A Deficiência Mental “Níveis e Tipos”

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A Deficiência Mental “Níveis e Tipos”

  1. 1. apie – Associação Portuguesa de Investigação Educacional http://edif.blogs.sapo.pt/ cerfapie – Centro de Recursos e de Formação da apie http://cerfapie.blogs.sapo.pt/ Janeiro de 2007 Apoio CECOM – Centro de Estudos e de Competências Mundiais A Deficiência Mental “Níveis e Tipos”
  2. 2. Níveis e tipos de Deficiência Mental Tema
  3. 3. Introdução
  4. 4. Introdução <ul><li>O termo educação alicerça as suas origens no Latim, significando: criar, alimentar, extrair, conduzir; </li></ul><ul><li>O termo contém a ideia de um desenvolvimento dirigido que se processa em função das virtualidades endógenas mas condicionadas pelos seus contributos exógenos. </li></ul>
  5. 5. Introdução <ul><li>O desenvolvimento processa-se em função das crianças especialmente das portadoras de uma deficiência. </li></ul><ul><li>É imprescindível que os professores proporcionem um ensino individualizado, variando estratégias e diversificando metodologias; </li></ul>
  6. 6. Introdução <ul><li>O professor deve analisar o contexto escolar, social e familiar, para promover a diferenciação pedagógica e assegurar a inclusão; </li></ul><ul><li>A diferenciação pedagógica a par da individualidade que tem o Projecto Curricular de Turma deverão constituir-se como factores facilitadores quer do processo de ensino/aprendizagem, quer da integração e, </li></ul><ul><li>consequentemente, da inclusão da </li></ul><ul><li>criança diferente. </li></ul>
  7. 7. Introdução <ul><li>O PowerPoint reporta-se aos alunos com Deficiência Mental; </li></ul><ul><li>Estas crianças apresentam características/dificuldades cognitivas que influenciam/prejudicam a sua aprendizagem. </li></ul><ul><li>Poderão ainda apresentar problemas ao nível da autonomia pessoal e social, comunicação, relações sócio-afectivas, entre outros. </li></ul>
  8. 8. Introdução <ul><li>Serão abordados conceitos, características e dificuldades e algumas estratégias de actuação, que se devidamente adequadas, poderão ser um contributo para melhorar o trabalho com estas crianças e ajudar o professor na sua prática pedagógica. </li></ul>
  9. 9. Enquadramento teórico
  10. 10. Deficiência mental <ul><li>Criança deficiente é “a criança que se desvia da média ou da criança normal em: </li></ul><ul><li>1) características mentais; </li></ul><ul><li>2) aptidões sensoriais; </li></ul><ul><li>3) características neuromusculares e corporais; </li></ul><ul><li>4) comportamento emocional e social; </li></ul>
  11. 11. Deficiência mental <ul><li>5) aptidões de comunicação; </li></ul><ul><li>6) múltiplas deficiências </li></ul><ul><li>até de justificar e requerer a modificação das práticas educacionais ou a criação de serviços de educação especial no sentido de desenvolver ao </li></ul><ul><li>máximo as suas capacidades”. </li></ul><ul><li>Fonseca (1989: 29) </li></ul>
  12. 12. Deficiência mental <ul><li>A deficiência mental define-se como funcionamento intelectual geral significativamente inferior à média, que interfere nas actividades adaptativas e cognitivas; </li></ul>
