Usihc 70 abrahao

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  1. 1. 10º USIHC – Anais do 10º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidadede Interfaces Humano-Computador17 a 20 de maio de 2010 – PUC-Rio / Rio de JaneiroREQUISITOS PARA A FORMULAÇÃO DE PADRÕES DE USABILIDADEPARA A TV DIGITAL INTERATIVA DIRECIONADA AO PÚBLICO DAMELHOR IDADE NO BRASIL.REQUIREMENTS FOR THE FORMULARIZATION OF STANDARDS OFUSABILITY FOR THE DIRECTED INTERACTIVE DIGITAL TV TO THEPUBLIC OF THE BEST AGE IN BRAZIL.André Luiz Batista Abrahão1, Franciane da Silva Falcão 2(1) Especialista em Design, Comunicação e Multimídia, Centro de Ensino Superior Fucapi-CESFe-mail: andre.abrahao@fucapi.br(2) Mestre em Design, NuPeDE – DEG – UFAM, Universidade Federal do Amazonase-mail: francifalcao@gmail.com.brPalavras-chave: Usabilidade, TV Digital interativa, idososA TV Digital Interativa já faz parte do cotidiano de algumas populações, um dos nichos que compõe esta população é opúblico da melhor idade. Acredita-se que o advento da Televisão digital interativa proporcionará a esses usuários oacesso amplo e imediato de informações e serviços. No entanto, devem ser consideradas questões relacionadas ao usodesta tecnologia, como aspectos fisiológicos, cognitivos e psicológicos. Afinal, o uso de atributos interfaciaisinadequados como cores, estilos, formatos e sons pode tornar esta nova tecnologia não efetiva aos sujeitos sociaisKey-words: Usability, Interactive Digital TV, the aged peopleThe Interactive Digital TV already is part of the daily one of some populations, one of the niches that this populationcomposes is the public of the best age. One gives credit that the advent of the interactive digital Television will provideto these users the ample and immediate access of information and services. However, questions related to the use of thistechnology must be considered, as physiological, cognitives and psychological aspects. After all, the use of inadequateinterfacial attributes as colors, styles, formats and sounds can become this new technology does not accomplish to thesocial citizens1. ApresentaçãoA temática deste artigo tem como foco a construçãode requisitos de Usabilidade para idosos usuários deTV digital interativa, residentes no Brasil. Em umaSociedade onde telefonia, vídeo, música e dadostendem a convergir para uma plataforma decomunicação única. A televisão digital interativasurge como meio oportunizador para a melhoria daqualidade de vida dos sujeitos sociais.Um dos sujeitos sociais que compõeconsideravelmente a População Brasileira é opúblico da melhor idade. Dados estatísticos (IBGE,2005) revelam que o crescimento da população idosano Brasil está associado a um progressivo declínionas taxas de mortalidade e natalidade. Talcrescimento acarreta problemas de ordem social,sobretudo, em Capitais, onde a Saúde Pública e aPrevidência Social não atendem às expectativas dapopulação idosa.Especialistas de diversas áreas, abrangendo TI,telecomunicações e engenharia de usabilidade vêmbuscando soluções para prevenir e amenizar adisparidade existente entre o idoso e as novastecnologias, fazendo com que ele participeativamente da Sociedade, afinal, esse é uma daspreocupações principais do Governo Brasileiro, emrelação à TV Digital Interativa.No entanto, o grande desafio desses desenvolvedoresé criar meios e estratégias que supram asdeficiências desse público vestem as peculiaridadesrelacionadas às demências naturais caracterizadaspela deteriorização gradual da memória, redução nodesempenho de tarefas cotidianas, desorientaçãotêmporo-espacial, problemas cognitivos edificuldades na área da comunicação.
