PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS

7.784 visualizações

Publicada em

0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
7.784
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
88
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS

  1. 1. Projeção cartográfica • A projeção de Mercator foi apresentada em 1569 pelo geógrafo e cartógrafo flamengo Gerhard Kremer (de sobrenome latino Gerardus Mercator), através de um grande planisfério de dimensões 202x124 cm, composto por dezoito folhas impressas.
  2. 2. Projeção cartográfica • Tal como em todas as projeções cilíndricas, os meridianos e paralelos são representados por segmentos de reta perpendiculares entre si, e os meridianos são eqüidistantes. Essa geometria faz com que a superfície da Terra seja deformada na direção leste-oeste, tanto mais quanto maior for a latitude. Na projeção de Mercator, o espaçamento entre paralelos adjacentes aumenta com a latitude, de modo a que aquela deformação (na direção leste-oeste) seja acompanhada por idêntica deformação na direção norte-sul. Isto tem como conseqüência que a escala da projeção aumente também com a latitude, tornando-se infinita nos pólos (o que impede a sua representação).
  3. 3. Projeção cartográfica • Tratando-se de uma projeção conforme, a escala não varia com a direção e os ângulos são conservados em torno de todos os pontos. Contudo, e tal como em qualquer outra projeção cartográfica, a escala varia de lugar para lugar, distorcendo a forma dos objetos geográficos representados. Em particular, as áreas são fortemente afetadas, transmitindo uma imagem errada da geometria do nosso planeta. Por exemplo, a Groenlândia é representada com uma área idêntica à de África, muito embora ela seja, na realidade, cerca de 13 vezes menor.
  4. 4. Projeção cartográfica • Na projeção de Mercator, as linhas que, à superfície da Terra, fazem um ângulo constante com os meridianos (linhas de rumo constante, ou loxodrómias) são representadas por segmentos de reta. Este é precisamente o tipo de trajeto praticado pelos navios no mar, onde as bússolas são utilizadas para indicar as direções geográficas e dirigir os navios nas suas rotas.
  5. 5. Projeção cartográfica • As duas propriedades referidas – a conformidade e a representação das linhas de rumo por segmentos de recta - , fazem com que esta projeção seja particularmente apropriada para apoiar a navegação marítima: rumos e azimutes são medidos diretamente na carta, através de transferidores ou das rosas-dos-ventos aí impressas, e as correspondentes direções podem facilmente ser transferidas para outros locais da carta, utilizando réguas de paralelas ou um par de esquadros de navegação.
  6. 6. Projeção cartográfica • Para representar a Terra ou um pedaço tela sobre um plano é necessário tomá-la no seu formato original ( o geóide ) e transformá-la de forma a adaptar-se ao plano do papel ( ou do meio que estiver sendo usado para a visualização, como um monitor de vídeo de computador). A partir da análise matemática da questão pode-se encontrar uma infinidade de soluções para o problema, cada uma com sua particularidade. Dentre as inúmeras soluções já encontradas, não há mais do que trinta que sejam correntemente empregadas.
  7. 7. Projeção cartográfica • As projeções são usadas para construir as quadrículas que servem para encontrar os pontos a representar. Nesse tipo de transformação a superfície acaba sempre sendo desfigurada ou alterada: o cartógrafo acaba tendo que escolher entre conservar os ângulos, manter proporcionais as superfícies ou tentar equilibrar as perdas. Podemos classificar as projeções de três maneiras:
  8. 8. Projeção cartográfica • Projeções semelhantes: Os formatos das figuras são mantidos mas suas dimensões são alteradas; • Projeções equivalentes: As superfícies são preservadas, mas as figuras esféricas são deformadas; • Projeções afiláticas: Se a projeção não for semelhante ou equivalente ( e não podendo ser de ambas as formas simultaneamente) ela é chamada afilática ou indeterminada. Nesse tipo de projeção procura-se um equilíbrio de forma ter reduzidas ao máximo as perdas.
  9. 9. Projeção cartográfica • Quando tomamos a superfície a ser projetada com centro no pólo ou paralela ao plano do equador dizemos que é uma projeção polar ou equatorial; se ela está centrada num ponto do Equador ou é paralela a um plano meridiano, ela é transversa ou meridiana; se está centrada num ponto ou círculo qualquer da esfera, ela é oblíqua.
  10. 10. Projeção cartográfica
  11. 11. Projeção cartográfica • Por esse centro; todo grande círculo que passa por esse centro é representado por uma reta. Como é centrada no pólo é dita uma projeção polar. • Entre os principais sistemas de projeção citaremos os seguintes: • Projeções planas ou azimutais: Num plano tangente ou secante à esfera. A construção se organiza em volta de um ponto central chamado "centro de projeção". Os azimutes são exatos e a escala é constante para todas as direções que passam por esse centro; todo grande círculo que passa por esse centro é representado por uma reta. Como é centrada no pólo é dita uma projeção polar.
  12. 12. Projeção cartográfica
  13. 13. Projeção cartográfica • Projeções cilíndricas: Podem ser consideradas como um aperfeiçoamento analítico dos mapas planos em coordenadas retangulares dos gregos. Projeta-se a esfera terrestre em um plano cilíndrico que a envolve.
  14. 14. Projeção cartográfica
  15. 15. Projeção cartográfica • Projeções cônicas: Também conhecidas desde a Antiguidade ( Grécia ) foram aperfeiçoadas e se impuseram a partir do séc. XVIII. A superfície terrestre é projetada em um cone que a envolve.
  16. 16. Projeção cartográfica
  17. 17. Projeção cartográfica • Projeção de Mercator: Foi o cartógrafo Gerard Mercator quem , em 1569, concebeu a quadrícula que leva o seu nome. A projeção de Mercator inscreve-se num retângulo, com meridianos e paralelos retilíneos e ortogonais. O Equador é representado na escala na verdadeira grandeza e o exagero da extensão das paralelas em latitude é compensado por um exagero proporcional das distâncias meridianas, segundo uma função chamada "variável de Mercator"ou "das latitudes crescentes": • delta Y= gama/cos (gama)
  18. 18. Projeção cartográfica • A projeção é semelhante, mas a escala é variável segundo a latitude, as regiões polares acima de 75o não podem ser representadas. Nesse nível, o exagero dos comprimentos em relação ao Equador já é de 4 vezes, o que representa uma dilatação das superfícies de 16 vezes. Por outro lado, as formas geométricas são respeitadas e sobre tudo as loxodormias, isto é, as rotas a seguir com compasso, são retas. A projeção de Mercator é usada para mapas marítimos e de regiões intertropicais, onde as deformações são mínimas.
  19. 19. Projeção cartográfica
  20. 20. Projeção cartográfica • A Projeção de Gall-Peters é um tipo de projeção cartográfica dita cilíndrica e equivalente. As retas perpendiculares aos paralelos e as linhas meridianas têm intervalos menores, o que resulta numa reprodução fiel das áreas dos continentes à custa de uma maior deformação do formato dos mesmos. Esta projeção surgiu em 1973, e suscitou debates acalorados entre os cartógrafos, devido às implicações políticas de suas características.

×