ul><ul><li>Descrição do serviço e controle médico </li></ul><ul><li>Programa de treinamento </li></ul><ul><li>Descrição dos tipos de possíveis acidentes </li></ul><ul><li>Procedimentos em situações de emergência </li></ul>
  44. 44. ATIVIDADES DO SERVIÇO DE RADIOPROTEÇÃO <ul><li>A) CONTROLE DE TRABALHADORES : </li></ul><ul><li>Monitoração individual </li></ul><ul><li>Contaminação </li></ul><ul><li>Avaliação de doses </li></ul><ul><li>Supervisão médica </li></ul><ul><li>B) CONTROLE DE ÁREAS : </li></ul><ul><li>Avaliação e classificação de áreas </li></ul><ul><li>Controle de acesso ( isolamento ) </li></ul><ul><li>Sinalização </li></ul><ul><li>Monitoração </li></ul><ul><li>Descontaminação </li></ul><ul><li>C) CONTROLE DO MEIO AMBIENTE E DA POPULAÇÃO </li></ul>
  45. 45. ATIVIDADES DO SERVIÇO DE RADIOPROTEÇÃO <ul><li>D) CONTROLE DE FONTES DE RADIAÇÃO E REJEITOS : </li></ul><ul><li>Identificação, sinalização e registro </li></ul><ul><li>Manuseio ( instruções de operação ) </li></ul><ul><li>Armazenamento </li></ul><ul><li>Inspeção </li></ul><ul><li>Transporte </li></ul><ul><li>Rejeitos </li></ul><ul><li>E) CONTROLE DE EQUIPAMENTOS DE RADIOPROTEÇÃO : </li></ul><ul><li>Inspeção </li></ul><ul><li>Manutenção </li></ul><ul><li>Calibração ( anual ) </li></ul><ul><li>Aferição ( antes da utilização ) </li></ul><ul><li>F) TREINAMENTO : </li></ul><ul><li>Formação de técnicos de radioproteção </li></ul><ul><li>Instruções Básicas de radioproteção </li></ul><ul><li>G) REGISTROS </li></ul>
  46. 46. MEDIDORES NUCLEARES <ul><li>Equipamentos para medição e </li></ul><ul><li>controle de processo, que utilizam </li></ul><ul><li>fontes de radiação. </li></ul><ul><li>FONTES : </li></ul><ul><li>Radiação Beta, Gama Neutons ou </li></ul><ul><li>Raio - X . </li></ul><ul><li>DETETOR : </li></ul><ul><li>Geiger - Muller, câmara de ionização </li></ul><ul><li>ou câmara de cintilação. </li></ul><ul><li>UNIDADE ELETRÔNICA : </li></ul><ul><li>Converte o sinal do detetor em sinal </li></ul><ul><li>de saída compatível com a variável </li></ul><ul><li>do processo. </li></ul>
  47. 47. NÍVEL DE DANO <ul><li>EFEITOS SOMÁTICOS : </li></ul><ul><li>Doses variadas </li></ul><ul><li>Imediato ou tardio </li></ul><ul><li>Afeta todos os tecidos e órgãos </li></ul><ul><li>Exemplo : câncer, radiodermite, catarata. </li></ul><ul><li>EFEITOS GENÉTICOS : </li></ul><ul><li>Danos em células do órgão reprodutor </li></ul><ul><li>Não causam efeitos no indivíduo irradiado </li></ul><ul><li>Anomalias nos descendentes </li></ul>
  48. 48. IRRADIAÇÃO / DOSE
  49. 49. BLINDAGEM PARA RADIAÇÃO GAMA E RAIO - X
  50. 50. HVL - CAMADA SEMI-REDUTORA DEFINIÇÃO : Espessura de material ( blindagem ) necessária para reduzir a Taxa de Exposição à metade do valor inicial.
  51. 51. MONITOR DE BOLSO <ul><li>PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO : </li></ul><ul><li>Deteção da radiação através da </li></ul><ul><li>utilização de tubo Geiger - Muller. </li></ul><ul><li>Detecta radiação Gama e Raio - X . </li></ul><ul><li>VANTAGEM : </li></ul><ul><li>Apresenta sinal sonoro de acordo com a exposição. </li></ul><ul><li>DESVANTAGEM : </li></ul><ul><li>Não registra Dose Equivalente Acumulada </li></ul>
  52. 52. CANETA DOSIMÉTRICA <ul><li>PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO : </li></ul><ul><li>Ionização ( retirada de elétrons em </li></ul><ul><li>filamentos metálicos carregados ). </li></ul><ul><li>VANTAGEM : </li></ul><ul><li>Leitura direta </li></ul><ul><li>Utilizada em situações de emergência </li></ul><ul><li>DESVANTAGENS : </li></ul><ul><li>Apresenta erro de leitura ( 30% ) </li></ul><ul><li>Não é utilizada para Dosimetria Mensal </li></ul>
  53. 53. CANETA DOSIMÉTRICA
  54. 54. FOTO-MULTIPLICADORA
  55. 55. CONTADOR-GEIGER PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
  56. 56. CONTADOR-GEIGER PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
  57. 57. CÂMARA DE IONIZAÇÃO PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO ELÉTRON - 1500 V RADIAÇÃO ÍON ARGÔNIO FLUXO DE ELÉTRONS
  58. 58. DOSE X SINTOMA

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