  2. 2. 10º USIHC – Anais do 10º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidadede Interfaces Humano-Computador17 a 20 de maio de 2010 – PUC-Rio / Rio de JaneiroUma das estratégias consiste na adoção de padrõesde usabilidade para essas tecnologias. Essausabilidade tem como essência a relação harmônicaentre interface, usuário, tarefa e ambiente, algoprimordial para o bom uso de qualquer sistemabaseado em meio interfacial.A boa usabilidade em um Sistema Interativo de TVDigital pode ser baseada em uma sintaxe visual,aspectos psicológicos e ergonômicos cognitivosinformacionais, que norteiam a preocupação comuma linguagem visual compreensível, ordenada elegível.O ineditismo deste Sistema à uma população idosabrasileira tão heterogênea , fazem com que ausabilidade seja o fator diferencial para a boautilização do Sistema, sobretudo em relação aoscritérios ergonômicos e a conseqüente boanavegabilidade2. ObjetivosO Objetivo Geral deste projeto foi formular padrõesde usabilidade para uma interface para TV Digitaldirecionada ao público da melhor idade no Brasil.Para isso tornou-se necessário traçar como objetivosespecíficos; A compreensão dos aspectosnorteadores do Sistema Digital de Televisãoterrestre, enfatizando, sobretudo os aspectos dainteratividade; A identificação de quais padrões deusabilidade poderiam ser aplicados à TV digital, nodesenvolvimento de requisitos interfaciais para aInterface; E por último e não tão menos importante apesquisa sobre as variáveis fisiológicas,cognitivas epsicológicas características da terceira idade e suarelação direta nos aspectos da usabilidade para ainterface deste aplicativo.3. Sujeitos da PesquisaO público idoso é bastante heterogêneo, visto asdiferentes habilidades e competências em tarefascom sistemas interfaciais. A fim de identificá-los,Santaella (2007) propôs etapas de observação ecoleta de dados úteis para distinguir o usuárionovato, o leigo e o experto, que de certa formaforam relevantes para especificar qual o públicoseria focado durante a pesquisa.A primeira etapa denominada de observação poucoestruturada é definida por Santaella (2007) comoalgo informal na modalidade de observaçãoparticipante. Esta observação tem como objetivodesenvolver uma familiaridade com ocomportamento dos usuários no ato de navegar.Essa primeira fase de coleta buscou uma triagem dossujeitos, que posteriormente foram divididos em doisgrupos de idosos: (a) aqueles que tinham algumafamiliaridade com o ciberespaço e (b) aqueles quenão tinham nenhuma intimidade (Santaella, 2007).Após esta segregação de sujeitos, cujo único pré-requisito foi a idade acima de sessenta anos; Apesquisa piloto exploratória proposta por Santaelladelineou-se como a etapa posterior, onde forambuscados meios mais seguros para obter informaçõessobre as habilidades do usuário que tenha algumaintimidade com os meios digitais.Essas informações foram obtidas através deentrevistas semi-estruturadas com 15 idosos. Preece(2005) ressalta que o tipo de informação, sejareferente a informações demográficas básicas(gênero, idade, etc.) e de detalhes de experiência deusuário (nível de expertise em relação acomputadores), fazem com que o designerdesenvolva duas versões diferentes ou volta-se maisàs necessidades de um dos grupos.Após a aplicação deste questionário, os usuáriosforam segregados em três níveis de expertise,anteriormente citados. Santaella (2007, p.59) defineessa classificação assim:(...) Entendemos que o usuário novato é aqueleque não tem nenhuma intimidade com a rede,para o qual tudo é novidade. O leigo é aqueleque já entrou na rede, já memorizou algumasrotas específicas, mas não adquiriu afamiliaridade e competência de um experto,que conhece os segredos de cada mínimo sinalque aparece em tela.Portanto, para esta pesquisa foram consideradoscinco idosos leigos, visto que seus conhecimentosintermediários poderiam contribuir tanto para odesenvolvimento de padrões de usabilidade tantopara usuários expertos, quanto para novatos.Jakob Nielsen defende que com cinco usuários épossível identificar cerca de 75% dos problemascríticos de uma interface (AGNER,2006).4. O Objeto de EstudoO aplicativo interativo utilizado para o processo depesquisa foi o pertencente ao grupo NET/VIVAX.Segundo dados coletados no próprio site da Empresa
