SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 23
Baixar para ler offline
PROFª Mª ANDREIA REGINA MOURA MENDES




               atenasregina@yahoo.com.br
Para a ciência
   I- A ciência- problema
   Três séculos de conhecimento científico:
    precisão em todos os domínios da ação.
   A ciência é: elucidativa, enriquecedora,
    conquistadora e triunfante.
   Problemas da ciência: conhecimento
    produzido, ação que determina e
    transformação da sociedade.
   Ambivalência da ciência e complexidade:
    libertação e subjugo.

                     atenasregina@yahoo.com.br
O lado mau
   1- divisão do trabalho/ superespecialização.
   2- desligamento das ciências naturais das ciências
    humanas.
   3- os vícios da especialização das ciências
    antropossociais. Ausência de um esforço interdisciplinar.
   4- tendência para a fragmentação, disjunção e
    esoterização do saber científico.
   5- potencialidades subjugadoras e benéficas do
    conhecimento científico.
   Os poderes criados pela atividade científica escapam
    totalmente dos próprios cientistas.
   “Esse poder, em migalhas no nível da investigação,
    encontra-se reconcentrado no nível dos poderes
    econômicos e políticos.”



                           atenasregina@yahoo.com.br
Possibilidades de destruição e
manipulação criadas pela ciência
 Progresso inédito dos conhecimentos
  científicos, paralelo ao progresso
  múltiplo da ignorância.
 Progresso dos aspectos benéficos da
  ciência, paralelo ao progresso de seus
  aspectos nocivos ou mortíferos.
 Progresso ampliado dos poderes da
  ciência, paralelo à impotência ampliada
  dos cientistas a respeito desses
  mesmos poderes. p. 18

                  atenasregina@yahoo.com.br
As três noções
   1- ciência: pura, nobre, desinteressada.
   2- técnica: neutralidade
   3- política: má e nociva, pevertora do uso da ciência.
   “Vivemos uma era história em que os desenvolvimentos
    científicos, técnicos e sociológicos estão cada vez mais
    em inter-retroações estreitas e múltiplas.” p.19
   Experimentação científica: técnica de manipulação.
   A potencialidade de manipulação está no caráter da
    relação ciência/técnica.
   “Hoje, a ciência tornou-se poderosa e maciça instituição
    no centro da sociedade, subvencionada, alimentada,
    controlada pelos poderes econômicos e estatais.” p. 19
   A técnica produzida pela ciência, transforma a sociedade
    e a sociedade tecnologizada transforma a ciência.



                           atenasregina@yahoo.com.br
Uma dupla tarefa cega
   Todas as ciências, incluindo as físicas e
    biológicas são ciências sociais.
   Problemas:
   1- a ciência natural não tem nenhum meio
    para conceber-se como realidade social.
   2- a ciência antropossocial não tem
    nenhum meio de perceber-se como
    biofísica.
   3- a ciência não controla sua própria
    estrutura do pensamento. O conhecimento
    científico não conhece a si próprio.


                    atenasregina@yahoo.com.br
Tarefa cega, segundo Husserl
 “a eliminação por princípio do sujeito
  observador,         experimentador          e
  concebedor       da     observação,        da
  experimentação e da concepção
  eliminou o ator real, o cientista, homem,
  intelectual, universitário, espírito incluído
  numa cultura, numa sociedade, numa
  história.” p. 20-21
 Necessidade do autoconhecimento do
  conhecimento científico.

                    atenasregina@yahoo.com.br
II. A verdade da ciência
   O espírito científico é incapaz de se
    pensar      de    tanto  crer    que    o
    conhecimento científico é o reflexo do
    real. (...) a verdade objetiva da ciência
    escapa a todo o olhar científico, visto
    que ela é esse próprio olhar.” p.21




                    atenasregina@yahoo.com.br
A metáfora do iceberg: zonas
cegas da ciência
                            As teorias científicas
                             são como icebergs,
                             têm enorme parte
                             imersa não
                             científica, mas
                             indispensável ao
                             desenvolvimento da
                             ciência.




              atenasregina@yahoo.com.br
   “A ciência é mais mutável do que a teologia”. Whitehead.
   Evolução do conhecimento científico: extensão do saber,
    transformação, rupturas, passagem de uma teoria a outra.
   A evolução da ciência vem a ser uma seleção natural. Popper.
   Na evolução científica, através de transformações
    revolucionárias, um paradigma desaba para dar lugar a um
    novo paradigma. Kuhn
   “(...) que a ciência seja verdadeira em seus dados (verificados,
    verificáveis), sem que por isso suas teorias sejam
    ‘verdadeiras’.” p.22-23
   “O dogma (doutrina) é inatacável pela experiência. A teoria
    científica é biodegradável.” p.23
   Exemplos de teoria ao mesmo tempo científica e doutrina auto-
    suficiente: marxismo e freudismo.




                              atenasregina@yahoo.com.br
A incerteza/certeza
 “ O progresso das certezas científicas,
  entretanto, não caminha na direção de
  uma grande certeza.” p.23
 “E, assim, tanto as ignorâncias como os
  conhecimentos provenientes do
  progresso científico trazem
  esclarecimento insubstituível aos
  problemas fundamentais ditos
  filosóficos.” p. 24

                  atenasregina@yahoo.com.br
A regra do jogo
   A ciência é um campo aberto onde as teorias se embatem com
    os princípios explicativos e as visões de mundo se chocam com
    os postulados metafísicos (pluralidade conflitual).
   Regras do jogo (empíricas e lógicas): respeito aos dados,
    obediência a critérios de coerência.
   A vitalidade da ciência reside no conflito de ideologias e dos
    pressupostos metafísicos.
   O jogo científico da verdade e do erro é superior num universo
    ideológico, religioso, político.
   Pensar as condições bioantropológicas do conhecimento e as
    raízes culturais, sociais e históricas das teorias.
   “É necessário, portanto, que toda ciência se interrogue sobre
    suas estruturas ideológicas e seu enraizamento sociocultural.”
    p. 25
   “Falta-nos uma sociologia do conhecimento científico.” p.26




