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SEMIÓTICA | CONCEITOS DE SIGNO

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  1. 1. Profa. Andrea Dalforno
  2. 2. Introdução SEMIÓTICA: teoria geral das apresentações Semio é o estudo dos fenômenos que leva em conta os signos sob todas as culturais como sistemas de formas e manifestações, que assumem significado que pode ou não ter o (lingüística ou não), enfatizando sistema de comunicação. especialmente a propriedade de convertibilidade recíproca entre os sistemas significantes que integram. (Charles S. Peirce) SEMIOSE = ação dos signos SEMIÓTICA (Sematologia / Semasiologia / “Ciência dos signos e dos processos Semiologia) = teoria geral do signo significativos (semiose) na natureza na cultura.” (Nöth, 1995: 19) Ciência dos signos e dos processos significativos (semiose) na natureza e cultura. “Todas as investigações sobre a natureza dos signos, da significação O objeto de estudo da semiótica é a e da comunicação na história das representação. Os signos servem para ciências.” (Nöth, 1995: 20) produzir referência, representar algo.
  3. 3. Introdução Semiótica tem seu início com SIGNOS filósofos como John Locke (1632-  Evoluem 1704) que, no seu Ensay on human  São dinâmicos undestaning (1960), postulou uma  São contextuais ‘Doutrina dos signos’ com o nome de SIGNO em si (combinação) SEMIOTIKÉ. SIGNO – Objeto (seleção) SIGNO – interpretante (uso) Morris – 3 dimensões da semiótica O que é que os estudos semióticos (estudo, linguagem) como metaciência investigam?  Estrutura formal  A ação dos signos.  Relação com objetos designados  Pessoas que o usam  Visão dinâmica da significação enquanto processo. 3 dimensões  Sintática  Visa o processo dinâmico da  Semântica representação.  Pragmática
  4. 4. Dimensões A dimensão sintática trata da inter- A dimensão semântica trata das relação de vários elementos da relações das escolhas formais com os mensagem. Considera-se que o signo conteúdos expressos pela forma, nesse pode ser inserido em seqüências de nível é considerado em relação que ele outros signos com bases em regras de significa. Signo X Significado. combinação (a mensagem em si). Ex: Utilizar em uma peça gráfica a cor Teoria da vermelha por causa do Japão. imagem, percepção, conhecimento da Operação de seleção de signos. linguagem visual em suporte gráfico. Ex: combinar cor, tipografia, suporte. A dimensão pragmática trata da relação Operação de combinação. de duas mensagens com seus usuários (público-alvo) e com seus materiais de produção, considera-se aqui as origens dos signos, seus efeitos nos destinatários e uso que deles se fazem. Operação de uso.
  5. 5. Dimensões Sintática Sua materialidade e regras de combinação. Semântica Forma x Conteúdo = Ícone, Índice, Símbolo. Pragmática Seu uso .
  6. 6. Arquitetura do pensamento de Peirce A fenomenologia (phaneroscopia) é o De acordo com Peirce, a semiótica está ramo de uma ciência que trata da no ramo da lógica. descrição e classificação de fenômenos, transitando do conhecimento que pode ser apreendido  Lógica crítica ou Semiótica (a verdade) pelos sentidos, incluindo os sentidos  Gramática Especulativa: Signos e subjetivos, ao verdadeiro saber. Fornece formas de pensamentos, valor inicial os fundamentos para 3 ciências (propedêutica). normativas:  Lógica Crítica: Tipos de inferência.  Metodêutica ou Retórica  Estética (o ideal) Especulativa: Métodos que cada tipo de raciocínio dá origem.  Ética (a conduta)  Lógica crítica ou Semiótica (a verdade)
  7. 7. Lógica crítica ou Semiótica (a verdade) Gramática Especulativa: sua tarefa é  Significação (mensagem em de determinar o que deve ser sim) verdadeiro quanto ao  Qualidade (aspecto sensível): representamem utilizado por toda pela qualidade tudo pode ser inteligência científica a fim de que signo. Ex: Cor azul significa possa incorporar um significado tranqüilidade. qualquer.  Existência (aspecto perseptível): pela existência  Significação: a mensagem em si. tudo é signo. Possibilidades e limites da significação.  Lei (aspecto intelectivo): pela  Objetivação: relação da mensagem lei tudo deve ser signo. com o objeto denotado.  Interpretação: efeitos das mensagens sobre os intérpretes individuais e coletivos.