  3. 3. 10º USIHC – Anais do 10º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidadede Interfaces Humano-Computador17 a 20 de maio de 2010 – PUC-Rio / Rio de JaneiroNET Serviços caracteriza-se como a maior empresade multi serviços da America Latina.No aplicativo interativo da NET/VIVAX os dadostransmitidos são armazenados no terminal de acesso.Ao acessar as informações disponíveis, o usuárioestará navegando dentro dos dados armazenados noterminal. Esse tipo de interatividade é denominadode interatividade local ou interatividade nível um(CROCOMO, 2007).Esse guia “interatividade” pertencente ao Portal daNET/VIVAX é subdividido em outros guias deinteratividade; são eles o Guia Climatempo, oEsotérico, o “Destaques”, o Cartoon Games, TVGames e o Futebol, assim representado na imagemabaixo (Figura 01)Figura1: Guias do Portal interativo5. A Metodologia AplicadaPara o estudo foram determinados métodos etécnicas que enalteciam o usuário em uma tarefaespecífica, através de um mapeamento dosproblemas ergonômicos do sistema, propostos pelaIntervenção Ergonomizadora de Ana Maria deMoraes & Mont’Alvão.Esse mapeamento teve o intuito de contemplar asvariáveis de usabilidade do sistema homem- tarefa-maquina durante a interação do usuário idoso comum Guia Eletrônico de Programação para TV Digitalaberta NET/VIVAX.No caso, foram selecionados idosos leigos. Santaella(2007) os define como usuários que possuemconhecimento intermediário sobre as novastecnologias, diferente do experto e do inexperiente.Como o estudo restringiu-se apenas à proposição derecomendações ergonômicas, foram utilizadas duasetapas: Apreciação Ergonômica e a DiagnoseErgonômica.As observações assistemáticas caracterizaram aprimeira etapa da Apreciação Ergonômica, portanto,foram realizados os registros das tarefas porfilmagem com dos sujeitos da pesquisa com oaplicativo interativo. A partir destes registros osproblemas do Sistema Homem Tarefa Máquinaforam categorizados e utilizados para a formulaçãodo quadro de parecer ergonômico com as devidassugestões preliminares de melhoria.Na Diagnose, caracterizada pelas observaçõessistemáticas, foi utilizado o registro diacrônicoseqüencial de eventos por amostragem de tempo,que permitiu a obtenção do tempo gasto em cadauma das atividades estipuladas ao idoso.Tal etapa englobou: A análise da tarefa, perfil e vozdos operadores e o diagnóstico ergonômico.A partir do Diagnóstico, respaldado por etapasanteriores, foram especificados padrões deusabilidade para futuros aplicativos de TVDidirecionado à idosos.6. Diagnostico ErgonômicoApós essas duas etapas, formulou-se o DiagnósticoErgonômico, onde foram expostos os problemaspreviamente preditos na etapa da ApreciaçãoErgonômica.Os Registros comportamentais da tarefa bem como oPerfil e Voz do operador confirmam algunsproblemas observados na etapa da apreciação.Dentre os quais foram destacados; Falta dedelimitação em algumas áreas interativas doaplicativo, falta de homogeneidade entre oselementos da interface, guias de interação doaplicativo não hierarquizados, falhas de feedback dosistema em relação ao usuário,deficiência demecanismos de ajuda (tutoriais) e inexistência demecanismos flexíveis às deficiências do idoso.Todas essas falhas observadas proporcionaram aousuário considerado leigo um maior tempo pararealização de tarefas. A alternância de atenção entrea interface do módulo interativo e controle remoto einúmeros questionamentos sobre como realizar astarefas, comprovam a insegurança natural do usuário
  4. 4. 10º USIHC – Anais do 10º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidadede Interfaces Humano-Computador17 a 20 de maio de 2010 – PUC-Rio / Rio de Janeiroidoso em utilizar esse meio informatizado. Nenhumdeles realizou as tarefas com segurançaA falta de delimitação por cor (Figura 2) ou porformato em áreas interativas do aplicativoNET/VIVAX fizeram com que o usuário nãoobservasse os elementos instrucionais em tela ealguns rótulos de botões (botão voltar). Essadesatenção fez com que pelo menos quatro idososperdessem mais tempo nas tarefas de voltar ao iníciodo Portal interativo do que simplesmente retrocedera uma tela, visto a excessiva demora docarregamento de telas do aplicativo.Figura 2: Áreas da interface sem delimitação cromática.O único usuário que atentou para o botão “voltar”conseguiu