  13. 13. Deficiência mental <ul><li>Este associa-se em dois ou mais aspectos do funcionamento adaptativo, tais como: comunicação, cuidado pessoal, competência doméstica, habilidades sociais, utilização de recursos comunitários, autonomia, saúde e segurança, aptidões escolares, lazer e trabalho. </li></ul><ul><li>American Association of Mental Retardition (1992) </li></ul>
  14. 14. Inteligência <ul><li>A estrutura da inteligência é explicada através de três teorias: </li></ul><ul><li>Monárquica; </li></ul><ul><li>Oligárquica ou Bifactorial; </li></ul><ul><li>Multifactorial. </li></ul>
  15. 15. Inteligência <ul><li>Monárquica - defende que a inteligência é uma faculdade única ou unitária não composta por outras faculdades inferiores e remonta ao século XIX; </li></ul><ul><li>Bifactorial - defende a existência de um factor geral, «G», denominado de inteligência geral e um factor específico, «S», constituído pela capacidade concreta para cada tipo de actividade. </li></ul>
  16. 16. Inteligência <ul><li>Multifactorial, defende que a inteligência é constituída por um conjunto de factores independentes entre si - compreensão verbal, fluência verbal, factor espacial, factor numérico, factor memória e factor raciocínio ou indução – factores primários; </li></ul>
  17. 17. Inteligência <ul><li>“ Capacidade para aprender, capacidade para pensar abstractamente, capacidade de adaptação a novas situações, … [e ainda como] conjunto de processos cognitivos como memória, caracterização, aprendizagem e solução de problemas, capacidade linguística ou de comunicação, conhecimento social, …”. </li></ul><ul><li>Sainz e Mayor (1989, cit. por Pacheco 1997: 209) </li></ul>
  18. 18. Quociente de Inteligência <ul><li>O conceito de Q.I. foi introduzido por Stern; </li></ul><ul><li>O teste que nos permite medi-lo foi apresentado por Binet (1905); </li></ul><ul><li>Resultado da multiplicação por 100 do quociente obtido pela divisão da Idade Mental (IM), pela Idade Cronológia (IC); </li></ul>
  19. 19. Quociente de Inteligência <ul><li>Mede apenas algumas das capacidades mentais de um ser humano usadas como padrão, porque permitem correlacionar muitas outras capacidades humanas. </li></ul><ul><li>O perfil científico de inteligência pessoal completo dá-nos todo o alcance e variedade das </li></ul><ul><li>suas capacidades mentais detalhadamente. </li></ul>IC QI = x 100 IM
  20. 20. Caracterização dos vários níveis de deficiência mental
  21. 21. Níveis de deficiência Sensório - motor 0 a 3 > a 20 Profundo Sensório - motor 3 a 7 20-35 Severo Pré-operatório 3 a 7 36-51 Moderado Operações concretas 8 a 12 52-67 Ligeiro Operações concretas 13 68-85 Limite ou bordeline Estádio de desenvolvimento IM esperada (anos) Q.I. Níveis de DM
  22. 22. Limite ou bordeline <ul><li>As c rianças não se pode dizer que apresentam deficiências mentais porque são crianças com muitas possibilidades, revelando apenas um ligeiro atraso nas aprendizagens ou algumas dificuldades concretas. Crianças de ambientes sócio-culturais desfavorecidos, com carências afectivas, de famílias mono-parentais, entre outras, que apresentam desfasamentos nos aspectos de nível </li></ul><ul><li>psicológico ligeiro. </li></ul>
  23. 23. Ligeiro - Não são claramente deficientes mentais, mas pessoas com problemas de origem cultural, familiar ou ambiental. Podem desenvolver aprendizagens sociais ou de comunicação e têm capacidade de adaptação e integração no mundo laboral. Apresentam um atraso mínimo nas áreas perceptivo-motoras.