  8. 8. Lógica crítica ou Semiótica (a verdade)  Objetivação (relação  Interpretação (efeitos das mensagem-objeto) mensagens sobre os intérpretes  Aspecto icônico ( individuais e coletivos) referencialidade aberta): os  Nível emocional (qualidade ícones apresentam algum de sentimento e emoções de grau de semelhança com fato produzidas) qualidades de algum objeto.  Nível energético (ações  Aspecto indicial físicas ou mentais impelidas (referencialidade direta e pelo signo) ambígua): observa as marcas,  Nível lógico (a cognição traços e aspectos factuais. produzida)  Aspecto simbólico (referencialidade abstrata): observa as convenções, costumes, padrões estéticos, comportamentos, etc.
  9. 9. Lógica crítica ou Semiótica (a verdade) Lógica crítica (tipos de interferência) “Um signo ou representamen, é tudo aquilo que, sob um certo modo, representa algo  Abdução (processo de formação para alguém, isto é, cria na mente dessa de uma hipótese explicativa) pessoa um signo equivalente, ou talvez um signo mais desenvolvido. Ao signo assim  Dedução (tem por função explicar criado denomino interpretante do primeiro a hipótese) signo. O signo representa alguma coisa, seu objeto. Representa esse objeto não em todos  Indução (funciona como processo os seus aspectos, mas com referência a um para testar hipóteses) tipo de idéias que eu, por vezes, denominarei fundamento do representamen.” I Metodêutica ou retórica interpretante especulativa (métodos que cada tipo de raciocínio dá origem) R O representamen objeto
  10. 10. DESIGN e LINGUAGEM O designer é um tradutor que opera com as linguagens que lhes são externas e as traduz para a linguagem visual gráfica. “Poderíamos sintetizar o trabalho do designer como um profissional que está sendo sempre solicitado a fazer traduções...o designer é um tradutor para a linguagem visual gráfica, que lhe é a própria.” (Homem de Melo, 1994: 12) “O designer possui, basicamente, duas possibilidades de articulação: uma que se realiza no sentido horizontal e que tem propriedades combinatórias, outra que se realiza no sentido vertical, em profundidade, e que tem propriedades associativas. As relações combinatórias determinam os aspectos formais do produto; as relações associativas, seus aspectos simbólicos. O significado do produto como um todo, resulta na soma desses dois aspectos ou eixos de significação.” (Escorel, 2000: 64)
  11. 11. SEMIÓTICA e DESIGN É em conformidade com a natureza de linguagem do design, com sua caracterização como atividade projetual e com sua intrínseca correlação com a arte e com a ciência, que se impõe a escolha de semiótica de extração peirceana como referencial teórico e metodológico. Sobretudo, pela amplitude da noção de signo em Peirce e pela sua proposição da inferência abdutiva, que subjaz ao método semiótico e que é concebido como o ponto de partida da invenção, tanto na arte como na ciência. É a própria natureza da linguagem da prática projetual e sua inter-relação como os discursos da arte e da ciência que impõem a necessidade de um método.
  12. 12. OS CONCEITOS DE SIGNO
  13. 13. Como operam as linguagens (Saussurre) Obs: Cada campo da linguagem tem características semióticas próprias.
  14. 14. 3 categorias universais do signo (Peirce)  Primeiridade: Mônada, qualidade, espontaneidade. O primeiro pensamento na mente. Todo signo passa por esse estágio. Mente e signo se torna um só. Nível do sintático. Verbo: Sentir.  Secundidade: Díada, existência, ação e reação; aqui e agora. O signo afeta a mente e a mente reage. Ação. Perceptiva. Ex.: O jeito automático que dirigimos um carro.  Terceiridade: Tríade, generalização, mediação, sígnica, o signo afeta a mente que reage e busca outro signo. Inferir, através do signo à inferências. Verdade lógica.
  15. 15. OS CONCEITOS DE SIGNO
  16. 16. 1.1 Representamen 1.1.1 Abstrativo Um signo abstrativo pode sugerir pela qualidade. Pela qualidade tudo pode ser signo. (quali-signo). 1.1.2 Concretivo Pela existência, tudo é signo (sin-signo). Ex.: Cadeira preta da sala de aula: A existência da cadeira mostra que é uma sala de aula e pela qualidade que ela é sobril. 1.1.3 Coletivo Pela lei, tudo deve ser signo (legi-signo). O padrão torna o signo reconhecível.
  17. 17. A que os signos se referem? O fundamento determina a maneira como os signos se referem aos objetos. O objeto imediato dá acesso ao objeto dinâmico.