realizar as tarefas dentro do GuiaClimatempo num tempo hábil com uma redução deum minuto em relação aos demais registros.Essa problemática agravou-se devido a falta dehomogeneidade observada em alguns rótulos (Figura3) e posicionamento dos botões da interface. No subguia Climatempo os botões “sair” e “ voltar” nãopossuíam consistência, seu posicionamento variavaentre as telas do aplicativo, alguns idososreclamaram desse posicionamento.A reclamação é natural, pois, muito do processo deaprendizado do idoso depende da repetição dautilização dos mesmos recursos de um computador(KACHAR, 2003), quebrar essa seqüência devido àinconsistência de posicionamento de botões, geraacessos inadvertidos, como foi no caso do Guiainterativo Climatempo.Figura 3: Falta de consistência nos rótulos da interfaceGuias de interação do aplicativo não hierarquizadostambém foram identificados neste Sistema, visto ainconsistência do posicionamento do “guia assistir”,que destoava do posicionamento “em colunas” dosdemais. Essa inconsistência gerou diversosaborrecimentos a todos os cinco idosos registrados,visto que nenhum deles teve êxito na navegação e naescolha do elemento “interatividade” do Portalinterativo.O tempo para estados despropositados da tarefa queconsistiam em questionar a tarefa e apertar os botõesdo controle remoto sem propósito a procura de umfeedback do Sistema foram consideravelmente altose por duas oportunidades foi cogitado pelo usuário oabandono do acesso, por medo de ter danificado osistema ou pela frustração do erro em excesso.O erro incomoda muito o usuário idoso, todosquerem acertar. Eles ficam desconcertados com opróprio erro e isso acaba gerando uma dependênciacom relação a tomar atitudes e decisões, preferemperguntar a tentar e correr o risco de errar.(KACHAR, 2003)O Sistema Interativo da NET/VIVAX é muitoríspido e frio com o idoso não há uma qualidade dofeedback incentivando-o a prosseguir com aação,todos são demorados,desinteressantes e semnenhum conotação informal.Esses constantes questionamentos do usuário, sobrecomo proceder para realizar as ações interativasevidenciam a falta de preocupação dosdesenvolvedores com módulos de ajuda e tutoriaisacoplados dentro dos guias interativos. Caso ousuário necessite de orientações em relação aoSistema tem que sair do módulo interativo e acessaro canal 01. Isso acarretaria ao usuário mais umatarefa, comprometendo o critério das ações mínimas.
  5. 5. 10º USIHC – Anais do 10º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidadede Interfaces Humano-Computador17 a 20 de maio de 2010 – PUC-Rio / Rio de JaneiroOutro ponto importante foi a menção dos critériosergonômicos da flexibilidade e consideração daexperiência do usuário, considerados pelos usuáriosidosos como os mais falhos no Sistema InterativoNET/VIVAX. Segundo eles não existem outrasestratégias mais viáveis para chegar a um objetivocomum e que em nenhum momento há apreocupação de suas deficiências e o grande númerode botões desnecessários do controle remoto queapesar de não ser contextualizado à interface e ocomponente essencial à interação7. Padrões de usabilidade propostosO Diagnóstico Ergonômico exposto anteriormenteenglobou as problemáticas mais pulsantes doSistema homem-máquina-tarefa do aplicativointerativo NET/VIVAX, nesse momento torna-senecessário o estabelecimento de alguns requisitosque irão permear com usabilidade não só esseSistema de televisão paga no Brasil, como tambémpode servir de base para outros futuros aplicativosde TV Digital que tenham como usuário o públicoda melhor idade.7.1 Quanto à quantidade de elementos naInterface (Densidade informacional)Idosos tem problema em decodificar diversasinformações simultâneas, grande número deelementos, sejam links, imagens, fontes, dispostasaleatoriamentente, proporcionam uma maiorincidência de erros na manipulação com o Sistema.O Minimalismo, um dos critérios ergonômicosabordados por Scapin e Bastien, é uma característicabastante relevante quando aplicada a interfacesdirecionadas a públicos com dificuldade dememorização. Normalmente a memória humanainterpreta sete unidades relacionadas entre si,isso significa que a partir de cinco unidades os errosaumentam, pois, as tarefas que exigem o usosimultâneo de diversos canais de comunicaçãoprovocam uma sobrecarga mental econseqüentemente