  24. 24. Moderado ou médio <ul><li>Deficientes que podem adquirir hábitos de autonomia pessoal e social. Podem aprender a comunicar pela linguagem verbal, mas apresentam dificuldades na expressão oral e na compreensão dos convencionalismos sociais. Apresentam um desenvolvimento motor aceitável e tem possibilidades de adquirir alguns conhecimentos pré-tecnológicos básicos. Dificilmente chegam a dominar técnicas </li></ul><ul><li>instrumentais de leitura, escrita e cálculo. </li></ul>
  25. 25. Severo ou grave <ul><li>Necessitam geralmente de protecção ou de ajuda, o seu nível de autonomia pessoal e social é muito pobre. Por vezes têm problemas psicomotores significativos. </li></ul><ul><li>Poderão aprender algum sistema de comunicação mas a sua linguagem verbal será sempre muito débil. </li></ul><ul><li>Podem ser treinados em algumas AVD básicas e aprendizagens pré-tecnológicas muito simples. </li></ul>
  26. 26. Profundo <ul><li>Apresentam grandes problemas sensório-motores e de comunicação com o meio. </li></ul><ul><li>São dependentes de outros em quase todas as funções e actividades, pois os seus handicaps físicos e intelectuais são gravíssimos. Excepcionalmente terão autonomia para se deslocar e responder a treinos simples de auto-ajuda. </li></ul>
  27. 27. Níveis de deficiência Não é capaz de valer-se por si mesmo, inclusive nas AVD`s e comunicação a nível funcional. Grave e profunda Capaz de aprender as tarefas necessárias na vida diária (comer sozinho, vestir-se, cuidar da sua higiene pessoal). Treinável Capaz de aprender matérias académicas (leitura, escrita e matemática). Educável Características Níveis de DM
  28. 28. Características evolutivas Características especiais dos deficientes mentais. <ul><li>Ansiedade; </li></ul><ul><li>Falta de auto-controlo; </li></ul><ul><li>Tendência para evitar situações de fracasso mais do que para procurar o êxito; </li></ul><ul><li>Possível existência de perturbações da personalidade; </li></ul><ul><li>Fraco controlo interior. </li></ul>Pessoais <ul><li>Atraso evolutivo em situações de jogo, de lazer, de actividade sexual; </li></ul>Sociais <ul><li>Falta de equilíbrio; </li></ul><ul><li>Dificuldades de locomoção, de coordenação, de manipulação. </li></ul>Físicas Características Domínios
  29. 29. O papel do professor no desenvolvimento de programas
  30. 30. Etapas educativas <ul><li>Três etapas educativas que podem ser estabelecidas para potenciar o mais possível o desenvolvimento do deficiente mental: </li></ul><ul><li>- a educação em casa; </li></ul><ul><li>- a educação no Jardim de Infância; </li></ul><ul><li>- a educação no 1º Ciclo do Ensino Básico. </li></ul>
  31. 31. Educação em casa <ul><li>As 1.ª fases de desenvolvimento são de extrema importância para a criança ; </li></ul><ul><li>Têm possibilidades, segundo Speck, que se baseiam em 3 princípios: </li></ul><ul><li>- o meio ambiente; </li></ul><ul><li>-os primeiros anos de infância ; </li></ul><ul><li>-a educação. </li></ul>
  32. 32. Educação no Jardim de Infância <ul><li>Segundo Speck as tarefas principais serão: </li></ul><ul><li>- a estimulação e motivação para a aprendi-zagem a para as relações interpessoais; </li></ul><ul><li>educação sensório e psico-motora orientada para a estimulação e a motricidade; </li></ul><ul><li>treino de autonomia e hábitos de higiene para que se possam cuidar sozinhos ou com pouca ajuda; </li></ul><ul><li>educação rítmica; </li></ul><ul><li>iniciação à comunicação social e verbal para que </li></ul><ul><li>se sintam integrados e consigam comunicar </li></ul><ul><li>com os que os rodeiam. </li></ul>
  33. 33. Educação no 1º Ciclo do Ensino Básico <ul><li>Devem ser facultadas todas as actividades que contribuam para a aquisição das competências e capacidades necessárias tendo em vista o desenvolvimento humano integrado, isto é, como membro de uma sociedade. </li></ul>
