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FACULDADES INTEGRADAS TERESA D´ÁVILA
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
Nalba Angélica Sene 1
João Marcelo Ribeiro 1
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The present article demonstrates that the discussions about environmental responsibility
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e descrever com um enfoque ambiental suas particularidades, procurando observar alguns dos
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Figura 1 – Modelo de Cadeia de Relaciona...
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Ferroviário: é um sistema de transporte lento, de matérias-primas ou manufaturados,
porém, de baixo valor para longas di...
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2 Logística Reversa
Para Leite (2003), do ponto de vista operacional, a logística reversa é entendida como
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O mercado global está assumindo a responsabilidade de proteger o meio ambiente, não
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Segundo Donato (2008), pode-se afirmar que a Ecologística utiliza a logística reversa
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Conforme dados disponibilizados pela empresa - todas as unidades fabris da Unilever
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REFERENCIAS
ADEODATO, Sergio: Logística Verde. Disponível em:
<http://www.fatorambiental.com.br/portal/index.php/2009/0...
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Tcc ecologistica nalba angélica 2009

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As discussões sobre responsabilidade ambiental ocupam cada vez mais espaço nos meios empresariais, poderes públicos, sociedade, organizações não governamentais e ambientalistas; questões como: condição do ar, escassez de recursos, superpopulação, fome, destruição da camada de ozônio, aquecimento global, desertificação, chuva ácida, entre outras. Ser uma empresa social e ambientalmente responsável implica traçar novas gestões estratégicas envolvendo de forma integrada e harmônica todos os setores da organização bem como seus dirigentes, colaboradores e stakeholders.

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Tcc ecologistica nalba angélica 2009

  1. 1. 1 FACULDADES INTEGRADAS TERESA D´ÁVILA CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Nalba Angélica Sene 1 João Marcelo Ribeiro 1 Luiz F. Franqueira 1 André Alves Prado 2 Ecologística - Gestão Ambiental Estratégica na Cadeia de Transportes Modais LORENA – SP 2009 1 Graduando do Curso de Administração de Empresas das Faculdades Integradas Teresa D’Ávila 2 Professor Orientador do Curso de Administração de Empresas das Faculdades Integradas Teresa D’Ávila
  2. 2. 2 ABSTRACT The present article demonstrates that the discussions about environmental responsibility occupy space more and more in the managerial ways. Some companies have been noticing that environmental actions can represent real competitive advantages; but so that it is legitimated as such it is indispensable to the integration of the whole chain logistics. In this sense this study was used of the bibliographical methodology to also approach the environmental aspects of Ecologistc well-known as Green Logistics, as well as its advantages and disadvantages in the chain of modal transports and to describe with an environmental focus its particularities, trying to observe the main environmental points in every chain logistics. This way it is ended that a lot of companies have been doing a strategic weapon of the environmental logistics in its planning of business and in agreement with specialists, the area of Ecologistc comes being considered as an important element in the maintainable strategic planning of the organizations. Key words: environmental responsibility, green logistics, ecologistc 1 INTRODUÇÃO As discussões sobre responsabilidade ambiental ocupam cada vez mais espaço nos meios empresariais, poderes públicos, sociedade, organizações não governamentais e ambientalistas; questões como: condição do ar, escassez de recursos, superpopulação, fome, destruição da camada de ozônio, aquecimento global, desertificação, chuva ácida, entre outras. Ser uma empresa social e ambientalmente responsável implica traçar novas gestões estratégicas envolvendo de forma integrada e harmônica todos os setores da organização bem como seus dirigentes, colaboradores e stakeholders (pessoa ou grupo com interesse na performance da organização e do meio em que ela opera). Diante desse cenário as empresas acompanham constantemente e de forma estratégica o ciclo de vida dos seus produtos; com intuito de compreender de onde vêem às matérias- primas utilizadas e para onde irão os produtos fabricados, os subprodutos e os resíduos da cadeia produtiva; uma vez que elas tornam-se co-responsáveis pelos impactos sociais e ambientais que afetam o planeta. Algumas empresas têm percebido que ações ambientais podem representar reais vantagens competitivas; mas para que se legitime como tal é imprescindível a integração de toda a cadeia logística. O artigo visa abordar os aspectos ambientais da Ecologística também conhecida como Logística Verde, bem como suas vantagens estratégicas de competitividade na cadeia logística