                             atenasregina@yahoo.com.br
Vivemos uma revolução
científica?
 Renovação do conhecimento científico no
  século xx: ciências físicas, ciências biológicas
  e a antropologia provocaram mudanças na
  própria visão do mundo.
 “Os princípios de explicação “clássicos” que
  dominavam antes de ser perturbados pelas
  transformações que evoquei postulavam que
  a aparente complexidade dos fenômenos
  podia explicar-se a partir de alguns princípios
  simples, que a espantosa diversidade dos
  seres e das coisas podia explicar-se a partir
  de alguns elementos simples.” p.27

                      atenasregina@yahoo.com.br
A crise do princípio clássico de
              explicação
 Ciência clássica: exclusão da aleatoriedade, concepção
  determinista do universo, reconhecimento das
  organizações. Aparecimento da contradição = erro de
  pensamento. O universo obedecia à lógica aristotélica.
  Eliminação do observador da observação.
 Séculos XIX ao XXI: mudanças na percepção da ciência:
  aceitabilidade da aleatoriedade, estudos da
  termodinâmica (calor = desordem), da estatística (acaso
  = necessidade). Avanços para a teoria da organização.
  Reconhecimento e enfretamento das contradições.
  Reintrodução do observador na observação.
 “(...) tomar consciência da determinação
  etnosociocêntrica que hipoteca toda concepção de
  sociedade, cultura, homem.” p.29




                         atenasregina@yahoo.com.br
Para um princípio de
              complexidade
   Necessidade de um princípio de explicação mais rico do
    que o princípio de simplificação: separação/redução.
   Princípio da complexidade: estabelecimento da
    comunicação entre aquilo que é distinguido: o objeto e o
    ambiente, a coisa observada e o observador.
   Concepção da problemática da organização: esforço para
    obter uma visão poliocular ou poliscópica de todas as
    dimensões que envolvem o humano.
   Urgência da ruptura da grande disjunção:
    natureza/cultura, objeto/sujeito.
   Procurar a comunicação entre a esfera dos objetos e a
    dos sujeitos, estabelecendo a relação entre as ciências
    naturais e as ciências humanas, sem provocar o
    reducionismo.
   Busca por uma transformação-metamorfose na estrutura
    do pensamento para enfrentar a complexidade do real.

                          atenasregina@yahoo.com.br
Propostas para a investigação
 1- aspectos técnoburocráticos sirvam
  para estimular o crescimento da
  investigação.
 2- os cientistas façam uma auto-crítica e
  a ciência uma auto-análise.
 3- incentivos para a reforma do
  pensamento e a revolução científica.
 Reflexões sobre o problema do
  investigador, além do sentido
  corporativo e profissional.

                  atenasregina@yahoo.com.br
   “Sabemos que um espírito criativo, aberto,
    liberal pode, se for dotado de poderes,
    exercer um “despotismo esclarecido” que
    favorece a liberdade e a criação, mas
    sabemos também que não podemos
    institucionalizar o princípio do despotismo
    esclarecido: pelo contrário, temos de
    instituir comissões para fazer face aos
    perigos mais graves do poder
    incontrolável.” p.34

                     atenasregina@yahoo.com.br
Proteger o desvio
   1- manutenção e desenvolvimento do pluralismo
    teórico (ideológico, filosófico) em todas as
    instituições e comissões científicas.
   2- proteção do desvio, ou seja, tolerar/favorecer os
    desvios no seio dos programas e instituições
   “É preciso que os investigadores despertem e se
    exprimam enquanto investigadores.” p.35
   Necessidade da ciência de se auto-interrogar.
   A crise intelectual/ciência e dos cientistas provoca a
    descoberta das contradições e o confronto entre a
    ética do conhecimento e a ética cívica e humana.
   A crise intelectual diante da responsabilidade de
    cada um é a condição básica para o progresso da
    consciência.


                          atenasregina@yahoo.com.br
Os dois deuses
   “É o domínio do domínio da natureza que
    causa hoje causa problemas.” p.36
   Controle da atividade científica/controle
    dos cidadãos pelo estado/recuperação do
    controle pelos cientistas = tomada de
    consciência.
   A ética do conhecimento e a ética cívica e
    humana são complementares e
    antagônicas.
   Consequências: o conhecimento traz em si
    a morte generalizada. p. 36


                     atenasregina@yahoo.com.br
   “(...) hoje, a árvore do conhecimento
    científico corre o risco de cair sob o
    peso dos seus frutos, esmagando Adão,
    Eva e a infeliz serpente.”. 36




                   atenasregina@yahoo.com.br
2- O conhecimento do
conhecimento
   O Círculo de Viena: busca pelos enunciados
    atômicos fundamentados num dado empírico
    formalmente definido e dele, construir proposições e
    teorias para elaboração de um pensamento
    verdadeiro, seguro e científico.
   O que é a ciência?
   “o que prova que uma teoria é científica é o fato de
    ela ser falível e aceitar ser refutada.” p.38
   A ciência é mais mutável que a teologia: Whitehead.
   Demarcação entre ciência e pseudociência: Karl
    Popper.
   “não basta que uma teoria seja verificável, é preciso
    que ela possa ser falsificada.”p. 38
   Crítica da indução.