  18. 18. 2.1 Objeto Imediato É o modo lógico como o representamen apresenta o objeto dinâmico dentro do processo do signo. 2.2.1 Descritivo Declara os caracteres do objeto dinâmico, forma primariamente sensível. 2.1.2 Designativo Dirige a atenção para o objeto dinâmico, modo proeminentemente físico. 2.1.3 Copulante Expressam relações lógicas do objeto dinâmico, modo dominante intelectivo.
  19. 19. A relação signo objeto Como o objeto imediato dá acesso ao objeto dinâmico? 1. Ícone: Tem como fundamento uma qualidade. Se apresenta e sugere o objeto dinâmico por similaridade. O objeto imediato é a própria qualidade que ele exibe. Ex.: A arte. Existem três níveis de ícone:  Imagem: semelhança no nível da aparência (Ex.: frutas artificiais)  Diagrama: semelhança entre as relações internas do signo e as relações internas do objeto dinâmico. (Ex.: Diagrama representando homens e mulheres existentes em uma sala de aula).  Metáfora: semelhança entre significado do representamen (representante) e do representado (objeto dinâmico)
  20. 20. A relação signo objeto 2. Índice: Tem como fundamento uma existência concreta, indica o objeto dinâmico por contigüidade; o objeto imediato não se confunde com o fundamento, ele é a maneira como o índice é capaz de indicar o objeto dinâmico (conexões físicas). Todos os índices envolvem ícones, mas não são os ícones que o fazem funcionar como signo daquele objeto determinado. Para agir indexicalmente o signo deve ser considerado seu aspecto existencial como parte de um outro existente para o qual o índice aponta e de que o índice é uma parte. O índice precisa sempre de um meio físico. A linguagem visual é prioritariamente visual. Ex.: A fotografia é um índice.
  21. 21. A relação signo objeto 3. Símbolo: O fundamento é uma lei que opera de modo condicional. Representa aquilo que a lei prescreve por uma convenção que ele represente. O objeto imediato de um símbolo é o modo como o símbolo representado dinâmico, o recorte que o símbolo faz de seu contexto de referência. Todo símbolo pode incluir quali-signos icônicos e sin-signos indiciais, mas é o caráter de lei que o faz representar determinado objeto dinâmico. Ex.: Marca do MacDonald´s. ícone: vermelho, amarelo, redondo. Ícone de imagem: batata-frita que forma o “M”. Por lei, por pertencer ao Sistema de Identidade Visual é um símbolo.
  22. 22. 2.2 Objeto dinâmico Coisa sugerida, apontada pelo signo. 2.2.1 Possível Objeto dinâmico de um ícone é um possível. O ícone precisa do índice e símbolo para se tornar preciso. O ícone por si só, pode criar diversas interpretações. 2.2.2 Ocorrência O objeto dinâmico de um índice é uma ocorrência. 2.2.3 Necessitante O objeto dinâmico de um símbolo é um necessitante.
  23. 23. Como os signos são interpretados? Interpretante: O efeito interpretativo que o signo produz em uma mente possível.
  24. 24. 3.1 Interpretante Imediato Potencial interpretativo do signo, nível abstrato. Tudo que o signo pode produzir em uma mente. 3.1.1 Hipotético Os quali-signos são possibilidades, logo suas semelhanças com os objetos são hipotéticas. 3.1.2 Categórico Os sin-signos indiciais informam algo cuja aplicabilidade é imediata. Aqui e agora. 3.1.3 Relativos Os legi-signos fornecem informações sobre classes universais e geram uma lei ou regra como interpretantes.
  25. 25. 3.2 Interpretante dinâmico Efeito do signo atualizado no intérprete, depende do interpretante imediato e do repertório do intérprete. 3.2.1 Emocional Um quali-signo só pode gerar algo da ordem de uma qualidade de sentimento, semelhantes as qualidades do signo. Serve para passar informações em aberto – ícone. 3.2.2 Energético Um sin-signo só pode gerar uma ação física mental – índice e ícone. 3.2.3 Lógico O legi-signo gera uma interpretação lógica por meio de uma regra interpretativa internalizada pelo intérprete – índice, ícone e símbolo.
  26. 26. 3.3 Interpretante final Limite desejável, mas não atingível 3.3.3 Argumento do interpretante (impossível esgotar Equivale a uma inferência lógica, o signo). O signo sempre gera outro representa o objeto em seu caráter signo. Esse processo chama-se de signo. semiose limitada. 3.3.1 Rema Equivale a um termo. Representa o objeto em seus caracteres. 3.3.2 Dicente Equivale a uma proposição, representa o objeto com respeito à sua existência real.