  3. 3. 3 e descrever com um enfoque ambiental suas particularidades, procurando observar alguns dos principais pontos ambientais na área logística. Muitas organizações têm feito da logística uma arma estratégica em seu planejamento de negócios. E de acordo com especialistas, a área da Ecologística vem sendo considerada como um elemento importante no planejamento estratégico das organizações. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEORICA 2.1 Definição de Logística A logística é de suma importância para o sucesso das organizações, sendo tratada como uma visão empresarial que direciona os desempenhos das empresas; tendo como meta reduzir o lead time entre o pedido, a produção e a demanda, de modo que o cliente receba seus bens ou serviço no momento que desejar, com suas especificações predefinidas, local especifico e, principalmente, o preço desejado. Para melhor entender a Logística como um processo integrado de administração dos recursos financeiros, materiais e de informação referente ao pleno atendimento do cliente, faz- se necessário apresentar alguns conceitos. Segundo Ballou (1987), a logística empresarial trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria- prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviços adequados aos clientes a um custo razoável. Para Leite (2003), pode-se definir a Logística como um processo de planejamento, implantação e controle do fluxo eficiente e eficaz de mercadorias, serviços e das informações relativas desde o ponto de origem até o ponto de consumo com o propósito de atender às exigências dos clientes.
  4. 4. 4 Na figura 1 abaixo, apresenta-se um esquema de fluxo de produtos e/ou serviços. Figura 1 – Modelo de Cadeia de Relacionamento. Fonte: WOOD (1997) apud. Leite (2003), adaptado pelos próprios autores. 2.1.2 Escopo do Sistema de Transporte O transporte, para a maioria das organizações, é a atividade logística mais importante, simplesmente porque absorve, em média, de um a dois terços dos custos logístico. Nenhuma empresa moderna pode operar sem providenciar a movimentação de suas matérias-primas ou de seus produtos acabados. O transporte é considerado um elemento muito importante para a economia, se não o mais importante do custo logístico das empresas. Tipos de Modais Para Pozo (2004), “os sistemas básicos de transportes para carga, os quais são considerados pelos agentes de transportadores e associações de exportador, são cinco: ferroviário, rodoviário, hidroviário, dutoviário e aeroviário. A importância desses modelos de transportes varia com o tempo é explicada de acordo com sua carga”:
  5. 5. 5 Ferroviário: é um sistema de transporte lento, de matérias-primas ou manufaturados, porém, de baixo valor para longas distâncias. Rodoviário: serviços de rotas curtas de produtos acabados ou semi-acabados; oferece entregas razoavelmente mais rápidas e confiáveis de cargas parceladas. Assim, é o sistema mais competitivo no mercado de pequenas cargas. Aeroviário: apesar de um transporte caro, sua vantagem se dá por sua velocidade principalmente em longas distâncias, sem calcular o tempo de coleta e entrega e também o manuseio no solo. Sua vantagem em termos de perdas e danos é bastante segura, não há necessidade de reforços e embalagens, desde que o trecho terrestre não exponha a carga e que no aeroporto elas não estejam sujeitas a roubos. Hidroviário: a disponibilidade e confiabilidade são fortemente influenciadas pelas condições meteorológicas. Além de manusear mercadorias a granel, esse meio de transporte também leva bens de alto valor, principalmente operadores internacionais, que costumam transportar em contêineres. Dutoviário: transporte de fluidos por tubulações; sua movimentação é bastante lenta, mas a lentidão é compensada pelas 24 horas por dia de trabalho sem descanso; fatores meteorológicos não são significativos. No Brasil, a utilização dos modais de transporte está distribuída de acordo com a Figura 2: 57,50% 21,20% 17,40% 3,50% 0,40% Rodoviario Ferroviario Hidroviario Dutoviario Aeroviario Figura 2: Gráfico de utilização dos modais de transporte no Brasil. Fonte: Pozo (2004) adaptado pelos autores