                         atenasregina@yahoo.com.br
 A indução não leva à certeza verdadeira
  partindo apenas de fatos da observação
  verificados. A certeza teórica é baseada
  na dedução.
 Nenhuma teoria pode ser provada para
  sempre ou resistir para sempre à
  falseabildade.
 Qual é o fundamento da ciência?



                  atenasregina@yahoo.com.br
   “uma teoria não é objetiva; uma teoria
    não é o reflexo da realidade; uma teoria
    é uma construção da mente, uma
    construção lógico-matemática que
    permite responder a certas perguntas
    que fazemos ao mundo, à realidade.
    Uma teoria se fundamenta em dados
    objetivos, mas uma teoria não é objetiva
    em si mesma.” p.40

                    atenasregina@yahoo.com.br

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

SLIDES_empirismo e racionalismo.ppt
SLIDES_empirismo e racionalismo.pptSLIDES_empirismo e racionalismo.ppt
SLIDES_empirismo e racionalismo.pptFernandoPilan4
 
Aula de Filosofia - Filosofia Contemporânea
Aula de Filosofia - Filosofia ContemporâneaAula de Filosofia - Filosofia Contemporânea
Aula de Filosofia - Filosofia ContemporâneaRafael Oliveira
 
Fluxograma filosofia
Fluxograma filosofiaFluxograma filosofia
Fluxograma filosofiakatiagomes89
 
A teoria platónica das ideias
A teoria platónica das ideiasA teoria platónica das ideias
A teoria platónica das ideiasJorge Barbosa
 
Aula de filosofia antiga, tema: A questão dos universais
Aula de filosofia antiga, tema: A questão dos universaisAula de filosofia antiga, tema: A questão dos universais
Aula de filosofia antiga, tema: A questão dos universaisLeandro Nazareth Souto
 
Tipos de conhecimentos aula
Tipos de conhecimentos aulaTipos de conhecimentos aula
Tipos de conhecimentos aulamaloa
 
Mapa conceitual - Filosofia clássica
Mapa conceitual - Filosofia clássicaMapa conceitual - Filosofia clássica
Mapa conceitual - Filosofia clássicaGilberto Cotrim
 
A república de platão resumo
A república de platão   resumoA república de platão   resumo
A república de platão resumomarianicristina
 
A origem da reflexão filosófica eo significado de filosofia.
A origem da reflexão filosófica eo significado de filosofia.A origem da reflexão filosófica eo significado de filosofia.
A origem da reflexão filosófica eo significado de filosofia.Flávia Perroni
 
Para que serve a filosofia
Para que serve a filosofiaPara que serve a filosofia
Para que serve a filosofiasuperego
 
Mapa conceitual - Pré-socráticos
Mapa conceitual  - Pré-socráticosMapa conceitual  - Pré-socráticos
Mapa conceitual - Pré-socráticosGilberto Cotrim
 
Aula de filosofia 1 ano i bimestre 2020
Aula de filosofia 1 ano   i bimestre 2020Aula de filosofia 1 ano   i bimestre 2020
Aula de filosofia 1 ano i bimestre 2020Paulo Alexandre
 

Mais procurados (20)

SLIDES_empirismo e racionalismo.ppt
SLIDES_empirismo e racionalismo.pptSLIDES_empirismo e racionalismo.ppt
SLIDES_empirismo e racionalismo.ppt
 
Aula de Filosofia - Filosofia Contemporânea
Aula de Filosofia - Filosofia ContemporâneaAula de Filosofia - Filosofia Contemporânea
Aula de Filosofia - Filosofia Contemporânea
 
Fluxograma filosofia
Fluxograma filosofiaFluxograma filosofia
Fluxograma filosofia
 
Introdução à fenomenologia
Introdução à fenomenologiaIntrodução à fenomenologia
Introdução à fenomenologia
 
A teoria platónica das ideias
A teoria platónica das ideiasA teoria platónica das ideias
A teoria platónica das ideias
 
Aula de filosofia antiga, tema: A questão dos universais
Aula de filosofia antiga, tema: A questão dos universaisAula de filosofia antiga, tema: A questão dos universais
Aula de filosofia antiga, tema: A questão dos universais
 
Introdução à filosofia
Introdução à filosofiaIntrodução à filosofia
Introdução à filosofia
 
Filosofia e educação
Filosofia e educaçãoFilosofia e educação
Filosofia e educação
 
Tipos de conhecimentos aula
Tipos de conhecimentos aulaTipos de conhecimentos aula
Tipos de conhecimentos aula
 
Mapa conceitual - Filosofia clássica
Mapa conceitual - Filosofia clássicaMapa conceitual - Filosofia clássica
Mapa conceitual - Filosofia clássica
 
A república de platão resumo
A república de platão   resumoA república de platão   resumo
A república de platão resumo
 
Teoria Do Conhecimento
Teoria Do ConhecimentoTeoria Do Conhecimento
Teoria Do Conhecimento
 
Filosofia - teoria do conhecimento na modernidade
Filosofia  - teoria do conhecimento na modernidadeFilosofia  - teoria do conhecimento na modernidade
Filosofia - teoria do conhecimento na modernidade
 
Aula02 - Metafísica
Aula02 - MetafísicaAula02 - Metafísica
Aula02 - Metafísica
 
A origem da reflexão filosófica eo significado de filosofia.
A origem da reflexão filosófica eo significado de filosofia.A origem da reflexão filosófica eo significado de filosofia.
A origem da reflexão filosófica eo significado de filosofia.
 