  27. 27. A classificação dos signos (Peirce) signo em relação signo em relação signo em si ao objeto ao interpretante dinâmico final quali-signo ícone rema Primeiridade uma pura qualidade semelhança um termo sin-signo índice dicente Secundidade conexão física uma preposição argumento legi-signo símbolo Tercereidade uma referência uma lei geral convenção lógica
  28. 28. 1 Quali-signo: sensível 1.1.1 quali-signo icônico remático: poder imediato de significação; a sensação produz o interpretante hipotético, o quali-signo sugere qualidades semelhantes a ele, só funciona como signo por causa da qualidade. Ex:. O timbre de um instrumento, a cor, textura.
  29. 29. 2 Sin-signo: perceptível 2.1.1 sin-signo-icônico-remático: a qualidade da coisa encarnada nele é que faz dele um signo. Ex.: Semelhante à imagem. Imagem, diagrama, metáfora. Imagem: Caricatura da pessoa. Diagrama: Mapa do caminho de casa Metáfora: Fulana tem pele de pêssego. Lixeira do Windows que significa, simula a idéia de descartar um arquivo. 2.2.1 sin-signo-indicial-remático: coexistência física, ação e reação. Ex.: Pegada na praia. Conexão física. 2.2.2 sin-signo-indicial-dicente: coexistência física, ação e reação. Ex.: Pegada na praia, alguém passou ali, direção norte-sul. Conexão física. Questão particular daquele momento.
  30. 30. 3 Legi-signo: inteligível 3.1.1 legi-signo-icônico-remático: uma qualidade que funciona como lei. Ex.: Todo diagrama de faculdade tem o modelo “x”. Miau serve para qualquer gato e o reconheço como um gato. O sin-signo é uma réplica de legi-signo. Ex.: óculos são todos iguais, por isso reconheço o que são óculos. Os meus óculos são particulares. 3.2.1 legi-signo-indicial-remático: uma lei que precisa da coexistência física com o objeto para funcionar como tal. Precisa de mais informações. 3.2.2 legi-signo-indicial-dicente: uma lei que precisa ou coexistência física com o objeto para funcionar como tal e que também fornece mais informação sobre o objeto que o anterior. 3.3.2 legi-signo-simbólico-dicente: signo lógico com mais informações sobre o objeto anterior. 3.3.3 legi-signo-simbólico-argumentativo: argumento: inferência lógica. Signo genuíno.
  31. 31. METODOLOGIA DO TRABALHO DE SEMIÓTICA OBJETO: determinar o objeto e delimitar o seu recorte; OBJETIVOS: estabelecer os objetivos da análise e o(s) aspecto(s) semióticos(s); PROFUNDIDADE: dimensionar a análise; o que implica o grau de profundidade da descrição do objeto imediato do signo. O Fundamento do signo: Nível 1 – Sintaxe – Significação – O signo / mensagem em si Nível 2 – Semântica – Objetivação – Relação do signo/mensagem com o objeto dinâmico. Nível 3 – Pragmática – Interpretação – Relação do signo/mensagem com o interpretante. Signo – Contemplar os quali-signos: abrir-se aos fenômenos; desautomatizar a percepção; tornar-se sensível aos aspectos qualitativos do signo. Observar – Discriminar os sin-signos: observar o fenômeno; discriminar os limites entre o signo e o contexto, as partes do todo; perceber a singularidade do fenômeno. Abstrair – Generalizar, ler os legi-signos: abstrair o geral do particular; observar as regualridades. OBS: todo o processo anterior corresponde a uma descrição da peça a ser estudada.
  32. 32. METODOLOGIA DO TRABALHO DE SEMIÓTICA Ter em mente que:  Todo sin-signo é parte de uma classe;  Os sin-signos materializam os quali-signos;  Os legi-signos são princípios gerais que determinam os sin-signos. A referencialidade do signo:  Analisar o objeto imediato  Contemplar o aspecto qualitativo do signo: disponibilizar para poder de sugestão, evocação e associação que a aparência do signo exibe.  Considerar o aspecto existente: obeservar a materialidade do signo como parte do universo que ele pertence; o objeto imediato aparece como parte do objeto dinâmico.  Levar em conta o aspecto de lei: o objeto imediato é um certo recorte, aspecto ou ponto de vista interpretativo apresentado do objeto dinâmico.  Analisar o objeto dinâmico  Aspecto iônico do signo: referencialidade aberta; os ícones apresentam algum grau de semelhança com as qualidades de algum objeto.  Aspecto indicial: referencialidade direta e pouco ambígua; atentar para as direções que os signos apontam; observar as formas, marcas, traços e aspectos factuais.  Aspecto de simbólico: referencialidade abstrata; observar as convenções, costumes, padrões estéticos, comportamentos etc.