o erro.Portanto, recomenda-se é que sejam dispostos nomáximo cinco itens relacionados à tarefa navegação,itens irrelevantes devem ser removidos de tela.7.2 Quanto à disposição dos elementos em telana InterfaceEsses elementos no, entanto, devem ser dispostosharmonicamente em tela, sempre posicionados emuma ordem hierárquica de importância. Recomenda-se também que estes elementos de interaçãoprincipais da interface estejam dispostos em coluna afim de diminuir a quantidade de ações do usuário.Esses elementos, no entanto, devem ser dispostosharmonicamente em tela, sempre posicionados emuma ordem hierárquica de importância. Recomenda-se também que estes elementos de interaçãoprincipais da interface estejam dispostos em coluna afim de diminuir a quantidade de ações do usuário.Recomenda-se que a interface não seja delimitadaem muitas áreas, visto as limitações do Sistema, oideal é que se utilizem quatro áreas específicas: Aárea que rotula o aplicativo (parte superior da tela), aárea central da interface (essencialmente contendoos guias interativos) e a área relacionada aos botõesdo controle remoto (parte inferior da tela) e a áreainstrucional (abaixo da área relacionada ao controleremoto).A fim de dinamizar o processo de percepção de cadauma dessas áreas recomenda-se que cada uma delasseja organizada graficamente por variações de tomcromático e por volume de caracteres.Posteriormente essas variações podem relacionar-seao controle remoto, a fim de tornar o cesso maisseguro.Parece óbvio, mais é impreterível e que os guias deinteração principais do aplicativo devem serdispostos na área central da interface, contribuídopara uma redução do tempo de percepção dousuário.Além disso,todos os elementos interativosdas áreas supracitadas devem estar bem“convidativos”e evidentes para o idoso. O uso deseletores chamativos (cores quentes) é umaalternativa eficiente.7.3 Quanto à legibilidadeA condição de visão dos idosos interfere na leiturade meios informatizados, isso é algo característicoda terceira idade. Doenças como presbiopia, sãoscomuns a partir dos quarenta anos de idade e tendema progredir com o passar dos anos. Isso fez com quehouvesse a dificuldade em enxergar e identificaralguns botões, rótulos e elementos de navegação doaplicativo interativo, visto o reduzido tamanho.Para a boa legibilidade do Sistema recomenda-se afonte Tiresias,já utilizada pele Rede BBC deLondres,caracterizada pela distinção de caracteres
  6. 6. 10º USIHC – Anais do 10º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidadede Interfaces Humano-Computador17 a 20 de maio de 2010 – PUC-Rio / Rio de Janeiroparecidos como o “1” e a letra “I”minúscula(CYBIS,2007).O tamanho mínimo de fonte nãomenor que 24 pontos e o bom espaçamento entrecaracteres também são requisitos que podem serrecomendados não só para aplicativos à terceiraidade como para outros tipos de público-alvo.Recomenda-se que os textos sejam disponibilizadosem blocos e que sua leitura seja feita da formahorizontal, onde o idoso possa se sentirfamiliarizado com essa ação relacionando-a à leiturade um livro.A inserção de rótulos de identificação dequantas páginas já foram lidas ou faltam ser lidassão também importantes para situar o usuário emqual estado se encontra na ação.Em relação à diferença cromática entre fundo eforma Farina (2003, p.70) afirma em sua obra que“À medida que envelhece, o indivíduo vai perdendoa sensibilidade ao azul, devido a uma alteraçãoquímica do cristalino, um adulto distingue menostonalidades do azul do que uma criança”.O azulnesse aplicativo interativo da NET/VIVAX talveztenha sido desinteressante ao idoso.Portanto, recomenda-se que o contraste ideal paraidosos seja o texto escuro sobre o fundo claro,porém esse fundo claro não deve ser totalmentebranco, pois, altos níveis de luminosidade podemincomodar o usuário, ofuscando completamente asletras escuras.7.4 Quanto aos mecanismos de ajuda aousuário idosoDesenvolver mecanismos de ajuda para um usuárioávido por novidades, porém receoso em utilizarsistemas baseados em interface é o grandediferencial para o sucesso dessa nova mídiacomunicacional.A partir disso recomenda-se que sejam acoplados emcada uma das telas dos guias interativos, um tutorialem vídeo que pode ser acessado através de umsímbolo de interrogação claramente indicado