O texto publicitario_2015

773 visualizações

Publicada em

Redação e texto pubicitários - análise e prática

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
773
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
10
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
37
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

O texto publicitario_2015

  1. 1. O TEXTO PUBLICITÁRIO A N D R É B O M F I M | 2 0 1 5 Agência: Borghierh/Lowe Cliente: IstoÉ Gente
  2. 2. TÍTULO: Seu Jorge fica perplexo como boa parte da mídia pode passar semanas discutindo o fim do casamento de fulano com beltrana. SUBTÍTULO: ISTOÉ Gente. Muito mais profundidade quando se fala de personalidades, entretenimento e informação.
  3. 3. PARTE 1 INTRODUÇÃO O TEXTO PUBLICITÁRIO | ANDRÉ BOMFIM | 2015 -Retórica - Estrutura básica do discurso -Discurso deliberativo -Modelo apolíneo (logos) X dionisíaco (pathos)
  4. 4. RETÓRICA -Arte do domínio da palavra -Harmonia entre falar de modo convincente e elegante “Cabe à retórica mostrar o modo de constituir as palavras visando a convencer o receptor acerca de dada verdade” (CITELLI, 1995)
  5. 5. RETÓRICA Para Aristóteles, a retórica se dividia em 3 gêneros: GÊNERO DELIBERATIVO - delibera, aconselhando ou desaconselhando para uma ação futura. GÊNERO JUDICIÁRIO - acusação e defesa sobre fatos passados. GÊNERO DEMONSTRATIVO OU EPIDÍTICO - elogio e censura de acordo com o estado atual das coisas. Carrascoza (1999) afirma o texto publicitário como um DISCURSO DELIBERATIVO: um texto que tem como objetivo convencer alguém a uma ação posterior (futuro).
  6. 6. O DISCURSO DELIBERATIVO Fazer o receptor crer em algo que lhe é apresentado, mudar seus pontos de vista, tomar decisão favorável ao que lhe é dito. Para tanto, tem como objetivos principais: CONVENCER e PERSUADIR CONVENCER: esforço direcionado à mente; provas racionais. PERSUADIR: esforço direcionado ao coração; argumentos emotivos; sedução. O TEXTO PUBLICITÁRIO
  7. 7. RETÓRICA Para Aristóteles, o discurso convincente e coerente apoia-se em 4 etapas básicas: 1. EXÓRDIO: introdução que sinaliza o assunto abordado, captando o interesse do interlocutor; 2. NARRAÇÃO: apresentam-se fatos, atribuindo-lhes importância; 3. PROVAS: devem ser demonstrativas e estar associadas aos fatos; 4. PERORAÇÃO: desfecho onde se unem os pontos principais das três fases anteriores, além de excitar a paixão do interlocutor.
  8. 8. CONVENCER -Apelo à razão (logos) -Argumentos racionais -Apolo (modelo apolíneo) -Psique (mente humana) -Provas -Denotação PERSUADIR -Apelo à emoção (pathos) -Argumentos emotivos -Dionísio (modelo dionisíaco) -Vênus (deusa do amor e beleza) -Sedução -Conotação
  9. 9. PARTE 2 CARACTERÍSTICAS O TEXTO PUBLICITÁRIO | ANDRÉ BOMFIM | 2015 -Denotação x conotação -Afirmação e repetição -Rede semântica -Unidade textual -Estrutura circular -Função conativa -Criação de inimigos -Apelo à autoridade - Estereótipos -Manipulação -Recursos expressivos
  10. 10. DENOTAÇÃO: uso das palavras e expressões em seu sentido REAL. Textos e imagens que apresentam e descrevem esse produto ou serviço. Destina-se a informar, contar, descrever ou transmitir algo sobre um produto. DENOTAÇÃO X CONOTAÇÃO fera
  11. 11. CONOTAÇÃO: uso das palavras e expressões em sentido FIGURADO. Relaciona-se com o receptor do anúncio. Textos e imagens que evocam emoções, sensações e associações. Destina-se a fazê-lo sentir emoções perante o produto ou serviço oferecido. “A força do texto publicitário não está em seu conteúdo denotativo, mas nas conotações que ele é capaz de sugerir através de discursos retóricos.” Martins, Jorge. Redação Publicitária: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 1997 DENOTAÇÃO X CONOTAÇÃO fera
  12. 12. AFIRMAÇÃO E REPETIÇÃO -Uso de sentenças afirmativas e/ou imperativas; -Mantém o discurso fechado e à prova de dúvidas; -A repetição reforça o sentido de palavras, inclusive a própria marca.