Para que serve a filosofia
Para que serve a filosofiaPara que serve a filosofia
Para que serve a filosofia
 
Introdução à filosofia
Introdução à filosofiaIntrodução à filosofia
Introdução à filosofia
 
Mapa conceitual - Pré-socráticos
Mapa conceitual  - Pré-socráticosMapa conceitual  - Pré-socráticos
Mapa conceitual - Pré-socráticos
 
Aula de filosofia 1 ano i bimestre 2020
Aula de filosofia 1 ano   i bimestre 2020Aula de filosofia 1 ano   i bimestre 2020
Aula de filosofia 1 ano i bimestre 2020
 
Mito e-razão
Mito e-razãoMito e-razão
Mito e-razão
 

Destaque

Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2
Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2
Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2Elisa Maria Gomide
 
Fichamento Olga Pombo
Fichamento Olga PomboFichamento Olga Pombo
Fichamento Olga PomboJessica Cunha
 
Protocolos rotinas.pdfpediatria
Protocolos rotinas.pdfpediatriaProtocolos rotinas.pdfpediatria
Protocolos rotinas.pdfpediatriaMarisa Caixeta
 
尼泊尔签证藏文翻译 Nepal Visa in Tibetan
尼泊尔签证藏文翻译 Nepal Visa in Tibetan尼泊尔签证藏文翻译 Nepal Visa in Tibetan
尼泊尔签证藏文翻译 Nepal Visa in Tibetannarongkent
 
Programa Comex INfoco: "Como Fazer Negócios com a Coréia do Sul – Desafios e ...
Programa Comex INfoco: "Como Fazer Negócios com a Coréia do Sul – Desafios e ...Programa Comex INfoco: "Como Fazer Negócios com a Coréia do Sul – Desafios e ...
Programa Comex INfoco: "Como Fazer Negócios com a Coréia do Sul – Desafios e ...ABRACOMEX
 
Unidades uneafro2
Unidades uneafro2Unidades uneafro2
Unidades uneafro2carlosneder
 
Lista dos guardioes
Lista dos guardioesLista dos guardioes
Lista dos guardioesguardioes
 
新纪元英语单词表(1 a)藏文翻译English Tibetan Chinese
新纪元英语单词表(1 a)藏文翻译English Tibetan Chinese新纪元英语单词表(1 a)藏文翻译English Tibetan Chinese
新纪元英语单词表(1 a)藏文翻译English Tibetan Chinesenarongkent
 
Folcloreando na Escola Altina
Folcloreando na Escola AltinaFolcloreando na Escola Altina
Folcloreando na Escola Altinagracigomes
 
Cbjd2010
Cbjd2010Cbjd2010
Cbjd2010databol
 
Analise globo x record
Analise globo x recordAnalise globo x record
Analise globo x recordThais_Sccp
 
PETIÇÃO - RODOVIA BR 495
PETIÇÃO - RODOVIA BR 495PETIÇÃO - RODOVIA BR 495
PETIÇÃO - RODOVIA BR 495OAB - Eleição
 

Destaque (20)

Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2
Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2
Aula01 org.e metodologia-ed.inf-2013-2
 
Etica e ciencia
Etica e cienciaEtica e ciencia
Etica e ciencia
 
Fichamento Olga Pombo
Fichamento Olga PomboFichamento Olga Pombo
Fichamento Olga Pombo
 
Teoria da complexidade
Teoria da complexidadeTeoria da complexidade
Teoria da complexidade
 
Protocolos rotinas.pdfpediatria
Protocolos rotinas.pdfpediatriaProtocolos rotinas.pdfpediatria
Protocolos rotinas.pdfpediatria
 
尼泊尔签证藏文翻译 Nepal Visa in Tibetan
尼泊尔签证藏文翻译 Nepal Visa in Tibetan尼泊尔签证藏文翻译 Nepal Visa in Tibetan
尼泊尔签证藏文翻译 Nepal Visa in Tibetan
 
Programa Comex INfoco: "Como Fazer Negócios com a Coréia do Sul – Desafios e ...
Programa Comex INfoco: "Como Fazer Negócios com a Coréia do Sul – Desafios e ...Programa Comex INfoco: "Como Fazer Negócios com a Coréia do Sul – Desafios e ...
Programa Comex INfoco: "Como Fazer Negócios com a Coréia do Sul – Desafios e ...
 
Contos muito ordinários
Contos muito ordináriosContos muito ordinários
Contos muito ordinários
 
Portada
Portada Portada
Portada
 
Aldenir
Aldenir Aldenir
Aldenir
 
Unidades uneafro2
Unidades uneafro2Unidades uneafro2
Unidades uneafro2
 
Tabuada da bicharada
Tabuada da bicharadaTabuada da bicharada
Tabuada da bicharada
 
Lista dos guardioes
Lista dos guardioesLista dos guardioes
Lista dos guardioes
 
新纪元英语单词表(1 a)藏文翻译English Tibetan Chinese
新纪元英语单词表(1 a)藏文翻译English Tibetan Chinese新纪元英语单词表(1 a)藏文翻译English Tibetan Chinese
新纪元英语单词表(1 a)藏文翻译English Tibetan Chinese
 
Folcloreando na Escola Altina
Folcloreando na Escola AltinaFolcloreando na Escola Altina
Folcloreando na Escola Altina
 
Cbjd2010
Cbjd2010Cbjd2010
Cbjd2010
 
O Futuro da Advocacia
O Futuro da AdvocaciaO Futuro da Advocacia
O Futuro da Advocacia
 
Mi rh 50 - Servicio Tecnico Fagor
Mi rh 50 - Servicio Tecnico FagorMi rh 50 - Servicio Tecnico Fagor
Mi rh 50 - Servicio Tecnico Fagor
 
Analise globo x record
Analise globo x recordAnalise globo x record
Analise globo x record
 
PETIÇÃO - RODOVIA BR 495
PETIÇÃO - RODOVIA BR 495PETIÇÃO - RODOVIA BR 495
PETIÇÃO - RODOVIA BR 495
 

Semelhante a A ciência e seus desafios: poder, verdade e complexidade

PROJETO_SIDI (Entrega).pdf
PROJETO_SIDI (Entrega).pdfPROJETO_SIDI (Entrega).pdf
PROJETO_SIDI (Entrega).pdfAlissonBeerbaum4
 
feyerabend ciencia um monstro episte.ppt
feyerabend ciencia um monstro episte.pptfeyerabend ciencia um monstro episte.ppt
feyerabend ciencia um monstro episte.pptingrid985017
 
O conhecimento do conhecimento científico(Morin)
O conhecimento do conhecimento científico(Morin)O conhecimento do conhecimento científico(Morin)
O conhecimento do conhecimento científico(Morin)Francione Brito
 