  34. 34. Diagnóstico <ul><li>A AAMR estabelece quatro dimensões diferentes de avaliação: </li></ul><ul><li>dimensão I – funcionamento intelectual e habilidades adaptativas; </li></ul><ul><li>dimensão II - considerações psico-emocionais; </li></ul><ul><li>dimensão III – considerações físicas, de saúde e etiológicas; </li></ul><ul><li>dimensão IV – considerações ambientais. </li></ul>
  35. 35. Estrutura do processo de avaliação <ul><li>1º passo – diagnóstico do atraso mental. Este serve para diagnosticar a fim de determinar os apoios recomendáveis, enquadra-se na dimensão I. </li></ul><ul><li>2º passo – classificação e descrição. Identificam-se os pontos fortes e fracos assim como quais os apoios específicos necessários, enquadra-se na dimensão II, na dimensão III e na dimensão IV. </li></ul><ul><li>3º passo – perfil e intensidade dos apoios </li></ul><ul><li>necessários, identificando-os, enquadra- </li></ul><ul><li>se nas 4 dimensões. </li></ul>
  36. 36. Intervenção pedagógica <ul><li>O currículo terá de: </li></ul><ul><li>Respeitar o seu nível de aptidão; </li></ul><ul><li>Adequar-se ao seu perfil intra-individual; </li></ul><ul><li>Garantir que os objectivos a atingir partam de pressupostos concretos. </li></ul><ul><li>Currículos alternativos e funcionais destinados a desenvolver competências que permitam à criança deficiente funcionar de forma autónoma e eficaz nos diferentes ambientes em que se </li></ul><ul><li>insere. </li></ul>
  37. 37. Intervenção pedagógica <ul><li>O currículo deve, em todas as suas áreas orientar-se numa linha de análise de tarefas; </li></ul><ul><li>Evitar: </li></ul><ul><li>-A frustração; </li></ul><ul><li>A confusão; </li></ul><ul><li>O desinteresse; </li></ul><ul><li>A desvalorização; </li></ul><ul><li>Outros sentimentos negativos. </li></ul>
  38. 38. Intervenção pedagógica <ul><li>Análise de tarefas; </li></ul><ul><li>Sistema de observação e de (re)avaliação de acordo com o desenvolvimento da criança; </li></ul><ul><li>Evitar colocá-la perante tarefas demasiado fáceis, o que provoca desinteresse, ou demasiado difíceis, levando à frustração. </li></ul><ul><li>Elaborar um bom programa educacional que, no concreto, vise a prevenção dos efeitos secun-dários da deficiência mental. </li></ul>
  39. 39. Considerações finais
  40. 40. Considerações finais <ul><li>“ A maioria das crianças e jovens com necessidades educativas especiais é constituída por aqueles que apresentam dificuldades de aprendizagem e/ou problemas de comportamento, de socialização ou de saúde que não se relacionam com qualquer deficiência”. </li></ul><ul><li>Parecer Conselho Nacional de Educação (1999) </li></ul>
  41. 41. Considerações finais <ul><li>As escolas do ensino regular deveriam estar munidas de recursos humanos e materiais que auxiliassem a integração e aprendizagem deste alunos, nomeadamente, professores de apoio especializados, psicólogos, terapeutas, entre outros técnicos que possam contribuir para melhorar as práticas pedagógicas do professor que trabalha com estas crianças </li></ul>
  42. 42. Considerações finais <ul><li>“ Reforçar as capacidades do sujeito para gerir ele próprio os seus projectos, os seus processos, as suas estratégias” (Perrenoud, 1999: 97), é de extrema importância para o processo de desenvolvimento de qualquer ser humano. </li></ul>
  43. 43. <ul><li>FIM </li></ul>
  44. 44. <ul><li>Organização: </li></ul><ul><li>apie – Associação Portuguesa de Investigação Educacional </li></ul><ul><li>http://edif.blogs.sapo.pt/ </li></ul><ul><li>cerfapie – Centro de Recursos e de Formação da apie </li></ul><ul><li>http://cerfapie.blogs.sapo.pt/ </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul><ul><li>Apoio </li></ul><ul><li>CECOM – Centro de Estudos e de Competências Mundiais </li></ul>

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