  6. 6. 6 2 Logística Reversa Para Leite (2003), do ponto de vista operacional, a logística reversa é entendida como a movimentação de mercadorias no sentido contrário do fluxo de abastecimento do mercado consumidor. Conceitualmente, ela acaba por integrar-se em vários processos, como no desenvolvimento de produtos, na relação com os fornecedores, no processo de aquisição e de manufatura, na comercialização e no descarte, no sentido de evitar ou minimizar os prováveis efeitos negativos ao meio ambiente, aos negócios, às pessoas a até ao país. Dentro da perspectiva do negócio a logística reversa, refere-se como um processo dentro da cadeia de valor que tem como função principal a devolução ao ponto de origem de materiais ou produtos acabados. Relaciona-se com a importância da redução de energia na reutilização de materiais ou na reciclagem destes, no tratamento de resíduos, na substituição ou no conserto de mercadorias. (CHOPRA; MEINDL, 2003). A logística reversa, por meio de sistemas operacionais diferentes em cada categoria de fluxos, tem como objetivo tornar possível o retorno dos bens ou de seus materiais constituintes ao ciclo produtivo ou de negócio, agregando: valor ecológico, legal e de localização ao planejar as redes reversas. A tabela 1 apresentada abaixo, ilustra os diferentes tipos de fluxos logísticos. Fluxos diretos Com fornecedores (fornecimento de materiais e de componentes) Com clientes (produtos, peças de reposição, materiais promocionais e de propaganda). Fluxos reversos Com fornecedores (embalagens, reparo). Com fabricantes (eliminação, reciclagem). Com clientes (excesso de estoque, reparos). Tabela 1: Fonte: Dornier et (2000) apud Leite (2003), adaptado pelos próprios autores.
  7. 7. 7 2.2.1 Norma ISO 14000:2004 O mercado global está assumindo a responsabilidade de proteger o meio ambiente, não apenas para ganhar a confiança dos clientes, mas também para entender e atender as exigências das principais normas ambientais. A norma ISO 14000 é uma ferramenta que auxilia as organizações a identificar, gerenciar e priorizar seus riscos ambientais. A norma faz com que as empresas dêem uma maior atenção ás questões relacionadas ao meio ambiente e exige o comprometimento com a prevenção da poluição e com os programas de melhorias. Para Donato (2008), a referida norma colocou a questão ambiental na agenda da alta administração das empresas e levou o tema meio ambiente aos colaboradores de todos os níveis, forçando as empresas a investir nos processos com vista à melhoria contínua e provocou um efeito-cascata na cadeia produtiva, com fornecedores de empresas certificadas sendo obrigadas, por força do mercado, a também implantar o Sistema de Gestão Ambiental. Na logística com enfoque ambiental, o cumprimento ás normas vigentes, as exigências ambientais e as normas ISO 14000 são consideradas primordiais, visto que decisões passam a ser estratégicas para as empresas. Segue abaixo um comparativo entre as principais características estratégicas numa tomada de decisão entre a logística convencional e a logística com enfoque ambiental, conforme a Tabela 2: Tomada de Decisões Logística Convencional Itens Adicionados na Logística com Enfoque Ambiental Estratégia de estoques - níveis de estoques - disposição de estoques - métodos de controle - sucateamento, desperdício e refugo de materiais. - obsolescência e sobra de estoques - consumo de energia - reciclagem dos materiais impacto ambiental das falhas de processo
  8. 8. 8 Estratégia de localização - número, tamanho e localização das instalações. - designação de pontos de estocagem para os pontos de fornecimento - armazenagem pública ou privada - eficiência energética - impacto ambiental da localização - desenvolvimento de fornecedores dentro das praticas ambientais - impacto ambiental do gerenciamento de projetos - minimização da energia consumida na distribuição Estratégia de transportes - modais de transportes - roteirização / programação do transportador - tamanho / consolidação do transporte - redução do consumo de energia com o transporte - poluição por emissão de gases - reciclagem de materiais utilizados para a embalagem e transporte - poluição causada por transportes freqüentes - congestionamentos - logística reversa para retorno de embalagem e descarte do material após sua vida útil. Tabela 2: Fonte: LEITE (2003), adaptado pelos próprios autores. 