Divulgação científica e cidadania
Divulgação científica e cidadaniaDivulgação científica e cidadania
Divulgação científica e cidadaniaYurij Castelfranchi
 
Aula_Um Discurso Sobre as Ciências_Boaventura.pptx
Aula_Um Discurso Sobre as Ciências_Boaventura.pptxAula_Um Discurso Sobre as Ciências_Boaventura.pptx
Aula_Um Discurso Sobre as Ciências_Boaventura.pptxClaudiaJuliettedoNas
 
Morao artur tensao_distensao_ciencia_fe
Morao artur tensao_distensao_ciencia_feMorao artur tensao_distensao_ciencia_fe
Morao artur tensao_distensao_ciencia_feJorginho2000
 
Conhecimento científico evolução metodologia ciência
Conhecimento científico evolução metodologia ciênciaConhecimento científico evolução metodologia ciência
Conhecimento científico evolução metodologia ciênciaMarieta Almeida
 
Ciência e realidade científica
Ciência e realidade científicaCiência e realidade científica
Ciência e realidade científicaViviane Guerra
 
Ciência Ambiental e Interdisciplinaridade - Fundamentos
Ciência Ambiental e Interdisciplinaridade - FundamentosCiência Ambiental e Interdisciplinaridade - Fundamentos
Ciência Ambiental e Interdisciplinaridade - FundamentosVitor Vieira Vasconcelos
 
Para abrir as ciências sociais
Para abrir as ciências sociaisPara abrir as ciências sociais
Para abrir as ciências sociaisAriella Araujo
 
Imaginário e ciênciaImaginário e ciência: novas perspectivas do conhecimento ...
Imaginário e ciênciaImaginário e ciência: novas perspectivas do conhecimento ...Imaginário e ciênciaImaginário e ciência: novas perspectivas do conhecimento ...
Imaginário e ciênciaImaginário e ciência: novas perspectivas do conhecimento ...Marta Caregnato
 
A ciência e os seus limites
A ciência e os seus limitesA ciência e os seus limites
A ciência e os seus limitesmluisavalente
 
Ciências, tipos de conhecimentos e espirito científico
Ciências, tipos de conhecimentos e espirito científico Ciências, tipos de conhecimentos e espirito científico
Ciências, tipos de conhecimentos e espirito científico Edimar Sartoro
 
Encontro Paper 3.pptx
Encontro Paper 3.pptxEncontro Paper 3.pptx
Encontro Paper 3.pptxAndrPlez1
 
Ciência política
Ciência política  Ciência política
Ciência política edd365
 
Apostila do projeto integrador i
Apostila do projeto integrador iApostila do projeto integrador i
Apostila do projeto integrador iElizabete Dias
 

Semelhante a A ciência e seus desafios: poder, verdade e complexidade (20)

PROJETO_SIDI (Entrega).pdf
PROJETO_SIDI (Entrega).pdfPROJETO_SIDI (Entrega).pdf
PROJETO_SIDI (Entrega).pdf
 
feyerabend ciencia um monstro episte.ppt
feyerabend ciencia um monstro episte.pptfeyerabend ciencia um monstro episte.ppt
feyerabend ciencia um monstro episte.ppt
 
O conhecimento do conhecimento científico(Morin)
O conhecimento do conhecimento científico(Morin)O conhecimento do conhecimento científico(Morin)
O conhecimento do conhecimento científico(Morin)
 
Divulgação científica e cidadania
Divulgação científica e cidadaniaDivulgação científica e cidadania
Divulgação científica e cidadania
 
Aula_Um Discurso Sobre as Ciências_Boaventura.pptx
Aula_Um Discurso Sobre as Ciências_Boaventura.pptxAula_Um Discurso Sobre as Ciências_Boaventura.pptx
Aula_Um Discurso Sobre as Ciências_Boaventura.pptx
 
Morao artur tensao_distensao_ciencia_fe
Morao artur tensao_distensao_ciencia_feMorao artur tensao_distensao_ciencia_fe
Morao artur tensao_distensao_ciencia_fe
 
Conhecimento científico evolução metodologia ciência
Conhecimento científico evolução metodologia ciênciaConhecimento científico evolução metodologia ciência
Conhecimento científico evolução metodologia ciência
 
Aula 1.pptx
Aula 1.pptxAula 1.pptx
Aula 1.pptx
 
Ciência e realidade científica
Ciência e realidade científicaCiência e realidade científica
Ciência e realidade científica
 
Ciência Ambiental e Interdisciplinaridade - Fundamentos
Ciência Ambiental e Interdisciplinaridade - FundamentosCiência Ambiental e Interdisciplinaridade - Fundamentos
Ciência Ambiental e Interdisciplinaridade - Fundamentos
 
Para abrir as ciências sociais
Para abrir as ciências sociaisPara abrir as ciências sociais
Para abrir as ciências sociais
 
Imaginário e ciênciaImaginário e ciência: novas perspectivas do conhecimento ...
Imaginário e ciênciaImaginário e ciência: novas perspectivas do conhecimento ...Imaginário e ciênciaImaginário e ciência: novas perspectivas do conhecimento ...
Imaginário e ciênciaImaginário e ciência: novas perspectivas do conhecimento ...
 