  13. 13. - Associação de palavras análogas, reforçando a unidade textual; -MÉTODO PALAVRA-PUXA-PALAVRA (Carrascoza, 1999): textos baseados em palavras análogas a partir de um paradigma (A PALAVRA GERADORA, SOL CENTRAL ou RAIZ MENTAL). -Reforça a unidade textual, facilita a memorização e mantém a coesão do discurso. REDE SEMÂNTICA
  14. 14. - Associação de palavras análogas, reforçando a unidade textual; -MÉTODO PALAVRA-PUXA-PALAVRA (CARRASCOZA, 1999): textos baseados em palavras análogas a partir de um paradigma (A PALAVRA GERADORA, SOL CENTRAL ou RAIZ MENTAL). -Reforça a unidade textual, facilita a memorização e mantém a coesão do discurso. REDE SEMÂNTICA
  15. 15. UNIDADE TEXTUAL -O texto publicitário deve tratar de um único assunto, introduzido no título (exórdio) -Modelo USP: unique selling proposition ou proposição única de venda
  16. 16. -O texto publicitário deve tratar de um único assunto, introduzido no título (exórdio) -Modelo USP: unique selling proposition ou proposição única de venda ESTRUTURA CIRCULAR
  17. 17. FUNÇÃO CONATIVA As 6 funções da linguagem (Roman Jakobson), de acordo com os elementos comunicativos: emissor, receptor, referente/informação, mensagem, canal, código. Cada função se centra em um dos elementos comunicativos. 1. FUNÇÃO REFERENCIAL: denota coisas reais, privilegiando o objeto e sua descrição, em detrimento do emissor e receptor; 2. FUNÇÃO EMOTIVA: o emissor expressa suas emoções, usualmente em primeira pessoa. 3. FUNÇÃO CONATIVA/IMPERATIVA: apelo ao receptor, geralmente expressando uma ordem. 4. FUNÇÃO FÁTICA: verifica o contato com o interlocutor, o funcionamento do canal. 5. METALINGUÍSTICA: a mensagem que fala de outra mensagem. 6. ESTÉTICA OU POÉTICA: valoriza a própria forma da mensagem, usualmente com recursos expressivos e ambiguidades.
  18. 18. FUNÇÃO REFERENCIAL 1. FUNÇÃO REFERENCIAL: visa transmitir informações objetivas, em linguagem direta, sem subjetividade. Informação objetiva, conteúdo informacional sem manifestação da opinião. Centra- se na MENSAGEM/INFORMAÇÃO. Exemplos: textos científicos, didáticos, jornalísticos, previsão do tempo, receita de bolo, fato noticioso, relatos não opinativos, campanhas publicitárias informativas.
  19. 19. FUNÇÃO EMOTIVA 2. FUNÇÃO EMOTIVA: o emissor expressa suas emoções e/ou opiniões, usualmente em primeira pessoa. Centra-se no EMISSOR. Exemplos: poesia, cartas de amor e relatos opinativos. POEMA - CAZUZA Hoje eu acordei com medo Mas não chorei, nem reclamei abrigo Do escuro, eu via o infinito Sem presente, passado ou futuro Senti um abraço forte, já não era medo Era uma coisa sua que ficou em mim E que não tem fim
  20. 20. FUNÇÃO CONATIVA 3. FUNÇÃO :CONATIVA/APELATIVA: visa o convencimento ou persuasão. Convencer o receptor a um determinado comportamento. Uso de vocativos e verbos no imperativo (compre, doe, faça...). Centra-se no RECEPTOR. Exemplos: campanhas publicitárias (convencimento à compra, à adesão), sermões e discursos políticos ME DÁ UM DINHEIRO AÍ – IVAN FERREIRA Ei você aí, me dá um dinheiro aí Me dá um dinheiro aí Não vai dar?Não vai dar não Você vai ver a grande confusão O que vou fazer Bebendo até cair Me dá, me dá, me dá (oi) Me dá um dinheiro aí
  21. 21. FUNÇÃO CONATIVA -Para Carrascoza (1999), a função conativa se faz presente cada vez que o texto dialoga com o interlocutor, seja através do imperativo, quanto na vocação na segunda pessoa (você) e no tom coloquial. -Criação de falsa intimidade com o interlocutor (“mesa pra dois”); -Passa a impressão de que a mensagem foi feita exclusivamente para ele.