2.2.1 Histórico da Logística Verde ou Ecologística Para Donato (2008), o movimento da Ecologística também conhecida como Logística Verde surgiu no início do século XXI, onde vários fatores foram observados, dando início a este novo conceito: • A crescente poluição ambiental decorrente da emissão dos gases gerados pela combustão incompleta dos combustíveis fósseis durante os diversos sistemas de transporte; • A crescente contaminação dos recursos naturais como conseqüência de cargas desprotegidas, tais como: caminhões com produtos químicos que se acidentam e contaminam rios e navios petroleiros que contaminam os oceanos; • A necessidade de desenvolvimento de projetos adequados à efetiva necessidade do produto contido, de forma a evitar que as ações geradas pelo transporte ou
  9. 9. 9 armazenagem não causem avarias à embalagem de produto químico, petroquímico, defensivo agrícola e farmacêutico. As operações logísticas na atualidade são conduzidas por pressões ambientais severas, contudo, empresas incentivadas pelas Normas da série ISO 14000:2004 preocupadas com a gestão ambiental estão criando uma nova área na logística que é a Ecologística, e começam a destinar para reciclar os produtos resultantes de seus processos produtivos que antes eram ou lançados no meio ambiente ou queimados a céu aberto, como por exemplo: pneus, óleo lubrificantes, bateria veicular e estacionária, água de lavagem de frotas etc., que passaram a se destacar como matéria-prima e deixaram de ser tratadas como lixo. Dessa forma, observa-se o fenômeno da logística reversa no processo de reciclagem, uma vez que alguns desses materiais retornam aos diferentes centros produtivos em forma de matéria-prima. Para Leite (2008), empresas modernas utilizam-se da logística reversa, diretamente ou por meio de terceirização com empresas especializadas, como forma de ganho de competitividade no mercado, conforme mostra os dados da Figura 3 que apresenta os motivos estratégicos para as empresas operarem os canais reversos - extraída de recente pesquisa realizada nos Estados Unidos em empresas de diversos setores. Motivos estratégicos para as empresas operarem os canais reversos 65% 33% 29% 28% 27% Aumento de competitividade Limpeza de canal-estoque Respeito às legislações Revalorização econômica Recuperação de ativos Figura 3: Rogger e Tibben-Lembke (1999). apud. Leite (2008) – adaptado pelos autores.
  10. 10. 10 Segundo Donato (2008), pode-se afirmar que a Ecologística utiliza a logística reversa como ferramenta operacional, no sentido de minimizar o impacto ambiental, não só dos resíduos na esfera produtiva e do pós-consumo, mas de todos os impactos ao longo do Ciclo de Vida dos Produtos, já que a logística reversa viabiliza a devolução para a produção as matérias-primas que serão reaproveitadas. 2.3 Aspectos e Impactos Ambientais da Atividade Logística Preocupadas com as questões ambientais, as empresas estão cada vez mais adotando políticas de Desenvolvimento Sustentável (DS) – para as organizações as atividades empresariais logísticas devem incorporar tecnologias para uma produção limpa. Durante a atividade logística são gerados alguns resíduos não-inertes que necessitam de disposições adequadas; áreas de disposições e triagem devem ser devidamente monitoradas, assegurando a não contaminação do solo e lençóis freáticos. A destinação de resíduos sólidos deve ser feita por empresas especializadas e licenciadas por órgão ambiental, com encaminhamento destes resíduos principalmente para reciclagem. As empresas devem investir no uso racional de recursos e no controle das emissões atmosféricas e na redução da geração de resíduos tanto líquidos como sólidos, reduzindo os impactos negativos do processo logístico sobre o meio ambiente. (DONATO 2008) As organizações de classe mundial que implantaram o DS – atingiram um índice significativo no Desenvolvimento Logístico Sustentável. O principal objetivo da implantação de DS é contribuir para que as empresas cresçam sem causar impactos ambientais. A definição jurídica de impacto ambiental no Brasil vem expressa no art. 1º da Resolução nº. 001, de 1986 do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente, nos seguintes termos: (Brasil - Resolução CONAMA nº 1, de 23 de janeiro de 1986. Publicada no DOU, de 17 de fevereiro de 1986, Seção 1, páginas 2548-2549). “Considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causadas por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas, que direta ou indiretamente, afetam-se: a saúde, a segurança e o bem-estar da população; as atividades sociais econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos naturais”.