Filosofia
FilosofiaFilosofia
Filosofia
 
A ciência e os seus limites
A ciência e os seus limitesA ciência e os seus limites
A ciência e os seus limites
 
Ciências, tipos de conhecimentos e espirito científico
Ciências, tipos de conhecimentos e espirito científico Ciências, tipos de conhecimentos e espirito científico
Ciências, tipos de conhecimentos e espirito científico
 
Encontro Paper 3.pptx
Encontro Paper 3.pptxEncontro Paper 3.pptx
Encontro Paper 3.pptx
 
Ciência política
Ciência política  Ciência política
Ciência política
 
Filosofia da Ciência 2023.pptx
Filosofia da Ciência 2023.pptxFilosofia da Ciência 2023.pptx
Filosofia da Ciência 2023.pptx
 
Filosofia resumo
Filosofia resumoFilosofia resumo
Filosofia resumo
 
Apostila do projeto integrador i
Apostila do projeto integrador iApostila do projeto integrador i
Apostila do projeto integrador i
 

Mais de Andreia Regina Moura Mendes

Aula O ofício do cientista social- relato de uma pesquisa
Aula O ofício do cientista social- relato de uma pesquisaAula O ofício do cientista social- relato de uma pesquisa
Aula O ofício do cientista social- relato de uma pesquisaAndreia Regina Moura Mendes
 
Módulo do curso de didática: A A função social da ensino
Módulo do curso de didática: A A função social da ensinoMódulo do curso de didática: A A função social da ensino
Módulo do curso de didática: A A função social da ensinoAndreia Regina Moura Mendes
 
Aula Os sete saberes necessários à educação do futuro
Aula Os sete saberes necessários à educação do futuroAula Os sete saberes necessários à educação do futuro
Aula Os sete saberes necessários à educação do futuroAndreia Regina Moura Mendes
 
Cibercultura a sociedade em rede e as mídias interativas
Cibercultura a sociedade em rede e as mídias interativasCibercultura a sociedade em rede e as mídias interativas
Cibercultura a sociedade em rede e as mídias interativasAndreia Regina Moura Mendes
 
Avaliação e o trabalho com as TIC's: as novas competências do professor na ci...
Avaliação e o trabalho com as TIC's: as novas competências do professor na ci...Avaliação e o trabalho com as TIC's: as novas competências do professor na ci...
Avaliação e o trabalho com as TIC's: as novas competências do professor na ci...Andreia Regina Moura Mendes
 

Mais de Andreia Regina Moura Mendes (20)

Os deuses gregos e a origem dos mitos
 Os deuses gregos e a origem dos mitos Os deuses gregos e a origem dos mitos
Os deuses gregos e a origem dos mitos
 
Aula O ofício do cientista social- relato de uma pesquisa
Aula O ofício do cientista social- relato de uma pesquisaAula O ofício do cientista social- relato de uma pesquisa
Aula O ofício do cientista social- relato de uma pesquisa
 
Módulo do curso de didática: A A função social da ensino
Módulo do curso de didática: A A função social da ensinoMódulo do curso de didática: A A função social da ensino
Módulo do curso de didática: A A função social da ensino
 
Aula Os sete saberes necessários à educação do futuro
Aula Os sete saberes necessários à educação do futuroAula Os sete saberes necessários à educação do futuro
Aula Os sete saberes necessários à educação do futuro
 
Palestra Competências para a cibercultura
Palestra Competências para a ciberculturaPalestra Competências para a cibercultura
Palestra Competências para a cibercultura
 
Aula Sociologia da educação
Aula Sociologia da educaçãoAula Sociologia da educação
Aula Sociologia da educação
 
Aula O nascimento da filosofia 2015
Aula  O nascimento da filosofia 2015Aula  O nascimento da filosofia 2015
Aula O nascimento da filosofia 2015
 
Aula A origem da filosofia
Aula  A origem da filosofia Aula  A origem da filosofia
Aula A origem da filosofia
 
Aula Para que serve a filosofia?
Aula  Para que serve a filosofia?Aula  Para que serve a filosofia?
Aula Para que serve a filosofia?
 
Cultura um conceito antropológico
Cultura  um conceito antropológicoCultura  um conceito antropológico
Cultura um conceito antropológico
 
Diferentes modos de se viver a paixão
Diferentes modos de se viver a paixãoDiferentes modos de se viver a paixão
Diferentes modos de se viver a paixão
 
Malhação do Judas: rito e identidade
Malhação do Judas: rito e identidadeMalhação do Judas: rito e identidade
Malhação do Judas: rito e identidade
 
Cibercultura a sociedade em rede e as mídias interativas
Cibercultura a sociedade em rede e as mídias interativasCibercultura a sociedade em rede e as mídias interativas
Cibercultura a sociedade em rede e as mídias interativas
 
O que é pós moderno
O que é pós modernoO que é pós moderno
O que é pós moderno
 
O conhecimento
O conhecimentoO conhecimento
O conhecimento
 
Faces da história
Faces da históriaFaces da história
Faces da história
 
O que é etnocentrismo
O que é etnocentrismoO que é etnocentrismo
O que é etnocentrismo
 
Democracia
DemocraciaDemocracia
Democracia
 
Aprender antropologia
Aprender antropologiaAprender antropologia
Aprender antropologia
 
Avaliação e o trabalho com as TIC's: as novas competências do professor na ci...
Avaliação e o trabalho com as TIC's: as novas competências do professor na ci...Avaliação e o trabalho com as TIC's: as novas competências do professor na ci...
Avaliação e o trabalho com as TIC's: as novas competências do professor na ci...
 

Último

Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveaulasgege
 
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfHenrique Pontes
 
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfDIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfIedaGoethe
 
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfO guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfErasmo Portavoz
 
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfGuia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfEyshilaKelly1
 
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdfPLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdfProfGleide
 
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoGametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoCelianeOliveira8
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024GleyceMoreiraXWeslle
 
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basicoPRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basicoSilvaDias3
 
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileirosMary Alvarenga
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxacaciocarmo1
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mentalADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mentalSilvana Silva
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISVitor Vieira Vasconcelos
 
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxFree-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxkarinasantiago54
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxIsabellaGomes58
 

Último (20)

Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
 
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
 
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfDIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
 
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfO guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
 
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfGuia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
 
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdfPLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
 
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoGametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
 
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basicoPRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
 
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
 
(76- ESTUDO MATEUS) A ACLAMAÇÃO DO REI..
(76- ESTUDO MATEUS) A ACLAMAÇÃO DO REI..(76- ESTUDO MATEUS) A ACLAMAÇÃO DO REI..
(76- ESTUDO MATEUS) A ACLAMAÇÃO DO REI..
 