  22. 22. FUNÇÃO FÁTICA 4. FUNÇÃO FÁTICA: verifica o contato com o interlocutor, o funcionamento do canal, sua abertura e fechamento. Centra-se no CANAL (verificação, teste do canal). Exemplos: saudações, conversa de elevador. SINAL FECHADO - CHICO BUARQUE – Olá! Como vai? – Eu vou indo. E você, tudo bem? – Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E você? – Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo... Quem sabe? – Quanto tempo! – Pois é, quanto tempo!
  23. 23. FUNÇÃO METALINGUÍSTICA 5. METALINGUÍSTICA: a mensagem que fala de outra mensagem; o tema da mensagem é o próprio código; utilização do código para falar do próprio código. Centra-se no CÓDIGO. Exemplos: citação de uma campanha em outra campanha, um personagem de novela assistindo novela, o dicionário, campanha do CONAR (publicidade sobre publicidade). MÚSICA PARA OUVIR – ARNALDO ANTUNES Música para ouvir no trabalho Música para jogar baralho Música para arrastar corrente Música para subir serpente Música para girar bambolê Música para querer morrer Música para escutar no campo Música para baixar o santo Música para ouvir Música para ouvir Música para ouvir
  24. 24. FUNÇÃO POÉTICA 6. ESTÉTICA OU POÉTICA: valoriza a própria forma da mensagem, usualmente com recursos expressivos e ambiguidades. Visa produzir o prazer estético no leitor, através da seleção criteriosa de palavras. Centra-se na MENSAGEM e na sua construção. Exemplos: poesia concreta, aliterações. TODA SEXTA-FEIRA – ADRIANA CALCANHOTO Toda sexta-feira toda roupa é branca Toda pele é preta Todo mundo canta Todo céu magenta Toda sexta-feira todo canto é santo E toda conta Toda gota Toda onda Toda moça Toda renda Toda sexta-feira Todo o mundo é baiano junto
  25. 25. -A luta contra um inimigo reforça o laço entre emissor e receptor. - O produto é sempre apresentado como adjuvante ou arma na luta contra sua derrubada. CRIAÇÃO DE INIMIGOS
  26. 26. “Nem mesmo aquela mão com 6 dedos chama mais atenção que um dente mal-cuidado.”
  27. 27. APELO À AUTORIDADE -Quando especialistas dão testemunho favorável ao produto; -Celebrity endorsement / Endosso de celebridade.
  28. 28. ESTEREÓTIPOS -Uso de fórmulas e padrões consagrados; -Como verdades aceitas, os estereótipos evitam maiores questionamentos sobre o que está sendo comunicado; -Cada vez mais comum tem sido a quebra de estereótipos para gerar buzz.
  29. 29. -Dinâmica do aconselhamento e do convencimento gentil (pai que orienta o filho). -Entre os tipos de manipulação, temos: TENTAÇÃO (recompensa para que o manipulado faça alguma coisa) INTIMIDAÇÃO (ameaça, caso não faça) SEDUÇÃO (elogio ao manipulado) PROVOCAÇÃO (julgamento negativo do manipulado). MANIPULAÇÃO
  30. 30. Efeitos retóricos, incluindo: -Uso alternado da denotação e conotação; -Figuras de linguagem (hipérbole, antítese, intensificadores, fórmulas fixas etc.) ; -Variações linguísticas (gírias e regionalismos). RECURSOS EXPRESSIVOS
  31. 31. [tradução livre] PENSE PEQUENO Nosso pequeno carro já não é uma novidade. Nenhum bando de estudantes ainda tenta se espremer dentro dele. O cara do posto de gasolina já não pergunta onde colocar a bomba. Ninguém sequer ainda para diante dele. Na verdade, algumas pessoas que dirigem nosso carrinho sequer lembram que 32 milhas por litro é um grande negócio. Ou que estão usando 2 litros de óleo ao invés de 4. Ou que estão rodando 40 mil milhas com o mesmo jogo de pneus. Afinal, depois que você se acostuma com algumas de nossas economias, você já nem pensa mais nelas. Exceto quando você tem que se espremer numa vaga de estacionamento apertada. Ou renovar seu seguro com tarifas reduzidas. Ou pagar a menor taxa de manutenção. Ou de trocar seu velho Volkswagen por um novo. Pense de novo.