nainterface que pode ser acionado por qualquer um dosbotões coloridos de atalho do controle remoto.Outra possibilidade é a utilização dos denominados“Agentes amigáveis da interface” Preece os definecomo “Uma suposição genérica é a deque os maisinexperientes se sentirão mais à vontade com essetipo “companheiro” e serão encorajados aexperimentar coisas novas após, ouví-lo, vê-lo,segui-lo e interagir com ele”.Formas expressivas bem como a aplicação deagentes de interface são recomendadas para que oidoso sinta-se à vontade, confortável e feliz emrelação a esse novo tipo de tecnologia inserido naSociedade Brasileira.7.5 Quanto à visibilidade do Status do SistemaNos Registros Diacrônicos da Diagnose observou-seque alguns idosos voltavam inadvertidamente para oinício do Portal interativo NET/VIVAX ignorando aatividade de retroceder uma tela anterior. Isso éresultante da inexistência de rótulos de indicação doestado em que o idoso se encontrava na gradação detarefas dentro do Guia interativo. Tais açõestornavam o sistema lento devido as constantesretroalimentações.Recomenda-se a partir disso que sejam utilizadosnúmeros com rótulos específicos para indicar oestado atual da tarefa bem como a evolução dainteração do usuário idoso. Esse tipo de recurso éviável para aplicativos T-commerce, marcação deconsultas on-line e outras atividades interativasseqüenciais.7.6 Quanto ao feedback do SistemaO incentivo ao usuário idoso é imprescindível,manter um feedback para usuários inexperientes éimportante para mantê-los motivados. A qualidadedo feedback aumenta a confiança do usuário emrelação a esse novo Sistema de TV digital.Infelizmente devido restrições tecnológicas ocarregamento de telas do módulo interativo daNET/VIVAX é extremamente lento, a demora édesconcertante ao usuário, que pode suspeitar deuma falha do Sistema e tomar atitudes prejudiciaispara os processos em andamento (CYBIS, 2007).Recomenda-se, portanto, que sejam anexadas àstelas de carregamento do sistema um resumo detodas as entradas realizadas pelo o idoso assim comoum resumo do que posteriormente vai ser carregadopelo sistema. Outra recomendação viável é ainserção de contadores de porcentagem
  7. 7. 10º USIHC – Anais do 10º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidadede Interfaces Humano-Computador17 a 20 de maio de 2010 – PUC-Rio / Rio de Janeirodiferenciados, com conotação motivadora ehumorística, relacionados ao contexto do programa.Afinal o idoso deve ser tranqüilizado durante oprocesso de interação, através de um ambientemenos ameaçador, de confiança em si mesma e nooutro que encaminha a atividade, pois, ansiedadedificulta a aprendizagem a memorização e aevocação (IZQUIERDO apud KACHAR, 2003)7.7 Quanto à HomogeneidadePara que a interface seja coerente ao idoso,recomenda-se o uso de convenções para a interface.Todos os itens da interface devem ser conservadosem cada uma das telas do guia interativo. Cybis(2007, p.43) enaltece afirmando que “Osprocedimentos rótulos, comandos, etc, são maisfacilmente reconhecidos e localizados quando seuformato, localização ou sintaxe são estáveis de umatela para outra, de uma seção para outra (...)”.Na Apreciação Ergonômica antes de terem sidorealizadas as filmagens foram passadas instruções defuncionamento dos guias interativos NET/VIVAX,Uma das mais repetidas foi a visualização dosbotões da interface antes de realizar qualquerprocedimento da navegação.A posição dos botões “sair” e “voltar” do Sub-guiaEsotérico, foram tomados pelos idosos como regraúnica para a interação com o aplicativo, no entanto,tal premissa não pode ser observada na observaçãodos guias futebol e Climatempo, completamentedespadronizados. Tal situação gerou inúmerosquestionamentos tornando a atividade extremamentepenosa ao idoso.Isso acontece por que idosos tem dificuldades demanipular e memorizar informações de curto prazo,portanto, a repetição de posicionamento deelementos em uma interface é uma alternativa viávelpara a boa navegabilidade do Sistema.8. ConclusõesA pesquisa em questão teve como essência aobtenção de requisitos de Usabilidade paraaplicativos interativos pra TV Digital para idososbrasileiros. Tais premissas foram obtidas através deobservações e registros minuciosos da relaçãoUsuário-Sistema Interativo NET/VIVAX, semprebalizadas pela Metodologia