  11. 11. 11 3 METODOLOGIA DA PESQUISA Para realização deste trabalho utilizou-se da metodologia de pesquisa bibliográfica, conforme classificação de Lakatos (2002), a pesquisa bibliográfica, ou fontes secundárias, abrange a bibliografia já tornada pública em relação ao tema em estudo. De acordo com Mattar (2005), essa técnica representa uma das formas mais rápidas e econômicas de amadurecer ou aprofundar um problema de pesquisa; por meio do conhecimento dos trabalhos já realizados por outros pesquisadores. Foram realizados levantamentos em livros, periódicos, artigos, textos para discussões e consultas entre outros, e assim, obter dados que sustentam o objetivo deste trabalho, qual seja evidenciar os aspectos ambientais da Ecologística também conhecida como Logística Verde, bem como suas vantagens e desvantagens na cadeia de transportes modais e descrever com um enfoque ambiental suas particularidades. 3.2 ESTUDO DE CASO 3.2.1 Case: Unilever do Brasil Para Adeodato (2003), o transporte de carga incorpora uma nova e complexa variável que vai além da redução de custos, segurança ou rapidez na entrega. Cifrões, mapas de rota e medidas como quilometragem, peso e volume dividem espaço nas planilhas de logística com enfoque ambiental com uma conta típica dos tempos modernos: a quantidade de gases do efeito estufa liberada pelos veículos; o mercado exige a matemática ambiental. Muitas empresas têm feito da logística ambiental uma arma estratégica em seu planejamento de negócio e de acordo com especialistas, a área da Ecologística vem sendo considerada como um elemento de suma importância no planejamento estratégico das organizações. • Ações Ambientais na área Logística da Unilever do Brasil. Na Unilever do Brasil o fluxo de mercadorias é mapeado com seus valores para permitir a definição de um cronograma que prevê o tempo de carga e descarga e a duração dos percursos - tudo programado por computador. Aproveita-se ao máximo a capacidade dos veículos, tendo como resultado a redução da quantidade de viagens, que passaram de 18.731 para 16.319 anuais após o início do esquema. Em 2008, a companhia deixou de emitir 2.400
  12. 12. 12 toneladas de dióxido de carbono por conta do novo procedimento, expandindo para as operações com fornecedores de matéria-prima. O compromisso ambiental também no transporte já é um item de satisfação do consumidor. Ressalta-se que o esforço não se reduz ao planejamento da logística - inclui também o desenvolvimento de novos produtos e embalagens capazes de reduzir custos, e emissões de gases-estufa na sua distribuição. É o caso do amaciante de roupas concentrado, lançado em 2008, para reduzir o consumo de água nas lavagens e o tamanho das embalagens. Além de empregar menos matéria-prima de fontes não renováveis e diminuir o volume de lixo após o consumo, o produto ocupa menos espaço nos caminhões, o que implica menos liberação de gases poluentes para transportá-lo. A nova versão do amaciante proporcionou economia de quase 2 mil viagens de caminhão por ano - ou seja, uma redução de combustível em torno de 67%. Em 2005, ao diminuir em um décimo o tamanho da embalagem clássica de sabão em pó, que passou a ter formato horizontal, a empresa conseguiu colocar 6% mais produtos nos caminhões. São ações como essas que contribuíram para a companhia atingir a meta global de reduzir em 25% os gases do efeito estufa até 2012, em comparação aos índices de 2004. No Brasil, entre 2004 e 2008, a diminuição de dióxido de carbono foi de 59%.Referente à emissão de CO2 a empresa Unilever cumpre a meta estabelecida para 2008 e continua contribuindo para atingir a meta global da companhia, conforme Figura 4: Figura 4: % de Redução de CO2 Unilever Brasil x Unilever Global - Kg/Ton. Fonte: Adaptado pelos próprios autores. % Redução de CO2 Unilever Brasil x Unilever Global - Kg/Ton 55,97 51,67 171,75 149,17 109,23 121,57 146,77164,58 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 2005 2006 2007 2008 Unilever Brasil Unilever Global