  32. 32. PARTE 3 COMPONENTES O TEXTO PUBLICITÁRIO | ANDRÉ BOMFIM | 2015 1. Título 2. Subtítulo 3. Bloco de texto 4. Slogan 5. Assinatura 6. Textos restritivos / legais
  33. 33. COMPONENTES DO TEXTO PUBLICITÁRIO O TEXTO PUBLICITÁRIO 1. TÍTULO 2. SUBTÍTULO 3. BLOCO DE TEXTO 4. SLOGAN 5. ASSINATURA 6. TEXTOS RESTRITIVOS / LEGAIS
  34. 34. COMPONENTES DO TEXTO PUBLICITÁRIO O TEXTO PUBLICITÁRIO 1. TÍTULO 2. SUBTÍTULO 3. BLOCO DE TEXTO 4. SLOGAN 5. ASSINATURA 6. TEXTOS RESTRITIVOS / LEGAIS ATENÇÃO À HIERARQUIA DOS ELEMENTOS
  35. 35. -Sentença principal que tem a função de atrair a atenção do receptor, apresentar um produto ou serviço ou a promessa de benefícios associados a este. Destaca-se das outras partes pelo tamanho, tipo e forma da tipografia. -Mensagem original e criativa, onde o redator se preocupa mais em chamar a atenção do leitor do que com o conteúdo informacional sobre o produto anunciado; deve ser conciso e positivo (GONZALES, 2003). TÍTULO
  36. 36. TÍTULO “O título é o elemento mais importante na maioria dos anúncios. Ele é o telegrama que decide o leitor a ler ou não o texto. Em média, 5 vezes mais pessoas leem o título do que o texto. Se você não conseguir vender alguma coisa em seu título, jogou fora 80% do dinheiro do seu cliente.” David Ogilvy
  37. 37. - Sentença que tem a função de explicar, complementar ou responder o título. -Apresenta-se sempre em menor destaque do que o próprio título. - Completa o sentido do título, fornecendo-lhe resposta sintética (GONZALES, 2003). SUBTÍTULO
  38. 38. TÍTULO: O verdadeiro poder está dentro de você. SUBTÍTULO: Seja doador. Converse com a família. Salve vidas.
  39. 39. -Formado por um ou mais parágrafos, que utilizam recursos denotativos e conotativos no intuito de informar e persuadir o receptor em favor de um determinado produto ou serviço. - O primeiro passo para se escrever um bom parágrafo é a FIXAÇÃO DO OBJETIVO ou responder para que se vai escrever sobre determinado assunto, com que finalidades, para atingir quais objetivos. A fixação do objetivo controla o pensamento do redator, facilita a seleção e a organização de suas ideias e garante a coerência do texto. BLOCO DE TEXTO
  40. 40. INTRODUÇÃO: composta pela FRASE-NÚCLEO; frase que abre o assunto, indica de modo conciso a ideia que vai ser desenvolvida no parágrafo. Pode assumir algumas formas usuais como DECLARAÇÃO INICIAL, INTERROGAÇÃO, AFIRMAÇÃO SURPREENDENTE, ALUSÃO HISTÓRICA. A introdução deve prender a atenção do interlocutor e estimular a leitura do parágrafo inteiro. BLOCO DE TEXTO
  41. 41. DESENVOLVIMENTO: explica, prova e fundamenta a ideia exposta na declaração inicia (ARGUMENTAÇÃO). Constitui-se de detalhes e aspectos determinados pela frase-núcleo. Tem a função de CONVENCER e PERSUADIR o consumidor, usando para tanto provas racionais e argumentos emotivos, ou uma combinação dos dois. CONCLUSÃO: Resume e recapitula o texto (PERORAÇÃO). Usualmente se dá um ordem (call to action) ao consumidor de forma explícita ou velada. BLOCO DE TEXTO