da IntervençãoErgonomizadora de Ana Maria de Moraes eMontAlvão.Estabelecer requisitos de Usabilidade, tendo comoparâmetros o diagnóstico Ergonômico dosproblemas observados na interação de cinco idososcom um Sistema Interativo pago preexistente,podem embasar a construção de futuros módulosinterativos para a TV aberta, que podem serpermeadas pelas etapas de Projetação e ValidaçãoErgonômica, posteriores à Apreciação e Diagnose,realizadas neste trabalho.Todas as informações levantadas na Apreciação eDiagnose, bem como o referencial teórico sobrecaracterísticas da Tecnologia da TV Digital e doPúblico da melhor idade foram convertidos naelaboração de sete tópicos de recomendaçãosegregados por assunto, que englobam aspectossobre design de interfaces e algumas consideraçõessobre controle remoto.Ressalta-se, contudo, que o mapeamento dessasdificuldades bem como o estabelecimento destesrequisitos foi um grande desafio, visto ascaracterísticas do público-alvo. Afinal, o grandeentrave para o estudo foi encontrar cinco usuáriosidosos leigos, que possuíssem conhecimento, mesmoque básico, dos meios informatizados.Mesmo com essa segregação de cinco usuários,observou-se extrema dificuldade na compreensão erealização das tarefas propostas para a IntervençãoErgonômica; o questionamento excessivo revela omedo natural em operar ou danificar um meiointerfacial, que pode ser explicado pela rígidaformação e educação vivenciadas no tempo deescola, onde o erro era repreendido com rigor.Somado a isso existem os fatores psico-biológicoscaracterísticos da terceira idade, como por exemplo,a redução dos níveis de audição e visão, bem como,os níveis de senescência, que indiretamenteinfluenciaram na navegabilidade do Sistema.Apesar dessas dificuldades, investimentos emestudos sobre Usabilidade e outros aspectos quenorteiam a TV Digital Interativa são relevantes paraa Sociedade, pois, somente a valorização doconhecimento científico nacional proporcionará aatualização e a conseqüente competição tecnológicacom outros Países detentores desta nova mídiacomunicacional.
  8. 8. 10º USIHC – Anais do 10º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidadede Interfaces Humano-Computador17 a 20 de maio de 2010 – PUC-Rio / Rio de Janeiro5. Referências BibliográficasAGNER, Luiz. Ergodesign e Arquitetura deInformação: Trabalhando com o usuário. 1 EdRio de Janeiro: Quartet, 2006. 176 p.ARVID, A Guide for Digital TV Service Producers.Helsinki: ArviD-publications, 2004.75p.BRENNAND, Edna; LEMOS Guido. TelevisãoDigital Interativa: reflexões, sistemas e padrões.São Paulo: Ed. Mackenzie, 2007.175 p.CAMPOS, Dinah Martins de Souza. Psicologia daaprendizagem. 31ª ed. Petrópolis: Vozes, 2001.CAPDA (2004). Comitê das Atividades de pesquisae Desenvolvimento na Amazônia. TV DigitalInterativa. Elaboração. Manaus, 2004.CYBIS. Walter. Ergonomia e Usabilidade:conhecimentos, métodos e aplicações. São Paulo:Novatec Editora, 2007.CROCOMO, Fernando Antônio. TV Digital eprodução interativa: a comunidade manda notícias.Florianópolis: Ed.da UFSC, 2007.DIZARD, Wilson. A Nova mídia: a comunicação demassa na era da informação. Rio de Janeiro. Rio deJaneiro: Jorge Zahar, 2000.IIDA, Itiro. Projeto e produção. 2ª ed. São Paulo:Edgard Blucher, 2005.KACHAR, Vitória. Terceira idade e informática:aprender revelando potencialidades. São Paulo:Cortez, 2003.LEMOS André. Anjos Interativos e Retribalizaçãodo Mundo: Sobre Interatividade e InterfacesDigitais. São Paulo: Luzes, 1997.MONTEZ, Carlos; BECKER, Valdecir. TV DigitalInterativa: conceitos, desafios e perspectivas para oBrasil. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2005. 2ª ediçãoMORAES, Ana Maria de. Design e avaliação deinterface: ergodesign e interação humano -computador. Rio de Janeiro: Ed. iUsEr,2002.MORAES, Ana Maria de. Ergonomia: conceitos eaplicações/ Ana Maria de Moraes, ClaudiaMont’alvão. Rio de Janeiro: 2AB, 1998.PAPALÉO NETTO, Matheus. Gerontologia: avelhice e o envelhecimento em visão globalizada.São Paulo: Editora Atheneu, 2000.PICOLLO, Lara; BARANAUSKAS, Maria.Desafios de design para a TV Digital Interativa.Anais do IHC 2006, Natal, p.01-10, nov.2006 Natal,RN, BrasilPREECE, Jeniffer. Design de Interação: além dainteração homem-computador. Porto Alegre:Bookman, 2005.

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