  33. 33. METODOLOGIA DO TRABALHO DE SEMIÓTICA A interpretação do signo:  Analisar o interpretante imediato  Nos ícones: as possibilidades são abertas e dependem das cadeias associativas dos interpretes.  Nos índices: as possibilidades são mais fechadas; reconhecimento da ligação existencial entre o signo e o objeto ou objetos.  Nos símbolos: possibilidades inesgotáveis; produz a semiose ilimitada.  Deve-se ter objetividade semiótica, isto é, respeitar as potencialidades intrínsecas dos signos para sugerir, indicar e representar.  Analisar o interpretante dinâmico  O nível emocional: qualidade de sentimento e emoções de fato produzidas.  O nível energético: ações físicas ou mentais impelidas pelo signo.  O nível lógico: a cognição produzida.  Analisar o interpretante final  Limite final, mas inatingível que os interpretantes dinâmicos apontam.
  34. 34. 1 As mensagens em si. 2 A referencialidade das mensagens. 3 A interpretação das mensagens. 1.1 O fundamento do 2.1 O objeto imediato 2.2 O objeto dinâmico. 3.1 O interpretante 3.2.1 O interpretante 3.3 O interpretante final. signo Depende do Considerar o imediato. dinâmico. Limite ideal, mas Passo fenomenológico fundamento do signo. fundamento e o objeto Interno ao signo: Níveis interpretativos inatingível que os imediato como base latente. que o signo produz num interpretantes desta análise. determinado intérprete. dinâmicos apontam. 1.1.1 Abrir-se aos 2.1.1 Considerar o 2.2.1 Aspecto icônico: 3.1.1 Nos ícones: 3.2.1 Nível emocional: 3.3.1 Rema. fenômenos aspecto qualitativo do referencialidade aberta. possibilidades abertas. qualidades de Um termo como efeito Contemplar os quali- signo. Os ícones apresentam Dependem das cadeias sentimentos e emoções final. signos Disponibilidade para o algum grau de associativas dos de fato produzidas. Estar sensível aos poder de sugestão, semelhança com as intérpretes. aspectos qualitativos evocação e associação qualidades de algum SENTIR que a aparência do objeto signo. Observar o que eles sugerem ou evocam do objeto dinâmico 1.1.2 Observar os 2.1.2 Considerar o 2.2.2 Aspecto indicial: 3.1.2 Nos índices: 3.2.2 Nível energético: 3.2.2 Dicente. fenômenos. aspecto existencial referencialidade direta e possibilidades fechadas. ações físicas e mentais Uma proposição como Discriminar os sin-signos particular. pouco ambígua. Reconhecimento da impelidas pelo signo. efeito final. Perceber a singularidade O objeto imediato do Atentar para as direções ligação existencial entre dos signos signo aparece como que o signo aponta. o signo e o objeto Delimitar o signo do parte do objeto Observar as formas, dinâmico. contexto, as partes do dinâmico. vestígios, marcas, traços todo. e aspectos factuais. PERCEBER 1.1.3 Abstrair o geral do 2.1.3 Considerar o 2.2.3 Aspectos 3.1.3 Nos símbolos: 3.2.3 Nível lógico: A 3.3.3 Argumento. particular aspecto de lei do signo. simbólicos: possibilidades cognição produzida pelo Uma inferência lógica Identificar os legi-signos O objeto imediato é um referencialidade inexauríveis. signo. como efeito final. Observar as certo recorte abstrata. Produz a semiose regularidades apresentado do objeto Observar as convenções, ilimitada. GENERALIZAR dinâmico. costumes, valores coletivos, padrões estéticos e comportamentais etc. SANTAELLA, Lúcia. Semiótica Aplicada, São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002. Cap II.
  35. 35. Orientação para compreensão da tabela LINHA 1 Poderes sugestivos do ícone Aspectos qualitativos icônicos LINHA 2 Poderes indicativos dos índices Aspectos singulares / indicativos LINHA 3 Poderes representativos dos símbolos Aspectos convencionais simbólicos COLUNA 1 – Corresponde a Sintaxe (Significação) COLUNA 2 – Corresponde a Semântica (Objetivação) COLUNA 3 – Corresponde a Pragmática (Interpretação)

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