  42. 42. A EMBASA está comemorando 40 anos. Uma história marcada por muitas conquistas e trabalho para levar água de qualidade e saneamento para mais de 11 milhões de baianos. A EMBASA é a principal executora do programa Água para Todos, o maior programa de água e saneamento do Brasil, e está entregando o novo Emissário Submarino de Salvador. Investindo nos seus profissionais e na qualidade dos seus serviços, a EMBASA conquistou a posição de segunda melhor prestadora de serviços públicos do país*, primeira em gestão de pessoas e terceira em responsabilidade social. Por isso, a EMBASA tem muito orgulho de celebrar esta data e muitos motivos para comemorar, sempre olhando para frente, porque o futuro é a gente que faz. * Entre as companhias estaduais. Fonte: IstoÉ Dinheiro BLOCO DE TEXTO
  43. 43. -Derivada da palavra gálica sluagh-gharim (grito de guerra), o slogan é uma frase concisa, marcante, atraente, de fácil percepção e memorização, que apregoa as qualidades do produto (GONZALES, 2003). -Frase curta, concisa e marcante que destaca o diferencial de um produto ou serviço. -Aparece logo abaixo da marca e deve ser breve, positivo, rítmico e simpático. -Condensa em geral informações afirmativas ou imperativas. Encerra em si o posicionamento de um produto e contém a palavra de ordem ou call to action (chamada para o consumo) do produto (CARRASCOZA, 2003). SLOGAN
  44. 44. Bloco visual composto pela marca, slogan, endereço, telefone e endereços eletrônicos. ASSINATURA
  45. 45. Informações sobre limitações de um produto, serviço ou promoção / obrigatórias por lei. TEXTOS RESTRITIVOS/ LEGAIS
  46. 46. DE ONDE VÊM AS BOAS IDEIAS?
  47. 47. INSPIRAÇÃO Asas do Desejo, Wim Wenders, 1987
  48. 48. INSPIRAÇÃO Asas do Desejo, Wim Wenders, 1987
  49. 49. INSPIRAÇÃO Asas do Desejo, Wim Wenders, 1987
  50. 50. INSPIRAÇÃO Asas do Desejo, Wim Wenders, 1987
  51. 51. APRESENTAÇÃO DO TEXTO PUBLICITÁRIO E se eu for o redator?
  52. 52. Cliente: EMBASA Campanha: 40 anos Peça: Anúncio Título: EMSASA. O FUTURO É A GENTE QUEM FAZ. (Imagem de consumidores vistos através da tubulação da água. Eles devem estar felizes, à espera da água recém-chegada.) Subtítulo: Cerca de 200 hectares de matas ciliares recuperadas. Bloco de Texto: A EMBASA está comemorando 40 anos. Uma história marcada por muitas conquistas e trabalho para levar água de qualidade e saneamento para mais de 11 milhões de baianos. A EMBASA é a principal executora do programa Água para Todos, o maior programa de água e saneamento do Brasil, e está entregando o novo Emissário Submarino de Salvador. Investindo nos seus profissionais e na qualidade dos seus serviços, a EMBASA conquistou a posição de segunda melhor prestadora de serviços públicos do país*, primeira em gestão de pessoas e terceira em responsabilidade social. Por isso, a EMBASA tem muito orgulho de celebrar esta data e muitos motivos para comemorar, sempre olhando para frente, porque o futuro é a gente que faz. Texto restritivo: * Entre as companhias estaduais. Fonte: IstoÉ Dinheiro Assinatura: EMBASA (logomarca + selo 40 anos) Governo da Bahia (logomarca). Terra de todos nós (slogan).