  13. 13. 13 4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Conforme dados disponibilizados pela empresa - todas as unidades fabris da Unilever desenvolvem dentro do programa de sustentabilidade - uma avaliação por amostragem das emissões atmosféricas dos caminhões dos fornecedores, para análise da intensidade de fumaça preta. Quando é detectada alguma irregularidade, a empresa responsável é informada por meio de um comunicado e deve providenciar a correção. De acordo com Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), a queima de combustíveis pelo transporte é a terceira maior fonte de poluentes que contribuem para o aquecimento global, atrás da geração de energia e da produção industrial, conforme Figura 5: Figura 5: Gráfico Mudanças Climáticas IPCC. Fonte: Adaptado pelos próprios autores. No Brasil, automóveis, caminhões, navios e aviões representam 9% dos gases-estufa, perdendo apenas para o desmatamento e mudanças no uso da terra. O setor de transportes está acordando - os compradores externos olham para a cadeia de fornecimento com uma visão integrada dando preferência para fornecedores que emitem menos carbono. A estratégia é comprar de quem está perto, em função de menor emissão de poluentes com o transporte. A maior distância só se justifica se o valor do frete for significativamente reduzido, pois a poluição significa custo e o carbono é mais um item considerado nas políticas de compras sustentáveis. A tendência ganha força em países que assumiram metas para reduzir gazes do efeito estufa no Protocolo de Kyoto - além da regulação imposta pelos governos, com regras para evitar emissões, o tema transformou-se em instrumento de mercado. Como efeito-dominó, está presente não apenas nos planos estratégicos e de sustentabilidade das indústrias, envolve também o setor de transporte de Mudanças Climaticas - IPCC 14% 21% 17% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Queima de combustível pelo transporte Geração Energia Produção Industrial
  14. 14. 14 carga. O país tem 44% de sua frota com mais de 20 anos de uso e a situação é crítica porque os caminhões velhos poluem dez vezes mais. O transporte rodoviário é responsável por 63,8% das emissões de dióxido de carbono no município de São Paulo. 5 CONCLUSÃO Conclui-se que o conceito de logística verde ou ecologística está aí como ferramenta operacional, no sentido de minimizar o impacto ambiental, não só dos resíduos na esfera da produção e do pós-consumo, mas de todos os impactos ao longo do ciclo de vida dos produtos. O maior empecilho para as empresas é o fato de uma gestão ambiental eficiente gerar grandes custos; deve-se atentar que o descumprimento das normas impostas pelos órgãos fiscalizadores quase sempre acaba se transformando em multas pesadas. As decisões de destinação, armazenamento e principalmente de transporte de produtos e/ou resíduos são interdependentes e devem ser tomadas visando à redução dos custos globais e ao mesmo tempo cumprir as exigências ambientais. O efeito de uma responsabilidade ambiental eficiente dentro da área logística cria para as organizações novas oportunidades empresariais e profissionais, aumentando não só a qualidade de vida da população, mas a competitividade dos seus produtos no mercado.
  15. 15. 15 REFERENCIAS ADEODATO, Sergio: Logística Verde. Disponível em: <http://www.fatorambiental.com.br/portal/index.php/2009/08/03/logistica-verde/> - acesso em 22/08/09. BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimento/Logística Empresarial; tradução Raul Rubenich. 5ª ed. Porto Alegre. Bookman, 2006. BOWERSOX, D CLOSS, D. Logística Empresarial. São Paulo: Atlas, 2001. BRASIL - Resolução CONAMA nº 1, de 23 de janeiro de 1986. Publicada no DOU, de 17 de fevereiro de 1986, Seção 1, páginas 2548-2549. CHOPRA, Sunil; MEINDL, Peter. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. São Paulo: Prentice Hall, 2003. DONATO, Vitório, Logística Verde. Uma Abordagem Sócio-ambiental. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2008. ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS, ISO 14000. Disponível em: <http://www.softexpert.com.br/norma-iso14000.php> - acesso em 22/08/09. LAKATOS, Eva Maria & MARCONI, Mariana de Andrade. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, análise e interpretação de dados. São Paulo: Atlas. 2002. LEITE, Paulo Roberto. Logística Reversa: Meio Ambiente e Competitividade. São Paulo: Prentice Hall, 2003. MATTAR, Fauze Najib, Pesquisa de marketing: metodologia, planejamento. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2005. POZO, Hamilton. Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais - Uma Abordagem Logística. São Paulo: Atlas, 2004. WOOD JR., T., Zuffo. apud. LEITE, Paulo Roberto. Logística Reversa: Meio Ambiente e Competitividade. São Paulo: Prentice Hall, 2003. p. 1-15

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