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mentalADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
 
treinamento brigada incendio 2024 no.ppt
treinamento brigada incendio 2024 no.ppttreinamento brigada incendio 2024 no.ppt
treinamento brigada incendio 2024 no.ppt
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
 
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxFree-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
 

A ciência e seus desafios: poder, verdade e complexidade

  • 1. PROFª Mª ANDREIA REGINA MOURA MENDES atenasregina@yahoo.com.br
  • 2. Para a ciência  I- A ciência- problema  Três séculos de conhecimento científico: precisão em todos os domínios da ação.  A ciência é: elucidativa, enriquecedora, conquistadora e triunfante.  Problemas da ciência: conhecimento produzido, ação que determina e transformação da sociedade.  Ambivalência da ciência e complexidade: libertação e subjugo. atenasregina@yahoo.com.br
  • 3. O lado mau  1- divisão do trabalho/ superespecialização.  2- desligamento das ciências naturais das ciências humanas.  3- os vícios da especialização das ciências antropossociais. Ausência de um esforço interdisciplinar.  4- tendência para a fragmentação, disjunção e esoterização do saber científico.  5- potencialidades subjugadoras e benéficas do conhecimento científico.  Os poderes criados pela atividade científica escapam totalmente dos próprios cientistas.  “Esse poder, em migalhas no nível da investigação, encontra-se reconcentrado no nível dos poderes econômicos e políticos.” atenasregina@yahoo.com.br
  • 4. Possibilidades de destruição e manipulação criadas pela ciência  Progresso inédito dos conhecimentos científicos, paralelo ao progresso múltiplo da ignorância.  Progresso dos aspectos benéficos da ciência, paralelo ao progresso de seus aspectos nocivos ou mortíferos.  Progresso ampliado dos poderes da ciência, paralelo à impotência ampliada dos cientistas a respeito desses mesmos poderes. p. 18 atenasregina@yahoo.com.br
  • 5. As três noções  1- ciência: pura, nobre, desinteressada.  2- técnica: neutralidade  3- política: má e nociva, pevertora do uso da ciência.  “Vivemos uma era história em que os desenvolvimentos científicos, técnicos e sociológicos estão cada vez mais em inter-retroações estreitas e múltiplas.” p.19  Experimentação científica: técnica de manipulação.  A potencialidade de manipulação está no caráter da relação ciência/técnica.  “Hoje, a ciência tornou-se poderosa e maciça instituição no centro da sociedade, subvencionada, alimentada, controlada pelos poderes econômicos e estatais.” p. 19  A técnica produzida pela ciência, transforma a sociedade e a sociedade tecnologizada transforma a ciência. atenasregina@yahoo.com.br
  • 6. Uma dupla tarefa cega  Todas as ciências, incluindo as físicas e biológicas são ciências sociais.  Problemas:  1- a ciência natural não tem nenhum meio para conceber-se como realidade social.  2- a ciência antropossocial não tem nenhum meio de perceber-se como biofísica.  3- a ciência não controla sua própria estrutura do pensamento. O conhecimento científico não conhece a si próprio. atenasregina@yahoo.com.br
  • 7. Tarefa cega, segundo Husserl  “a eliminação por princípio do sujeito observador, experimentador e concebedor da observação, da experimentação e da concepção eliminou o ator real, o cientista, homem, intelectual, universitário, espírito incluído numa cultura, numa sociedade, numa história.” p. 20-21  Necessidade do autoconhecimento do conhecimento científico. atenasregina@yahoo.com.br
  • 8. II. A verdade da ciência  O espírito científico é incapaz de se pensar de tanto crer que o conhecimento científico é o reflexo do real. (...) a verdade objetiva da ciência escapa a todo o olhar científico, visto que ela é esse próprio olhar.” p.21 atenasregina@yahoo.com.br
  • 9. A metáfora do iceberg: zonas cegas da ciência  As teorias científicas são como icebergs, têm enorme parte imersa não científica, mas indispensável ao desenvolvimento da ciência. atenasregina@yahoo.com.br
  • 10. “A ciência é mais mutável do que a teologia”. Whitehead.  Evolução do conhecimento científico: extensão do saber, transformação, rupturas, passagem de uma teoria a outra.  A evolução da ciência vem a ser uma seleção natural. Popper.  Na evolução científica, através de transformações revolucionárias, um paradigma desaba para dar lugar a um novo paradigma. Kuhn  “(...) que a ciência seja verdadeira em seus dados (verificados, verificáveis), sem que por isso suas teorias sejam ‘verdadeiras’.” p.22-23  “O dogma (doutrina) é inatacável pela experiência. A teoria científica é biodegradável.” p.23  Exemplos de teoria ao mesmo tempo científica e doutrina auto- suficiente: marxismo e freudismo. atenasregina@yahoo.com.br
  • 11. A incerteza/certeza  “ O progresso das certezas científicas, entretanto, não caminha na direção de uma grande certeza.” p.23  “E, assim, tanto as ignorâncias como os conhecimentos provenientes do progresso científico trazem esclarecimento insubstituível aos problemas fundamentais ditos filosóficos.” p. 24 atenasregina@yahoo.com.br
  • 12. A regra do jogo  A ciência é um campo aberto onde as teorias se embatem com os princípios explicativos e as visões de mundo se chocam com os postulados metafísicos (pluralidade conflitual).  Regras do jogo (empíricas e lógicas): respeito aos dados, obediência a critérios de coerência.  A vitalidade da ciência reside no conflito de ideologias e dos pressupostos metafísicos.  O jogo científico da verdade e do erro é superior num universo ideológico, religioso, político.  Pensar as condições bioantropológicas do conhecimento e as raízes culturais, sociais e históricas das teorias.  “É necessário, portanto, que toda ciência se interrogue sobre suas estruturas ideológicas e seu enraizamento sociocultural.” p. 25  “Falta-nos uma sociologia do conhecimento científico.” p.26 atenasregina@yahoo.com.br