  53. 53. Cliente: HAVAIANAS Peça: VT Duração: 30” Título: “FERNANDA” CENA 1 – QUIOSQUE HAVAIANAS NA PRAIA – EXTERIOR DIA Dia ensolarado. Praia movimentada. Em um quiosque das Havaianas, Fernanda Lima escolhe um par de sandálias. Surge então um típico playboy de praia, completamente sem noção de quem ela é, e começa a lhe azarar. PLAYBOY: (jogando todo o seu charme cafajeste) Essas Havaianas vão ficar lindas em você. FERNANDA: (atenciosa) Brigada. PLAYBOY: (em tom de aposta) Você é modelo! FERNANDA: (com toda a naturalidade do mundo) Sou! PLAYBOY: (cara de absoluto espanto) Como assim? FERNANDA: (com a mesma naturalidade) Ué! Modelo. Sou Fernanda Lima, modelo! PLAYBOY: (desolado) Pô, sacanagem! FERNANDA: Que foi?! PLAYBOY: Essa era minha melhor cantada! (saindo de cena, indignado) Pô, você estragou tudo. FERNANDA: Desculpa! (voltando para as sandálias) Eu, hein! Corta para a assinatura. CENA 2 – ASSINATURA Mosaico colorido de sandálias e a típica vinheta de encerramento. LOC. OFF: Havaianas. Todo mundo usa! 1. Cabeçalho do roteiro: informações técnicas sobre cliente, formato, duração e título para identificação em claquete. 2. Cabeçalho de cena: numeração da cena, lugar, interior/exterior, fase do dia (use sempre caixa alta). 3. Ação: narre os acontecimentos sempre no tempo presente. Descreva lugares e personagens quando aparecem pela primeira vez. 4. Diálogos: escreva como os personagens falam, incluindo erros e gírias se for o caso. Cada fala é precedida da notação do personagem em caixa alta. A partir do momento em que o nome de um personagem é revelado, utilize-o sempre nas notações. 5. Rubricas: revelam o estado emocional do personagem ou alguma ação que se desenrola durante a fala. Sempre em caixa baixa e entre parênteses. Note que as rubricas sempre precedem a fala a que se referem. 6. Transições: de que forma ocorre a passagem de uma cena para outra (corte, fusão, fade in, fade out, wipe etc.) 7. Assinatura: vinheta onde são exibidos a marca, slogan e contatos do anunciante.
  54. 54. VIDEO AUDIO LETTERINGS Em uma tomada aérea a câmera avança pela estrada como se quisesse alcançar o carro à sua frente. Música: jazz em um estilo mais acelerado, como um bebop ou uma big band. O carro é filmado na estrada sob diversos ângulos, valorizando os detalhes e o design. Música. Citroen C5. Motor V6 – 210 CV Motor 2.0 – 138 CV Corta para imagens do interior, detalhes do painel. Música. 18 computadores Vemos o proprietário do veículo, um jovem bem- sucedido, sofisticado, na faixa dos vinte. Ele engata a marcha para acelerar. Música. Câmbio automático sequencial Imagens do carro avançando velozmente na estrada, passando inclusive por alguns trechos acidentados. Música. LOC. OFF: Novo Citroen C5 com suspensão Hidro Active 3. Um carro onde tudo é inteligente e a suspensão é genial. Suspensão que se adapta às condições da estrada 6 air bags O carro para subitamente. O jovem desce, caminha até o porta-malas e abre. De dentro do porta-malas, vemos um toca-discos em primeiro plano e ele ao fundo. O LP chegou ao fim e ele traz a agulha até o começo do disco. A música para subitamente. Ouvimos apenas o som do vento e um misterioso chiado de LP. Volta a música. Interior do carro. O jovem engata a marcha e parte. Música. O carro avança novamente pela estrada, deixando a câmera para trás. Sobre essa imagem, a assinatura com a logo Citroen e o hotsite do C5. LOC. OFF: Citroen C5. Um carro como os outros vão ser. www.citroenc5.com.br Cliente: CITROEN Peça: VT Duração: 60” Título: ”LP”
  55. 55. Cliente: FLASHPOINT Peça: SPOT Duração: 30” Título: “VOVÓ” Rock pesado, tocando muito alto. O neto tenta conversar com a avó em meio ao barulho. NETO: (gritando em meio ao som alto) E aí, vó! Tudo beeem! VÓ: Heeeeiiin? NETO: Eu disse tudo bem, vó? VÓ: Heeeeiin? Pausa na música, como se alguém tivesse parado o som. NETO: Ô, vó! Dá pra ouvir esse som mais baixo? Trilha da assinatura. LOC.: Você acabou de conhecer mais um cliente Flashpoint. Flashpoint. Pra quem é louco por música. Volta para o silêncio e a resposta da avó. VÓ: Baixo? (risos) Eu gostei mais da guitarra! 1. Cabeçalho do roteiro: informações técnicas sobre cliente, formato, duração e título para identificação em claquete. 2. Ação/Sonoplastia 3. Diálogos / Rubricas 4. Assinatura
  56. 56. TÉCNICA DIÁLOGOS Rock pesado, tocando muito alto. NETO: (gritando em meio ao som alto) E aí, vó! Tudo beeem! VÓ: Heeeeiiin? NETO: Eu disse tudo bem, vó? VÓ: Heeeeiin? Pausa na música, como se alguém tivesse parado o som. NETO: Ô, vó! Dá pra ouvir esse som mais baixo? Trilha da assinatura. LOC.: Você acabou de conhecer mais um cliente Flashpoint. Flashpoint. Pra quem é louco por música. Volta para o silêncio da cena. VÓ: Baixo? (risos) Eu gostei mais da guitarra! Cliente: FLASHPOINT Peça: SPOT Duração: 30” Título: “VOVÓ”
  57. 57. PARTE 4 RECURSOS EXPRESSIVOS O TEXTO PUBLICITÁRIO | ANDRÉ BOMFIM | 2015 1. Superlativos 2. Intensificadores 3. Hipérbole 4. Eufemismo 5. Imperativo verbal 6. Contraste/antítese 7. Fórmulas fixas 8. Polissemia 9. Rimas 10. Repetição
  58. 58. RECURSOS EXPRESSIVOS 1. SUPERLATIVOS: uso de adjetivo/advérbio para exprimir a superioridade em relação a entidades análogas, ou ainda em grau mais elevado e superior (o maior de todos, o mais eficiente da categoria, o mais belo dos belos...). 2. INTENSIFICADORES: 2.1. ADJETIVO + SUBSTANTIVO (adjetivação): uso de adjetivos para qualificar ou enaltecer o produto ou serviço. (Leve grátis esta linda nécessaire, mais um sólido empreendimento da Odebrecht....) 2.2. ADVÉRBIO + ADJETIVO: o advérbio intensifica o próprio adjetivo. (profissionais altamente qualificados)
  59. 59. RECURSOS EXPRESSIVOS
  60. 60. 3. HIPÉRBOLE: figura de linguagem que busca valorizar uma idéia através do exagero (sou louco por pipoca e guaraná, suas amigas vão morrer de inveja...). Muito utilizada também é a hipérbole visual. RECURSOS EXPRESSIVOS
  61. 61. RECURSOS EXPRESSIVOS
  62. 62. FIGURAS DE LINGUAGEM
  63. 63. 4. EUFEMISMO: maneira atenuada de exprimir certos fatos indesejáveis. Oposto da hipérbole. Pouco usado na propaganda. Apenas para atenuar os defeitos do produto ou serviço. (quase de graça, praticamente sem ruídos...) RECURSOS EXPRESSIVOS
  64. 64. 5. IMPERATIVO VERBAL: um dos principais instrumentos da linguagem persuasiva. A publicidade contemporânea tenta disfarçá-lo em construções mais sutis. (Faça-nos uma visita; você não vai querer saber de outro...) RECURSOS EXPRESSIVOS
  65. 65. RECURSOS EXPRESSIVOS
  66. 66. RECURSOS EXPRESSIVOS
  67. 67. 6. CONTRASTE/ANTÍTESE: palavras de sentidos opostos usadas para enfatizar as qualidades do produto ou serviço. (Muito mais, por muito menos; antes rebeldes, agora lisos e sedosos; preços lá embaixo, qualidade lá em cima; pequenos detalhes fazem grande diferença...) RECURSOS EXPRESSIVOS
  68. 68. RECURSOS EXPRESSIVOS