  • 13. Vivemos uma revolução científica?  Renovação do conhecimento científico no século xx: ciências físicas, ciências biológicas e a antropologia provocaram mudanças na própria visão do mundo.  “Os princípios de explicação “clássicos” que dominavam antes de ser perturbados pelas transformações que evoquei postulavam que a aparente complexidade dos fenômenos podia explicar-se a partir de alguns princípios simples, que a espantosa diversidade dos seres e das coisas podia explicar-se a partir de alguns elementos simples.” p.27 atenasregina@yahoo.com.br
  • 14. A crise do princípio clássico de explicação  Ciência clássica: exclusão da aleatoriedade, concepção determinista do universo, reconhecimento das organizações. Aparecimento da contradição = erro de pensamento. O universo obedecia à lógica aristotélica. Eliminação do observador da observação.  Séculos XIX ao XXI: mudanças na percepção da ciência: aceitabilidade da aleatoriedade, estudos da termodinâmica (calor = desordem), da estatística (acaso = necessidade). Avanços para a teoria da organização. Reconhecimento e enfretamento das contradições. Reintrodução do observador na observação.  “(...) tomar consciência da determinação etnosociocêntrica que hipoteca toda concepção de sociedade, cultura, homem.” p.29 atenasregina@yahoo.com.br
  • 15. Para um princípio de complexidade  Necessidade de um princípio de explicação mais rico do que o princípio de simplificação: separação/redução.  Princípio da complexidade: estabelecimento da comunicação entre aquilo que é distinguido: o objeto e o ambiente, a coisa observada e o observador.  Concepção da problemática da organização: esforço para obter uma visão poliocular ou poliscópica de todas as dimensões que envolvem o humano.  Urgência da ruptura da grande disjunção: natureza/cultura, objeto/sujeito.  Procurar a comunicação entre a esfera dos objetos e a dos sujeitos, estabelecendo a relação entre as ciências naturais e as ciências humanas, sem provocar o reducionismo.  Busca por uma transformação-metamorfose na estrutura do pensamento para enfrentar a complexidade do real. atenasregina@yahoo.com.br
  • 16. Propostas para a investigação  1- aspectos técnoburocráticos sirvam para estimular o crescimento da investigação.  2- os cientistas façam uma auto-crítica e a ciência uma auto-análise.  3- incentivos para a reforma do pensamento e a revolução científica.  Reflexões sobre o problema do investigador, além do sentido corporativo e profissional. atenasregina@yahoo.com.br
  • 17. “Sabemos que um espírito criativo, aberto, liberal pode, se for dotado de poderes, exercer um “despotismo esclarecido” que favorece a liberdade e a criação, mas sabemos também que não podemos institucionalizar o princípio do despotismo esclarecido: pelo contrário, temos de instituir comissões para fazer face aos perigos mais graves do poder incontrolável.” p.34 atenasregina@yahoo.com.br
  • 18. Proteger o desvio  1- manutenção e desenvolvimento do pluralismo teórico (ideológico, filosófico) em todas as instituições e comissões científicas.  2- proteção do desvio, ou seja, tolerar/favorecer os desvios no seio dos programas e instituições  “É preciso que os investigadores despertem e se exprimam enquanto investigadores.” p.35  Necessidade da ciência de se auto-interrogar.  A crise intelectual/ciência e dos cientistas provoca a descoberta das contradições e o confronto entre a ética do conhecimento e a ética cívica e humana.  A crise intelectual diante da responsabilidade de cada um é a condição básica para o progresso da consciência. atenasregina@yahoo.com.br
  • 19. Os dois deuses  “É o domínio do domínio da natureza que causa hoje causa problemas.” p.36  Controle da atividade científica/controle dos cidadãos pelo estado/recuperação do controle pelos cientistas = tomada de consciência.  A ética do conhecimento e a ética cívica e humana são complementares e antagônicas.  Consequências: o conhecimento traz em si a morte generalizada. p. 36 atenasregina@yahoo.com.br
  • 20. “(...) hoje, a árvore do conhecimento científico corre o risco de cair sob o peso dos seus frutos, esmagando Adão, Eva e a infeliz serpente.”. 36 atenasregina@yahoo.com.br
  • 21. 2- O conhecimento do conhecimento  O Círculo de Viena: busca pelos enunciados atômicos fundamentados num dado empírico formalmente definido e dele, construir proposições e teorias para elaboração de um pensamento verdadeiro, seguro e científico.  O que é a ciência?  “o que prova que uma teoria é científica é o fato de ela ser falível e aceitar ser refutada.” p.38  A ciência é mais mutável que a teologia: Whitehead.  Demarcação entre ciência e pseudociência: Karl Popper.  “não basta que uma teoria seja verificável, é preciso que ela possa ser falsificada.”p. 38  Crítica da indução. atenasregina@yahoo.com.br
  • 22.  A indução não leva à certeza verdadeira partindo apenas de fatos da observação verificados. A certeza teórica é baseada na dedução.  Nenhuma teoria pode ser provada para sempre ou resistir para sempre à falseabildade.  Qual é o fundamento da ciência? atenasregina@yahoo.com.br
  • 23. “uma teoria não é objetiva; uma teoria não é o reflexo da realidade; uma teoria é uma construção da mente, uma construção lógico-matemática que permite responder a certas perguntas que fazemos ao mundo, à realidade. Uma teoria se fundamenta em dados objetivos, mas uma teoria não é objetiva em si mesma.” p.40 atenasregina@yahoo.com.br