  69. 69. RECURSOS EXPRESSIVOS
  70. 70. RECURSOS EXPRESSIVOS
  71. 71. 7. FÓRMULAS FIXAS: uso de expressões de domínio público como citações, clichês, frases prontas e provérbios, despertando a adesão do leitor por meio de algo conhecido, que estimula a sua memória. Seu uso pode ser literal ou não. A publicidade sempre associa tais expressões ao produto ou serviço em questão, dando- lhe outro significado. (Pra gente, a noite é uma criança; Pais e amor...) RECURSOS EXPRESSIVOS
  72. 72. RECURSOS EXPRESSIVOS
  73. 73. RECURSOS EXPRESSIVOS
  74. 74. 8. POLISSEMIA: palavras ou expressões usadas com sentido ambíguo ou dupla interpretação. RECURSOS EXPRESSIVOS
  75. 75. RECURSOS EXPRESSIVOS
  76. 76. RECURSOS EXPRESSIVOS
  77. 77. RECURSOS EXPRESSIVOS
  78. 78. RECURSOS EXPRESSIVOS
  79. 79. 09. RIMAS: recurso musical, considerado cafona pela publicidade contemporânea. (Tomou Doril, a dor sumiu...) RECURSOS EXPRESSIVOS
  80. 80. RECURSOS EXPRESSIVOS
  81. 81. 10. REPETIÇÃO: repetição de palavras com o intuito de reforçar a memorização. (Todo grande amor merece um grande presente; uma nova escola para um novo tempo...) RECURSOS EXPRESSIVOS
  82. 82. RECURSOS EXPRESSIVOS
  83. 83. RECURSOS EXPRESSIVOS
  84. 84. VAMOS TREINAR? RECURSOS EXPRESSIVOS
  85. 85. RECURSOS EXPRESSIVOS
  86. 86. RECURSOS EXPRESSIVOS
  87. 87. FIGURAS DE LINGUAGEM
  88. 88. RECURSOS EXPRESSIVOS
  89. 89. RECURSOS EXPRESSIVOS
  90. 90. RECURSOS EXPRESSIVOS
  91. 91. RECURSOS EXPRESSIVOS
  92. 92. RECURSOS EXPRESSIVOS
  93. 93. RECURSOS EXPRESSIVOS
  94. 94. RECURSOS EXPRESSIVOS
  95. 95. RECURSOS EXPRESSIVOS
  96. 96. RECURSOS EXPRESSIVOS
  97. 97. RECURSOS EXPRESSIVOS
  98. 98. RECURSOS EXPRESSIVOS
  99. 99. RECURSOS EXPRESSIVOS
  100. 100. FIGURAS DE LINGUAGEM
  101. 101. FIGURAS DE LINGUAGEM
  102. 102. FIGURAS DE LINGUAGEM
  103. 103. RECURSOS EXPRESSIVOS
  104. 104. EUGÊNIO MOHALLEN
  105. 105. EUGÊNIO MOHALLEN
  106. 106. EUGÊNIO MOHALLEN
  107. 107. EUGÊNIO MOHALLEN
  108. 108. EUGÊNIO MOHALLEN
  109. 109. EUGÊNIO MOHALLEN
  110. 110. EUGÊNIO MOHALLEN
  111. 111. EUGÊNIO MOHALLEN
  112. 112. EUGÊNIO MOHALLEN
  113. 113. EUGÊNIO MOHALLEN
  114. 114. EUGÊNIO MOHALLEN
  115. 115. EUGÊNIO MOHALLEN “Filhos crescem, casam e têm filhos. Não necessariamente nesta ordem.”
  116. 116. EUGÊNIO MOHALLEN
  117. 117. BERTOMEU, João Vicente Cegato. Criação na propaganda impressa. São Paulo: Futura, 2002 CARRASCOZA, João Anzanello. Redação publicitária: estudo sobre a retórica do consumo. São Paulo: Futura, 2003. CARRASCOZA, João Anzanello. A evolução do texto publicitário: a associação de palavras como elemento de sedução na publicidade. São Paulo: Futura, 1999. CARVALHO, Nelly. Publicidade - a linguagem da sedução. São Paulo: Ática, 2003. CITELLI, Adilson. Linguagem e Persuasão. São Paulo: Ática, 1993. DOMINGOS, Carlos. Criação sem pistolão: segredos para você se tornar um criativo de sucesso. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. GONZALEZ, Lucilene. Linguagem publicitária: análise e produção. São Paulo: Arte & Ciência, 2003. MARTINS, Jorge. Redação publicitária - teoria e prática. São Paulo: Atlas, 1997. OGILVY, David. Confissões de um publicitário. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006. VIEIRA, Stalimir. Raciocínio criativo na publicidade. São Paulo: Loyola, 1999 TOSCANI, Oliviero. A publicidade é um cadáver que nos sorri. São Paulo: Ediouro, 2000 REFERÊNCIAS

×